quarta-feira, 10 de abril de 2013

«Brumas e Escarpas» #56

O cambulhão

O ano fora forte em milhos. Chuvas gratificantes em Agosto e um Setembro soalheiro haviam transformado o cerrado do Picanço, no Areal, numa safra de bonança. A apanha do milho, iniciada alta madrugada, prolongou-se por toda a manhã, terminando apenas ao meio dia. Carros e carros de bois, estacados à porta do Picanço, a abarrotar-lhe a cozinha de maçarocas graúdas, recheadas de grãos suculentos. Uma riqueza! Um pecúlio como há muito não havia memória!

De tarde era a hora de encambulhar. Sentados em pequenos bancos ou sobre cestos virados com o fundo para cima, formaram círculo ao redor daquela espécie de pirâmide de maçarocas, o Picanço, a mulher, os filhos, uns parentes mais próximos, alguns amigos e um ou outro vizinho. A Engrácia, a filha do Mendonça, é que também não quis faltar, aparecendo de surpresa. Vinha oferecer os seus fracos e míseros préstimos. Mas até era muito bem-vinda. Por parte do velho Picanço que via nela mais uma ajuda benfazeja e primorosa, por parte do filho mais novo, o Chico, que desde há muito à sorrelfa lhe andava a catrapiscar o olho.

Mal entrou Engrácia, levantou-se o Chico, muito solícito e mais apaixonado do que interessado na ajuda que a moça consubstanciava. Trouxe-lhe um banquinho e sentou-a a seu lado, partilhando não apenas os baraços de espadana com que se haviam de amarrar os cambulhões, mas também atirando-lhe olhares comprometedores, sussurrando-lhe disfarçados galanteios e até, provocando, propositadamente, um ou outro roçar de joelhos, camuflado pelo permanente arrepanhar das cascas das maçarocas. Não era bonita a Engrácia, mas era bela e encantadora. Não era linda, mas era fascinante e atraente. O rosto salpicado, junto aos olhos, por aglomerados de sardas que se iam dispersando e diluindo ao longo das faces, não era angélico mas revelava-se encantador e, delirantemente, sublime, por quanto, estampado numa espécie de esquelética agressividade, consubstanciava um encanto impar e uma fascinação invulgar. E ele, com o cabelo levemente acastanhado a sombrear-lhe a profundeza do olhar, impunha-se com uma rigidez cativante, atlética e com uma magnanimidade inebriantemente sedutora. Amavam-se sem, no entanto, o confessarem.

A safra do encambulho não parava e o monte, inicialmente desenhado pirâmide, transformara-se a meio da tarde numa espécie de mastaba e esta, algum tempo depois, em eira. Se os fios de espadana rareavam, o Chico, na mira de aumentar o pecúlio dos atilhos, levantava-se e a moça não tirava os olhos dele. Voltava a sentar-se e, ao puxar do monte uma maçaroca, descambava sobre os ombros da moçoila, já inclinada, como que a adivinhar-lhe o enlevo. Apenas a Josefina – uma alcoviteira assumida, que não tirava o olho deles – impedia que olhares, toques e gracejos desandassem e se transformassem em requebros mais íntimos e comprometedores.

A tarde chegava ao fim e o monte das maçarocas era agora um eirado, derramado sobre o velho e carcomido soalho da cozinha. O velho Picanço, apercebendo-se que se aproximava o princípio do fim de tão farta azáfama, deu ordens. Era o Chico que havia de ir pendurar os cambulhões no estaleiro. Mas que o fizesse com cuidado: maçarocas bem apinhadas e com a casca mais grossa bem veadinha para fora. Era necessário proteger os grãos indefesos da chuva e do gorgulho. Aos mais novos e afoitos competia ajudar no carrego e transporte dos cambulhões para junto do estaleiro. Alguém havia de os “alcançar” ao Chico, quando encavalitado nas ripas do estaleiro ou pendurado numa escada anexa.

Engrácia, vermelha que nem um pero, ofereceu-se, de imediato. Se era o Chico a pendurar os cambulhões havia de ser ela a ajudá-lo. E ao aproximar-se do estaleiro, já ao lusco-fusco, ao alcançar-lhe o primeiro cambulhão, despendeu-o das mãos, simuladamente desajeitadas, deixando que o dito cujo se estatelasse no chão. Sempre solícito e adivinhando-lhe o intento, o Chico baixou-se para ajudá-la. Ao erguerem-se, fizeram-no tão ajeitadamente, que os seus rostos emparelhados se colaram num sufoco terno e emocionante, selando uma indelével paixão.

Entre choros e soluços, meses depois, era o Chico a partir para a América e a Engrácia, aflita e conturbada, com o coração despedaçado. No primeiro ano não havia vapor que não trouxesse carta do Chico e não havia carta que não viesse carregada de promessas e juras de amor. No segundo ano, as cartas rareavam e as promessas e juras esquecidas e, ao fim de três anos, o Chico já nem lhe escrevia. A Engrácia, no entanto, só e amortalhada, retinha dele um enorme e indelével amor, consubstanciado na memória permanente daquele cambulhão, caído propositadamente do estaleiro do velho Picanço, no escuro da noite daquele dia em que fora ajudar a encambulhar o milho do Picanço.


Carlos Fagundes

Este artigo foi (originalmente) publicado no «Pico da Vigia».

terça-feira, 9 de abril de 2013

MareOcidental perto do encerramento

A MareOcidental, empresa de transporte marítimo que fazia a ligação entre as ilhas das Flores e do Corvo, vai encerrar. A entrada de um novo operador de transporte marítimo de mercadorias não deixa outra alternativa à empresa florentina, diz Mauro Lopes, sócio-gerente da MareOcidental. O encerramento da empresa coloca 11 funcionários no desemprego.

Notícia: RDP Antena 1 Açores [com entrevista radiofónica].
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Qual é o país com menos canais TDT?

Portugal tem a menor oferta de canais na TDT entre 34 países europeus: a televisão digital terrestre portuguesa oferece apenas cinco canais, enquanto o Reino Unido, por exemplo, tem 71 canais gratuitos à disposição da população.

Último lugar – é essa a posição de Portugal entre os 34 países europeus analisados pelo Observatório Europeu do Audiovisual (OEA) sobre a oferta de canais no serviço de Televisão Digital Terrestre (TDT).

No extremo oposto a Portugal, que oferece apenas cinco canais na TDT, está a Itália, país onde a oferta nas redes de TDT chega aos 118 canais, contabiliza o Observatório Europeu. No topo da lista dos países com mais canais estão também a Letónia (85) e o Reino Unido (79).

Em Portugal o OEA contabiliza apenas quatro canais quando na verdade são já cinco, uma vez que o canal Parlamento está disponível na oferta da TDT. Mas ainda assim, Portugal continua na última posição, uma vez que o país seguinte, a Eslováquia, tem sete canais nessa plataforma.

Os países que só têm TDT de acesso gratuito, como Portugal, são aqueles que oferecem um menor número de canais. Há, porém, países que contrariam essa tendência: dos 79 canais de TDT no Reino Unido, 71 são gratuitos; em Itália essa relação é de 51 pagos para 67 grátis; em França de nove pagos e 32 grátis; na Alemanha são dois pagos e 33 abertos.

De acordo com o Observatório, actualmente já 22 dos 27 Estados-membros da União Europeia fizeram a transferência do sinal de televisão analógico para o sinal digital, em linha com as recomendações da Comissão Europeia. A Comissão definira Junho de 2015 como prazo limite para a transição para o digital.

Durante 2013 a Grécia, Polónia e Bulgária farão também o chamado switch-off (desligamento) do sinal analógico. A Hungria e a antiga República jugoslava da Macedónia contam fazê-lo entre este ano e 2014, e a Bósnia aponta para o próximo ano. Para o último ano do prazo deixaram-se ficar outros países europeus como a Albânia, Roménia, Rússia, Montenegro e Turquia.

Quanto a lançamentos de novos projectos, foram lançadas plataformas de TDT paga em 21 países. Talvez devido à crise económica, o Observatório registou, pela primeira vez, uma diminuição do número de subscrições na TDT paga, de cerca de 13%. A situação mais significativa foi a de Itália, onde um milhão de subscritores anulou o seu contrato.

Ao mesmo tempo, acrescenta o Observatório Europeu do Audiovisual, alguns serviços de TDT paga em Espanha e Portugal acabaram por não se materializar. Em Portugal estavam previstos dois serviços: o base, gratuito, que teria seis canais – os actuais quatro generalistas, o quinto canal cujo processo de atribuição se encontra em tribunal, e um sexto em alta definição – e ainda um outro multiplexer, que seria pago e acabaria por concorrer com as ofertas de TV paga como o Meo (que pertence à PT, que ganhou o concurso para a TDT) e a Zon.


Notícia: jornal «Público» e rádio Renascença.
Ainda: Pais do Amaral (patrão da Media Capital) detecta “conflito de interesses” na TDT em Portugal, a Deco recebeu mais de oito mil queixas no ano passado relativas à TDT e a Segurança Social pretende ajudar os mais necessitados a ver televisão.

Saudações florentinas!!

domingo, 7 de abril de 2013

Nova operação de transporte marítimo de mercadorias para o Corvo já começou

O navio Lusitânia, da Empresa de Barcos do Pico de Amaral, Felicianos & Faria Lda, atracou hoje no Porto da Casa, concretizando assim a primeira viagem ao abrigo do novo contrato de concessão deste serviço. O Fundo Regional da Coesão, na sequência do procedimento por concurso público, adjudicou no início de Janeiro o contrato de prestação de serviços relativo ao transporte marítimo regular de mercadorias entre as ilhas das Flores e do Corvo, pelo montante global de 1.062.600 euros. O contrato foi visado pelo Tribunal de Contas a 19 de Março, entrando de imediato em vigor.

A Empresa de Barcos do Pico vai, a partir de agora, assegurar duas ligações semanais à mais pequena ilha dos Açores, com a excepção dos meses de Julho e Agosto, em que serão asseguradas três ligações semanais. O serviço de transporte será assegurado pelo navio Lusitânia, com uma capacidade de carga de 125 toneladas, e, em caso de impedimento deste, pelo navio Cecília A, com capacidade para 350 toneladas de carga. Esta nova operação vai permitir um aumento da capacidade média semanal de carga transportada de cerca de 60 toneladas, podendo ser transportadas para o Corvo, em média e por semana, mais de 277 toneladas. Com a entrada em vigor do novo contrato, o anterior quadro que regulamentava o transporte marítimo de mercadorias entre as Flores e o Corvo deixa de vigorar, bem como os direitos e obrigações previstos.


Notícia: jornal «Açores 9», rádio Atlântida, «Jornal Diário» e o inestimável "serviço informativo" do GACS [Gabinete de Apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional].
O secretário regional do Turismo e Transportes revelou [na Comissão parlamentar de Economia] que o processo de elaboração das obrigações de serviço público do transporte marítimo de passageiros e carga rodada vai estar concluído no final do ano.

Saudações florentinas!!

sábado, 6 de abril de 2013

Espetáculo "Abril, mês da Revolução"

Organizada pelo Grupo de Teatro A Jangada, esta iniciativa visa comemorar o dia 25 de Abril realçando a importância e magnitude que este acontecimento representa na História contemporânea portuguesa.

A Jangada soube envolver neste projecto muitas das entidades locais que persistem em manter viva a cultura florentina, daí que se espera um espetáculo diferente dos demais que costumam ocorrer por cá.

O evento realiza-se pelas 21h30 do dia 13 de Abril [próximo sábado], na Praça Marquês de Pombal, em Santa Cruz das Flores, contando com a participação das seguintes entidades: Associação de Jovens da ilha das Flores, Grupo Folclórico de Ponta Delgada, Grupo Folclórico e Etnográfico da Associação Cultural Lajense, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Santa Cruz das Flores, Escola Básica e Integrada das Flores e Agrupamento de Escuteiros da ilha das Flores.

Participam os grupos musicais K7 Pirata, Full 'K'ords e a Filarmónica Nossa Senhora dos Remédios; os cantores Armanda Banha e Armando Meireles. O espectáculo conta ainda com a participação especial de Sónia Lapa. A encenação e direção artística está a cargo de Joaquim Salvador.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal das Lajes das Flores.
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

AAiF organiza 7º Encontro Cultural

“Porque a paixão que nos une é maior que o mar que nos separa” é o tema do sétimo Encontro Cultural da ilha das Flores que a Associação Amigos da ilha das Flores (AAiF) promove em Ponta Delgada no próximo dia 13 de Abril [sábado], com a participação da Associação de Marienses e Amigos da ilha de Santa Maria e da Casa do Triângulo.

O encontro está marcado para as 16 horas e terá lugar na sede social da AAiF, reunindo pela primeira vez as três associações para falarem da sua experiência associativa e migrante dentro do arquipélago dos Açores, assim refletindo à volta desta temática e partilhando vivências, sentimentos e preocupações.

O programa do 7º Encontro Cultural é composto por dois painéis, ficando o primeiro a cargo de Gilberta Rocha, coordenadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade dos Açores, com uma intervenção intitulada “Giros das gentes açorianas: o estrangeiro, o país, a Região”.

Do segundo painel consta a intervenção de António Teixeira, da Associação de Marienses e Amigos da ilha de Santa Maria, subordinada ao tema “A ilha de Santa Maria no contexto da migração interna”, seguindo-se Francisco Pinto, da Casa do Triângulo, com o tema “Casa do Triângulo – origem, objetivos e problemáticas” e por último António Nascimento, da anfitriã Associação Amigos da ilha das Flores, que fará uma intervenção sobre a própria temática do encontro: “Porque a paixão que nos une é maior que o mar que nos separa”.

Seguir-se-á um período de debate e pelas 18 horas terá lugar a entrega dos prémios do Torneio dos 10 anos da AAiF, que decorreu nos últimos dois meses integrado nas comemorações do décimo aniversário da associação e do qual fizeram parte jogos de sueca, king e dominó, que contaram com a participação de duas dezenas de associados e amigos.


Notícia: jornal «Açores 9».
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Era uma vez... a Fábrica da Baleia

Programa da RTP Açores que conta pequenas histórias da História dos Açores, com apresentação da historiadora Susana Goulart Costa. O episódio 23 desta série versou sobre a Fábrica da Baleia do Boqueirão (em Santa Cruz).

Vídeo: programa «Era Uma Vez Açores».
Anteriormente já havia sido mostrado, neste programa da RTP Açores, um episódio sobre o poeta florentino Roberto de Mesquita.

Saudações florentinas!!

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Maior propagação de alforrecas deve-se à pesca excessiva de pequenos peixes

A pesca de arrasto de espécies de peixes pequenos leva à proliferação de alforrecas, segundo uma investigação feita por biólogos marinhos.

Os cientistas monitorizaram os ecossistemas em duas zonas dos oceanos separadas por 600 milhas, o que corresponde a milhares de quilómetros. Uma das zonas foi junto à Namíbia, onde a pesca não é regulamentada, e a outra ao largo da África do Sul, onde a pesca de sardinhas ou arenques é controlada de acordo com os stocks disponíveis.

"Nos anos 1960 das águas da Namíbia saiu uma produção de 10 milhões de toneladas de sardinhas por ano. Isto foi substituído por 12 milhões de toneladas de alforrecas", afirmou Philippe Cury, do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento francês. Segundo o investigador, houve uma má gestão dos stocks de sardinhas e anchovas, que foram sobre-exploradas e já quase desapareceram.

Já na África do Sul, a gestão foi muito cuidadosa e não houve qualquer surto de alforrecas ou medusas, segundo o estudo divulgado pelo jornal «Bulletin of Marine Science», da Universidade de Miami.

Peritos de todo o Mundo têm debatido o aumento das populações de alforrecas em muitas zonas dos oceanos, colocando a hipótese de se dever à eliminação dos peixes predadores que mantêm as medusas controladas ou ao aquecimento global. Segundo o autor do estudo agora divulgado, a investigação aponta para que, ao eliminar o peixe pequeno, as alforrecas fiquem sem concorrência para se alimentarem de plâncton e, assim, proliferam de forma descontrolada.


Notícia: RTP.Notícias.pt e SIC Notícias.
Saudações florentinas!!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Mais 30 novas espécies de moluscos

O investigador António Frias Martins descobriu cerca de trinta novas espécies de moluscos em várias ilhas do arquipélago dos Açores, que serão agora descritas para serem validadas cientificamente, um trabalho "interessante, mas difícil".

“O facto de estarem descobertas não quer dizer que estejam acessíveis para estudo. Só depois de estarem descritas é que ficam acessíveis para a ciência. É-lhes dado um nome e feita uma descrição (morfológica e anatómica)”, disse António Frias Martins, que se dedica há 30 anos ao estudo e investigação da malacologia, um ramo da biologia que estuda os moluscos.

Presentemente os Açores têm identificadas e devidamente descritas 102 espécies de moluscos terrestres (caracóis), sendo que cerca de metade (47) são endémicas, o que faz do arquipélago um autêntico "laboratório natural": “Quando dizemos que os Açores são um laboratório natural, isto não é uma figura de estilo. É uma realidade”, afirmou António Frias Martins, recordando que desde sempre os arquipélagos oceânicos foram lugares onde se estudam a evolução das espécies “por estarem longe do continente mãe”, tal como fez Darwin nas Galápagos.

Frias Martins precisou que das cerca de 30 novas espécies que descobriu, oito estão na ilha de Santa Maria, quatro na ilha das Flores e duas na mais pequena ilha dos Açores, sendo que pela primeira vez o Corvo “passará também a ter espécies endémicas”.

Cada ilha é como um tubo de ensaio da evolução e tem características próprias que as identificam como espécies diferentes”, referiu o investigador, alegando que o trabalho de descrição é “muito interessante, mas muito difícil, porque morfologicamente as espécies apresentam muitas variedades, embora existam padrões que se podem reconhecer”.

Frias Martins revelou que dentro de dois a três meses espera ter pronto o trabalho de descrição das espécies identificadas nas duas ilhas do Grupo Ocidental, e que neste momento já tem dissecados e medidos 100 exemplares de moluscos do Corvo e das Flores, sendo que para cada exemplar é preciso analisar 20 parâmetros.

Recentemente foi publicado na revista «Zootaxa» uma nova espécie de caracol endémico (caracol verde) em Santa Maria, uma ilha com 14 espécies exclusivas de entre as 20 endémicas já registadas. “Foi descoberta numa expedição feita em 1993, mas já se conhecia as conchas desta espécie, que foram recolhidas em 1857”, adiantou Frias Martins.

Nos Açores, além dos moluscos terrestres como caracóis e lesmas, também é possível observar moluscos marinhos "com grande interesse científico", entre os quais lulas, ameijoas e búzios. Em todo o Mundo, estão actualmente identificadas cerca de 50 mil espécies de moluscos.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental» e «Diário de Notícias».
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

PT goza com @s florentinos e corvinos


[clique na imagem para melhor ler a carta]

Faça-se uma comparação (simples e rápida) com os tarifários da PT para zonas não cobertas pela ADSL da Sapo: