terça-feira, 10 de setembro de 2013

Queixa criminal ambiental contra CMLF

O núcleo regional da Quercus anunciou hoje que apresentou junto do Ministério Público uma denúncia criminal contra a Câmara Municipal das Lajes das Flores e o seu presidente João Lourenço, por destruição e abate de espécies protegidas da fauna e flora locais.

Num comunicado enviado às redações, os representantes daquela associação ambientalista alegam que a autarquia e o presidente do município, João Lourenço, "destruíram espécies de fauna e flora legalmente protegidas, mais concretamente cedros do mato e turfeiras" numa das vias de acesso ao Caminho da Burrinha, na ilha das Flores.

A base da denúncia criminal da Quercus assenta no facto de a zona em questão ser considerada uma área legalmente protegida, incluída no Parque Natural da ilha das Flores, classificada também pela UNESCO como Reserva da Biosfera desde 27 de Maio de 2009: "Uma vez que inexistiu qualquer acto administrativo autorizativo por parte das entidades regionais competentes, esta intervenção camarária - a qual resultou no abate e perda definitiva de espécies de fauna e flora legalmente protegidas - poderá indiciar a prática de crime de danos contra a natureza", acusa a Quercus.

As espécies protegidas da fauna e flora locais que foram alvo de abate e destruição - cedros do mato e turfeiras - são vitais para o equilíbrio ecológico hídrico da ilha das Flores e para as características ribeiras e cascatas que a definem paisagisticamente. Dizem os dirigentes da Quercus que se viram no "dever" de denunciar esta situação ao Ministério Público para que se proceda à abertura do respectivo processo de inquérito.

Ouvido esta manhã pela RDP Antena 1 Açores, o presidente da Câmara das Lajes rejeitou qualquer responsabilidade no processo. João Lourenço explicou que apenas ajudou o município vizinho.


Notícia: «Açoriano Oriental» e jornal «Açores 9».
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Jovem florentino estagia em Boston

Formado em cozinha/pastelaria, Joel Vieira está estagiar no Langham Hotel, ao abrigo de um acordo estabelecido entre aquela unidade e a Escola de Formação Turística e Hoteleira.

A Escola de Formação Turística e Hoteleira (EFTH) estabeleceu um acordo com o Langham Hotel, um dos mais conceituados e luxuosos cinco estrelas da cidade de Boston. O aluno florentino Joel Vieira, que tirou o curso de cozinha/pastelaria (qualificação pós-12º ano), iniciou no final de Agosto um estágio com a duração de seis meses.

O Langham Hotel é uma sofisticada unidade situada no centro de Boston, próximo do distrito financeiro. Foi distinguido com inúmeros prémios, entre eles, Top 100 Hotels of the World pela «Instituitional Investor Magazine», World’s Best Hotels pela «Luxury Travel Magazine» e AAA’s Four Diamond Award.

No âmbito deste estágio, a EFTH realizou um acordo com uma unidade hoteleira de referência, o qual prevê um contrato de trabalho com o aluno após o seu regresso, permitindo assim trazer para a Região as mais-valias deste estágio internacional.


Notícia: «Jornal Diário» e rádio Atlântida.
Saudações florentinas!!

domingo, 8 de setembro de 2013

Programa «Atlântida» sobre Santa Cruz


Vídeo: programa «Atlântida» (transmitido ontem, 7 de Setembro).
Em 24 de Agosto a RTP Açores transmitiu «Atlântida» sobre as Lajes.

Saudações florentinas!!

sábado, 7 de setembro de 2013

Açores penhoraram navio Atlântida

AtlânticoLine reclama a última tranche do acordo de rescisão do contrato, que está por liquidar há 2 anos.

A empresa pública açoriana AltânticoLine requereu judicialmente a execução da penhora do navio Atlântida, reclamando a cobrança de créditos no montante de 8,4 milhões de euros sobre os Estaleiros Navais de Viana do Castelo.

A acção judicial deu entrada no Tribunal de Ponta Delgada mas já transitou para o Tribunal de Execução de Lisboa, instância à qual compete converter o arresto em penhora do navio que tinha sido recusado pela AtlânticoLine por não atingir a velocidade contratualmente estabelecida. Esta questão foi certificada pela classificadora Germanischer Lloyd, constituindo um assunto encerrado com o acordo de resolução homologado pelo Tribunal Arbitral.

Em Novembro de 2012, o presidente da AtlânticoLine, Carlos Reis, revelou que aquela empresa processara judicialmente os ENVC para exigir o pagamento de uma dívida de 7,9 milhões de euros, a última tranche do acordo e que está por liquidar há dois anos. Desse montante não foram ainda devolvidos sete milhões, acrescidos de 1,4 milhões de juros, num total de 8,4 milhões agora reclamados no processo de penhora.

Os Estaleiros de Viana estão a pagar trimestralmente 530 mil euros em juros do empréstimo contraído para devolver as verbas recebidas pela construção do Atlântida. No final do mesmo ano, as empresas ENVC e AtlânticoLine, ambas de capitais exclusivamente públicos, chegaram a um acordo prevendo que os estaleiros pagariam 40 milhões de euros e ficavam com o Atlântida e com o AntiCiclone - o segundo ferryboat encomendado pelos Açores e cuja construção ainda estava numa fase inicial quando o contrato foi igualmente cancelado.


Notícia: jornal «Público» e RDP Antena 1 Açores.
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Alvorada pelos foliões do Espírito Santo


Como todos sabemos, o Espírito Santo e as suas festas são para os açorianos um ponto de referência na sua crença e devoção.
Com séculos de história e muitas adaptações, por vezes novas criações, todas as freguesias da Região tem um ou mesmo mais Impérios ou Casas do Espírito Santo onde são celebradas as festas ao Divino.

De ilha para ilha os usos e costumes variam mas tendo sempre em comum a coroa, símbolo máximo do Espírito Santo e da sua crença/devoção. Em algumas ilhas ao longo dos tempos foram adoptadas práticas diferentes; como as touradas, discotecas improvisadas, para os financeiramente mais arrojados grandes concertos com artistas de renome. Enfim, uma panóplia de variantes que fogem ao inicialmente projectado e idealizado há muitos séculos. Na base desta devoção estava a partilha, o dar do que se tinha em abundância para aqueles que mais precisavam... princípios que actualmente muita gente nem sabe do que se trata.

Este trabalho [vídeo acima] foi feito com o grupo de foliões da freguesia da Fajãzinha que, numa manifestação de devoção e grande entrega, tocaram e cantaram uma alvorada de acordo com o que herdaram dos seus antepassados, para que fique registado para todos aqueles que no futuro tiverem interesse em saber como era. Muito obrigado aos foliões da Fajãzinha, ao Império da Aldeia da Cuada (onde foram gravadas estas imagens) e todos os que de uma forma ou de outra tornaram possíveis estas imagens. Obrigado especial à Luísa Silveira pela fotografia e ajuda à produção.


Vídeo: YouTube de José Agostinho Serpa.


Alvorada, assim é designada esta interpretação dedicada ao Espírito Santo. Por toda a ilha das Flores existem em cada freguesia um (ou mais) grupos de foliões que por altura das festas em louvor ao Espírito Santo levam a cabo interpretações de canções/cantorias, algumas com séculos outras mais recentes, que têm diferentes ritmos e letras consoante o momento em que estão inseridas.

Neste trabalho trata-se do grupo de foliões da vila das Lajes, por altura das Sopas de Espírito Santo do Lar de Idosos da Santa Casa da Misericórdia das Lajes.

Assim, estas imagens passam a fazer parte da nossa memória colectiva e um grande enriquecimento para o nosso património cultural e imaterial. Um bem-haja a todos estes foliões: José António, António Rosanina, Roberto Sousa, José Ramiro Peixoto, José Ramiro Sousa e Paulo Almeida.

Também agradecer à Santa Casa das Lajes e ao Lar de Idosos, a todos os intervenientes em especial os foliões e a todos os que tornaram possíveis estas imagens. Especial agradecimento à Luísa Silveira pela captação de imagem e ajuda à produção.


Vídeo: YouTube de José Agostinho Serpa.
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Misericórdias discutem novos desafios

A sustentabilidade das Misericórdias e os problemas sociais emergentes estão em debate num congresso de Misericórdias que começou hoje na ilha das Flores.

Participam nesta reunião cento e dez congressistas, representando Misericórdias das Regiões autónomas e do Continente. De acordo com Dora Valadão, da Santa Casa da Misericórdia de Santa Cruz das Flores, a iniciativa serve também para promover a ilha.

A reunião termina no dia 8 [próximo domingo].


Notícia: RDP Antena 1 Açores.
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

«Brumas e Escarpas» #63

O lugar do Alagoeiro

O lugar do Alagoeiro ficava para além da Fontinha, um pouco longe do povoado, já quase debaixo da Rocha e era o único lugar da Fajã, para além da Ponta e da Cuada, onde havia casas. No início dos anos 1950, porém, morava lá apenas uma família, a do Luís Fraga, embora existissem ali mais uma outra casa de habitação já abandonada e descaída a servir de casa de arrumos, um palheiro e, um pouco mais abaixo, os três edifícios da Cooperativa de Lacticínios da Fajã Grande, onde se fabricava, enlatava e encaixotava a manteiga e que constituíam uma espécie de minúscula zona industrial da freguesia. O Alagoeiro era, no entanto, um lugar de terras muito férteis e produtivas, onde se cultivava o milho, a batata-doce, o trevo, a erva-da-casta e até o alcacel. A sul, o Alagoeiro confrontava com a Bandeja e a Fontecima, a oeste com a Fontinha, a norte com o Mimoio e a leste com a Caravela e a Ribeira e mais além com a Rocha.

O Alagoeiro era, no entanto, uma espécie de lugar mítico, pois era lá que os homens quando regressavam dos campos se sentavam, ao redor de um enorme largo que ali havia, a descansar, a fumar, a falquejar, a conversar, a discutir, a negociar trocas, a partilhar sonhos, a esperar uns pelos outros em amena cavaqueira e até a imaginar e a sonhar com a Califórnia, com “farms” e com dólares. Vinham em bandos do Pocestinho, do Pico Agudo, da Lagoinha, dos Paus Brancos, das Águas, da Silveirinha e até do Mato, enchendo as paredes e marouços circundantes ao largo, com molhos de erva santa, de fetos, de incensos, de lenha ou com cestos a abarrotar de batatas ou de inhames. Era também o sítio onde o gado, no seu cirandar quotidiano palheiro/relvas/palheiro, parava para saciar a sua sede, pois havia ali um enorme poço com uma bica, por onde jorrava dia e noite água muito fresquinha. O Alagoeiro era pois um lugar de encontros e combinações de cruzamento de caminhos, de conciliar de destinos, de tomadas de decisões, de debates, de sonhos, de zangas e discussões e até um lugar onde se faziam negócios. O Alagoeiro era assim uma espécie de “Mileto” da Fajã Grande.

Mas o que mais distinguia o Alagoeiro era o facto de ser lá que ficava uma enorme nascente de água que abastecia toda a freguesia. Fazendo jus ao seu nome, o Alagoeiro era de facto um lugar produtor de água e a abarrotar da mesma. Quando se decidiu que o abastecimento de água à Fajã Grande deveria ser feito, foi lá na fronteira com a Fontecima que se construiu, sobre uma nascente ali existente, um enorme tanque vulgarmente conhecido por “Casa da Água”. Além desta, uma outra nascente ali perto, com uma bica a verter continuamente para um enorme poço, matava a sede às pessoas e animais que por ali passavam diariamente.


Carlos Fagundes

Este artigo foi (originalmente) publicado no «Pico da Vigia».

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Turismo rural com reservas esgotadas

“Na estação baixa era o mercado nacional que pela sua proximidade atenuava bastante a sazonalidade”, explica Gilberto Vieira, que destaca terem sido agora os estrangeiros a “ocupar este espaço”.

O turismo rural dos Açores está sem camas disponíveis em muitas unidades face à procura na época alta, de acordo com o presidente da Associação de Turismo Rural - Casas Açorianas: “Este ano estamos a ser surpreendidos pela positiva, uma vez que se avizinhava um ano difícil e as perspectivas para 2012 e 2013 eram das piores. As taxas de ocupação certamente que não são inferiores a 2012, apesar de ainda faltar passar mais alguns meses para o final do ano e termos de contar com a sazonalidade, o que altera os números finais”, disse o empresário Gilberto Vieira.

O presidente da Associação Casas Açorianas - que possui 61 associados num total de 700 camas disponíveis - refere que a avaliar pelos números da central de reservas do organismo, sobretudo na estação alta em curso, existe “falta de disponibilidade de camas em muitas unidades”.

Gilberto Vieira acentua que a página na internet das Casas Açorianas deverá ultrapassar este ano os 120 mil visitantes, destacando que são os europeus, em maior número os alemães, quem procura as unidades de turismo rural nos Açores: “Cada vez mais o mercado alemão está a revelar uma apetência extremamente interessante pela Região, vindo a crescer de ano para ano, sendo este mercado muito importante para os Açores, uma vez que a Alemanha é o único país da Europa onde a situação económica e financeira está mais estável”, declara o presidente da Associação de Turismo Rural - Casas Açorianas.

Gilberto Vieira defende a necessidade de uma aposta no mercado norte-americano, mas não apenas no denominado mercado da saudade (emigração portuguesa), uma vez que os Açores estão “apenas” a quatro horas de avião da costa leste dos EUA.

O empresário considera que o maior problema do sector reside justamente na sazonalidade, que tem sido “atenuada” através da promoção do turismo rural dos Açores através do motor de busca Google e de promoções realizadas na central de reservas das Casas Açorianas, face à ausência da presença de turistas nacionais que “desapareceram” com a recessão económica e financeira.

Gilberto Vieira está convicto de que o turismo rural nos Açores está “de ano para ano” com “mais procura” e a ter uma imagem “mais forte” na sequência do trabalho que tem sido desenvolvido pelas Casas Açorianas nas feiras temáticas nacionais e internacionais: “A actual situação da realidade turística mundial obriga os operadores a um esforço adicional na busca de ofertas que sejam especialmente atrativas para os seus clientes. Nós temos isso para partilhar nos Açores, uma panóplia de produtos diferenciados que atrai o interesse das pessoas na sua busca quando vão de férias”, destaca o empresário.

O presidente das Casas Açorianas refere que o turismo rural dos Açores procura clientes de classe média/alta com “elevado poder de compra e que procuram algo diferente e genuíno” que as ilhas oferecem.


Notícia: «Açoriano Oriental», jornal «i» e semanário «Sol».
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Porque espera Luís Maciel para também suspender o seu mandato de deputado?

José Contente entregou [na passada quarta-feira, dia 28] na Assembleia Legislativa Regional o seu pedido formal de suspensão do mandato de deputado.

O candidato do PS/Açores à presidência da Câmara Municipal de Ponta Delgada justificou o pedido de suspensão do mandato de deputado regional a sua substituição temporária por motivo relevante, no âmbito daquilo que considera ser a “transparência que é preciso ter na actividade política e pública” e da “capacidade de nós
não nos escondermos atrás do cargo de deputado para fazer campanha eleitoral”.

Neste sentido, de 1 a 16 de Setembro o mandato de José Contente como deputado ficará suspenso, sendo que a partir dessa data terá (de acordo com a lei eleitoral em vigor) dispensa de serviço para o período oficial de campanha eleitoral autárquica que se avizinha.


Notícia: "sítio" de José Contente e «Jornal Diário».

Luís Maciel é deputado regional, José Contente também é. Luís Maciel é candidato pelo PS à presidência da Câmara Municipal de Lajes das Flores, tal como José Contente é candidato em Ponta Delgada. José Contente já suspendeu o seu mandato de deputado regional para evitar "confusões" e em nome da transparência nestas últimas semanas de pré-campanha eleitoral. Mas porque espera Luís Maciel para também suspender o seu mandato de deputado?

domingo, 1 de setembro de 2013

Região do país com mais filarmónicas

Com 102 filarmónicas, os Açores são a região de Portugal com mais bandas, que mantêm viva uma tradição que remonta ao século XIX e que, com as suas escolas de música, desempenham uma função cultural e social de importância unanimemente reconhecida.

Nas nove ilhas dos Açores, onde vivem 246.102 pessoas, há 102 filarmónicas, segundo dados da Direção Regional da Cultura, o que significa que, pelo menos em termos per capita, esta é a região do país com mais bandas.

"A sua distribuição pelo arquipélago é proporcional à densidade da população", revela o mesmo organismo do Governo Regional, referindo que há, porém, uma excepção, a ilha Graciosa, que, "apesar da sua pequena dimensão" (4.393 habitantes), tem quatro filarmónicas. Assim, há uma filarmónica nas ilhas das Flores, Corvo e Santa Maria, quatro na Graciosa, sete no Faial, 14 em São Jorge, 25 na Terceira e 36 em São Miguel, com uma média de 40 elementos, na sua maioria jovens.

Cada filarmónica açoriana possui uma escola de música, que “engloba duas valências principais": a iniciação musical aos seus alunos e a formação a nível superior destinada aos executantes já incorporados na filarmónica, segundo a Direção Regional da Cultura, que acrescenta que, "ao abrigo da legislação que regulamenta a educação extraescolar", os cursos ministrados nestas escolas só podem funcionar com um mínimo de 10 a 15 formandos.

O Governo da República instituiu este ano a celebração, a 1 de Setembro, do Dia Nacional das Bandas Filarmónicas.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental» e portal «Sapo Música».
Saudações florentinas!!