terça-feira, 1 de setembro de 2015

Ilhas mais bonitas e intocadas do mundo

O "sítio" Thrillist.com fez uma lista das 14 mais bonitas e intocadas ilhas do mundo. Mas deixa um pedido: "estas são 14 ilhas onde a civilização ainda não arruinou tudo; se você lá for (ou lá vive), tente não ser aquele que estraga tudo".

NaturezaEscreve o editor Adam Lapetina que "qualquer ilha cujo nome advenha da sua enorme abundância de flores tem que ser um lugar sereno para se estar, e a ilha das Flores certamente faz jus a essa suposição. A sua geografia vulcânica e o relativo isolamento no meio do Atlântico, tornam a ilha das Flores num lugar de contrastes entre o mar e o céu, e a comida que os moradores retiram do oceano e cultivam na terra (solo vulcânico significa grandes coisas para as vacas!) é absolutamente sublime. E - eu reitero - as flores! Tantas flores!"

A lista das 14 mais bonitas e intocadas ilhas do mundo - realizada pelo "sítio" Thrillist.com - inclui ainda as ilhas Gili (na Indonésia), a Ilha Grande (em Angra dos Reis, Brasil), a ilha de Skye (na Escócia), Isle Royale (no Michigan, Estados Unidos da América), a ilha Kangaroo (na Austrália), as ilhas Ko Yao (na Tailândia), a ilha de Lampedusa (em Itália), a Pequena Ilha do Milho (na Nicarágua), a ilha Lopez (em Washington, Estados Unidos da América), as ilhas Miyako (no Japão), as ilhas Raiatea e Taha'a (na Polinésia francesa), a ilha Stewart (na Nova Zelândia) e Streymoy (nas Ilhas Faroé).


Notícia: jornal «Huffington Post» e "sítio" Thrillist.com.
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Nova candidatura a Reserva da Biosfera

Açores já possuem três ilhas classificadas como Reserva da Biosfera (Flores, Corvo e Graciosa), havendo no total do país oito zonas com esta distinção. Agora avança a candidatura das fajãs de São Jorge.

Este “peso dos Açores” nas Reservas da Biosfera portuguesas foi destacado por Jorge Mesquita, da comissão nacional da UNESCO, que considerou impressionante a “riqueza natural” do arquipélago, “a dimensão das fajãs de São Jorge” e “a sua ligação com a identidade cultural e o modo de vida local”, dizendo que “tudo isto é reconfortante” em relação a esta nova candidatura.

Também o secretário regional da Agricultura e Ambiente se mostrou confiante no êxito da candidatura das fajãs de São Jorge a Reserva da Biosfera, dizendo que as suas “enormes potencialidades” foram reconhecidas: “Estão reunidas todas as condições, do ponto de vista humano, cultural, social, económico, para que esta candidatura possa sair vencedora”.

Neto Viveiros destacou ainda “os ganhos” que a classificação da UNESCO traz consigo, como “tornar os Açores mais conhecidos no mundo” e “tornar mais conhecidos os produtos” que se fazem na ilha de São Jorge, que poderão passar a ostentar o selo da Reserva da Biosfera. Ainda salientou que a classificação de um local como Reserva da Biosfera “não representa” a imposição de restrições.

Uma Reserva da Biosfera é “um lugar vivo”, que “necessariamente tem de ter pessoas e atividade humana”, onde a conservação da riqueza natural e do património cultural se alia ao desenvolvimento sustentável, acrescentou, por seu turno, Anabela Trindade, do programa MaB: “Se uma Reserva da Biosfera não está a contribuir para o desenvolvimento regional e local não está a cumprir a sua função” e acabará por ser desclassificada, sublinhando que a sua gestão exige cooperação de diversas entidades e o envolvimento das populações.

A decisão em relação à candidatura das fajãs de São Jorge será conhecida em Março de 2016, no Peru, onde decorrerá o próximo Congresso Mundial de Reservas da Biosfera.


Notícia: «Açoriano Oriental» e «Diário de Notícias».
Saudações florentinas!!

domingo, 30 de agosto de 2015

A freguesia da Fajãzinha

A freguesia da Fajãzinha é uma das menos povoadas do concelho de Lajes das Flores, distando aproximadamente 15 quilómetros da sua sede concelhia.

Localizada na costa ocidental da ilha das Flores ao sul da freguesia de Fajã Grande, estende-se por um planalto irregular, que encerra entre mistérios e tradições, quatro enormes e maravilhosas crateras denominadas Lagoa Funda (com cerca de 108 metros de profundidade), Lagoa Comprida, Lagoa Branca e Lagoa Seca.

A freguesia da Fajãzinha é atravessada pela ribeira Grande, a maior corrente cristalina da ilha das Flores, que, apesar de bela e majestosa, provocou no passado inúmeras inundações, tal como o padre José António Camões refere na sua obra «Roteiro exacto da costa da Ilha»: "Passado aquela povoação encontra-se logo a Ribeira Grande, que divide a freguesia (...) Cai a dita ribeira de uma formidável cachola, eminente à freguesia da Fajãzinha, a que dão de altura 200 braças: e caida, vem sucessivamente encorporar-se e ajuntar-se todas as águas da rocha, que serve de demarcação à freguesia desde leste a sueste".

A título de curiosidade, regista-se que em 1789, sob a orientação do juiz de fora José Gonçalves da Silva, foi construída uma ponte de pedra sobre a Ribeira Grande, uma construção formidável para a época mas que ficou para a História como "a ponte da má memória", tal como o padre Camões elucida: "[Houve tal inundação e enchente em 1794] que não só derrubou a dita ponte, mas nem sequer ao menos dela ficou o menor vestígio, sem rasto, saindo de seu leito natural a dita ribeira que no desembocar no mar deixou um areal largo em maior distância de 300 braças com uma perda inestimável dos pobres lavradores que possuíam terras a ela contíguas, que todas ao mar foram derregadas".

Desde sempre, a freguesia da Fajãzinha desempenhou um importante papel administrativo no conjunto da ilha das Flores, já que foi desde o longínquo ano de 1676 sede paroquial das Fajãs, englobando os lugares de Ponta, Fajã Grande, Caldeira e Mosteiro, sob o orago de Nossa Senhora dos Remédios. Só em 1850, o Mosteiro e a Caldeira ascenderam a freguesia e, já em 1861, foi a vez de Fajã Grande e Ponta Delgada das Flores receberem tal privilégio.

Esta região pitoresca e repleta de tradições foi ainda abençoada por paisagens naturais dignas de um verdadeiro paraíso. Perante tal sublimidade, João Vieira fez a seguinte descrição: "Na encosta íngreme do vale, a mão do homem, com muito suor, construiu a sua igreja e as casas, abriu o caminho onde penosamente deslizaram 'corsões' (zorras), meio de comunicação com o resto da ilha. Admirável exemplo da implantação no terreno em harmonia com a paisagem. Visto do alto, o casario, talvez por ciúme, corre para o mar, acompanhando a Ribeira Grande, que por mais de quatro séculos abasteceu de aguadas a navegação que sulcou os mares entre o Velho e Novo Mundo. Entre searas de milho que circundam o casario branco, uma estrada de asfalto negro serpenteia entre a verdura. Se o paraíso bíblico tivesse existido à beira-mar... bem poderíamos pensar que este recanto lhe pertenceu."


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
Saudações florentinas!!

sábado, 29 de agosto de 2015

Câmaras podem aderir ao IMI familiar

Autarquias podem fazer desconto no Imposto Municipal sobre Imóveis das famílias com filhos.

Depois de Paredes, Funchal e Viana do Castelo, também o município de Viseu aderiu ao IMI familiar, uma medida consagrada no Orçamento de Estado que concede liberdade às Câmaras Municipais para procederem a descontos no IMI de acordo com o número de filhos.

A generalidade dos municípios ainda não tomou posição. As Câmaras Municipais que pretenderem aderir a esta iniciativa, terão de comunicar às Finanças até 30 de Novembro a redução da taxa de IMI. As autarquias podem descontar até 10% no IMI às famílias com um filho, 15% para as famílias que têm dois filhos e 20% para três ou mais filhos.

O desconto no IMI a pagar em 2016, com base no IRS do presente ano, tem de ser aprovado pela Assembleia Municipal e aplica-se a imóveis de habitação permanente e que esteja registado nas Finanças como domicílio fiscal da família.


Notícia: semanário «Expresso» e «Diário de Notícias».
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Destino turístico de natureza, mas trabalho continua sazonal e precário

As empresas marítimo-turísticas nos Açores funcionam, essencialmente, durante os meses de Verão e com recurso a trabalho sazonal, apesar do arquipélago ser cada vez mais reconhecido internacionalmente como destino turístico de natureza.

“Nós temos dois trabalhadores efetivos e sem ser do quadro costumamos ter umas dez pessoas. Em geral, contratamos pessoas formadas ou que estão a formar-se”, afirmou Paulo Aguiar, gerente de uma empresa marítimo-turística que existe na ilha Terceira há dez anos, acrescentando que no Inverno “há pouco serviço”.

Também o gerente de outra empresa de observação de cetáceos na ilha do Faial reconheceu que durante Junho, Julho e Agosto costuma contratar trabalhadores precários, normalmente oito e quase todos licenciados em biologia e ambiente, com idades entre os 20 e os 35 anos.

“Nós só contratamos durante o Verão, depois fechamos a porta. Em termos fiscais continuamos a ser altamente penalizados tendo uma atividade completamente sazonal. É uma perfeita sangria no Inverno, porque não temos atividade nenhuma, não faturamos absolutamente nada”, afirmou Pedro Filipe, acrescentando que “com tantos impostos não é possível manter tantos postos de trabalho no Inverno”.

Para este empresário, seria possível manter postos de trabalho durante o Inverno “se a meteorologia permitisse e depois se houvesse uma diferenciação fiscal para as empresas que laboram com pouco 'staff' e muitas despesas ao nível do combustível, seguros e licenças”.

Apesar da chegada, este ano, das companhias aéreas 'low cost' e do aumento do número de turistas na ilha de São Miguel, o empresário Carlos Paulos, ligado ao mergulho, considerou que “para já” não se justifica ter mais pessoas efetivas, dado que os melhores meses para mergulhar nos Açores são apenas Setembro e Outubro.

Segundo disse Carlos Paulos, a sua empresa, sediada em Vila Franca do Campo, tem apenas uma pessoa efetiva e durante o pico do Verão contrata mais cinco a seis, normalmente, finlandeses, noruegueses, alemães e espanhóis. “Cá não se aposta verdadeiramente em formação que interesse para esse tipo de coisas, infelizmente. Há uma série de escolas profissionais, mas que não dão formação de jeito nessa área e a que dão é uma vergonha”, afirmou Carlos Paulos, que defendeu a “criação real de reservas livres de pesca” para que se possa desenvolver nos Açores o turismo de mergulho.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Alterações de trânsito na Fajãzinha

Entre os dias 28 e 30 de Agosto, o trânsito na freguesia da Fajãzinha estará condicionado, por altura das comemorações em honra de Nossa Senhora dos Remédios, das 19h30 às 4 horas da manhã. Assim sendo, no ramal antigo o trânsito far-se-á apenas no sentido ascendente e na Rua da Falca (ramal novo) apenas no sentido descendente. O trânsito estará encerrado no centro da freguesia da Fajãzinha.

Para mais informações consulte o edital e seu respetivo mapa.


Notícias: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Porto das Poças, que remodelação afinal?

O PSD/Açores questionou o Governo Regional sobre a ampliação do Porto das Poças, uma obra que “quase 15 anos depois de prometida, e segundo o Conselho de Governo do passado mês de Julho, vai ser posta a concurso. Lamentavelmente, o tempo vai passando e aquele investimento, essencial para o desenvolvimento da ilha das Flores, nunca foi concretizado”, critica o deputado Bruno Belo.

“Não houve ano de eleições regionais em que essa [ampliação do Porto das Poças] não tenha sido uma promessa feita [aos florentinos]”, lembra Bruno Belo, recordando que, “em Setembro de 2000, o Governo Regional anunciou pela primeira vez que ia reabilitar aquela infraestrutura portuária. Até hoje”.

Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa Regional, o deputado social-democrata florentino elenca várias dúvidas sobre o concurso público agora anunciado, querendo saber “a capacidade de atracação para embarcações no projeto final de requalificação existente”, assim como “qual a área de terrapleno que nele consta, e que calendarização está prevista para o investimento”.

Segundo o deputado do PSD/Açores, e “tendo em conta o nível de segurança a que uma infraestrutura daquela natureza obriga, é preciso saber-se as dimensões do molhe e do contra-molhe a construir”, da mesma forma que interroga a tutela sobre “os resultados dos ensaios de mar para o projeto que será efetivamente ser executado”.

Bruno Belo realça que “há muito tempo que a ilha das Flores reclama a requalificação do Porto das Poças, para que os seus pescadores, os passageiros, as empresas marítimo-turísticas e a náutica de recreio possam ter melhores condições de trabalho e segurança”.

E, sobre “o rol de promessas que os vários Governos Regionais socialistas criaram”, lembra ainda que, “em Setembro de 2004 foi dito que se iam desencadear os procedimentos para a elaboração do projeto. Passados quatro anos (2008), o Governo Regional apresentou o anteprojeto, e em 2012 apresentou o projeto final. Ao longo dos últimos três anos, parece ter ocorrido uma longa revisão ao projeto”, refere o deputado florentino.

“Em 2012, a obra de ampliação aprovada pelos profissionais das pescas consistia na construção de um molhe de proteção de 302 metros, um contra-molhe de 102 metros para bom abrigo da bacia interior do porto, e cerca de 15 mil metros quadrados de área molhada, 8 mil metros quadrados de terrapleno, cais e pontões com capacidade para 88 embarcações. Aguardamos agora as respostas do Governo Regional sobre o que vai ser feito”, concluiu Bruno Belo.


Notícia: "sítio" do PSD/Açores.
Saudações florentinas!!

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Boa qualidade das águas balneares

Aproveite esta época de veraneio com tudo o que as nossas zonas balneares têm para oferecer. Para além de todo o seu esplendor natural, as nossas águas balneares apresentam uma qualidade ambiental óptima, atestada pelos resultados do programa de monitorização realizado.

A zona balnear da Fajã Grande distingue-se pela sua água balnear identificada com qualidade de excelência ao longo dos anos, sendo-lhe conferida a bandeira de Qualidade Ouro. Igualmente própria para banhos e com boa qualidade ao longo de toda a época balnear está a Praia da Calheta.

A informação da qualidade balnear pode ser devidamente consultada nos painéis informativos colocados à disposição dos banhistas.


Notícias: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Fazendense já tem calendário do futsal

Na semana passada foi realizado o sorteio da Série Açores da Segunda Divisão Nacional de futsal, tendo o calendário ditado que o Grupo Desportivo Fazendense receba na ilha das Flores a equipa da Casa do Povo do Porto Judeu na jornada de abertura da prova, agendada para 24 de Outubro.

Esta será a primeira edição da Série Açores do Campeonato Nacional da Segunda Divisão de futsal masculino. A competição conta com quatro equipas da ilha Terceira (Matraquilhos, Casa da Ribeira, Desportivo dos Biscoitos e Porto Judeu), três equipas de São Miguel (Atalhada, Norte Crescente e Vila Franca) e o campeão regional da época passada: o Fazendense.

Saudações florentinas!!

domingo, 23 de agosto de 2015

A freguesia do Mosteiro

A freguesia do Mosteiro pertence ao concelho de Lajes das Flores, de cuja sede dista cerca de 10 quilómetros. É uma das freguesias menos povoadas do país, constituída pela sede de freguesia e pelo lugar da Caldeira.

O topónimo principal continua a ser pomo de discórdia entre os historiadores, mas muitos defendem a teoria de que o herdou da freguesia homónima existente na ilha de São Miguel. Os primeiros colonos a ocupar esta região seriam oriundos daquela localidade e tê-la-ão baptizado com o nome da sua terra natal. Segundo alguns autores, este movimento de colonização foi encabeçado por um homem chamado João Soares.

Em 1676, o então lugar do Mosteiro era desanexado da vila de Lajes das Flores e incluído na paróquia das Fajãs, com sede na paróquia de Nossa Senhora dos Remédios da Fajãzinha.

O aventureiro António de Freitas, antigo seminarista nascido na Fajãzinha, esteve emigrado na China, onde fez grande fortuna. Regressando de lá, no ano de 1846 mandou construir a Igreja Matriz do Mosteiro, de invocação à Santíssima Trindade "em sinal de reconhecimento por ter conseguido salvar todos os seus bens".

Alguns anos mais tarde, em 1850, a freguesia do Mosteiro foi elevada a paróquia, conjuntamente com o lugar da Caldeira, já a Igreja estava construída. Como relata Francisco Gomes, "ao tempo da erecção da paróquia se achava já decentemente ornada, provida de paramentos e mais objectos necessários para o culto divino".

Nessa época, a recém-instituída freguesia reunia 90 casas e cerca de 300 habitantes.

O padre José António Camões, após descrever a ponta do Sargo, refere o minúsculo portinho do Mosteiro "onde tristemente varam três ou quatro barcos (...). O tal portinho é de uma pequena povoação chamada «Os Mosteiros»" e assinala a existência de duas ribeiras, a Ribeira do Mosteiro e a Ribeira dos Ladrões, ou do Fundão, "aonde acaba o destricto da freguesia de Nossa Senhora dos Remédios e de Nossa Senhora do Rosário das Lagens".

O mesmo historiador refere que, ao seu tempo, a freguesia possuía apenas 31 casas, com 83 homens e 92 mulheres, acrescentando ainda: "Tem 8 casas de telha, e nenhum homem calçado. Há nela juiz vintenário, com seu escrivão, sujeitos à jurisdição da vila das Lagens. Os soldados da ordenança que há na dita aldeia são subordinados à segunda companhia da vila das Lagens".

Actualmente, na sua milenária pacatez, a freguesia do Mosteiro assemelha-se a um lugar paradisíaco, retirado de um conto de fadas. Muito bem arrumada, limpa e ajardinada, com a sua igreja mandada construir pelo aventureiro chinês nascido na Fajãzinha.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
Saudações florentinas!!

sábado, 22 de agosto de 2015

«Brumas e Escarpas» #89

Crendices fajãgrandenses

Muitas eram as crenças ou crendices existentes entre a população da Fajã Grande, e muito provavelmente nas outras freguesias da ilha das Flores, nos anos 1950. Tratava-se, naturalmente, de espécies de sentenças muito antigas, algumas trazidas muito possivelmente pelos primeiros povoadores e que se foram transmitindo de geração em geração. Aqui se recordam algumas, sendo que se trata apenas de meras citações de memória.

No ano 2000 acabava o mundo.
Comer salsa em jejum ajudava a desenvolver a memória.
Atirar sal para o lume espantava o azar.
Passar debaixo duma escada dava má sorte.
Quebrar um espelho, dava sete anos de azar.
Quem trabalhasse no primeiro dia do ano trabalhava todos os dias.
Era pecado cuspir depois de comungar.
Sol com chuva casavam-se as viúvas.
Uma vassoura atrás da porta espantava as visitas.
Quando fazia relâmpagos deviam-se esconder ou tapar os espelhos.
Apontar uma estrela fazia nascer verrugas no dedo que apontasse.
Saltar por cima duma criança impedia-a de crescer.
As raparigas não deviam comer ovos de duas gemas, pois teriam gémeos.
Encontrar ou cruzar com um gato preto, na rua, dava azar.
Quando o arco-íris virasse de pernas para o ar seria o fim do mundo.
Não se devia cantar durante a Quaresma.
Uma cruz feita em cima da massa do pão, acompanhada da oração – São João t’afermente e Santo Antonho t’acrescente – fazia levedar o pão mais depressa.
Sexta-feira 13 era dia de azar, pelo que não se devia mudar de casa, casar, mudar o gado, fazer o canteiro, semear milho, etc.
Agosto era mês de desgosto.
A língua do porco não se devia comer, devia ser oferecida pelas almas do purgatório.
Assobiar à meia-noite chamava o diabo.
Havia um “Calhau das Feiticeiras” onde existiam marcas dos pés delas, pois por ali desciam e subiam para atirar o corpo de Ti’Antonico por lá abaixo.
Na Sexta-Feira Santa era bom comer funcho. Nossa Senhora também comera a caminho do Calvário.
Onde os caminhos formavam cruzeiros colocava-se uma cruz.
As crianças que se portassem mal seriam assentadas no Boiceiro, uma cadeira com o fundo do assento repleto de pregos virados com o bico para cima.
Assistir à missa, confessar-se e comungar em nove sextas-feiras seguidas era garantia de não se morrer em pecado mortal.
Fazer uma cruz de cuspo no peito do pé melhorava o pé dorido.
O Senhor Espírito Santo era vingativo.

E muitas outras...

Carlos Fagundes

Este artigo foi (originalmente) publicado no «Pico da Vigia».

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Novas lixeiras (municipais?) a céu aberto nesta galardoada Reserva da Biosfera

Deputado regional do PCP denunciou a existência na ilha das Flores de novas lixeiras a céu aberto, de grandes dimensões, com resíduos perigosos e mesmo queima deliberada de resíduos a céu aberto, sem quaisquer condições. Os comunistas exigem esclarecimentos urgentes do Governo Regional.

"Estas lixeiras são conhecidas pelas entidades locais e regionais que, ao contrário do que seria o seu dever, não tomam qualquer atitude para encerrar estas lixeiras e identificar os responsáveis", afirmou o deputado comunista Aníbal Pires.

Segundo o deputado regional do PCP, estão em causa situações que podem constituir crime ambiental e que são “tanto mais graves numa ilha que é Reserva da Biosfera e em que existem valores ambientais únicos e frágeis que têm de ser protegidos”.

Para o deputado comunista, a existência de lixeiras clandestinas na ilha das Flores surpreende pela negativa e merece uma resposta rápida por parte das autoridades competentes: “O PCP exige esclarecimentos urgentes do Governo Regional e o rápido encerramento destas lixeiras ilegais, bem como responsabilização legal e administrativa dos indivíduos e ou entidades causadoras deste grave prejuízo ambiental”.

No final da sua visita à ilha das Flores, o deputado comunista voltou também a criticar os transportes aéreos: “A situação dos transportes aéreos, fator fulcral do desenvolvimento da ilha, com a completa saturação dos voos inter-ilhas a causar problemas muito sérios aos florentinos, incluindo nas suas deslocações para a realização de exames e tratamentos médicos, o que se traduz em estadias mais prolongadas, com o consequente aumento da despesa pública e, naturalmente, com os transtornos causados aos utentes”, disse Aníbal Pires.

O deputado comunista referiu ainda que o desemprego juvenil atinge uma “dimensão avassaladora”, sendo “um desastre económico que compromete por muitos anos o desenvolvimento da ilha das Flores”: “Os empregos sazonais, ligados ao setor do turismo, sempre precários e mal remunerados, bem como os estágios e programas ocupacionais temporários que o Governo Regional usa para tentar disfarçar a real dimensão deste fenómeno, não resolvem qualquer problema da nossa juventude que ambiciona e tem direito a um emprego estável que lhe permita fixar-se na ilha das Flores e aí construir a sua vida”, afirmou Aníbal Pires.

Em relação ao Museu das Flores, o deputado comunista considerou “lamentável” que uma instituição “tão importante para a cultura e identidade florentinas, bem como para o setor do turismo”, esteja encerrada há tantos anos.


Notícia: «Açoriano Oriental», rádio Atlântida e jornal «i».
Saudações florentinas!!