quarta-feira, 10 de julho de 2013

Nossas lixeiras ainda não foram seladas

As fotografias são de hoje e muito esclarecedoras em vários aspectos:

- o lixo depositado nesta lixeira aumentou em mais de 200%

- agravou-se muito a “qualidade” do lixo ali depositado, sendo mesmo visível os óleos queimados escorrendo no terreno;

- a “cancela” basculante [de entrada neste espaço] está aberta, não obstante haver um cadeado;

- confirma-se que este sítio/lixeira a céu aberto tem algum interesse para alguém, visto que esta é uma propriedade PÚBLICA e nada foi feito para pôr cobro a esta alarmante, degradante, intolerável e deplorável situação!

- como este sítio só tem um acesso (exactamente o que está aberto a tudo/todos) e sendo este lugar propriedade do Estado, porque ainda não foi selada esta lixeira a céu aberto?

Para os menos atentos resta lembrar que, em especial nesta altura do ano, esta estrada é a mais procurada pelas pessoas (em especial os turistas) dada a sua condição de único acesso à zona mais bonita da ilha das Flores... sendo que esta LIXEIRA situa-se a cerca de 10 metros da referida via pública.

Assim continuamos a viver num paraíso, onde a liberdade se cruza com a libertinagem, onde o dever cívico é desconhecido de muita gente. Trata-se neste caso de uma lixeira, um atentado contra a Natureza e a Humanidade, visto esta lixeira a céu aberto estar em plena área do Parque Natural da ilha das Flores que é Reserva da Biosfera desde 26 de Maio de 2009.

Saudações florentinas!!

terça-feira, 9 de julho de 2013

«Ó Zé aperta o Cinto» pel' A Jangada


A Jangada - Grupo de Teatro levou à cena a revista à portuguesa “Ó Zé aperta o Cinto”, mais uma monumental encenação de Joaquim Salvador com dezenas de actores que desfilaram pelo palco com os mais variados desempenhos/papéis mas sempre com o profissionalismo e rigor que já vem sendo hábito, o que torna este grupo um dos melhores do país na sua categoria.

Apesar de serem amadores, este grupo tem provas dadas de um enorme profissionalismo e qualidade. Com actuações na Região e no Continente, A Jangada não põe de lado a hipótese de voos mais altos com saídas além-fronteiras.

Obrigado ao Grupo de Teatro A Jangada, à Luísa Silveira e a todos os que tornaram possíveis estas imagens. Bem-haja a todos e muitos parabéns.


Vídeo: YouTube de José Agostinho Serpa.
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Sabores florentinos em São Miguel

A Cooperativa Ocidental abre, na próxima quinta-feira, uma loja de produtos lácteos florentinos na maior cidade açoriana.

A Cooperativa Ocidental vai abrir uma loja em Ponta Delgada, mais precisamente na Rua de São João, na próxima quinta-feira (11 de Julho) pelas 20h30.

A loja terá para venda todos os produtos produzidos na ilha das Flores pela Cooperativa: desde manteiga, queijo fresco e iogurtes aos deliciosos queijos (tradicional, prato, pouco gordo, curado, alho e ervas)... enfim, os deliciosos sabores da ilha das Flores.


Notícia: «Jornal Diário».
Saudações florentinas!!

domingo, 7 de julho de 2013

À conversa com o diácono Luís Alves


Luís Alves vive intensamente a sua vida e o quotidiano da ilha das Flores, em especial da freguesia de Ponta Delgada onde nasceu há 61 anos. Professor, político/autarca, poeta/letrista, músico, actor, homem de família, homem do teatro, catequista durante 35 anos, membro do coro da Igreja de Ponta Delgada e diácono após 5 anos do estudo de teologia, jogador de futebol, dirigente desportivo, director da Casa do Povo local e ainda do Grupo de Folclore da Casa do Povo de Ponta Delgada das Flores.

Luís Alves é tudo isto e muito mais. Para uma pessoa como este senhor, as minhas palavras são dispensáveis. Por isso recomendo que se deliciem com o que ele diz, fala e pensa... os dotes/dons são só para alguns. Este senhor é um desses que eu incansavelmente ouço sempre que tenho possibilidade. Parabéns ao Luís Alves e que por muitas gerações continue a dizer/proclamar aquilo em que acredita e a deliciar aqueles que conseguem captar essa mensagem.

Luís Alves é actualmente um dos três diáconos dos Açores. «Só não posso consagrar a hóstia nem perdoar os pecados, uma vez que sou casado. Meu Deus, eu às vezes não acredito na quantidade de coisas que faço ou já fiz», foram palavras expressas ao jornalista Nuno Ferreira.


Vídeo: YouTube de José Agostinho Serpa.
Saudações florentinas!!

sábado, 6 de julho de 2013

Honrar a palavra dada... era antigamente

Com a apresentação [por Paulo Portas] do pedido de demissão [do Governo], que é irrevogável, obedeço à minha consciência e mais não posso fazer.
> Ponto 2 do comunicado de demissão de Paulo Portas

O primeiro-ministro(?) Passos Coelho anunciou hoje que o novo acordo de coligação entre PSD e CDS/PP prevê a subida de Paulo Portas ao cargo de vice-primeiro-ministro, com a responsabilidade da coordenação das políticas económicas, o relacionamento com a troika e a reforma do Estado.
Notícia: "sítio" do CDS/PP

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Apresentação da candidatura autárquica do PSD à Câmara das Lajes: Alice Ramos

A engenheira zootécnica Alice Ramos candidata-se à Câmara Municipal de Lajes das Flores com a missão de manter nas mãos do PSD este mais ocidental município açoriano, ao qual quer imprimir “crescimento social”.

A edilidade de Lajes das Flores é presidida actualmente por João Lourenço, que não se pode recandidatar ao cargo por ter atingido já o limite de mandatos permitido por lei, encabeçando, no entanto, a lista do PSD à Assembleia Municipal das Lajes.

“Sou batalhadora e determinada, acredito que sem trabalho nada se consegue e assumo o compromisso de liderar este concelho rumo ao crescimento social”, afirmou Alice Ramos, ontem à noite, na apresentação da candidatura na Casa do Povo das Lajes.

A candidata do PSD à autarquia lajense prometeu “impor uma voz firme e empenhada, séria e determinada no combate ao desemprego, no apoio à agricultura, às pescas e às empresas, no desenvolvimento turístico e, sobretudo, apostar num gabinete de apoio social”.

“As pessoas são a nossa prioridade”, garantiu, revelando que quer “promover políticas sociais que ajudem os lajenses a ultrapassar este momento difícil”. Alice Ramos disse ainda querer “fomentar o empreendedorismo local, apostar na eficiência e no apoio às populações”. Para a candidata social-democrata “é essencial pensar as Lajes como uma terra com futuro para as próximas gerações. Temos maiores ambições quanto ao futuro dos nossos jovens e, juntos, vamos construir mais”.

A candidata do PSD afirmou, por outro lado, ter “muito orgulho em receber a herança” deixada por João Lourenço, “uma obra de desenvolvimento e de progresso” a que pretende dar continuidade “com uma nova visão, uma nova liderança e uma nova equipa”. “Apostaremos numa autarquia virada para a rentabilização de meios e, para tal, a cooperação entre órgãos do município é indispensável”, explicou, frisando que “um sinal claro dessa intenção é a candidatura do actual presidente da Câmara, João Lourenço, à Assembleia Municipal”, destacou.

Duarte Freitas, presidente do PSD Açores, qualificou Alice Ramos como “dinâmica, lutadora, mulher com garra e jovem”, capaz de prosseguiur “o magnífico trabalho” realizado por João Lourenço.


Notícia: RTP.Notícias.pt, jornal «Açores 9» e revista «Visão».
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

«Brumas e Escarpas» #62

Casa com janela sobre o mar

Tia Jerónima sentou-se à janela da sala, apoiando-se com o braço direito, debruçada sobre o peitoril. O Sol há muito que se havia perdido no horizonte mas reinava, ainda, uma claridade, serena, silenciosa e acolhedora. A janela, encravada na empena oeste do minúsculo casebre, abria-se e despejava-se sobre um pequeno e estreito atalho, feito de pedregulhos toscos, emaranhados entre cascalho, desenhado sobre uma rocha a arfar de silvados e vinhedos selvagens, ali mesmo em frente e encavalitada sobre o mar. Descaído sobre o oceano, que se estendia como um enorme tapete azulado e fofo, aquele alcantil que, para além de uns canaviais e uma ou outra figueira ressequida, apenas carregava sobre si a casa de Tia Jerónima, assemelhava-se a uma espécie de trincheira natural, contra a qual, em dias de vendavais e tempestades, o mar se atirava em laivos de raiva e uivos de ganância.

Naquela noite, porém, o mar estava calmo e sereno. Abraçado à intimidade do anoitecer, apenas fazia sentir a sua presença através de uma ou outra pequena onda que, rolando lentamente, se vinha desfazer, num leve e suave murmúrio, junto ao negro areal que o separava do aclive. Uma irrequieta tranquilidade atraente! Um murmúrio de silêncio enternecedor!

Tia Jerónima permanecia, absorta e alheada, sentada à sua janela com vista sobre o mar, com a mão direita sobreposta ao olhar, como que a tapar-lhe as incandescências que o espectro do astro-rei, no seu ocaso, deixara desenhadas no horizonte em traços amarelos, alaranjados, vermelhos e violetas. Mais além, mas muito longe, um crepúsculo emaranhado crescia muito lentamente e parecia tornar-se madrugada, cobrindo uma enorme cidade, de casas altíssimas, comboios, “mexins”, vapores e soldados, atravessada por rios da cor da esperança.

Sentada à janela, com o braço esquerdo debruçado sobre o peitoril e com a mão direita sobre o olhar, a aclarar-lhe incandescências ofuscadas, tia Jerónima via as casas a erguerem-se ao céu, o burburinho das ruas atafulhadas de pessoas, o fumo que se elevava das fábricas, os comboios que passavam a correr, os rios a deslizarem com suavidade, os barcos a perderem-se no horizonte, os homens a arfarem cansaço e os soldados a partirem para a guerra. No ar surgiam pássaros de espuma e nos rios navegavam barcos de papel, cor de laranja, carregados de lágrimas e soluços. Depois a cidade adormecia, as casas fechavam as janelas, forravam-nas de madeira, vestiam-se de escuro e dos telhados saíam rolos de fumo, negro e estilizado. A cidade adormecida era como se fosse uma grande fábrica, uma espécie de fóssil industrial que homens, sonolentos e com bonés de veludo, enfiados até às orelhas, nas manhãs escuras e friorentas, procuravam com avidez, engolindo-o como se fosse um chocolate gigante. Depois transformava-se numa labareda de fumo aguerrida e devoradora e regressava à florescência do casario que, agora, sobressaía mais tenazmente, tornando o universo esverdeado e salpicado de manchas brancas. E os homens, transformados em pastores, agarravam, com uma ganância desusada, aquelas manchas, enchendo-as dentro de sacos, carregando-os às costas como se fossem rolos de lã ou de linho. E a tia Jerónima, sentada à janela da sua casa, também deslizava naquele universo como se fosse uma nuvem de papel, caminhava como se fosse a sombra de uma árvore desfolhada, voava como se fosse um pássaro perdido e sem rumo.

E lá, em frente à casa com janela sobre o mar, a noite crescia desalmadamente, tornava-se completamente escura, sem Lua e com as estrelas muito tímidas e miudinhas. Mas a tia Jerónima permanecia sentada à sua janela, com o braço esquerdo debruçado sobre o peitoril e com a mão direita a anafar o silêncio da noite, a açular-lhe sonolências perdidas, a acariciar os sabores do escuro, emaranhada em sonhos, ora de encanto e alegria ora de dor e sofrimento. Depois, quebrando um silêncio torturador, tia Jerónima soluçava e estremecia, imaginando o suplicar dos braços agonizantes de alguém que desaparecera, com o Sol, lá no outro lado do Mundo.

E lá pela noite dentro, já quase madrugada, tia Jerónima acordou estrebuchada. Fechou a janela que ficava sobre mar e, na claridade tímida duma vela colocada à cabeceira da sua cama, rezou, como fazia todos os dias, uma oração crente e purificadora, por alma do seu António que a “Calafónia”, fatalmente, nunca lhe devolvera.


Carlos Fagundes

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Sopas no Lar de Idosos das Lajes


Por iniciativa de duas funcionárias e logo com o apoio de todos/as colegas e em especial da Direcção da instituição, foi organizada uma comemoração ao Divino Espírito Santo, que por estas paragens é conhecida como Sopas do Espírito Santo.

E se assim o pensaram, melhor o fizeram... nos passados dias 15 e 16 de Junho foi um tal organizar e trabalhar para que tal ideia se transformasse num êxito. E foi mesmo o que aconteceu. O testemunho recolhido a muitas pessoas e as imagens são disso a prova. "A união faz a força" assim foi o precedente para uma comunhão de gostos, paladares, cheiros, satisfação, etc.

Obrigado a todos os que tornaram possíveis estas imagens em especial à Direcção da Santa Casa da Misericórdia de Lajes das Flores e todos os colaboradores desta instituição, aos intervenientes e todos os que, de uma forma ou de outra, colaboraram para que estas imagens fossem possíveis. Agradecimento especial à Luísa pelas fotografias, ajuda e apoio à produção. Bem-haja a todos.


Vídeo: YouTube de José Agostinho Serpa.
Saudações florentinas!!

terça-feira, 2 de julho de 2013

Aumento das alforrecas causa diminuição de peixes... no Mediterrâneo e Mar Negro

O aumento acentuado das populações de alforrecas, devido à sobrepesca, pode ser uma das razões para a redução das populações de peixes observada nos mares Mediterrâneo e Negro, segundo relatório da FAO.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a sobrepesca, que elimina os principais predadores das alforrecas, é um dos factores responsáveis pela proliferação destes animais, ou pelo aumento repentino do seu número.

Pode seguir-se um “ciclo vicioso”, no qual um grande número de alforrecas se alimenta de larvas de peixe e de juvenis, “reduzindo ainda mais a resiliência das populações de peixe, já afetadas pela sobrepesca”, segundo o relatório da Comissão Geral das Pescas do Mediterrâneo (da FAO). A alforreca “pode ser a gota de água que fez transbordar o copo”, referiu o relatório intitulado «Estudo da Proliferação de Alforrecas no Mar Mediterrâneo e no Mar Negro».

Os efeitos graves que as alforrecas podem ter nas populações de peixes foram demonstrados no início dos anos 1980, quando a mnemiopsis leidyi, uma espécie de alforreca normalmente do Oceano Atlântico, foi acidentalmente introduzida no Mar Negro e teve um impacto “devastador” nas populações de peixe e nas pescas. O problema só foi resolvido depois de outra espécie invasora, a beroe ovate, que se alimenta das mnemiopsis, ter sido introduzida no Mar Negro.

A alforreca tornou-se agora persistentemente abundante em quase todos os oceanos do Mundo, levando alguns especialistas a falar numa “mudança no regime global, de oceano de peixes para oceano de alforrecas”. Entre outros factores para o aumento da espécie nos oceanos estão o aquecimento global, a eutrofização, que aumenta os nutrientes na água, e o uso generalizado de paredões para evitar a erosão costeira e o grande número de portos turísticos, que são os habitats ideais para as alforrecas.

As medidas defendidas para evitar ou lidar com a proliferação de alforrecas incluem a incorporação desta espécie na investigação sobre as pescas, desenvolver produtos à base de alforreca para a alimentação (que já ocorre em países asiáticos) e medicamentos (para o rejuvenescimento humano), estabelecer sistemas de alerta rápido sobre a proliferação, tomar medidas para reduzir a sobrepesca e as emissões de gás com efeito estufa, que causam a eutrofização.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental» e SIC Notícias.
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Quarto Encontro de Violas Açorianas


Uma vez mais o Grupo de Violas Açorianas esteve reunido para o seu concerto em prol da música açoriana, da viola da terra e de uma herança que a todos nós diz respeito... o património cultural imaterial/intangível dos Açores.

Integrado nas festas Sanjoaninas 2013 na ilha Terceira, o auditório do Teatro Alpendre foi o lugar escolhido. Perante um público atento ao desenrolar do programa musical, num silêncio absoluto que levou a bom porto o concerto que decorreu com a tranquilidade e o reavivar de memórias que só com uma grande cumplicidade entre público e músicos se torna possível. A todos os músicos envolvidos, muitos parabéns. Ao público, obrigado.

Agradecimento especial à organização, comunicação social, Grupo de Teatro Alpendre, Luísa Silveira pela captação das imagens e ajuda à produção e todas as pessoas que tornaram possível este IV Encontro de Violas Açorianas, que afinal é de todos e para todos.

O Grupo de Violas Açorianas conta com Rafael Carvalho (de São Miguel), Lázaro Silva (da Terceira), Orlando Martins (do Pico), José Agostinho Serpa (das Flores) e António Reis (da Graciosa).


Vídeo: YouTube de José Agostinho Serpa.
Saudações florentinas!!