terça-feira, 24 de maio de 2016

Encontro de escritores na ilha das Flores

A segunda edição do Encontro Pedras Negras acontece de 27 a 29 de Maio na ilha das Flores.

Escritores açorianos de todas as ilhas vão participar no II Encontro Pedras Negras em conversa e partilha na ilha das Flores.

Na sexta-feira (dia 27) no Museu municipal de Santa Cruz, às 21h30, o público é convidado a conhecer escritores açorianos. Num espaço para partilha de histórias e escritas desde São Miguel às Flores, passando pelo Pico, incentiva-se os florentinos a participar no Encontro Pedras Negras e partilhar as suas histórias. Também acontecerá a abertura da exposição "É preciso ter um tempo", onde Francisco Carneiro (FRANCzero) apresenta alguns dos seus desenhos a grafite sobre papel.

Na sábado (dia 28) no Museu municipal das Lajes, às 21h30, o público é convidado a conhecer escritores das várias ilhas dos Açores. Um encontro único onde vários estilos de escrita, ideias inter-ilhas e livros serão partilhados. Toda a família é bem vinda.

O II Encontro Pedras Negras realiza-se no âmbito da organização do Azores Fringe Festival, numa parceria da MiratecArts e o Município de Lajes das Flores.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Censo de Garajaus nas ilhas açorianas

Serviços de Ambiente e Parques Naturais de Ilha promovem a realização do Censo de Garajaus entre 25 de Maio e 10 de Junho.

O arquipélago dos Açores, região da Europa onde nidificam metade dos garajaus-rosados, vai ser palco de um censo dedicado a esta ave marinha, espécie considerada como uma das 30 mais raras deste continente.

O objetivo deste Censo de Garajaus é quantificar as populações das duas principais espécies de garajaus que nidificam nos Açores, nomeadamente o garajau-comum (Sterna hirundo) e o garajau-rosado (Sterna dougali).

Segundo Filipe Porteiro, para o recenseamento desta espécie foram “contratualizadas viagens por mar à volta de todas as ilhas dos Açores e foi adquirido equipamento ótico adequado para observação de aves, nomeadamente binóculos e telescópios”, o que vai permitir que os técnicos dos Parques Naturais de Ilha efetuem “contagens nas colónias mais inacessíveis, em particular nos ilhéus costeiros que são um refúgio para aves marinhas”.

Os investigadores estimam que na Europa cerca de metade dos garajaus-rosados nidifiquem nos Açores, onde existem mais de três dezenas de colónias desta espécie protegida, considerada uma das 30 mais raras no continente europeu. No arquipélago dos Açores, as principais colónias de garajaus rosados concentram-se nas ilhas Graciosa, Flores e Santa Maria. No ilhéu da Praia (na Graciosa) encontra-se a segunda maior colónia de garajaus-rosados da Europa.

A monitorização e a recolha de dados populacionais de aves marinhas com estatuto de proteção regional, comunitária e internacional, como é o caso dos garajaus comum e rosado, constitui uma obrigação legal no âmbito da Diretiva Aves (Rede Natura 2000), da Diretiva Quadro Estratégia Marinha, tendo ainda enquadramento na Convenção OSPAR.


Notícia: «Açoriano Oriental» e «Tribuna das Ilhas».
Saudações florentinas!!

domingo, 22 de maio de 2016

População faz pedidos de variada espécie

Nas suas anuais visitas estatutárias os membros do Governo Regional ouvem pedidos de toda a ordem nos encontros com a população.

Médico de profissão, ao secretário da Saúde não falta "clientela" nos encontros que o Governo Regional promove com a população no âmbito das visitas estatutárias que anualmente está obrigado a fazer: “Pode prescrever [medicamentos]?” é uma pergunta que recorrentemente nesses encontros fazem a Luís Cabral, a quem também levam exames complementares de diagnóstico para que o governante faça a sua interpretação clínica.

O secretário regional da Saúde afirmou que não dá “consultas formais”, mas reconheceu que coloca em prática várias vezes a sua formação, até na área da psicologia, fazendo no fundo “uma consulta médica, mais do que uma consulta de governante”. Segundo Luís Cabral, nalgumas situações com que já se deparou nas visitas, “mais do que uma solução concreta para um problema, as pessoas precisam de algum conforto psicológico”.

Os encontros com a população também “servem para quebrar um pouco a solidão”, acrescentou o responsável pelo Turismo e Transportes. Vítor Fraga relata a este propósito que (desde que esta iniciativa começou em 2013) todos os anos há um cidadão da ilha das Flores que lhe relata a sua história de vida, sobretudo do tempo em que esteve emigrado nos Estados Unidos da América.

Desde sugestões para ajustar horários, frequências e dias das ligações marítimas e aéreas a queixas por cancelamentos destas devido ao mau tempo, de pedidos de pavimentação de acessos a casas ou a sua reparação, o governante destacou o caso de uma idosa que pediu meia dúzia de telhas e a sua colocação. “Embora não seja uma medida política profunda, a sua resolução tem um impacto enorme na melhoria da vida das pessoas”, sustentou Vítor Fraga.

O secretário regional dos Transportes apontou ainda o caso de um homem que “pediu para confirmar uma viagem em que estava em lista de espera. Telefonei para a SATA e transmiti-lhe que ainda faltavam dois meses para a viagem, pelo que o mais provável era ser confirmada”.

Andreia Cardoso, que tutela a Solidariedade Social, explicou ter sido confrontada por um pedido inesperado: “Um idoso da ilha das Flores pretendia que o programa ‘Meus Açores, meus amores’ [de turismo e mobilidade sénior] contemplasse em 2017 a deslocação à ilha Terceira, porque queria ver a campa do filho”.


Notícia: jornal «Observador».
Saudações florentinas!!

sábado, 21 de maio de 2016

Juntas com kits para limpeza de ribeiras

O programa Eco Freguesia, Freguesia Limpa 2016 atribui kits de segurança a algumas Juntas de Freguesia, com objetivo de melhorar a proteção e as condições de trabalho na limpeza das ribeiras.

Este ano no Eco Freguesia, Freguesia Limpa estão a ser disponibilizados 35 kits de manutenção às melhores candidaturas do projeto A Minha Ribeira. Cada um destes kits é composto por uma moto-serra e uma moto-roçadora profissionais e dois equipamentos completos de proteção individual, estando a sua distribuição prevista para o final de Maio.

O projeto A Minha Ribeira é uma das novidades do programa Eco-Freguesia 2016, a que aderiram cerca de uma centena de autarquias locais. Outro projeto lançado este ano é o Costa Limpa, que pretende estimular as autarquias a mobilizarem as populações para a monitorização e limpeza da orla costeira.

O programa Eco Freguesia, Freguesia Limpa tem como principal objetivo reconhecer e distinguir os esforços das autarquias locais e a colaboração das populações na limpeza, remoção e encaminhamento para destino final adequado dos resíduos abandonados em espaços públicos, incluindo as linhas de água e a orla costeira, bem como o desenvolvimento e participação em programas e ações de sensibilização e educação ambiental. Este ano, a iniciativa envolve 155 das 156 freguesias açorianas.


Notícia: rádio Atlântida, jornal «Diário da Lagoa» e o inestimável "serviço informativo" do GaCS [Gabinete de apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Painho-de-monteiro na ilha das Flores

De 3 a 6 de Maio uma equipa da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) deslocou-se à ilha das Flores, montando acampamento na Alagoa onde no ano anterior ouvira o som de painhos-de-monteiro e com esperança de tornar essas suspeitas em realidade.

O primeiro passo foi a prospecção dos ilhéus da Alagoa com o auxílio do kayak, nomeadamente o ilhéu Deitado e outro ilhéu junto a este e também recuperar a unidade de gravação automática presente no ilhéu Sentado desde Junho de 2015 para análise dos dados, uma vez que o mar e o vento sopravam de feição.

Para confirmar a nidificação de painho-de-monteiro na ilha das Flores foram montadas redes no calhau da Alagoa e apesar das vocalizações ouvidas não foi capturado nenhum indivíduo. Apesar das expectativas reduzidas em virtude das tentativas goradas no calhau da Alagoa, a esperança era a última a morrer, uma vez que as vocalizações ouvidas no ano anterior no ilhéu Sentado incentivavam a apostar mais uma vez neste ilhéu. Era essencial testar essa teoria e esperar que a sorte estivesse do nosso lado, o que veio a confirmar-se com a captura de um exemplar de painho-de-monteiro.

Ainda que tenha sido apenas um exemplar, podem agora confirmar-se as suspeitas desde 1996 do doutor Luís Monteiro da existência de nidificação de painhos na ilha das Flores. Ficam ainda por encontrar os seus ninhos na ilha das Flores.

Houve ainda tempo para dar a volta à ilha e prospectar novos ilhéus para procurar o painho-de-monteiro. Este foi um pequeno passo para confirmar que o painho-de-monteiro não está apenas restringido aos ilhéus da ilha Graciosa e tem as Reservas da Biosfera como locais ideais para a sua nidificação.

A equipa da SPEA agradece o apoio do Parque Natural da ilha das Flores, de Carlos Toste (Hotel Ocidental), de Sandra Quaresma e dos Bombeiros Voluntários de Santa Cruz das Flores, os quais tÊm contribuído para o sucesso dos trabalhos.


Notícia: blogue da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves.
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Porquê os Municípios florentinos não se candidatam ao programa Eco XXI 2016?

Até 15 de Junho os municípios açorianos podem candidatar-se ao programa Eco XXI 2016, promovido pelo Governo Regional em parceria com a Associação Bandeira Azul da Europa.

Inspirado nos princípios subjacentes à Agenda 21, o projeto Eco XXI procura reconhecer as boas práticas implementadas ao nível dos municípios, valorizando um conjunto de aspetos considerados fundamentais para a construção de um desenvolvimento sustentável.

Para se candidatarem ao programa Eco XXI, os municípios têm que apresentar informação relativa a 21 indicadores, entre os quais a implementação dos programas da Fundação para a Educação Ambiental, a qualidade da água para consumo humano, a valorização de resíduos urbanos e o uso sustentável da energia. Ao aferir a qualidade do desempenho do município, este programa constitui-se ainda como uma ferramenta de gestão interna, apontando caminhos e metas no sentido da sustentabilidade.

Nos Açores, este programa internacional criado na Década de Educação para o Desenvolvimento Sustentável tem vindo a conquistar uma maior adesão nos últimos anos, fruto da estratégia de educação ambiental e promoção para o desenvolvimento sustentável operacionalizada pela Direção Regional do Ambiente. Na edição de 2015 do programa Eco XXI participaram apenas cinco dos dezanove municípios açorianos: Lajes, Madalena e São Roque do Pico, Ribeira Grande e Horta.


Notícia: «Tribuna das Ilhas», «Diário da Lagoa», «Jornal Diário» e o inestimável "serviço informativo" do GaCS [Gabinete de apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Muito menos deslocações de médicos especialistas às ilhas sem hospital

Houve um corte drástico na deslocação de médicos especialistas às ilhas sem hospital, denuncia o PSD/Açores.

Os deputados regionais do PSD consideram que os doentes das ilhas sem hospital estão a ser prejudicados no acesso a médicos especialistas, tendo criticado o Governo Regional por ter reduzido a deslocação de médicos de especialidade às ilhas sem hospital.

Os deputados do PSD afirmam que as alterações ao regime de deslocação de médicos especialistas efetuadas pelo Governo Regional em 2014, resultaram numa maior dificuldade de acesso dos doentes às consultas desses clínicos de especialidade.

Segundo o deputado João Bruto da Costa, “foi precisamente nas ilhas que têm vindo a perder população que o Governo Regional retirou aos pais a possibilidade dos seus filhos serem vistos por pediatras do Serviço Regional de Saúde. Em Santa Maria, Graciosa e Flores não há uma consulta de pediatria há mais de dois anos”, adiantando que “foi também este Governo Regional que acabou com a deslocação de especialistas, por exemplo, em cirurgia vascular às ilhas das Flores, Pico, Graciosa e Santa Maria e fisiatria e reumatologia em São Jorge”.

De acordo com os deputados regionais do PSD, “por ação do Governo Regional, os açorianos que vivem nas ilhas sem hospital são diariamente confrontados com a impossibilidade de ter acesso a consultas de especialidade no seu Centro de Saúde. Esperam meses e meses por uma deslocação ao hospital, com todos os riscos que essa demora acarreta para a sua saúde”, afirmando ainda que “dezenas de milhares de consultas ficaram por fazer nas ilhas sem hospital e milhares de açorianos viram dificultado o acesso a cuidados de saúde. A sua qualidade de vida foi seriamente prejudicada pelos cortes do Governo Regional no setor da saúde”.


Notícia: jornal «Diário Insular».
Saudações florentinas!!

terça-feira, 17 de maio de 2016

Concerto de ArQuinteto... em Santa Cruz

No próximo sábado (dia 21) o agrupamento de sopros ArQuinteto actua às 21h30 no Museu municipal de Santa Cruz das Flores.

O ArQuinteto é um agrupamento de sopros que pretende fazer uma viagem pelas grandes obras da música erudita e chegar até à linguagem mais livre da música do século XX. Aborda repertório de referência, desde os quintetos de Franz Danzi até obras de compositores como Jacques Ibert e Didier Favre.

Este concerto do agrupamento de sopros ArQuinteto integra a Temporada Artística 2016. A entrada é gratuita.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Manuel Pereira, Bruno Belo e Arlinda Nunes aprovaram reforço de 1,7 milhões de euros para as subvenções vitalícias

Maioria alargada aprovou o primeiro Orçamento suplementar da Assembleia Legislativa Regional, que inclui um reforço de 1,7 milhões de euros para pagar as subvenções vitalícias de antigos deputados.

A Caixa Geral de Aposentações informou a Assembleia Regional de que há "mais de 50 antigos deputados açorianos" que têm direito a beneficiar deste subsídio. O valor em causa refere-se não apenas às subvenções a pagar durante o ano de 2016, mas também às subvenções relativas ao ano de 2015 com efeito retroativo, quando muitos beneficiários deste subsídio ficaram privados de os receber no ano passado.

As subvenções dos ex-titulares de cargos políticos eram um direito dos deputados após terminarem a sua atividade política.

O Orçamento suplementar da Assembleia Regional, no valor global de 2,1 milhões de euros, inclui ainda uma verba para a reposição dos cortes salariais dos funcionários do Parlamento.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

domingo, 15 de maio de 2016

GDF atinge objetivos de manutenção

Findas as épocas desportivas no futsal e no ténis de mesa, as equipas séniores masculinas do Grupo Desportivo Fazendense asseguraram em ambas as modalidades a manutenção na Segunda Divisão.

Na sua segunda prestação na Série Açores de futsal, a equipa do GDF finalizou na quarta posição classificativa na fase de manutenção/despromoção (com apenas menos 2 pontos que o segundo classificado), assim garantindo presença na próxima época. Na Taça de Portugal também os "pretos da Fazenda" tiveram uma boa prestação: foram eliminados apenas na terceira eliminatória.

Na sua terceira prestação na Segunda Divisão de ténis de mesa, a equipa do GDF finalizou na terceira posição classificativa (com apenas menos 2 pontos que o segundo classificado), assim garantindo presença na próxima época.

Saudações florentinas!!

sábado, 14 de maio de 2016

«Brumas e Escarpas» #105

Os pincéis de caiar

Na Fajã Grande, na década de 1950, a maioria das casas de habitação eram caiadas, tanto interiormente como exteriormente. Relatos vários, no entanto, diziam-nos que em tempos idos as casas da freguesia mais ocidental dos Açores não seriam rebocadas nem pintadas e eram cobertas de palha.

Mas as casas com as paredes caiadas com cal, por razões de higiene e saúde e também para não se deteriorarem, necessitavam de ser caiadas de vez em quando, evitando assim o aparecimento e alastramento de humidade, musgos e limos, portadores de bactérias e outros micróbios causadores de doenças epidémicas e mortais. Além disso, sobretudo devido ao aspeto exterior, as casas caiadas ficavam todas brancas, dando um certo embelezamento não só às mesmas mas também à freguesia, pelo que muitas vezes até eram caiadas por altura do casamento de um filho, da chegada de um parente americano ou nas vésperas da festa da Senhora da Saúde.

Geralmente, embora houvesse alguns caiadores especialistas na matéria, muitos dos moradores na freguesia é que caiavam as suas próprias casas, comprando apenas a cal e fazendo eles próprios os pincéis, poupando assim algum dinheiro. A cal era comprada nas lojas, em pedra ao quilo. Colocada num bidão de petróleo cortado ao meio ou até numa pia de água, era-lhe deitada em cima água. A cal começava a ferver e ficava sob a forma de fluido. De seguida era mexida com um pau e, pouco depois, estava pronta para caiar.

Mais difícil, embora mais barato, era conseguir os pincéis. Para tal era necessário ir ao mato apanhar o bracéu de que eram feitos. Na verdade o bracéu apenas nascia e crescia no mato, logo ali por cima da Rocha, fazendo jus do seu nome, pois partilhava-o com o do próprio lugar onde florescia o Lugar do Bracéu. Como as terras onde desabrochava eram grandes e ficavam longe das casas, a sua apanha, corte e acarretamento demorava uma manhã inteira, sendo neste caso retirada uma pequena quantidade para fazer os pincéis quando fossem necessários. Paralelamente, arranjava-se um cabo de madeira, adequado e fios barbante.

Escolhido o melhor bracéu, era feito um rolo grosso, que depois era dobrado a meio e muito bem amarrado. Por sua vez o cabo era enfiado na parte em que o bracéu dobrara, sendo novamente muito bem amarrado e ainda melhor apertado. A extremidade oposta ao cabo, constituída pelas pontas, era muito bem aparada de forma que se aproximasse duma superfície lisa. Estava feito o pincel, que uma vez molhado na cal, caiaria a casa. Mas por vezes as paredes das casas eram altas e as escadas rareavam. Assim o caiador munia-se de um enorme pau ou de uma cana de bambu ou na ausência desta, duma simples cana, fazendo-lhe um buraco numa das extremidades. Enfiado o cabo do pincel neste buraco, ele era amarrado à cana, de tal modo que não se desprendesse, conseguindo-se assim, com arte e engenho chegar e caiar os pontos mais altos das paredes das casas sem recurso à escada e sem a perda de tempo de a subir e descer vezes sem conta, a fim de a ir mudando de sítio.

Como muitos outros utensílios de fabrico artesanal, os pincéis de caiar as casas perderam-se no tempo, sendo hoje, caso existam, uma objeto de museu.


Carlos Fagundes

Este artigo foi (originalmente) publicado no «Pico da Vigia».

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Municípios deixam de pagar iluminação

A ERSE vai pagar a iluminação pública e 7,5% do consumo de baixa tensão nos Açores, num valor avaliado entre 5 a 6 milhões de euros anuais.

A Associação de Municípios dos Açores estima que as dezanove Câmaras do arquipélago passem a receber anualmente 5 a 6 milhões de euros como compensação financeira pelos direitos de passagem da iluminação pública, resultante da solução encontrada no Orçamento do Estado para 2016.

“No atual Orçamento do Estado fica definido a obrigatoriedade da EDA liquidar quadrimestralmente aos municípios açorianos uma componente equivalente a 7,5% do consumo de baixa tensão, mais a iluminação pública”, afirmou Roberto Monteiro. O valor final está a ser avaliado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), que posteriormente vai compensar a EDA pelo valor pago aos municípios dos Açores.

“É uma solução excelente na perspetiva regional, não só para as Câmaras Municipais, mas também para o próprio conselho de administração e acionistas da EDA, porque não precisam de desembolsar o valor da compensação”, considerou Roberto Monteiro.

Até agora a EDA beneficiou de um regime de isenção, atribuído pelo Governo Regional aquando da sua constituição, o que permitia à EDA usufruir do espaço público municipal sem quaisquer contrapartidas para as autarquias, situação durante muitos anos considerada inconstitucional e ilegal pelos municípios açorianos.


Notícia: «Açoriano Oriental», «TeleJornal» da RTP Açores, «Correio dos Açores» e «O Baluarte de Santa Maria».
Saudações florentinas!!