quarta-feira, 23 de Abril de 2014

Governo da República prometeu fechar metade das Repartições de Finanças

O Governo da República comprometeu-se com o FMI a encerrar metade das repartições de finanças até ao final do próximo mês de Maio, devendo a lista das unidades a fechar ter sido concluída até ao final do primeiro trimestre deste ano.

De acordo com o memorando de políticas económicas e financeiras que acompanha o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a décima primeira avaliação ao Programa de Ajustamento Económico e Financeiro [vulgo, as condições para o empréstimo da Troika], o Governo da República escreve que pretende "estabelecer até ao final de 2014 um departamento dedicado aos serviços do contribuinte", para "unificar a maioria dos serviços e melhorar a relação [dos contribuintes] com a administração fiscal".

"Como parte desta reorganização, metade das repartições locais de finanças vão ser encerradas até ao final de Maio de 2014", lê-se no mesmo documento.


Notícia: jornal «Público», «Açoriano Oriental» e rádio Renascença.
Saudações florentinas!!

terça-feira, 22 de Abril de 2014

Planeamento para paisagens protegidas

A Associação ecológica Amigos dos Açores defende a necessidade de um maior planeamento e estratégias de longo prazo para as reservas naturais e paisagens protegidas do arquipélago, para assim se evitarem "intervenções sem estratégia".

“Nas áreas maiores, nomeadamente reservas naturais e paisagens protegidas, pensamos que deveria ser necessário haver um planeamento diferente, porque em projeto as áreas protegidas teriam um plano de ordenamento e plano de gestão próprio que chegou a estar legislado, mas acabou por nunca ser executado”, afirmou o ambientalista e presidente da Associação ecológica Amigos dos Açores, Diogo Caetano.

Apesar de considerar que nos Açores o património geológico “está, em geral, bem tratado”, Diogo Caetano considera que “se houvesse maior planeamento de longo prazo, à semelhança dos Planos Diretores Municipais que vinculam o uso do território a determinados contextos durante longos períodos de anos, seria possível ter outros resultados”.

“Algumas áreas protegidas acabam por não ter essa política de planeamento e acabam por não ter uma gestão reprodutiva e ter uma intervenção sem estratégia tão bem definida”, referiu o ambientalista.

Para Diogo Caetano, de um modo geral os locais classificados como monumentos naturais, como por exemplo a Gruta do Carvão (Ponta Delgada) ou a Caldeira Velha (Ribeira Grande), ambos na ilha de São Miguel, apresentam “uma gestão adequada, o que não acontece tanto a nível das áreas protegidas maiores”, como a Lagoa do Fogo, a Lagoa das Furnas ou a Lagoa das Sete Cidades, “que poderiam ter melhorias de gestão significativas”.

Hoje (22 de Abril) comemora-se o Dia Mundial da Terra e do Património Geológico, tendo este ano como tema principal as questões energéticas.


Notícia: «Açoriano Oriental» e jornal «i».
O Dia Mundial da Terra serve como mote para um protocolo entre os municípios de Vouzela e Murtosa com a associação ambientalista Quercus, numa parceria de preservação e conservação da natureza. Aquelas duas autarquias são as primeiras no país a aderir ao projecto Parcerias pela Biodiversidade, pretendendo captar mais receitas e investimento na área do ambiente e biodiversidade.

Saudações florentinas!!

segunda-feira, 21 de Abril de 2014

Há tráfico de influências nos Açores

A bastonária da Ordem dos Advogados esteve em Ponta Delgada onde deu posse ao Conselho Distrital dos Açores, que passa a ser presidido por Paulo Elias Pereira, que sucede a Eduardo Vieira. “Nos últimos anos, nos vários Governos que se seguiram e de cores partidárias diferentes, temos assistido a um selvático ataque à advocacia portuguesa. E sempre que se ataca a advocacia, ataca-se o cidadão”, declarou Elina Fraga.

A bastonária considera que “todas as reformas que têm sido empreendidas pelos sucessivos Governos são no sentido de afastar o cidadão dos tribunais, num ímpeto que mais parece que hoje é possível fazer justiça em todo lado, excepto nos tribunais”.

Elina Fraga disse deixar a Região “com nota de algumas preocupações que são específicas dos Açores, outras nem tanto, como algum tráfico de influências, que existe no Continente quanto baste, mas também instalado nos Açores. É preciso terminar com isso, com os compadrios e com os ajustes directos, com o favorecimento desta ou daquela sociedade de advogados em detrimento dos demais advogados. Que haja transparência na contratação”, defendeu Elina Fraga.

Na sequência da audiência que manteve com Vasco Cordeiro, a bastonária da Ordem dos Advogados manifestou-se disponível para, em parceria com o Governo Regional, “travar todos os combates” contra o encerramento de tribunais nos Açores e a sobrelotação dos estabelecimentos prisionais na Região.


Notícia: «Açoriano Oriental» e «Diário dos Açores».
Saudações florentinas!!

domingo, 20 de Abril de 2014

Peça de teatro infantil pel' A Jangada

No próximo sábado (dia 26) será estreada mais uma peça de teatro infantil pel' A Jangada - Grupo de Teatro, às 21 horas no auditório da Escola Secundária das Flores, em Santa Cruz. Seguem-se várias sessões na ilha do Faial e depois novamente na ilha das Flores.

Quando o terrível vilão Megabyte resolve fazer mais uma das suas maldades raptando a ingénua Ritinha Dedo Rápido, então Dom Rodrigo, o Valentão, ajudado pelo seu fiel e medroso dragão Papa-Moscas e pela intrépida e desastrada Sargenta Pista Falsa, tudo fará para libertar a bela menina e castigar o famoso bandido cibernético que utiliza a internet para levar a cabo as suas patifarias. Nesta grande aventura, recheada de muita música, alegria e diversão, as crianças aprenderão a usar de forma responsável a internet e a navegar com segurança no maravilhoso mundo da fantasia.

«Dom Rodrigo, o Valentão» é a nova peça infantil levada a palco pelo Grupo de Teatro A Jangada. Esta é mais uma história da autoria de Fernando Oliveira, com encenação de Joaquim Salvador e música de Fernando Manuel dos Santos. O elenco conta com as actuações de António Lopes, Cristina Carvalho, Cristina Ribeiro, Domingos Fontoura, Lília Silva e Nídia Mendonça.

Saudações florentinas!!

sábado, 19 de Abril de 2014

Trilhos pedestres: um produto turístico

Os trilhos dos Açores constituem uma rede de percursos pedestres classificados, com garantia de segurança e tranquilidade dos pedestrianistas durante as suas caminhadas a pé nas ilhas do arquipélago.

O perfume europeu no meio do Atlântico solta nove fragrâncias distintas. O manto verde reveste-se de criptoméria, incenso, faia, vinha. Cones vulcânicos espreguiçam-se em direcção ao céu. Grutas contam segredos da origem das ilhas. Lagoas repousam em vulcões adormecidos. Erguemos o olhar e vemos aves migratórias, na única paragem europeia que conhecem. Os trilhos serpenteiam todo o arquipélago, revelando mistérios guardados para os caminhantes. Há falésias de cortar a respiração, fajãs à beira-mar que aconchegam, quedas de água para refrescar a alma. Não é um sonho: são os trilhos dos Açores.
Durante séculos, nos Açores a maneira mais fácil de viajar entre localidades na mesma ilha era por mar: na realidade os caminhos eram escassos e poucos possibilitavam passagem a carruagens ou carros de bois. Na sua maioria eram caminhos de pé posto, por onde passavam as gentes na sua labuta diária, acompanhadas, claro, por cavalos, burros e mulas. Também por aí passava o gado nas idas e vindas das pastagens. Por esses caminhos se deslocavam as populações para as festas vizinhas, se passavam os produtos agrícolas, o peixe, o carvão e outras mercadorias para a troca. Tudo o que era maior, seguia por mar.

É essa rede de caminhos pedestres e trilhos que tem vindo a ser reabilitada e posta à disposição de todos para usufruto da belíssima paisagem. Na realidade, cada um desses trilhos passa em zonas de beleza excepcional, ligando quase todos os recantos de cada uma das ilhas, tanto junto ao mar, como em altitude.


Informação disponível no sítio oficial do turismo: Trilhos dos Açores.
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 18 de Abril de 2014

XIV edição das Corridas da Páscoa

No próximo domingo (dia 20) pelas 14h30, o Estádio municipal das Lajes recebe a décima quarta edição das Corridas da Páscoa.

Este evento organizado pela Câmara Municipal das Lajes tem como objetivo promover o convívio familiar, naquele que é o domingo de Páscoa, onde pequenos e graúdos podem participar. Além das tradicionais corridas terá lugar a terceira edição da Gincana da Páscoa, em que as equipas (compostas por 4 elementos de qualquer idade e sexo) para serem bem sucedidas deverão jogar com estratégia, organização e em colectivo.

Em 2013 este evento contou com cerca de 50 participantes nas provas de atletismo e dez equipas nas provas de gincana, sendo objetivo superar este número de participantes na edição de 2014.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 17 de Abril de 2014

«Brumas e Escarpas» #73

A Semana Santa na década de 1950

Em todas as freguesias e localidades açorianas, na década de cinquenta, a Semana Santa era considerada uma semana diferente, um tempo de grande e profunda religiosidade, verificando-se, durante a mesma, importantes e significativas alterações, não apenas na forma de celebrar a fé cristã mas também na vida e nos costumes quotidianos, inclusive na própria alimentação.

Na Fajã Grande, as celebrações litúrgicas desta semana iniciavam-se no Domingo de Ramos, com a bênção dos ramos realizada na Casa de Espírito Santo de Cima. O pároco transportava uma palma, assim como uma ou outra pessoa que possuísse palmeira nos seus campos, o que era raro. A generalidade das pessoas transportava pequenos ramos de salgueiro, de alecrim ou de cedro. Acreditava-se que os ramos deviam ser guardados, a fim de serem queimados na Quarta-Feira de Cinzas do ano seguinte. Terminada a bênção seguia-se uma procissão com destino à igreja, numa atmosfera mística e de oração que envolvia toda a freguesia. Na igreja era celebrada a missa, nesse domingo muito demorada, uma vez que ao evangelho era feita em latim (língua então utilizada em todas as celebrações litúrgicas) a leitura da paixão de Jesus Cristo, segundo São Mateus. Nessa altura, os paramentos utilizados, assim como o frontal do altar-mor e o véu de cobertura do sacrário eram de cor roxa. Desde o domingo anterior, chamado na altura Domingo da Paixão, todas as imagens de santos existentes na igreja eram cobertas com panos roxos ou pretos ou, no caso das mais pequenas, guardadas na sacristia e as flores eram retiradas dos altares, assim como as sanefas e as cortinas das janelas. A partir desse domingo os sinos não repicavam, apenas dobravam ou davam badaladas espaçadas umas das outras. Nas segunda, terça e quarta-feira realizava-se a Via Sacra. A partir da quarta-feira da Semana Santa, o sino deixava de tocar, sendo as trindades, o toque do meio-dia e outros anunciados pela matraca, um instrumento construído em madeira, formado por três tábuas pregadas umas nas outras e com um suporte manual na parte superior, como se de uma pequena caixa se tratasse. Na parte exterior das tábuas estavam cravadas várias argolas de ferro que se soltavam batendo em conjunto e de forma violenta e agressiva na madeira, logo que a dita cuja fosse abanada com alguma força e agilidade, produzindo assim um som barulhento, matracado, estranho e esquisito.

Na quinta-feira à noite, a igreja voltava a ser enfeitada e os altares eram revestidos de branco, sendo celebrada a missa da Ceia do Senhor, durante a qual tinha lugar a cerimónia do lava-pés, para a qual eram convidados doze homens, dos mais influentes e importantes na freguesia. No coro tentava-se adivinhar qual deles seria o Judas... E os candidatos eram vários... Terminada a missa eram retiradas as toalhas do altar e exposto o Santíssimo que assim ficava durante toda a noite até à madrugada seguinte, velado em turnos de uma hora.

Na sexta-feira a comemoração da morte de Jesus era celebrada às três da tarde, através das chamadas “endoenças” mas realizadas na igreja Matriz da freguesia vizinha, a Fajãzinha, às quais no entanto assistiam muitas pessoas da Fajã, que para aquela freguesia se deslocavam com tal intuito. As cerimónias das “endoenças”, na Fajãzinha, eram muito concorridas, a elas vinha muita gente de outras freguesias e exigiam, para além de três padres, alfaias litúrgicas adequadas e paramentos pretos e roxos, incluindo dalmáticas que a igreja da Fajã não possuía. À noite, porém, realizava-se na Fajã a procissão do Senhor Morto. No altar da Senhora do Rosário havia um grande crucifixo, com um Cristo amovível. Era retirado da cruz e colocado num andor em forma de esquife e seguia na procissão juntamente com a cruz da qual se pendurava um pano e com a imagem da Senhora da Soledade, a única existente na Fajã que vestia roupas e que, por isso, estava interdita de estar na igreja durante o ano. Homens com opas, transportando lanternas, a cruz e o pálio debaixo do qual seguia o pároco levando o Santo Lenho. O povo incorporava-se atrás e apenas o batucar da matraca se alternava com o silêncio da noite.

No sábado, às oito horas era celebrada a missa da Vigília Pascal, mas muito simplificada, como se de uma missa normal se tratasse, apenas com a bênção do lume e do círio pascal, os sinos voltavam a tocar, os santos eram descobertos e a igreja enfeitadas. No domingo apenas a missa, onde a palavra aleluia se ouvia com muita frequência.

Durante a Semana Santa devia-se jejuar e não comer carne, sacrifícios nada difíceis pois isso fazia parte do quotidiano. Na Sexta-feira Santa ao almoço devia comer-se sopa de funcho. Nesse dia o funcho era mais doce, pois Nossa Senhora também o comera, quando carregando sofrimento e dor subia o caminho do Calvário. No sábado coziam-se os folares recheados com ovos e linguiça para se comerem no domingo e nos dias seguintes.

Durante a Semana Santa não se devia namorar, cantar, dançar, assobiar ou gozar outros pequenos prazeres, por serem sinais de alegria e gozo uma vez que Nosso Senhor passara toda a semana sofrendo.


Carlos Fagundes

Este artigo foi (originalmente) publicado no «Pico da Vigia».

quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Despedimentos na Fábrica de laticínios

Na ilha das Flores a Cooperativa Ocidental não paga aos produtores de leite há seis meses. A fábrica de laticínios já dispensou metade dos trabalhadores e actualmente só labora três dias por semana.

Desde Setembro do ano passado que a Cooperativa Ocidental, que detém a fábrica de laticínios nas Flores, não paga aos produtores de leite; já somam seis meses de atraso. A regularização do pagamento do preço do leite está dependente de um empréstimo pedido à banca pela Cooperativa Ocidental, que segundo o presidente da Cooperativa já estará aprovado mas ainda não está disponibilizado; depende das garantias exigidas pelo banco para conceder o empréstimo: uma delas é o imóvel da Cooperativa, a própria fábrica de latícinios; para além de uma carta de conforto que foi pedida ao Governo Regional, como garantia de que não vai deixar de apoiar a Cooperativa, conforme confirmou à reportagem da RTP Açores o presidente da Cooperativa Ocidental. Além disso, e segundo os produtores, há novas regras impostas pelo banco, que exige a assinatura de todos os sócios para conceder o empréstimo. O presidente da Cooperativa prefere não falar sobre o assunto, dizendo apenas que não confirma nem desmente. Vitorino Azevedo também não revela o montante em dívida com os produtores de leite e muito menos o montante do empréstimo pedido à banca, que segundo os produtores é de cerca de 313 mil euros.

Segundo o presidente da Cooperativa Ocidental, a Fábrica de laticínios das Flores já despediu metade dos trabalhadores, neste momento tem seis funcionários e labora apenas três dias por semana. Produz queijo, manteiga e iogurtes para o consumo da ilha e chegou a exportar para o Continente; neste momento não tem produtos para vender. O leite é escasso, em 2013 a fábrica de laticínios das Flores laborou cerca de 700 mil litros de leite e precisava de laborar 2 milhões de litros de leite para ser viável. Nos últimos cinco anos a produção de leite na ilha das Flores tem vindo a cair 300 a 400 mil litros por ano.


Notícia: «TeleJornal» da RTP Açores.
Saudações florentinas!!

terça-feira, 15 de Abril de 2014

Domingo de Ramos celebrado nas Lajes

Domingo de Ramos é uma festa móvel cristã celebrada no domingo anterior à Páscoa. A festa comemora a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, um evento da vida de Jesus mencionado nos evangelhos canónicos. Em muitas denominações cristãs, o Domingo de Ramos é conhecido pela distribuição de folhas de palmeiras para os fiéis reunidos na igreja. Em certas regiões onde é difícil consegui-las por causa do clima e outros motivos, são distribuídos ramos de diversas outras árvores.

Nos relatos evangélicos, a entrada triunfal de Jesus Cristo ocorre por volta de uma semana antes da sua ressurreição. Assim sendo, Jesus chegou montado num jumento a Jerusalém e o povo, festivo, lançou os seus mantos à sua frente, assim como pequenos ramos de árvores.

Por cá, a efeméride foi celebrada um pouco por toda a ilha. Costa Ocidental esteve presente na celebração na vila das Lajes das Flores, onde algumas dezenas de pessoas não quiseram deixar passar este dia em vão. O tempo esteve de feição e as cerimónias decorreram dentro da normalidade e como o previsto.

Agradecimento à Matriz das Lajes e ao padre Rúben Sousa, bem como todos os que, de uma forma ou de outra, contribuíram para que este trabalho fosse possível.


Vídeo: YouTube de José Agostinho Serpa.
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 14 de Abril de 2014

"Novo fôlego" para o Museu das Flores

O diretor do Museu da ilha das Flores afirmou que a instituição vai ganhar em 2014 "novo fôlego" com a reabertura das exposições permanentes no Convento de São Boaventura e na Fábrica do Boqueirão.

“Quer a Fábrica, quer o Convento terão este ano de 2014 o ano de reabertura”, afirmou Luís Filipe Vieira, acrescentando que a atividade do Museu das Flores tem sido nos últimos dois a três anos “muito limitada”, uma vez que “a coleção de longa duração está a ser alvo de uma intervenção de requalificação”.

O Museu das Flores, atualmente sediado no Convento de São Boaventura (no concelho de Santa Cruz das Flores) teve a sua origem na Casa Pimentel de Mesquita, em 1977, tendo aberto ao público em 1986, após obras de restauro do imóvel seiscentista.

O acervo deste museu, dividido em dois núcleos e composto por uma equipa de sete elementos, é maioritariamente de cariz etnográfico, contendo várias peças ligadas à agricultura, pesca, navegação, cerâmica, entre outras: “As peças foram sempre tratadas e mantidas. Não tinham era a parte da museografia feita. Não tinham expositores, estrados e não havia materiais explicativos. É todo esse trabalho que temos estado a fazer”, explicou Luís Vieira, acrescentando que na ilha “já estão todos os materiais”, faltando apenas a chegada dos elementos da empresa continental que vêm fazer a montagem final.

Sem se comprometer com uma data concreta para as reaberturas, o diretor do Museu das Flores acredita que ainda este ano os florentinos e os turistas vão poder “ver as peças expostas de outras formas, com outros elementos adicionais explicativos e interpretativos, que não tinham antes”, o que permitirá mais facilmente perceber o passado “de uma comunidade instalada nesta ilha há mais de meio milénio”.

Presentemente, o Museu das Flores, que em 2013 recebeu cerca de mil visitantes, tem apenas ativa uma exposição temporária na Igreja do Convento de São Boaventura, um edifício datado do final do século XVII que foi restaurado entre 1990 e 1993 para receber a coleção etnográfica e de arte religiosa da instituição.

Depois de substituído o telhado, em 2010, e concluída a primeira fase da obra de conservação e restauro do teto da capela-mor da Igreja do Convento de São Boaventura, em 2012 seguiram-se outros trabalhos para que o imóvel recuperasse todo o seu esplendor, mas segundo Luís Filipe Vieira, “as próximas fases ainda não estão calendarizadas” pelo Governo Regional: “Seria eventualmente o levante do repinte, que foi feito nos anos 1950-1960 com tinta de pintar portas. Seria o levantamento dessa camada pictórica para ver o que está por baixo. Sabemos que houve pintura original por baixo dessa parte e depois, também, uma intervenção ao nível dos retábulos cujos douramentos já estão a ter destacamentos nalgumas zonas”, indicou.

Quanto à Fábrica da Baleia do Boqueirão, inaugurada em 2009 após obras de recuperação, Luís Filipe Vieira garantiu que estão em fase de conclusão os painéis explicativos e bilingues que permitirão aos visitantes compreender melhor a importância da atividade baleeira para a economia local. A Fábrica do Boqueirão, que entrou em atividade em 1944 para produzir óleo de baleia, está classificada como imóvel de interesse regional.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
De lembrar que (aquando da visita estatutária do Governo Regional à ilha das Flores) a tutela afirmou que “a Fábrica da Baleia do Boqueirão vai ser aberta ao público em breve”, estávamos em Maio de 2013.

Saudações florentinas!!

domingo, 13 de Abril de 2014

Concerto de Páscoa na Igreja Matriz

A Filarmónica União Operária e Cultural Nossa Senhora dos Remédios, com sede na freguesia da Fajãzinha, já nos habituou à sua presença nas festas da ilha das Flores, em especial as religiosas. A altíssima qualidade apresentada faz desta banda uma excelência no panorama musical filarmónico dos Açores.

Numa ilha com 3.792 habitantes, esta é a única filarmónica presentemente existente e muito graça a boas vontades, esforços mútuos, dedicação e amor a esta causa. Actualmente composta por 30 elementos com idades que variam entre os 10 e os 70 anos, a Filarmónica Nossa Senhora dos Remédios deu um memorável concerto na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Santa Cruz no passado domingo (dia 6).

No dia dedicado à celebração do Triunfo do Senhor, o local escolhido esteve quase cheio e a plateia atentamente esperou até aos últimos acordes para saborear integralmente as músicas escolhidas pelo maestro José Gabriel, que iam desde composições de Michel Van Delft a Jacob De Haan, entre outros. A noite lá fora era de uma serenidade imensa a completar a satisfação que os rostos apresentavam ao abandonar o local do concerto.

Muito obrigado à Igreja Matriz (onde foi gravado este trabalho), ao padre Davide Barcelos, ao maestro José Gabriel Eduardo, a Diana Henriques, bem como a todos os que tornaram possíveis estas imagens. Obrigado especial à Luísa Silveira pela imprescindível ajuda à produção e captação de imagem.


Vídeo: YouTube de José Agostinho Serpa.
Saudações florentinas!!

sábado, 12 de Abril de 2014

Ecoturismo no Sítio da Assumada

É um dos mais recentes investimentos de ecoturismo açoriano, inspirando-se na exuberante natureza da ilha das Flores para oferecer conforto.

Cinco vivendas, construídas em madeira com certificação ambiental e material reciclado, explicam parte do conceito ecoturístico do Sítio da Assumada. A luxuriante paisagem e os recursos naturais da ilha das Flores esclarecem o restante.

"Esta é a tendência do turismo mundial: locais isolados, repletos de natureza e equipados com todo o conforto" - diz, reforçando a mesma ideia, Ricardo Mendes, gerente da nova unidade de turismo em espaço rural.

Aqui, a localização é a chave do êxito. Sendo, já, toda a ilha Reserva da Biosfera da UNESCO, a implantação destes cómodos e práticos apartamentos faz-se na Fajã Grande, zona de alguns dos mais belos trechos do litoral açoriano e das famosas quedas de água que tornam a ilha conhecida.

As habitações - dois T1 e três T2 - relevam simplicidade de linhas e decoração, privilegiando não só o redor verdejante florentino como também os jardins de plantas endémicas. Recantos de lazer e deleite para o olhar que, brevemente, também serão dotados com horta comunitária, estufa e pomar, tudo ao serviço dos hóspedes.

Inaugurado em Agosto de 2013 e distribuído numa extensão de cinco mil metros quadrados, o Sítio da Assumada funciona com recurso a painéis solares, sistema de reaproveitamento de águas e energia eólica. No futuro, o projecto deverá duplicar o número de apartamentos.

O ecoempreendimento orienta a sua vocação para o turismo familiar e sénior, sobretudo de longa duração. Uma forma de minorar a sazonalidade naquele que é o ponto mais ocidental dos Açores e da Europa e de melhor apreciar o exotismo cénico da ilha das Flores.


Notícia: revista «Azorean Spirit - SATA Magazine», número 59.
Saudações florentinas!!