quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Lúcia Silva é cabeça de lista do PAN

A cabeça de lista do PAN (Pessoas-Animais-Natureza) pelo círculo da ilha das Flores às próximas eleições regionais, a 16 de Outubro, é Lúcia Silva, técnica superior de Educação.

A candidata, de 45 anos, natural da ilha das Flores e a residir em Ponta Delgada (São Miguel), disse que esta é a sua primeira experiência partidária, adiantando que “desde sempre” as suas ideias passaram pela “defesa do ambiente, animais e pessoas”, pelo que aceitou o desafio do PAN. “É o único partido que me faz sentir estar de acordo com as minhas ideias, de um mundo melhor, mais harmonioso”, adiantou Lúcia Silva, reconhecendo, contudo, que o PAN “ainda tem pouca implantação” nos Açores, mas é “cada vez mais conhecido, o que é positivo”.

A cabeça de lista do PAN pelo círculo eleitoral da ilha das Flores lamentou o desinvestimento na produção agrícola biológica, área que considera ser necessário apostar. Lúcia Silva defendeu, ainda, ser necessário “colocar em causa o paradigma vigente do crescimento infinito”, explicando que o PAN pretende “trazer medidas que reforcem as questões da educação e da consciência para uma gestão inteligente e equilibrada dos recursos naturais. Apostar no bem-estar e no desenvolvimento equilibrado é tão bom para o planeta como para quem habita nele”, acrescentou.

Esta é a segunda vez que o PAN se candidata às eleições legislativas regionais dos Açores, onde há quatro anos concorreu apenas pelo círculo eleitoral de São Miguel, tendo conquistado 680 votos.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Balanço possível dos deputados regionais "florentinos" nesta X legislatura açoriana

Provavelmente constitui a mais miserável representação política que a ilha das Flores alguma vez teve na Assembleia Legislativa Regional... só eventualmente equiparável à III legislatura açoriana (1984-1988).

Com base nos dados publicamente disponibilizados pela Assembleia Legislativa Regional abaixo se mostra um balanço quantitativo do trabalho político dos deputados regionais "florentinos" nesta X legislatura açoriana.
Saudações florentinas!!

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Alexandra Manes (BE) preocupada com "flagelo" do desemprego nas Flores

Cabeça de lista do Bloco de Esquerda pelo círculo eleitoral da ilha das Flores nas próximas eleições regionais, Alexandra Manes manifestou preocupação pelo "flagelo" do desemprego nesta ilha e criticou a precariedade associada aos programas ocupacionais.

Alexandra Manes, de 41 anos, considerou “alarmante a despreocupação do PS em relação à precariedade que os programas ocupacionais potenciam”, considerando que o partido que governa os Açores “encontrou esta medida para fomentar a precariedade laboral”.

Natural da ilha das Flores e militante do BE desde 2009, Alexandra Manes adiantou que o objetivo da candidatura é “promover a ilha, apostando naquilo que tem de melhor. Desde 2009 que a ilha das Flores integra a rede de Reservas da Biosfera e pouco ou nada foi feito para beneficiar deste galardão”, referiu a cabeça de lista do Bloco, defendendo ser “imprescindível envolver toda a ilha no usufruto” deste título através da “certificação de uma marca que represente a autenticidade ecológica que oferece e para onde os vários setores convirjam”.

A candidata bloquista manifestou, ainda, o desejo de tornar a ilha das Flores num destino de “turismo sustentável, melhorando as infraestruturas” e os transportes que “promovam a saída de residentes e a entrada de turistas para a ilha”.

Alexandra Manes adiantou que “o primeiro contacto que teve” para liderar a lista do Bloco de Esquerda partiu “de um grupo de pessoas naturais e residentes na ilha das Flores que não se reveem nas candidaturas que estão a ser apresentadas”, tendo aceitado o desafio.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

PJ deteve mulher por crime de incêndio

A Polícia Judiciária identificou e deteve uma mulher de 47 anos de idade, pela presumível prática do crime de incêndio em hospedaria na ilha das Flores.

Os factos ocorreram na segunda semana deste mês nas instalações de uma hospedaria no concelho de Santa Cruz das Flores, quando a detida por presumíveis razões de vingança contra um outro hóspede ateou durante a noite fogo à sala do estabelecimento, que rapidamente se propagou a outras áreas, provocando danos avultados e colocando também em perigo um estabelecimento comercial de venda a retalho que funciona no mesmo imóvel, bem assim casas contíguas, o que só foi evitado pela pronta intervenção dos bombeiros.

Um dos hóspedes, que se encontrava a dormir no quarto, veio a sofrer ferimentos muito graves, que determinaram a sua rápida evacuação para unidade hospitalar do Continente, onde se encontra internado.

A detida, sem ocupação laboral, foi presente à autoridade judiciária competente com vista à sua sujeição a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas coativas tidas por adequadas. Fonte da PJ esclareceu que a arguida prestou termo de identidade e residência: "o juiz ordenou a sua libertação por não ser possível ouvir a detida em primeiro interrogatório judicial num prazo de 48 horas como determina a lei", pois "não foi possível fazer deslocar os magistrados à ilha das Flores ou fazer deslocar a detida a outro tribunal".


Notícia: «Açoriano Oriental», «Correio dos Açores», «Jornal das 18» da RDP Açores, «Diário de Notícias» e «Diário dos Açores».
Saudações florentinas!!

domingo, 21 de agosto de 2016

"Requalificação" do Porto das Poças

A empreitada de requalificação do Porto das Poças, em Santa Cruz, ficará pronta em dois anos, indo custar cerca de 10 milhões de euros.

Na cerimónia de assinatura do auto de consignação da requalificação do Porto das Poças, Vítor Fraga salientou a grande importância deste empreendimento, “particularmente para a ilha das Flores e para o Grupo Ocidental”, acrescentando que se irá traduzir numa relevante melhoria para as condições de todos os seus utilizadores, seja no âmbito profissional ou de lazer.

Com prazo de execução de 24 meses, esta obra representa um investimento de cerca de 10 milhões de euros e permitirá a construção de um novo molhe de proteção para toda a bacia portuária, com 302 metros de comprimento, a remoção de diversos afloramentos rochosos, além da dragagem do canal de acesso ao cais, permitindo melhorar as condições gerais de operação e a segurança deste espaço.

A par do benefício para o transporte de passageiros, Vítor Fraga realçou que será ainda otimizada a forma de aproximação ao cais por parte de todas as embarcações marítimo-turísticas ou de pesca, com a largura mínima do canal de acesso a aumentar para 22 metros.

Serão também melhoradas as operações portuárias no cais de Santa Cruz das Flores, bem como a saída em segurança da baía interior, estando também prevista uma intervenção na melhoria da proteção da orla marítima junto ao porto, prevendo a instalação de um farolim com cinco metros de altura.

Vítor Fraga recordou algumas das empreitadas que já foram realizadas ao nível dos portos na ilha das Flores nos últimos seis anos, como a construção do núcleo de recreio náutico, a edificação da gare marítima, os melhoramentos no Porto das Lajes, incluindo o edifício de apoio, a reabilitação da cabeça do molhe, a construção de uma rampa Ro-Ro e a empreitada de prolongamento do cais do Porto das Lajes.


Notícia: «TeleJornal» da RTP Açores, rádio Atlântida e o inestimável "serviço informativo" do GaCS [Gabinete de apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

sábado, 20 de agosto de 2016

Várias velocidades será coesão regional?

Os resultados do ICDIR-Açores revelam que em 2010 a Região era globalmente mais coesa em termos de desenvolvimento do que em 1980.

O Indicador Compósito de Desenvolvimento Intra-Regional (ICDIR) permite a observação das assimetrias das ilhas no âmbito da Região Autónoma dos Açores, nas vertentes da competitividade económica, da coesão social e da sustentabilidade ambiental e na vertente global do desenvolvimento intra-regional. Tem como objectivo medir o posicionamento e a evolução do desenvolvimento de cada ilha no contexto regional, entre 1980 e 2010, nas vertentes económica, social e ambiental.

O Indicador de Competitividade Económica pretende captar o potencial de cada ilha em termos de competitividade dos recursos humanos e infra-estruturas, assim como o grau de eficiência na trajectória seguida (medida pelos perfis educacional, profissional, empresarial e produtivo) e, ainda, a eficácia na criação de riqueza. A única ilha que apresenta um índice de competitividade superior ou igual a 100 (média regional) em todos os anos estudados é São Miguel; mas ocorre um aumento significativo (acima de 7,5 pontos) nas ilhas mais periféricas em termos de dimensão, como Santa Maria, Graciosa, Pico, Flores e Corvo.

O Indicador de Coesão Social procura reflectir o grau de acesso da população a equipamentos e serviços colectivos básicos, bem como os perfis conducentes a uma maior inclusão social e a eficácia das políticas públicas, traduzida no aumento da qualidade de vida. Nesta componente, os resultados mostram um retrato da Região mais equilibrado entre todas as ilhas do que o observado em termos de competitividade económica.

O Indicador de Sustentabilidade Ambiental está associado às pressões exercidas pelas actividades económicas e pelas práticas sociais sobre o meio ambiente. O número de indicadores recolhidos no âmbito desta componente é diminuto e esta foi uma das principais razões para o aparecimento de uma nova versão do ICDIR com início em 2015.

O comportamento diferenciado nas três componentes do desenvolvimento permite identificar perfis diferentes nas diversas ilhas e, de certo modo, agrupá-las. É então possível identificar três grandes grupos de ilhas, correspondentes a diferentes perfis.

O primeiro grupo é constituído por São Miguel, Terceira e Faial, ilhas que aparecem na zona azul ao longo do período. São Miguel é a única ilha que, ao longo das três décadas em estudo, apresenta sempre valores acima da média regional no Indicador de Competitividade Económica e no Indicador Compósito de Desenvolvimento Intra-Regional.

Há depois um segundo grupo de ilhas constituído por Santa Maria, Pico e Corvo com Indicador Compósito de Desenvolvimento Intra-Regional e Competitividade Económica sempre inferiores a 100 mas que no ICDIR se aproximam bastante da média regional (acima dos 9 pontos).

Finalmente, o terceiro grupo formado por São Jorge, Flores e Graciosa, também com Indicador Compósito de Desenvolvimento Intra-Regional e Competitividade Económica sempre inferiores a 100 mas com mais ligeira aproximação à média regional (de 1 a 6 pontos). Ao longo das três décadas em estudo, São Jorge e Flores apresentam desempenhos em termos de competitividade económica e global menor que 100, mas nas últimas décadas aparecem com a Coesão Social ou a Sustentabilidade Ambiental acima da média regional.


Notícia: «Correio dos Açores» e «Diário Insular».
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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Igreja Católica começará a pagar IMI?

Dezenas de paróquias foram notificadas pela Autoridade Tributária e Aduaneira para pagar o imposto municipal sobre imóveis (IMI).

As cartas das Finanças começaram a chegar no mês passado e dizem respeito a residências paroquiais, salas de catequese, conventos e largos existentes em frente às igrejas.

Em Paço de Sousa (concelho de Penafiel) até as casas mandadas construir pelo padre Américo (fundador da Casa do Gaiato) para alojar pessoas em extrema dificuldade financeira vão, pela primeira vez em 66 anos, pagar imposto. Em Braga vinte padres já se dirigiram à Diocese para contestar o pagamento de IMI em prédios com fins sociais e pastorais, isentos pela Concordata. Aveiro, Bragança, Leiria e Setúbal são outras Dioceses em que o pagamento do imposto foi solicitado.


Notícia: «Jornal de Notícias» e «Diário Insular».
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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Evacuações médicas são extraordinário serviço prestado pela nossa Força Aérea

Desde o início do ano, a Força Aérea realizou 111 evacuações aeromédicas nos Açores, sendo que a maioria registou-se entre as ilhas da Região e 20 entre o arquipélago e o território continental.

“Neste ano na totalidade das evacuações aeromédicas estiveram envolvidos 128 doentes e a Força Aérea realizou bem mais de 200 horas de voo em todas elas”, avançou o coronel Rui Roque.

Segundo o porta-voz da Força Aérea, a maioria das evacuações médicas é feita entre ilhas dos Açores, com o transporte de doentes para o Faial, Terceira e São Miguel, únicas dotadas de unidades hospitalares. Desde Janeiro de 2016 foram ainda realizadas 20 evacuações médicas dos Açores para o Continente, duas através de uma aeronave C-295 para transportar mais do que um doente em simultâneo e 18 através do Falcon 50.

O coronel Rui Roque adiantou que no ano passado mais de metade das missões de evacuações sanitárias foram feitas nos Açores: “Estamos a falar de 183 missões das quais resultou o transporte de 217 doentes e a realização de cerca de 390 horas de voo por parte das aeronaves da Força Aérea. Nesta tipologia de missão foram feitas 406 missões a nível nacional [no ano passado], ou seja, praticamente metade foram feitas nos Açores em 2015”.

A Força Aérea Portuguesa tem sempre “em prontidão um dos três Falcon 50” cada vez que é feita a solicitação de transporte de doentes entre os Açores e o Continente por um dos três hospitais açorianos. Segundo o coronel Rui Roque, o Falcon 50 “é a aeronave que garante de forma mais rápida”, quer o transporte de doentes, quer de órgãos humanos que têm pouco tempo de vida útil.

Em 2016, a Força Aérea Portuguesa já efetuou em território nacional 19 missões de evacuação de navio e 60 missões de busca e salvamento “com a salvaguarda de 35 vidas no mar”.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental» e RTP Açores.
Saudações florentinas!!