quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Promoção do artesanato regional

O Centro Regional de Apoio ao Artesanato criou o projecto de promoção "Azores in a box - Artesanato/Artcraft", com peças executadas pelos artesãos regionais.

A iniciativa, com o objectivo de aumentar a visibilidade das actividades artesanais açorianas, traduz-se em “kits” promocionais de produtos das diferentes actividades artesanais realizadas nos Açores, subordinados a temáticas variadas, como religião, cerâmica, bonecos, tecelagem e doçaria, entre outros.

O Centro Regional de Apoio ao Artesanato pretende também dar seguimento à sua intenção de alcançar novos e diferentes públicos, no âmbito de uma perspectiva de renovação, dinamização e afirmação da imagem do artesanato açoriano como um produto certificado e genuíno.

É competência do Centro Regional de Apoio ao Artesanato a promoção e divulgação das actividades e produtos artesanais realizados nos Açores, apoiando a sua comercialização e a organização de feiras, workshops e concursos.

O Centro Regional de Apoio ao Artesanato tem também desenvolvido uma acção promocional dos produtos de tradição açoriana através de publicações técnicas e comerciais, procurando garantir e promover a imagem da sua qualidade e a introdução de conceitos actuais aplicados à produção artesanal.


Notícia: «Açoriano Oriental», «Jornal Diário» e o inestimável "serviço informativo" do GACS [Gabinete de Apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Sensibilizar para a biodiversidade

Criado para promover a educação ambiental, o Kit da Biodiversidade dos Açores está a ser distribuído pelos estabelecimentos de ensino público do 1º ciclo do ensino básico da Região, numa iniciativa que visa sensibilizar as crianças para a preservação e conservação da natureza.

Em São Miguel, a distribuição deste recurso pedagógico está a ser feita através da Ecoteca do Parque Natural de Ilha, abrangendo 71 escolas e 6.758 alunos.

Um filme sobre a natureza das ilhas, um conto infantil, um saco com sementes de espécies endémicas, posters de ecossistemas dos Açores, puzzles de espécies protegidas e um avental de histórias, constituem alguns dos componentes do Kit da Biodiversidade dos Açores que são acompanhados por propostas lectivas.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental» e o inestimável "serviço informativo" do GACS [Gabinete de Apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Viajar pelo ‘interior’ da ilha das Flores

Com canyoning, passeios pedestres, passeios de jipe e expedição à ilha do Corvo, a WestCanyon Turismo Aventura dá a conhecer aos amantes da natureza as maravilhas da ilha das Flores, permitindo-lhes conhecer mais um pouco dos seus "recheios" e passar momentos divertidos.

Criada em 2009 com o intuito de colmatar a carência de actividades terrestres, a empresa gerida por Marco Melo, técnico de animação desportiva licenciado em Desporto, é especializada em produtos de turismo de aventura, desenvolvendo programas em diferentes subprodutos.

Com disponibilidade para oferecer serviços personalizados e adaptados a qualquer nicho de mercado que procure desenvolver actividades de turismo na natureza, desde a sua componente de soft-adventure até hard-adventure, a WestCanyon aposta forte no canyoning, nos passeios pedestres, nos passeios de jipe e na expedição à ilha do Corvo.

O canyoning é uma actividade com diferentes níveis de dificuldade, a enquadrar de acordo com a experiência dos clientes. Numa ilha com cerca de 142 km2 e com mais de trinta ribeiras, esta é uma actividade que permite contactar com ambientes diferentes do quotidiano. Marco Melo garante todo o equipamento e uma experiência inesquecível. Os serviços podem ir desde o baptismo de canyoning a descidas extremas com grandes verticais e saídas para o mar.

Os passeios pedestres são um produto realizado por entre trilhos e caminhos na natureza virgem e pura, que retrata bem o que outrora eram os principais elos de ligação entre as diferentes freguesias da ilha. Deste modo, pode-se vivenciar um pouco da história da ilha e ainda se maravilhar com a bela fauna e flora características dos Açores. A ilha das Flores apresenta uma beleza e variedade de percursos ímpar, sendo que a WestCanyon disponibiliza serviços adaptados a qualquer tipo de clientes e expectativas, desde percursos interpretativos aos percursos onde impera a aventura.

Os passeios de jipe (Jeep Tour) podem ser de um dia ou meio dia, neste serviço pretende-se que os turistas, num curto espaço de tempo, consigam fruir das melhores paisagens da ilha, acompanhados por um guia conhecedor dos melhores recantos desta ilha de paisagens inesquecíveis.

No serviço de expedição à ilha do Corvo (Corvo Discovery), os turistas têm a oportunidade de conhecer o que de melhor tem a ilha vizinha, mas igualmente terem a oportunidade de fruir da magnífica costa nordeste das Flores, nomeadamente desfrutando das magníficas Grutas do Galo e a Catedral. Uma vez na ilha do Corvo, o Caldeirão, uma cratera com cerca de 3 km de perímetro e 300 metros de profundidade, convidam a uma pequena caminhada rumo a um piquenique no meio de uma paisagem onde reina a calma e a tranquilidade.

Dependendo da condição física de cada pessoa, as actividades da WestCanyon podem ser realizadas por preços desde os 25 euros e a partir dos 13 anos de idade. Com seguros, transferes e piqueniques, dependendo de cada opção, as actividades podem realizar-se com um mínimo de duas pessoas.

Desde o início da actividade, os turistas portugueses têm sido os que mais têm procurado a WestCanyon, mas 2011 viu mais estrangeiros a procurar este tipo de "aventura". A divulgação, de acordo com Marco Melo, tem passado pelas redes sociais, sítio online e informação postada localmente.

Quanto à população local, e embora seja uma empresa recente, no decorrer deste ano [2011] a presença nas actividades realizadas já se começou a notar mais. Desportos para todas as faixas etárias que têm merecido críticas muito positivas de todos os participantes, quer sejam principiantes ou já tenham tido alguma experiência anterior.

Marco Melo descreve ao jornal «Diário dos Açores» alguns dos troços e sensações que os interessados podem usufruir, relatando, por exemplo, no canyoning um troço simples, "mas muito bonito, que permite a quem pratica deparar-se com o ‘interior’ da terra... é uma experiência totalmente diferente", revela. Nos passeios de jipe, mostrar a ilha e passar por estradas totalmente diferentes do comum, com imagens e perspectivas totalmente diferentes do dia-a-dia, pode tornar uma viagem no mínimo satisfatória.

Satisfatório é, até ver, o balanço que o criador e responsável pela WestCanyon, fascinado por poder mostrar "as magníficas belezas da sua ilha" aos visitantes e interessados: poder mostrar "a natureza virgem e intacta" é algo que motiva Marco Melo que, no entanto, critica os preços dos bilhetes aéreos para a ilha das Flores, um entrave e feedback negativo para a maioria dos clientes que passam pelo ponto mais ocidental da Europa. Ainda assim, e para o jovem empresário, a WestCanyon continua apostada em mostrar aquela que dizem ser "a mais bonita ilha dos Açores".


Notícia: «Diário dos Açores» [edição do dia 12 de Outubro de 2011]
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Quinta edição da Geração Depositrão

Os Açores participam na 5ª edição da Geração Depositrão com 32 escolas e mais de 15 mil alunos da Região, uma acção que pretende introduzir o tema da gestão de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos (REEE) e de pilhas e acumuladores, junto dos mais novos e da comunidade local.

Tendo as escolas como agentes importantes na divulgação e introdução de boas práticas ambientais, a Geração Depositrão envolve, no decorrer deste ano lectivo, mais de 625 escolas e mais de 340 mil alunos de norte a sul do país.

"Com esta campanha, a ERP Portugal pretende sensibilizar crianças, jovens e famílias para a importância da recolha de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos e pilhas em fim de vida e promover uma maior consciencialização das populações para a reciclagem deste tipo de aparelhos", afirma Filipa Moita, responsável de comunicação da ERP Portugal.

Inserida no programa Eco-Escolas, a Geração Depositrão é uma campanha realizada anualmente que inclui actividades desenvolvidas entre alunos e professores. Esta iniciativa, que arrancou no ano lectivo 2008/2009 com apenas 133 escolas a participar, é actualmente a única campanha de recolha de REEE a decorrer nas escolas nacionais, englobando todos os níveis de escolaridade.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

domingo, 27 de janeiro de 2013

O investigador João A. Gomes Vieira

É uma casa mas parece um barco museu, encalhado entre as quedas de água doce da Ponta da Fajã Grande e a água salgada do mar da ilha das Flores. A casa do investigador marítimo e escritor João Gomes Vieira é um monumento a uma vida dedicada à inventariação, investigação e recolha das coisas dos mares dos Açores.

João Gomes Vieira vem a descer a rua que desce da Igreja da Ponta da Fajã Grande em direção a sua casa, envolto num cenário verdejante onde pontuam quedas de água que se despenham das alturas. «Venha meu amigo, vamos conversar», diz João Gomes Vieira, à medida que nos vamos aproximando da casa que mantém na Ponta da Fajã Grande e onde tudo ali remete para o mar, os navios, as memórias de naufrágios, da baleação.

Filho e neto de baleeiros, escritor, investigador, fundador do Museu das Flores, um homem profundamente ligado ao mar, vive ali numa zona palco de baleação, naufrágios e tragédias marítimas. Membro da Academia da Marinha, consultor do Museu da Baleia de New Bedford, João António Gomes Vieira recebeu no passado dia 10 de Junho, a insígnia de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.

Entro numa sala pejada de memórias marítimas. Do tecto em madeira desprendem-se alinhadas umas às outras dezenas de canecas. «Esta casa», explica João Gomes Vieira, «é feita com madeira de salvados de navios. Estas portas aqui são do navio RMS Slavonia».

O RMS Slavonia, um enorme navio transatlântico pertencente à britânica Cunard Line viajava entre Nova Iorque e Trieste (na Itália) quando, em Junho de 1909, alguns passageiros terão pedido ao comandante para ver as ilhas. Envolto em nevoeiro, o navio acabaria por naufragar perto da costa da ilha das Flores entre o Lajedo e a Costa do Lajedo. Os cerca de 600 passageiros salvaram-se graças à ajuda das tripulações de dois navios transatlânticos alemães e de muitos florentinos.

O Slavonia levou meses a afundar e muitas peças do navio foram retiradas por locais. Aos poucos, João Gomes Vieira foi recolhendo, encaminhando para o Museu. Algumas, guarda na preciosa sala da Ponta da Fajã Grande. «Veja, esta papeleira de bordo também pertencia ao Slavonia». Na sala guarda também salvados de outros navios que naufragaram na zona. «São peças que estavam abandonadas nas casas da ilha e que eu fui guardando». Uma, por exemplo, pertencia a um navio grego que naufragou em 1967 perto da Ponta da Fajã. Outra pertence à barca Bidart. «A Bidart vinha da Nova Caledónia carregada de minério de níquel com 110 dias de viagem em 1915 e encalhou perto da Fajã Grande».

Nunca deixando a sua ilha mas viajando pelos Açores, pelo Continente e pelos Estados Unidos, João Gomes Vieira dedicou uma grande parte do seu tempo à investigação da história e da vida marítima. Na série de sete livros «O Homem e o Mar», o investigador florentino escreve sobre a cultura marítima açoriana. Das embarcações dos Açores do início do povoamento à inventariação do património marítimo, das histórias dos lobos-do-mar açorianos à baleação, cabotagem, construção naval em madeira, Vieira investiga tudo. Entre as suas recolhas, encontra-se um glossário baleeiro recolhido na ilha das Flores e inúmeras fotos, muitas de particulares, outras dos Arquivos Públicos dos Açores.

Filho e neto de baleeiros, João Gomes Vieira gosta de dizer que «o mar é a melhor escola de formação de um homem. A minha família veio para aqui há sete gerações», conta, enquanto caminhamos na Ponta da Fajã, «viemos do Alentejo, de Viana do Alentejo a mando do Rei D. Manuel I».

O bisavô de João Gomes Vieira foi um dos florentinos que embarcaram nos navios baleeiros que paravam na ilha das Flores para abastecer. «Embarcou aos 17 anos, atravessou o Cabo Horn [ponto mais meridional da América do Sul], o Alasca, esteve em São Francisco. Voltou mais tarde para a ilha, investiu em terrenos, ganhou dinheiro, morreu em 1907».

Na família, muitos foram para os Estados Unidos como baleeiros, primos, tios. O pai de João Gomes Vieira foi o último dessa enorme rede de oficiais baleeiros na família. «O meu pai apesar de oficial baleeiro sabia que a luta no mar era muito desigual e nunca quis que fossemos para a baleação. Não contava as suas proezas. Só muito mais tarde, no final da vida me foi contando...»

Embora a sua profissão fosse em terra, Gomes Vieira sonhava com o mar. «Aproveitava cada viagem em trabalho para trazer peças para o Museu. Fui muitas vezes a Santa Maria e a Lisboa no Transal (o avião da missão francesa na ilha das Flores) e vinha carregado de cartas de navegação, livros... Enfim, desde rapazinho que guardei bússolas, binóculos. Uma paixão».


Crónica do jornalista Nuno Ferreira no portal «Café Portugal».
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Cuada: ilha das Flores sem Photoshop

Há sempre qualquer coisa de maior quando se trata dos Açores. E é numa aldeia da ilha das Flores que confirmo a beleza de mais um pedaço de terra português: a Aldeia da Cuada.

Abandonada nos anos 60, quando os seus habitantes emigraram para a América, a aldeia foi recuperada por Carlos Silva que sabiamente soube sonhar mais alto. Contra tudo e contra todos, e na dúvida do projecto poder resistir aos longos anos de vida, hoje é considerada um exemplo de turismo de excelência, como um enorme testemunho de perseverança a seguir.

A viagem entre o passado e o presente, com enorme responsabilidade na recuperação da traça rural das pequenas casas de pedra, forma a aldeia privilegiada que é a Cuada. À sombra da tranquilidade, o tempo parece não ter relevância. E só os Açores me devolvem este poder de sentir que a vida não foge depressa.

A paisagem é magnânima e confirma-me a opinião que nenhum português deveria viajar pelo Mundo sem antes passar pelos Açores. Mas é nas pessoas, na simplicidade dos sorrisos e na gratidão de haver tanta terra ainda não tocada pela mão do homem, que o meu sorriso é roubado. Assim começou esta aventura, em que Sílvio, o genro de Carlos, me disse para procurar um carro azul prata no parque do aeroporto. Com a chave na ignição e sem qualquer risco de ser roubado, desbravava até a aldeia imagens que apenas se consagram em poemas.

São paisagens únicas as que envolvem a aldeia da Cuada. As casas de pedra respiram simplicidade e distanciam-me dos dias agitados da cidade. Jarras de hortências perfumam a casa e a colcha, tricotada pelas mãos da terra, transportam-me a memórias antigas onde as conversas à lareira com a minha avó faziam com que as horas não tivessem importância. A velocidade dos dias dilui-se nas quatro estações que tão bem acompanham os Açores, e o ritmo passa a ser outro, o que nos permite absorver cada aroma e cada detalhe com toda a imensidão do tempo.

Os caminhos percorridos são feitos nas pedras irregulares e, ligando-nos à terra de uma forma exemplar, leva-nos a postais da ilha onde não é preciso o uso de Photoshop. Como uma das mais idílicas dos Açores, no Poço da Alagoinha encontro a imagem mais bonita da ilha.

Entre as muitas caldeiras, a água presente no horizonte leva-me uma tarde à ilha do Corvo. E nem os três metros e meio de ondulação me retiraram a beleza do caminho. O Corvo respira simplicidade, e a invulgaridade dos olhares da terra segue-me o rasto. Assim conheci o Carlos, o guia feliz, de palavras firmes e que me ofereceu o postal ventoso da cratera, uma das mais bonitas que vi em terras açorianas.

Na intocabilidade do mundo, a simplicidade é imensa. Tão imensa que, à procura de um restaurante (e cuidado porque apenas servem até às 14 horas, sem excepção), dou por mim a almoçar em casa de uma verdadeira senhora da terra. Nos olhos e na barriga do desespero, as portas abrem-se nestas ilhas ao convite mais elevado de todos: a partilha de uma vida que só faz sentido em gratidão e humanidade. Assim como quem agradece o bom coração de um desconhecido.


Crónica de Sancha Trindade publicada na «Vogue» online.
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Açores com muitas mais famílias falidas

O número de famílias oficialmente falidas aumentou brutalmente nos Açores nos últimos dois anos, período em que começou a ser aplicado o programa de grande austeridade do Governo da República e da Troika.

De acordo com os dados do Instituto Informador Comercial registou-se nos Açores, de 2011 para 2012, uma variação anual de 235 por cento: em 2012, 161 famílias declararam insolvência, quando no ano anterior tinham sido apenas 26.

A nível global o número de famílias falidas em Portugal quadruplicou nos últimos dois anos. As maiores subidas verificaram-se nos Açores e em Portalegre.

Os consultores do Instituto Informador Comercial entendem que a situação deve ser enquadrada no estado difícil em que se encontra a economia, considerando que este aumento exponencial de falências das famílias acompanha o alastramento do desemprego e o ritmo de falências das empresas.


Notícia: RDP Antena 1 Açores.
Entretanto, o Governo da República prepara-se para reduzir as transferências financeiras para a Região Autónoma dos Açores.

Saudações florentinas!!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

87 escolas ostentam bandeiras verdes

A Região Autónoma dos Açores conta com 87 Eco-Escolas, distinguidas pelo mérito do trabalho desenvolvido ao nível da sustentabilidade ambiental no ano lectivo 2011/2012, o que lhes permite hastear bandeiras verdes ao longo deste ano.

A Bandeira Verde é o galardão que premeia as boas práticas ambientais dos estabelecimentos de ensino que se inscrevem no programa Eco-Escolas, uma iniciativa de âmbito internacional promovida pela Foundation for Environmental Education, a que Portugal aderiu em 1996 através da Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE).

A adesão ao programa para o ano lectivo 2012/2013 pode ser feita até ao final de Fevereiro, devendo as escolas interessadas submeter a sua inscrição junto da plataforma online da ABAE ou contactar a Ecoteca da sua ilha.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental» e o inestimável "serviço informativo" do GACS [Gabinete de Apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Pequenos agricultores não vão resistir às novas regras fiscais de contabilidade, alerta a Federação Agrícola dos Açores

As novas regras fiscais estão a motivar o abandono da actividade por parte dos pequenos agricultores. A Federação Agrícola dos Açores pede a intervenção do Parlamento e do Governo Regional.

Os pequenos agricultores são agora obrigados a inscreverem-se como produtores agrícolas, a passar facturas no acto de venda e a apresentá-las às Finanças para descontarem o valor do IVA.

Jorge Rita, presidente da Federação Agrícola dos Açores, critica a lei que impõe as novas regras e argumenta que os pequenos agricultores são na sua maioria idosos e sem facilidade de acesso à informação e às Associações Agrícolas. O líder dos agricultores açorianos receia o abandono no sector e apela à intervenção das entidades regionais.


Notícia: «TeleJornal» da RTP Açores.
Saudações florentinas!!

domingo, 20 de janeiro de 2013

O mais ocidental ginásio da Europa

Orçado em 700 mil euros, dos quais 300 mil comparticipados por fundos comunitários do SIDER, a família Toste Mendes inaugurou [em Agosto de 2011] na ilha das Flores o ‘Viva Mais Fitness’, único ginásio existente no Grupo Ocidental.

Dotado de várias máquinas e equipamentos que fazem inveja a muitos ginásios espalhados pelo país e com um espaço amplo com vista a norte sobre a vizinha ilha do Corvo, o ginásio Viva Mais Fitness, cujo director técnico é Pedro Mendes, vem acrescentar à ilha das Flores algo inexistente desde há muitos anos.

Construído de raiz junto ao Hotel Ocidental, propriedade da família Toste Mendes, este novo espaço vem colmatar uma lacuna numa área que só havia sido desenvolvida na ilha das Flores através de clubes desportivos ou associações, mas que agora ressurge com muita luz, cor e... esforço.

Pedro Toste, director técnico do ‘Viva Mais Fitness’, licenciado em Educação Física, lidera uma equipa jovem e ambiciosa que dá, finalmente, aos florentinos um serviço há muito esperado. Embora ainda não seja tempo de grandes balanços, Pedro Mendes refere que as expectativas estão a ser superadas e “nos primeiros dois meses foram superados os objectivos propostos para um ano”.

A ideia inicial para a construção de um ginásio surgiu devido ao interesse pela área. Pedro Mendes afirma que sempre teve “o bichinho” pelo desporto e actividade física, tendo estado sempre ligado ao desporto. A frequência universitária deste jovem florentino incutiu ainda mais desejo por esta área específica, trabalhando inclusivamente num ginásio no Continente.

Depois de muita investigação e de bem ponderadas as opções em aberto, Pedro Mendes elaborou o seu trabalho final de curso com base num questionário a 100 indivíduos da ilha das Flores sobre a receptividade à actividade física, concretamente num ginásio.
“Mais de 90% das pessoas via positivamente a hipótese de frequentar um ginásio nas Flores”, refere agora Pedro Mendes, obtendo na altura uma resposta “óptima” para idealizar um projecto que se viu inaugurado em 2011.

Com uma equipa toda licenciada em Educação Física, o ginásio ‘Viva Mais Fitness’ disponibiliza aparelhos e espaços desde o cardio-fitness à musculação, passando pelas aulas de grupo.

A maquinaria de cardio-fitness engloba 5 passadeiras, 3 bicicletas elípticas, entre outros equipamentos, onde depois de traçado um plano de treinos os utentes podem procurar atingir os seus objectivos propostos.

A musculação engloba máquinas específicas para cada grupo muscular, desde as pernas, tronco e braços, zona de alongamentos, abdominais, entre outros. Cada grupo trabalha uma determinada área do corpo, num esforço acompanhado sempre de perto pelo staff do ginásio.

As aulas de grupo são também outro dos convites do ginásio mais ocidental da Europa. Com várias modalidades, as sessões têm sido muito bem frequentadas neste período inicial e Pedro Mendes realça que a gestão do ginásio está sempre predisposta a ouvir novas sugestões.

E porque para o Verão acaba por ser uma das melhores sugestões, a piscina que se estende ao exterior do espaço ‘Viva Mais Fitness’ convidará todos os clientes a um mergulho ou às aulas de fitness ou de hidroginástica que na época balnear de 2012 se realizarão em Santa Cruz das Flores.

Os preços variam conforme os pacotes pretendidos e há também, mais em conta, um preço especial para os estudantes. Porque a fidelização dos clientes é algo muito importante para o ginásio, os preços vão baixando conforme a duração e frequência pretendida dos clientes do novo ginásio da ilha das Flores.

Esta é uma etapa diferente para Pedro Toste, até porque embora sempre tenha estado ligado à actividade física, agora a gestão e administração é um esforço adicional e uma novidade. Como sublinhou Pedro Mendes, “até agora [Outubro de 2011] os objectivos estão a superar as expectativas e a tendência é para aumentar”, salientou.


Notícia: «Diário dos Açores» [edição do dia 17 de Outubro de 2011]
Saudações florentinas!!