segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Comité Nacional das Reservas da Biosfera reuniu-se na ilha das Flores

A reunião semestral do Comité Nacional para o programa Man & Biosphere (MaB) realizou-se na passada sexta-feira (dia 15) nas Lajes das Flores, tendo sido precedida por visitas de campo às Reservas da Biosfera das Flores e do Corvo, onde foram apreciadas as propostas de relatório de reavaliação das Reservas da Biosfera do Corvo e da Graciosa, pelo facto de completarem 10 anos desde a sua distinção pela UNESCO.

‘Man & Biosphere’ é um programa científico da UNESCO, criado em 1971, para promover o equilíbrio entre as sociedades humanas e os ecossistemas, que devem sempre ter como objetivo último a conservação da biodiversidade, sem esquecer a importância da qualidade de vida das populações, integradas numa verdadeira estratégia de sustentabilidade.

Entre as onze Reservas da Biosfera existentes em Portugal, há quatro nos Açores, nomeadamente as ilhas Graciosa e do Corvo, classificadas em 2007, a ilha das Flores, que foi classificada em 2009, e as Fajãs de São Jorge, cuja classificação ocorreu em 2016.

Os Planos de Gestão dos Parques Naturais de Ilha e os Planos de Ação das Reservas da Biosfera estarão concluídos até ao início do próximo ano, garantiu a secretária regional da Energia, Ambiente e Turismo. Marta Guerreiro salientou, por outro lado, a realização de cursos de Guias dos Parques Naturais dos Açores, que se vão realizar a partir do início de Outubro em São Jorge, na Graciosa e na Terceira, e que chegarão às Flores, Corvo e Santa Maria no início de 2018.

A visita do Comité Nacional para o programa Man & Biosphere decorreu de 12 a 16 de Setembro nas ilhas das Flores e do Corvo.


Notícia: revista «NO».
Saudações florentinas!!

sábado, 16 de setembro de 2017

A cruz da Igreja da Fajãzinha

A Igreja da freguesia da Fajãzinha, conforme consta da sua própria fachada, foi edificada pelo padre Alexandre Pimentel de Mesquita, em 1778. É monumento de uma dimensão notável, só semelhante na ilha das Flores à Igreja Matriz de Santa Cruz. A grandiosidade do templo pode hoje parecer surpreendente, mas outrora a freguesia tinha muitos habitantes e a Igreja era Matriz das povoações vizinhas, nomeadamente da Fajã Grande.

Félix Augusto Pereira Martins, um continental que a Marinha Portuguesa trouxe à ilha das Flores, que se fixou nas Lajes, constituiu família, foi empresário, funcionário da Direcção-Geral de Aeronáutica Civil e das empresas que lhe sucederam e deputado, conta que o padre António Joaquim de Freitas, o último pároco residente na Fajãzinha, já nos anos sessenta considerava difícil mobilizar paroquianos ágeis para efectuar a manutenção da Cruz da Trindade, que encimava a Igreja.

A degradação absoluta da cruz levou Félix Martins em 2015 a tomar a decisão de construir uma cruz igual à original, em homenagem à Igreja, à sua gente e à origem da sua esposa. Seguiram-se as peripécias para descobrir o modelo original, que um acidente em 2016 fez adiar. Felizmente a zeladora da Igreja, Teresa Avelar, tinha tido o cuidado de guardar os fragmentos que, embora muitos ferrugentos, permitiram tirar medidas correctas e riscar moldes, bem como recolher, para recuperação, o medalhão central.

Foram gastos cerca de 74 kg de barras de aço inoxidável polido, de varão e cavilhas, 300 eléctrodos, algumas dezenas de discos de corte, de rebarbar e de roletos de lamelas de lixa para polir.

A junção dos 98 elementos e o desgastante trabalho de soldadura, para evitar torturas, empenos e danos de respingos dos eléctrodos, demorou mais de dois meses, resultando numa cruz com 2,24 metros de altura e 1,33 de haste a haste, com cerca de 70 kg de peso, a qual foi oferecida à Comissão para os Assuntos Económicos em 19 de Agosto de 2017, imediatamente fixada no local da anterior e benzida antes da festa da padroeira Nossa Senhora Remédios.

Poderá dizer-se que, começar pela cruz, foi a melhor forma de vaticinar a prevista recuperação da Igreja, que está bastante degradada, mas será uma obra muito dispendiosa, de que a população da Fajãzinha vai ser capaz, pois há anos trabalham, em união e afanosamente, para o conseguir, desde agora sob a protecção duma divina e admirável obra de arte, iluminada de noite e brilhando de dia com o esplendor do Sol.

E Cristo compensará a iniciativa, a generosidade e o esforço.


Opinião de Renato Moura, publicada no portal Igreja Açores.
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Autárquicas 2017: debates na Antena 1

Anteontem e ontem a Antena 1 Açores transmitiu os debates radiofónicos entre os candidatos a presidente da Câmara Municipal das Lajes e de Santa Cruz.

Os dezanove concelhos açorianos vão continuar em debate na Antena 1 Açores nos próximos dias, pelas 8h30 e 18h15.
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Espécies invasoras estão a expandir-se descontroladamente pelo arquipélago

A cana-roca continua a espalhar-se pelo território das ilhas dos Açores, aparentemente sem controlo.

Considerada uma das 100 espécies invasoras mais perigosas do mundo, a cana-roca entrou nos Açores por São Miguel e hoje é possível encontrá-la em todas as ilhas.

O avanço desta espécie invasora está sem controlo nas ilhas açorianas. Para o investigador Paulo Borges é urgente que as entidades oficiais se unam no combate à planta.


Notícia: «TeleJornal» da RTP Açores.
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Autárquicas 2017: debates na RTP Açores

Anteontem e ontem a RTP Açores transmitiu os debates televisivos entre os candidatos a presidente da Câmara Municipal das Lajes e de Santa Cruz.

Os dezanove concelhos açorianos vão continuar em debate na RTP Açores nos próximos dias, pelas 20h40 após o TeleJornal.
Saudações florentinas!!

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Escola das Flores não consegue fixar novos professores porque PS alterou lei

As escolas açorianas mais afastadas estão a enfrentar problemas de estabilidade no quadro docente por causa da nova lei que desobriga os professores de permanecerem três anos no mesmo estabelecimento de ensino.

Deolinda Estêvão, da Escola do Corvo, diz que as escolas mais pequenas estão transformadas em plataformas giratórias de professores: "A alteração é muito simples. Antes os professores poderiam concorrer por três anos ou por um ano; actualmente, os professores concorrem só para vincular, não há obrigatoriedade de concorrer por três anos. Ao concorrer apenas por um ano, é-lhes permitido concorrerem no próprio ano letivo à afetação, que é o mesmo que dizer concorrer ao destacamento."

Muitos docentes vinculam numa escola e pedem, de imediato, transferência para outra escola. Ou seja, por exemplo, um professor que fique colocado na Escola das Flores, não precisa sequer vir ocupar esse lugar e pode pedir logo transferência para uma outra Escola.


Notícia: RDP Antena 1 Açores.
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Cooperativa Ocidental não aumenta preço do leite aos produtores florentinos

Depois de São Miguel, da Terceira e da Graciosa, agora é a vez do preço do leite pago ao produtor aumentar também em outras ilhas.

Segundo apurou a Antena 1 Açores, os aumentos vão variar entre 1 e 2 cêntimos e deverão ocorrer nas ilhas de São Jorge e do Faial.

No Faial, a CALF está a preparar o aumento do preço do leite pago ao produtor em 1 cêntimo por litro, a partir do início de Setembro. A cooperativa de lacticínios do Faial debate-se com falta de matéria-prima para manter a fábrica a laborar todos os dias da semana, por isso este aumento pode ser visto como um incentivo à produção.

Em São Jorge, a UniQueijo também vai aumentar o preço do leite a pagar aos produtores da ilha, mas em 2 cêntimos por litro a partir de 1 de Outubro.

No Pico, a cooperativa Leite de Montanha não vai aumentar o preço a pagar por litro de leite entregue na fábrica, atendendo às obras que estão a decorrer na estrutura.

Já na ilha das Flores, a direção da Cooperativa Ocidental considera não ter condições financeiras para aumentar o preço do leite nesta altura do ano.


Notícia: RDP Antena 1 Açores.
Saudações florentinas!!

sábado, 26 de agosto de 2017

CMLF permuta terrenos com o Governo

O Governo Regional aprovou a cedência dos terrenos na zona das Presépias e dos Biscoitos para a Câmara Municipal de Lajes das Flores, por troca com as instalações pertença do Município onde se encontra instalado o Serviço de Ambiente das Flores.

Através desta permuta e com a posse dos terrenos a nascente do Estádio Municipal, o Município das Lajes fica com a posse de uma área de cerca de 80 mil metros quadrados numa zona central da vila, o que permitirá efetuar intervenções urbanísticas no futuro que permitam a fixação de pessoas, a criação de emprego e o desenvolvimento do concelho das Lajes.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Hora do Ofício: oficina de tecelagem

Atualmente, e em muitas regiões do país, a indústria caseira da tecelagem corre o perigo de extinção devido sobretudo à concorrência do comércio urbano e consequentemente à falta de artesãos que se dediquem a esta tradição artesanal. É, portanto, necessário proteger este património cultural, dignificar o saber-fazer e reforçar a sua capacidade de resistência.

Num abandono que tende a generalizar-se nos Açores, a tecelagem na ilha das Flores depende de uma única artesã, Maria da Conceição Câmara. Aprendeu a tecer em criança e ainda hoje mantem a atividade e a disponibilidade para a ensinar a quem demonstre interesse.

Sob a orientação e coordenação da artesã Maria da Conceição Câmara, as participantes desta oficina aprenderam a urdir a teia e a montá-la no tear, tecer usando a lançadeira e fazer os acabamentos das peças. Estas são as etapas do processo de aprendizagem inicial que a oficina “Tecelagem - Hora do Ofício”, organizada pelo Centro Regional de Apoio ao Artesanato ao longo de cerca de 100 horas na Vila das Lajes, se propôs realizar na expectativa de perpetuar esta tradição na ilha das Flores, onde a fiação e a tecelagem do linho e da lã foram, em outros tempos, atividades de grande expressividade.

Alguns foram os participantes/formandos, ao todo sete, que durante alguns meses frequentaram esta oficina. Sob a orientação da artesã Maria da Conceição Câmara, o balanço final foi positivo, até porque os trabalhos apresentados são disso prova. Aqui ficam as imagens possíveis.

Obrigado ao Centro Regional de Apoio ao Artesanato pela autorização da recolha de imagens, a todos os participantes e ao Museu das Lajes (onde foram captadas algumas imagens e onde decorreu a formação). Obrigado especial à Luísa Silveira, pela imprescindível ajuda nas imagens, bem como na produção.


Vídeo: YouTube de José Agostinho Serpa.
Saudações florentinas!!

terça-feira, 22 de agosto de 2017

William Braga recandidata-se pelo PSD

William Braga é pela segunda vez consecutiva o candidato do PSD à Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores e assume como prioridade a fixação de população no concelho.

"Temos uma grande hemorragia populacional. Estamos a perder muitas pessoas, e cada vez a ficar menos e a população mais envelhecida", disse William Braga.

O candidato social-democrata considera que uma das principais preocupações da autarquia de Santa Cruz das Flores deve ser a criação de emprego: "Como existe perda de população, uma das prioridades é arranjar condições para que se criem empregos para fixar pessoas", salientou.

A agricultura, a pesca e o turismo são setores que devem ser acompanhados, mas para William Braga também a procura de parcerias com Universidades e com os Governos regional e nacional, com vista à instalação de projetos na ilha que gerem emprego: "Existiu a possibilidade há anos de se criar aqui um pólo de Medicina veterinária, que foi criado na Terceira. Este pólo, na nossa ilha, tinha dado um grande dinamismo, porque vinham professores e alunos de todo o país e dava aqui, de Setembro a Junho, muito movimento", exemplificou.

Outra das propostas do cabeça de lista do PSD para fixar jovens no concelho é a recuperação de habitações degradadas: "Sei que existem jovens casais que querem ter uma casa e hoje em dia os bancos já não emprestam com tanta facilidade. A autarquia pode ter um papel importante nesse sentido, de adquirir e remodelar. Os casais ficam a pagar à autarquia, mas sem juros", defendeu William Braga.

A educação e a saúde são também preocupações do candidato do PSD, que quer saber porque não se deslocam mais médicos especialistas à ilha das Flores.

William Braga iniciou o seu percurso na política há quatro anos, quando foi candidato do PSD à Câmara de Santa Cruz das Flores, sendo desde então vereador na autarquia. O empresário, com 37 anos, disse que se voltou a candidatar por entender que o concelho mantém os mesmos problemas de há quatro anos e considerou que tem mais hipóteses de ser eleito a 1 de Outubro do que tinha em 2013: "Não vejo qualquer desenvolvimento e acredito que eu e as pessoas que estão na minha lista podemos fazer um trabalho mais dinâmico do que aquele que tem sido feito", frisou William Braga.


Notícia: «Açoriano Oriental» e «Diário de Notícias».
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domingo, 20 de agosto de 2017

Mosteiro sem candidatos autárquicos

A reorganização das freguesias, datada de 2013, fez com que o Mosteiro passasse a ser a freguesia portuguesa com menos eleitores, contando com apenas 30 pessoas recenseadas.

Só se lembram do Mosteiro quando o povo vota. A estatística faz com que a freguesia só apareça no mapa quando se descobre a graça de por lá serem tão poucos a votar. E nem todos os que lá estão recenseados residem actualmente no país. Nas últimas eleições, as Legislativas Regionais de Outubro de 2016, foram às urnas 22 pessoas.

Na freguesia do Mosteiro não há cartazes com os rostos dos candidatos à Junta e o período eleitoral em nada altera a tranquilidade de uma população rural no meio do Atlântico.

A pouco mais de um mês da data para as eleições autárquicas, a actual presidente ainda nem sequer sabe se o seu futuro passa por continuar à frente dos destinos da Junta de Freguesia. Isabel Tenente, 36 anos, é independente e acumula a função de presidência da Junta com o trabalho por conta própria na área da agricultura biológica. Quanto a uma eventual recandidatura revela ao telefone com o jornal «Público» que “ainda é muito cedo para saber” se concorre ou não.

Aqui não há apresentação de listas no tribunal local. Por estar à frente de uma freguesia com menos de 150 eleitores, a tradicional Assembleia de Freguesia é substituída por um Plenário de Cidadãos eleitores. Esta especificidade só obriga os candidatos a apresentarem listas no dia da reunião do plenário, que normalmente é convocado duas semanas depois da data das eleições a nível nacional.

Em 2013, Isabel Tenente concorreu sozinha e sem estar ligada a nenhum partido. Agora garante que “apesar de não ser um trabalho a tempo inteiro, há sempre coisas para fazer na freguesia”. A freguesia do Mosteiro é também um caso raro no que toca à composição do executivo. Os três membros que integram a Junta – presidente, secretária e tesoureira – são mulheres.

A dez quilómetros da sede de concelho, o Mosteiro “tem o básico”. Situada num vale profundo a freguesia “já tem acesso à internet, às redes móveis e o Governo Regional já concluiu o ramal de acesso”. Aqui não há lugar a promessas políticas. “Vai-se trabalhando com o que tem”. É um trabalho que “se faz consoante as necessidades”, explica Isabel Tenente.

O orçamento da Junta de freguesia do Mosteiro é de tal forma escasso que o apoio da Câmara Municipal de Lajes das Flores se torna imprescindível. Mosteiro gasta o que tem em despesas correntes, já as grandes obras são feitas com o apoio financeiro e logístico da autarquia de Lajes das Flores. O orçamento de 2014, o último que se encontra publicado no sítio da Junta de freguesia, previa receitas que não chegavam aos 15 mil euros e despesas de igual valor.

“Dada a população que temos não podemos estar a exigir muito”, diz em tom de desabafo a presidente que ainda não sabe se quer ficar com o lugar que lhe pertence. Passados quatro anos tem pena de não ter feito o miradouro que pretendia, “não por falta de condições, porque a Câmara Municipal tem ajudado bastante”, mas sim porque não houve acordo com os donos do terreno onde ficaria o “observatório”. Diz esperar que o próximo presidente volte a pegar no projecto.

Isabel Tenente revela-se satisfeita com o trabalho que fez, mas acha que “os primeiros quatro anos são um estágio” isto porque “há muita coisa para aprender” e para isso “tem de haver mais algum tempo para mostrar que se consegue fazer alguma coisa”.

Depois de Outubro, quando os eleitores escolherem os seus autarcas, o país só se deve voltar a lembrar da freguesia do Mosteiro quando se regressar às urnas nas eleições para o Parlamento Europeu, em 2019. Mas até lá, na encosta voltada para o Atlântico, “há muita coisa para se ir fazendo”.


Notícia: jornal «Público».
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sábado, 19 de agosto de 2017

SATA vai trocar bombeiros por privados

Os serviços de socorro e emergência dos aeroportos das ilhas do Pico, São Jorge, Graciosa e Corvo vão passar a ser assegurados por uma empresa privada, quando sempre foram assegurados pelas Associações Humanitárias de Bombeiros locais.

O concurso público promovido pela SATA Aeródromos está em fase de conclusão e prevê a adjudicação do serviço de socorro e emergência nos aeroportos do Pico, São Jorge, Graciosa e Corvo pelo período de três anos por um valor base de 4,4 milhões de euros. Duas empresas que prestam serviços similares nos aeroportos de Lisboa e no Funchal e Porto Santo, apresentaram propostas para o concurso promovido pela SATA Aeródromos.

As Associações Humanitárias de Bombeiros que presentemente prestam o serviço à SATA Aeródromos ainda equacionaram a possibilidade de concorrer em consórcio mas desistiram devido às exigências do caderno de encargos no que se refere à formação dos recursos humanos e os requisitos impostos pela Autoridade Nacional de Aviação Civil, para a certificação necessária para a prestação de serviços.

O presidente da Federação dos Bombeiros dos Açores disse à RDP Antena 1 Açores que estão a ser desenvolvidos esforços junto do Governo Regional e das Câmaras Municipais das quatro ilhas para que cerca de meia centena de bombeiros que prestam esse tipo de serviço nos aeroportos possam ser recrutados pela empresa que vencer o concurso: “Esses bombeiros têm experiência de muitos anos e agora estão confrontados com a situação de não saberem qual será o seu futuro profissional”, disse Manuel Silvestre.

Com a entrada de empresas privadas no serviço de socorro e emergência daqueles quatro aeroportos açorianos, as corporações de bombeiros daquelas ilhas deixam de receber cerca de um milhão de euros por ano da SATA Aeródromos. Nos outros quatro aeroportos açorianos com gestão da ANA (Santa Maria, Ponta Delgada, Horta e Flores), o serviço de socorro e emergência é por agora e ainda assegurado pelos Bombeiros através de protocolos.

Entretanto, o deputado florentino João Paulo Corvelo questionou o Governo Regional sobre o afastamento dos Bombeiros dos aeroportoos geridos pela SATA. O deputado comunista pretende saber se a decisão de privatizar o serviço de socorro e emergência foi tomada por iniciativa da tutela e se já existe a informação de quantos bombeiros açorianos vão perder o emprego devido ao facto da SATA adjudicar o serviço a privados.

Por outro lado, João Paulo Corvelo pretende saber se existem também elementos sobre as implicações financeiras para as Associações Humanitárias de Bombeiros que irão advir da não renovação dos protocolos existentes para a prestação do serviço de socorro e emergência de aeródromo naquelas quatro ilhas.


Notícia: Antena 1 Açores, «Diário Insular» e «Correio dos Açores».
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

15 alojamentos mais ecológicos do país

Em exclusivo para a revista «Visão Se7e», a associação ambientalista ZERO elaborou um ranking dos hotéis mais sustentáveis do país. Aqui respeita-se a tradição local e a paisagem envolvente, evita-se o desperdício e a produção industrial e, também por isso, se respira mais fundo.

Para desligar em tons de verde, este ranking dos 15 alojamentos mais ecológicos do país inclui o empreendimento florentino Aldeia da Cuada. Abandonada nos anos 1960, a Aldeia da Cuada, na ilha das Flores, foi recuperada sabiamente, mantendo a traça rural das casas de pedra e adaptando-as às atuais necessidades.

Casa do Luís, Casa da Esméria, Palheiro do Fagundes... Cada uma das dezassete habitações da Aldeia da Cuada tem o nome do seu último residente. A atenção para com a memória do local não se fica por aqui. Também se mantém a traça rural das casas de pedra desta aldeia, abandonada nos anos 60, que começou a ser recuperada há 25 anos – ainda o turismo rural não tinha o charme de hoje.

É difícil prestar atenção aos caminhos de pedra que rasgam a aldeia quando tudo à volta exige atenção. De um lado, contempla-se a natureza selvagem da ilha das Flores; do outro, absorve-se o azul do Atlântico. A apenas dois quilómetros da Fajã Grande, a freguesia mais ocidental da Europa, a Aldeia da Cuada proporciona uma estada despida de artifícios e onde o maior luxo é a experiência de autenticidade. A decoração campestre das casas 
(T1 a T6), com pitorescas janelas de guilhotina, transporta os visitantes para um tempo de horas mais lentas, sem distrações televisivas ou eletrónicas além de uma telefonia. A irregularidade do caminho até à sala do pequeno-almoço abre o apetite para a primeira refeição do dia, em que não faltam mel, geleias e compotas caseiras. E, se nas aldeias se vive ao ar livre, há bicicletas à disposição e pátios em cada casa para preguiçar e, claro, para sentir de perto a natureza.

No ranking de hotéis verdes que elaborou para a revista «Visão Se7e», a ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável teve em linha de conta quatro tipos de critérios: a utilização sustentável dos recursos naturais (boas práticas de gestão da água, energia e resíduos; reabilitação de edifícios ou aldeias, assegurando a manutenção da paisagem; utilização de técnicas 
e/ou materiais de construção ancestrais com poupança de recursos e de características locais; produção de alimentos nas instalações), o suporte às comunidades e à economia local (promoção de comércio local com recuperação de atividades em degradação; dinamização de compras de alimentos locais preferencialmente em modo biológico de produção; apoio e intervenção em projetos das comunidades em que se insere), o alojamento possuir certificações ou nomeações e, por fim, a diversidade de tipologias, um conjunto variado em termos de preços e uma ampla distribuição geográfica (áreas urbanas e rurais, diversos locais do País, incluindo as Regiões Autónomas).


Notícia: revista «Visão Se7e» e «TeleJornal» da RTP Açores.
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Extensão da plataforma continental?

A proposta portuguesa pretende alargar em dois milhões de quilómetros quadrados a área marítima sob jurisdição nacional, passando para o dobro da atual. A maior parcela pertence ao mar dos Açores.

Depois de uma proposta que deu entrada em 2009 nas Nações Unidas, começou esta semana a ser discutida a extensão da plataforma continental portuguesa, numa reunião entre a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental e o grupo de trabalho criado na Comissão de Limites da Plataforma Continental das Nações Unidas.

A proposta de Portugal prevê aumentar em dois milhões de quilómetros quadrados a área marítima de jurisdição nacional, o que corresponde ao dobro da área actual e que significa o equivalente a 49% do território da União Europeia. A proposta de Portugal foi apresentada às Nações Unidas em 2009, depois de ter sido constituída em 2005 a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental e depois de terem sido feitos levantamentos hidrográficos ao largo dos Açores, com os navios hidrográficos Gago Coutinho e com o D. Carlos I, que actualmente está em missão no arquipélago.

A reunião que decorreu esta semana é a primeira de muitas, já que o processo de análise até à decisão final pode levar entre 2 a 3 anos. No entender do Ministério do Mar, a criação de uma Comissão de Limites da Plataforma Continental, por parte das Nações Unidas, “é um passo decisivo” na pretensão de Portugal e vai permitir ao país “o exercício de direitos soberanos sobre a plataforma continental para efeitos de conhecimento e aproveitamento dos seus recursos naturais”.

Perante a perspectiva dos novos usos do mar e da chamada “economia azul”, com a tecnologia adequada há boas perspectivas da capacidade de rentabilização futura do mar, tornando-se viável o uso dos recursos biológicos e minerais existentes na plataforma continental. Dentro da plataforma açoriana ficarão enormes reservas de cobalto e também de titânio, níquel, platina, ferro-manganês, zinco, chumbo e até ouro e prata. São também prováveis as presenças de petróleo e gás.

Outro uso do ao mar, além da energia das ondas, é o da exploração da biotecnologia azul já que nas fontes hidrotermais há microorganismos que sobrevivem em condições extremas já que conseguem viver sem depender da fotossíntese, suportando temperaturas e pressões extremamente elevadas, o que as torna bastante importantes ao nível da engenharia biológica e genética.

A importância futura do mar em termos económicos e os impactos económicos que esta extensão da plataforma continental poderá trazer para Portugal são uma certeza, sendo que com esta proposta de extensão da plataforma continental Portugal fica com o direito de exploração dos recursos naturais no leito e no subsolo.


Notícia: «Correio dos Açores», Antena 1 Açores e «Diário Insular».
Saudações florentinas!!

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Mais do que meros “cristãos de pantufas”

A festa do Senhor Bom Jesus (na ilha do Pico) encerrou com uma última celebração presidida pelo padre Jacob Vasconcelos que apelou aos peregrinos presentes em São Mateus para não serem “cristãos de pantufas”.

O mais novo sacerdote da Diocese de Angra sublinhou que é preciso resistir à tentação de permanecer numa zona “de conforto e de comodidade”. Embora “Deus não fique, nunca, indiferente à sorte dos seus filhos; mas está continuamente atento às suas necessidades, à sua fome de vida, à sua sede de felicidade”, a verdade é que ninguém pode ficar à espera que Deus aja “quando devíamos ser nós a agir. Muitas vezes, gostaríamos que os milagres e acção de Deus fizessem o nosso lugar, que pudéssemos permanecer de braços cruzados... Não! A intervenção de Deus não substitui a necessidade do nosso esforço”, esclareceu o padre Jacob Vasconcelos.

“Mesmo perante as fomes de hoje, Jesus continua a implorar-nos: dai-lhes vós mesmos de comer, porque há recursos e bens para todos! Quantas vezes nos queixamos de que Deus não age... Quando devíamos ser nós a agir!”, precisou o sacerdote florentino.

Jacob Vasconcelos falou ainda da insatisfação permanente da sociedade relacionada “com a constatação de que o que se tem não chega”, lamentando o egoísmo e a falta de disponibilidade para ajudar a resolver os problemas dos mais próximos: “Quando cada pessoa puser à disposição dos outros aquilo que possui, não só em bens como em qualidades, assistiremos então a um prodígio: haverá alimento para todos e até sobrará. O grande milagre aqui, será, de facto, a partilha. Jesus serve-se da generosidade dos homens e faz chegar os seus dons a todos”, concluiu Jacob Vasconcelos.

Recorde-se que o bispo João Lavrador nomeou o recém-ordenado presbítero Jacob Vasconcelos como diretor do Serviço Diocesano de Evangelização, Catequese e Missão. O padre florentino será, por isso, um dos sacerdotes mais jovens a coordenar este serviço. Além de coordenar a vasta equipa catequética, o jovem sacerdote será ainda secretário pessoal do bispo de Angra e capelão da Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição. Ajudará ainda na paróquia da Ribeirinha (no concelho de Angra do Heroísmo).


Notícia: jornal «Correio dos Açores» e portal «Igreja Açores».
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domingo, 13 de agosto de 2017

Todas as ilhas numa única revista

Uma edição especial da revista «Visão» de 116 páginas já está nas bancas, com uma grande viagem pelo arquipélago que encanta o mundo.

Vem de longe o fascínio que as ilhas provocam nos humanos. A sua geografia particular, rodeada de mar por todos os lados, faz-nos evocar lendas e mistérios, tragédias e encantamentos, histórias de isolamento mas também de comunhão. Nos Açores, todas essas sensações são multiplicadas por nove, e ainda amplificadas por aquilo que cada ilha tem de mais especial: a sua natureza única, que é hoje, também, a maior riqueza do arquipélago. Quem nunca foi aos Açores pode agora viajar, com esta edição especial da revista «Visão», pelas suas nove ilhas. Quem já foi tem agora a oportunidade de recordar essa experiência e, quem sabe, começar a planear a próxima viagem, porque irá descobrir muitos e novos motivos de interesse.

Já está nas bancas, esta edição especial da revista «Visão» sobre Açores, sob o título “O apelo da natureza”. Faz sentido que assim seja, já que o arquipélago é hoje, justamente, um exemplo mundial no turismo sustentável, colecionando prémios e elogios. No meio do Atlântico, as ilhas vulcânicas atraem cada vez mais visitantes, graças à sua natureza incomparável e à afabilidade genuína das suas gentes. Mas mais do que contemplada, esta é uma natureza que merece ser vivida. De forma ativa e intensa, respeitando-a e, assim, preservando-a. Tanto em terra como no mar. Os Açores, conforme os nossos repórteres testemunharam, são hoje uma experiência inesquecível. E que merece ser partilhada.

É isso que poderá fazer numa viagem que, ao folhear as páginas da edição especial da revista «Visão», o levará, primeiro, a São Miguel e aos seus muitos tons de verde. Depois, salta para Santa Maria, a mais antiga das ilhas e conhecida pelas suas praias de areia branca. A viagem prossegue pelo grupo central, com paragens demoradas na Terceira, Faial, Pico, São Jorge e Graciosa e termina, naturalmente, nas Flores e no Corvo, as ilhas mais distantes, mas também as mais surpreendentes.

Em cada ilha, os repórteres da revista «Visão» descrevem a sua experiência, sempre com a natureza em plano destaque, e acrescentam depois as suas indicações principais para comer, dormir e andar por lá. Uma edição especial da revista «Visão», naturalmente, a não perder.


Notícia: revista «Visão».
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Esmeralda Lourenço confiante nas Lajes

A candidata do PPD/PSD à presidência da Câmara Municipal de Lajes das Flores, Esmeralda Lourenço está confiante num bom resultado, tendo realçado “a qualidade das equipas que conseguimos apresentar, não só para a Câmara mas também para a Assembleia Municipal e para quatro freguesias do concelho”.

A candidata à Câmara das Lajes confirmou que Bruno Belo, atual deputado na Assembleia Legislativa Regional, é o cabeça de lista do PSD à Assembleia Municipal.

Vitor Fagundes encabeça a lista à Junta de Freguesia da Fajã Grande, o mesmo acontecendo com Samuel Medina na Fazenda, Luís Carlos Freitas nas Lajes e César Andrade na freguesia da Lomba.

“Por todos e para todos” é o mote de campanha escolhido para recuperar a gestão da autarquia das Lajes, assim como atingir a maioria da votação nos vários órgãos autárquicos das Lajes.

A mandatária da candidatura laranja ao concelho mais ocidental da Europa é Lígia Teixeira.


Notícia: "sítio" do PSD Açores.
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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Paulo Valadão é candidato a Santa Cruz

O médico veterinário Paulo Valadão é o candidato da CDU à Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores. Além da lista para a Câmara Municipal, a CDU concorre à Assembleia Municipal com João Paulo Corvelo como primeiro candidato e também à Assembleia de Freguesia de Ponta Delgada em lista liderada por Joel Meireles.

Paulo Valadão afirmou-se preocupado com os problemas sociais com que os habitantes do concelho de Santa Cruz se confrontam: “É necessário tudo fazer no sentido de resolver caso a caso os problemas sociais que surgem, procurando dar bem-estar social às pessoas, dotando-as de uma vida com qualidade, que infelizmente muitas vezes não acontece”.

O cabeça de lista da CDU à Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores frisou “ser necessário que os eleitores tenham alternativas” para os órgãos autárquicos, considerando que as propostas da CDU são algo diferente perante um poder autárquico que é “exercido há muitos anos da mesma maneira” em Santa Cruz e pede a confiança dos eleitores para “mudar o rumo político do concelho”.

Paulo Valadão propõe-se desenvolver “um trabalho eficaz e pensar num desenvolvimento com seriedade e honestidade”, tendo “sempre em atenção a necessidade do equilíbrio das finanças municipais”.

O militante comunista, de 68 anos, defende o “desenvolvimento equilibrado do concelho” com base no respeito pelo património edificado. Exemplificando, o candidato da CDU referiu que “o Município de Santa Cruz possui um vasto património que, nalguns casos, está abandonado. Há que preservar esse património, mas também é necessário exigir aos privados que preservem o seu”.

Para Paulo Valadão, que foi deputado à Assembleia Legislativa Regional, neste momento o turismo está em franca expansão também na ilha das Flores, havendo que “criar todas as condições para o aproveitar” por forma a que seja benéfico para os que habitam no concelho.


Notícia: «Açoriano Oriental» e «Jornal da Tarde» da RTP Açores.
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

A nova zona balnear na Poça das Salemas

Estão concluídas as obras de construção da zona balnear da Poça das Salemas. Desta forma a Câmara Municipal de Santa Cruz disponibiliza mais um espaço de lazer aos seus munícipes e ao público em geral, reforçando e promovendo uma relação importante entre a vila de Santa Cruz e o mar.

Com mais esta infraestrutura, a autarquia de Santa Cruz das Flores pretende dotar o concelho de condições que lhe permitam apoiar e promover o turismo de natureza e aventura, bem como todas as nossas empresas de animação turística, contribuindo para a dinamização da nossa economia e para a criação de mais emprego e riqueza.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores.
Saudações florentinas!!

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Ampliação da zona balnear da Fajã

A Câmara Municipal das Lajes submeteu uma candidatura ao programa ProRural+ de ampliação da zona balnear do Porto Novo na Fajã Grande e de construção de um edifício de apoio a essa zona balnear.

Este projeto prevê a ampliação da zona de praia, bem como a criação de zonas de solário e acesso ao mar a nascente da rampa.
O projeto prevê ainda a construção de infraestruturas de apoio, que incluem balneários, instalações sanitárias e instalações de socorro, para que futuramente seja possível candidatar esta zona balnear à bandeira azul.

Estas obras têm um custo estimado na ordem dos 300 mil euros.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Persiste a devoção à Senhora do Carmo

Passaram já umas dezenas de anos sobre uma derrocada no rochedo sobranceiro ao lugar da Ponta, na freguesia da Fajã Grande, que destruiu e danificou imóveis e também uma ermida. Como houve fundadas dúvidas sobre a eventual ocorrência de outras derrocadas, foi decidido retirar dali, definitivamente, os habitantes e dar-lhes apoios para residirem noutro local.

Passado tanto tempo, não se considera que a zona ofereça hoje maior perigo do que as inúmeras localidades habitacionais ou de férias existentes nos Açores, situadas junto ao mar e encimadas por rochedos. Assim a Ponta da Fajã Grande foi progressivamente voltando à ocupação, seja para habitação permanente ou temporária. A lei da vida foi levando os naturais do lugar e agora só ali habitam permanentemente uma meia dúzia, vindos de fora. A zona é, cada vez mais, local privilegiado para fim-de-semana e férias.

A Ponta tem igreja; a Padroeira é Nossa Senhora do Carmo. Regressados alguns naturais e enquanto houve ali um número mínimo de participantes na Missa, um sacerdote deslocava-se para celebrar ao sábado. E retomou-se a festa em honra da padroeira.

Merece registo o facto de os oriundos da Ponta, residentes onde quer que seja, ou mesmo emigrados, continuarem a contribuir para a sua antiga paróquia, com enorme generosidade. Em acção coordenada pela zeladora da Igreja, Dina Serpa Salvador, está em curso uma completa recuperação do templo, não só com base nos donativos recolhidos do exterior, mas através da criação de uma vasta e competente equipa, que tem promovido um conjunto de iniciativas locais de angariação de fundos.

No último fim-de-semana do passado mês de Julho realizou-se a festa de Nossa Senhora do Carmo, precedida de tríduo preparatório, com recitação do terço e missa, eucaristia solene no domingo seguida de procissão. A organização da festa atingiu este ano um apogeu, não só pelo cuidado posto na ornamentação do templo e do espaço festivo, mas pelas excelentes condições de acolhimento oferecidas aos visitantes, seja no restaurante ou na tasca, como pela animação musical, ou até pelos sinais de festa do estalejar dos foguetes, algo já invulgar na ilha das Flores.

Na festa da Ponta, como aliás nas demais iniciativas na Fajã Grande, foi relevante a colaboração da Junta de Freguesia, especialmente patente na acção directa do seu presidente, José Costa. Eventos religiosos e os demais atraíram um número invulgar de pessoas.

Apesar da adversidade que os separou, subsiste a força de um povo com fé e movido pela devoção. Que fica, para exemplo.


Opinião de Renato Moura, publicada no portal Igreja Açores.
Saudações florentinas!!

domingo, 6 de agosto de 2017

Cancelamentos da SATA faz doentes florentinos perderem consultas e exames

O cancelamento de voos da SATA para a ilha das Flores está a ter implicações na deslocação de doentes e impediu a realização do concerto dos Xutos & Pontapés.

Vários doentes da ilha das Flores estão a perder consultas de médicos especialistas e exames clínicos devido ao cancelamento de voos da SATA. O deputado florentino João Paulo Corvelo protestou contra o facto de a transportadora aérea regional estar a cancelar ou a atrasar a realização de voos para as Flores.

O deputado comunista refere que situação agravou-se nos últimos dias: "Acontece que os passageiros desses voos cancelados para a ilha das Flores têm vindo a ser reacomodados pela SATA em voos agendados para o dia seguinte mas em horários bastante tardios, o que adicionado aos habituais atrasos operacionais da SATA tem levado a outros cancelamentos de voos para as Flores devido à impossibilidade de aterragem noturna por inexistência da certificação da iluminação da pista do aeroporto das Flores".

No entanto, João Paulo Corvelo realça que essa reprogramação de voos está a colocar em causa a realização de exames e consultas médicas de especialidade de doentes fora da ilha das Flores: "Parece de absoluto bom senso que essas pessoas fossem reacomodadas em voos matinais, o que não tem ocorrido, tendo vindo a ser reacomodados em voos ao final da tarde e assim perdendo as suas marcações médicas agendadas com grande antecedência", adianta o deputado florentino.

Entretanto, o deputado Bruno Belo (PSD) acusou a SATA de dificultar "a afirmação da ilha das Flores como destino turístico". O deputado social-democrata refere que vários turistas estrangeiros estão a perder os voos de ligação devido ao cancelamento ou alteração de horários dos voos da SATA, apontando como exemplo o caso de um grupo de turistas austríacos que deveria ter deixado as Flores na quinta-feira mas que só conseguiram sair da ilha no sábado, perdendo os voos de ligação. "A SATA está a transformar a experiência desses passageiros na ilha das Flores num pesadelo uma vez que, contrariamente ao previam, só regressam a casa três dias ao que tinham previsto", refere o deputado laranja.

As dificuldades da SATA na operação para a ilha das Flores estão na origem do cancelamento do concerto dos Xutos & Pontapés, previsto para a passada sexta-feira em Santa Cruz, no âmbito das festas Cais das Poças. A banda ficou retida em Ponta Delgada e perante a impossibilidade da SATA assegurar o transporte para as Flores, regressou a Lisboa noutra companhia aérea e cancelou o concerto.


Notícia: «Diário Insular» e «Correio da Manhã».
Saudações florentinas!!

sábado, 5 de agosto de 2017

Caldo de peixe traduz em sabor o resultado da competição no mar

Os números dos últimos anos dão conta de 700 a 800 quilos de pescado resultante da competição que se faz nas águas que banham a ilha das Flores. Esse peixe é, depois, preparado pelas mãos de quem sabe, de modo a garantir que o afamado caldo de peixe do Cais das Poças mantém a qualidade de sempre. Em 2016 foram servidas mil e quinhentas refeições.

Seja pelo convívio entre participantes, seja pela experiência de pescar nas águas limpas e cristalinas que envolvem a ilha das Flores, a verdade é que o concurso de pesca desportiva do Cais das Poças chama a Santa Cruz gente de outras ilhas.

“O ano passado vieram dois barcos de São Miguel para participar no concurso de pesca. Este ano já são cinco, embora o número possa ainda vir a crescer pois as inscrições acabam mesmo na véspera do concurso. Ainda assim, mesmo no dia da competição se aparecer alguém interessado fazemos a inscrição na hora e avança com os outros para o mar”, garante fonte da autarquia.

“Esse é um indicador que o concurso de pesca embarcada já está a ganhar uma dimensão regional.” Esse reconhecimento agrada à organização, que ambiciona “ter participações de mais ilhas”. Contudo, deve ressalvar-se que nesta competição nem todos os peixes contam. Há um regulamento que determina, por exemplo, que espécies como o tubarão ou as moreias, a serem apanhados, não serão pontuados. O que a autarquia de Santa Cruz das Flores incentiva a pescar (e que no regulamento figura como mais pontuável) é o peixe de fundo, também com o propósito de garantir a qualidade do caldo de peixe.

Contas feitas, na edição do ano passado deste concurso de pesca embarcada foram capturados cerca de 800 quilos de pescado que garantiram mais de mil e quinhentas refeições do afamado caldo de peixe. Mais um dos pontos altos do Cais das Poças que, habitualmente, conta com o envolvimento da comunidade, mas também de gente que vinda de fora faz questão de “dar uma mãozinha”...


Notícia: suplemento especial do jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Um desfile que traz à rua a cultura e a identidade das gentes da ilha das Flores

É um dos momentos mais aguardados do Cais das Poças, ou não fosse este cortejo etnográfico uma manifestação genuína (e animada) das vivências e tradições que marcam a história da ilha das Flores e das suas gentes.

Chegam a ser mais de trezentas pessoas em desfile pelas principais ruas da Vila de Santa Cruz, num cortejo etnográfico onde não se poupa no rigor das recriações de vivências e tradições das gentes da ilha das Flores. Da indumentária aos artefactos que em carros alegóricos ou a pé se trazem à rua, nenhum pormenor é deixado ao acaso. E se a isto juntarmos a boa disposição contagiante dos participantes, percebemos a razão pela qual o cortejo “Vivências e Tradições” é um dos momentos mais aguardados (e aplaudidos) do festival Cais das Poças.

Para a autarquia de Santa Cruz das Flores, promotora do evento, “o cortejo Vivências e Tradições é autêntico e genuíno, e, quando assim é, as pessoas apreciam”. Garante ainda que o esforço despendido no apelo à mobilização da população e instituições do concelho é praticamente nulo: “As pessoas, por si mesmas, juntam-se. Têm gosto no que mostram porque afinal é a sua essência que ali retratam. Depois, existem muitas coisas que funcionam quase mecanicamente porque, para umas boas dezenas de habitantes, são já muitos anos a participar neste cortejo”.

Uma montra onde se exibe com orgulho a identidade e a cultura de um povo, sendo que para os forasteiros funciona quase como cartão-de-visita ou de apresentação. Já para os filhos da ilha das Flores espalhados pelo mundo, mas que regressam à sua terra nesta altura do ano, é uma oportunidade de viajarem no tempo, revivendo artes, ofícios ou costumes que caíram em desuso, do mesmo modo que, na presença de filhos ou netos, apresentam esses testemunhos de história, com intuito de perpetuar a memória.

E é também com esse objetivo que neste festival Cais das Poças está pensado um lugar para a brincadeira dos mais novos, com a recuperação de jogos e atividades que a modernidade se encarregou de apagar. Regressam, por isso, às ruas da Vila de Santa Cruz alguns jogos tradicionais, como é o caso das corridas de sacas ou o pião.

Outra presença incontornável no cartaz do Cais das Poças é o folclore. Este ano, a atuação cabe ao Grupo Folclórico da Casa do Povo de Ponta Delgada.


Notícia: suplemento especial do jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Xutos são destaque do Cais das Poças

Xutos e Pontapés, dj Kaylova, Brumas da Terra e Os Académicos são alguns dos nomes do cartaz musical desta edição do Cais das Poças. A festa em palco faz-se ainda com quatro bandas florentinas.

K7 Pirata, Full ‘K’ Ords, Show Flores e StereoMixer são as quatro bandas locais com presença no cartaz musical deste ano do Cais das Poças, a que se junta a Escola de Música da Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores.

Música que é determinante para animar as três noites do festival e onde também não podem faltar os sons de dança. Este ano, os nomes escolhidos para a missão de “agitar” a festa noite fora são os dj Tigue, Snakar e New House. Ritmos de dança que vão ainda contar com um nome que tem vindo a “dar cartas” no panorama internacional: a asiática dj Kaylova que, depois da atuação no Cais das Poças segue para as Festas da Praia, na ilha Terceira.

Mas a presença mais aguardada da edição de 2017 do Cais das Poças são os Xutos e Pontapés. Afinal é o regresso, quase uma década depois, de uma das maiores bandas portuguesas de rock. Banda que continua a arrastar multidões e gerações inteiras, com músicas que são já verdadeiros hinos. Espera-se, por isso, que Tim, Zé Pedro, Kalú, João Cabeleira e Gui tragam ao festival Cais das Poças a energia contagiante de sempre, embalada pelos êxitos de mais de três décadas de carreira.

Como já vem sendo hábito, a música que se faz nas outras ilhas do arquipélago também subirá ao palco do Cais das Poças. Este ano, a escolha recaiu sobre o agrupamento musical Brumas da Terra e a banda Os Académicos, que regressou aos palcos após quarenta anos de interregno. Recorde-se que Os Académicos remontam ao início da década de 1960, como uma banda de alunos da antiga Escola Industrial e Comercial de Ponta Delgada. A banda durante muitos anos foi responsável por animar festas e bailes mostrando ao público os êxitos que chegavam do exterior.


Notícia: suplemento especial do jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Voos para a ilha das Flores estão cheios

No mês de Agosto há vários dias em que é absolutamente impossível viajar de e para a ilha das Flores.

O deputado florentino João Paulo Corvelo já entregou um requerimento pedindo explicações à SATA.

A transportadora aérea regional admite reforçar os voos nos dias críticos.


Notícia: RDP Antena 1 Açores.
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 31 de julho de 2017

“Cada vez mais pessoas a visitar a ilha das Flores nesta altura”, afirma autarca

José Carlos Mendes, presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, diz que a aposta no Cais das Poças é um “investimento com retorno”, dado o incremento de visitantes por ocasião do festival. Um evento que, garante o autarca, “dinamiza a economia local e promove o que de melhor há na ilha das Flores”.

Com que expectativa os agentes económicos de Santa Cruz e a própria população aguardam este festival?
O Cais das Poças é sempre aguardado com alguma expectativa, especialmente pelos agentes locais uma vez que, infelizmente, não são muitos os festivais e as festas que temos por cá. Naturalmente que as coisas têm evoluído e estamos satisfeitos. Afinal, temos cada vez mais pessoas a visitar a ilha das Flores nesta altura. Estamos sempre de braços abertos para receber todos aqueles que nos queiram visitar e, também, queiram fazer negócio na ilha das Flores.

Até porque este ano há uma empresa de Ponta Delgada (São Miguel) no festival...
É verdade e sempre agradável juntar as duas coisas: a diversão no festival e a mais-valia do negócio. E, para nós, é importante porque isso vem dinamizar a economia local e promover o melhor há na nossa ilha.

É um festival que, apesar de se fazer com muita “prata da casa”, requer algum investimento. Como avalia a autarquia o retorno?
A autarquia faz um investimento significativo, principalmente, na parte musical. Mas, claramente, existe retorno já que é um investimento transversal a várias áreas: vem dinamizar a restauração, a hotelaria, as rent-a-cars, os passeios de barcos, entre outros. Vem, no fundo, dar um empurrão em vários negócios nas Flores.

A melhoria das acessibilidades à ilha das Flores nesta altura do ano tem sido uma batalha sua nas últimas edições. Já é uma questão ultrapassada?
Penso que sim. Todos os anos tem vindo a melhorar. Este ano, os esforços e as disponibilidades continuam nesse sentido e com o mesmo objetivo. O barco vai chegar na sexta-feira e vai sair na segunda-feira. Portanto, as pessoas podem assistir a toda a festa tranquilamente. Na parte dos transportes aéreos, temos voos em número suficiente. E se, eventualmente, houver necessidade temos a garantia da SATA que se irão providenciar voos extraordinários. Em suma, pela questão dos transportes, não há desculpa para não vir às Flores para o festival Cais das Poças.

Sítio para dormir ainda se arranja?
Sítio para dormir também não falta, até porque nesta época, felizmente, o turismo tem vindo a aumentar significativamente. A capacidade instalada está praticamente esgotada mas não fica ninguém sem alojamento. Consegue-se sempre uma solução.

Há mais alguma coisa que gostasse de fazer no âmbito do festival?
Esta festa é de cariz popular. É a festa para as pessoas e com as pessoas. E, nesse sentido, temos tido sempre uma boa adesão, reunindo assim as condições para se manter como um grande evento na ilha das Flores. O apelo que eu faço é para que as pessoas assim continuem, com o mesmo gosto e entusiasmo em fazer do Cais das Poças um grande momento de convívio e animação, onde também se mostra o melhor da ilha e das suas gentes.

E há quem estenda a sua permanência para além das datas do festival?
Sem dúvida. São cada vez mais as pessoas a fazê-lo. Aliás, costumo dizer que para vir às Flores é preciso uma semana: para descansar, para conhecer, para passear... Para também fazerem uma visita à vizinha ilha do Corvo, algo que é obrigatório para quem passa pela nossa ilha.

Notícia: suplemento especial do jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

domingo, 30 de julho de 2017

Novo espetáculo d' A Jangada

Na próxima quarta-feira (dia 2 de Agosto) A Jangada - Grupo de Teatro apresenta «Flores no tempo dos piratas». Este espetáculo - com sessão única - ocorrerá pelas 21h30 no Porto Velho, em Santa Cruz das Flores.

«Flores no tempo dos piratas» conta com a participação de Armando Meireles, José Corvelo, Mário Pereira e Sónia Lapa como artistas convidados. A direcção artística está a cargo de Joaquim Salvador.

Saudações florentinas!!

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Artista internacional pintou murais

A associação Choki completou o seu primeiro projeto de paixão na ilha de Flores, com a muralista de belas artes Morgan Bricca, que já pintou mais de 450 murais em mais de 30 cidades diferentes durante a sua vida de artista, incluindo no Google Community Space, World Forestry Center Discovery Museum, Augusta Masters Golf Course, entre outros.

O desafio do projeto de paixão de Morgan Bricca foi pintar quinze murais em 21 dias usando apenas pincéis e os seus conhecimentos de belas artes, exibindo o mais alto padrão de integridade artística e apoiando-se na beleza natural da ilha de Flores. A artista não só aceitou o desafio, mas ultrapassou todas as expectativas de profissionalismo, integridade e dedicação ao seu trabalho.

A ilha das Flores merece o melhor e a associação Choki Açores promete fazer o seu melhor para trazer as pessoas mais excepcionais do mundo à ilha das Flores para contribuir para a preservação ambiental, a beleza e para a comunidade, para o benefício de todos.

A associação Choki gostaria de agradecer a todos que contribuíram em Santa Cruz para o projeto e à Morgan Bricca. Agradecimentos especiais para Morgan Bricca, Casey Hartnett, Andrea Pinto, Dora Santos, João Alves, João Pereira, José Fernando Nóia, António Almeida e Edgar Tavares.

Saudações florentinas!!

terça-feira, 25 de julho de 2017

Cerca de 10 mil garajaus no arquipélago

O censo de garajaus realizado este ano revelou que existem cerca de 10 mil aves no arquipélago dos Açores, nomeadamente 4176 casais reprodutores de garajau-comum em 124 colónias e 763 casais de garajau-rosado em 25 colónias.

Estes dados representam um aumento da população, em relação a 2016, de cerca de 50% para casais reprodutores de garajau-comum e de 30% para casais de garajau-rosado.

O diretor regional dos Assuntos do Mar adiantou que o Grupo Central é o que apresenta a maior percentagem de casais de garajau-comum, cerca de 50%, acrescentando, contudo, que, relativamente à população de garajau-rosado, estas aves concentram-se mais no Grupo Ocidental, onde estão 76% dos casais reprodutores.

“Desde 2009, este foi o ano em que registámos mais garajaus”, frisou Filipe Porteiro, salientando, no entanto, que, apesar dos bons resultados do censo, “esta ave marinha continua a precisar de especiais medidas de proteção”.

Além da visita às colónias acessíveis para contabilização de ninhos e posturas pelos técnicos dos Parques Naturais de Ilha e da DRAM, as contagens de garajaus nas colónias mais inacessíveis, em particular nos ilhéus costeiros que são refúgio para aves marinhas, foram efetuadas à distância por terra e por mar, através de binóculos e telescópio ou de viagens de barco à volta de todas as ilhas, que permitem estimar o número de adultos, despoletando uma buzina que os faz levantar voo.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental» e «TeleJornal» da RTP Açores.
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Festa do Cais das Poças muda de espaço

As obras em curso no Porto das Poças determinam que a festa Cais das Poças seja este ano “transferida” para as imediações do campo de futebol. A autarquia de Santa Cruz garante, no entanto, que a mudança em nada irá condicionar a qualidade do evento.

“Esta mudança do local do festival não vai ter nenhuma influência na qualidade da edição deste ano do Cais das Poças”. A garantia é dada por Fábio Medina, vereador da Câmara Municipal de Santa Cruz e um dos responsáveis pela organização do evento, ressalvando que, dado o prazo de execução estimado das obras, possivelmente o festival só deverá regressar ao Porto das Poças na edição de 2019.

“Um sítio diferente, no entanto, vai permitir fazer outras iniciativas que no Porto das Poças seriam um pouco limitadas pelas condições do próprio espaço, já que tínhamos uma paisagem muito bonita (que é o mar e toda a sua envolvência), mas que funciona como barreira para certas atividades. Assim, se no ano passado fazíamos atividades relacionadas com o mar, este ano vamos variar, aproveitando o facto de termos nas proximidades o campo de futebol e o pavilhão gimnodesportivo. Por exemplo, neste último espaço, vamos ter uma feira de atividades económicas, iniciativa que pretende ser uma montra de excelência do que temos no nosso comércio local”, referiu o vereador.

Ao longo dos três dias de duração do Cais das Poças 2017, vai ser possível almoçar e jantar no recinto do festival. “Restaurantes serão três. São espaços com maior dimensão para que as pessoas possam comer lá dentro. Depois, temos oito tasquinhas que também vão ter mesas mas ao ar livre, onde as pessoas podem degustar petiscos”, revela o vereador Fábio Medina.

Tanto os restaurantes como as tasquinhas obedecem a um regulamento criado pela autarquia e que determina a obrigatoriedade de terem, no mínimo, três pratos típicos da ilha das Flores. Quer isto dizer que não irão faltar os afamados pratos de linguiça com inhame, a morcela, o cabrito à moda da freguesia de Ponta Delgada, e ainda muito peixe e marisco.


Notícia: suplemento especial do jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

domingo, 23 de julho de 2017

PPM pede a demissão do diretor dos Serviços de Desenvolvimento Agrário

O PPM anunciou a entrega de um projeto de resolução na Assembleia Regional a recomendar a exoneração do diretor dos Serviços de Desenvolvimento Agrário das Flores e Corvo, que responsabiliza pelo "serviço irregular" da veterinária na ilha do Corvo.

"A médica veterinária colocada na ilha do Corvo está novamente a prestar um serviço irregular e não permanente na ilha. Este facto está a prejudicar gravemente os agricultores corvinos e a economia local", refere o PPM em comunicado.

No projeto de resolução, o PPM recomenda a exoneração do diretor dos Serviços de Desenvolvimento Agrário das Flores e Corvo "por incompetência e má gestão", referindo que o Governo Regional "tem conhecimento do mau funcionamento e age com cumplicidade".

O deputado Paulo Estêvão afirmou ter recebido queixas de agricultores corvinos impossibilitados de fazer abate de animais. "A médica veterinária não está a desempenhar as funções na ilha do Corvo e nas suas ausências não é substituída", referiu o deputado do PPM, assinalando que o problema "tem vindo a acentuar-se, com as ausências a serem por um maior período de tempo". Paulo Estêvão acrescentou que "o diretor autoriza as ausências, pelo que com o projeto de resolução se vai ver a legalidade deste tipo de autorizações e como estas afetam o serviço público".

A Secretaria Regional da Agricultura e Florestas fez saber que "refuta as acusações contra o diretor dos Serviços de Desenvolvimento Agrário das Flores e Corvo, até porque a pessoa em questão iniciou funções recentemente". João Ponte sublinhou que relativamente ao desempenho do serviço de veterinária no Corvo, "tem sido integralmente cumprido em estreita articulação com o poder autárquico e associações e cooperativas do setor".


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

sábado, 22 de julho de 2017

Faleceu o cónego José Gonçalves Gomes

Para além do serviço sacerdotal, o padre José Gomes integrou o grupo de professores que, em 3 de Outubro de 1959, criou o Externato da Imaculada Conceição.

Faleceu ontem o cónego José Gonçalves Gomes, com 91 anos de idade. Sacerdote há 65 anos, era cónego da Sé de Angra.

José Gonçalves Gomes nasceu a 8 de Setembro de 1926 na freguesia da Fajã Grande, na ilha das Flores.

Em 2 de Outubro de 1940, após terminar o ensino primário na sua terra natal, José Gomes matriculou-se no Seminário de Angra, onde completou os cursos de Filosofia e Teologia. Em 1 de Junho de 1952 foi ordenado presbítero na Sé Catedral de Angra e no dia 22 do mês seguinte celebrou a sua Missa Nova na Matriz das Lajes.

Foi nomeado vigário cooperador da Matriz de Santa Cruz das Flores, da qual era pároco o padre Maurício António de Freitas, tomando posse em Março de 1953. Para além do serviço sacerdotal, o padre José Gomes também integrou o grupo de professores que, em 3 de Outubro de 1959, criou o Colégio ou Externato da Imaculada Conceição, hoje Escola Padre Maurício António de Freitas.

A 8 de Outubro de 1960 foi nomeado pároco da freguesia da Fajã Grande, assumindo também o serviço sacerdotal do lugar da Ponta da Fajã. Aí se manteve até 10 de Junho de 1965, data em que foi colocado na paróquia da Fazenda das Lajes.

Em 27 de Outubro de 1974 assumiu as funções de pároco da freguesia dos Biscoitos e das Quatro Ribeiras, da Ouvidoria da Praia da Vitória, na ilha Terceira; e em 11 de Setembro de 1978 foi nomeado para a paróquia de São Bartolomeu. Também, durante cerca de seis anos, desempenhou as funções de Ouvidor de Angra do Heroísmo. Simultaneamente, em 5 de Maio de 1984, passou a ser pároco consultor da Diocese.

Em 27 de Março de 1991, o bispo Aurélio Granada Escudeiro nomeou-o cónego do cabido da Sé de Angra, como corolário da sua competência e da sua dedicação às atividades que profissionalmente exercera em prol da Diocese. Finalmente, em 30 de Abril do mesmo ano foi nomeado chanceler da Cúria Diocesana, abandonando o serviço pastoral, passando a trabalhar na Cúria de Angra, cidade onde fixou residência.

Faleceu esta sexta feira, 21 de Julho de 2017. As exéquias fúnebres decorrem este sábado às 9 horas, com missa de corpo presente na Sé de Angra.


Notícia: portal Igreja Açores.
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Açores são a quarta jóia rara da Europa

A Mastercard revela os 'tesouros escondidos' da Europa e que merecem ser desvendados, conhecidos e aclamados já este Verão.

Os Açores ocupam o quarto lugar do Top 15 dos Tesouros Escondidos da Europa, de acordo com um guia europeu elaborado pela Mastercard que desvenda os destinos de viagem mais especiais, menos conhecidos e acessíveis na Europa.

Foram vários os locais e atributos apontados ao arquipélago dos Açores, entre os quais ser considerado um paraíso pouco explorado a um preço acessível, mas de uma beleza natural extraordinária.

Os Açores só são ultrapassados neste ranking das “jóias raras escondidas” da Europa pela região de Salzkammergut (na Áustria), pela cidade medieval de Zebugg (em Malta) e pela região das Astúrias (no norte da Espanha).

Os destinos que fazem parte do Top dos Tesouros Escondidos na Europa foram eleitos com base em dados da Mastercard, informações de bloggers de viagens locais e especialistas em turismo, e tiveram em consideração atributos como a beleza, a densidade de turistas, a aceitação de pagamentos, o custo da estadia e a conveniência.


Notícia: jornal online «Opção Turismo» e «Correio dos Açores».
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Competição Santa Cruz Garden Tour

A associação Choki Açores, em parceria com a Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores e os Serviços Florestais, promovem o primeiro Concurso Anual Quintal/Jardim frontal de Santa Cruz das Flores.

Andrea Pinto, co-fundadora da Choki Açores, refere estar satisfeita com a parceria com estas duas entidades públicas, a qual permitirá reconhecer o trabalho dos jardineiros locais que estão a tornar as suas freguesias mais verdes e mais atraentes.

Os residentes são encorajados a participar no Concurso de Jardins, com o seu quintal, pátio, muro, janela e/ou outro local similar, ou nomeando um vizinho ou conhecido, que serão avaliados pelo júri do concurso, constituído por um membro de cada entidade acima referida.

Podem participar nesta Primeira Competição Anual Santa Cruz Garden Tour todos os cidadãos residentes no concelho de Santa Cruz das Flores, ou seja nas freguesias de Caveira, Santa Cruz, Cedros e Ponta Delgada.

É necessário cumprir um conjunto de três regras: somente os jardins plantados por jardineiros amadores são elegíveis - nenhum trabalho efetuado por profissionais será permitido; o concurso aplica-se a jardim de vegetais, plantas endémicas, flores e qualquer outro tipo de jardim e apenas pode participar um jardim por casa.

Os vencedores da Primeira Competição Anual Santa Cruz Garden Tour serão anunciados a 25 de Agosto. Os jardins serão avaliados ​​pelo júri na semana anterior ao evento. Os jardins serão avaliados pela criatividade, desenho, uso de recursos de reciclagem e beleza. É incentivado o não uso de químicos.

Quem precise de plantas pode/deve contactar o Viveiro Florestal da Boca da Baleia, situado nas Lajes das Flores, que dispõe de uma grande variedade de plantas, cedidas gratuitamente para o benefício da comunidade. Numa visita ao Viveiro Florestal da Boca da Baleia poderá selecionar as suas plantas e receber conselhos sobre como criar um jardim.

Para nomear o seu jardim ou um jardim que você admira, deverá preencher a respetiva inscrição até 28 de Julho no Café das Flores no Aeroporto.

Saudações florentinas!!

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Melhores condições nas zonas balneares

A Câmara Municipal de Lajes das Flores candidatou-se na presente época balnear ao programa Praia Saudável da Direção Regional dos Assuntos do Mar e da fundação Vodafone Portugal.

Nas zonas balneares do concelho das Lajes passam a estar disponíveis cinzeiros de praia para utilização pontual de todos os banhistas. Devem então os banhistas colocar as suas beatas no cinzeiro e no final do dia de banhos devem despejar o conteúdo do cinzeiro num contentor de lixo e voltar a colocar o cinzeiro no suporte. Solicita-se a adopção de um comportamento responsável por um ambiente de melhor qualidade.

A Câmara Municipal das Lajes tem vindo a desenvolver todos os esforços para melhorar as condições das zonas balneares do concelho mais ocidental da Europa. Durante esta época balnear estará disponível material básico de salvamento, nomeadamente bóia circular e cabos. Estes material deve ser utilizado com responsabilidade e civismo, e em caso de necessidade devem ligar para o contacto telefónico de emergência 112 ou as autoridades locais. Os banhistas devem consultar também o painel informativo disponível nas zonas balneares.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
Saudações florentinas!!

terça-feira, 18 de julho de 2017

Inédito na história da nossa Autonomia

A Comissão parlamentar de Economia da Assembleia Legislativa Regional está reunida hoje na ilha das Flores sem a presença dos deputados da oposição.

Os deputados da oposição cumprem o que anunciaram na semana passada à margem da sessão plenária, depois de o presidente da Comissão de Economia, o socialista Miguel Costa ter anunciado uma queixa-crime contra os partidos da oposição que o acusaram de abuso de poder e de mover influências junto da anterior Administração da Unidade de Saúde da ilha do Pico.

De acordo com notícia da Antena 1 Açores do passado dia 12, Miguel Costa considera que o seu bom nome foi lesado pelos partidos da oposição durante um debate de urgência realizado na Assembleia Regional, a respeito das alegadas ingerência do PS na Administração Pública. Contactado pela agência Lusa, o deputado não quis comentar o caso.

Hoje a Comissão parlamentar de Economia, só com deputados do PS, está na ilha das Flores a ouvir diversas entidades no âmbito de um projeto de resolução, apresentado pelo deputado João Paulo Corvelo, que recomenda ao Governo Regional a abertura de concurso para o corte, comercialização e reflorestação das matas de criptoméria em estado de maturação adequado na ilha das Flores.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Assembleia Regional aprova voto de congratulação pela ordenação sacerdotal do jovem florentino Jacob Vasconcelos

Iniciativa parlamentar foi da autoria do deputado do PCP da ilha das Flores, de onde o novo sacerdote é natural.

A Assembleia Legislativa Regional aprovou um voto de congratulação pela ordenação do novo padre diocesano Jacob Vasconcelos.

A iniciativa apresentada pelo deputado florentino João Paulo Corvelo destaca as qualidades pessoais e intelectuais do novo presbítero da diocese de Angra. “De relacionamento fácil, muito afável, próximo e franco com todos, o padre Jacob é um jovem preparado para a sua tarefa evangelizadora e para o seu ministério sacerdotal, como referem aqueles que lhe foram mais próximos na sua formação”, refere o deputado que começa o texto do Voto com uma pequena biografia do padre Jacob Vasconcelos e o seu percurso formativo.

“Possuidor de forte carisma, ao padre Jacob “só” se lhe pode pedir que continue com a sua generosa dedicação às causas e a sua disponibilidade enérgica para o serviço aos outros”, sublinha o deputado João Paulo Corvelo.

Aprovado esta quarta-feira (dia 12), o Voto refere ainda a Missa Nova que o sacerdote celebrou no dia 2 de Julho na sua paróquia natal, Ponta Delgada. “Acolhimento, renascimento e desprendimento” são qualidades imprescindíveis para Jacob Vasconcelos, como referiu na sua Missa Nova, onde acrescentou que a radicalidade é uma forma de entrega, pois só quem ama verdadeiramente pode entregar-se ao outro”, afirma o texto do Voto.

O padre Jacob Vasconcelos tem 24 anos e espera agora a sua primeira colocação. Está neste momento a pregar o novenário das Festas de Santa Maria Madalena, na ilha do Pico.


Notícia: "sítio" Igreja Açores.
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Passagens inter-ilhas são exorbitantes

Numa altura em que ainda se vivencia o “boom das low cost” e quando nos defrontamos com preços de passagens aéreas mais baratas para o Continente do que para as próprias ilhas, questionamo-nos inevitavelmente para quando um novo modelo que permita aos açorianos viajar a preços mais justos dentro de casa.

É certo que existe a tarifa residente na companhia de aviação SATA, mas viajar dentro dos Açores é atualmente muito caro.

Ainda recentemente a própria direção da Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada colocou este assunto na ordem do dia regional. O presidente da CCIPD defendeu que está na altura de se rever o atual modelo de transporte aéreo regional, com o intuito de o “tornar mais sustentável” e de corrigir aspetos relacionados precisamente com “o elevado preço das passagens inter-ilhas, quando comparado com o praticado nas ligações com o Continente”. Esta é uma preocupação e aspiração de muitos açorianos.

Mário Fortuna rcordou – e bem – que o teto máximo depois do reembolso para viagens entre as ilhas e o continente é de 134 euros e que, no caso das tarifas inter-ilhas, podem “pagar a mesma coisa ou mais”.

Assim, fui fazer uma simulação de uma viagem na SATA entre Ponta Delgada-Flores (ida e volta) para o mês de Julho e para uma pessoa com a tarifa de residente. O preço final foi precisamente de 151,48 euros. Outra simulação, e seguindo os mesmos critérios, todavia entre Ponta Delgada-Terceira. O custo final foi de 146,60 euros.

Questiono-me sobre quantos açorianos não devem pensar duas vezes entre fazer férias cá dentro ou ir para fora quando se deparam com este tipo de preços. Para uma família de três pessoas ronda perto dos 500 euros, isto sem contar com estadia, alimentação, transportes, etc.

São deslocações caras. Não é de duvidar o porquê de porem em causa a própria Região como um destino de férias. A agenda política terá forçosamente que pegar neste tema mais tarde ou mais cedo. Nada é impossível. Além do mais, devem ser muitos mais os filhos desta terra que não conhecem o arquipélago como um todo, ou seja, as nove ilhas, do que aqueles que as conhecem.

As “low cost” também eram uma miragem, mas felizmente foi uma aspiração que se concretizou - a bem de todos os açorianos - e que tem trazido impactos positivos. Todavia existem ainda ilhas como Santa Maria onde o turismo tem decrescido. Por isso, é necessário que se repense o atual modelo de tarifas de transporte aéreo a bem do nosso povo.

Com exceção dos políticos, e daqueles que têm necessidades profissionais que ocasionalmente os obrigam ir a todas as ilhas, o certo é que a maioria dos açorianos não conhece o arquipélago no seu todo.

Sou ainda de uma geração que não conhece todas as ilhas e o mesmo aconteceu com as gerações anteriores. Será que é este o legado que se pretende passar? É imperativo que haja intervenção do Governo Regional, dos partidos, das organizações e da própria sociedade civil em torno deste assunto.

Com a respetiva diminuição do preço dos transportes aéreos podemos dar um grande passo para a coesão territorial, económica e social. Podemos promover a economia do próprio arquipélago e inevitavelmente o turismo das mais variadas ilhas como um todo. Avance-se para a diminuição do preço das tarifas aéreas inter-ilhas. Com boa vontade política de todos os intervenientes conseguimos chegar lá. O futuro passa forçosamente pela coesão arquipelágica.


Opinião de Carmen Gaudêncio, publicada no «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

terça-feira, 11 de julho de 2017

Ajuda prestada a veleiro em dificuldades

Na passada quinta-feira (dia 6), a Autoridade Marítima apoiou um veleiro a cerca de 20 milhas a oeste da ilha das Flores, com uma avaria no motor que o impossibilitava de praticar águas restritas e, consequentemente, de entrar no Porto das Lajes.

A situação foi acompanhada pela Capitania do Porto e pelo comando-local da Polícia Marítima de Santa Cruz das Flores. Sem que existissem alternativas de auxílio, uma equipa da Capitania de Santa Cruz das Flores foi ao encontro do veleiro com bandeira suíça na vizinhança do porto e conduziu-o ao seu interior, onde a manobra foi concluída com a assistência da Polícia Marítima.

O veleiro Shedir, com três pessoas a bordo, apesar de não se encontrar em perigo imediato, carecia de entrar no porto das Lajes e proceder a reparações mecânicas, ação que não conseguia fazer pelos próprios meios.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Memórias da rádio a Ocidente

Andava eu na rebeldia da adolescência quando a Rádio Flores emitia na frequência 104.5 FM. Da janela do meu quarto o meu minúsculo aparelho não conseguia captar o sinal. Era um jogo de “apanhada” entre uma janela e outra da casa dos meus pais para tentar apanhar em condições o sinal retransmitido do lugar da Ponta Ruiva.

Na altura, o nosso querido Max (era assim tratado o responsável pela estação) passava músicas com dedicatórias, publicidade do comércio local e notícias locais de interesse para a população. Era feito um esforço da parte dele e da parte dos seus colaboradores que se dividiam entre os seus trabalhos e a carolice de fazer rádio nos tempos em que esta ainda era a companhia das famílias e um meio de difusão e comunicação nas pequenas localidades.

Anos mais tarde, com a saída do Max da ilha, a rádio calou-se. E ficou um silêncio tão grande e um vazio tão intenso que juntou um grupo de jovens, movidos pela irreverência, pela rebeldia, mas sobretudo por uma sede de cultura que os fez iniciar o projeto da “SOS pirata”. Sim era um verdadeiro SOS.

Eram as vozes locais que se queriam fazer ouvir, que se queriam difundir uma vez mais numa frequência emitida a muito esforço por aparelhos “reinventados” por cérebros pulsantes e enérgicos que durante algum tempo levaram às casas das nossas gentes o saber local e a cultura da nossa pequena tribo nesta pequena ilha perdida no Atlântico. Silenciados foram também por politiquices e pelas “legalidades” e formalidades que desgastam aqueles que a algum custo tentam fazer viver as pequenas ilhas.

Hoje ouvir rádio já não é o que era. As emissoras que chegam às nossas casas estão bastante “distantes” de nós, da nossa cultura, das nossas vivências e das nossas notícias.

Um dia os nossos filhos e netos sentirão falta do registo noticioso da história da nossa ilha. As leis e as exigências e os custos incutidos aos órgãos de comunicação social são a “morte” do papel fundamental que eles exerciam, são a “morte” do registo local que se fazia.

Caiu as Flores no silêncio. Aquele silêncio que a alguns conveio!


Opinião de Maria José Sousa, publicada no «Azores News».
Saudações florentinas!!