sexta-feira, 18 de Abril de 2014

XIV edição das Corridas da Páscoa

No próximo domingo (dia 20) pelas 14h30, o Estádio municipal das Lajes recebe a décima quarta edição das Corridas da Páscoa.

Este evento organizado pela Câmara Municipal das Lajes tem como objetivo promover o convívio familiar, naquele que é o domingo de Páscoa, onde pequenos e graúdos podem participar. Além das tradicionais corridas terá lugar a terceira edição da Gincana da Páscoa, em que as equipas (compostas por 4 elementos de qualquer idade e sexo) para serem bem sucedidas deverão jogar com estratégia, organização e em colectivo.

Em 2013 este evento contou com cerca de 50 participantes nas provas de atletismo e dez equipas nas provas de gincana, sendo objetivo superar este número de participantes na edição de 2014.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 17 de Abril de 2014

«Brumas e Escarpas» #73

A Semana Santa na década de 1950

Em todas as freguesias e localidades açorianas, na década de cinquenta, a Semana Santa era considerada uma semana diferente, um tempo de grande e profunda religiosidade, verificando-se, durante a mesma, importantes e significativas alterações, não apenas na forma de celebrar a fé cristã mas também na vida e nos costumes quotidianos, inclusive na própria alimentação.

Na Fajã Grande, as celebrações litúrgicas desta semana iniciavam-se no Domingo de Ramos, com a bênção dos ramos realizada na Casa de Espírito Santo de Cima. O pároco transportava uma palma, assim como uma ou outra pessoa que possuísse palmeira nos seus campos, o que era raro. A generalidade das pessoas transportava pequenos ramos de salgueiro, de alecrim ou de cedro. Acreditava-se que os ramos deviam ser guardados, a fim de serem queimados na Quarta-Feira de Cinzas do ano seguinte. Terminada a bênção seguia-se uma procissão com destino à igreja, numa atmosfera mística e de oração que envolvia toda a freguesia. Na igreja era celebrada a missa, nesse domingo muito demorada, uma vez que ao evangelho era feita em latim (língua então utilizada em todas as celebrações litúrgicas) a leitura da paixão de Jesus Cristo, segundo São Mateus. Nessa altura, os paramentos utilizados, assim como o frontal do altar-mor e o véu de cobertura do sacrário eram de cor roxa. Desde o domingo anterior, chamado na altura Domingo da Paixão, todas as imagens de santos existentes na igreja eram cobertas com panos roxos ou pretos ou, no caso das mais pequenas, guardadas na sacristia e as flores eram retiradas dos altares, assim como as sanefas e as cortinas das janelas. A partir desse domingo os sinos não repicavam, apenas dobravam ou davam badaladas espaçadas umas das outras. Nas segunda, terça e quarta-feira realizava-se a Via Sacra. A partir da quarta-feira da Semana Santa, o sino deixava de tocar, sendo as trindades, o toque do meio-dia e outros anunciados pela matraca, um instrumento construído em madeira, formado por três tábuas pregadas umas nas outras e com um suporte manual na parte superior, como se de uma pequena caixa se tratasse. Na parte exterior das tábuas estavam cravadas várias argolas de ferro que se soltavam batendo em conjunto e de forma violenta e agressiva na madeira, logo que a dita cuja fosse abanada com alguma força e agilidade, produzindo assim um som barulhento, matracado, estranho e esquisito.

Na quinta-feira à noite, a igreja voltava a ser enfeitada e os altares eram revestidos de branco, sendo celebrada a missa da Ceia do Senhor, durante a qual tinha lugar a cerimónia do lava-pés, para a qual eram convidados doze homens, dos mais influentes e importantes na freguesia. No coro tentava-se adivinhar qual deles seria o Judas... E os candidatos eram vários... Terminada a missa eram retiradas as toalhas do altar e exposto o Santíssimo que assim ficava durante toda a noite até à madrugada seguinte, velado em turnos de uma hora.

Na sexta-feira a comemoração da morte de Jesus era celebrada às três da tarde, através das chamadas “endoenças” mas realizadas na igreja Matriz da freguesia vizinha, a Fajãzinha, às quais no entanto assistiam muitas pessoas da Fajã, que para aquela freguesia se deslocavam com tal intuito. As cerimónias das “endoenças”, na Fajãzinha, eram muito concorridas, a elas vinha muita gente de outras freguesias e exigiam, para além de três padres, alfaias litúrgicas adequadas e paramentos pretos e roxos, incluindo dalmáticas que a igreja da Fajã não possuía. À noite, porém, realizava-se na Fajã a procissão do Senhor Morto. No altar da Senhora do Rosário havia um grande crucifixo, com um Cristo amovível. Era retirado da cruz e colocado num andor em forma de esquife e seguia na procissão juntamente com a cruz da qual se pendurava um pano e com a imagem da Senhora da Soledade, a única existente na Fajã que vestia roupas e que, por isso, estava interdita de estar na igreja durante o ano. Homens com opas, transportando lanternas, a cruz e o pálio debaixo do qual seguia o pároco levando o Santo Lenho. O povo incorporava-se atrás e apenas o batucar da matraca se alternava com o silêncio da noite.

No sábado, às oito horas era celebrada a missa da Vigília Pascal, mas muito simplificada, como se de uma missa normal se tratasse, apenas com a bênção do lume e do círio pascal, os sinos voltavam a tocar, os santos eram descobertos e a igreja enfeitadas. No domingo apenas a missa, onde a palavra aleluia se ouvia com muita frequência.

Durante a Semana Santa devia-se jejuar e não comer carne, sacrifícios nada difíceis pois isso fazia parte do quotidiano. Na Sexta-feira Santa ao almoço devia comer-se sopa de funcho. Nesse dia o funcho era mais doce, pois Nossa Senhora também o comera, quando carregando sofrimento e dor subia o caminho do Calvário. No sábado coziam-se os folares recheados com ovos e linguiça para se comerem no domingo e nos dias seguintes.

Durante a Semana Santa não se devia namorar, cantar, dançar, assobiar ou gozar outros pequenos prazeres, por serem sinais de alegria e gozo uma vez que Nosso Senhor passara toda a semana sofrendo.


Carlos Fagundes

Este artigo foi (originalmente) publicado no «Pico da Vigia».

quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Despedimentos na Fábrica de lacticínios

Na ilha das Flores a Cooperativa Ocidental não paga aos produtores de leite há seis meses. A fábrica de lacticínios já dispensou metade dos trabalhadores e actualmente só labora três dias por semana.

Desde Setembro do ano passado que a Cooperativa Ocidental, que detém a fábrica de lacticínios nas Flores, não paga aos produtores de leite; já somam seis meses de atraso. A regularização do pagamento do preço do leite está dependente de um empréstimo pedido à banca pela Cooperativa Ocidental, que segundo o presidente da Cooperativa já estará aprovado mas ainda não está disponibilizado; depende das garantias exigidas pelo banco para conceder o empréstimo: uma delas é o imóvel da Cooperativa, a própria fábrica de lactícinios; para além de uma carta de conforto que foi pedida ao Governo Regional, como garantia de que não vai deixar de apoiar a Cooperativa, conforme confirmou à reportagem da RTP Açores o presidente da Cooperativa Ocidental. Além disso, e segundo os produtores, há novas regras impostas pelo banco, que exige a assinatura de todos os sócios para conceder o empréstimo. O presidente da Cooperativa prefere não falar sobre o assunto, dizendo apenas que não confirma nem desmente. Vitorino Azevedo também não revela o montante em dívida com os produtores de leite e muito menos o montante do empréstimo pedido à banca, que segundo os produtores é de cerca de 313 mil euros.

Segundo o presidente da Cooperativa Ocidental, a Fábrica de lacticínios das Flores já despediu metade dos trabalhadores, neste momento tem seis funcionários e labora apenas três dias por semana. Produz queijo, manteiga e iogurtes para o consumo da ilha e chegou a exportar para o Continente; neste momento não tem produtos para vender. O leite é escasso, em 2013 a fábrica de lacticínios das Flores laborou cerca de 700 mil litros de leite e precisava de laborar 2 milhões de litros de leite para ser viável. Nos últimos cinco anos a produção de leite na ilha das Flores tem vindo a cair 300 a 400 mil litros por ano.


Notícia: «TeleJornal» da RTP Açores.
Saudações florentinas!!

terça-feira, 15 de Abril de 2014

Domingo de Ramos celebrado nas Lajes

Domingo de Ramos é uma festa móvel cristã celebrada no domingo anterior à Páscoa. A festa comemora a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, um evento da vida de Jesus mencionado nos evangelhos canónicos. Em muitas denominações cristãs, o Domingo de Ramos é conhecido pela distribuição de folhas de palmeiras para os fiéis reunidos na igreja. Em certas regiões onde é difícil consegui-las por causa do clima e outros motivos, são distribuídos ramos de diversas outras árvores.

Nos relatos evangélicos, a entrada triunfal de Jesus Cristo ocorre por volta de uma semana antes da sua ressurreição. Assim sendo, Jesus chegou montado num jumento a Jerusalém e o povo, festivo, lançou os seus mantos à sua frente, assim como pequenos ramos de árvores.

Por cá, a efeméride foi celebrada um pouco por toda a ilha. Costa Ocidental esteve presente na celebração na vila das Lajes das Flores, onde algumas dezenas de pessoas não quiseram deixar passar este dia em vão. O tempo esteve de feição e as cerimónias decorreram dentro da normalidade e como o previsto.

Agradecimento à Matriz das Lajes e ao padre Rúben Sousa, bem como todos os que, de uma forma ou de outra, contribuíram para que este trabalho fosse possível.


Vídeo: YouTube de José Agostinho Serpa.
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 14 de Abril de 2014

"Novo fôlego" para o Museu das Flores

O diretor do Museu da ilha das Flores afirmou que a instituição vai ganhar em 2014 "novo fôlego" com a reabertura das exposições permanentes no Convento de São Boaventura e na Fábrica do Boqueirão.

“Quer a Fábrica, quer o Convento terão este ano de 2014 o ano de reabertura”, afirmou Luís Filipe Vieira, acrescentando que a atividade do Museu das Flores tem sido nos últimos dois a três anos “muito limitada”, uma vez que “a coleção de longa duração está a ser alvo de uma intervenção de requalificação”.

O Museu das Flores, atualmente sediado no Convento de São Boaventura (no concelho de Santa Cruz das Flores) teve a sua origem na Casa Pimentel de Mesquita, em 1977, tendo aberto ao público em 1986, após obras de restauro do imóvel seiscentista.

O acervo deste museu, dividido em dois núcleos e composto por uma equipa de sete elementos, é maioritariamente de cariz etnográfico, contendo várias peças ligadas à agricultura, pesca, navegação, cerâmica, entre outras: “As peças foram sempre tratadas e mantidas. Não tinham era a parte da museografia feita. Não tinham expositores, estrados e não havia materiais explicativos. É todo esse trabalho que temos estado a fazer”, explicou Luís Vieira, acrescentando que na ilha “já estão todos os materiais”, faltando apenas a chegada dos elementos da empresa continental que vêm fazer a montagem final.

Sem se comprometer com uma data concreta para as reaberturas, o diretor do Museu das Flores acredita que ainda este ano os florentinos e os turistas vão poder “ver as peças expostas de outras formas, com outros elementos adicionais explicativos e interpretativos, que não tinham antes”, o que permitirá mais facilmente perceber o passado “de uma comunidade instalada nesta ilha há mais de meio milénio”.

Presentemente, o Museu das Flores, que em 2013 recebeu cerca de mil visitantes, tem apenas ativa uma exposição temporária na Igreja do Convento de São Boaventura, um edifício datado do final do século XVII que foi restaurado entre 1990 e 1993 para receber a coleção etnográfica e de arte religiosa da instituição.

Depois de substituído o telhado, em 2010, e concluída a primeira fase da obra de conservação e restauro do teto da capela-mor da Igreja do Convento de São Boaventura, em 2012 seguiram-se outros trabalhos para que o imóvel recuperasse todo o seu esplendor, mas segundo Luís Filipe Vieira, “as próximas fases ainda não estão calendarizadas” pelo Governo Regional: “Seria eventualmente o levante do repinte, que foi feito nos anos 1950-1960 com tinta de pintar portas. Seria o levantamento dessa camada pictórica para ver o que está por baixo. Sabemos que houve pintura original por baixo dessa parte e depois, também, uma intervenção ao nível dos retábulos cujos douramentos já estão a ter destacamentos nalgumas zonas”, indicou.

Quanto à Fábrica da Baleia do Boqueirão, inaugurada em 2009 após obras de recuperação, Luís Filipe Vieira garantiu que estão em fase de conclusão os painéis explicativos e bilingues que permitirão aos visitantes compreender melhor a importância da atividade baleeira para a economia local. A Fábrica do Boqueirão, que entrou em atividade em 1944 para produzir óleo de baleia, está classificada como imóvel de interesse regional.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
De lembrar que (aquando da visita estatutária do Governo Regional à ilha das Flores) a tutela afirmou que “a Fábrica da Baleia do Boqueirão vai ser aberta ao público em breve”, estávamos em Maio de 2013.

Saudações florentinas!!

domingo, 13 de Abril de 2014

Concerto de Páscoa na Igreja Matriz

A Filarmónica União Operária e Cultural Nossa Senhora dos Remédios, com sede na freguesia da Fajãzinha, já nos habituou à sua presença nas festas da ilha das Flores, em especial as religiosas. A altíssima qualidade apresentada faz desta banda uma excelência no panorama musical filarmónico dos Açores.

Numa ilha com 3.792 habitantes, esta é a única filarmónica presentemente existente e muito graça a boas vontades, esforços mútuos, dedicação e amor a esta causa. Actualmente composta por 30 elementos com idades que variam entre os 10 e os 70 anos, a Filarmónica Nossa Senhora dos Remédios deu um memorável concerto na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Santa Cruz no passado domingo (dia 6).

No dia dedicado à celebração do Triunfo do Senhor, o local escolhido esteve quase cheio e a plateia atentamente esperou até aos últimos acordes para saborear integralmente as músicas escolhidas pelo maestro José Gabriel, que iam desde composições de Michel Van Delft a Jacob De Haan, entre outros. A noite lá fora era de uma serenidade imensa a completar a satisfação que os rostos apresentavam ao abandonar o local do concerto.

Muito obrigado à Igreja Matriz (onde foi gravado este trabalho), ao padre Davide Barcelos, ao maestro José Gabriel Eduardo, a Diana Henriques, bem como a todos os que tornaram possíveis estas imagens. Obrigado especial à Luísa Silveira pela imprescindível ajuda à produção e captação de imagem.


Vídeo: YouTube de José Agostinho Serpa.
Saudações florentinas!!

sábado, 12 de Abril de 2014

Ecoturismo no Sítio da Assumada

É um dos mais recentes investimentos de ecoturismo açoriano, inspirando-se na exuberante natureza da ilha das Flores para oferecer conforto.

Cinco vivendas, construídas em madeira com certificação ambiental e material reciclado, explicam parte do conceito ecoturístico do Sítio da Assumada. A luxuriante paisagem e os recursos naturais da ilha das Flores esclarecem o restante.

"Esta é a tendência do turismo mundial: locais isolados, repletos de natureza e equipados com todo o conforto" - diz, reforçando a mesma ideia, Ricardo Mendes, gerente da nova unidade de turismo em espaço rural.

Aqui, a localização é a chave do êxito. Sendo, já, toda a ilha Reserva da Biosfera da UNESCO, a implantação destes cómodos e práticos apartamentos faz-se na Fajã Grande, zona de alguns dos mais belos trechos do litoral açoriano e das famosas quedas de água que tornam a ilha conhecida.

As habitações - dois T1 e três T2 - relevam simplicidade de linhas e decoração, privilegiando não só o redor verdejante florentino como também os jardins de plantas endémicas. Recantos de lazer e deleite para o olhar que, brevemente, também serão dotados com horta comunitária, estufa e pomar, tudo ao serviço dos hóspedes.

Inaugurado em Agosto de 2013 e distribuído numa extensão de cinco mil metros quadrados, o Sítio da Assumada funciona com recurso a painéis solares, sistema de reaproveitamento de águas e energia eólica. No futuro, o projecto deverá duplicar o número de apartamentos.

O ecoempreendimento orienta a sua vocação para o turismo familiar e sénior, sobretudo de longa duração. Uma forma de minorar a sazonalidade naquele que é o ponto mais ocidental dos Açores e da Europa e de melhor apreciar o exotismo cénico da ilha das Flores.


Notícia: revista «Azorean Spirit - SATA Magazine», número 59.
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 11 de Abril de 2014

Procissão e missa do Triunfo do Senhor

O calendário religioso católico dedica esta época do ano à Quaresma. Ao longo dos tempos foram criadas efemérides alusivas. Muitas dessas tradições esvaíram-se com o tempo e outras perduraram até hoje, sendo ainda por muitos e em muitos lugares comemoradas. Assim sendo na ilha das Flores, na vila de Santa Cruz e mais concretamente na Igreja Matriz cujo oráculo é Nossa Senhora da Conceição, é mantida uma tradição, única nos Açores, que é a procissão do Triunfo do Senhor.

Segundo consta, esta é uma tradição/devoção franciscana, que por estas paragens teve o Convento de São Boaventura como seu representante. A tradição refere que o religioso erigiu a igreja e o convento em cumprimento a um voto que formulara pelo triunfo das armas de Portugal sobre as de Espanha, à época da Restauração da Independência.

Esta procissão foi precedida de uma missa solene concelebrada pelo padre Davide Barcelos. Esta procissão tem algumas particularidades, entre as quais o facto de as imagens terem o tamanho real e serem muitas as que entram na procissão, sendo todas pertença da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição. Muitas pessoas procuraram este evento para marcarem presença, só elas sabem por qual motivo. O tempo esteve excepcional e o decorrer do programa foi pautado pela serenidade e a comunhão de momentos de interiorização e reflexão.

Muito obrigado à Igreja Matriz, bem como ao padre Davide, restantes padres e diácono envolvidos nas cerimónias religiosas, bem como a todos os que tornaram possíveis estas imagens. Obrigado especial à Luísa Silveira pela fotografia e ajuda à produção.


Vídeo: YouTube de José Agostinho Serpa.
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 10 de Abril de 2014

Regional de voleibol joga-se nas Flores

Neste fim-de-semana será disputado no Pavilhão da Escola Básica e Secundária das Flores, em Santa Cruz, a série 2 do Campeonato regional de voleibol no escalão de iniciados masculinos.

A equipa do Clube Desportivo Escolar (CDEF) irá representar a ilha das Flores nesta competição, sendo treinada por João Almeida. A competição terá início amanhã (sexta-feira) às 20 horas, com o CDEF a defrontar o Ribeirense (do Pico). No sábado e domingo decorrem outros cinco jogos, sendo de salientar aqueles em que participa a equipa do CDEF: sábado às 10h30 enfrentando a Fonte do Bastardo (ilha Terceira) e às 20 horas voltando a defrontar o Ribeirense; no domingo às 16 horas a equipa do CDEF volta a enfrentar a Fonte do Bastardo.

A equipa que sair vencedora neste fim-de-semana fica apurada para disputar a fase final de apuramento do campeão regional.

Saudações florentinas!!

quarta-feira, 9 de Abril de 2014

AAiF organiza 8º Encontro Cultural

“A Saúde na ilha das Flores: retrospetiva histórica e desafios futuros” é a temática em debate no Oitavo Encontro Cultural que a Associação Amigos da ilha das Flores (AAiF) promove no próximo sábado (dia 12), na sua sede social em Ponta Delgada (São Miguel).

O objetivo do oitavo Encontro Cultural da AAiF é efectuar um ‘raio x’ ao estado da saúde na ilha das Flores, aos investimentos que têm sido feitos no Centro de Saúde, à importância da telemedicina que não funciona apesar de já haver fibra óptica, à deslocação de médicos especialistas ou à falta deles, ao papel da Força Aérea na evacuação de doentes, entre outros aspectos, sem esquecer de recordar os tempos em que se nascia na ilha das Flores, os investimentos feitos pela Base Francesa nos anos 1960 ou a fundação do Hospital no século XIX.

Por outro lado, também o projeto social que é desenvolvido pela AAiF desde 2005 ao abrigo de protocolo de cooperação com as autarquias florentinas, mediante o qual acolhe pessoas carenciadas que se deslocam da ilha das Flores a São Miguel por motivos de saúde e que podem ficar hospedadas gratuitamente na sua sede que tem capacidade para 12 pessoas.

Após o debate seguir-se-á um concurso de sobremesas com fins solidários, cujas receitas reverterão para uma entidade ou instituição a designar, além da entrega de prémios, quer do concurso de sobremesas quer do torneio de cartas (sueca e king) que está a decorrer desde 7 de Março.

Esta é a oitava edição do Encontro Cultural que se enquadra no plano de atividades da AAiF e vai de encontro aos seus objetivos de desenvolver atividades que promovam o bem estar dos naturais das Flores e daqueles com quem vivem, incrementando o intercâmbio com a ilha das Flores, realizando ações culturais, sociais ou desportivas e promovendo a própria ilha na globalidade do seu contexto regional, nacional e ultraperiférico da União Europeia. Nas edições anteriores do Encontro Cultural foram debatidos temas tão diversificados como a História da ilha e a dupla ultraperificidade, a economia e o futuro da ilha, a sustentabilidade energética da ilha das Flores, marinheiros do extremo ocidental da Europa e o património baleeiro, florentinos que se distinguiram ou a experiência associativa e migrante dentro do próprio arquipélago dos Açores.


Notícia: blogue da Associação Amigos da ilha das Flores (AAiF).
Saudações florentinas!!

terça-feira, 8 de Abril de 2014

Assim foi o Festival do Mosteiro 2014

A ilha das Flores durante muitos anos, aliás até há poucos anos, carenciava de iniciativas, quer públicas, colectivas ou privadas. Ocorrida uma evolução considerável na última década, actualmente um pouco por toda a ilha a realização de eventos vai surgindo nas mais diversas áreas e de iniciativa privada ou associativa. Desta feita, uma vez mais a freguesia do Mosteiro foi palco de mais um evento sociocultural.

Assim, a iniciativa de um particular em colaboração com a Junta de Freguesia do Mosteiro realizou um serão e noite de comes e bebes, música ao vivo com José Agostinho Serpa e música de baile e música de discoteca lá mais para o amadurecimento da noite pelo DJ Tigue.

Foram muitos os que acorreram ao local, tanto para satisfazer a vontade do estômago, bem como para disfrutar da música e satisfazer a vontade dos pés e pernas com uns passos de dança.

Obrigado à Nélia Tavares e à Junta de Freguesia do Mosteiro, na pessoa da sua presidente Isabel Tenente. Bem-haja a todos e parabéns pela iniciativa.


Vídeo: YouTube de José Agostinho Serpa.
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 7 de Abril de 2014

Joel Vieira: o apelo da perfeição

É um jovem florentino que arrisca para aprender com os melhores. Seja nos Açores, no Continente português, na China ou, agora, nos Estados Unidos da América, Joel Vieira busca a perfeição para a sua paixão: cozinhar.

Estudou mecânica em Lisboa, quase completou economia na Universidade dos Açores, mas foi na Escola de Formação Turística e Hoteleira (EFTH) que encontrou caminho, vocação e paixão: ser cozinheiro profissional. Um caminho que tem feito Joel Vieira, de 27 anos, natural da ilha das Flores, partir à procura de aprendizagem e experiência. A viagem já o levou, em formação e em trabalho, a cozinhas próximas de casa, nas ilhas de São Miguel e Terceira, ao Norte de Portugal, e também já o embarcou até à remota China, a Hong Kong.

Agora atravessou o Atlântico para aperfeiçoar talento num hotel de luxo no centro de Boston, nos EUA. É na cozinha do The Langham Hotel, um imóvel histórico de sofisticada e imponente arquitetura, outrora banco da Reserva Federal da cidade de Boston, que o açoriano apura técnicas e aguça saberes.

Um estágio de meio ano - fruto de uma parceria encetada pela EFTH e que conta com o apoio da SATA - onde tudo se resume "à qualidade do serviço e perfeição", sublinha. Uma exigência que tem de chegar à mesa do Café Fleuri, do Bond Restaurant & Lounge e do The Reserve - os três amplos espaços de restauração desta unidade hoteleira de cinco estrelas com mais de trezentos quartos e suites.

O florentino integra uma equipa de trinta elementos com currículos na restauração de topo há 15, 20 ou 25 anos e que mantêm alta a fasquia da ementa contemporânea com os sabores da Nova Inglaterra: "O chef aposta num menu sazonal com produtos frescos, sempre com identidade histórica, no qual não podem faltar o peixe e o marisco".

Enquanto prepara uma salada verde com molho de rábano que vai fazer acompanhar com salmão levado ao forno, Joel Vieira diz gostar do repto: "Estamos sempre a inovar. É um desafio diário. Quero aprender um pouco de tudo". Por isso, reparte-se pelas várias secções, desde a requintada pastelaria dos pequenos-almoços até às delicadas comidas frias e refeições ligeiras, mas, também, pelos banquetes e eventos festivos, como casamentos ou reuniões de negócios. São oportunidades de aperfeiçoamento.

Ri-se, orgulhoso, quando fala no multipremiado brunch do The Langham Hotel: "Há quem diga que é o melhor de Boston. Já servimos, das 11 às 15 horas, mais de 300 pessoas"; ou do chocolate-bar que ao sábado confeciona 250 sobremesas diferentes.

Quando terminar a formação, em Fevereiro de 2014, espera-o nos Açores um contrato de um ano num grupo económico com investimentos na área do turismo: "Vou dar o meu melhor". Até lá, sente-se privilegiado: "Não sou só eu que estou aqui. É um bocadinho da escola hoteleira, da minha família, dos meus ex-chefs. Sei que posso ajudar a criar mais ligações, outros estágios, e a levar mais e melhor saber fazer para a minha terra".

Por onde passa, Joel Vieira faz questão de se mostrar açoriano: "É uma demanda pessoal dar a conhecer as ilhas, explicar onde ficam, dizer que são enormes em beleza".

O peixe assume as preferências do jovem cozinheiro, que não hesita em mapear a geografia da melhor matéria-prima vinda do mar: "Nada me tira da cabeça que nos Açores temos o melhor peixe do Mundo". Para o confecionar, adverte, é preciso uma maior "sensibilidade" e harmonia na "conjugação de sabores".

Adora arte, mas conta que "feliz ou infelizmente" não tem jeito para o desenho, nem para a música: "A maneira como me expresso, como penso ou vejo as coisas acaba por ser através da cozinha". Para Joel Vieira, a culinária "representa um apelo constante dos sentidos".


Notícia: revista «Azorean Spirit - SATA Magazine», número 59.
Saudações florentinas!!