sábado, 30 de novembro de 2013

Acautelar a devida especificidade das nossas ilhas na Lei da Política de Solos

As Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores concordam na generalidade com a Proposta de Lei de Bases da Política de Solos, mas sugerem um artigo de salvaguarda das especificidades das ilhas.

O parecer aprovado pela Assembleia Regional dos Açores defende que a Lei dos Solos “consagre a possibilidade de na Região Autónoma se elaborarem planos de ilha, de natureza especial” e que não dependam dos planos municipais para vincular os particulares.

Nos Açores, a proposta de lei mereceu alguns reparos do grupo parlamentar do PS, que expressou preocupação em relação aos mecanismos de venda forçada e de reestruturação da propriedade, temendo poderem ser “lesivos dos interesses dos particulares e do direito de propriedade”.

A proposta de lei aprovada ontem clarifica o regime do solo, que passa a classificar-se apenas como rústico ou urbano e centraliza nos Planos Diretores Municipais (PDM) as regras de ordenamento e urbanismo.

O documento prevê que os municípios disponham de três anos após a publicação da nova lei para integrar no seu PDM alguns programas que actualmente estão dispersos (sobre o litoral, as áreas protegidas e as albufeiras, por exemplo), sob pena de verem suspensas as suas actividades de classificação do solo e de serem alvo de uma penalização que lhes limitará o acesso a subsídios e a financiamento comunitário.

Para o Governo Regional da Madeira, a proposta de lei aprovada pela Assembleia da República contém “medidas interessantes, como a erradicação do solo urbanizável, a venda forçada de prédios urbanos e o reforço dos mecanismos de perequação” mas “podia ir mais longe” nas questões ambientais.

Num parecer enviado ao Governo da República, o secretário Regional do Ambiente madeirense considera que “o ambiente fica um pouco à margem” no projecto, que “não aborda a questão da impermeabilização dos solos ou até mesmo questões referentes à paisagem, preocupações que constam da Lei de bases do solo, mas que nunca passaram de letra morta”.

O mesmo responsável governativo madeirense refere ainda que a classificação do solo em urbano e rústico “tem implicações nefastas ao nível da valoração exponencial, artificial e especulativa da propriedade”, mas que a erradicação da classificação “solo urbanizável” poderá “atenuar esse efeito”.


Notícia: «Açoriano Oriental» e «Jornal da Madeira».
Saudações florentinas!!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

GeoParque promove concurso escolar

A Associação Geoparque Açores, em estreita parceria com a Comissão Nacional da UNESCO, promove a realização de um concurso escolar subordinado ao tema central "A água que nos une: Desertificação".

O concurso pretende envolver os alunos e professores de todos os estabelecimentos de ensino da Região, tendo dois subtemas: um dedicado aos Geoparques e outro às Reservas da Biosfera.

Esta iniciativa, operacionalizada pela Direção Regional do Ambiente, visa estimular a criatividade científica da população estudantil e permitir um melhor entendimento do que é o Geoparque Açores e o que são as Reservas da Biosfera.

As inscrições podem ser feitas até 31 de Janeiro de 2014, devendo os trabalhos candidatos ser enviados até 30 de Abril.

A participação neste concurso prevê a criação de materiais de comunicação, nomedamente cartazes, maquetas e filmes, enquanto instrumentos cívicos para a discussão de temas relevantes para a comunidade escolar.

Esta iniciativa pretende ainda contribuir para o desenvolvimento de uma educação para o desenvolvimento sustentável e para a água nos Açores, especialmente junto dos jovens, famílias, escolas e autarquias, servindo os materiais produzidos como instrumento de divulgação da temática abordada.


Notícia: «Jornal Diário» e "sítio" da Associação GeoParque Açores.
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Prova de conhecimentos dos profe's será realizada em apenas três ilhas

Movimento dos Professores e Educadores Precários e Desempregados dos Açores considera inadmissível que a Prova de Conhecimentos e Capacidades não se realize em todas as ilhas da Região, alertando que quem se deslocar da sua ilha pagará no mínimo 200 euros.

“Com a centralização desta prova na Horta, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, os docentes contratados da Região que queiram concorrer ao concurso nacional de professores terão de despender de uma quantia nunca inferior a 200 euros para se deslocarem para a realização da prova”, refere o Movimento de Professores.

Nos Açores a prova será feita em apenas três das nove ilhas: Terceira, Faial e São Miguel. Os professores das restantes ilhas terão de fazer a viagem para estar presente a 18 de Dezembro nas cidades de Angra do Heroísmo, Horta ou Ponta Delgada. Além do custo da passagem, os professores serão também confrontados com cortes no vencimento pois terão de faltar ao trabalho, acrescentou Sónia Penela Martins, do Movimento.

Para o Movimento de Professores e Educadores, que discorda em absoluto da prova, esta é uma situação inadmissível e defende que a mesma seja realizada em todas as nove ilhas dos Açores.

"Na verdade, a introdução de tal prova para acesso à carreira é uma indignidade que coloca em cheque institutos públicos e Universidades, criando um denso véu de desconfiança relativamente à qualidade da formação que estas entidades públicas proporcionam, denegrindo, também, os professores legalmente profissionalizados", sublinha o Movimento dos Professores e Educadores Precários e Desempregados dos Açores, assinalando "a decisão política da Secretaria da Educação de não condicionar o concurso dos professores contratados da Região a uma prova completamente injusta".


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

domingo, 24 de novembro de 2013

Governo Regional volta a encomendar construção de dois barcos ferry para transporte de passageiros inter-ilhas

O anúncio foi feito este domingo pelo presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, durante a cerimónia da bênção do navio Mestre Simão, um barco com 40 metros de comprimento, destinado ao transporte de passageiros e viaturas entre as ilhas do triângulo.

"Estamos a concluir os trabalhos finais de lançamento do processo de construção de mais dois navios ferry para o transporte de pessoas e viaturas, os quais de dimensão superior à dos que vão servir o triângulo", sublinhou Vasco Cordeiro. Segundo explicou, estes dois novos barcos vão dar corpo ao desejo do executivo dos Açores de criar, à escala regional, um "verdadeiro mercado interno açoriano", uma área em que, na sua opinião, está a haver uma "revolução tranquila".

Os Açores alugam actualmente dois barcos (Express Santorini e Hellenic Wind) ao armador grego Hellenic Seaways por 6,1 milhões de euros/ano para as ligações entre todos os grupos de ilhas do arquipélago durante os meses da Primavera e do Verão.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental» e rádio Atlântida.
Saudações florentinas!!

sábado, 23 de novembro de 2013

Mensagem do presidente da CMLF

Os tempos que atravessamos são de grande dificuldade e actualmente enfrentamos constrangimentos que dificultam bastante a nossa acção.

Na sequência daquele que foi o nosso compromisso com os lajenses, já iniciámos a auditoria administrativa e financeira à Câmara Municipal. Esta será sem dúvida a melhor forma de aferirmos de uma forma clara, transparente e isenta a real situação do Município.

Apesar da auditoria demorar ainda mais alguns meses, pudemos já constatar que o Município enfrenta uma situação financeira muito difícil, com graves problemas de tesouraria, bastante mais graves do que aquilo que era conhecido, ao ponto de estar neste momento em causa a sua capacidade de assegurar no futuro próximo o cumprimento dos seus compromissos já assumidos.

Vamos procurar assegurar no futuro próximo aquela que foi a base dos nossos compromissos eleitorais: manter o emprego dos trabalhadores da Câmara Municipal; apoiar os nossos agricultores, pescadores e empresários; apoiar as famílias mais carenciadas para que tenham os meios mínimos de subsistência. Infelizmente alguns dos nossos compromissos terão de ser adiados devido à actual situação financeira da Câmara Municipal.

Sendo o desemprego uma questão dramática que estamos a atravessar, neste momento apenas temos condições de recrutar pessoas através dos programas de promoção do emprego do Governo Regional, programas estes que estamos a aproveitar ao máximo para minimizar este flagelo. Infelizmente não responde a todas as solicitações.

Sendo que os recursos da Câmara Municipal neste momento são muito escassos, devido a compromissos já assumidos, vamos procurar utilizá-los de forma rigorosa, transparente e isenta, e com critérios de justiça. Neste sentido vamos criar regras e regulamentos nos diversos apoios e programas que a Câmara Municipal irá colocar à disposição dos lajenses.

Vamos igualmente criar parcerias com as coletividades e instituições de solidariedade social, para em conjunto encontrarmos as melhores respostas para a actual situação, e assim agirmos de uma forma mais eficiente.

Gostaria no entanto de deixar uma mensagem de disponibilidade da Câmara Municipal, para dentro dos meios que temos disponíveis, procurarmos encontrar as melhores respostas para dar melhores condições de trabalho e melhor qualidade de vida a todos os lajenses.


Mensagem do presidente Luís Maciel no "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Metade das autarquias estão incapazes de executar fundos do QCA 2007-2013

O novo presidente da Associação de municípios dos Açores (AMRAA) afirmou que metade das autarquias da Região não conseguem executar os fundos comunitários a que têm direito, propondo a transferência de "plafonds" para outras autarquias ainda com capacidade para os aproveitar.

Roberto Monteiro disse que uma das "prioridades estratégicas" do novo conselho de administração da AMRAA é o bom aproveitamento dos fundos comunitários. Segundo o autarca, cerca de metade das 19 Câmaras Municipais açorianas não têm conseguido executar os fundos europeus que lhe são destinados por causa de "estrangulamento financeiro" e situações "de saneamento", que lhes impede disponibilizar as verbas próprias necessárias para o cofinanciamento de projetos.

Assim, a nova direção da AMRAA vai agora analisar quanto dinheiro do actual quadro comunitário de apoio [QCA 2007-2013], que termina no final do ano, está ainda por afetar dentro do bolo destinado aos municípios da Região, assim como as candidaturas apresentadas por concelhos que já executaram todos os seus fundos. O objetivo, explicou, é transferir fundos não afetados para outros municípios com capacidade para os usar, de forma a "avançar com empreendimentos" e assim "criar emprego na Região, que é a prioridade principal".

Roberto Monteiro destacou que o protocolo assinado entre a associação e o Governo Regional em relação aos fundos europeus "tem regras" que "assentam fundamentalmente no princípio de que o bolo atribuído às autarquias pode e deve ser executado pelas autarquias. Se houver algumas que por estrangulamento financeiro não tiverem capacidade de o fazer, deverão ceder esses 'plafonds' aos municípios que têm capacidade para o fazer", defendeu, dizendo que na próxima reunião da assembleia intermunicipal da AMRAA, a 10 de Dezembro, serão tomadas "decisões definitivas sobre esta matéria".

Roberto Monteiro ressalvou que quando houver transferência de valores entre municípios, haverá "depois a possibilidade de fazer o acerto de 'plafond' no novo quadro comunitário de apoio. É esta a perspetiva, que no médio e longo prazo ninguém saia prejudicado", sublinhou, esclarecendo ainda que não há uma relação direta entre a maior ou menor dimensão das Câmaras Municipais e a execução de fundos.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental» e «Correio dos Açores».
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

AtlânticoLine não ganha para o gasóleo

A venda de bilhetes da AtlânticoLine em 2012 foi inferior ao custo dos combustíveis dos dois navios fretados pela empresa pública açoriana para transporte inter-ilhas de passageiros e viaturas.

Segundo o relatório de contas da AtlânticoLine, empresa detida maioritariamente pelo Governo Regional, a venda de bilhetes e serviços no ano passado atingiu quase 2,8 milhões de euros.

Por outro lado, a empresa que gere o serviço público no transporte marítimo de passageiros e viaturas de Maio a Setembro, teve no ano passado mais de 10 milhões de euros de despesas: 6,1 milhões no aluguer dos navios, 3 milhões em combustíveis e quase 500 mil euros em encargos portuários.

Ainda assim, a AtlânticoLine teve um pequeno lucro de 96 mil euros em 2012, pois recebeu do Governo Regional um "subsídio à exploração" em valor superior a 9 milhões de euros.


Notícia: jornal «Açoriano 0riental» e RDP Antena 1 Açores.
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Estreia do Fazendense na 2ª Divisão

No próximo sábado (dia 23), o Grupo Desportivo Fazendense realiza a sua estreia no campeonato nacional da 2ª Divisão de ténis de mesa, jogando às 15 horas no Pavilhão da Municipal das Lajes contra a equipa do Caselas.
Saudações florentinas!!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

2º Festival de Artesanato dos Açores

O Festival de Artesanato dos Açores (Prenda) reúne este mês artesãos de todo o país, funcionando como uma montra dos produtos regionais para potenciar novos negócios numa atividade em crescendo e com mais produtos a caminho da certificação.

“Este ano, o grande destaque são os produtos certificados. Vamos fazer uma campanha específica dos produtos que estão em portaria, porque julgo que o público não tem muito conhecimento do que efetivamente tem selo de garantia de certificação de origem açoriana”, disse a directora do Centro Regional de Apoio ao Artesanato, Sofia Medeiros.

A segunda edição do Festival de Artesanato dos Açores (Prenda) vai decorrer no Pavilhão do Mar (em Ponta Delgada, São Miguel), de 22 de Novembro a 1 de Dezembro, depois de um interregno em 2012.

Segundo Sofia Medeiros, estarão presentes "cerca de 52 stands com artesãos regionais e nacionais, através da Federação Nacional de Artes e Ofícios, o que permitirá também um intercâmbio em áreas pouco conhecidas nos Açores", frisando que o evento pretende "destacar o artesanato açoriano nas suas várias valências" mas também potenciar "novos negócios".

Este ano, "será feita uma grande campanha dos produtos certificados", aliando também artesanato e gastronomia. O festival vai ter também stands dedicados à parte alimentar, desde o bolo lêvedo às queijadas, ou ainda projetos-piloto como "o da cooperativa CresAçor e a presença da Loja Açores e de outras instituições", destacando também as parcerias com o Museu Carlos Machado e escolas.

Actualmente estão inscritos no Centro Regional de Apoio ao Artesanato cerca de 450 artesãos em várias áreas, mas nem todos estão no activo. Sofia Medeiros disse que "este ano tem surgido um grande número de inscritos", sobretudo "na área dos têxteis" relacionado com a moda, admitindo que com a crise "as pessoas procuram um [rendimento] extra".

O Centro Regional de Apoio ao Artesanato promove ao longo do ano várias formações que "de certa forma têm potenciado a entrada de novos artesãos na actividade", segundo Sofia Medeiros, para quem "a grande batalha é tornar o artesanato autossustentável, já que há nicho e mercado para tal".


Notícia: jornal «Açoriano Oriental» e «Diário de Notícias».
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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

50 edifícios necessitam de intervenção

29 igrejas e 21 ermidas pertença da Diocese de Angra registam problemas graves de conservação ao nível dos edifícios e dez precisam de uma intervenção profunda nos altares e retábulos.

São os primeiros dados obtidos a partir dos inquéritos enviados às paróquias do arquipélago dos Açores pela Comissão Diocesana para os Bens Culturais da Igreja. O objectivo é “avaliar de forma genérica” o estado de conservação do património cultural das igrejas da Diocese de Angra e identificar casos com necessidade de intervenção urgente, disse João Paulo Constância, membro da Comissão que assessoria o bispo.

Nos Açores existem 217 igrejas, 290 ermidas, 32 conventos e 10 capelas, num total de 549 imóveis inventariados embora a Diocese neste momento só disponha de informação sistematizada sobre 58 igrejas e 30 ermidas, tantas quantas as que responderam ao inquérito da Comissão Diocesana. “Infelizmente foram poucos mas já temos uma ideia e o nosso objectivo é, a partir dos inquéritos, fazer uma base de dados que pode ser alimentada a qualquer momento”, refere João Paulo Constância. Das 159 igrejas sem informação 112 são igrejas paroquiais.

No que respeita ao património móvel há 185 esculturas, 28 pinturas, 110 peças de ourivesaria e 177 de paramentaria e têxteis a necessitarem de um rápido restauro. Há também nove arquivos e cinco bibliotecas cujos acervos necessitam de restauro, registando-se igualmente 21 igrejas sem condições para acondicionamento quer do arquivo quer de biblioteca. “O desafio agora é encontrarmos soluções para resolver os problemas mais prementes e ajudar na concertação de posições para se reunirem os apoios necessários para a recuperação deste património” conclui João Paulo Constância. Muitos destes edifícios são classificados e isso “pode facilitar a sua recuperação através de apoios públicos”.


Notícia: jornal «Correio dos Açores» e portal Ecclesia.
Saudações florentinas!!