Domingo, 19 de Maio de 2013

«Brumas e Escarpas» #59

Festas do Espírito Santo na Fajã Grande

Na Fajã Grande, nos anos 1950, existiam seis impérios: quatro do Espírito Santo e dois de São Pedro. Os impérios eram espécies de associações ou agremiações de “mordomos”, ou seja, de pessoas que faziam parte de um império. Qualquer pessoa, mesmo que não residisse na freguesia, poderia ser mordomo num ou em mais do que um dos impérios.

Os impérios do Espírito Santo destinavam-se aos adultos e os de São Pedro às crianças, distinguindo-se apenas pela coroa que, no caso dos segundos, era bem mais pequenina do que a dos primeiros. Eram os seguintes, os impérios fajãgrandenses: Império do Espírito Santo da Casa de Cima, Império do Espírito Santo da Casa de Baixo, Império do Espírito Santo da Ponta, Império de Espírito Santo da Cuada, Império de São Pedro da Fajã Grande e Império de São Pedro da Ponta.

Apenas os quatro impérios do Espírito Santo tinham sedes próprias, denominadas “casas” do Espírito Santo. Eram edifícios amplos, semelhantes a ermidas, mas embora tendo altar não era celebrada missa nestes edifícios que, no entanto, estavam disponíveis para outros fins. A casa do Espírito Santo de Baixo foi escola durante dezenas de anos e a de Cima foi sede da Filarmónica, servindo também como salão de visita e de sala vip da freguesia.

Cada império tinha os seus símbolos, os seus foliões e outros bens. Os símbolos eram a coroa (uma ou duas por império) e as bandeiras. Estas eram brancas e vermelhas, sendo que a branca simbolizava o pão e a vermelha a carne. Cada império tinha apenas uma bandeira branca e várias vermelhas. A bandeira branca era menos importante do que a vermelha: seguia à frente dos cortejos, era transportada por uma criança sem varas laterais e ficava à porta da igreja, enquanto as vermelhas eram transportadas por meninas, dentro de quadrados de varas e eram colocadas junto ao altar, ao lado da coroa, durante a missa. Para além destas bandeiras colocadas no mastro: uma vermelha e outra branca, maiores do que as outras e que eram hasteadas em lugar de relevo, na rua, em frente à respectiva casa.

Cada império tinha os seus foliões que acompanhavam os cortejos e cantavam as “alvoradas”, nas terças, quintas e sábados que antecediam a festa. O canto dos foliões era acompanhado de um tambor e dos pratos e, nalguns casos, da pandeireta. Além disso, cada império tinha as varas e outro material destinado à matança do gado, ao partir da carne e do pão e à organização da festa.

O objectivo principal de cada império era louvar o Divino Espírito Santo, sobretudo através da partilha da carne e do pão pelos “mordomos” e pelos pobres que não podiam ser mordomos, ou que sendo-o não podiam pagar a carne. Este objectivo concretizava-se através da realização duma festa em cada ano, no dia de Pentecostes ou nos domingos subsequentes. Os impérios de São Pedro faziam-na no dia liturgicamente dedicado ao santo, ou seja 29 de Junho, na altura dia santo abolido.

Eram os “cabeças” os responsáveis em cada ano pela festa, que tinha três momentos importantes: o matar do gado (na sexta-feira), o benzer da carne e a sua distribuição pelas casas dos mordomos acompanhados da coroa, bandeiras e foliões (no sábado) e a festa no domingo. Esta consistia num cortejo solene para a igreja, missa festiva e o regresso à casa, onde se prolongava a festividade profana por toda a tarde, com jogos, bailes, arraial e distribuição gratuita de fatias de massa sovada e vinho abafado e licores a todos os presentes. Ao anoitecer, antes de encerrar a festa, eram deitadas as sortes para escolher os “cabeças” para o ano seguinte. O processo de escolha processava-se de forma muito peculiar: eram colocados dentro da coroa os nomes de um conjunto de todos os mordomos, excluindo doentes, velhos, mulheres, emigrantes e outros julgados incapazes ou indisponíveis. Depois de ali colocados, uma criança retirava três papéis, que eram abertos e lidos na presença de todos, revelando os nomes dos “sorteados”. Mas se os cabeças do ano em curso tivessem feito uma festa que tivesse agradado à maioria dos mordomos, alguém, à socapa e sem que “os cabeças” se apercebessem enquanto realizavam esta operação, pegava numa das bandeiras e tentava cobri-los com ela. Se o conseguisse com sucesso, a operação parava de imediato, ficava sem efeito e eles seriam os “cabeças” no ano seguinte.

De seguida realizava-se o último acto das festas: “levar as sortes”. Organizava-se um novo cortejo, já de noite, com foliões, coroa, bandeira e os mordomos, com destino a casa dos novos cabeças, com o objectivo de lhes anunciar “oficialmente” o mandato recebido através das sortes.

Durante a semana que precedia a festa, à noite cantavam-se as alvoradas e o povo juntava-se na casa, convivendo através de jogos, bailes e no sábado com distribuição de fatias de massa sovada, vinho abafado e licores por todos. Os foliões tinham músicas específicas para cada momento ou cortejo. Esclareça-se também que em todos os domingos entre a Páscoa e o Pentecostes, as coroas e bandeiras de cada império, em cortejo separados deslocavam-se à igreja para a missa. Aguardavam uns pelos outros, à porta da igreja e eram recebidos pelo pároco que as acompanhava até aos altares laterais, onde eram colocadas, enquanto entoava o “Veni Creator”. Apenas as bandeiras brancas ficavam ao fundo da igreja.

Acrescente-se também que num desses domingos, de tarde, os “cabeças” em cortejo com os foliões e os símbolos, percorriam as casas dos mordomos, a fim de saber a quantidade de carne que pretendiam, pois cada um é que pagava a sua, e se davam ou não davam pão de trigo. Só feitas as contas escolhiam a rês ou reses a abater. O pão oferecido pelos que o tinham e o excedente de carne era distribuído pelos “mordomos” pobres ou pelos pobres da freguesia que nem mordomos eram.


Carlos Fagundes

Sábado, 18 de Maio de 2013

Maioria das zonas húmidas classificadas

Quarenta por cento das zonas húmidas protegidas portuguesas estão nos Açores. O último sítio a ser classificado como zona húmida protegida foi o Paúl da Praia da Vitória. A candidatura deste paúl, excelente local para a observação de aves, a zona protegida foi promovida pela Câmara Municipal da Praia da Vitória. Nos Açores existem já treze espaços classificados.

Notícia: «TeleJornal» da RTP Açores.
Saudações florentinas!!

Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

Manter qualidade dos trilhos pedestres

O diretor regional do Turismo realçou que é necessário assegurar a qualidade da rede regional de trilhos pedestres, “quer do ponto de vista paisagístico e ambiental, quer do ponto de vista da segurança”.

João Bettencourt, em declarações aos jornalistas à margem da reunião da Comissão de Acompanhamento dos Percursos Pedestres, salientou que está a ser feito o ponto de situação da rede regional de trilhos pedestres, já que o Inverno rigoroso provocou derrocadas em alguns trilhos, originando o seu encerramento, “o que obriga a uma alteração em alguns desses percursos”.

Segundo o diretor regional, há um “esforço conjunto dos departamentos de Turismo e Ambiente do Governo Regional no sentido de se fazer a respectiva manutenção e reabrir alguns desses trilhos para os turistas que visitam a Região, nomeadamente na ilha de São Miguel, onde existem mais caminhos pedestres”.

João Bettencourt salientou que na ilha das Flores, devido ao mau tempo deste Inverno, está a ser feita a manutenção e alteração de vários trilhos pedestres, “para que a oferta de pedestrianismo naquela ilha continue a ser de qualidade”.

“O Governo Regional considera que o pedestrianismo é um produto fundamental, não só para os turistas, mas também para os açorianos que gostam de passeios pedestres”, salientou João Bettencourt, revelando que, até à época alta, “todos os percursos deverão estar em condições para receber os seus visitantes”.

O diretor regional do Turismo revelou ainda que o "sítio" www.trails-azores.com, onde são divulgados todos os trilhos do arquipélago, está em remodelação, estimando que, até final deste mês, seja possível disponibilizar uma nova versão “com uma nova imagem, nova informação e a garantia de uma actualização constante”.

Actualmente, existem cerca de uma centena de trilhos homologados nos Açores, que são um dos produtos mais procurados pelos turistas que visitam a Região.


Notícia: rádio Atlântida e o inestimável "serviço informativo" do GaCS [Gabinete de apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

Reforço de meios das Juntas de Freguesia para limpeza das ribeiras

A Assembleia Legislativa dos Açores aprovou, por unanimidade, uma recomendação ao Governo Regional para reforçar os meios das Juntas de Freguesia com vista à melhor limpeza de ribeiras e, assim, diminuir a possibilidade de inundações e deslizamentos.

A iniciativa foi submetida pelo PCP ao plenário da Assembleia Regional e recomenda ao Governo Regional que "reforce os meios das Juntas de Freguesia para a limpeza de ribeiras e realize um plano especial de acções de limpeza e prevenção de riscos de cheias e deslizamentos".

Na apresentação desta resolução, o deputado comunista Aníbal Pires considerou que a insuficiência das verbas atribuídas às Juntas de Freguesia, a indefinição de responsabilidades e a ausência de intervenções regulares de limpeza e manutenção dos cursos de água foram factores que, somados à violência das condições climatéricas, contribuíram decisivamente para os resultados, “nalguns casos trágicos" do mau tempo que atingiu o arquipélago no Inverno passado.

"A nossa proposta pretende, em primeiro lugar, que sejam aproveitados os meses de Verão para executar um conjunto vasto de intervenções e acções de limpeza, em todas as ilhas", acrescentou o deputado Aníbal Pires. Para o PCP, "as Juntas de Freguesia estão numa posição ímpar para lidar com estes problemas, tendo em conta o seu profundo conhecimento do terreno e a sua capacidade de intervenção rápida".

Além de propor o reforço dos meios financeiros das freguesias com este objectivo, o texto do PCP recomenda, segundo Aníbal Pires, que "se proceda a uma melhor e mais clara definição de responsabilidades na manutenção dos cursos de água, de forma a que as intervenções feitas agora não se percam e que o esforço de prevenção seja continuado no tempo".


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

Cumpriu-se serviços mínimos na SATA?

PSD/Açores lamentou “os constrangimentos causados pela greve da SATA na ilha das Flores”, criticando o Governo Regional, “pois parece que para a tutela não foram graves” as consequências daquela paralisação nesta ilha.

“O Governo Regional não agiu bem”, disse o deputado florentino Bruno Belo. “No caso da ilha das Flores, entre os dias 1 e 7 houve [apenas] dois voos. Foram esses os serviços mínimos que se garantiram”, afirmou, sublinhando que “dia 1 não houve voo, dia 2 não houve voo, dia 3 houve voo, dia 4 não houve voo, dia 5 foi cancelado um voo por razões atmosféricas, dia 6 não houve voo, só voltando a haver ligação no dia 7″, pormenorizou o deputado social-democrata.

Bruno Belo criticou “a teimosia do secretário da tutela na forma como liderou as negociações com os sindicatos” e referiu que “houve a sensação [ontem no debate, em plenário da Assembleia Legislativa Regional] de que não há deputados do PS nas ilhas onde não houve serviços mínimos durante a greve”, dado o silêncio dos mesmos.


Notícia: "sítio" do PSD Açores.
Saudações florentinas!!

Terça-feira, 14 de Maio de 2013

Segunda-feira, 13 de Maio de 2013

Evitar erros cometidos noutras regiões

O presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, Pedro Costa Ferreira, defende que os Açores devem ser assumidos como um destino ímpar pelo qual vale a pena pagar. Pedro Costa Ferreira durante a conferência "Turismo nos Açores: que futuro?" alertou para os erros cometidos por outras regiões com a aposta no low cost.

A conferência foi organizada pelo jornal «Açoriano Oriental» e reuniu, na Universidade dos Açores, especialistas ligados a várias áreas do sector turístico.


Notícia: «TeleJornal» da RTP Açores.
Saudações florentinas!!

Domingo, 12 de Maio de 2013

«Janela de Guilhotina» #1

Pedra... serrada, ou não?

"La construction en pierre tombe en désuétude à partir des années 1930, date à laquelle le béton armé (inventé en 1900), et l'acier, commencent à être massivement utilisés. Dorénavant, les tailleurs de pierre, qui étaient «bâtisseurs», se concentrent alors sur la restauration des édifices en pierre existants." (Wikipedia)

As pedras para construção, após extraídas da pedreira, no processo dito de desmonte, são em seguida submetidas à chamada lavra ou lavoura, que pode ser manual ou feita com recurso a processos mecânicos.

A lavra manual para o aparelhamento da pedra, cansativa e difícil – tanto mais cansativa e difícil quanto mais dura é a pedra em questão – tem vindo a ser substituída, um pouco por todo o lado, pela lavra mecânica. No arquipélago dos Açores, nomeadamente, o duro basalto local começou a ser trabalhado deste modo ainda na década de setenta do século passado, na cidade da Ribeira Grande, ilha de São Miguel, pela empresa hoje denominada José Dâmaso e Filhas. Com a mecanização da lavra conseguiu-se, obviamente, uma maior rapidez na execução dos trabalhos e, consequentemente, um custo inferior na produção; mas o ofício de canteiro, já muito abalado pela proliferação do uso do betão, foi caindo ainda mais em desuso, dada a preferência que rapidamente começou a ser dada ao material “novo” - ou seja, à nova forma de trabalhar um material muito velho.

As chapas de pedra serrada, de grande facilidade de aplicação, ao invés das antigas lajes de cantaria manual, mais irregulares, constituem hoje importante volume na produção das empresas, conjugando-se perfeitamente com ambiências modernas, sobretudo na pavimentação de pátios, caminhos particulares - de acesso a garagens, por exemplo - mas também no revestimento de paredes, tanto exteriores como interiores. Infelizmente, em certos casos, a estética tem perdido para a poupança de alguns tostões, sendo as chapas-mosaico fornecidas sem tratamento de regularização e aplicadas aparentemente também sem selecção rigorosa, desta forma notando-se com certa frequência, aqui e ali na obra acabada, os sulcos deixados pelas rodas de serrar.

Pareceria da maior e mais clara evidência, contudo, que a pedra serrada por máquinas não constitui material aplicável no restauro de obras antigas de cantaria manual, não pela natureza do mesmo, que é idêntica à do usado no momento da construção, mas pelo aspecto regular e aspereza das suas arestas e linhas rectas, que a pedra trabalhada (lavrada) à mão não apresenta, nem pode apresentar.

Muitos assim não pensarão, pelos vistos, e bastante me tem entristecido constatar que em várias ilhas açorianas o procedimento atrás descrito - aplicação de pedra serrada mecanicamente nos arranjos levados a efeito em construções antigas - tem vindo a ser largamente utilizado, custando a crer até que tais projectos, e isto quando respeitantes a obras públicas, possam ter sido propostos por arquitectos licenciados, que ao menos uma cadeirita de Conservação e Restauro hão-de ter frequentado durante os respectivos estudos! Desta presunção, que é aliás válida para as boas escolas portuguesas (veja-se, por exemplo, o plano curricular da licenciatura em arquitectura do Instituto Superior Técnico), decorre a suposição de que deveriam ser capazes de distinguir perfeitamente para onde propor uma obra de restauro, e para onde propor obra nova, o que nem sempre acontece, como se vê. Quanto às obras particulares, essas estão geralmente entregues ao maior ou menor bom senso dos proprietários, que muitas vezes nem chegam a pedir o licenciamento municipal; mas mesmo quando o pedem, quer-me parecer que não seriam as nossas Câmaras, tantas vezes as primeiras a dar o mau exemplo, a não autorizar a colocação da pedra serrada em situações e locais menos apropriados.

Ao invés de muito do que tem sido feito, o que deve, pois, ser feito, por quem tiver entre mãos a responsabilidade da reconstrução ou restauro de obra antiga? Sugere-se que procure canteiros capazes de talhar as pedras porventura em falta, ou danificadas, à moda do passado - ou seja, à mão, resistindo ao facilitismo da mera colocação de pedra serrada. Tarefa difícil, talvez, mas não impossível; se eu própria já consegui obter pequenas vitórias nesse campo, procurando persistentemente por entre os velhos pedreiros das nossas freguesias rurais, que um certo entendimento do progresso tornou obsoletos e, é certo, raros - sem dispor das facilidades nem do financiamento de que dispõem os serviços oficiais, é de crer que muito mais facilmente do que eu estes o conseguiriam, se assim o quisessem, já se vê.

O reactivar de uma profissão antiga, em vias de desaparecimento completo, possibilitando a esses velhos mestres o fazer escola na transmissão dos seus conhecimentos aos jovens, muito iria contribuir também para a manutenção de um dos nossos aspectos culturais que reputo mais interessantes - o modus faciendi da lavra manual da pedra, base da arquitectura tradicional açoriana - como também para a diminuição do desemprego e da desocupação que grassam entre os jovens, não sendo aliás difícil listar ainda mais algumas vantagens, nomeadamente de ordem ambiental e da hoje tão falada (embora pouco compreendida) sustentabilidade.

Muito seria de desejar, pois, que tanto os nossos governantes como os nossos particulares evitassem esta mistura de alhos com bugalhos que tanto desfeia as lindas ilhas açorianas aos olhos de quem nos visita - mas também, e sobretudo, aos olhos de quem cá vive porque as escolheu para viver com qualidade, entre todos os lugares possíveis de um mundo que ainda é vasto.


Maria Antónia Fraga

Este artigo foi (originalmente) publicado no «Janela de Guilhotina» e também no jornal «O Monchique» (edição de 30 de Abril de 2013).

Sábado, 11 de Maio de 2013

CDEF é campeão regional de voleibol

A equipa do Clube Desportivo Escolar Flores (CDEF) sagrou-se campeã regional de voleibol no escalão de juniores masculinos. Após uma derrota por 3-1 em sets muito renhidos ontem à noite, na tarde deste sábado os jovens florentinos deram a volta à final numa gloriosa vitória também por 3-1.

Para a posteridade aqui ficam os nomes dos novos campeões regionais: João Rosa, Oseias Sousa, Ricardo Vieira, João Almeida, Ruben Nóia, Filipe Fraga, Edi Lourenço, João Lopes, Emanuel Nóia, Bruno Câmara e André Tavares. E ainda a doutora Carla Reis como fisioterapeuta e o professor João Quaresma como treinador. Muitos parabéns a todos!

Deve agora seguir-se a participação do CDEF na fase nacional do Campeonato de Juniores de voleibol, como justos representantes dos Açores. No entanto os valorosos campeões do Clube Desportivo Escolar Flores podem vir a defrontar-se com alguns problemas no financiamento das deslocações. Será que essas dúvidas(?) no apoio público também aconteceriam se os Açores fossem representados por uma equipa de São Miguel?

Saudações florentinas!!

Sexta-feira, 10 de Maio de 2013

Novo livro sobre o património baleeiro

A Direcção Regional da Cultura, em parceria com o Observatório do Mar dos Açores, acaba de editar o primeiro de uma série de cinco «Roteiros Culturais dos Açores – Património Baleeiro».

Este primeiro livro, dedicado às ilhas das Flores e do Corvo, sugere interessantes itinerários pelos complexos baleeiros de Santa Cruz, das Lajes, da Fajã Grande e do varadouro baleeiro de Ponta Delgada, na ilha das Flores, bem como pelo Posto Baleeiro de Vila do Corvo.

O roteiro apresenta ainda uma resenha histórica e uma cronologia, onde são enumerados os mais importantes acontecimentos que marcaram a actividade baleeira nas ilhas do grupo ocidental dos Açores, desde 1856 até à actualidade.

Esta série de cinco livros sobre o património imóvel baleeiro, com direcção científica e textos de Márcia Dutra Pinto, decorre do trabalho de inventariação de todos os locais associados a esta actividade no arquipélago. Realizado entre Junho de 2011 e Julho de 2012, o Inventário do Património Baleeiro Imóvel dos Açores inclui 186 estruturas identificadas, entre as quais se destacam complexos e postos baleeiros, fábricas, varadouros, vigias, casas de botes e rampas de varagem, que se situam sobretudo nas ilhas do Pico, São Miguel, Faial e Flores.

Estes (e outros) livros podem ser adquiridos nas Lojas de Cultura e nas lojas do Observatório do Mar dos Açores.


Notícia: rádio Atlântida, jornal «Açores 9», «Jornal Diário» e o inestimável "serviço informativo" do GaCS [Gabinete de apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

Quinta-feira, 9 de Maio de 2013

Apoia o CDEF a ser campeão regional

Neste fim-de-semana jogam-se, na ilha das Flores, os jogos da final para apuramento do campeão regional de voleibol no escalão de juniores masculinos. Em confronto vão estar as equipas do CDEF (Clube Desportivo Escolar Flores) e dos Antigos Alunos (São Miguel). Os jogos realizam-se no pavilhão da Escola Básica e Secundária das Flores, em Santa Cruz, na sexta-feira (amanhã) às 20h30 e no sábado às 17 horas.
Venham ajudar os jovens do CDEF a ser campeões regionais!

Saudações florentinas!!

Quarta-feira, 8 de Maio de 2013

XI Sopas de Espírito Santo da AAiF

A Associação Amigos da ilha das Flores (AAiF) promove no próximo dia 12 de Maio [domingo] a sua XI edição das Sopas de Espírito Santo à moda das Flores, que terá lugar no Salão Paroquial de São José, em Ponta Delgada (São Miguel), pelas 13 horas.

Esta actividade de cariz cultural integra o plano de actividades da AAiF para 2013, ano em que assinala o seu décimo aniversário, enquadrando também os seus principais objectivos de promover o bem estar dos naturais da ilha das Flores e daqueles com quem vivem, bem como realizar acções que promovam a própria ilha.

Do programa desta actividade constam os preparativos no sábado, com a benção da carne, do pão e do vinho, além da alvorada pelos foliões de Espírito Santo, enquanto que no domingo terá lugar a procissão com as coroas e bandeira de Espírito Santo, acompanhadas pelos foliões, do Salão Paroquial para a Igreja de São José onde será celebrada missa às 11 horas.

Pelas 13 horas serão servidas as tradicionais Sopas de Espírito Santo à moda das Flores, que serão confeccionadas pelos cozinheiros António Eduíno Eduardo e Serafina Eduardo, vindos da freguesia da Fajãzinha da ilha das Flores. Além das Sopas, haverá também carne assada, massa sovada, arroz doce e uma prova de queijo oferecido pela UniFlores.

Tempo ainda para as habituais rifas e arrematações, bem como para animação pelos grupo de foliões do Espírito Santo, que este ano é constituído por florentinos residentes em São Miguel, que aceitaram o desafio da direção da AAiF para constituírem um grupo de foliões à moda das Flores. Desta forma se contribui para preservar esta peculiar tradição cultural dos Açores e das festas de Espírito Santo.


Notícia: «Açoriano Oriental», «Diário dos Açores» e «Açores 9».
Saudações florentinas!!