sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Balanço do primeiro ano da Legislatura, pelo deputado regional Paulo Rosa

Em resposta a solicitação da administração do blogue, faço neste momento o balanço do primeiro ano desta Legislatura numa óptica pessoal. Não porque me agrade fazê-lo nestes termos, até porque toda a actividade desenvolvida é pública, mas porque o dever de transparência a que me propus a isso obriga.

Assim, o balanço que faço deste primeiro ano de Legislatura tem, necessariamente, que ser positivo e excedeu as minhas próprias expectativas. Não sou apologista do auto-elogio, por isso limitar-me-ei nestas linhas a “radiografar” o trabalho Parlamentar e acção cívica desenvolvidos ao longo dos últimos últimos meses.

Assumi compromissos para com os Florentinos, com humildade, durante uma campanha limpa e transparente. Os Florentinos reconheceram isso e, pela força do voto, delegaram-me a representação institucional que desempenho com brio e com esforço pela dignificação da nossa ilha. Os meus compromissos foram humildade e trabalho. Não me sinto defraudado com o trabalho realizado neste primeiro ano, que tem sido de aprendizagem, mas quero sempre evoluir nos contributos para uma maior projecção da Ilha das Flores. Não tenho a veleidade de ter sempre razão nem a ambição de que a minha acção agrade a todos e seja digna da concordância de todos. Aceito a discordância como natural em democracia e aprecio quem a assume frontalmente, sustentando as suas posições.

Os meus objectivos nesta aventura não são pessoais. São as batalhas da nossa ilha. Porém, a figura de deputado de ilha é um mito, não tem enquadramento jurídico. Há 57 Deputados Regionais, eleitos por círculos eleitorais correspondentes às 9 ilhas e representando grupos Parlamentares de vários partidos. Fui inserido nesta realidade, num grupo de cinco deputados, onde cada um aporta a sua mais-valia. Sendo profissionalmente ligado à Educação, tenho tido a meu cargo essa área específica e outras relativas à Comissão Parlamentar de Assuntos Sociais da qual faço parte. Porém, não descuro as batalhas das Flores, porque se o fizer não posso esperar que sejam outros Deputados Regionais, eleitos por outras ilhas, a travá-las e, quer queiramos quer não, os compromissos assumidos na campanha são com os Florentinos.

Nestes 11 meses, pedi e usei da palavra em plenário mais de sessenta (60) vezes, relativamente a várias matérias. Dessas intervenções, sete foram realizadas na tribuna. Seria exaustivo e fastidioso reportar-me aqui ao conteúdo de todas elas, mas terei muito gosto em fazê-lo a quem se me dirigir manifestando interesse nisso.

Utilizei a figura do Requerimento também por sete vezes, todos em matérias relativas à ilha das Flores (Pesca Ilegal, Lixeiras a Céu Aberto e Conceito de Reserva da Biosfera, Ensino Técnico-Profissional, Certificação da Iluminação da Pista do Aeroporto, Prestação de Serviços de Medicina Dentária, Degradação Ambiental da Ribeira dos Barqueiros e Transferência da Gestão do Aeroporto das Flores).

Acresce a esta actividade um Projecto de Resolução que recomenda ao Governo Regional que diligencie junto do Governo da República e da PT para que se efective a extensão do anel de Fibra Óptica ao Grupo Ocidental até ao final de 2010, que foi aprovado por unanimidade.

Foi também apresentado um Projecto de Decreto Legislativo Regional com o objectivo de revogar o regime de excepção que pende sobre a Ponta da Fajã e que tanta celeuma causou. Terei também muito gosto em conversar sobre este assunto com quem quiser partilhar frontalmente as suas ideias, de forma a desmistificar alguma incompreensão que parece subsistir relativamente a esta iniciativa e aos seus pressupostos. De qualquer forma, o último relatório do LREC e o recente desabamento ocorrido naquela localidade que, felizmente, não lesou pessoas nem património, levam a que tenha diligenciado junto do meu Grupo Parlamentar no sentido de retirarmos a iniciativa que ainda não subiu a plenário.

Elaborei e apresentei também várias Propostas de Alteração ao Estatuto da Carreira Docente, uma das quais foi aprovada (de toda a oposição apenas um total de duas o foi).

Em comunicado denunciei por três vezes a política de transporte de carga que resulta em problemas cíclicos de escoamento de pescado e de outros produtos com que se deparam as economias das ilhas da coesão, concretamente a nossa, e a “trapalhada” ocorrida com o alegado “bug” no sistema que estava a impedir que a RIAC nas Flores vendesse bilhetes por um Euro aos passageiros da Altânticoline para o Corvo.

Em Conferência de Imprensa reportei-me à falta de credibilidade da tutela da Educação e protestei contra a falta de transporte marítimo de passageiros para as Flores aquando da realização da Festa do Emigrante.

Fiz publicar ainda sete artigos de opinião em diversos jornais da nossa Região (Açoriano Oriental, Diário Insular e Correio dos Açores), com os seguintes títulos: Auscultações Minimalistas e Minudências; Ensino Técnico-Profissional: Uma pseudo-polémica…; Fibra Hipnótica; A Assobiar Para o Lado; Metáforas Anatómicas; Bússola Avariada; Eu cá vou ao Corvo por 10 Euros... Estes artigos permitem-me expressar a minha opinião pessoal, para além da esfera político-partidária em que se situa o trabalho parlamentar, o que redimensiona algumas questões.

De uma forma geral, toda a actividade referida nos parágrafos anteriores encontrou eco na Comunicação Social Regional e contribuiu, umas vezes mais e outras menos, para dar visibilidade às questões da nossa ilha, que é o meu objectivo primeiro. Acrescem várias entrevistas à rádio sobre assuntos relativos à ilha das Flores.

Participei ainda num debate televisivo sobre a temática da abstenção, com os Deputados Clélio Meneses e José San-Bento.

Terei muito gosto em facultar todos estes documentos a quem se mostrar interessado, bastando para isso que se me dirijam por e-mail para bulcaopaulo@gmail.com.

De qualquer maneira, facultarei à administração do blog um anexo zipado com toda a informação referenciada.

O Grupo Parlamentar em que estou inserido fez ainda aprovar já nesta Legislatura dois diplomas que constituirão mais-valias também para os Florentinos, concretamente na área da Saúde: A equiparação das diárias dos doentes deslocados às dos atletas em representação das Região, que significa que até ao final da Legislatura as diárias atingirão os 70 Euros diários ao contrário dos 18 a 30 Euros actuais, com alojamento convencionado e digno, e o Vale Saúde que permitirá reduzir as listas de espera cirúrgicas, nomeadamente através de convencionamento de cirurgias com as IPSS e com entidades privadas, com custos suportados pelo SRS.

Em suma, devo concluir como comecei. Neste ano de aprendizagem, penso que dei o meu modesto contributo para que a nossa ilha merecesse outra atenção. Há ainda três anos de mandato e muitas lutas a travar, o que farei com a mesma determinação e sentido de justiça com que tenho tentado pautar as minhas acções.

“As pessoas respeitam-se; as ideias combatem-se”. É esta a máxima que adoptei, não só para este “desvio” de quatro anos em funções de representação, mas também para a minha carreira profissional e para a minha vida pessoal, que são a minha “estrada”.


Paulo Rosa

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Balanço do primeiro ano da Legislatura, pelo deputado António Maria Gonçalves

O único destinatário do trabalho político é o povo, sendo a ele que cabe a sua avaliação. Ao deputado cabe a tarefa de representar aqueles que o elegeram, nas suas preocupações e anseios, como fiel procurador e detentor da confiança que lhe foi conferida pelo voto.

Enquanto deputado regional, tenho procurado ser fiel a essa missão, procurando, dentro dos meios que me são dados, estar presente, na defesa dos interesses da ilha das Flores, nas mais diversas circunstâncias, procurando assim, dentro da medida do possível, corresponder a esse meu dever, da melhor forma que sei e posso.

A ilha das Flores continua com problemas sérios por resolver. De entre elas elegi nesta Legislatura as Comunicações (em todas as suas vertentes) e a Saúde.
Enquanto deputado pertencente a um Grupo Parlamentar mais alargado – onde todos tem as suas tarefas específicas no trabalho de retaguarda que serve de suporte a toda a acção política do grupo - procuro contribuir acerrimamente para que as ilhas pequenas como a nossa, marquem a agenda política, com os seus constrangimentos e dificuldades, nunca esquecendo que não há desenvolvimento harmónico (bandeira dos princípios da Autonomia) enquanto houver ilhas com motores de desenvolvimento diferenciados e, consequentemente, ilhas de primeira, segunda ou terceira categorias. A desertificação e a debilidade da economia das Flores, a falta de atractividade e as dificuldades com a fixação dos jovens, são uma constante no meu discurso político, sempre que posso e onde tenha oportunidade de o fazer. No Grupo Parlamentar, onde ocupo o cargo de secretário na Comissão de Assuntos Sociais, procuro sempre marcar com minha presença, essa realidade, transpondo para os múltiplos assuntos que aí se analisam a visão de alguém que pode testemunhar os maiores constrangimentos do atraso no progresso, do isolamento, da ultra-insularidade. Nesta Legislatura, já participei em mais de uma vintena de reuniões da Comissão a que pertenço e em diversas Jornadas Parlamentares.

Neste último ano, em requerimentos diversos, procurei respostas para problemas concretos das Flores, tais como: certificação da iluminação do aeródromo das Flores; questões relativas à pesca ilegal nas nossas águas costeiras; deficiências nas instalações de Segurança Social; medidas para combate à elevada densidade do coelho bravo nas Flores; entrega, qualidade e formação do “computador Magalhães”; políticas de transportes terrestres; limpeza das ribeiras; escoamento de pescado para exportação; construção da sala de desmancha; má qualidade dos transportes aéreos.
Nos Plenários mensais, realço algumas das minhas intervenções sobre a fraca taxa de execução dos Planos anteriores relativamente às Flores, nos mais diferentes sectores e actividades; nos grandes constrangimentos de certas políticas de saúde na nossa ilha; doutra vez questionei peremptoriamente o Secretário da tutela sobre aquilo que eu considero um embuste político ao dizer-se que foi criado no nosso Centro de Saúde um Serviço de telemedicina que, na realidade, não existe e que, a meu ver, poderia ser de grande importância numa ilha sempre deficitária na prestação de cuidados de saúde; sobre o combate à elevada densidade da praga dos coelhos bravos; na aspiração apresentada em petição pelos residentes da Ponta da Fajã Grande; e na mais recente (petição) sobre a contratação do Dr. António Góis.
Assinalando o cinquentenário da criação do ensino oficial nas Flores, com a criação do Externato da Imaculada Conceição, apresentei um Voto de Saudação que mereceu a unanimidade de toda a Assembleia.

Enfim, de forma discreta e sem procurar a “ribalta” para os meus modestos feitos políticos, vou, sem procurar protagonismos, fazendo aquilo que, em consciência, acho ser meu dever para com dignidade desempenhar o cargo que me foi incumbido.
Os jornais e a televisão, tem a sua leitura muito própria sobre aquilo que devem ou não publicar e tem os seus métodos próprios que visam, muitas vezes, apenas os resultados do mercado e, outras vezes, as clientelas que preferem. Sim, porque essa coisa de comunicação social isenta é coisa que eu não acredito e essa outra coisa de “serviço público” é também algo que eu não confirmo.

No sítio oficial da Assembleia Legislativa [Regional] na respectiva base de dados, lá vai sendo publicada grande parte da actividade parlamentar. Há, todavia, trabalho de grupo, que não é aí especificado e há muita participação esporádica de cariz político que se dilui no dia-a-dia sem ser evidenciado, como sejam as mil pequenas coisas que um deputado é chamado a fazer por conta das suas influências e conhecimentos e que, por vezes, podem ser consideradas muito importantes. Os contactos pessoais, o trabalho de pesquisa e de estudo são também tarefas necessárias, imprescindíveis, num trabalho que tem de ser fidedigno e responsável.

Avalio este ano, e todos os outros, como um período da minha actividade política em que dei o melhor do meu modesto conhecimento e da minha enorme disponibilidade de bem servir.

António Maria Gonçalves

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Prazo para entrega de propostas para a empreitada das infraestruturas no loteamento da Terça, em Santa Cruz

Está a decorrer o prazo para a apresentação de propostas respeitantes ao concurso público da empreitada de execução das infraestruturas do Loteamento da Terça, na freguesia de Santa Cruz, na ilha das Flores, o qual terminará a 15 de Dezembro, decorrendo o acto público no dia seguinte.

Com um prazo de execução de 150 dias [ou seja, 5 meses], a obra da Secretaria Regional do Trabalho e Solidariedade Social tem como preço-base 217 mil euros e visa a execução de trabalhos da rede viária, rede de abastecimento de água e drenagem de águas residuais e pluviais, infraestruturas de telecomunicações, infraestruturas eléctricas e de iluminação pública, posto de transformação (construção civil e equipamento).

Com esta iniciativa o Governo [Regional] dos Açores pretende proporcionar melhores condições de habitabilidade à população da freguesia de Santa Cruz das Flores.


Notícia: portal «Açores.Net» e o sempre inestimável "serviço informativo" do GACS [Gabinete de Apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

domingo, 15 de Novembro de 2009

«Miscelânea da Saudade» #7 (parte 2)

Não sei quem é [... continuação]

No tempo da Última Guerra Mundial, os florentinos oriundos doutras ilhas, como era meu pai e meus avós maternos, sofríamos muito por não haver um palmo de terra que chamássemos nossa. Nesse tempo de crise, o da guerra, poucos lavradores vendiam milho. O que nos valia para o pão nosso de cada dia, eram umas nesgas de terras, "combradas" como [lhes] chamávamos, na rocha da "descida" e terras de "meias" que meu bom pai fazia, mas apenas para batata doce, e inhames do Vale de José de Freitas "Galinha". Para milho, era pedir uma maçaroca de porta em porta e quando tínhamos 20 ou trinta maçarocas, (lembro-me bem) debulhava-se e íamos para a Fazenda moer o milho.
Há coisas que nunca mais [se] esquecem. Os nativos florentinos de 4 ou 5 gerações, todos tinham casa sua e alguma terra; ou muita terra. Os oriundos doutras ilhas, como uma dúzia de famílias [de] que me lembro nas Lajes, tinham tanto ou pouco mais do que nós.

Ele, o Sr. Nuno Vieira, ainda fala na casa da Maria Teresa em frente à loja do sr. João Germano de Deus. A respeito da Maria Teresa, "Deus me perdoe" também lhe atirei algumas pedradas à janela para a fazer berrar, até se ouvir longe. Coitada da senhora! Hoje sinto remorso. Oh meu Deus!... Lembrou-me agora do mestre Chico sapateiro, do Outeiro Negro, que, ao sairmos da escola, levava algumas pedradas sobre a telha (eu era um dos bons de cabelo).
Também me lembro de dar uma pedrada num penico que a Anina, filha do saudoso tio João Ti'ana, levava na mão. Sobre este assunto, eu e a própria Anina falamos quando estive de visita em 1990. Rimos até chorar de riso.

Ainda sobre o José da Teresa, lembro-me de o ver e abraçar, aquando na mesma data fui às Flores. Encontrava-se juntamente com o filho da dita Vitória do Lombo, mulher do José d'América, aquela que também me fez fugir muitas vezes, depois de enviar 'pedrinhas' para as grades de ferro que ela tinha na janela. Chamavam-a a Vitória doida, coitadinha!... Quando me lembro dessas heresias, penso que ainda tenho muito que pagar...
Os dois estavam no Largo de Santo António. Introduzi-me fazendo-os lembrar quem eu era. Abraçamo-nos; foi um momento feliz para mim.

Por esta altura, eu era assinante do extinto «Jornal do Ocidente», como também colaborador. Tal jornal, tinha por Director o saudoso amigo meu Sr. José de Freitas Silva. Uns tempos depois, não muito, li no mesmo jornal, já aqui no Canadá, um texto da D. Gabriela Silva, a dizer que o José da Teresa havia morrido. Segundo o relato dela, o enterro do José da Teresa não levou um acompanhante que fosse para a sua última morada. Isto doeu-me a alma.

Há muita coisa a dizer sobre recordações da nossa ilha. Mas, como já vou adiantado na escrita, o resto fica para outra ocasião.


Denis Correia Almeida
Hamilton, Ontario, Canadá

sábado, 14 de Novembro de 2009

«Miscelânea da Saudade» #7 (parte 1)

Não sei quem é

Apenas sei que o conterrâneo florentino abaixo descrito, me fez sentir mais próximo das Flores. Da forma como ele escreve e descreve, talvez por ser coisas que me lembro, nunca conseguirei dizer tanto e tão bem dito como ele diz. Não por não querer; mas por me faltar "aquilo" que ele tem...

Como gosto de ler jornais, alguns electrónicos e outros em versão impressa, em Setembro passado o [jornal] «Portuguese Times», de New Bedford, Massachusetts, do qual sou assinante, trouxe um artigo relacionado com a nossa ilha das Flores.
Mais do que o título da crónica «Notas de Rodapé», o subtítulo lia-se: "A MINHA ILHA É OUTRA ILHA", causou-me curiosidade. A entrada da leitura e a estética e forma de apresentação como acima vemos, tudo em letra maiúscula com diferentes dimensões na ortografia intercalada, foi o motivo que me levou a ler.
Admiro quem escreve bem; e como a forma da leitura é apresentada. Talvez por ser da ilha das Flores, prestei muita atenção ao ler as suas bonitas frases de elogio, que me faz pena de não ter aprendido, para poder dizer assim, ou então, próximo do que ele diz. Ele enaltece a nossa ilha das Flores, nunca exagerando, mas valorizando e falando do muito que a ilha merece, desde as coisas mais banais à sua atractiva e natural beleza como também o mérito que ele dá aos filhos das Flores, que fazem para que a ilha tenha progresso, e acompanhe o resto do mundo evoluído.

Todavia, o autor da crónica "A Minha Ilha é Outra Ilha", é o Sr. Nuno A. Vieira, um fazendense, da Fazenda das Lajes das Flores e, como acima digo: não sei quem é. Ele menciona lugares das Lajes e Fazenda, sim, porque dos lados de Santa Cruz, na idade que saí das Flores, apenas havia ido lá duas vezes na companhia de quem me deu à luz; minha santa mãe. Se tivessem mudado o lugar da "loja do Rato" (como diziam, e eu conheci) para o Boqueirão, para mim não havia diferença, porque pouco conheci de Santa Cruz. Naquele tempo, as estradas eram como atalhos tortos e pé descalço e com topadas na cabeça dos dedos.

O nosso conterrâneo, em sua crónica, falou na Ribeirinha da Fazenda das Lajes, local do seu nascimento e onde eu passava muitas vezes, para ir ao moinho, que me lembro um pouco do nome dele, mas para não confundir com o da Ribeira Funda, deixo ficar assim. Outras vezes, eu ia à leitaria da ribeirinha, com o meu irmão José Maria, escanchados numa égua, para desnatar o leite das vacas de António Garcia Vieira, do lugar Jogo da Bola. Mais à frente, lembro-me da ribeira da Fazenda, na qual, havia uma azenha que se ia levar o saco de milho (se havia) para ser moído, a 'moenda' como chamávamos.


[continua...]

Denis Correia Almeida
Hamilton, Ontario, Canadá

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Derrocada ontem na ilha das Flores

O mau tempo que se fez sentir ontem provocou uma derrocada em Santa Cruz das Flores.

As fortes rajadas de vento aliadas à intensidade da chuva que assolou o Grupo Ocidental provocaram, ontem ao final do dia, uma derrocada de um talude na Estrada Regional nº 1, no troço entre o Miradouro dos Caimbros e a Ribeira do Cascalho.

A circulação automóvel esteve interrompida durante meia hora enquanto as equipas da Delegação de ilha das Flores da Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos procederam à limpeza da via. O corte no trânsito demorou apenas o tempo necessário para uma máquina chegar ao local e remover o resultado do deslizamento de terras.

Após a limpeza da faixa de rodagem e colocação da respectiva sinalização, o trânsito foi reaberto, embora de forma condicionada até ficarem concluídos os restantes trabalhos de limpeza que terão sido concluídos durante a manhã de hoje. O troço afectado foi monitorizado durante a noite [de ontem], mantendo-se uma máquina permanentemente no local, caso fosse necessário desobstruir novamente a via perante novos deslizamentos, tendo em conta o agravamento do estado do tempo.

Até ao momento não houve quaisquer danos a registar. As equipas ficaram de prevenção durante a noite [de ontem] para qualquer eventualidade provocada pelo mau tempo. A Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos recomenda aos condutores as normais precauções em situações desta natureza.


Notícia: «Jornal Diário» e o sempre inestimável "serviço informativo" do GACS [Gabinete de Apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

'Aquário visual' é atracção no Centro de Interpretação Ambiental do Boqueirão

Um ‘aquário visual’, onde é possível admirar algumas das espécies que habitam no mar dos Açores, é um dos principais atractivos do Centro de Interpretação Ambiental do Boqueirão, inaugurado [ontem] em Santa Cruz das Flores.

O ‘aquário’, constituído por mais de uma dezena de ecrãs onde passam vários filmes sobre algumas das espécies marinhas dos Açores, está integrado numa área dedicada ao mar, onde também se destaca um espaço sobre a biologia do cachalote. Este Centro de Interpretação inclui ainda uma vertente de educação ambiental, onde está actualmente patente uma exposição sobre o cagarro, na sequência da campanha em curso nos Açores para salvar esta ave marinha.

A obra [ontem] inaugurada, orçada em cerca de 700 mil euros, servirá ainda como “porta de entrada” para o futuro Parque Natural da ilha das Flores, que deverá ser criado nos próximos meses. Na cerimónia de inauguração, o presidente do Governo Regional, Carlos César, destacou a importância de “conhecer o meio que nos rodeia”, salientando o papel que este Centro poderá desempenhar, nomeadamente junto dos alunos das escolas e dos turistas que se deslocarem às Flores.

O Centro de Interpretação Ambiental foi construído nas imediações da antiga Fábrica da baleia, onde está também a ser instalado um núcleo museológico dedicado à actividade baleeira. Este futuro núcleo do Museu das Flores terá como principal novidade a exploração interactiva dos conteúdos, com recurso a modernas tecnologias de informação.

Na intervenção que proferiu na cerimónia de inauguração do Centro de Interpretação Ambiental, Carlos César salientou os investimentos em curso na ilha das Flores que visam garantir a “qualidade e sustentabilidade ambiental”, entre os quais a nova Central Termoeléctrica e o Centro de Tratamento de Resíduos, que deverá “resolver o problema do lixo urbano nas ilhas do Grupo Ocidental”.


Notícia: «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Empresários das Flores querem que a ilha seja (re)abastecida semanalmente

Os empresários da ilha das Flores consideram que as habituais rupturas no abastecimento de produtos que ocorrem no Inverno podem ser resolvidas com a deslocação semanal de um navio de carga, mas a questão depende da disponibilidade de embarcações.

“A vinda de um navio de carga todas as semanas seria uma mais valia para os empresários das Flores”, afirmou Carlos Silva, do Núcleo Empresarial das Flores, em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com o secretário regional da Economia.

Carlos Silva recordou que “as rupturas no abastecimento notam-se especialmente na época do Natal”, salientando ainda que o facto desta ilha ser abastecida apenas quinzenalmente “obriga a um maior investimento por parte dos empresários”, refere. “Se o barco viesse uma vez por semana, em vez de quinzenalmente, apenas seria necessário adquirir metade dos produtos”, frisou, destacando ainda as implicações do abastecimento quinzenal ao nível de produtos frescos.

Para Vasco Cordeiro, esta aspiração dos empresários [florentinos] “é legítima”, mas a sua concretização não depende apenas da vontade do Governo Regional. “O Governo [Regional] está disponível para trabalhar no sentido de melhorar o serviço que é prestado”, afirmou, frisando, no entanto, que o aumento da frequência [da ida à ilha das Flores] do navio de carga “está dependente das disponibilidades [de embarcações] existentes”.

Além desta questão, os empresários da ilha das Flores pretendem também ver resolvidas questões como o aumento do número de voos da SATA e a sua articulação com as ligações aéreas a Lisboa e ao Porto. A realização de uma feira anual na ilha das Flores e o aumento do número de tomadas eléctricas no porto de pescas, para que seja possível ligar mais contentores de frio, são outras questões levantadas pelos empresários.

O Núcleo Empresarial das Flores representa actualmente 45 empresários desta ilha dos Açores.


Notícia: «Açoriano Oriental».
Leia-se ainda uma notícia da RDP/Antena 1 Açores, onde são apresentados alguns dos pontos que constam no Memorando do Conselho de Ilha a ser apresentado ao Executivo Regional.
Na presente visita estatutária às ilhas ocidentais, o presidente do Governo Regional avisou que "recusa recuperar estradas para salvar [empresas de] construção civil".

Saudações florentinas!!

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Governo Regional faz visita estatutária

O Governo [Regional] dos Açores inicia [nesta] terça-feira, [amanhã] dia 10, uma visita estatutária de 3 dias às ilhas do Grupo Ocidental do arquipélago.

Do programa da visita à ilha das Flores, destacam-se as inaugurações das obras da segunda fase de reabilitação da Estrada Regional nº 1 (entre Santa Cruz e a Ribeira da Cruz) e do Centro de Interpretação Ambiental do Boqueirão, cerimónias que contam com a presença do presidente do Governo [Regional].

Notícia: «Açoriano Oriental» e o sempre inestimável "serviço informativo" do GACS [Gabinete de Apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

domingo, 8 de Novembro de 2009

Outubro: novos máximos de audiência!!

O «Fórum ilha das Flores» voltou a superar os seus máximos de audiência. No pretérito mês de Outubro, o blogue teve 11.660 visitas únicas (média diária de 376) e 18.945 páginas vistas (resultando em 611 diariamente).
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

SATA instaura processo de inquérito

Em causa está uma falha que impediu o transporte de um doente em maca do aeroporto das Flores para o [aeroporto] de Ponta Delgada.

Uma falha no sistema de comunicações internas impediu [ante]ontem que a Sata Air Açores procedesse ao transporte, em maca, de um doente entre os aeroportos das Flores e de Ponta Delgada. Assim, o doente não pôde embarcar tendo sido evacuado, ainda durante o dia de quarta-feira, pela Força Aérea Portuguesa.

Tendo em conta o impacto que uma falha dessa natureza tem na qualidade de serviço que a transportadora aérea açoriana pretende prestar, foi determinada a instauração de um processo de inquérito para apuramento de eventuais responsabilidades disciplinares e/ou alteração de procedimentos.


Notícia: «Jornal Diário».
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Sismo de grau 6 ao sul das Flores

Um sismo de grau 6 na escala de Richter foi ontem registado [às 17h41] em pleno Oceano Atlântico, a cerca de 480 quilómetros a sul da ilha das Flores, confirmou ao «Jornal de Notícias» fonte do Instituto de Meteorologia e Geofísica.

O abalo não causou estragos e nem sequer foi sentido na ilha, de acordo com testemunhos de vários habitantes. "Não nos apercebemos de nada. Aliás, soube por si e por mais duas pessoas do Continente que ligaram para saber informações", adiantou fonte dos Bombeiros Voluntários de Santa Cruz das Flores.

De acordo com dados científicos, um sismo de grau 6 pode ter "efeitos destruidores num raio até 180 quilómetros", caso ocorra em zonas habitadas. Não foi o caso. "Aconteceu na crista média do Oceano, muito longe de terra, pelo que os efeitos não foram sentidos", explicou a fonte do IMG. A mesma fonte explicou que no mar são frequentes estes sismos, o mesmo já não sucedendo em terra. Observou, por outro lado, que [este sismo] nada tem a ver com os [outros abalos sísmicos] que acontecem com alguma regularidade em outras ilhas, nomeadamente nos grupos Central e Oriental. Ainda de acordo com o mesmo responsável, a ocorrência deste sismo não pressupõe a ocorrência de novos casos, ou de outros fenómenos, nomeadamente tsunamis. "No entanto, em sismologia, não há previsões", sublinhou.

Na ilha das Flores, os sismos são praticamente inexistentes. "Não há memória de nenhum", garantiu fonte dos Bombeiros.


Notícia: «Jornal de Notícias», «Diário de Notícias», jornal «Público» e TSF - Rádio Notícias.
Saudações florentinas!!