domingo, 30 de junho de 2013

Nenhum investimento compensou fim da Base militar francesa na ilha das Flores

Vinte anos depois do desmantelamento da Base francesa das Flores ouve-se apenas uma queixa, mas unânime, naquela ilha açoriana: nenhum investimento posterior compensou a saída dos militares franceses e respectivas famílias, "a maior tragédia que aconteceu à ilha das Flores".

Foi a 30 de Junho de 1993 que foi desmantelada a Base de telemedidas que a França teve durante quase 30 anos na ilha das Flores. Cerca de 40 trabalhadores portugueses ficaram oficialmente no desemprego mas muitos outros perderam o trabalho naquele dia, sobretudo mulheres que trabalhavam nas 25 casas do "Bairro dos franceses".

"Fazem-nos muita falta os franceses, muita falta mesmo", diz Almerinda Manes, 54 anos, repetindo aquela que é a frase mais ouvida em Santa Cruz das Flores quando se pergunta pelos tempos da Base. A nostalgia é evidente em todos os relatos, sejam ou não de antigos trabalhadores. Todos lembram com saudade os salários mais de duas vezes superiores aos nacionais, o dinamismo do comércio e restaurantes locais, a chegada mensal do avião de abastecimento à Base, as 'soirées' culturais e de gala na messe (ou hotel), as actividades no imenso ginásio, que albergava um campo de futebol, campos de ténis, tela de projeção de cinema, concertos ou até uma árvore de Natal gigante.

Almerinda trabalhou na casa de uma família francesa, o marido foi funcionário da Base e o filho, agora com 34 anos, nasceu nas Flores num parto assistido por médicos franceses. Hoje, como nos últimos 20 anos, não nascem crianças na ilha. E também deixou de haver análises, radiologista, dentista ou cirurgias. Tudo acabou com os franceses. "Andámos 70% para trás em tudo", diz Manuel, 78 anos, que trabalhou 19 com os franceses. "Foi a maior tragédia que aconteceu na ilha", corrobora José Silva, 54 anos, que sublinha que hoje "a maior parte da população sai" porque "tirando a Saúde e o ensino, não há oportunidades de trabalho".

A ilha das Flores tem ainda hoje a única barragem dos Açores, construída pelos franceses. Tiveram eletricidade e estradas quando ainda não tinham chegado às "ilhas grandes" e a própria pista do aeroporto foi acelerada por causa da presença estrangeira na Base. Tudo investimentos e desenvolvimento que acabariam por chegar, como chegaram a todas as ilhas açorianas, mas que as Flores conheceram muito mais cedo.

O acordo celebrado em 1993 entre França e Portugal, que ditou o fim da Base na ilha das Flores, estipulou o pagamento de contrapartidas francesas para as Forças Armadas portuguesas e a Região no valor de 500 mil contos anuais até 1997. Os trabalhadores portugueses receberam indemnizações segundo a legislação portuguesa acrescidas de "bónus" negociados entre os dois Estados. À distância, nenhum se queixa dessas compensações e todos acabaram por se reintegrar no mercado de trabalho ou se reformaram. Um dos casos mais simbólicos é o de Rogério Medina, que de trabalhador no hotel passou a gerente, alugando o edifício ao Ministério da Defesa Nacional.

Quanto às casas onde viviam os militares e as famílias, a maioria foi vendida a particulares e algumas foram usadas por funcionários dos Ministérios da Defesa e da Justiça destacados para a ilha das Flores. Hoje estão também à venda, diz o presidente da Câmara de Santa Cruz das Flores, José Carlos Mendes: "O património deixado pelos franceses está bem conservado e preservado. Na óptica da ilha é que se perdeu muito", acrescenta, dizendo que havia com os franceses - uma comunidade que chegou a juntar 300 pessoas na ilha das Flores, onde viviam cerca de 5 mil pessoas - "investimentos significativos que desapareceram" e "uma dinâmica económica e social que nunca foi compensada".

O autarca, que em 1993 trabalhava na administração do Centro de Saúde local e assistiu ao desmantelamento dos equipamentos ali colocados pelos franceses, lamenta que as contrapartidas acordadas não tenham tido aplicação maior e directa na ilha, num investimento "específico para compensar aquela saída". A comparação com a Terceira é inevitável: José Carlos Mendes espera que aquilo que aconteceu na ilha das Flores sirva de exemplo e haja outra "sensibilidade" nas negociações para as Lajes. Em 1993, "o Governo da República não olhou para as Flores", considera.

O autarca dá um exemplo: uma das "reivindicações da ilha" era que o património, sobretudo as casas dos militares, fossem passadas para a tutela da Região, de forma a serem usadas por instituições ou entidades que delas necessitassem, mas o Governo central preferiu "rentabilizar" e "só não vendeu aquilo que não conseguiu", ou seja, o hotel dos franceses e o mítico ginásio, que já foi usado para celebrações religiosas, quando a igreja de Santa Cruz esteve em obras, e agora está fechado.


Notícia: portal Impala e «Açores 24 Horas».
Saudações florentinas!!

sábado, 29 de junho de 2013

Nova revista à portuguesa d' A Jangada

Estreou ontem (sexta-feira) a nova revista levada à cena pela Jangada - Grupo de Teatro, intitulada "Ó Zé aperta o Cinto". Como sempre será mostrada no Auditório da sede d' Os Minhocas, pelas 21h30. Esta revista será ainda apresentada amanhã (domingo) e nos dias 5, 6 e 7 de Julho, à mesma hora e local. Encenação e direcção artística a cargo de Joaquim Salvador.
Saudações florentinas!!

sábado, 22 de junho de 2013

Indefinição sobre futuro da RTP Açores

Os deputados à Assembleia Legislativa Regional manifestaram [ontem] a sua preocupação com a indefinição sobre o futuro da RTP Açores e do serviço público regional de rádio e televisão.

Durante a discussão em torno da apresentação do relatório sobre a audição aos directores da rádio e televisão públicas no arquipélago, a maioria dos partidos criticou a falta de estratégia do conselho de administração mas também a gestão regional da empresa.

"O futuro da televisão açoriana está a ser definido à margem da Assembleia Regional e nas costas da RTP Açores", acusou José Andrade, deputado do PSD, lamentando que o Governo Regional socialista não tenha revelado, até agora, o resultado das negociações que estão a decorrer com o conselho de administração da empresa, em Lisboa.

Porém, o vice-presidente do executivo, Sérgio Ávila, garantiu que as negociações estiveram suspensas durante longo período devido à demissão de Miguel Relvas, que era o ministro titular da pasta: "Tendo em conta este incidente ou acidente por parte do Governo da República, a Região ficou muito tempo sem interlocutor", recordou o governante.

Paulo Estêvão, deputado do PPM, disse esperar que o Governo Regional não esteja a pensar fazer o mesmo que o Governo grego, ou seja, "desmantelar completamente a RTP Açores, para depois começar do zero".

Já Zuraida Soares, deputada do Bloco de Esquerda, apelou aos açorianos para que se mobilizem na defesa da RTP Açores, por antever que "não tarda muito, não há serviço público de rádio e televisão nesta Região, para ninguém".

A indefinição sobre o futuro da rádio e televisão públicas no arquipélago são também responsabilidade, no entender de Luís Silveira, dos actuais gestores da RTP Açores, que acusa de não defenderem o centro regional: "Porque primeiro têm de defender a empresa, depois têm de defender o seu conselho de administração em Lisboa e só depois o centro regional", afirmou o deputado do CDS, referindo-se às declarações dos directores regionais na Comissão parlamentar que analisou o assunto.

Críticas partilhadas por Aníbal Pires, deputado do PCP, que afirmou que "aquilo que esta direção da RTP Açores está a fazer, é cavar a sepultura para acabar" com a estação.

Já Pedro Moura, deputado socialista, reiterou que a solução para o futuro da RTP Açores passa por criar uma empresa "100 por cento regional e com 100 por cento de capitais públicos".


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
Entretanto, o Conselho de Opinião quer saber que plano tem a RTP para a emissão da televisão pública nos Açores.

Saudações florentinas!!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

«Brumas e Escarpas» #61

A noite de São João – uma noite mágica

Acredita-se, hoje, que as tradicionais e populares festas em honra de São João, muito provavelmente terão tido a sua origem nas chamadas festas juninas, de origem pagã e relacionadas com a celebração do solstício do Verão, que terão tido a sua origem no Norte da Europa, onde naturalmente a chegada do estio era muito desejada e, efusivamente, festejada. Depressa, no entanto, essas celebrações se foram alastrando por outras regiões e latitudes, sendo mais tarde, já em plena Idade Média, cristianizadas como festas em homenagem a São João, permanecendo, no entanto, eivadas de costumes interessantes e estranhos e de tradições muito antigas que, ao longo dos tempos, foram sendo enriquecidos com outros costumes, tradições e até com lendas e celebrações da Igreja Católica. É o caso das fogueiras que se acendem por toda a parte, nesta noite e a que a Fajã Grande, dos anos 1950 e da minha meninice, não era alheia.

Segundo uma lenda católica, este antigo costume de acender fogueiras na noite de São João tem as suas raízes num acordo feito entre as primas Maria e Isabel. Para avisar Maria de que o nascimento de São João Baptista se aproximava e ter a sua ajuda após o parto, Isabel terá acendido uma fogueira sobre um monte. Segundo outras fontes, as fogueiras já seriam acesas, em tempos anteriores, sobretudo nos países nórdicos, a fim de darem, no início do estio, uma ajuda simbólica ao Sol, a fim de que este se fortalecesse e transmitisse, com mais veemência, a sua força vital ao planeta Terra. Também se pensa que as fogueiras teriam, inicialmente, como objectivo afastar os seres místicos, como as bruxas e outras forças do mal, naquela importante noite de Verão, pois acreditava-se que, durante a mesma, tais seres vagavam ainda mais, obstruindo os tempos menos escuros que se seguiriam.

Na Fajã Grande, na véspera de São João, acartávamos molhos e molhos de loureiro, bem verde, a que juntávamos ramos de tamujo, para que, ao arder, o lume estalejasse melhor. Não havia casa com crianças que, em frente à porta da cozinha, não acendesse a sua fogueira, a qual se ia activando e saltando ao longo da noite.

Para além das fogueiras, da magia das suas labaredas, do estalejar das folhas verdes do loureiro e do tamujo e do vermelho do brasido final, a noite também era mágica porque outros costumes e tradições se cumpriam e encenavam. Um deles era o da clara do ovo: à meia-noite partia-se um ovo e deitava-se a clara num copo com água, deixando-a ao relento até de manhã, preferencialmente entre verduras. O fresco da noite e o sereno provocavam na clara formas de objectos diversos que, seguramente, davam pistas de como seria o destino futuro de quem a colocara. Quem não se sentisse seguro sobre o amor, colocava num prato um pouco de água e dentro dele deixava cair duas agulhas, que assim permaneciam durante a noite. Se estas, de manhã, aparecessem juntas era sinal de que o ser amado era fiel e também amava a pessoa em causa. Se, ao contrário, as agulhas se separassem, era sinal de infidelidade e de que o amor não era correspondido. Outro costume era o de colocar debaixo do travesseiro três grãos de favas: uma, toda descascada, outra, com meia casca e a terceira com a casca toda. De manhã, tirava-se uma das favas, de repente. A que tirássemos dir-nos-ia, se seríamos pobres, remediados ou ricos. As pessoas solteiras que colhessem sete flores de tipos diferentes e as colocassem debaixo do travesseiro teriam a possibilidade de sonhar com a pessoa com quem se casariam. Por sua vez, torrar favas era um hábito muito comum, no dia seguinte, assim como bordejar no mar e cantar. Por isso neste dia, na Fajã Grande, se davam muitos passeios de barco junto à costa.

Também se dizia que as fontes, nessa noite, jorravam vinho. Quem, à meia-noite em ponto, procurasse uma bica para beber água, seria surpreendido pois em vez de água beberia um bom vinho. Mas pelos vistos, poucos conseguiam este desiderato, pois era muito difícil colocar a boca na bica à meia-noite, com rigor absoluto, em tempos em que os relógios rareavam.


Carlos Fagundes

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Apoios "nebulosos" a rádio florentina(?)

O Governo Regional atribuiu 110 mil euros a uma rádio e não 250 mil, como denunciou a oposição, negando ainda tê-lo feito contrariando um parecer da comissão que analisa as candidaturas aos apoios à comunicação social privada.

O esclarecimento está numa resposta do Governo Regional a um requerimento do grupo parlamentar do PSD na Assembleia Legislativa regional. Nesse documento, o PSD pedia esclarecimentos sobre a atribuição de um apoio de 250 mil euros a uma rádio das Flores e de São Jorge, ao abrigo do Programa de Apoio à Comunicação Social Privada (ProMedia), apesar do “parecer desfavorável por aparente irregularidade”, da comissão de análise das candidaturas.

No debate no plenário da Assembleia Regional, na terça-feira [anteontem], em torno da proposta do executivo açoriano para a criação do ProMedia III, PSD, BE, PPM e CDS/PP voltaram a denunciar o caso, exigindo esclarecimentos: “Cá estaremos para tentar esclarecer essa questão até ao fim, até porque não queremos acreditar que essa empresa seja, porventura, de um ex-assessor, de um ex-secretário [regional]. Esta questão tem de ficar absolutamente esclarecida”, afirmou José Andrade, que disse que o requerimento dos sociais-democratas ainda não tinha resposta do executivo.

Na resposta ao PSD, a vice-presidência do Governo Regional revela que os apoios atribuídos à empresa em causa foram de cerca de 110 mil euros em três anos (apesar de a candidatura pedir 2.590 mil euros).

O executivo nega ainda que houvesse então um parecer “expressamente desfavorável” da comissão que analisou a candidatura da Ecos das Flores de 2009. E cita o parecer em causa: “a comissão decidiu, antes de se pronunciar (...) solicitar à tutela uma apreciação técnica sobre os equipamentos destinados à modernização e uma investigação minuciosa sobre a faturação que parece indicar falta de rigor contabilístico”.

“O processo foi reponderado pela tutela”, em “conformidade” com o parecer, assegura o Governo Regional, dizendo que acabou por decidir conceder um apoio porque os valores relativos aos equipamentos eram “equiparáveis” aos de outras candidaturas similares e “porque não se encontrou qualquer dúvida substanciada em relação ao rigor contabilístico”.

O executivo lembra ainda que uma candidatura da mesma empresa apresentada em 2012 foi rejeitada, tendo o Governo Regional acatado e respeitado “integralmente” o parecer da comissão.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
A rádio Ecos das Flores foi criada pelo ex-deputadoaposentado Manuel Herberto Rosa, tendo agora(?) como seu gerente Mário Travanca da rede de rádios Canal FM sem qualquer emissão produzida localmente na ilha das Flores (na frequência 104.5 MHz em FM).

Saudações florentinas!!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Fibra óptica chega até ao final do ano?

A fibra óptica vai chegar finalmente às ilhas das Flores e do Corvo até ao final do presente ano. A garantia foi dada [no passado dia 21 de Maio] pelo secretário regional do Turismo e Transportes durante uma reunião entre o Governo Regional e o Conselho de ilha.

O Conselho de ilha das Flores quis saber qual o “ponto de situação do processo para a extensão do anel do cabo de fibra óptica ao Grupo Ocidental e, consequentemente, saber o que está previsto relativamente às denominadas Redes de Nova Geração e à melhoria das redes de comunicações móveis”.

Deste modo a extensão do cabo de fibra óptica às ilhas das Flores e do Corvo ficará concretizada, depois de há mais de uma década ter sido referida pela primeira vez (em 1998) pelo Governo Regional e de o projecto ter sido adjudicado (em 2010) pelo Governo da República.

Em 2011 foi assinado o contrato de instalação das redes de nova geração (RNG) e do cabo de fibra óptica de ligação das ilhas do Corvo e das Flores a todo o arquipélago dos Açores e ao Continente. Após sucessivos atrasos, as obras arrancaram em Julho do ano passado, com a previsão de o projecto estar concluído em Agosto deste ano. O projecto acabou por ser co-financiando em 85% por fundos comunitários da Região.


Notícia: jornal «Açores 9» e rádio Atlântida.
Saudações florentinas!!

terça-feira, 18 de junho de 2013

Judiciária investiga alegada fraude fiscal

O caso chegou ao Ministério Público alegadamente através de uma denúncia anónima. Em causa estão declarações de IRS entregues nas Finanças por cerca de trezentos florentinos que terão indicado possuírem uma deficiência superior a 60%, o que lhes permite beneficiar de reduções fiscais.

A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar um caso de alegada fraude fiscal na ilha das Flores que envolve cerca de três centenas de pessoas, entre elas antigos (e actuais?) titulares de cargos políticos.

Segundo uma fonte ligada à investigação, já terão sido ouvidas cerca de 270 pessoas alegadamente envolvidas no processo e a PJ já inquiriu também a delegada de Saúde das Flores, que terá assinado os atestados médicos apresentados pelos contribuintes da ilha. O caso chegou ao Ministério Público, alegadamente, através de uma denúncia anónima mas o anormal número de pessoas envolvidas, numa ilha com menos de 4 mil habitantes, terá sido suficiente para levantar suspeitas ao Fisco.

Um dos suspeitos, que preferiu não prestar declarações à Lusa alegando segredo de justiça, disse, no entanto, que ninguém terá agido de má-fé ao declarar uma deficiência superior a 60%, tendo em conta que eram doentes oncológicos e todos estavam munidos de atestados médicos.

A Polícia Judiciária já esteve várias vezes na ilha das Flores acompanhada por um médico do Instituto de Medicina Legal para entrevistar as pessoas. Entre os implicados estão pessoas que se destacaram na sociedade florentina, como ex-autarcas ou ex-deputados. A investigação pode considerar-se um mega-caso de fraude fiscal, atendendo a que quase 10 por cento da população da ilha das Flores está envolvida.

A agência Lusa tentou obter mais informações junto da PJ e da delegada de Saúde da ilha das Flores, mas ninguém se mostrou disponível para falar à comunicação social.


Notícia: «Informação Açores», «Público» e «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Eutrofização das lagoas... por resolver

Cerca de 80% das massas de água existentes no arquipélago dos Açores são de "boa ou excelente qualidade" mas há problemas, como a eutrofização das lagoas ou a intrusão salina, que é preciso resolver.

Os dados resultam de um estudo efectuado no âmbito do Plano de Gestão da Região Hidrográfica dos Açores, que está a ser revisto pelo Governo Regional, e que prevê que até 2027 se possa reduzir substancialmente a percentagem de massas de água com má qualidade.

Segundo explicou o director regional do Ambiente, os maiores problemas verificados actualmente nos Açores devem-se ao fenómeno de eutrofização das lagoas (especialmente em São Miguel e nas Flores) e à "intrusão salina" em lençóis de água subterrâneos nas ilhas do Pico e da Graciosa.

A eutrofização traduz-se na presença excessiva de nutrientes na água, originando um desenvolvimento também excessivo de matéria orgânica. "Relativamente ao combate à eutrofização, iremos concluir a aprovação dos planos de ordenamento das bacias hidrográficas das lagoas, e em relação à intrusão salina nas massas subterrâneas, iremos desenvolver um estudo que vise colmatar ou minorar esse problema", adiantou Hernâni Jorge.

Para já, está a decorrer um período de consulta pública sobre o Plano de Gestão da Região Hidrográfica dos Açores, que permite que qualquer pessoa possa denunciar problemas ou deixar sugestões sobre a qualidade da água nas ilhas. "Pretende-se que os cidadãos possam participar na definição das principais questões que devem ser consideradas nesta revisão do Plano, identificando os principais riscos para os recursos hídricos e fazendo sugestões que visem uma melhor valorização da água na Região", sublinhou o director regional do Ambiente.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental» e «Diário dos Açores».
Saudações florentinas!!

domingo, 16 de junho de 2013

Homenagem a Santo António de Lisboa


Uma homenagem a Santo António, com missa campal, cheia de cumplicidade e carinho pela causa.

A imagem focada neste trabalho tem seu lugar permanente na ermida com o seu nome e que se situa na estrada que liga a freguesia da Fajã Grande ao resto da ilha e ao Mundo. Adquirida em 1919 por José Mateus Fagundes aquando de uma viagem de regresso dos EUA à ilha das Flores. Durante alguns anos esteve na igreja da Fajã Grande mas devido a ser feita de gesso e consequente fragilidade, (por volta de 1946) foi ordenado que fosse retirada da igreja, pois poderia desmoronar-se.

Em 1979 o casal Fraga teve a iniciativa de mandar erguer uma capela dedicada a Santo António de Lisboa/Pádua. No ano de 1986, após grande trabalho, esforço, dedicação, a contribuição monetária e mão-de-obra de muitas pessoas/fiéis, esta Capela foi inaugurada e a imagem pôde então tomar o seu pedestal, onde até hoje se encontra firme e erguida, voltada para o mar.

Obrigado a todos os que tornaram possíveis estas imagens, aos intervenientes e em especial à Luísa Silveira pela captação das imagens e ajuda na produção.


Vídeo: YouTube de José Agostinho Serpa.
Saudações florentinas!!

sábado, 15 de junho de 2013

Câmaras pagam os subsídios de férias

Todas as Câmaras Municipais açorianas, dezanove no total, vão pagar os subsídios de férias aos seus funcionários em Junho ou Julho, sendo que a maioria o fará já neste mês.

O presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, anunciou (na passada terça-feira, dia 11) o pagamento em Julho dos subsídios de férias aos trabalhadores da administração e do sector empresarial público regionais e que o executivo aprovará legislação que permita às autarquias açorianas adoptar a mesma medida.

Também as sete autarquias que o PSD tem nos Açores (Ponta Delgada, Nordeste, Vila do Porto, Madalena e São Roque do Pico, Calheta de São Jorge e Lajes das Flores) pagarão os subsídios de férias em Julho, segundo anunciou o líder dos sociais-democratas no arquipélago, Duarte Freitas.

Os funcionários da Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores "receberam ontem [sexta-feira]" os seus subsídios de férias, segundo informações avançadas por esta autarquia.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!