sexta-feira, 27 de março de 2015

Ouvidoria realizou retiro “Follow Me”

Mais de meia centena de jovens florentinos preparam o Dia Mundial da Juventude.

Nos passados dias 22 a 25, a Ouvidoria das Flores realizou um Retiro de preparação para o Sacramento da Confirmação, sob o lema Follow Me.

Na Escola das Lajes reuniram-se 51 jovens, sob a orientação da equipa do clero da Ouvidoria das Flores e como preparação para o Dia Mundial da Juventude.

Como o próprio nome indica, o retiro teve como objectivo “levar os jovens a seguir Jesus e a viver a sua fé de uma forma comprometida e responsável”. Este retiro juvenil, para além do encontro com Jesus, “possibilitou também o encontro com os outros e levou os jovens a encontrarem-se consigo próprios”, uma vez que ao fazerem uma paragem no seu ritmo diário “desligaram-se do Mundo e dos bens materiais”, o que “os ajudou a pensar, a analisar as suas atitudes e comportamentos e a centrar as suas ideias”, adianta a nota da Ouvidoria das Flores, que este ano está a desenvolver trabalho centrado no lema “Reavivar a Fé recebida”.

O retiro juvenil começou no domingo à noite (dia 22) e terminou na quarta-feira (dia 25), solenidade da Anunciação do Senhor, com uma eucaristia animada pelos jovens, que apresentaram à comunidade o que significa ser jovem cristão. Alguns jovens deram o seu testemunho sobre a participação no retiro e apresentaram um hino, cuja letra e música foi da sua autoria.


Notícia: portal Igreja Açores.
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 26 de março de 2015

E a ilha das Flores... aqui tão longe

As ligações marítimas às Flores são raras e longas, por isso são cada vez menos os passageiros. Este ano só existem seis viagens: o navio Santorini desloca-se uma vez em Junho, uma em Julho e quatro em Agosto. Assim a ilha das Flores neste Verão fica a ver navios...

As ligações marítimas de passageiros para a ilha das Flores não ultrapassam este ano a meia dúzia. Na verdade são mesmo apenas seis. Olhando para o horário da AtlânticoLine verificamos que o navio Santorini vai às Flores uma vez em Junho, uma em Julho e quatro em Agosto.

Ao que o jornal «Diário Insular» apurou, são poucos os passageiros na viagem de ida e menos os que partem das Flores. Contactado o autarca de Santa Cruz, José Carlos Mendes disse que a população não reivindica melhores horários, porque a procura é menor do que a oferta: "São 10 horas do Faial para as Flores e é um canal difícil, mesmo no Verão", salientou.

O tempo da viagem e o preço encaminham os passageiros para o avião. Só quem pretende levar carro ainda se aventura. Antes de chegar ao Faial o navio toca todas as ilhas. Por isso, quem sai de São Miguel com destino às Flores chega a levar dois dias de viagem [de barco]. Os preços variam entre os 120 euros do grupo oriental e 90 euros das outras ilhas. Uma passagem de avião, significativamente mais rápida, não varia muito no preço. A partir da Horta são 104 euros, das outras ilhas do grupo central 157 e do grupo oriental 160 euros.

Este ano, o barco chega à ilha das Flores na terça-feira (dia 16 de Junho) e regressa na quinta-feira (dia 18), mas se o passageiro não quiser regressar dali a dois dias só tem navio no mês seguinte. Em Julho, o Santorini chega às Flores no sábado (dia 18) e regressa no domingo (dia 19). Os florentinos só voltam a ver o navio no primeiro dia de Agosto (sábado) e o barco parte no domingo (dia 2).

Em Agosto, o navio volta às Flores nos dois fins-de-semanas seguintes, com chegada no dia 8 e partida no dia 9 e com chegada no dia 15 e partida no dia 16. A última viagem do ano ocorre no último fim-de-semana do mês, com chegada no sábado (dia 29) e regresso no domingo (dia 30).

O jornal «Diário Insular» tentou ouvir o presidente da Câmara Municipal das Lajes, mas Luís Maciel disse que o assunto não tinha diretamente a ver com a autarquia por isso não quis fazer comentários. Também o presidente do Conselho de Ilha das Flores, Selénio Freitas não quis prestar declarações, tendo em conta que o assunto ainda não tinha sido abordado pelo órgão.

O jornal «Diário Insular» tentou ainda obter junto da AtlânticoLine uma justificação para a escolha deste horário. Num primeiro contacto com a empresa foi-nos dito para contactarmos o atual presidente da Câmara Municipal da Lagoa, mas João Ponte disse que ainda não tinha tomado posse como presidente do conselho de administração da AtlânticoLine, por isso não quis prestar declarações.


Notícia: jornal «Diário Insular».
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 25 de março de 2015

Pescadores preparados para os desafios

O diretor regional das Pescas afirmou que os pescadores florentinos estão devidamente preparados para enfrentar os desafios que se colocam ao setor, bem como para as “novas exigências que se impõem”.

Luís Costa frisou que os armadores florentinos “entendem que tem de ser alterada a forma de gestão das espécies com quota”, acrescentando que “o desafio que se coloca não é o de pescar mais, mas sim o de valorizar o produto da captura”.

Esta visita [realizada na semana passada] à ilha das Flores insere-se na “relação de proximidade” que o Governo Regional quer manter com as associações representativas dos vários operadores do setor das pescas, sendo que neste caso concreto a visita teve como objetivo inteirar-se das “questões que preocupam os pescadores, de forma a agilizar procedimentos e a melhorar o trabalho da frota de pesca na ilha das Flores”.

Luís Costa e a Associação dos Pescadores Florentinos analisaram as infraestruturas de apoio ao serviço da comunidade piscatória e fizeram um levantamento sobre a necessidade de realizar pequenas reparações em alguns equipamentos localizados em portos de pesca: “De um modo geral, todos os equipamentos ao serviço dos pescadores florentinos encontram-se em boas condições”, acrescentando que apenas “será necessário instalar iluminação de apoio no porto de Ponta Delgada, de modo a garantir melhores condições de segurança para a alagem das embarcações” neste porto da ilha das Flores. Segundo Luís Costa, esta “é uma obra que será realizada brevemente”.

Durante a visita à ilha das Flores, o diretor regional das Pescas procedeu ainda ao encerramento do curso de pescador que decorreu na ilha das Flores e que permitiu que mais 22 pessoas ficassem habilitadas a exercer a sua profissão de pescador.

Luís Costa salientou ainda que o Governo Regional vai colocar uma grua nova no Porto das Poças, com o objetivo de “melhorar as condições de segurança e de operacionalidade dos pescadores florentinos”.


Notícia: «Jornal Diário», rádio Atlântida e o inestimável "serviço informativo" do GaCS [Gabinete de apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

terça-feira, 24 de março de 2015

Reembolsos de viagens ao Continente vão ser pagos nos balcões dos Correios

Os CTT são a entidade que fará o pagamento do "subsídio social de mobilidade" que garantirá aos residentes nos Açores que uma viagem ao Continente lhes custe, no máximo, 134 euros.

O Governo da República chegou a acordo com os Correios para a prestação deste serviço a partir de 29 de Março (próximo domingo), quando entra em vigor o novo modelo de transporte aéreo entre os Açores e o restante território nacional, que inclui novas obrigações de serviço público em algumas rotas e a liberalização de duas delas, assim como tarifas máximas para residentes e estudantes.

Ao abrigo das novas regras, os residentes nos Açores têm a garantia de que as viagens ao Continente lhes custam, no máximo, 134 euros (ida e volta). As tarifas para os estudantes são 99 euros nas ligações entre os Açores e o Continente. Se as companhias aéreas cobrarem mais do que estes valores pelos bilhetes, os residentes e estudantes são reembolsados da diferença, o que será feito nos balcões dos CTT.

Segundo o decreto-lei nº 41/2015, hoje publicado em Diário da República, os residentes e estudantes têm 90 dias após a realização da viagem para reclamar o reembolso dessa diferença. O reembolso pode ser solicitado logo após a realização da viagem de ida, sendo "o remanescente" pago após o voo de regresso, segundo o mesmo decreto-lei.

O beneficiário deve apresentar diversos documentos aos balcões dos CTT: os cartões de embarque, a fatura comprovativa de compra do bilhete, cartão de contribuinte que permita comprovar o domicílio fiscal nos Açores, o cartão de cidadão ou passaporte "comprovando que o titular tem residência habitual nos Açores".

Este subsídio aplica-se a bilhetes em classe económica e abrange a tarifa aérea e as taxas, mas exclui "os produtos e os serviços de natureza opcional".


Notícia: jornal «Açoriano Oriental» e RDP Antena 1 Açores.
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 23 de março de 2015

Médicos analisam doentes por telefone?

A Ordem dos Enfermeiros denunciou que há médicos nos Açores que estão a prescrever receitas por telefone sem observarem os pacientes, indo contra todas as regras.

É a segunda denúncia no espaço de quase dois anos, já que os enfermeiros tinham exortado a Ordem dos Médicos para estes factos em Agosto de 2013. Naquela altura, a Ordem dos Enfermeiros aconselhava os seus membros a reportarem, “sempre atendendo ao dever de sigilo”, sobre “situações em que o médico de prevenção, e que decorrente desta situação não se encontre em presença física, forneça indicações telefónicas relativamente à administração de terapêutica - sem prescrição formal - sem que se desloque à Unidade de Saúde para proceder a um exame físico/objectivo do cliente e da sua condição de saúde/doença”.

A Ordem dos Médicos terá compreendido a denúncia dos enfermeiros realizada em 2013, mas passado este tempo parece continuar tudo na mesma. Neste sentido, a Ordem dos Enfermeiros exorta a Ordem dos Médicos que “assuma e cumpra” a sua própria posição contra a prescrição terapêutica via telefone e pede medidas antes que alguém sofra com isso.

Na carta que voltaram a enviar aos médicos, os enfermeiros falam “na salvaguarda dos interesses da população açoriana no que diz respeito ao rigor e à devida segurança e qualidade que se exige ao Serviço Regional de Saúde dos Açores”.


Notícia: «Diário dos Açores» e «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

domingo, 22 de março de 2015

«Brumas e Escarpas» #86

As lagoas da Fajã Grande

- Ainda haverá lagoas na Fajã Grande? – perguntei a alguém, há uns tempos atrás, mas ninguém me soube responder.

É convicção minha, porém, que já não deve haver. Mais, estou em crer que muitos dos actuais habitantes da Fajã Grande, sobretudo os mais novos, não saberão o que eram nem para que serviam as lagoas supracitadas no título em epígrafe, cuidando talvez que o mesmo se refira às caldeiras do mato, também designadas por esta palavra. Mas não. Não é a essas lagoas que me refiro. A pergunta acima formulada diz respeito a outras lagoas. De contrário a questão inicialmente expressa não teria sentido.

O que eram então as lagoas? Eram relvas que ou tinham uma ou mais nascentes de água ou beneficiavam de regos através dos quais captavam a água das lagoas vizinhas ou de alguma ribeira ou grota que por ali passasse. Num e noutro caso a água espalhava-se por todo o terreno, tornando-o um autêntico pântano que proporcionava condições ideais para que a erva crescesse fresca e tenrinha, geralmente misturada com inhames e com agriões, uns e outros de muito boa qualidade. Devido às condições pantanosas do terreno e à sua especificidade esta erva não podia em nenhum caso ser pastada pelos bovinos, antes teria que ser ceifada com foice de mão e trazida para as manjedouras. Este ceifar da erva, no entanto, era um trabalho árduo, difícil, cansativo e moroso. Primeiro porque tinha que ser efectuado de madrugada, antes do Sol nascer para que a erva se mantivesse fresquinha. Segundo porque a ceifa, como o terreno era alagadiço, tinha que ser feita de cócoras e de botas de borracha ou descalço mas com as calças arregaçadas até ao joelho. Terceiro porque tinha que se ceifar apenas um molho por dia porque a dita cuja não era muita e constituía uma espécie de dieta para as vacas parturientes e leiteiras ou para o gado de engorda e, por isso, não era acarretada em carro ou corção mas às costas, toda molhada e a pingar água sobre os ombros de quem a acartava, pese embora muitas vezes os homens se protegessem dos pingos da água com uma froca de “angrim” sobre os ombros ou com uma saca de serapilheira em forma de capuz, enfiada na cabeça. Anos mais tarde surgiram as gadanhas, umas foices gigantes, manejadas em pé, com ambas as mãos e consequentemente mais rápidas mas muito perigosas e mais caras, pelo que não eram acessíveis a todos.

Um outro obstáculo tornava ainda mais árdua e espinhosa esta tarefa matinal. É que a maioria das lagoas se situavam bastante longe das casas e dos palheiros onde estava o gado, pois ficavam junto à Rocha, onde havia nascentes de água. Havia lagoas nos seguintes lugares: Covas, Ribeira das Casas, Águas, Ribeira, Figueira, Silveirinha, Paus Brancos e Alagoinha. Muitos homens e rapazes na realização desta tarefa apanhavam doenças graves, geralmente reumáticas e dos ossos. O uso das botas de borracha era bastante prejudicial à saúde e, por vezes, a água no terreno era tanta que chegava a encher as botas. Os que ceifavam descalços, geralmente em jejum, ainda estavam sujeitos a mais doenças. A posição de cócoras para poder manejar a foice com uma mão e apanhar a erva com a outra durante uma hora ou duas, para além de eventualmente provocar cortes nos dedos, era malévola para a coluna e acarretar um molho de erva às costas, pesado como chumbo, carregadinho de água a penetrar pelo pescoço abaixo e a chegar até aos tornozelos também não era deliciosa nem saudável tarefa. Acrescente-se que esta actividade era realizada em jejum e antes de se iniciar um dia normal de trabalho agrícola e rural.

Ainda hoje me recordo de ver dezenas de homens, antes do Sol nascer, a deambular pelas ruas da Fajã, todos alagados, vergados ao peso de um enorme molho de erva a escorrer água. Caminhavam lentamente, com a foice enfiada na erva, a mão esquerda a segurar o molho na parte inferior do qual espetavam um bordão que apoiavam no ombro direito como se fosse uma espécie de alanca para aliviar o peso e sobre o qual pendia a mão direita. Muitos deles, os mais pachorrentos, traziam pendurados no bordão, num balouçar rimado pelas lentas passadas e amarrado com um fio de espadana, um molhinho de agriões que haviam escolhido entre a erva e que, juntamente com uma talhadinha de toucinho, fariam uma deliciosa sopa para a ceia.

Vida dura a dos nossos antepassados!


Carlos Fagundes

Este artigo foi (originalmente) publicado no «Pico da Vigia».

sábado, 21 de março de 2015

Uma viagem "fora de rota" pelo verde e pela(s) água(s) da ilha das Flores (2/3)

Quem vem de fora fica encantado com a ilha. E quem vive lá em permanência? A beleza natural basta-lhe? Não se sente isolado? Não se sente abandonado por uma Lisboa tão distante? Será fácil viver numa ilha perdida no meio do oceano?

Amigos dos piratas? Que remédio... A densidade populacional da ilha das Flores é hoje muito inferior à média açoriana.

Desde o povoamento, em meados do século XV, que há registos de queixas da população desta ilha em relação ao isolamento a que está sujeita. Os barcos que a abasteciam não tinham data certa para chegar, quer pela instabilidade do tempo quer pela ausência de um porto seguro para aportar, e desde os primeiros tempos que os florentinos se habituaram a desenrascar.

Às vezes até com uma ajudinha dos piratas, habituais frequentadores destas latitudes. Em certas ocasiões levaram à letra a velha máxima de "se não podes vencê-los, junta-te a eles" e em troca de água doce e mantimentos sempre conseguiam alguns produtos que não existiam na ilha. E certamente que sem meios suficientes para se defenderem esta era uma opção bem mais inteligente do que deixarem-se saquear.


Há o Jet Set açoriano, e há as Flores e o Corvo

Se pensarmos que só em 1992, com a inauguração do porto das Lajes a ilha ganhou um ancoradouro seguro, e que há apenas três décadas quase não existiam estradas dignas desse nome, percebemos o sentimento de abandono desta gente.

Os florentinos e os corvinos talvez tenham razão quando afirmam que se sentem excluídos do jet set - as outras sete ilhas do arquipélago - e que vivem no far west da Europa.

Até a rede de telemóveis só foi uma realidade na ilha das Flores no início deste século, aquando de uma visita do Presidente da República, Jorge Sampaio. Na altura instalaram uma antena provisória para servir a comitiva presidencial e só os muitos pedidos da população sensibilizaram o Presidente a ‘mexer os cordelinhos’ para tornar a antena definitiva.

Mesmo nos dias de hoje a operadora NOS não tem rede na ilha. Soube-o quando aterrei em Santa Cruz e liguei o telemóvel. Ainda pensei que a ausência de sinal fosse consequência do sítio onde me encontrava mas, quando perguntei a um local, fiquei a saber que era uma realidade em toda a ilha. Valeu-me uma loja da Meo perto do aeroporto onde pude comprar um cartão pré-pago, que me permitiu manter o contacto com o Mundo na semana em que permaneci na ilha.


Por aqui o medo não é que a terra trema mas sim que deslize

No grupo ocidental - Corvo e Flores - não há registos de sismos nem de atividade vulcânica desde a ocupação humana. São as únicas ilhas açorianas que estão sobre a placa tectónica americana o que explica a sua estabilidade. O resto do arquipélago encontra-se implantado sobre a junção das placas americana, africana, e euro-asiática, que estão constantemente em movimento, havendo registos de tremores de terra quase diários.

Nesta ilha o medo das pessoas não é que a terra trema mas sim que desmorone. Os solos estão saturados de água e os deslizamentos de terras são frequentes. Em 1987, uma derrocada na Ponta da Fajã destruiu algumas construções, o que levou as autoridades a classificar aquela zona como de alto risco. Tentaram mesmo obrigar os habitantes a abandonar aquele local, mas tal intento nunca foi conseguido e hoje várias pessoas habitam ali em permanência.


Reportagem do «Expresso Diário» e do semanário «Expresso».
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 20 de março de 2015

Reabilitação de troço dos Ferros Velhos

A empreitada agora lançada, com preço base superior a 1,2 milhões de euros, tem duração prevista de 15 meses após a sua adjudicação.

O Governo Regional lançou a empreitada de reabilitação do troço da estrada regional entre Ferros Velhos e Ponta Delgada. A intervenção tem como principal objetivo a reabilitação do pavimento da faixa de rodagem, da drenagem pluvial e das passagens hidráulicas existentes.

O traçado acompanha o desenvolvimento atual e a faixa de rodagem, sempre que possível garantindo um perfil transversal com largura de 5,5 metros. Está ainda prevista a instalação de novos equipamentos de sinalização e segurança em toda a extensão do traçado.

Esta empreitada insere-se no âmbito das intervenções que o Governo Regional tem programadas para os circuitos logísticos terrestres regionais, garantindo-se deste modo uma melhoria nas acessibilidades à localidade mais a norte da ilha das Flores.


Notícia: rádio Atlântida, jornal «Terra Nostra», «Jornal Diário» e o inestimável "serviço informativo" do GaCS [Gabinete de apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 19 de março de 2015

Uma viagem "fora de rota" pelo verde e pela(s) água(s) da ilha das Flores (1/3)

Esta é a história de um enamoramento que começou com a paisagem que esta fotografia documenta, vista vezes sem conta na internet, e que se concretizou numa inesquecível viagem de uma semana ao ponto mais ocidental do território nacional.

O que mais impressiona na ilha das Flores é a abundância de água doce. São inúmeros os cursos de água que serpenteiam o território e as cascatas, o verdadeiro ex-libris da ilha, são as mais bonitas de Portugal. 362 ribeiras numa ilha com 1,7 vezes a área do concelho de Lisboa, é obra!

Mas existe muito mais água para além da que salta à vista. Comprovei-o numa caminhada em que o chão estava forrado por um musgo espesso. Ao parar uns segundos para fotografar fiquei boquiaberto quando percebi que sob a ação do meu peso a "maré tinha subido", e as minhas botas começaram a ficar submersas. E foi nesta altura que me ocorreu o título deste trabalho «Flores, a ilha esponja»: aquele musgo funciona como uma autêntica esponja que armazena a água da chuva.

Já em 1645, Diogo das Chagas, frade santacruzense descrevia no livro “Espelho Cristalino em Jardim de várias Flores”:

“Toda ela (a ilha das Flores), assim no centro como na costa do mar é um chafariz perene de água, porquanto se não andam vinte passos assim pela costa, como pelo sertão, que não deem em ribeiras, regatos, e fontes de água; e assim que a água que a natureza nega a muitas das outras ilhas superabunda nesta porque, dizem ter dentro de si 362 ribeiras... e há ribeira a que se ajuntam mais de 30, e rara é a que não se ajunta com outras tantas, que as que entram no mar, que não são só ribeiras, mas algumas delas rios caudalosos; mas as que tem seus nomes particulares são 41, por mim bem contadas...”

Mas nesta ilha a beleza resume-se só à água em abundância? Claro que não.

Logo à chegada fiquei impressionado com a linha de costa, com as falésias a pique sobre o mar, entrecortadas por profundos sulcos cavados pelos inúmeros cursos de água.

É um espetáculo a não perder circundar a ilha de barco e descobrir as muitas cascatas que se despenham diretamente no mar, ao mesmo tempo que nos deslumbramos com as estranhas formas dos ilhéus vistos de perto.

No interior da ilha um planalto central acima dos 400 metros alberga sete lagoas, algumas manchas florestais, e extensos prados pintalgados de pachorrentas vacas. É uma área não habitada, muito bela e, para além de alguns pastores (raros), só se veem alguns turistas (poucos, felizmente) que circulam por aqui nos seus carros alugados, ou em caminhadas, apoiados nos seus cajados telescópicos.

E o reino animal também está bem representado - para além das vacas? Não é muito variado. Em terra firme coelhos (uma autêntica praga) e aves dominam. E é fácil fotografá-los? Nem por isso.

Ao verem-nos os coelhos são tão rápidos a fugir que quando empunhamos a máquina fotográfica já eles estão fora do alcance da objetiva. Já andava frustrado com esta situação quando, finalmente, consegui enquadrar um mais temerário que aguentou 10 segundos parado.

E o mesmo acontece com os melros e restante passarada. Saltitam constantemente de ramo em ramo e só um estado de prontidão permanente me permitiu meia dúzia de fotografias decentes.

Já debaixo de água a história é outra. Um breve mergulho na costa de Santa Cruz mostrou-me um mundo subaquático riquíssimo, onde os muitos peixes ignoraram a minha presença e continuaram impávidos no seu afã.

E o Homem não estragou este paraíso? Não. O ambiente que se respira na ilha ainda é genuíno.

As pessoas são simpáticas, prestáveis, e pareceram-me gente feliz na pacatez das suas vidas. Construíram as suas casas nas fajãs, terrenos planos que confinam com o mar, e que resultam quer do desmoronamento das arribas, quer dos antigos deltas lávicos. E neste caso a ação do homem até trouxe a estes sítios uma beleza acrescida: a geometria dos muros de pedra vulcânica que delimitam os campos agrícolas encanta qualquer um.

As povoações são harmoniosas, os carros a circular são poucos, o peixe que se come é do melhor e claro, a carne, o leite, a manteiga e o queijo das vacas locais têm um sabor único - com tantos pastos o gado só se alimenta de erva tenra dispensando as rações.


Reportagem do «Expresso Diário» e do semanário «Expresso».
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 18 de março de 2015

Campanha internacional vai recolher lixo marítimo em sete ilhas do arquipélago

De 21 de Março a 11 de Abril, a SurfRider Foundation Europe organiza uma campanha internacional de recolha de lixo marinho e resíduos aquáticos que abrange sete ilhas dos Açores. Na ilha das Flores ocorrerá no próximo domingo (dia 22) com a limpeza a ser realizada na baía da Alagoa.

“A finalidade é alertar e educar o público sobre o impacto do excessivo padrão de consumo de plásticos e descartáveis, que representam 75% do lixo encontrado no ambiente marinho”, afirmou Paulo de Melo, acrescentando que o mote da ação é “quando compramos é o mar que paga”.

A SurfRider Foundation Europe deu início às ações de limpeza no mar dos Açores em 2011 com o intuito de “aumentar a consciencialização ambiental, principalmente para os problemas do lixo marinho e para a defesa das ondas, algumas reconhecidas como de classe mundial, como foi o caso de Rabo de Peixe”.

“Temos conseguido aumentar o número de ilhas envolvidas nestas ações desde 2011. Este ano já são sete ilhas e para o ano esperamos abranger as nove ilhas dos Açores”, referiu Paulo de Melo, acrescentando que os resíduos recolhidos serão depois classificados e quantificados de modo a serem integrados num trabalho de pesquisa científica a nível europeu da Surfrider sobre este tipo de poluição.

A iniciativa, desenvolvida com recurso a voluntários, pretende também conferir maior relevo às ações de lóbi realizadas pela SurfRider para banir o uso dos sacos de plástico de uso único, com o intuito de “fazer evoluir a legislação nesta área e lutar contra os resíduos nos oceanos e o seu impacto”.

Paulo de Melo referiu que estas ações no terreno e o apelo à participação cívica têm contribuído para a divulgação e sensibilização para os problemas do lixo marinho e para o desenvolvimento do conceito de eco-cidadania: “Deitar um resíduo no chão, quer estejamos no interior ou junto à costa, pode ter consequências sobre o meio marinho. É urgente promover alterações comportamentais e encorajar a mobilização cívica para melhor conhecer a importância dos oceanos”, disse Paulo de Melo, para quem “existe ainda muito trabalho a realizar ao nível dos padrões de consumo, hábitos e consciencialização para as fontes do lixo marinho”.


Notícia: «Açoriano Oriental», jornal «Público» e TVI 24.
Saudações florentinas!!

terça-feira, 17 de março de 2015

Nova exposição no Museu das Lajes

Está desde ontem patente no Museu das Lajes a exposição “Natália Correia – A Feiticeira Cotovia”.

Esta exposição itinerante, organizada no âmbito das comemorações regionais do nonagésimo aniversário de nascimento e vigésimo ano da morte da grande escritora açoriana, foi inaugurada na Academia de Juventude e das Artes (na ilha Terceira) a 13 de Setembro de 2013, dia do aniversário de Natália Correia.

A exposição “Natália Correia – A Feiticeira Cotovia” estará patente no Museu municipal das Lajes até ao final do presente mês de Março e pode ser visitada de segunda a sexta-feira.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 16 de março de 2015

Baixa de impostos tem impacto mínimo

Vasco Cordeiro anunciou acordo com o CDS-PP para a redução de impostos na Região que abrange apenas dois escalões do IRS e só as taxas intermédia e reduzida do IVA.

No caso do Imposto sobre o Rendimento Singular (IRS), a taxa do primeiro escalão (para rendimentos até 7 mil euros) passa a ser 30% inferior à taxa nacional e a do segundo escalão (para rendimentos até 20 mil euros anuais) terá uma diferença de 25%. Nos restantes escalões de IRS manter-se-á a diferença de 20% em relação às taxas nacionais que está atualmente em vigor (desde 2013) para todos os níveis de rendimentos.

Quanto ao Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), as taxas reduzida e intermédia passarão a ser 30% e 25% inferiores às nacionais, respetivamente. A taxa normal do IVA manterá o atual diferencial fiscal de 20% em relação ao Continente.

Segundo Vasco Cordeiro, o impacto estimado nas receitas da Região desta baixa de impostos será de 18,5 milhões de euros anuais, que o Governo Regional vai "acomodar" com cortes na despesa pública, ainda não revelados. Vasco Cordeiro disse apenas que a proposta prevê a compensação desse impacto nas receitas ao nível das despesas e do investimento público "salvaguardando ao máximo" a execução de fundos europeus.

A proposta aprovada em Conselho do Governo Regional resulta de um acordo com o CDS-PP/Açores, tendo a sua apresentação sido feita em conjunto por Vasco Cordeiro e pelo presidente daquele partido, Artur Lima.


Notícia: «Açoriano Oriental», «Público» e semanário «Expresso».
Saudações florentinas!!