sexta-feira, 10 de maio de 2013

Novo livro sobre o património baleeiro

A Direcção Regional da Cultura, em parceria com o Observatório do Mar dos Açores, acaba de editar o primeiro de uma série de cinco «Roteiros Culturais dos Açores – Património Baleeiro».

Este primeiro livro, dedicado às ilhas das Flores e do Corvo, sugere interessantes itinerários pelos complexos baleeiros de Santa Cruz, das Lajes, da Fajã Grande e do varadouro baleeiro de Ponta Delgada, na ilha das Flores, bem como pelo Posto Baleeiro de Vila do Corvo.

O roteiro apresenta ainda uma resenha histórica e uma cronologia, onde são enumerados os mais importantes acontecimentos que marcaram a actividade baleeira nas ilhas do grupo ocidental dos Açores, desde 1856 até à actualidade.

Esta série de cinco livros sobre o património imóvel baleeiro, com direcção científica e textos de Márcia Dutra Pinto, decorre do trabalho de inventariação de todos os locais associados a esta actividade no arquipélago. Realizado entre Junho de 2011 e Julho de 2012, o Inventário do Património Baleeiro Imóvel dos Açores inclui 186 estruturas identificadas, entre as quais se destacam complexos e postos baleeiros, fábricas, varadouros, vigias, casas de botes e rampas de varagem, que se situam sobretudo nas ilhas do Pico, São Miguel, Faial e Flores.

Estes (e outros) livros podem ser adquiridos nas Lojas de Cultura e nas lojas do Observatório do Mar dos Açores.


Notícia: rádio Atlântida, jornal «Açores 9», «Jornal Diário» e o inestimável "serviço informativo" do GaCS [Gabinete de apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Apoia o CDEF a ser campeão regional

Neste fim-de-semana jogam-se, na ilha das Flores, os jogos da final para apuramento do campeão regional de voleibol no escalão de juniores masculinos. Em confronto vão estar as equipas do CDEF (Clube Desportivo Escolar Flores) e dos Antigos Alunos (São Miguel). Os jogos realizam-se no pavilhão da Escola Básica e Secundária das Flores, em Santa Cruz, na sexta-feira (amanhã) às 20h30 e no sábado às 17 horas.
Venham ajudar os jovens do CDEF a ser campeões regionais!

Saudações florentinas!!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

XI Sopas de Espírito Santo da AAiF

A Associação Amigos da ilha das Flores (AAiF) promove no próximo dia 12 de Maio [domingo] a sua XI edição das Sopas de Espírito Santo à moda das Flores, que terá lugar no Salão Paroquial de São José, em Ponta Delgada (São Miguel), pelas 13 horas.

Esta actividade de cariz cultural integra o plano de actividades da AAiF para 2013, ano em que assinala o seu décimo aniversário, enquadrando também os seus principais objectivos de promover o bem estar dos naturais da ilha das Flores e daqueles com quem vivem, bem como realizar acções que promovam a própria ilha.

Do programa desta actividade constam os preparativos no sábado, com a benção da carne, do pão e do vinho, além da alvorada pelos foliões de Espírito Santo, enquanto que no domingo terá lugar a procissão com as coroas e bandeira de Espírito Santo, acompanhadas pelos foliões, do Salão Paroquial para a Igreja de São José onde será celebrada missa às 11 horas.

Pelas 13 horas serão servidas as tradicionais Sopas de Espírito Santo à moda das Flores, que serão confeccionadas pelos cozinheiros António Eduíno Eduardo e Serafina Eduardo, vindos da freguesia da Fajãzinha da ilha das Flores. Além das Sopas, haverá também carne assada, massa sovada, arroz doce e uma prova de queijo oferecido pela UniFlores.

Tempo ainda para as habituais rifas e arrematações, bem como para animação pelos grupo de foliões do Espírito Santo, que este ano é constituído por florentinos residentes em São Miguel, que aceitaram o desafio da direção da AAiF para constituírem um grupo de foliões à moda das Flores. Desta forma se contribui para preservar esta peculiar tradição cultural dos Açores e das festas de Espírito Santo.


Notícia: «Açoriano Oriental», «Diário dos Açores» e «Açores 9».
Saudações florentinas!!

terça-feira, 7 de maio de 2013

Conservas Santa Catarina distinguidas

A empresa Santa Catarina Indústria Conserveira foi identificada como "marca que cria valor acrescentado para o país", no âmbito do projecto Portugal Inspira-nos, iniciativa que pretende promover marcas e produtos portugueses.

Este projecto, que criou uma plataforma de identificação de produtos e serviços nacionais que geram valor acrescentado para o país, pretende levar ao conhecimento dos portugueses produtos e serviços de elevada qualidade que, muitas vezes, não são identificados como nacionais e, com isso, provocar um consumo consciente que se reflita no desenvolvimento da economia.

A Santa Catarina, agora incluída nesta plataforma, é uma indústria de produção de conservas de atum que labora na vila da Calheta, ilha de São Jorge, sendo o maior empregador naquela ilha com cerca de 130 trabalhadores ao seu serviço, dos quais cerca de uma centena são mulheres.

Essencialmente exportadora, a Conservas Santa Catarina registou vendas de 6 milhões de euros em 2012, propondo-se ultrapassar os 7 milhões de euros no corrente ano, para o que apostou numa linha de produtos 'gourmet' que conquistou já alguns prémios.


Notícia: «Açoriano Oriental», rádio Atlântida, «Jornal Diário» e o inestimável "serviço informativo" do GaCS [Gabinete de apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Menos bandeiras azuis nos Açores

As 27 zonas balneares dos Açores que se candidataram este ano ao galardão da Bandeira Azul foram todas aprovadas pelo júri internacional deste certificado de qualidade ambiental, que distingue o esforço de diversas entidades para a melhoria do ambiente marinho e costeiro.

A Bandeira Azul é atribuída anualmente às zonas balneares, marinas e portos de recreio que apresentam a sua candidatura e cumprem um conjunto de critérios de natureza ambiental, mas também de segurança e conforto dos utentes e de informação e sensibilização ambiental.

Em Portugal, a organização do programa Bandeira Azul é da competência da Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), estando a coordenação nos Açores a cargo da Secretaria Regional dos Recursos Naturais, através da Direcção Regional dos Assuntos do Mar.

Para as zonas balneares são considerados critérios que abrangem quatro capítulos: qualidade da água, informação e educação ambiental, gestão ambiental e equipamentos, segurança e serviços.

Nos Açores há cinco bandeiras a menos que em 2012, “porque o município da Praia da Vitória não conseguiu reunir condições para se candidatar”, disse o presidente da ABAE.

As zonas balneares das ilhas do Corvo e das Flores voltam em 2013 a não ter qualquer bandeira azul, nem sequer as entidades públicas realizaram nenhuma candidatura ao galardão.


Notícia: «Açoriano Oriental», «Jornal Diário» e o inestimável "serviço informativo" do GaCS [Gabinete de apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

domingo, 5 de maio de 2013

Andorinhas avistadas na ilha das Flores

Estupefacto fiquei quando, hoje, deparei-me com um pequeno bando de andorinhas (cerca de 100 indivíduos) que, graciosamente e felizes, enriqueciam a tarde deste dia nublado mas calmo nesta terra do Sol Poente. Trata-se de uma das mais emblemáticas aves da nossa fauna, carregada de simbolismo relacionado com a sua chegada que costuma ser entendida como um anúncio da Primavera.

Andei a ver se descobria qual a espécie, mas é um pouco difícil para um leigo na matéria. Não obstante, trata-se de um caso inédito, visto que anteriormente jamais foi visto tal simbólica ave por estas paragens. Sei que já foi avistada na Alagoinha por GerbyBirding Azores.

Tirei dezenas de imagens para aproveitar duas, mas que dão para ver que se trata de duas espécies: andorinha-dos-beirais (delichon urbica) e andorinha-das-chaminés (hirundu rustica).

Na Internet encontrei fotografias da ave/espécies que hoje serpenteou e adoçou este dia primaveril na aldeia da Costa. Obrigado Natureza pela espontaneidade surpreendente que nos brindas...


José Agostinho Serpa

sábado, 4 de maio de 2013

Eldorado para reformados franceses?

O jornal francês «Le Figaro» apresenta Portugal como um "novo paraíso fiscal para os reformados franceses", designando a costa portuguesa como o novo eldorado.

O suplemento económico do «Le Figaro» assegura, num artigo intitulado "Portugal, novo paraíso fiscal para os reformados franceses", que poderão ser cada vez mais os reformados franceses tentados a emigrar para as costas do Algarve ou dos Açores.

O jornal francês falou com Xavier Rohmer, advogado que assegura que os reformados franceses que se instalarem em Portugal poderão, em pouco tempo, ficar isentos de impostos sobre os rendimentos para os pensionistas de carreiras no sector privado. Uma circular [do Ministério das Finanças] de 3 de Agosto de 2012, que entrou em vigor a 1 de Janeiro deste ano, prevê que os residentes em Portugal que recebam reformas de fonte estrangeira estejam isentos de impostos sobre as suas pensões privadas.

"A costa lusitana tornou-se um eldorado", escreve o «Le Figaro». Segundo o advogado Xavier Rohmer, a convenção fiscal entre França e Portugal não se opõe a esta medida, uma vez que atribui a Portugal o direito exclusivo de taxar ou não as reformas. Para usufruírem destas vantagens, os franceses devem tornar-se residentes fiscais em Portugal - sem que o tenham sido nos últimos cinco anos -, comprovar a sua presença no país durante um mínimo de 183 dias por ano, e não poderão possuir quaisquer bens em França.

O suplemento económico do «Le Figaro» escreve ainda que "Portugal está prestes a tornar-se na Florida da Europa".


Notícia: «Correio da Manhã», «Sol» e «Jornal de Notícias».
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Só 41 galardões Eco Freguesia em 2012

O concurso 'Eco freguesia, freguesia limpa', organizado pelas Direcções Regionais do Ambiente e dos Assuntos do Mar, tem como principal objectivo reconhecer e distinguir os esforços das freguesias e a colaboração das populações na limpeza, remoção e encaminhamento adequado dos resíduos abandonados em espaços públicos.

A avaliação desse esforço, através de um sistema de pontuação de acordo com a qualidade ambiental exibida no respectivo território e o número de acções de limpeza e de sensibilização desenvolvidas, inclui as linhas de água e a orla costeira.

O concurso atribui a bandeira Eco Freguesia e um certificado que distingue Juntas de Freguesia onde os critérios mínimos do concurso são atingidos, e um certificado de reconhecimento, atribuído nos casos em que, por razões não imputáveis à autarquia local, foi realizado um esforço efectivo de limpeza e sensibilização.

Relativamente ao concurso de 2012, além da atribuição dos 41 galardões, foram entregues 39 certificados de reconhecimento. Em ambas as classificações foi distinguida uma freguesia no Corvo, sete freguesias nas Flores, 12 no Faial, uma na Graciosa, 11 no Pico, dez em São Jorge, 15 na Terceira, 21 em São Miguel e duas em Santa Maria.

As freguesias interessadas em concorrer à quarta edição do 'Eco freguesia, freguesia limpa' podem inscrever-se até ao dia 3 de Maio [hoje], sendo as inscrições gratuitas.

Esta iniciativa pretende premiar o bom desempenho ambiental dos cidadãos e entidades intervenientes como reflexo de uma cidadania activa, resultando no bem-estar das populações.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental» e o inestimável "serviço informativo" do GaCS [Gabinete de apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 2 de maio de 2013

PSD coliga-se com PP para Santa Cruz

PSD Açores vai concorrer em coligação com o CDS/PP em dois dos 19 concelhos do arquipélago nas eleições autárquicas deste ano: Angra do Heroísmo e Santa Cruz das Flores.

Em Santa Cruz das Flores o candidato do PSD à presidência do município é William Braga, jovem empresário local. No Corvo a escolha dos sociais-democratas recaiu sobre um antigo deputado do PSD na Assembleia Regional que estava arredado da vida política: José Manuel Nunes. Uma das únicas duas mulheres que encabeçam as listas de candidatos pelo PSD será Alice Ramos, nas Lajes das Flores.

Para o presidente do PSD/Açores, Duarte Freitas, as candidaturas autárquicas dos sociais-democratas constituem “não só um sinal da vitalidade do partido, mas também o interesse do PSD/Açores em trabalhar para ajudar as açorianas e os açorianos a enfrentar a maior crise financeira, económica e social da Autonomia. O PSD/Açores apresenta pessoas com provas dadas na defesa dos interesses do seu concelho. Pessoas que querem trabalhar com as pessoas e para as pessoas”.

“O PSD/Açores sempre foi um partido com uma forte ligação ao poder local e queremos reforçar cada vez mais essa ligação”, garantindo que o partido “está muito determinado nestas eleições autárquicas. As eleições autárquicas não são eleições contra o Governo Regional ou contra o Governo da República, são eleições para escolher quem melhor pode implementar estratégias de desenvolvimento e de melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. O PSD/Açores estará à altura desse desafio e está pronto para apresentar as melhores soluções aos açorianos”.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental» e RTP.Notícias.pt.
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

«Brumas e Escarpas» #58

A vista do miradouro do Portal ou um pedaço da natureza desabado do Céu

Fascinante, soberba, bela, maravilhosa, encantadora, sublime, deslumbrante, espectacular! São poucos e muito limitados os adjectivos com que se pode descrever a vista que se observa do miradouro do Portal - um pedaço da natureza desabado do céu.

Este miradouro, um dos muitos existentes na ilha das Flores, situa-se lá bem no alto, no cimo da Rocha dos Bredos, ali mesmo logo a seguir aos Terreiros, no cruzamento da nova estrada do Mosteiro com a do interior da ilha e um pouco à frente da chamada Cruz da Caldeira, sobranceiro à freguesia da Fajãzinha.

A paisagem que dali se pode observar é transcendentemente bela. O grande círculo das Fajãs rodeia-se a leste, embora de forma irregular, por uma alta e imponente rocha, ora fendida por penhascos e quedas de água, ora revestida de um verde com tons diferenciados, a provocar calafrios ou ainda sustentada por inúmeros rochedos a abarrotar de um negrume basáltico. Uma rocha de magma, recheada de verdura e de água, que os séculos foram enrijecendo e transformando num verdadeiro e mítico oásis de beleza, num estranho monumento de imponência e graciosidade. A oeste o mar, azul e anilado, como que a fechar o círculo com os seus salpicos levantados pelo vento e com as suas ondas a desfazerem-se junto aos rochedos lávicos do baixio, a bafejar courelas, serrados, belgas e outeiros. Depois as casas muito branquinhas, entrelaçadas com outras de pedra negra, entre as quais ressaltam as da Cuada e os tradicionais palheiros também negros de portadas abertas, espalhados no meio das relvas ou plantados em cima de “maroiços”, aparentemente atafulhados de silêncio, de abandono e de solidão. São as pequenas povoações da Fajã Grande, Fajãzinha, Ponta e Cuada, formando e constituindo os pequenos povoados por ali dispersos, separadas por ribeiras onde deslizam as águas caídas das encostas e por montes e outeiros revestidos do verde dos incensos, das faias, dos sanguinhos e dos paus-brancos ou por pequenos planaltos, onde proliferam os campos de erva, de mato ou serrados de milho, as courelas de couves e abóboras e as belgas de batata-doce.

Em primeiro plano e logo ali debaixo a Fajãzinha a balancear-se sobre veios e levadas, a evadir-se em água, em verde, em pequenez e sobretudo em silêncio, com as suas casas dispostas ao redor do Rossio, a formar uma espécie de rendilhado, onde se excede a sua monumental e vetusta igreja matriz. A Fajãzinha, um pequeno oásis de singeleza, um recanto de serenidade perene e um manancial de frescura esverdeada. A Ribeira Grande, mais além, encostada à ladeira do Biscoito e a servir de sopé ao enorme planalto onde se alojam as velhas, negras mas agora recuperadas casas da Cuada. Apesar de se aproximar do oceano, o seu caudal ainda corre veloz e galopante, ora se quedando e desaparecendo por entre pedregulhos e fragas, ora formando pequenos lagos encastoados entre o verde das ravinas e o azulado da penedia. Além e junto à rocha, aparando a água que cai com veemência das cascatas de um sem número de grotas e ribeiras, o Poço da Alagoinha, um recanto de beleza inigualável e de sublimidade absoluta. As suas águas, calmas, serenas e tranquilas, reflectem o verde dos andurriais, o negro dos penhascos, o acastanhado dos troncos dos álamos e o colorido das flores da cana roca.

Entre a Rocha e o mar, num planalto encastoado entre a Fajã e a Fajãzinha, a Cuada, um recanto de sublimidade silenciosa e de beleza histórica, actualmente recuperada e modernizada, mantendo, contudo, o negro basáltico das paredes, as vielas calcetadas de pedra já gasta por homens e “corsões”, com a mítica Casa do Espírito Santo, lá ao fundo, no início do caminho que antigamente conduzia à Fajã. Ontem como hoje, a Cuada é aquele recanto de graciosidade e singeleza, aquele paraíso de mistério e sublimação, aquele pântano de simplicidade e mistificação.

Depois é a Fajã, ora entrincheirada, muito tímida e envergonhada entre o Pico da Vigia e o Outeiro, ora a despejar-se arrogante e sem pejo sobre uma enorme planície debruçada sobre o mar, a acalentar o rugido das ondas, os sussurros das montanhas e o soprar do vento norte. A Fajã é um manto verde, branco, amarelado, negro e multicolor a estender-se e a prolongar-se sobre o mar, deixando lá ao fundo, a descoberto, uma ponta negra e firme – o Monchique.

Finalmente a Ponta, aninhada debaixo da Caldeirinha, juntamente com a igreja da Senhora do Carmo, no sopé da rocha, a emanar um silêncio desértico e uma beleza mistificada. Por trás a rocha umas vezes terna e meiga, a proteger, a salvar, a ajudar, a alimentar, outras a atirar-se sem dó nem piedade sobre o povoado destruindo casas, pessoas e colheitas.

A encimar tudo isto um céu ora muito claro ora ofuscado por nevoeiros e caligens, mas a reflectir o azulado do oceano, a serenidade dos vales e planaltos, o verde adocicado dos montes, o sussurro transparente das ribeiras e a simplicidade contagiante das pessoas.

O miradouro do Portal! Uma paisagem de sonho, desenhada sobre uma imponente e desértica singularidade, edificada sobre uma estranha plataforma de magma verde e envolvida por um misterioso manto de silêncio!


Carlos Fagundes

Este artigo foi (originalmente) publicado no «Pico da Vigia».