quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Fajãzinha produziu Bailinho de Carnaval

O calendário actual reserva esta época do ano aos festejos carnavalescos. Nos Açores essa tradição é mantida em todas as ilhas, sendo que algumas levam ao rubro e outras nem tanto. Desde há muitos anos que a ilha das Flores não foge à regra e traz às ruas e palcos florentinos as suas danças de Carnaval, que por cá têm características diferentes das restantes ilhas.

Este ano a freguesia da Fajãzinha ensaiou uma ideia conjunta de levar à rua um Bailinho de Carnaval à moda da Terceira. Assim, após contactos com pessoas, juntou-se esforços em comunhão com muitas boas vontades, muitas horas de ensaios... eis que na data prevista a freguesia da Fajãzinha apresentou ao público o seu Bailinho de Carnaval "Um segredo bem guardado". Com elementos cheios de garra, correram a ilha das Flores de lés-a-lés apresentando o seu bailinho.

Costa Ocidental esclarece: devido à temática escolhida pelos autores do trabalho aqui apresentado, algum vocabulário, expressões e imagens são consideradas para adultos. Assim, as mesmas são da responsabilidade dos seus autores, bem como dos intervenientes.

Obrigado ao grupo/bailinho, ao salão da Junta de Freguesia da Fazenda (onde foram captadas estas imagens). À senhora Iolanda Arruda, a Gabriela Silva e a todos os que tornaram possíveis estas imagens. Obrigado especial à Luísa Silveira pela imprescindível ajuda.


Vídeo: YouTube de José Agostinho Serpa.
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

AtlânticoLine vai fazer estadias maiores

A empresa pública AtlânticoLine quer reforçar o número de ligações marítimas de passageiros e viaturas nos Açores durante a operação deste Verão, mas não sabe ainda com que barcos vai operar.

O presidente do conselho de administração garantiu que a AtlânticoLine vai “reforçar as ligações marítimas de passageiros e viaturas, durante o Verão, para todas as ilhas do arquipélago”. João Ponte anunciou também que a empresa vai aumentar a sua oferta nas ligações para as ilhas das Flores e do Corvo, prevendo um aumento no número de viagens e alargando o período de estadia do navio naquelas ilhas do grupo ocidental.

A AtlânticoLine está ainda a preparar o lançamento de um outro concurso público internacional para a construção de dois novos navios, para assegurar ligações marítimas de passageiros e viaturas nos Açores durante todo o ano. “Neste momento está a decorrer um processo junto das autoridades europeias, no sentido de autorizar a abertura do procedimento”, informou João Ponte, acrescentando que “muito dificilmente será possível” ter novos os ferries a operar no arquipélago antes de 2019.


Notícia: «Açoriano Oriental» e «Correio dos Açores».
Saudações florentinas!!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

"A culpa é de todos, a culpa não é de ninguém, não é isto verdade? Quer-se dizer, há culpa de todos em geral e não há culpa de ninguém em particular!"

A Comissão Parlamentar de Inquérito ao transporte marítimo de passageiros nos Açores, desencadeada após vários acidentes com cabeços de amarração (um dos quais mortal), terminou sem atribuir responsabilidades políticas, como sugeria a proposta de relatório final.

“Não é possível, objetivamente, assacar responsabilidades políticas ao Governo Regional, para além da responsabilidade de tudo fazer no que estiver ao seu alcance para reduzir no mínimo possível os riscos para que situações destas voltem a acontecer”, refere uma das conclusões do relatório final, aprovado pelo PS, com a abstenção do CDS-PP e PCP, e os votos contra do PSD.

A decisão tem por base o trabalho desenvolvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito, sobretudo a documentação entregue, os relatórios periciais sobre os acidentes, as audições e as conclusões, outra das quais aponta para peritagens e relatórios não coincidentes na identificação dos factos que poderão ter originado os acidentes, “sendo certo” que os depoimentos prestados também “não permitiram afastar esta inconclusividade”.

Cláudio Lopes, deputado do PSD, sublinhou que “em cinco meses houve quatro cabeços de cais que foram arrancados, sendo que um deles atingiu um passageiro”, considerando que se está “perante uma situação anormal e fatal”.

Para Zuraida Soares, do Bloco de Esquerda, “a grande conclusão que o PS traz é que, relativamente ao acidente mortal”, a vítima “estava no sítio errado, à hora errada”. Referindo que das 39 propostas de conclusão apresentadas pela mesa, 29 foram alteradas ou eliminadas pelo PS, Zuraida Soares acusou os socialistas de terem limpado “todo o caminho de audições, de pareceres e de documentos, no sentido de chegar à conclusão que não é possível chegar a alguma responsabilidade política”.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental» e RDP Antena 1 Açores.
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Visita da Imagem Peregrina de Fátima

A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima chegou à ilha das Flores no passado dia 3 de Fevereiro, tendo sido recebida na vila de Santa Cruz.

Um grupo de funcionários e colaboradores da Câmara Municipal de Santa Cruz ornamentou algumas das principais ruas da vila, prestando assim a sua homenagem a Nossa Senhora de Fátima.

Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores.

No dia 4 [passada quinta-feira] a imagem rumou ao concelho das Lajes, onde foi acolhida à entrada da vila, seguindo em procissão de velas até à Matriz das Lajes, visitando o Lar de idosos de Lajes das Flores. Ao longo do dia seguinte a Matriz das Lajes acolheu a Imagem Peregrina com animação pelas crianças, adolescentes, idosos, paróquias e fiéis de toda a ilha.

A Câmara Municipal das Lajes associou-se a esta cerimónia, tendo colaborado com a Ouvidoria das Flores nos preparativos desta visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
Saudações florentinas!!

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Darwin não encontrou frangos-d’água

Se Charles Darwin tivesse chegado 500 anos antes aos Açores talvez pudesse ter usado os parentes dos frangos-d'água açorianos para alimentar a sua teoria da evolução e de adaptação aos ambientes onde viviam.

Em Setembro de 1836, após mais de quatro anos a viajar pelo mundo a bordo do navio Beagle e quando se preparavam para voltar ao Reino Unido, o naturalista britânico Charles Darwin visitou o arquipélago dos Açores. No seu diário descreveu estorninhos, alvéolas, tentilhões e melros, mas nas ilhas existiam também restos de outras aves que as tinham habitado vários séculos antes da visita de Darwin. Um estudo agora publicado na revista científica «Zootaxa» destaca a descoberta de cinco espécies de aves extintas – parentes do frango-d’água atualmente existente em Portugal -, duas na Madeira e três nos Açores.

A exploração paleontológica conduzida por investigadores espanhóis, alemães e portugueses permitiu “descobrir estas espécies de aves desaparecidas provavelmente após a chegada dos seres humanos e dos animais que os acompanhavam, como ratos, ratazanas e gatos“, disse Josep Alcover, co-autor do estudo e investigador do Instituto Mediterrâneo de Estudos Avançados.

De acordo com as datações dos ossos, ou pela datação das espécies que apareciam associadas, essas cinco espécies extintas viveram até há bem pouco tempo, especialmente as espécies dos Açores. “Pelo menos uma das espécies sobreviveu até o século XV, por isso temos um processo muito recente de extinções”, enfatizou o investigador.

Os restos de esqueletos de aves endémicas que foram agora descobertos mostram que, “se Darwin tivesse sido capaz de estudar os fósseis escondidos nestas ilhas ou se tivesse visitado as ilhas 500 anos antes, tinha encontrado uma fauna cheia de aves endémicas, como a que encontrou nas Galápagos”, disse Josep Alcover.

Estima-se que no Pacífico viveram cerca de dois ou três mil espécies destes frangos-d’água insulares. Mas apenas sobreviveram nas ilhas mais remotas do Atlântico. No Caribe, Bermudas e nas ilhas da Ascensão e Santa Helena já só foram encontradas espécies extintas.

Os restos fósseis que agora foram encontrados nos arquipélagos da Madeira e dos Açores refletem uma parte da diversidade destas ilhas e que só agora se começa a conhecer. Às cinco espécies descritas neste trabalho juntam-se outras, como duas espécies endémicas de coruja. “São apenas a ponta do iceberg do que está por descobrir sobre a fauna ornitológica original destas ilhas”, admitem os autores.

“A existência de corujas e frangos-d’água no passado aponta para a magnitude da devastação sofrida pelas aves nas ilhas do Atlântico após a chegada dos seres humanos e dos animais que os acompanhavam”, concluem os cientistas.


Notícia: jornal online «Observador», «Público» e «Diário Insular».
Saudações florentinas!!

sábado, 6 de fevereiro de 2016

«Brumas e Escarpas» #96

Pás e varredouros

Na década de 1950, cozer pão era um hábito semanal em quase todas as casas da Fajã Grande. Geralmente cozia-se pão de milho, de vez em quando de trigo e, muito raramente, de mistura, feito com farinha daqueles dois cereais.

Para cozer pão eram necessários alguns meios e vários utensílios domésticos. Entre estes últimos destacavam-se as pás e os varredouros.

Quanto às pás, existiam geralmente duas em cada casa. Uma maior e mais grosseira ou tosca, destinada à cozedura do pão de milho e uma outra mais pequena, mais fina e de melhor qualidade, para o pão de trigo. As pás eram feitas de madeira e constituídas por duas partes: o cabo e a pá propriamente dita. As pás usadas na confeção do pão de milho eram, geralmente, de fabrico caseiro. Cada qual construía a sua pá. Para isso munia-se de uma comprida vara de madeira rija e cilíndrica, cortada nas terras de mato, que depois de seca era limpa de cascas e nós, na ponta da qual se pregava um pedaço de tábua, de forma arredondada. A parte da frente desta tábua, ou seja, a parte oposta ao cabo era afiada, como o gume de uma faca. Assim ficava mais fina, a fim de, por um lado, a padeira conseguir empurrá-la para baixo do pão cozido, pegando-lhe e retirando-o do forno com mais facilidade, mas também para, antes de cozido, o colocar no forno de forma adequada e no lugar que desejasse. A pá usada na cozedura do pão de trigo, bastante mais fina e leve, tinha forma semelhante, mas era constituída por uma peça única, também de madeira, sendo a pá uma continuidade do cabo. Estas pás, assim como muitas das usadas para o pão de milho eram feitas por carpinteiros. Havia vários na freguesia.

Por sua vez os varredouros, destinados a varrer o forno, eram sempre de fabrico artesanal, sendo geralmente a própria mulher que cozia o pão que os fabricava. Para tal necessitava de um pau ou vara semelhante ao cabo da pá. Depois amarrava-lhe numa das extremidades uma mancheia de ramos de árvore, recorrendo geralmente às que existiam mais à mão: faia-do-norte, loureiro, faia, sanguinho e, na ausência destes, a fetos ou cana roca. Havia também quem substituísse a verdura por umas tiras de pano, retiradas de roupas já não usadas, o que, embora tendo a vantagem de poder ser usado em várias cozeduras, exigia que estivesse constantemente a ser molhado em água para que o pano não ardesse.

Mas para além de varrer o forno e padejar o pão em cru ou já cozido, era necessário puxar as brasas para fora da porta, colocando-as amontoadas em cima de uma espécie de peanha que existia fora da porta, a fim de se manter por mais tempo o calor do forno. Essa difícil operação era efetuada com uma espécie de pá virada. Numa das pontas de um pau, igualmente semelhante ao cabo da pá ou do varredouro, era pregada uma tábua retangular, formando uma espécie de sacho e que, por vezes tinha uma outra finalidade: empurrar o pão já colocado no forno para se adequar mais o espaço aos que lá dentro ainda era necessário colocar.

Enfim... Trabalhos e esforços notáveis estes e muitos outros, os dos nossos antepassados.


Carlos Fagundes

Este artigo foi (originalmente) publicado no «Pico da Vigia».

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Danças e Bailinhos do Carnaval 2016

Vão acontecer Encontros de Danças e Bailinhos de Carnaval no domingo (dia 7) na Casa do Povo das Lajes e na terça-feira (dia 9) no Museu municipal de Santa Cruz.

Ambos os encontros de Danças e Bailinhos de Carnaval devem iniciar-se pelas 20h30, contando com a presença do Bailinho aberto à moda da Terceira "Um segredo bem guardado" (da freguesia da Fajãzinha), da Dança de Carnaval de Ponta Delgada, da Dança de Carnaval das Lajes e da Dança de Carnaval "Mulheres atrevidas" (de Santa Cruz).
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

João Serafim Freitas: a luta de uma vida

Por imperativo das condições de uma viagem, Costa Ocidental teve que pernoitar na ilha de São Miguel, onde surgiu a oportunidade de estar à conversa com uma pessoa muito interessante que tem pautado a sua vida por abraçar os negócios, investindo no ramo dos transportes de mercadorias, pessoas e no ramo hoteleiro tem a sua maior aposta, que ainda mantém actualmente gerindo duas hospedarias, uma no Faial (Hospedaria Jsf João Freitas​) e outra em São Miguel (Hospedaria JomaFreitas​).

João Serafim de Freitas é um florentino que deixou a sua ilha aos catorze anos, mas é com enorme orgulho que diz, sempre que lhe perguntam de onde é, “sou da ilha das Flores”. Este ilustre florentino deixou o seu testemunho de vida, bem como muitas outras coisas interessantes para registo.

Obrigado ao senhor João Serafim de Freitas e à Hospedaria JomaFreitas, onde foram captadas estas imagens. Obrigado a todos que, de uma forma ou de outra, tornaram possíveis estas imagens.


Vídeo: YouTube de José Agostinho Serpa.
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

“Os cuidados de saúde na ilha das Flores têm melhorado substancialmente”, sublinhou Manuel Pereira

O deputado do PS rejeitou as críticas tecidas pelo PSD acerca do funcionamento da Unidade de Saúde de Ilha das Flores, realçando que revelou “um confrangedor desconhecimento dos cuidados de saúde prestados na ilha das Flores”.

Manuel Pereira destacou que nos últimos tempos verificou-se uma “substancial melhoria nos cuidados de saúde prestados aos florentinos, com a Unidade de Saúde de Ilha a proporcionar consultas em diversas especialidades”. O deputado socialista frisou que houve “um aumento significativo de consultas de especialidade na Unidade de Saúde das Flores”.

Manuel Pereira destacou a “desorientação e o desconhecimento da realidade florentina por parte do PSD”, quando aquele partido reclama a “deslocação semanal de um médico de medicina geral e familiar ao Posto de Saúde das Lajes”, ignorando que “isso já acontece, inclusivamente com deslocações a todas as freguesias, uma vez que a Unidade de Saúde das Flores possui um posto móvel”.

No âmbito da prevenção, Manuel Pereira realçou que “já foi iniciado em todas as freguesias florentinas o rastreio do Programa de Hipertensão e Diabetes, com deslocação de uma equipa composta por enfermeiro, nutricionista, médica dentista e psicóloga”, prevendo-se para breve o arranque do rastreio do cancro do cólon.

“Neste momento decorrem obras para instalação de uma cadeira de dentista no Posto de Saúde das Lajes; com esta medida, aquele Posto de Saúde terá valências que nunca teve. Reconhecemos que, por vezes, nem tudo corre como gostaríamos ou ambicionávamos. Mas orgulhamo-nos do nosso património e trabalhamos todos os dias para fazer mais e melhor pela saúde de todos. Os florentinos podem sentir-se tranquilos e não dar grande atenção ao alarmismo que o PSD pretende criar em ano de eleições”, concluiu o socialista Manuel Pereira.


Notícia: "sítio" do PS/Açores e jornal «Diário Insular».
Saudações florentinas!!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Hoje é Dia Mundial das Zonas Húmidas

Portugal tem 80% das zonas húmidas ameaçadas devido a pressões urbanísticas, áreas fundamentais para prevenir e minimizar efeitos de cheias e inundações, alerta a associação ambientalista Zero, que defende a criação de planos de salvaguarda.

"Temos, neste momento, 80% das nossas zonas húmidas ameaçadas, porque estão muitas vezes no litoral e sofrem muitas pressões de expansão urbana turístico-imobiliária, pois são muito apetecíveis para o desenvolvimento desses projetos", disse Carla Graça, da associação ambientalista Zero.

Estas zonas "são fundamentais em termos de capacidade de retenção de água, para prevenir e minimizar os efeitos das cheias e das inundações", exemplificou a especialista da associação ambientalista Zero. A propósito do Dia Internacional das Zonas Húmidas, que hoje se assinala, Carla Graça defende que são áreas "muito importantes para a regulação do ciclo hidrológico, fundamental para as atividades humanas e para o equilíbrio, quer ecológico, quer social".

"Assistimos muitas vezes a tomadas de decisão pouco transparentes, fazem-se estudos, nomeadamente de impacto ambiental, que servem para fundamentar decisões que já estão previamente tomadas, quando devia ser exatamente ao contrário", denuncia a responsável da associação Zero.

Atualmente estão em consulta pública os planos de gestão de região hidrográfica e os planos de gestão de riscos de inundações, que fazem parte das medidas de retenção natural de água, preconizadas pela Comissão Europeia. Apesar da proteção legal, aponta a associação ambientalista Zero, "81,6% dos habitats relacionados com as zonas húmidas encontram-se degradados".

As zonas húmidas e os aquíferos são decisivos na regulação do ciclo hidrológico e, em caso de inundações, contêm e abrandam a força das águas, através dos processos de infiltração. Abrigam milhares de espécies animais e vegetais e fornecem serviços de ecossistema às comunidades humanas, nomeadamente regulação climática, proteção costeira, alimentos e a maior parte da água para consumo.

Na ilha das Flores as lagoas estão incluídas como zonas húmidas, sendo a zona do Planalto Central - Morro Alto designada por sítio Ramsar, a segunda maior área nos Açores.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Algumas explicações sobre "explosões" que assustaram a população florentina

Resposta do Ministério da Defesa Nacional ao requerimento do deputado comunista António Filipe sobre acontecimento que assustou população.

No passado dia 18 de Dezembro, um grupo de aeronaves militares francesas (constituído por duas formações de três aviões de combate e respetivas aeronaves abastecedoras) fez escala técnica na Base Aérea 4 (nas Lajes, ilha Terceira) na sua deslocação entre os Estados Unidos e França, autorizada ao abrigo de autorizações permanentes de sobrevoo e aterragem entre estados.

Durante o voo, a segunda formação do grupo de aeronaves sobrevoou a 9 mil metros de altitude a ilha das Flores em velocidade supersónica, o que originou um estrondo, também designado por "sonic boom".

De imediato, o comandante da Zona Aérea dos Açores determinou um processo de averiguações e contatou o adido militar da Embaixada de França em Lisboa, participando-lhe o ocorrido e informando-o da sua decisão.

Quando as aeronaves aterraram na Base Aérea 4 (na ilha Terceira), iniciaram-se os procedimentos habituais de inquérito, o que permitiu concluir que situação se ficou a dever a uma avaliação deficiente por parte do comandante do grupo de aeronaves em causa. Este justificou o sucedido com a necessidade de consumir combustível excedente, procurando através da velocidade supersónica criar uma condição de peso mais favorável para a aterragem em segurança das aeronaves. Declarou ainda que o facto de não estar familiarizado com a região, associado às condições de nebulosidade intensa na altura, impossibilitou a visualização cabal e detalhada da ilha das Flores.

As conclusões do processo foram transmitidas ao adido militar da Embaixada de França, tendo em vista a difusão da informação por forma a evitar que situações similares ocorram no futuro.

Note-se que o caso em apreço não pode ser confundido com a execução de exercícios militares. No caso de exercícios ou treinos militares que incluam forças e meios estrangeiros existe um planeamento detalhado, com autorização a vários níveis incluindo político, de acordo com as regras nacionais e internacionais estabelecidas. E nessas situações (não foi este caso) a operação dos meios e equipamentos, que aqui se considera com a expressão de "manobras militares", que possam implicar qualquer perturbação para as populações é sempre minimizada e atempadamente objeto de aviso das povoações que possam ser envolvidas.


Notícia: jornal «Diário dos Açores».
Saudações florentinas!!

domingo, 31 de janeiro de 2016

Plano de gestão de riscos de inundações

Estão identificadas cinco bacias hidrográficas com maior potencial de problemas nos Açores, entre as quais a ribeira Grande na ilha das Flores.

O Plano de gestão de riscos de inundações dos Açores contempla 28 medidas, cuja execução irá custar 4,5 milhões de euros.

O diretor regional do Ambiente explicou que o documento inclui 10 medidas de prevenção, no sentido de evitar a criação de novos riscos, e oito medidas de preparação, relativas à capacidade de resposta individual. Outras iniciativas dizem respeito à proteção para "reduzir a magnitude das cheias" e consequentemente os danos, e à resposta coletiva de emergência, afirmou Hernâni Jorge.

"As medidas com maior grau de prioridade envolvem o ordenamento adequado do território com riscos de inundação, a manutenção das condições de escoamento dos cursos de água, a melhoria da eficácia dos planos de emergência para este tipo de ocorrências, algumas intervenções corretivas no dimensionamento de passagens hidráulicas e um investimento ao nível da informação sobre os fenómenos hidrológicos e respetivas consequências", declarou o diretor regional do Ambiente.

O responsável esclareceu que as medidas propostas no Plano têm um horizonte temporal até 2021.

Hernâni Jorge informou ainda que no arquipélago foram consideradas "cinco bacias hidrográficas com maior risco, decorrente do seu historial, com reincidências, vítimas mortais ou pessoas afetadas. Estas bacias localizam-se em três ilhas e correspondem à ribeira Grande na ilha das Flores, às ribeiras da Agualva e do Porto Judeu (na ilha Terceira), e à ribeira Grande e à ribeira da Povoação (na ilha de São Miguel)".


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!