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domingo, 15 de fevereiro de 2009

O jornal «As Flores» no Fórum (XIV)

Jornal «As Flores», edição de 22 de Janeiro de 2009
(nº 632, II série, ano XXXVI) : : : AINDA NAS BANCAS!!! : : :
Directora: Maria José Sousa


Títulos e resumos da 1ª Página:

Editorial: Mensagem de Ano Novo
Num instante fugaz há quem erga as taças de champanhe borbulhante e solte o grito de alegria desejando aos seus familiares e amigos um feliz ano novo. Este é o cenário alegre em muitas casas e espaços de festa. Entretanto, bem pertinho, noutra casa, bem mais perto de nós do que alguma vez nos lembramos há quem esteja só, há quem não tenha com quem dividir esse instante fugaz carregado de simbolismo. Tudo seria bem menos doloroso e solitário se alguém se tivesse lembrado dessas pessoas. Pena que as Câmaras Municipais não tenham deixado uns trocados para finalizar o ano montando uma barraquinha, uma tenda à Praça onde essas pessoas se pudessem ter reunido para celebrarem juntas, com uma taça de champanhe e doze passas porque também são “filhos de Deus”. É realmente triste que numa ilha tão pequena as pessoas estejam cada vez mais distantes umas das outras, menos preocupadas com o próximo, mais egoístas do que nunca. Pensando que não, estas pessoas não são uma nem duas, mas sim algumas dezenas delas se incluirmos idosos, pessoas que vivem só, emigrantes, e até aqueles que embora não estejam sós vivem no mais vazio das suas vidas.
Aqui deixo o repto para este ano: as entidades públicas devem reunir esforços para que a passagem de ano das pessoas que vivem sozinhas, deixe de ser solitária e triste e passe a ter pelo menos um momento de convívio entre pessoas que nada mais querem que uma palavra amiga, alguém a quem desejar “Um Feliz Ano Novo”.


Para Grandes Esperanças, Maiores Enganos
Democracia é miragem, pura ilusão
A democracia hoje está seriamente limitada. Há um claro empobrecimento da vida democrática no país, como por exemplo limitações inaceitáveis aos direitos sindicais ou de manifestação e de propaganda política.

Grupo de Teatro “A Jangada” arrasou com «Alguém terá de Morrer»
Nos dias 5, 6, 7, 12 e 13 de Dezembro o Grupo Cénico de Amadores “A Jangada” ofereceu ao público mais um excelente trabalho. «Alguém terá de Morrer», baseado no texto de Luís Francisco Rebelo, adaptado por Fernando Oliveira e com encenação e direcção artística de Joaquim Salvador, arrasou perante o público, pela inovação e qualidade dos actores.

Sorteio do Comércio Tradicional
No passado dia 12 de Janeiro pelas 20 horas no Núcleo Empresarial das Flores e Corvo realizou-se um sorteio, inserido na Campanha de Promoção do Comércio Tradicional promovido pela Câmara do Comércio e Indústria da Horta, que decorreu entre os dias 1/12/2008 e 31/12/2008, foram sorteados três vales de compras para cada Concelho das Flores e para o Concelho do Corvo no valor de 400€, 300€ e 200€, correspondendo ao 1º, 2º e 3º prémios, respectivamente.

Associação de Pescadores Florentinos abre Peixaria
A ilha das Flores tem agora ao seu dispor peixe fresco todos os dias, sendo que às segundas, quartas e sextas é vendido nas Lajes e terças, quintas e sábados em Santa Cruz. A iniciativa veio combater uma lacuna no nosso comércio local.

Antigo Barracão do Sargaço desmoronou em Ponta Delgada
Devido ao mau tempo e também ao estado de degradação em que já se encontrava o edifício, este não resistiu e desmoronou por completo. Na memória dos habitantes de Ponta Delgada fica apenas a época em que aquele barracão serviu de armazém para o sargaço recolhido e apanhado a muito custo, vendido depois como uma das formas de subsistência nos meses de estio.

Rondas pelos Reis
Foram vários os ranchos que uma vez mais se reuniram para cantar pelos Reis. A tradição é já longínqua, transferida de pais para filhos há séculos e nota-se que as pessoas querem mantê-la, quando de ano para ano continuam a juntar as suas vozes, as suas cordas e a sua vontade de levá-la a outras pessoas, andando de casa em casa, melodizando e entoando os cânticos festeiros.
A Associação Cultural Lajense promoveu um encontro de rondas na Casa do Povo das Lajes.

Novo espaço de Desporto nas Lajes das Flores
Por: Patrícia Carreiro
No mês de Dezembro de 2008, foi inaugurado o pavilhão gimnodesportivo da Câmara Municipal das Lajes das Flores. Este é um investimento camarário, orçado em 2,1 milhões de euros e comparticipado pelo Governo Regional.

Puxão de Orelhas
Agora que o ano começa... E para que comece bem, vou fazer uma promessa aqui e além: denunciar, informar, louvar, congratular, constatar, anunciar, publicitar, ajudar, incentivar, apoiar, criticar, serão os objectivos deste mensário que não hesitará em puxar as orelhas a quem precisar!

ALGUNS DOS OUTROS TÍTULOS EM DESTAQUE NESTA EDIÇÃO:

A Escola do Corvo (EBI Mouzinho da Silveira) participou em mais um intercâmbio europeu desta vez na Turquia

Escuteiros: 30 anos ao serviço da juventude

Passagem de Ano nos Minhocas

Corta Mato Escolar


ALGUMAS DAS PEÇAS DE OPINIÃO:

Lajes das Flores com 500 anos de existência - por Francisco Gomes Vieira

Natal: Do muito que se diz - por Dr. Caetano Tomás

A menina que tinha medo do silêncio - por Patrícia Carreiro

Carreira Docente: auscultações minimalistas e minudências - por Paulo Rosa

Crónicas da minha Terra: Vida destruída... Alma com vida - por Lino de Freitas Fraga

ALGUMAS DAS SECÇÕES:

Olhar com Saúde - por Paulo Ramos

Desporto na Ilha - por Fábio Armas e Raimundo Lima

O Cantinho da Saúde: SIDA, Síndroma de ImunoDeficiência Adquirida - pela enfermeira Ana Gil

domingo, 2 de novembro de 2008

O jornal «As Flores» no Fórum (XIII)

Jornal «As Flores», edição de 23 de Outubro de 2008
(nº 629, II série, ano XXXVI) : : : : JÁ NAS BANCAS!!! : : : :
Directora: Maria José Sousa


Títulos e resumos da 1ª Página:

Editorial
Num mês que se fez bastante agitado, uma vez mais trazemos junto a si muitas notícias, artigos de opinião, desporto, saúde e lazer.
Com a ajuda imprescindível dos nossos colaboradores “As Flores” entrega em suas mãos o sumo do muito que aconteceu na nossa ilha. Perdemos o nosso colaborador Rui Moura que justificou a sua ausência com o facto de que recentemente perdera o gosto pela escrita e pela colaboração. No entanto, nunca se fecha uma porta que não se abra outra e assim recebemos de braços abertos a jovem Patrícia Carreiro que deseja colaborar com este mensário, facto que nos deixa envaidecidos.
Foi também no mês anterior que o Jornal “As Flores” esteve de férias, facto que nos esquecemos de anunciar na edição anterior e pelo qual pedimos desculpas aos nossos leitores e assinantes.
Durante estes últimos dias viveu-se com intensidade a campanha eleitoral para as Regionais 2008, entre muitas sessões de esclarecimento, comícios, jantares-comício, visitas dos líderes nacionais e regionais, porta-a-porta visitando o eleitorado. Hoje alguns estarão felizes outros tristes, no entanto resta dizer que todos lutaram para mostrar que melhor poderiam defender os interesses da ilha.
Fez-se uma vez mais democracia, na medida em que foi o povo que através de voto secreto foi escolher quem queria à frente do destino dos açorianos. Repito: voto secreto, pois acho que muitas vezes o povo e os próprios políticos esquecem isso na medida em que tentam pressionar de todas as formas e até nas próprias sondagens que deixam os eleitores pouco à vontade.


Para Grandes Esperanças, Maiores Enganos
A verdade às vezes dói
Não estamos aqui para julgar pessoas, esse papel pertence aos tribunais, e nem somos delatores, porque isso é responsabilidade policial. Fazemos, simplesmente, eco da nossa indignação, por vivermos num mundo onde o oportunismo impera descaradamente.

Festival «Flores põe-te a mexer»
Decorreu entre 12 e 19 de Agosto na Fazenda das Lajes, ilha das Flores, o primeiro Festival «Flores põe-te a mexer». O projecto, organizado por um grupo informal de 15 jovens florentinos, tinha como objectivo primordial a ocupação dos tempos livres dos residentes e visitantes, através da realização de actividades desportivas e lúdicas.

Segurança Social já funciona em novo edifício em Santa Cruz
O secretário Regional dos Assuntos Sociais inaugurou no passado dia 1 de Outubro, o novo edifício da Segurança Social de Santa Cruz das Flores, situado na rua de Santa Catarina, o novo equipamento representou um investimento de um milhão de euros.

A menina Fátima está já em Cuba
A história de Fátima cresceu e tocou de perto muitos florentinos e açorianos e com o apoio de todos foi possível angariar os fundos necessários à deslocação da menina.

Ilha das Flores - Reserva da Biosfera
O dossier de candidatura da ilha das Flores a Reserva da Biosfera foi entregue no dia 30 de Setembro, em Lisboa, à UNESCO, entidade que deverá apreciar o processo nos próximos meses.

Puxão de Orelhas
Ora dá cá um e a seguir dá outro e depois mais um que só dois é pouco, ai eu gosto tanto e alguns não gostam nada e entretanto dá mais um puxãozinho.

Dra. Patrícia Carreiro colabora com Jornal “As Flores”
Licenciada em Comunicação Social, natural de Ponta Delgada, São Miguel, a jovem Patrícia Carreiro é agora colaboradora do Jornal “As Flores”. Actualmente está a fazer o Estagiar L no «Expresso das Nove». Com um currículo já invejável para a idade, dinâmica, responsável e interessada, vem assim dotar este mensário de uma mais-valia, enriquecendo a qualidade da informação que se pretende oferecer aos nossos leitores. De salientar o facto de que colaborará gratuitamente, consciente de que numa ilha pequena como as Flores, um mensário tem que lutar muito para prevalecer e não possui capacidade financeira para manter um jornalista remunerado. Sinal de que é uma jovem com espírito empreendedor, tentando ingressar no mundo do trabalho na busca de uma carreira que será por certo promissora.
Aqui deixo o meu sincero agradecimento à sua colaboração, esperando poder contar com ela durante muitas edições e desejando muitas felicidades na sua vida pessoal e profissional.


ALGUNS DOS OUTROS TÍTULOS EM DESTAQUE NESTA EDIÇÃO:

Fajã Grande homenageou a sua padroeira

Casa Pimentel Mesquita reabre como Biblioteca Pública

Escola Segura

Limpeza subaquática nas Flores


ALGUMAS DAS PEÇAS DE OPINIÃO:

Conhecia-o apenas dos livros... - por José da Costa

Eleições Regionais de 2008: Corvo - por Manuel Inácio

Perversões mentais, esclarecendo - por Dr. Caetano Tomás

Ariel - por Félix Martins

Emigrante de sucesso: o maior armador de pesca da América do Norte é corvino - por Lino de Freitas Fraga

Haja bom senso! - por António Henrique V. Sousa

Resposta ao “A propósito de Jornal «As Flores» não desiste” - por Maria de Fátima Avelar

ALGUMAS DAS SECÇÕES:

Ambiente: Eco-condução - por Marlene de Freitas Nóia

Estórias que meu Avô nos contava: Lenda da Caldeira de Santo Cristo (ilha de São Jorge) - por J. M. Soares de Barcelos

Desporto: O começo da época desportiva - por Fábio Armas e Raimundo Lima

O Cantinho da Saúde: As rugas do idoso são bonitas porque foram marcadas pelo sorriso! - pela enfermeira Ana Gil

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O jornal «As Flores» no Fórum (XII)

Jornal «As Flores», edição de 21 de Agosto de 2008
(nº 628, II série, ano XXXVI) : : : AINDA NAS BANCAS!!! : : :
Directora: Maria José Sousa


Títulos e resumos da 1ª Página:

Editorial
Se existe algo que defendo que não deverá ser o papel de um jornal ou de qualquer outro órgão de comunicação social é que não sirva de meio para lavagem de “roupa suja”.
O editorial de Julho por ter sido escrito com alguma emoção e sentido soube à partida que feriria susceptibilidades. Felizmente estou de consciência tranquila e certa de que procedi corajosamente e fiel aos meus princípios de que a amizade e a confiança deverão estar acima do dinheiro e das coisas materiais. Judas vendeu Jesus por 30 moedas de prata, eu simplesmente achei que não havia preço que pagasse a minha palavra. Simplesmente achei que a componente humana valia mais que a componente material. E acrescento que quando se ouve um “não” logo de entrada, torna-se impossível qualquer “diálogo útil”, ainda por cima se esse diálogo útil pusesse em causa a vida profissional de alguém.
Esclareço também que nunca “pedi” o título “As Flores”, mas sim ofereci-me para mantê-lo vivo em virtude de homenagear quem sempre lutou para o manter e isso inclui Roque Moura e filho, em virtude também de uma suposta amizade que julguei existir. No entanto agradeço a oportunidade e o título com o qual espero continuar a honrar o homem humilde e digno que foi Roque Moura.
“Sensibilizada para as excelentes perspectivas de negócio que no futuro se poderiam desenrolar a partir do desenvolvimento do projecto” sei agora que dificilmente se poderão concretizar dado que a antiga empresa nunca deverá ter lucrado, uma vez que o seu gerente se queixa de “dezenas de anos de trabalho gratuito”. Pensei que o facto de o Jornal continuar seria motivo de alegria para todos, infelizmente “Para Grandes Esperanças, Maiores Enganos”.


Para Grandes Esperanças, Maiores Enganos
Eleições de Outubro
Voto nestas eleições para que não se venha a odiar a democracia como os nossos pais e avós odiaram a ditadura.

A propósito de Jornal “As Flores” não desiste
Renato Moura ofendeu-se com Editorial de Julho e aproveita o direito de resposta para contar a sua versão dos factos.

União de Cooperativas Agrícolas da ilha das Flores aposta na produção de iogurtes
A União de Cooperativas Agrícolas da ilha das Flores pretende investir na produção de iogurtes visto ser uma das lacunas do nosso mercado.

Festa do Emigrante marcou o mês de Julho
Promovida pela Câmara Municipal das Lajes das Flores, a Festa do Emigrante realiza-se há 16 anos e é o ponto de encontro de muitos amigos e familiares espalhados pelos vários cantos do mundo.

Festa de Nossa Senhora da Guia em Ponta Delgada
Foi no primeiro fim-de-semana de Agosto como já é tradição que se realizou a festa da Nossa Senhora da Guia em Ponta Delgada. A imagem venerada há décadas pelos pescadores e apanhadores de algas move cristãos em profunda fé de toda a freguesia e da ilha.

Puxão de Orelhas
Veja o puxão de orelhas de que alguns não vão gostar!!!

ALGUNS DOS OUTROS TÍTULOS EM DESTAQUE NESTA EDIÇÃO:

Eleições Regionais a 19 de Outubro

SINTAP/Açores diz que ainda não venceu esta batalha: fim de quotas de avaliação só nos Açores

Não foram os portugueses a descobrir os Açores

Festa da Praça com muita animação

PSD das Flores recupera José Francisco Fernandes

Operação Verão seguro 2008


ALGUMAS DAS PEÇAS DE OPINIÃO:

Assim vai o meu País: Residencial Comodoro (Corvo) - por Lino F. Fraga

A propósito de “O Encanto da Fajãzinha” - por Francisco Artur Gomes Corvelo

ALGUMAS DAS SECÇÕES:

Ambiente: Resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos, que destino? - por Marlene de Freitas Nóia

Estórias que meu Avô nos contava: Lenda da Caldeira de Pêro Botelho (ilha de São Miguel) - por J. M. Soares de Barcelos

Desporto: Voleibol de Praia inserido na Festa do Senhor Santo Cristo da Fazenda das Lajes - por Fábio Armas e Raimundo Lima

O Cantinho da Saúde: O aleitamento materno é o melhor! - pela enfermeira Ana Gil

quinta-feira, 31 de julho de 2008

«Para grandes Esperanças, maiores Enganos», por Maria José Sousa

Instalações desportivas em Santa Cruz

Ainda recordo com alguma saudade os bons tempos de escola, tanto quando frequentava o primeiro ciclo em Ponta Delgada, como quando frequentei o segundo, terceiro ciclo e secundário em Santa Cruz. Na freguesia de Ponta Delgada o mini “polidesportivo”, se assim se pode chamar, era de recente construção e estava sempre pintado e limpo, na altura ainda sem rede e sem balneários, que mais tarde foi colocada e foram construídos. Neste momento esse local de desporto e lazer está ao abandono, as redes degradadas, os balneários quebrados. É verdade que o facto de os balneários estarem quebrados não é culpa da autarquia, mas sim dos actos de vandalismo que infelizmente se verificam em qualquer lado. No entanto, é culpa da autarquia o estado de degradação da rede que nunca mais foi substituída e que como se sabe o nosso clima não perdoa. É culpa da autarquia o abandono, pois “quem não cuida do que é seu, o diabo é que cuida”. E aliás a freguesia provavelmente aguarda impaciente a cobertura do polidesportivo tal como foi prometido nas últimas eleições autárquicas.

Na freguesia dos Cedros, outras crianças também brincaram outrora num polidesportivo pintado e arranjado, hoje o mesmo cenário de Ponta Delgada se verifica também nessa pequena, mas não menos importante freguesia. Na Caveira a situação seria a mesma se a Junta de Freguesia não utilizasse as instalações da antiga Escola Primária como sua sede, conferindo alguma dignidade àquele espaço.

Em Santa Cruz, recordo o polidesportivo do Boavista, que serviu de palco a muitos eventos desportivos e não só, serviu também de palco a grandes festas e bailes que muitos certamente recordarão porque não foi assim há muito tempo que isso acontecia. Um polidesportivo que até mete dó o estado em que está. O que pensarão os turistas que nos visitam? Triste ideia levam de nós.

Olho para o meu concelho e entristece-me ver que sobra apenas um frio relvado sintético que meia dúzia de pessoas utiliza durante o ano e nas poucas provas de competição que existem devido à falta de um olhar mais atento sobre o desporto nesta terra.
Ainda bem que no concelho vizinho o exemplo é bem diferente!

Concordo com o desenvolvimento e o progresso, aliás, anseio pelo progresso nesta terra, mas acredito sobretudo que se devem manter as nossas heranças, que se deve preservar o pouco que temos, que se deve lutar para conservar o património cultural e desportivo que são no fundo um dos grandes capítulos da nossa história. Pena que alguns não conhecem nem se interessam pela nossa história. Nem seus pais nem seus avós lhes deixaram nada nesta ilha porque nunca a conheceram... Felizes daqueles que vem para respeitar e amar aquilo que a nossa terra lhes oferece, os outroS não fazem cá falta!

Maria José Cabral de Sousa

Este artigo de opinião é parte integrante do jornal «As Flores», edição de 24 de Julho de 2008.

sábado, 26 de julho de 2008

São João animou mas não convenceu

A Festa municipal de Santa Cruz, em honra ao São João, era em tempos a maior festa da ilha, aquela que todos aguardavam ansiosamente o ano inteiro, por se tratar de um evento rico em diversidade cultural.
A data da festa é já há muito tempo discutida na praça pública por se tratar de um mês muito incerto em termos climáticos. Este ano não foi excepção e tivemos a programação do sábado cancelada devido à chuva que se fez sentir. Lamentável é o facto de nunca se prever esta situação, embora ela se repita todos os anos. Faz-nos acreditar que existe algum desinteresse e desleixo por parte da autarquia que deveria solucionar um espaço coberto para que tal situação não se repetisse de ano para ano. Acusticamente o pavilhão gimno-desportivo não é a solução ideal, mas poderia ser pelo menos uma solução de remedeio. Com o cancelamento da programação do sábado, a população viu-se privada de 25% da festa. Na terça-feira, dia aguardado com grande expectativa, surge a desilusão total, pois muitas foram as pessoas que se deslocaram em plena tarde de Verão para assistir às “demonstrações aéreas” que não foram mais do que ver cruzar no céu os aviões, porque de demonstrações e acrobacias ninguém viu nem soube. Também não se ouviu dizer que a Autarquia tivesse pelo menos demonstrado o seu desagrado à Força Aérea pela errónea propaganda e pelo desrespeito pelas pessoas que estavam presentes para o evento. Pois nas outras ilhas realmente decorreram as acrobacias, é caso para se pensar que nem todos sabem ou interessam-se em apelar pelo que lhes é de direito.
O tradicional desfile de carros alegóricos foi um dos pontos altos da festa e que a ela deram início. O rei e a rainha estavam vestidos e arranjados à altura, nota de bom gosto de quem organizou os pormenores do desfile.
De salutar também a ideia de relembrar Roberto de Mesquita, através do Concurso Literário, pena que não tenha havido mais adesão e participação. Não teria sido má ideia a reedição das «Almas Cativas», já há muito procurada e esgotada.
A sardinha aromatizou o recinto da festa no dia 24 e muitos foram os que a provaram.
A exposição de actividades económicas organizada pela Câmara de Comércio e Indústria da Horta, através do Núcleo das Flores e Corvo funcionou todos os dias da festa.
Notou-se alguma preocupação em arranjar mais algumas actividades na tentativa de enriquecer o programa, tais como: demonstração canina, gincana a cavalo e demonstração Moto 4.
Para os mais pequenos e tal como já havia acontecido o ano passado houve animação com insufláveis.
Os cabeças de cartaz este ano foram: Axel, Pedro Khima, Ynot Band e Marina&Clayton, os dois primeiros continentais, os últimos açorianos.
Para o ano há mais festa, esperemos que com alguma melhoria, por se tratar de ano de eleições, afinal: povo contente vota sempre!

Esta notícia é parte integrante do jornal «As Flores», edição de 24 de Julho de 2008.
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

O jornal «As Flores» no Fórum (XI)

Jornal «As Flores», edição de 24 de Julho de 2008
(nº 627, II série, ano XXXVI) : : : : JÁ NAS BANCAS!!! : : : :
Directora: Maria José Sousa


Títulos e resumos da 1ª Página:

Editorial: Jornal “As Flores” não desiste
Para alguns que já esfregavam as palmas, esta não será certamente uma boa notícia, afinal o Jornal “As Flores” não parou, não desistiu, apenas mudou de sede.
Infelizmente e para grande surpresa minha, algumas das facilidades criadas inicialmente para a continuação deste projecto não tiveram continuidade.
Sem telefone durante alguns dias, sem fax, sem fotocopiadora, sem impressora, sem guilhotina, sem estantes, sem secretária, digo que foram uns dias complicados tanto para mim como para a D. Fátima que trabalhou durante 20 anos naquele pequeno espaço que não era nada mais nada menos que a sua segunda moradia.
Ainda hoje, até eu sinto saudades do cheiro de papel antigo do arquivo, das máquinas e do cheiro ao ferro e à história que elas carregam, e pouco tempo lá passei, imagino quem lá se sentou 20 anos, 20 Invernos frios e húmidos, 20 Verões quentes, muitas edições de Jornal dobrados pela sua mão, olhando a foto do fundador colocada por cima da registadora antiga.
Provavelmente nem o fundador, nem os “amigos” que construíram o edifício algum dia imaginaram que este deixaria de ser a sede do Jornal “As Flores”.
Hoje, é na minha casa que tenho instalado um pequeno escritório, para o qual já adquiri a algum custo, telefone, fax, impressora, estante, secretária, encadernadoras em espiral e a cola quente. Posso dizer que estou satisfeita porque estou em condições de continuar a oferecer os mesmos e mais serviços aos clientes e assinantes do Jornal. A D. Fátima continua a servir este projecto com a dedicação e trabalho que lhe é característico. Apesar de se sentir deslocada e afastada do meio da Vila onde tudo se passa, acredito que no fundo achará até uma certa graça em ter a patroa ao lado atarefada a mudar fraldas e a preparar papas, e ganhou também uma ajudante dedicada que é a minha Helena de 7 anos que tagarela com ela o dia inteiro, abusando da sua paciência ao roubar-lhe os carimbos, o papel e o espaço na secretária.
Confesso que devo a continuidade do projecto aos comerciantes, que embora sem necessitar de publicidade, continuam a fazê-la, porque sabem que sem publicidade o Jornal fecharia as suas portas, e é com humildade que os procuro todos os meses buscando o seu apoio.


Para Grandes Esperanças, Maiores Enganos
Instalações desportivas em Santa Cruz
“Pena que alguns não conhecem nem se interessam pela nossa história. Nem seus pais nem seus avós lhes deixaram nada nesta ilha porque nunca a conheceram... Felizes daqueles que vem para respeitar e amar aquilo que a nossa terra lhes oferece, os outros não fazem cá falta!”


X Dia do Agricultor – Ilha das Flores
Foi no passado dia 9 de Julho que os Agricultores da ilha se reuniram para comemorar o dia que lhes é dedicado.
Organizado pela Direcção Regional do Desenvolvimento Agrário e pelo Serviço de Desenvolvimento Agrário das Flores e Corvo, com a colaboração da União das Cooperativas Agrícolas da ilha das Flores e da Associação Agrícola da ilha das Flores, o X Dia do Agricultor dotou-se de um programa atractivo não só para os agricultores como para a população em geral.

Renato Moura demitiu-se de Presidente da Comissão Directiva Regional do PP e de Conselheiro Nacional
Numa carta hoje divulgada em Angra do Heroísmo, o histórico dirigente popular alega a excessiva concentração de poderes e protagonismo no Presidente [regional] do partido, Artur Lima, como uma das razões para a demissão.

SECÇÃO DE DESPORTO: Actividades de Promoção
Com o fim da época desportiva, seguiu-se, no final do mês de Junho o primeiro encontro entre todos os participantes que pertenceram ao projecto "Açores Activo" levado a cabo pela Associação de Desportos, sendo a primeira vez que esta proporcionou tal evento.

São João animou mas não convenceu
Os cabeças de cartaz este ano foram: Axel, Pedro Khima, Ynot e Marina&Clayton, os dois primeiros continentais, os últimos açorianos.
Para o ano há mais festa, esperemos que com alguma melhoria, por se tratar de ano de eleições, afinal: povo contente vota sempre!


MAIS VALE SÓ, QUE MAL GOVERNADO
«Mais vale só, que mal governado» foi o título do último trabalho do Grupo de Teatro “A Jangada”. Com encenação habitual de Joaquim Salvador, coreografias de Diva Malheiros, os “marinheiros” desta fantástica viagem revisteira encheram o palco de cor e alegria proporcionando ao público uma noite agradável e de boa disposição. Durante cinco dias o salão de espectáculos do Grupo Desportivo “Os Minhocas” encheu e os artistas bem mereceram os aplausos distribuídos pela noite dentro.
"A Jangada" cada vez ruma mais e melhor na direcção correcta, acima de tudo porque todos deram o seu melhor. Todos deram o seu tempo e a sua dedicação a esta causa, para que a ilha das Flores surgisse novamente no programa cultural dos Açores.
As rábulas bem criativas, bem “afiadas”, enfiaram muitos chapéus, a construção dos textos está também cada vez melhor, assim como as músicas, as letras e a confecção das roupas.
Enfim, é impossível poupar elogios porque os vinte e três artistas e todo o pessoal de bastidores e camarins estão de parabéns, porque de amador só têm o orçamento e o nome, pois cada vez mais o profissionalismo é notável, a dedicação brilha mais que as luzes do palco e o amor ao teatro é da imensidão do oceano.


ALGUNS DOS OUTROS TÍTULOS EM DESTAQUE NESTA EDIÇÃO:

AAiF inaugura 1ª fase das obras de remodelação da sede social

XIX Jornadas Parlamentares do GPPS-Açores nas Flores e Corvo


ALGUMAS DAS PEÇAS DE OPINIÃO:

Surpresas na Política... ou talvez não! - por Renato Moura

Assim vai o meu País: Chegou o Verão, mas o Sol não brilha para todos - por Lino F. Fraga

Os ferry's dos Açores - por Félix Martins

Nota de férias - por Jota Apres

Gestão do tempo - por Jacob Fernando Nóia Vasconcelos

O encanto da Fajãzinha - por Fernanda Trindade (deputada regional)

ALGUMAS DAS SECÇÕES:

Farpas Farpas Farpas - por Renato Moura

Desporto: Actividades de promoção - por Fábio Armas e Raimundo Lima

Espaço Saúde: Adesão e manutenção de estilos de vida saudáveis: a intervenção na e da motivação (parte I) - pelo Dr. Rui Moura

O Cantinho da Saúde: Água... essencial à Vida - pela enfermeira Ana Gil

Tal Qual: Quando a entrevista vira debate - por José Renato Medina Moura

Re-Pensando: Os humildes deixam exemplos de vida - por filho de Roque de Freitas Moura

sábado, 28 de junho de 2008

O jornal «As Flores» no Fórum (X)

Jornal «As Flores», edição de 19 de Junho de 2008
(nº 626, II série, ano XXXVI) : : : : JÁ NAS BANCAS!!! : : : :
Directora: Maria José Sousa


Títulos e resumos da 1ª Página:

Editorial: Que venha nova Revolução!
Não são tanto os da minha idade, porque esses tal como eu não tem termo de comparação, mas os mais velhos já rezam por uma nova revolução, pois o único direito que ainda nos resta, ou achamos nós que nos resta, é a liberdade de expressão. No entanto, tudo o que o 25 de Abril nos trouxe tem fugido entre nossos dedos a cada ano que passa, a cada lei, a cada alteração de lei.
Já há algum tempo que se vem anunciando na comunicação social que Portugal está ficando cada vez mais desequilibrado na medida em que os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres e a população considerada mediana começa já a contar os euros para que rendam para o mês inteiro. A crise instalou-se. O emprego é cada vez mais precário, aqueles que julgavam o seu seguro, com a alteração das carreiras já não sentem a mínima segurança, a ameaça de despedimento paira sobre muitas cabeças. Já não há optimismo que suporte o estado das coisas, que sustente uma réstia de esperança nos lares portugueses.
Os únicos vencimentos que sofrem aumento são os dos políticos, políticos esses que nos pedem paciência e sacrifícios.
O custo de vida aumentou nos últimos 3 anos cerca de 15%, o desemprego aumentou, os combustíveis aumentaram, o arroz e os cereais estão mais caros... na realidade só diminuiu a qualidade de vida.
A esperança é que os entendedores na matéria (economistas) dizem que depois de uma crise económica vem uma época positiva e de melhoria.
Podia até pertencer ao mesmo partido que actualmente comanda o país, mas que diferença se notou com a saída de Guterres. Guterres, venha a nós o vosso reino! Traz os cravos, se preferires podem ser rosas, mas devolve aos lares portugueses a dignidade que Sócrates nos tirou!
Nobre povo, Contra os aldrabões marchai, marchai!


Para Grandes Esperanças, Maiores Enganos
Há os amigos e os que fingem ser
Tenho pena de quem só guarda dentro de si um grande vazio que tenta preencher com a vida e a desgraça alheia.

SECÇÃO JOVEM: Exames Nacionais...
Na secção deste mês a Eliana dá dicas e conselhos de como preparar para os exames nacionais. Defende que elaborar um bom plano de estudo é fundamental para a obtenção de bons resultados.

Amigos das Flores organizaram jantar de beneficência
A Associação Amigos da ilha das Flores organizou um jantar de beneficência para com a menina Fátima Silva. Uniram-se à onda de solidariedade cerca de oitenta pessoas numa noite que rendeu 1.090 euros para ajudas nos tratamentos da menina.

Farpas Farpas Farpas
Apertadinhas ou mais gordinhas depende do espaço, ainda assim as farpas só “agulham” aqueles que se sentem culpados.

ALGUNS DOS OUTROS TÍTULOS EM DESTAQUE NESTA EDIÇÃO:

Dr. Rui Graça – 25 anos ao serviço das Flores

Lar de Idosos festejou em louvor ao Divino Espírito Santo

Circo Monte Carlo nas Flores

Grupo Cénico de Amadores «A Jangada» vai estrear a revista “Antes só que mal Governado”

Câmara Municipal de Santa Cruz promoveu espectáculo de ilusionismo

Festa Municipal de São João no concelho de Santa Cruz tem como cabeças de cartaz: Axel, Ynot Band, Pedro Khima e Marina&Clayton

Firma Lourenço & Lourenço, Lda. inaugurou no passado dia 14 o seu supermercado na freguesia da Fazenda das Lajes


ALGUMAS DAS PEÇAS DE OPINIÃO:

A Avaliação do Serviço Público de Rádio e Televisão - por Renato Moura

Assim vai o meu País: Terra de Emigrantes e Imigrantes - por Lino F. Fraga

Perversões Ocidentais? - por Dr. Caetano Tomás

Caso Esmeralda - por Manuel M. Esteves

ALGUMAS DAS SECÇÕES:

Estórias que meu Avô nos contava: O Senhor Jesus de Ponta Delgada (lenda de São Miguel) - por J. M. Soares de Barcelos

Ambiente: Não deixe mais que pegadas, não leve mais do que memórias e fotografias - por Marlene de Freitas Nóia

Desporto: Balanço das Actividades Desportivas Regionais e Locais - por Fábio Armas e Raimundo Lima

Tal Qual: Dar aos que mais precisam - por José Renato Medina Moura

Re-Pensando: Retomar a Festa da Senhora das Flores - por filho de Roque de Freitas Moura

sábado, 14 de junho de 2008

O jornal «As Flores» no Fórum (IX)

Jornal «As Flores», edição de 21 de Maio de 2008
(nº 625, II série, ano XXXVI) : : : AINDA NAS BANCAS!!! : : :
Directora: Maria José Sousa


Títulos e resumos da 1ª Página:

Para Grandes Esperanças, Maiores Enganos
Cego é aquele que não quer saber II
Ponta Delgada apesar dos seus “senãos” continua a ser a minha freguesia, aquela onde cresci, com a escola que frequentei, as ruas onde brinquei, as pessoas que me viram crescer.

IX Festival da Canção Infantil “Ilha das Flores”
“Histórias de Encantar” foi a música interpretada por Mariliza Gomes – vencedora do IX FESTIVAL DA CANÇÃO INFANTIL “ILHA DAS FLORES” – evento que se realizou no passado fim-de-semana [relativo à saída do Jornal para as bancas] e que superou uma vez mais as expectativas da Comissão Organizadora do Festival, pela qualidade das canções apresentadas e dos seus intérpretes e sobretudo pela afluência da população ao evento.

Raide 2008: À Descoberta da Liberdade
Procurando caminhar sempre por trilhos antigos, a patrulha Pantera (do Agrupamento de Escuteiros Nossa Senhora da Conceição) passou um fim-de-semana de aventura, contacto com a natureza e muita confraternização.

Amigos das Flores realizam 6ª edição das Sopas de Espírito Santo
A Associação Amigos da ilha das Flores realizou pelo sexto ano consecutivo o seu tradicional almoço de Sopas de Espírito Santo à moda das Flores, que uma vez mais teve lugar no Salão Paroquial de São José, em Ponta Delgada [ilha de São Miguel].

Associação de Bombeiros Voluntários de Santa Cruz promove campanha de recolha de telemóveis usados
A Associação de Bombeiros Voluntários de Santa Cruz das Flores vai promover uma campanha de recolha de telemóveis usados e/ou em fim de vida.
Os telemóveis recolhidos serão enviados para reaproveitamento ou reciclagem a efectuar pela empresa Foneback, sendo estes valorizados em função do seu estado, cujo valor reverterá a favor da Associação de Bombeiros Voluntários de Santa Cruz das Flores.

Os problemas dos florentinos não se resolvem com “festanças”
A Comissão Politica de Ilha do PSD afirma que “a visita do Governo [Regional] às Flores foi quase igual às dos outros anos”, na qual “repetiram-se as promessas, os anúncios, com que durante estes anos o Governo Regional do Partido Socialista tem tentado iludir os florentinos.”

I Torneio de Golfe Rústico Ilha das Flores
Na ilha das Flores, tal como aconteceu também no Pico e São Jorge, com a Aldeia da Cuada como cenário, recebidos gentilmente pelo Sr. Carlos e pela D. Teotónia, realizou-se o I Torneio de Golfe Rústico da ilha das Flores.

Farpas Farpas Farpas
Há quem goste e quem não goste, mas a verdade é que as farpas estão para ficar e fazer alguns amargos de boca.

ALGUNS DOS OUTROS TÍTULOS EM DESTAQUE NESTA EDIÇÃO:

Visita Estatutária do Governo Regional às Flores

Associação Cultural Lajense promoveu Exposição de livros de autores florenses
A Associação Cultural Lajense uma vez mais deu provas de que não é apenas uma “associação” para os sócios, mas sim uma associação cultural no verdadeiro sentido da palavra, uma vez que tem demonstrado forte interesse em valorizar o património cultural da ilha.
Ao visitar a exposição de livros de autores naturais da ilha das Flores, sai-se com a nítida sensação de que deveríamos orgulhar-nos das nossas gentes. Gente humilde, carregada de sentimentos e de palavras.
Gente pacífica e profundamente inteligente e sensível.
A Associação Cultural Lajense veio lembrar um dos muitos motivos que nós florenses temos para nos orgulhar.
Dezenas de autores, muitos livros, alguns raros que já não se encontram para venda. A maioria editados e reeditados pelo Município das Lajes das Flores. Um exemplo que deveria ser seguido por outros Municípios.


ALGUMAS DAS PEÇAS DE OPINIÃO:

O Governo socialista e a Igreja Católica - por Renato Moura

Assim vai o meu País: Destruição do País - por Lino F. Fraga

O Desporto nas Flores - por Fábio Armas e Raimundo Lima

Não tomemos a nuvem por Juno - por Félix Martins

ALGUMAS DAS SECÇÕES:

Estórias que meu Avô nos contava: Lenda da Senhora dos Milagres (Corvo) (Tal como Ti João Travassos nos contava) - por J. M. Soares de Barcelos

Crónicas do Corvo: Renovação da frota da SATA - por Manuel Inácio

Espaço Saúde: Exercício Físico e Coluna Vertebral - pelo Dr. Rui Moura

O Cantinho da Saúde: Dia Mundial do ENFERMEIRO - 12 de Maio - Ser Enfermeiro... exige mais que saber e saber-fazer! - pela enfermeira Ana Gil

Tal Qual: Nem só a Cadeia tira a Liberdade - por José Renato Medina Moura

Re-Pensando: Um site pelas Flores - por filho de Roque de Freitas Moura

quinta-feira, 5 de junho de 2008

“Míssil” norte-americano foi encontrado no calhau da Quebrada Nova

Podia ser piada do 1º de Abril, mas não é. Um pequeno grupo de pessoas que fazia o percurso pela costa marítima desde Ponta Delgada até à Ponta da Fajã Grande, encontrou um objecto estranho, que fotografou [imagem acima à esquerda] e pesquisou mais tarde, na tentativa de perceber do que se tratava.

E, não era nada mais, nada menos que um “drone”, sistema comummente assim chamado no meio militar americano por semelhança com as abelhas operárias de uma colmeia, máquinas trabalhadoras efectivamente sem vontade própria; um avião-robô que "nasce" para ser destruído. O modelo mais moderno, o Northrop BQM-74E é a estrela entre os “drones”.

“Mobilidade e modularidade é o tema básico das unidades como o VC-6. Cada um dos seus BQM-74 é transportado, desmontado, dentro de uma grande caixa metálica que facilita o seu transporte para o local das provas. Todos os equipamentos de apoio e de controle também são montados em caixas para simplificar o deslocamento da unidade. Os alvos podem voar em modo automático ou remoto controlado. No primeiro caso os pontos de navegação são inseridos no sistema de navegação antes do lançamento e, daí em diante, o vôo passa-se sem intervenção humana. No caso desta comissão, com a utilização de um perfil de missão a baixa altitude, a proximidade com que os drones passarão pelos navios recomenda o uso com controle remoto como factor de aumento de precisão do vôo e, por decorrência, da segurança. Assim que o USS Pearl Harbor deixou Puerto Belgrano os técnicos do VC-6 iniciaram a faina de desempacotar e montar os seus “robôs”. Esta montagem ocorreu durante alguns dias no convés externo à ré, a unidade ocupando um compartimento semelhante a um pequeno hangar avante do elevador central. As caixas eram retiradas do seu interior com os monta-cargas, e as fuselagens eram colocadas sobre carrinhos manuais de quatro rodas de cor branca. Quatro dos seis BQM-74E foram montados nesta fase atlântica, o resto ficaria reservado para depois. Na parte da pista de vôo localizada mais para avante do Pearl Harbor, quase colado no guindaste de estibordo, foram instalados os quatro lançadores que, mesmo apeados com correntes ao piso, ainda assim transmitiam uma certa impressão de fragilidade.“

O mar devolve à terra aquilo que não lhe pertence, e desta vez devolveu na Quebrada Nova ou seja entre a freguesia de Ponta Delgada e da Fajã Grande, um “drone” americano, o que comprova que afinal não estamos assim tão “isolados” e “protegidos” do resto do mundo.

Esta notícia é parte integrante do jornal «As Flores», edição de 17 de Abril de 2008.
Saudações florentinas!!

terça-feira, 27 de maio de 2008

O jornal «As Flores» no Fórum (VIII)

Jornal «As Flores», edição de 17 de Abril de 2008
(nº 624, II série, ano XXXVI) : : : AINDA NAS BANCAS!!! : : :
Directora: Maria José Sousa


Títulos e resumos da 1ª Página:

Os problemas da RDP e RTP nos Açores

Exposição de Actividades Económicas das Flores
A Câmara de Comércio e Indústria da Horta com o Núcleo Empresarial das Flores e Corvo e a cooperação da Câmara Municipal de Santa Cruz, vão promover uma Exposição de Actividades Económicas das Flores.

ESPAÇO JOVEM: Na sala de aula...
Hoje, o que se verifica numa sala de aula? Uma tremenda balbúrdia... O professor na sala de aula e os alunos correndo de um lado para o outro, causando um enorme alarido, de pouco ou nada valendo ao professor mandá-los calar ou estarem nos seus lugares. (...)
Os professores, embora querendo, não podem intervir nem impor a sua autoridade, porque, em alguns casos, se o fizerem ou tentarem fazer, são muitas vezes ameaçados, insultados e até agredidos, não só pelos alunos, mas também pelos seus pais.

Farpas Farpas Farpas
Desta vez as “farpas” estão amargas como limão, logo agora que se preparam eleições e andam rosas, laranjas e os “frutos” todos da selva a tentarem ser o melhor “sumo” da época.

ALGUNS DOS OUTROS TÍTULOS EM DESTAQUE NESTA EDIÇÃO:

“Míssil” americano encontrado na Quebrada Nova

Grupo Cénico de Amadores «A Jangada» estreia a peça “Crime da Aldeia Velha” de Bernardo Santareno, nos dias 11 e 12 de Abril

Sintap/Açores foi recebido em audiência pelo Representante da República para os Açores, na qual entregou o Caderno Reivindicativo para 2008

Sindicato dos Professores da Região Açores procedeu à entrega ao Secretário Regional da Educação e Ciência, de um abaixo-assinado, subscrito por três mil docentes, de indignação e protesto contra atitudes e procedimentos por parte da Secretaria Regional da Educação e Ciência/Direcção Regional da Educação e diversas medidas de política educativa que atentam contra direitos profissionais e de cidadania

Artur Lima visita a ilha das Flores

Baile de Solidariedade com a menina Fátima Silva

Escola Básica Integrada Mouzinho da Silveira (de vila do Corvo) realizou cerimónia de hasteamento da Bandeira Verde

ALGUMAS DAS PEÇAS DE OPINIÃO:

Os problemas da RDP e RTP nos Açores - por Renato Moura

Assim vai o meu País: Mediocridade confrangedora - por Lino F. Fraga

Ciência e Religião - por Dr. Caetano Tomás

Os jovens de hoje e a Igreja - por Jacob Fernando Nóia Vasconcelos

Verdadeiros e falsos matrimónios - por Dr. Caetano Tomás

ALGUMAS DAS SECÇÕES:

Espaço Jovem: Na sala de aula... - por Eliana Cabral de Sousa

Estórias que meu Avô nos contava: Lenda do Monte das Cruzes (ilha das Flores) - por J. M. Soares de Barcelos

Crónicas do Corvo: Verdades inconvenientes - por Manuel Inácio

Espaço Saúde: Actividade física e sistema nervoso central, doença de Parkinson - pelo Dr. Rui Moura

O Cantinho da Saúde: A protecção da saúde dos efeitos das alterações climáticas - pela enfermeira Ana Gil

Tal Qual: As obras para o Governo - por José Renato Medina Moura

Re-Pensando: O perigo da orla marítima - por filho de Roque de Freitas Moura

quarta-feira, 2 de abril de 2008

O jornal «As Flores» no Fórum (VII)

Jornal «As Flores», edição de 20 de Março de 2008
(nº 623, II série, ano XXXVI) : : : : JÁ NAS BANCAS!!! : : : :
Directora: Maria José Sousa


Títulos e resumos da 1ª Página:

Jornal “As Flores” tem nova secção: ESPAÇO JOVEM
Estamos entrando na Primavera. É a época do ano em que andamos todos mais inspirados. O sol arrebitado no alto do céu aquece os corações e inspira a alma.
Nesta edição estreamos uma nova secção intitulada “Espaço Jovem”. Pretende ser nada mais nada menos que um cantinho dedicado à juventude florense, onde serão tratados diversos temas relacionados com o crescer, amadurecer, os problemas mais profundos, as aspirações mais ambiciosas dos nossos jovens.
Eliana Cabral de Sousa é uma jovem de 16 anos, estudante no 11º ano da Escola Básica e Secundária das Flores, que vai colaborar connosco ao longo das próximas edições.
Jovem e determinada detém todas as qualidades necessárias para uma colaboração de qualidade e que vem enriquecer o conteúdo do Jornal.
Esta é também a prova de que o Jornal pretende fazer parte da sociedade, nela integrando-se com o papel de mensageiro das ambições e aspirações das gentes da ilha.
Com rigor, justiça e verdade pretende-se continuar a levar até ao leitor temas actuais, problemas reais e histórias contadas por quem sabe.

ROQUE FREITAS MOURA: uma vida ao serviço da comunidade

PARA GRANDES ESPERANÇAS, MAIORES ENGANOS: As verdades são para ser ditas
Não pretendendo ser sempre a má da “fita”, Maria José Sousa louva alguns trabalhos positivos que tem sido efectuados na ilha, no entanto não deixa de se sentir incomodada com o que continua a ser mal gerido, defendendo que o cidadão comum deverá ser ouvido no contexto das obras uma vez que é alvo dos transtornos que estas causam no seu dia-a-dia.

LAR DE IDOSOS EDITA BOLETIM
O Lar de Idosos António Peixoto Pimentel, de Santa Cruz das Flores, edita quinzenalmente um boletim intitulado “Terceira Idade”, no qual noticia os vários eventos que ocorrem com os seus idosos.

SINTAP satisfeito com Governo Regional
Sensível aos protestos dos funcionários públicos, o SINTAP/Açores propôs ao Governo Regional a adaptação do Decreto-Lei nº 181/2007 às necessidades da Região.

FARPAS FARPAS FARPAS
Que se cuide quem não quiser ser “farpado”, e nunca é demais relembrar que quem avisa, amigo é. Os olhos andam bem abertos a tudo o que se passa e a verdade quer-se nua e crua.

ALGUNS DOS OUTROS TÍTULOS EM DESTAQUE NESTA EDIÇÃO:

GABRIELA SILVA LANÇA “UM CONTO DE NATAL”
No passado dia 14 de Março, no Anfiteatro da Escola Básica 1,2,3/JI/S Pe. Maurício de Freitas a escritora e professora Gabriela Silva lançou “Um conto de Natal”, um livro que contou com ilustrações feitas pelos alunos do 11º D.
Gabriela Silva já com vários livros escritos e publicados, surpreende-nos desta vez com um conto que retrata de alguma forma o Natal mais íntimo de cada um de nós.
Com uma escrita apaixonante, corajosa e rebuscada, dinamiza uma vez mais a literatura açoriana.
Colaboradora deste Jornal e Coordenadora do suplemento mensal “A Voz do Ocidente”, vem uma vez mais provar que não cruza os braços e que continua de uma forma jovial a afirmar-se na sociedade literária.

Prémio Jornalístico Roque Moura
Considerando a grande personagem jornalística que foi Roque Moura, creio que não haverá melhor forma de o homenagear do que através de um concurso literário de carácter jornalístico.
Assim sendo o Jornal “As Flores” tem a honra de lançar o “Prémio Jornalístico Roque Moura” convidando a participar todos os interessados com mais de 16 anos.
O tema é livre podendo ser distribuído nas seguintes [4] categorias: Actualidade; Política; Social e Opinião.
Em cada uma das categorias haverá um vencedor que receberá um ano de assinatura do Jornal “As Flores”. De entre os vencedores será escolhido o vencedor do “Prémio Jornalístico Roque Moura”, que receberá um prémio no valor de 100 euros. Todos os trabalhos serão publicados nas edições que se seguirão ao longo do ano.
Os trabalhos poderão ser enviados para a sede de Redacção: Jornal “As Flores”; Rua Roberto Mesquita, nº14; 9970-335 Santa Cruz das Flores. Ou para o correio electrónico: jornal.asflores@sapo.pt.
Os trabalhos deverão chegar até ao dia 30 de Abril de 2008. Ficarão depois numa fase de apreciação até ao dia 10 de Maio. Serão avaliados pela Redacção e Direcção. No dia 10 de Maio realizar-se-á uma pequena cerimónia na sede para entrega de prémios e felicitações.

Assinaturas “As Flores” estão a pagamento

Navio "não garante segurança" dos passageiros

“CDS-PP é um Partido útil ao serviço e a favor dos Açorianos”


ALGUMAS DAS PEÇAS DE OPINIÃO:

Onde vamos nós parar? - por Sinhozinho

Governo não cumpriu promessa - por Manuel M. Esteves

ALGUMAS DAS SECÇÕES:

Espaço Jovem: Que geração jovem é esta? - por Eliana Cabral de Sousa

O Cantinho da Saúde: As alergias respiratórias - pela enfermeira Ana Gil

Espaço Saúde: Actividade física e sistema nervoso central, síndrome de Alzheimer - pelo Dr. Rui Moura

Tal Qual: Uma semana à espera de autópsia - por José Renato Medina Moura

Re-Pensando: Roque Moura 25 anos depois - por filho de Roque de Freitas Moura

quinta-feira, 20 de março de 2008

Jornal «As Flores»: em minhas mãos

Nem todos concebem a escrita como um acto lúdico de prazer, no entanto é escrevendo que se recupera o sentido etimológico de poesis, quer dizer, algo que se fabrica, que se cria, que se produz porque se tem uma certa técnica, um saber-fazer.

Partir da experiência da leitura de modelos existentes para passar ao estudo desses casos pode ser um começo e daí à produção escrita.

Sei que ao escrever, assim como todos os colaboradores deste jornal [«As Flores»], assumimos juízos críticos e sujeitamo-nos à discórdia de uns e de outros. Mas também damos sentido à criatividade que temos na produção dos textos, escrevendo com entusiasmo e determinação.

Tomo consciência da necessidade de planificar, reescrever e aperfeiçoar os textos, tornando-os perceptíveis a qualquer leitor.

Um jornal é património literário universal, divulgando factos, contando no fundo a História de um lugar.

Ciente de que a partir de agora eu tenho também uma palavra para a História, assumo essa responsabilidade entusiasmada na tentativa de dar o meu melhor.

Os leitores serão sempre alvo da minha dedicação.

O jornal “As Flores” ruma agora para uma nova etapa, mas mantendo o perfil sério, justo, livre e dinâmico que foi defendido ao longo de 35 anos por Renato Moura, que já havia sido igualmente defendido por seu pai Roque de Freitas Moura. Orgulho-me de ter merecido a confiança de receber em mãos um tesouro desta natureza.

A tarefa árdua a que me propus não é nada mais, nada menos que a concretização de um sonho.

Tornei-me assinante deste jornal [«As Flores»] aos 15 anos, nele publiquei na altura um ou dois poemas, graças à simpatia do director, mas nunca imaginei um dia poder assumir eu o comando deste “barco”. Conto com a minha família, amigos e com todos os leitores para que na concretização do meu sonho eu possa também contribuir para uma sociedade melhor.

Maria José Sousa

Este artigo de opinião é parte integrante do jornal «As Flores», edição de 28 de Fevereiro de 2008.

Jornal «As Flores»: passagem de testemunho no fim de uma longa etapa

Hoje acordei e senti-me mais leve, logo depois de perceber que, ao contrário de ontem, já não era director de jornal. Já não tinha esta sensação de desanuviamento há muito mais de trinta anos!

Foi muito tempo.

Ao longo destes muito milhares de dias [como director de jornal] procurei fazer tudo o que pude ao serviço desta terra em particular, em prol dos Açores, por uma comunicação social livre, interventiva, verdadeira e corajosa.

Sempre soube que havia os que não gostavam disto ou daquilo; e até os que não gostavam de mim e logo nem sequer de nada. Sempre houve uns responsáveis duma ou doutra causa pública, que agora ou logo se lamentavam amargamente de algumas coisas que apareciam à luz! E lá iam pregando que eram tolices, mentiras, politiquices... Mas se não usaram o direito de resposta, é porque não podiam explicar; se não recorreram aos tribunais, é porque não tinham razão.

Os que não percebem, não podem gostar. Aos que não sabem fazer melhor, só resta “botar abaixo”. Aos que não tiveram coragem de discordar, às claras, do que escrevi, do que assinei e de tudo o que era publicado e como director publicamente assumi, de peito aberto, sem me esconder atrás de nada, restou-lhes ficarem no anonimato... mordiscando. Ou mais modernamente, ainda que se gabem de capacidades de discursar de improviso, parece que até se escondem debaixo de “blogues”!

Nada me afectou. Meu pai ensinara-me que eles nunca dão pontapés em cão morto.

Porque nunca me pagaram para escrever, nem escrevi para receber, as compensações que arrecadei e guardarei, foram sempre os elogios dos muitos que sentiram que eu dizia por eles e assim prestava um serviço público pela comunidade.

Sinto e quero expressar que se mérito houve nestas décadas de jornalismo, ele em muito se deveu à competente e empenhada cooperação de muitos colaboradores, tantos dos quais infelizmente já partiram deste mundo, a quem quero aqui homenagear e aos que estão vivos e alguns no activo, agradecer, muito reconhecido, o seu trabalho competente e gratuito.

Sei que não fui perfeito, nem o Jornal, sob a minha direcção, terá sido quanto poderia, porque não basta querer. Nem fiz ou disse tudo, porque não basta programar e investigar. Só receava – como os meus amigos sabem – perder o fôlego, a coragem, ou a lucidez, antes do fim da etapa. Graças a Deus que assim não foi. Terminei as funções de co-proprietário e de director de jornal, porque achei que era tempo. Terminei para dar lugar a outros e oportunidade de fazerem diferente, mais e melhor.

O mais importante era a continuação do Jornal. A então SubDirectora Maria José Sousa, com o gosto pela escrita que demonstra, a coragem pela intervenção social e a força da juventude – qualidades que levaram a que a investíssemos no cargo há meses – quase de imediato, aceitou o desafio público que havia sido lançado e mostrou-se interessada em encontrar forma de dar continuidade ao Jornal e das longas conversações realizadas resultou, da parte do Grupo de Amigos do Jornal As Flores, a concessão de todas as possíveis e variadas facilidades, a começar pela cedência gratuita do título.

Ligado a este projecto desde a sua fundação, em 7 de Dezembro de 1973 e com funções expressas de Director desde Outubro de 1975, cessei ontem essas responsabilidades (ainda que sem poder disfarçar a emoção, ao terminar uma missão executada com muita paixão) e passei o testemunho, no fim desta longa etapa.

Quero também, em meu nome e no do Rui Miguel Moura, agradecer a cooperação de todos os que contribuíram, por qualquer forma, para a concretização e manutenção do projecto e a excelente aceitação por parte da generalidade dos assinantes e leitores; e particularmente agradecer a dinâmica e generosidade dos anunciantes, essenciais na manutenção de um jornal, entre os quais – e como sempre – a excepção só serviu para confirmar a regra.

Deixamos também o nosso muito obrigado aos empregados que ao longo dos anos aqui trabalharam, em especial à Fátima Avelar Correia, que da empresa vem cuidando melhor do que se de coisa sua, ao longo destes últimos 20 anos; e às empresas onde o Jornal tem sido composto e impresso, ultimamente com a qualidade demonstrada pela Ferreira & Soares Lda.

Dos muitos jornais que se publicaram nas Flores, a I Série do “As Flores” durou 26 anos. O actual “As Flores” está no 35º ano.

Nesta hora quero afirmar também publicamente que desejo para o Jornal “AS FLORES” uma longa vida e um futuro do maior sucesso, sabendo que assim, para além do mais, se está cumprindo o maior desejo de Roque de Freitas Moura, o principal responsável pelo reaparecimento da imprensa escrita nas Flores, depois de um silêncio de uma década e meia.

Procurarei ajudar, a partir de agora como um colaborador entre os demais, porque aceitei o pedido que para tanto me fez a nova Directora; a exemplo aliás do que há muitos anos venho fazendo com vários jornais dos Açores.

Sei que a Maria José Sousa sabe e pode fazer um bom Jornal. Mas ela assumiu um desafio trabalhoso, absorvente e complexo. Ela assume a maior responsabilidade de uma causa que não é só dela, mas das Flores e dos Açores.

Se cada qual assumir a sua parte, maior será o sucesso.

E que Deus a ajude.

Fajã Grande – Flores, 15.02.2008

Renato Moura


Este artigo de opinião é parte integrante do jornal «As Flores», edição de 28 de Fevereiro de 2008.

quarta-feira, 19 de março de 2008

O jornal «As Flores» no Fórum (VI)

Jornal «As Flores», edição de 28 de Fevereiro de 2008
(nº 622, II série, ano XXXVI) : : : : JÁ NAS BANCAS!!! : : : :
Editora: Maria José Sousa


Títulos e resumos da 1ª Página:

Jornal “As Flores” EM MINHAS MÃOS
A partir de agora a Direcção do Jornal mudou. É assumida com responsabilidade e entusiasmo, na tentativa de dar o melhor. Com a consciência de que assumimos juízos críticos e nos sujeitamos à discórdia de uns e de outros; mas também damos sentido à criatividade, escrevendo com determinação.


PARA GRANDES ESPERANÇAS, MAIORES ENGANOS: Santa Cruz transformada na “Vila dos Pequeninos”
Quem vive em Santa Cruz sente cada vez mais o stress de uma grande cidade. A Câmara Municipal transformou a circulação de viaturas em Santa Cruz num autêntico caos, onde a população sai prejudicada no seu dia a dia.

José Gabriel louva Lira Açoriana
A Lira Açoriana – uma escola de músicos
José Gabriel Eduardo defende que a Lira Açoriana deverá actuar nas ilhas do Grupo Ocidental, tal como o fez nas outras ilhas seguindo o lema “nove ilhas uma só música”. Realça o enriquecimento cultural que é ser músico e os valores que assim se cultivam.

PS "subverte" interesses dos Açores às "conveniências políticas"
O PSD, pela voz do deputado Pedro Gomes, na Assembleia Legislativa [Regional], tece duras críticas ao Partido Socialista e vai ao ponto de considerar que este [partido] subverte os interesses açorianos às conveniências políticas.

Na ilha das Flores CDS-PP critica obras e pede mais segurança
A Comissão Política de Ilha [do CDS-PP] das Flores critica o planeamento das obras em estradas na vila de Santa Cruz e a falta de aviso às populações. Anselmo Furtado, no comunicado distribuído, exige também mais e melhor segurança para a ilha.

Grupo Desportivo “Os Minhocas” comemorou 29º aniversário

Jornal “As Flores” PASSAGEM DE TESTEMUNHO NO FIM DE UMA LONGA ETAPA
Ao longo de 35 anos Renato Moura foi director do Jornal “As Flores”, despede-se com melancolia mas “mais leve”, certo de que procurou sempre fazer tudo o que podia ao serviço da nossa ilha e em prol dos Açores. Foi com certeza o filho pródigo que levou o sonho do seu pai a marcar a história da imprensa açoriana.


O CAOS DAS OBRAS DA VILA
Nesta edição várias são as peças que se referem às obras em curso nas estradas da vila, que têm causado muitos transtornos – alguns evitáveis – à população, como a foto [na edição em papel] documenta.

FARPAS FARPAS FARPAS
Uma das mais populares secções do Jornal “As Flores” vai manter-se. Assim, não vale a pena que se entusiasmem os que tinham a esperança de poder voltar ao silêncio e ao sossego que a causa pública não aconselham.

ALGUNS DOS OUTROS TÍTULOS EM DESTAQUE NESTA EDIÇÃO:

CTT ultrapassam objectivos de qualidade de serviço

NOVABASE adquire capital da GLOBALEDA

ALGUMAS DAS PEÇAS DE OPINIÃO:

Sonho ou Realidade? - por Manuel Inácio

Contradições... - por Dr. Caetano Tomás

Assim vai o meu País, continuam as “verdades” de Sócrates - por Lino F. Fraga

ALGUMAS DAS SECÇÕES:

Ambiente: Manter o nosso melhor - Centro de Valorização Orgânica por Compostagem e Centro de Processamento – por Marlene Nóia

O Cantinho da Saúde: o Tabagismo - pela enfermeira Ana Gil

Espaço Saúde: Actividade física e sistema nervoso central - pelo Dr. Rui Moura

Estórias que meu Avô nos contava: Lenda do Baleeiro (ilha do Pico) - por J. M. Soares de Barcelos

Tal Qual: Maiorias implantando poder Absoluto - por José Renato Medina Moura

Re-Pensando: Falta de Respeito - por filho de Roque de Freitas Moura

Farpas, Farpas, Farpas - por Renato Moura

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Tal Qual: Abertura à Crítica

Ninguém é perfeito.

Nem sequer podem ser perfeitos aqueles que são escolhidos, ainda que fosse em actos eleitorais genuinamente livres, para desempenharem funções públicas, seja em órgãos legislativos, judiciais, ou executivos, como Governos nacionais, regionais, em autarquias locais e todos os órgãos e serviços que daí resultam.

A imperfeição é indissociável da natureza dos humanos, por mais elevadas e legítimas que sejam as funções que desempenham.

Mas se é indiscutível que aqueles que desempenham funções públicas, em nome de outros e ao seu serviço, têm o elementar dever de estar abertos à crítica e a especial obrigação de corrigir os erros e de procurarem melhorar a respectiva actuação.

Tem por isso todo o sentido que essas entidades e os respectivos titulares busquem tudo quanto estiver ao seu alcance para reconhecer os erros, ponderar as sugestões, encontrar novas soluções alternativas.

Visto a esta luz, não se pode considerar aceitável que as entidades públicas se aborreçam, enervem e muito menos que se enfureçam perante as críticas que lhes são feitas pelos seus concidadãos, mesmo que elas possam não ser inteligentes, nem exequíveis, nem sequer construtivas. E nem que venham de órgãos de comunicação social, que, por via de regra, o fazem por dever e no exercício do poder de liberdade que também lhes é confiado. Seria bom que o poder fosse capaz de entender que quem dirige e exerce funções na comunicação social também é humano, igualmente não é perfeito e por isso também pode errar. Acima de todas as polémicas entre os que detêm o poder e a comunicação social, estão os cidadãos que discernirão e a todos julgarão.

Mas pior do que os poderes públicos se consideram infalíveis ou quase, de se enervarem ou enfurecerem, de perderem a capacidade de distinguir entre as pessoas e as funções que desempenham, em cumprimento também de um dever, é quando caem na tentação da vingança.

Tal Qual: pior que errar, é não querer reconhecer... pior ainda é persistir... mas execrável é a vingança, venha donde vier e seja contra quem for.

José Renato Medina Moura

Este artigo de opinião é parte integrante do jornal «As Flores», edição de 24 de Janeiro de 2008.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Re-Pensando: Contribuir para o Desenvolvimento

Roque de Freitas Moura escreveu, na rubrica “Pensando” do nº 1 de “As Flores”, saído a 7 de Dezembro de 1973: «Podemos e devemos contribuir para o desenvolvimento e progresso».

Ele, o principal responsável pelo reaparecimento da imprensa local na ilha das Flores, passou a letra de forma o lema pelo qual sempre seguira e que pautou a sua actuação até ao fim da sua vida.

Não apenas porque filho, mas como admirador, sempre impus a mim próprio a mesma norma, que tenho procurado traduzir, nomeadamente como jornalista, ao longo de todos estes anos, designadamente nos quase 25 que se seguiram à sua morte física. A mesma regra foi aceite como legado de Roque Moura e tem sido adoptada por todos os que trabalharam e ainda trabalham pela concretização deste projecto.

Trinta e cinco anos depois de escrita, mantém a mesma actualidade.

Pensamos que a obrigação de fazer tudo o que podemos pelo progresso e desenvolvimento desta terra, não pode ser apenas um dever geral, mas específico daqueles que foram mandatados para, em nome do povo que lhes paga, fazerem tudo o que puderem, com os meios que tiverem ao seu alcance.

Pensamos que aquilo que os poderes públicos fazem, não é mais do que a sua obrigação. Como pensamos que incorrem em grave falta os que são pagos para isso, têm meios e não fazem tudo o que podiam e deviam para o desenvolvimento e o progresso.

Bem sabemos que a imitação é sempre pior que o original. É também por isso que o “Re-Pensando”, nos seus 25 anos de vida, nunca foi tão directo, tão sentido e tão acolhido como o “Pensando” nos seus 10 anos.

É também assim que cada responsável, ao seu nível de actuação, é sempre diferente.

E só quando cada responsável governamental ou autárquico, cada empresário, cada dirigente das instituições e das colectividades sociais e cada família ou cidadão sempre fizerem, ao seu estilo, tudo o que podem, enquanto tiverem meios para isso, em prol do desenvolvimento e progresso, é que estarão a cumprir com os respectivos deveres e se sentirão de consciências tranquilas.

Filho de Roque de Freitas Moura

Este artigo de opinião é parte integrante do jornal «As Flores», edição de 24 de Janeiro de 2008.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

«Para grandes Esperanças, maiores Enganos», por Maria José Sousa

Há que denunciar quem “ofende” o ambiente e a qualidade de vida

As lixeiras a céu aberto, além de disseminar doenças, são susceptíveis de contaminar os solos e os lençóis de água, comprometendo a produção de alimentos e a saúde pública, tanto dos seres humanos que agora vivem como dos que ainda não nasceram. Já para não falar do impacto sobre animais e plantas, presentes e futuros.

Infelizmente na nossa ilha continuamos a ignorar este grave problema que a todos afecta.

Todos pagaremos os comportamentos incorrectos de apenas alguns. A este exemplo, podemos acrescentar situações não menos familiares, como óleos de automóvel abandonados em qualquer lugar, carcaças de animais a apodrecer a céu aberto, queimas não autorizadas de detritos de variada natureza e por aí adiante. E mesmo quando se acredita que há intenção de recolher e reciclar alguns produtos, por vezes nem é bem assim, e se não todos, muitos sabem ao que me refiro. Para bom entendedor, meia palavra basta.

Todas estas situações, que nos dizem respeito de forma muito directa, podem e devem ser denunciadas. A responsabilidade é de todos, não apenas das autoridades. Se bem que estas tenham a obrigação de fazer respeitar a lei e punir os infractores, o cidadão consciente do seu papel na sociedade também tem o dever de zelar pelo bem comum.

Os bons ou maus comportamentos começam em casa. Assim, é essencial evitar, ao nível individual, actos que ponham em causa a nossa saúde e a daqueles que virão. Se o ignorarmos, não será por falta de informação, pois o cidadão tem todos os meios para saber o que pode ou não constituir um comportamento prejudicial.

Depois, há que ser activo e denunciar junto das autoridades situações como as acima descritas. O nosso país dispõe de legislação diversa, de resto bastante completa, que prevê a punição de infracções ambientais ou do desrespeito por normas sanitárias, grande parte delas fixadas pelas Câmaras Municipais.

Embora, por vezes, seja difícil encontrar o prevaricador, ao denunciar um atentado contra o ambiente e a saúde pública, é, pelo menos, possível resolver o problema evitando que assuma maiores proporções. A denúncia também pode originar sistemas de alerta junto das autoridades, permitindo prevenir situações futuras.

Em casos de especial gravidade, as autoridades podem considerar ter havido um crime ambiental.

A Constituição da República Portuguesa dá o mote, ao dizer que "todos têm direito a um ambiente de vida humano, sadio e ecologicamente equilibrado e o dever de o defender". Ou seja, estabelece direitos, mas também aponta deveres, que são de todos e não apenas de alguns.

A educação e a mudança de comportamentos são fundamentais a este nível. Além disso, quem assiste ao desrespeito pelo ambiente e a saúde pública não pode ficar de braços cruzados.

Este é um primeiro passo, alertar para o problema.

Quem tem competência para punir também não deverá eximir-se das suas obrigações, fazendo respeitar a legislação e, assim, dissuadindo potenciais infractores, mesmo que estes sejam outras autoridades públicas. Se cada um fizer a sua parte, podemos obter mais qualidade de vida e alcançar aquilo que a Constituição idealizou para todos.

Maria José Sousa

Este artigo de opinião é parte integrante do jornal «As Flores», edição de 24 de Janeiro de 2008.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Sociedade proprietária do jornal “As Flores” pretende alienar a sociedade imediatamente

A manutenção da viabilidade do projecto que tem permitido a publicação do jornal “As Flores”, ao longo destes 35 anos, tem sido apoiada no trabalho gratuito, durante muitíssimas centenas de horas em cada ano, da gerência da sociedade, administração, direcção e redacção do Jornal.

novas dificuldades que afectam a economia, nomeadamente ao nível local, que dão sinais de tenderem para o agravamento, as quais, adicionadas à falta de iniciativas públicas voluntárias ou de existência de uma disciplina legal sobre publicidade institucional – há muito prometida e nunca concretizada – que obrigariam a uma redução e descaracterização drásticas do projecto do Jornal, incompatível com o prestígio conquistado a muito custo, provavelmente inaceitáveis para quem o adquire ou nele anuncia e que certamente levariam a uma rápida e irreversível degradação.

A tudo isto acrescem as exigências oficiais de toda a ordem, que constantemente surgem, cada vez com mais intensidade, complicando a vida a todos os agentes, sem excepção sequer para os pequenos.

A criação de um suporte económico viável e duradouro para o jornal “As Flores” pode ser seguramente garantida, mas exigiria uma reconversão empresarial que os actuais responsáveis da sociedade não têm disponibilidade pessoal e profissional para empreender.

Sendo importantíssimo que o Jornal continue, a gerência da sociedade está aberta a todos contactos de empresas ou pessoas que se proponham tomar em mãos o projecto, tal como é, ou tendo em vista a respectiva transformação, até ao próximo dia 25 de Fevereiro, o que poderia assim impedir a cessação da publicação de “As Flores”.

Importa referir que as dificuldades existentes não são ao nível da Direcção e deixar bem claro que a Sub-directora do Jornal mantém todo o seu empenho na manutenção do projecto, para o qual está a contribuir com entusiasmo e de forma também gratuita.

O Gerente,

J. Renato M. Moura

Este "anúncio" é parte integrante do jornal «As Flores», edição de 24 de Janeiro de 2008.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O jornal «As Flores» no Fórum (V)

Jornal «As Flores», edição de 24 de Janeiro de 2008
(nº 621, II série, ano XXXVI) : : : : JÁ NAS BANCAS!!! : : : :
Director: Renato Moura
SubDirectora: Maria José Sousa


Títulos e resumos da 1ª Página:

Um “por mim cai” de irresponsabilidade política
A proposta de Estatuto Político-Administrativo [dos Açores] foi aprovada por unanimidade [na Assembleia Legislativa Regional] em consequência de um grande esforço de consenso parlamentar.
Renato Moura aborda a atitude posterior de Costa Neves ao abrir brechas, considerando-a de politicamente inaceitável e institucionalmente deplorável e lembra que ele não sendo deputado, não foi parte na votação e assim põe em causa os deputados regionais do PSD que a aprovaram por unanimidade e aclamação.

PARA GRANDES ESPERANÇAS, MAIORES ENGANOS: Há que denunciar quem “ofende” o ambiente e a qualidade de vida
Maria José Sousa aborda as lixeiras a céu aberto, considerando que na nossa ilha se continua a ignorar que se trata de um problema grave que a todos afecta.
Chama a atenção não só para as responsabilidades das autoridades, que devem cumprir e fazer cumprir a lei, mas para o dever de cada um zelar e ser activo na denúncia. Conclui lembrando que se cada um fizer a sua parte, podemos ter mais qualidade de vida.


EM MAIO: FESTIVAL DA CANÇÃO INFANTIL
Há 18 crianças [inscritas] para participar no Festival da Canção promovido pelos Escuteiros. Realiza-se no dia 3 de Maio, com letras e músicas inéditas. Haverá de novo orquestra.

Jangada leva ao palco “MENTIRAS COM ELAS”
O Grupo Cénico de Amadores “A Jangada” voltou às peças cómicas e desta feita o trabalho intitula-se “Mentiras com elas”, com um elenco de nove elementos que subiu ao palco no dia 18.

RONDAS PELOS REIS percorreram as noites dos dois concelhos
Recorda-se a origem da tradição que lá se vai mantendo e noticia-se que as Rondas ainda saíram à rua, muito embora sem a pujança e a quantidade de outros tempos.

SOCIEDADE PROPRIETÁRIA DO JORNAL “AS FLORES” PRETENDE ALIENAR A SOCIEDADE IMEDIATAMENTE
A empresa que edita o jornal “AS FLORES” está pronta para ser transferida de propriedade, o mais rapidamente possível, tendo em vista a manutenção do Jornal, considerado como o principal objectivo a salvaguardar.
A gerência da empresa espera, até 28 de Fevereiro, o contacto de empresas ou pessoas que se disponham continuar o projecto.


Escuteiros apresentaram UM PRESÉPIO VIVO

PARTIDO SOCIALISTA REPUDIA ACUSAÇÕES DE COSTA NEVES
A Comissão Permanente do PS reagiu a declarações de Costa Neves, que considerou caluniosas e afirmou que em democracia e liberdade os cidadãos votam em quem querem. E disseram ainda que se Costa Neves não existisse, tinham de ser os adversários a inventá-lo.

PSD apresenta pacote de medidas para combater insegurança
O objectivo é o reforço imediato dos quadros da PSP e tribunais da Região, para devolver a autoridade a quem a deve ter, que, apesar de serem da responsabilidade do Governo da República, há medidas que, segundo o PSD, podem ser tomadas já pelo Governo Regional.

Apela Artur Lima: Governo deve maximizar meios de socorro e evacuações aéreas
O líder parlamentar do CDS-PP defendeu a iluminação para as pistas de aviação dos Açores, numa conferência de imprensa em que apresentou o balanço da actividade parlamentar em 2007, realçando que com um único deputado conseguiu fazer aprovar 7 iniciativas e prometeu continuar sempre a favor dos açorianos.

“Os Minhocas” vai comemorar o 29º aniversário
Será no dia 26, com baile, no dia 27 com Missa pelos falecidos e depois [haverá] tarde desportiva.

ALGUNS DOS OUTROS TÍTULOS EM DESTAQUE NESTA EDIÇÃO:

Analisar bem para distinguir e...

Campanha do Comércio Tradicional deu muitos prémios

“Os Minhocas” aprovou Contas e elegeu Corpos Sociais para 2008

Regozijo do Núcleo Empresarial pela contratação de embarcação

“O Girassol” festejou 30 anos

Onda de crimes

Direcção do Aeroporto em edifício próprio

Em São Miguel: Amigos da ilha das Flores celebraram o Natal

ALGUMAS DAS PEÇAS DE OPINIÃO:

Renovação da frota da SATA - por Manuel Inácio

Assim vai o meu País, socorro senhor Presidente - por Lino F. Fraga

Mensagem de Natal... e de Ano Novo - por Carlos Oliveira

Há méritos ignorados - por Frank Gomes Vieira

ALGUMAS DAS SECÇÕES:

O Cantinho da Saúde: As festividades de Dezembro... os excessos de todo o Ano!! - pela enfermeira Ana Gil

Espaço Saúde: Actividade física e produtividade nas empresas - pelo Dr. Rui Moura

Re-Pensando: Contribuir para o Desenvolvimento - por filho de Roque de Freitas Moura

Tal Qual: Abertura à Crítica - por Renato Moura

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Re-Pensando: Investir nesta Terra

São estas cerca de 4.000 almas que aqui vivem, nas Flores.

Muitos dos que eram florentinos já se foram e hoje animam e valorizam as comunidades onde estão inseridos e onde estão a construir, com mais condições, seu futuro e o dos seus. É legítimo, embora façam aqui muita falta.

Dos que estamos, muitos são originários, outros são florentinos por opção e ainda bem, porque caso contrário nem seríamos tantos.

Pensamos que, como em todas as terras, dos florentinos naturais e dos que optaram, há uns mais empenhados e capazes e outros nem tanto.

Somos poucos para tudo e até para gerar actividade económica relevante.

Todos sabemos que para gerar uma actividade económica seguramente rentável, seja ela qual for, é indispensável que haja gente – muita gente, de preferência – para comprar os produtos e os serviços que se produzem.

É por isso que, sempre que aqui se cria uma nova actividade comercial, ou de serviços, pensamos no assunto e ficamos sempre impressionados com a coragem de quem investe.

Pensamos que cada nova actividade deveria ser acarinhada e ajudada pelo público e até pelas entidades oficiais.

Há que pensar que, afinal, as novas actividades constituem sempre a oferta de mais uma condição a contribuir para a criação de melhores condições e para que a ilha não se desertifique. Por vezes são os privados a fazer e os poderes públicos a se demitirem, sistematicamente, do que deveriam fazer

Filho de Roque de Freitas Moura

Este artigo de opinião é parte integrante do jornal «As Flores», edição de 13 de Dezembro de 2007.