quarta-feira, 5 de agosto de 2015

CMLF presta homenagem aos baleeiros

Com o intuito de prestar homenagem aos antigos baleeiros lajenses, a Câmara Municipal de Lajes das Flores vai realizar ao longo do mês de Agosto um conjunto de atividades relacionadas com a caça à baleia, inseridas nas comemorações dos 500 anos do concelho.

A sessão de abertura da iniciativa “Agosto, mês do baleeiro” decorrerá no próximo sábado (dia 8) no Museu Municipal pelas 16 horas, onde será inaugurada uma exposição de fotografia e haverá uma tertúlia com antigos baleeiros.

A tertúlia com os baleeiros e com as suas esposas e outros familiares, tem como objetivo primordial recordar os tempos em que no mar, e da caça à baleia, faziam a sua vida. Esta tertúlia permitirá efetuar um registo do momento de conversa para que permaneça para a posteridade o testemunho e a memória daqueles que vivenciaram a época da baleação.

A Câmara Municipal das Lajes apresentará, ainda na mesma sessão, a exposição de fotografias intitulada “Memória Baleeira” que ilustra momentos, pessoas e acontecimentos relacionados com esta atividade e com essa época histórica e de grande importância para a economia e para o desenvolvimento do concelho das Lajes.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
Saudações florentinas!!

terça-feira, 4 de agosto de 2015

As passagens aéreas para o Continente

O preço exorbitante e proibitivo das passagens aéreas nas viagens entre os Açores e o Continente - ou, melhor dizendo, entre outra ilha qualquer que não seja São Miguel e o Continente - tem sido motivo de protestos vários, de reclamações e testemunhos nos jornais e no infindável mundo das redes sociais. Agora é, também, motivo de campanha eleitoral, bandeira política, grito partidário. É compreensível.

Pagar 400 euros ou mais por viagens para o Continente - para território português, sim, e não para um qualquer país exótico do outro lado do mundo - é, tão só, escandaloso. Se se tiver em conta o (curto) poder de compra dos açorianos, ou se porventura nos lembrarmos que há famílias inteiras que precisam de sair das ilhas - em férias, que os ilhéus também têm direito a elas, ou por motivos de saúde - mais indignados nos quedamos.

De resto, e à custa destes preços que não fazem lembrar ao diabo, há coisas verdadeiramente inimagináveis a acontecer, como a disponibilização de viagens mais baratas em classe executiva, quando comparadas com os bilhetes para a classe económica (em horários diferentes).

O motivo é simples: se nas tarifas normais o passageiro tem direito a ser ressarcido até atingir o valor máximo de 134 euros por bilhete, o mesmo não acontece com os bilhetes em classe executiva. Faz sentido? Faz, mas não deixa de ser uma marosca interessante de se contar, já que um passageiro pode facilmente optar pela compra de uma passagem que, ainda que em executiva, é em alguns euros mais barata e que, por isso mesmo, custa menos a sair da carteira. Esse dinheiro, contudo, não volta atrás.

É por isso que exigir um preço máximo nas viagens dos Açores para o Continente não é, nem nunca será, um capricho. Fale-se, pois, sobre o assunto, mas não se fique apenas pelos bitaites eleitorais ou pelas recomendações escritas. A mobilidade dos açorianos está condicionada e isso deve preocupar qualquer um.


Opinião de Oriana Barcelos, publicada no jornal «Diário Insular».
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Projeto de alargamento da centenária ponte da entrada norte da vila das Lajes

Durante a sua visita estatutária à nossa ilha o Governo Regional apresentou, no salão nobre dos Paços do concelho das Lajes, o projeto de reordenamento da entrada norte da vila das Lajes.

Integrando uma empreitada mais vasta de intervenção dos circuitos logísticos terrestres da ilha das Flores, este projeto inclui o alargamento da ponte e a ampliação da rotunda da entrada norte das Lajes.

Esta obra do Governo Regional faz parte de uma lógica integrada de desenvolvimento e coesão regional e conta com colaboração da Câmara Municipal das Lajes na aquisição de uma parcela de terreno que permite a ampliação da rotunda conforme projetado.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
Saudações florentinas!!

domingo, 2 de agosto de 2015

Do verde luxuriante ao azul límpido

No mar ou em terra, sugestões não faltam para preencher as horas que antecedem o festival Cais das Poças: de um mergulho nas piscinas naturais a um passeio de barco para descobrir a costa da ilha das Flores, passando por uma aventura no Parque da Fazenda ou a descoberta do cais do Boqueirão.

Com o romper de um radioso dia de Agosto, nada melhor do que um saltinho às Piscinas Naturais do Altio, localizadas num dos mais encantadores recortes da orla costeira de Santa Cruz. Um espaço com uma beleza natural indescritível que a associação de conservação da natureza Quercus tem galardoado, nos últimos anos, como "Praia com Qualidade Ouro", o que exige qualidade excelente da água nas quatro últimas épocas balneares. Aliás, há mesmo quem diga que "mergulhar nas piscinas naturais de Santa Cruz das Flores é como entrar dentro de um aquário". E a explicação é simples: as águas são tão cristalinas que mesmo à superfície é possível contemplar a sua fauna: desde sargos a garoupas, e, com sorte, até pequenos meros. Como se não bastasse, esta zona balnear ainda oferece espaços distintos, ora para quem gosta de ser aventurar num mar mais mexido, ora para quem se sente menos à vontade nesse ambiente. O 'bónus' é desfrutar destas águas límpidas tendo a vizinha ilha do Corvo como pano de fundo.

Ainda de olhos postos do mar, uma outra opção para um dia em cheio pode passar por um passeio de barco em redor da orla costeira da ilha das Flores, onde os encantos a descobrir são mais do que muitos: desde furnas a grutas onde é possível entrar com o barco. Um dos ex-líbris das Flores nesse domínio é a Gruta do Galo, localizada na freguesia de Ponta Delgada. Além de uma caverna que proporciona um contraluz único, também encerra uma cascata de água doce que cai diretamente no mar a poucos metros da entrada, permitindo começar e acabar um mergulho debaixo de uma cascata natural.

Do mar voltamos a terra para uma nova espécie de encantamento, agora com o verde luxuriante que cobre esta ilha. A paragem é no Parque Florestal da Fazenda. Com uma extensão de 3 hectares, encerra várias espécies de árvores e arbustos, na sua maioria introduzidas nos Açores e originárias de variadas partes do mundo, como é o caso das camélias, da hortênsia ou da azálea. Entre as espécies arbóreas dos Açores destaque para o pau-branco e o cedro-do-mato. Nesta reserva natural vai também encontrar coelhos, ovelhas, galinhas, faisões, pintadas, pavões, perus, patos, gansos e pequenas aves como a estrelinha ou o tentilhão. Existem ainda tanques onde é possível observar trutas arco-íris destinadas à reprodução e ao repovoamento dos cursos e lagoas de água doce da ilha das Flores.

Por fim, mesmo a terminar o dia, a descoberta da zona do Boqueirão, onde pode contemplar a Fábrica da Baleia, imóvel de interesse público carregado de história e estórias, e, depois, relaxar, uma vez mais, nas águas límpidas e quentes que banham o cais.


Notícia: suplemento especial do jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

sábado, 1 de agosto de 2015

Genuínas tentações gastronómicas

Não obstante a oferta de restauração existente no concelho de Santa Cruz, o festivaleiro tem ao seu dispor no Cais das Poças uma concentração deveras representativa dos mais genuínos sabores da gastronomia florentina.

Difícil mesmo será escolher... Das irresistíveis lapas às ilustres cracas, passando pela famosa linguiça das Flores ou pelo aromático polvo guisado, não faltam motivos para se perder à mesa durante os três dias do Cais das Poças. E tudo sem sair do recinto do festival. Há um esforço e uma boa dose de empenho da organização do certame e dos dinamizadores dos restaurantes barraquinhas para que seja proporcionada ao festivaleiro uma verdadeira viagem pelos mais genuínos sabores da ilha das Flores. Sabores com tradição que têm de brilhar numa ementa que, ainda assim, incluiu outros petiscos menos tradicionais.

"Há uma exigência que é feita a quem se inscreve para participar na área da restauração no festival: pelo menos três pratos têm de ser tradicionais da ilha. O objetivo é que o Cais das Poças seja uma montra de referência para a gastronomia florentina. Temos tantos e tão afamados sabores que seria impensável não aproveitar esta oportunidade para os promover e divulgar", justifica fonte ligada à organização. "Além disso, se fosse para só comer hambúrguer ou bifana, os forasteiros não precisariam de vir à ilha das Flores. Quem nos visita, em regra, chega com vontade de provar o que temos e é esse esforço que é feito", acrescenta.

Tudo indica que na edição deste ano sejam perto de uma dezena os espaços destinados à restauração dispostos pelo Cais das Poças. Três serão áreas de maior dimensão, os chamados restaurantes do festival, disponibilizando um número muito considerável de mesas em recintos fechados e cobertos. Os restantes serão espaços de menor área e com mesas dispostas ao ar livre. Em todos eles há, no entanto, a possibilidade de se montarem cozinhas anexas, se bem que nem todas barraquinhas irão optar por confecionar petiscos. "Há umas só com bebidas, há ainda uma destinada a filhoses... E tudo indica que também haverá um espaço destinado a uma mostra de artesanato local".

Oportunidades de negócio que são aproveitadas pelos agentes da restauração do concelho de Santa Cruz mas também por particulares que se juntam e assim dinamizam uma tasquinha com petiscos. Aliás, a autarquia faz saber que qualquer um pode participar, basta seguir as orientações e recomendações do regulamento.

E uma vez garantida a satisfação do palato, falemos do 'descanso do guerreiro'. E nesse domínio, Santa Cruz das Flores não é um dos concelhos onde essa tarefa seja muito complicada. Desde logo, porque no centro da vila, paredes meias com o mar, vamos encontrar três unidades hoteleiras. A essa possibilidade de alojamento, juntam-se ainda as residenciais e alguns particulares que já começam a preparar e disponibilizar o aluguer de quartos ou mesmo de moradias. Em todo o caso, para os amantes do contacto com a natureza, o acampamento pode também ser uma possibilidade. Apesar do concelho ainda não dispor de um parque de campismo, locais inspiradores e sedutores para esse fim são coisa que abundam na ilha das Flores.


Notícia: suplemento especial do jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Cais das Poças mostra nossa identidade

Para o presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores, o Cais das Poças é uma montra de excelência dos saberes, sabores e arte de acolher dos florentinos. José Carlos Mendes espera que uma revisão dos preços no transporte marítimo e alterações no horário possam trazer mais gente à ilha das Flores em próximas edições.

É precisamente pelo grande envolvimento da comunidade do concelho de Santa Cruz que o Cais das Poças não é apenas um festival de música. É também um festival de gastronomia, de etnografia, de encontros e reencontros de velhos amigos, de divertimento. Em suma, é um certame popular, uma festa despretensiosa que serve para as pessoas se divertirem e para as pessoas participarem.

Também é importante referir que este festival só acontece porque tem o envolvimento de mais de uma centena de pessoas. E tendo em atenção a população que temos no concelho de Santa Cruz, que são cerca de 2200 habitantes, este número é deveras relevante já que estamos a falar de uma participação voluntária. Ora, tendo em atenção o cortejo, o concurso da pesca, a confeção do caldo de peixe que é oferecido a toda a gente, envolvemos, como já referi, mais de uma centena de pessoas. E é gente que ano após ano chega cheia de boa vontade e alegria para fazer a sua festa, para que eles próprios participem e desfrutem da mesma mas, em grande medida, para que se dê o melhor de nós e do concelho a quem nos visita.

É por isso que têm a preocupação que conceber um programa com atividades que vincam várias vertentes da vossa identidade cultural, desde o cortejo às atividades náuticas?

Esse foi, desde o início, o nosso grande objetivo. São três dias que resumem a identidade florentina para aqueles que chegam pela primeira vez. Não é à toa que o cortejo etnográfico recebe o nome de "Vivências e Tradições". Não é à toa que há uma intensa componente de atividades ligadas ao mar. Com tudo isso, nesses dias mostramos a quem nos visita quem somos e o que somos com um acolher genuíno, de quem gosta de receber e conversar. Aliás, o grupo ocidental e as suas gentes são conhecidos pela simpatia e pela arte de bem receber.

E que peso tem este evento na economia local?

Em termos de economia é uma agitação diferente e isso nota-se nas ruas, no comércio, por todo o lado. Há gente que já vem de propósito à ilha das Flores nesta altura do Verão a pensar na festa Cais das Poças, seja ao nível dos emigrantes, seja ao nível dos florentinos que estão espalhados por outras ilhas. Também já temos turistas, especialmente franceses e espanhóis que optam por estas datas porque fazem questão de participar no concurso da pesca desportiva.

Por tudo isso, entendemos que este evento é um dos grandes investimentos que o município faz na economia. Toda esta gente que vem cá gasta dinheiro, dinamiza e revitaliza a nossa economia. E é isso que nós precisamos. E é isso que faz falta: mais riqueza, mais desenvolvimento e, por essa via, mais emprego.

Mas é preciso fazer chegar as pessoas à ilha das Flores?

Neste momento, penso que as coisas estão numa situação que podemos considerar estabilizada ao nível do transporte aéreo. Nesta altura do ano temos voos em quantidade suficiente. Já quanto aos transportes marítimos podia ter sido um pouco diferente. O barco da AtlânticoLine, infelizmente, chega no sábado e sai no domingo. Pretendíamos que fosse na sexta-feira, uma vez que desta forma não dá oportunidade às pessoas de estarem presentes na festa toda. Para o ano, já temos contactos feitos com a AtlânticoLine que nos asseguram que o barco vai chegar na sexta-feira.

A grande maioria das pessoas chega por barco?

Não, chega por avião. E isso acontece por uma simples razão: a viagem de avião é muito mais rápida, muito mais confortável e também a diferença do preços entre o transporte marítimo e o transporte aéreo não é suficientemente apelativa para que as pessoas procurem o barco em massa. Se uma pessoa que sai de São Miguel para vir às Flores paga 90 euros no barco e se paga 120 no avião, a escolha é simples.

Acha que os preços deviam ser revistos?

No que respeita ao grupo ocidental, no nosso entender e devido à distância, impreterivelmente o preço teria de ser apelativo.

Mas já tem muita gente das outras ilhas no festival?

Evidentemente que sim. Aliás, nesta altura de Verão a nossa capacidade está praticamente esgotada.


Notícia: suplemento especial do jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Das estórias das vivências florentinas à voz de um músico com grande historial

José Cid é o cabeça de cartaz da edição deste ano do Cais das Poças e sobe ao palco amanhã (sexta-feira), dia em que as ruas da vila recebem testemunhos da identidade cultural do concelho de Santa Cruz.

Apesar da música dos Ecos do Ocidente e do Show Flores começar a agitar o Cais das Poças 2015 já hoje (quinta-feira), é amanhã que arranca em força o festival com um dos pontos do programa que mais população mobiliza: o cortejo etnográfico "Vivências e Tradições", agendado para as 20 horas. É por excelência um momento em que as gentes de Santa Cruz das Flores exibem nas ruas, com orgulho e uma boa dose de empenho, a sua identidade cultural, seja no rigor dos trajes, seja no primor que imprimem aos carros alegóricos. É quase como uma viagem pela história e pelos tempos, mexendo sobretudo com as memórias e as emoções de muitos emigrantes que não arredam pé do início ao fim do desfile, fazendo por registar cada quadro, cada passagem, cada expressão. E por aqui não há quem queira ficar de fora, cruzam-se gerações e contam-se estórias, a quem vê mas também a quem agora veste a "personagem" mas não viveu nesse tempo...

E terminado o cortejo, o tempo é de voltar ao palco da música com o grupo local K7 Pirata, numa espécie de "warm-up" para o cabeça de cartaz, José Cid, que deverá subir ao palco pelas 23h30. Espera-se ouvir os velhos êxitos deste músico de referência português, mas também o descortinar das sonoridades do seu novo álbum "Menino Prodígio", lançado em Abril deste ano e que explora alguns elementos bibliográficos do início da carreira. A noite termina com os dj's Sistema&Mc, New House e Tigue.

No sábado pede-se energia porque as 18 horas há a aula de ginástica "Viva mais Fitness", o que promete ser um bom aquecimento para a atuação do grupo local Full'K'Ords. Segue-se, vindos do Faial, os Cantares d'Outrora, a anteceder a subida ao palco da segunda banda nacional convidada, os Mundo Secreto. Uma opção da organização em ritmos de hip hop, a pensar num público mais jovem e um nome sonante no panorama musical português, muito por força de temas como "Põe a mão no ar" ou, mais recentemente, "Soa o alarme".

No último dia do festival Cais das Poças 2015, o destaque vai para o folclore com o grupo da Casa do Povo de Ponta Delgada, para o grupo local StereoMixer e, uma vez mais, dj's noite dentro, desta vez com Gitex.


Notícia: suplemento especial do jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Festival Cais das Poças agita Santa Cruz

Dos concertos ao torneio de pesca desportiva, passando pelo cortejo etnográfico ou pelo caldo de peixe, o Cais das Poças é cada vez mais um festival de referência para residentes e forasteiros.

O tempo tem vindo a mostrar que foi uma "aposta ganha" as transformações, ao nível de formato e datas, naquela que pretende ser a maior festa do concelho de Santa Cruz das Flores.

"Quando, logo no início, se colocou a hipótese de alterar a data das festas concelhias, celebradas a 24 de Junho e dedicadas a São João, muitas vozes críticas se fizeram ouvir. Não foi, de todo, uma decisão que reunisse o consenso absoluto da população. Já passou uma boa meia dúzia de anos e ainda há quem questione essa opção", revela Cecília Rodrigues, a presidente da Associação de Jovens das Flores, organismo que é um dos grandes motores de dinamização do festival Cais das Poças.

Acontece que a própria dinâmica social e económica do concelho tem servido para consolidar a decisão da autarquia. "A manter os festejos em Junho, por altura do feriado municipal, dificilmente conseguiríamos agregar uma moldura humana como aquela que se tem visto nas últimos edições do Cais das Poças", assegura a animadora sócio-cultural. E as razões são várias, "primeiro que um número muito considerável dos jovens da ilha está a estudar fora e, nessa data, ainda não está de regresso às Flores. E esse mesmo motivo também se aplica a outros filhos da terra, espalhados pelo arquipélago e até pela diáspora, que preferem os meses de Julho e Agosto para marcar férias", argumenta Cecília Rodrigues. Como se não bastasse, a realização das festas concelhias em Santa Cruz também coincidiam com as Sanjoaninas em Angra do Heroísmo ou o São João em Vila Franca do Campo, dois eventos com maior poder de atratividade do que a nossa festa, em matéria de forasteiros. E como um mal nunca vem só, a instabilidade das condições climatéricas nessa altura do ano também não ajudavam à festa.

"Tivemos edições em que o nevoeiro e a chuva compareceram e estragaram o festival. Agosto era, por isso, um mês mais seguro e assim acabou por nascer o Cais das Poças, nos moldes que hoje conhecemos. Embora houvesse vontade, não era possível manter a festa municipal em Junho e esta agora. Já antes era um investimento de peso, agora mais incomportável seria". Ainda assim, e não obstante as vozes dissonantes, "o objectivo da autarquia, de fazer o Cais das Poças ganhar dimensão e afirmar-se como cartaz, tem sido alcançado", assume Cecília Rodrigues.

"É, sem margem para dúvidas, a festa que mais jovens e mais turistas junta na ilha. E isso, obviamente, reflete-se na actividade empresarial das Flores: na hotelaria, restauração, no aluguer de viaturas, nas empresas de animação turística, entre outros."

Uma festa que a autarquia de Santa Cruz também pretende afirmar como ponto de encontro de referência de "todos os santacruzenses, nomeadamente os que estão dispersos pelo mundo e queiram revisitar a sua terra, as suas memórias, familiares e amigos, ao mesmo que tempo se seja um palco de entretenimento e de convívio para os que vivem e trabalham no concelho".


Notícia: suplemento especial do jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

terça-feira, 28 de julho de 2015

Limpeza subaquática no Porto das Lajes

O Clube Naval das Lajes das Flores realiza no próximo sábado, pelas 14 horas, a atividade de “limpeza subaquática” no porto de recreio das Lajes. A iniciativa pretende unir esforços tanto em terra como no mar para que se recolham resíduos acumulados na zona do Porto das Lajes.

O Clube Naval das Lajes incentiva toda a população a participar nesta atividade.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Selagem das lixeiras quase concluída

O secretário regional da Agricultura e Ambiente afirmou que as obras de selagem das duas lixeiras a céu aberto nos concelhos de Santa Cruz e das Lajes ficam concluídas até ao final de Setembro, num investimento público de cerca de um milhão de euros.

Luís Neto Viveiros falava durante a visita à obra de selagem da lixeira localizada no concelho de Santa Cruz, no âmbito da visita estatutária do Governo Regional à ilha das Flores, onde se inteirou do decurso dos trabalhos e registou a complexidade técnica da obra, localizada numa encosta.

A empreitada de selagem das duas lixeiras, inscrita na Carta Regional de Obras Públicas, visa eliminar locais não apropriados para destino final de resíduos e a sua requalificação paisagística, favorecendo a qualidade ambiental e a saúde pública.

No âmbito do Plano Estratégico de Gestão de Resíduos dos Açores (PEGRA) está a proceder-se à selagem de todas as lixeiras em sete das nove ilhas do arquipélago, na sequência da construção e entrada em funcionamento dos Centros de Processamento de Resíduos em cada uma dessas ilhas.

Até 2020 os Açores pretendem separar e remeter para reutilização e reciclagem pelo menos 50% dos resíduos urbanos, incluindo papel, cartão, plástico, vidro, metal, madeira e resíduos biodegradáveis, reduzindo a quantidade de resíduos urbanos biodegradáveis destinados a aterro para 33%.


Notícia: inestimável "serviço informativo" do GaCS [Gabinete de apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

domingo, 26 de julho de 2015

Navio-escola Sagres de visita às Flores

O navio-escola Sagres visita as ilhas do grupo ocidental no âmbito das celebrações dos 500 anos do Município de Lajes das Flores.

A Câmara Municipal das Lajes e o comandante do navio, capitão-de-fragata Paulo Alcobia Portugal, convidam toda a população da ilha das Flores para subir a bordo na próxima terça-feira [dia 28] para visitar o mais emblemático navio da Marinha Portuguesa que conta já com 50 anos ao serviço de Portugal.

O período estipulado para visitas é das 10 horas às 22 horas de segunda-feira [amanhã] e das 9h50 às 15h30 na terça-feira [dia 28], sendo o ponto de encontro no núcleo de recreio náutico do porto das Lajes.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
Saudações florentinas!!

sábado, 25 de julho de 2015

Cartaz da festa Cais das Poças 2015

A festa municipal Cais das Poças 2015 é um dos maiores investimentos do Município de Santa Cruz das Flores na economia do concelho e da ilha, uma vez que a dinâmica gerada é transversal a toda a ilha. Por isso, a Câmara Municipal de Santa Cruz continua a apostar fortemente nas suas festas, porque significam não só a celebração do concelho, como também mostram e dão a conhecer a quem nos visita, as nossas potencialidades, as nossas tradições e os nossos costumes mas, sobretudo, geram um forte impulso para o nosso tecido empresarial.

Para além dos objetivos atrás referidos é pretensão que esta festa seja referência e ponto de encontro de todos os santacruzenses, nomeadamente os que estão dispersos pelo mundo e queiram revisitar a sua terra, as suas memórias, familiares e amigos, mas sobretudo queremos que esta festa seja espaço de entretenimento e de convívio para os que aqui vivem e trabalham.

Este ano o Cais das Poças terá um dos cartazes mais apelativos dos últimos anos, teremos muita música, desde conjuntos e bandas locais, ao folclore, às danças e marchas, passando também por artistas e bandas de nível nacional e internacional, gastronomia, etnografia, artesanato e o concurso de pesca desportiva de alto mar.

A festa municipal Cais das Poças 2015 tem um programa variado e para agradar a todos os públicos, no entanto destaca-se o cortejo de abertura dedicado à etnografia mostrando as nossas tradições, os nossos costumes e vivências, uma Feira do Artesanato, passeios de barco à mítica Furna dos Encharéus, a atuação do carismático artista José Cid (uma lenda viva, que nem a passagem dos anos nem os novos talentos musicais podem ofuscar, porque as suas canções continuam fazendo sucesso e atraindo multidões aos seus espetáculos), atuação da banda Mundo Secreto, animação de rua, Djs nacionais, o concurso de pesca desportiva de alto mar e o já famoso caldo de peixe oferecido a toda a população.

O Município de Santa Cruz agradece publicamente às dezenas de voluntários, aos colaboradores municipais, aos patrocinadores, à Associação de Jovens das Flores e demais entidades que têm ajudado na construção e na realização da festa Cais das Poças.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores.
Saudações florentinas!!