segunda-feira, 24 de abril de 2017

Carga turística nos monumentos naturais

Na sequência do incremento do turismo nos Açores, os vigilantes da natureza estão a proceder à recolha de dados para definir a melhor carga turística em cada zona protegida, por forma a salvaguardar o ambiente.

“Nos últimos três anos temos tentado aumentar a fiscalização no terreno devido ao aumento da pressão turística, principalmente aos fins de semana, tentando ter uma fiscalização ‘in loco’, a par da recolha de dados todos os anos para determinar a melhor carga turística em cada zona protegida”, declarou Kenny Alves.

Os vigilantes da natureza têm sido confrontados com o abandono de resíduos em espaços naturais, mas Kenny Alves salvaguardou contudo que os turistas estão bastante sensibilizados para as questões ambientais.

“Atualmente, o corpo de vigilantes da natureza dos Açores é composto por 32 elementos, estando a decorrer os procedimentos para a contratação de mais quatro: dois para o Pico, um para as Flores e um para o Corvo, levando finalmente os vigilantes a todas as ilhas e parques naturais”, declarou a secretária regional da Energia, Ambiente e Turismo.

O arquipélago dos Açores tem 123 áreas protegidas integradas nos nove parques naturais de ilha.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

domingo, 23 de abril de 2017

Bombeiros devem ter melhor gestão

O secretário regional da Saúde defendeu uma “melhor gestão” dos recursos que estão à disposição das corporações de Bombeiros nos Açores.

Rui Luís considera importante que os recursos “sejam geridos de uma forma mais correta”, potenciando os que já existem e mantendo as infraestruturas e os equipamentos. “Tem de haver um esforço conjunto de uma maior partilha e melhor gestão dos recursos”, insistiu o secretário regional da Saúde, recordando que todos querem “mais e mais recursos”, mas cada vez mais a preocupação deve residir em fazer uma “melhor utilização partilhada daqueles que já existem”.

Rui Luís manifestou também a sua preocupação em relação ao futuro das corporações de Bombeiros nos Açores, considerando que é necessário que a população “se envolva mais no movimento associativo”, através do voluntariado, tanto ao nível das direções, como dos corpos de Bombeiros. “Sabemos que, embora nalgumas zonas seja mais fácil o recrutamento, noutras ilhas é mais difícil, e como tal temos de fazer um esforço de divulgação e de apelo à população, sobretudo os jovens, para aderirem a este movimento voluntário”, alertou o governante.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Navio de cruzeiro passa pelas ilhas todas

A segunda quinzena do mês de Abril traz ao nosso arquipélago um conjunto muito interessante de escalas.

Entre todas as vinte escalas agendadas para este mês de Abril merece o realce as preconizadas pelo navio Serenissima que realizará um segundo cruzeiro temático a todos as ilhas do arquipélago desta vez com passageiros franceses e belgas.

De salientar que neste primeiro cruzeiro que tem estado a decorrer sob o signo do bom tempo o navio Serenissima tem escalado todos as ilhas, incluído a ilha do Corvo. Um dos passageiros deste cruzeiro é o próprio dono do navio o que poderá ser um bom indicativo para nos próximos anos a companhia voltar a incluir os Açores nos seus itinerários.


Notícia: jornal «Diário dos Açores».
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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Apoios à exportação de gado vivo

O deputado florentino João Paulo Corvelo defendeu que o Governo Regional volte a subsidiar a exportação de gado vivo nos Açores, alegando que "há falta de condições" para o abate nas ilhas mais pequenas.

No âmbito de uma interpelação ao Governo Regional sobre o setor da carne no arquipélago, o deputado florentino sugeriu mesmo que seja criado um "regime de excepção" para algumas ilhas: "Visto que não há capacidade de abate na ilha das Flores para exportação nos meses de maior produção, estará o Governo Regional disponível para voltar atrás, na medida que cortou no apoio de gado vivo das ilhas das Flores e do Corvo?", questionou João Paulo Corvelo. Segundo explicou, os produtores de carne destas ilhas acabam por ser "prejudicados" ao exportar os animais vivos, na medida em que deixaram de poder aceder aos apoios à exportação antes previstos no programa Competir +.

O modelo de transporte marítimo nos Açores prejudica os produtores de carne da Região. A ideia foi defendida pelo deputado florentino João Paulo Corvelo, que entende ser preciso estabelecer obrigações de serviço público, com frequências adequadas e suficientes nas ligações diretas entre as ilhas e o Continente: “A ausência de regras mais detalhadas e exigentes para os operadores de transporte marítimo prejudica os agricultores, que não conseguem garantias de que a sua produção chega ao Continente em menos de 5 dias, desvalorizando os seus produtos”, disse João Paulo Corvelo, adiantando que o problema ganha proporções maiores nas ilhas das Flores e no Corvo.

Por seu lado, o deputado Bruno Belo (PSD) lembra que os produtores de carne das ilhas mais pequenas "não optaram" por exportar o gado vivo, ao contrário do que alega o Governo Regional, apenas não tiveram "outra alternativa": "Não foi uma estratégia, não tiveram foi alternativa, e é aqui que o Governo deve fazer a sua parte. O Governo Regional deve permitir que um agricultor das Flores, de Santa Maria, do Pico ou da Graciosa tenha oportunidade de produzir um quilo de carne ao mesmo preço que em outras ilhas", insistiu o deputado do PSD.


Notícia: «Açoriano Oriental» e «Diário Insular».
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terça-feira, 18 de abril de 2017

Dia Internacional de Monumentos e Sítios

Hoje comemora-se nos Açores o Dia Mundial dos Monumentos e Sítios com exposições, concertos, palestras e passeios pedestres em seis ilhas.

Este ano o tema central do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios será dedicado ao Património Cultural e Turismo Sustentável, com diversas atividades dispersas por seis ilhas.

No âmbito destas comemorações, o Museu das Flores promove na próxima terça-feira (dia 25) uma visita à antiga tapada das ovelhas, um trilho pedestre situado na encosta sul do Pico da Sé, onde será explicada a importância da criação de ovinos na ilha das Flores e o aproveitamento da sua lã, que originou a tecelagem de peças que estão representadas na coleção de têxteis do Museu.

O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios foi criado pelo Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios a 18 de Abril de 1982 e aprovado pela UNESCO no ano seguinte, com o objetivo de sensibilizar os cidadãos para a diversidade e vulnerabilidade do património, bem como para a necessidade da sua proteção e valorização.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental» e o inestimável "serviço informativo" do GaCS [Gabinete de apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

domingo, 16 de abril de 2017

Número verde para denúncias ambientais

Governo Regional vai criar uma linha telefónica, denominada SOS Ambiente, como complemento ao portal Na Minha Ilha, onde os cidadãos podem denunciar problemas ambientais.

O diretor regional do Ambiente referiu que o portal Na Minha Ilha vai continuar, pretendendo-se com a linha telefónica SOS Ambiente disponibilizar um “mecanismo mais eficaz” para “acesso imediato” por parte das autoridades do Governo Regional à informação e “permitindo às pessoas através do simples uso do telefone fazer a sua participação e não ter que aceder à Internet”, declarou Hernâni Jorge.

O diretor regional do Ambiente não especificou a data de entrada em funcionamento da linha SOS Ambiente, mas garantiu que vai ser montada uma estrutura que funcionará 24 horas.

Hernâni Jorge adiantou que o portal Na Minha Ilha, com sete anos de existência, tem registado uma adesão “bastante significativa” por parte dos cidadãos, tendo sido recebidas 1.130 participações. Em 2016 foram apresentadas 130 denúncias.

Hernâni Jorge referiu que cerca de metade das denúncias tem como principal motivação o abandono de resíduos e 13% relacionam-se com a conservação da natureza e áreas protegidas. Segundo o responsável, o tempo de resolução das situações, que são encaminhadas para os departamentos competentes do Governo Regional com conhecimento do denunciante, podem ir desde quatro até 45 dias em função da "sua complexidade".


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
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sábado, 15 de abril de 2017

Património subaquático editado em livro

O Guia do Património Cultural Subaquático dos Açores quer ser um imenso convite à visitação de um passado que atesta a importância geoestratégica da Região.

"É um imenso convite aos interessados, que são um nicho de mercado normalmente rico e que estava habituado a ir para o Médio Oriente e outros sítios onde hoje há alguma dificuldade devido à instabilidade política", afirmou o diretor regional da Cultura. Nuno Lopes destacou que os navios naufragados no mar dos Açores são "testemunhas silenciosas de variados momentos históricos".

O Guia do Património Cultural Subaquático dos Açores, com cerca de 140 páginas de texto e fotografias, resulta de um trabalho de vários anos de investigação no arquipélago, e apresenta as coordenadas geográficas por ilha de vários naufrágios e a respetiva caracterização histórica. Nuno Lopes adiantou que atualmente existem na Região 30 sítios visitáveis, dos quais 25 são naufrágios e cinco são parques arqueológicos, porque reúnem mais do que um naufrágio.

O primeiro parque arqueológico dos Açores foi criado em 2005 na baía de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, onde repousa uma centena de navios que cruzaram o Atlântico. Existem ainda os parques subaquáticos Dori (próximo da cidade de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel), Caroline na ilha do Pico, Slavonia na ilha das Flores e Canarias em Santa Maria.

"Estamos a falar de naufrágios, de vestígios, de testemunhos de travessias, de outras comunidades e culturas", salientou o diretor regional da Cultura, explicando que o Guia é também "um documento de consulta interessante mesmo para quem não pretenda mergulhar".

"Essa visibilidade contribui também para potenciar o turismo e o conhecimento da própria população sobre este património que nos Açores é riquíssimo e demonstra a importância geoestratégica da Região desde sempre", assegurou Nuno Lopes, considerando que o interesse pelo turismo de mergulho nos Açores está a crescer, "não só para mergulhar com baleias, tubarões ou jamantas, mas também para explorar naufrágios".


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Navios para o "Verão da AtlânticoLine"

A empresa pública AtlânticoLine, de transporte marítimo de passageiros e viaturas nos Açores, inicia a 18 de Maio a operação sazonal com dois navios que substituem os inicialmente previstos.

Inicialmente a operação sazonal 2017 da AtlânticoLine iria decorrer com as embarcações Moby Love e Kalli P, mas “por desistência da entidade fornecedora” a empresa pública teve de voltar recentemente ao mercado para encontrar “novos navios de alta velocidade”.

Carlos Faias revelou que já foram encontradas duas embarcações para garantir a operação sazonal e que “esta substituição não implicará aumento de encargos para a Região”. Segundo disse o presidente do Conselho de Administração da AtlânticoLine, o transporte marítimo de passageiros e viaturas entre as ilhas será feito este Verão com as embarcações Master Jet e Mega Jet, que têm capacidade para transporte de viaturas “muito semelhante à operação do ano anterior. São navios com capacidade para transportar mais de 600 passageiros, cujos níveis de conforto e qualidade são até superiores e respondem aos requisitos no âmbito do contrato de prestação de serviço público que assinámos com a Região”, destacou Carlos Faias.

O transporte marítimo sazonal de passageiros e viaturas prestado pela AtlânticoLine permite ligar oito das nove ilhas, com exceção do Corvo. Este ano a operação sazonal da AtlânticoLine terá início a 18 de Maio e termina a 24 de Setembro.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Transformar a cana-roca em negócio

Pode uma espécie invasora representar uma grande oportunidade de mercado? Uma equipa da Universidade dos Açores, que se está a dedicar a um projeto de valorização da cana-roca, acredita que sim.

Investigadores da Universidade dos Açores estão a desenvolver um projecto pioneiro com uma das piores invasoras, a hedychium gardnerianum, conhecida como cana-roca, que está no 40º lugar na lista das 100 piores espécies exóticas que existem no Mundo e já se encontra espalhada em oito das nove ilhas dos Açores, com excepção do Corvo.

O grupo de investigadores vê nesta planta grande potencial económico e ambiental, que pretende dar corpo a novas soluções criando peças originais e de uso doméstico que até agora são feitas de plástico. A ideia é usar o material para fazer utensílios mais baratos e biogradáveis com design também original e de fácil masuseamento e para planeta mais sustentável.

No passado mês de Março, a cana-roca foi apresentada numa perspectiva de valorização na feira Green Business Week. Agora, a equipa prepara-se para levar o seu projecto mais longe, já que foi convidada a proferir uma comunicação sobre a utilização da cana-roca para o fabrico de embalagens na 23ª Conferência da Sociedade Internacional de Investigação para o Desenvolvimento Sustentável, que se irá realizar de 14 a 16 de Junho, em Bogotá, na Colômbia.

A equipa que está a desenvolver o projeto tem realizado estudos preliminares que indicam que as fibras da cana-roca, extraídas do caule da planta, podem ser usadas no fabrico de compósitos para objetos utilitários do dia-a-dia, como por exemplo: artigos de utilização descartável (pratos, copos, tigelas, talheres), cuvetes para acondicionar alimentos e até peças meramente decorativas. “Também é possível fabricar papel ou papelão (com diferentes cores, texturas e espessuras) e briquetes de elevado poder calorífico, para a produção de energia, em alternativa à lenha e ao carvão. A curto prazo também a Universidade dos Açores se poderá orgulhar de ser pioneira desta start-up de base ecológica”, disse a investigadora Helena Vasconcelos.

Roberto Amorim garante que esta é uma fase para a industrialização se a equipa conseguir ultrapassar os obstáculos: “Primeiro há que despertar consciências, e este despertar passa pela vontade política. A cana-roca existe em grande quantidade mas não há um levantamento preciso da quantidade de cana-roca existente nas oito ilhas. Já solicitamos há alguns meses ao Governo Regional que nos dê resposta a esta questão mas ainda não a obtivemos. Portanto, o que pretendemos é despertar consciências, pois assim será natural que o vector político na sua ingenuidade de interesses possa vir a auxiliar e a impulsionar o projecto para que se possa então se iniciar a produção”.

O investigor refere que a equipa tem tido “contactos com especialistas alemães na área do fabrico de maquinaria, pois não existem no mundo máquinas que façam a termoformagem de plantas. A termofagem consiste em aquecer o material até uma temperatura que permita que o produto se torne moldável. De seguida, esse material é moldado e depois refrigerado, onde passa ao estado rígido, adquirindo o formato do molde. Neste momento não há máquinas que façam isso para as plantas, como existe para o plástico”. Afirma Roberto Amorim que felizmente “há três meses encontramos uma empresa alemã que efectivamente está interessada em desenvolver conjuntamente connosco uma máquina que possa produzir em quantidade e que se torne economicamente rentável, para que até ao final deste ano possamos ter estes produtos no mercado”.


Notícia: «Correio dos Açores» e «Diário Insular».
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terça-feira, 11 de abril de 2017

Baldios geridos pelas comunidades?

A utilização de terrenos baldios nos Açores pode ser repensada em alguns casos para permitir a sua gestão direta e democrática pelas populações. A ideia é sugerida por Rita Serra, investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

Rita Serra referiu ao jornal «Diário Insular» que os baldios nos Açores, ao contrário do que sucede no Continente, são administrados pelos Serviços Florestais, encontrando-se alguns terrenos em regime florestal e outros em utilização para pastagens. Já no caso de Portugal continental, após a Revolução de 25 de Abril de 1974, os baldios saíram da esfera do Estado e também não podem ser propriedade privada. São do "povo".

A investigadora frisa que os Açores detém Autonomia e produzem o seu próprio corpo de legislação para atender à sua realidade distinta, mas considera que o debate sobre os baldios faz sentido: "Estes terrenos simbolizam processos históricos e sociais, foram alvo de lutas entre as populações e os Governos locais e centrais. No entanto, hoje, embora as terras comuns sejam uma realidade europeia, são também uma recordação que pertence às pessoas mais antigas. Os mais jovens desconhecem estas terras", explicou Rita Serra.

A professora da Universidade de Coimbra frisa que os baldios, quando transformados em terras comuns, podem servir os interesses das comunidades em geral, sendo direcionados para usos como a agricultura, o ecoturismo ou a prática de atividade desportivas, entre outras utilizações.


Notícia: jornal «Diário Insular».
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segunda-feira, 10 de abril de 2017

CMLF apoia curso de nadador-salvador

A Câmara Municipal de Lajes das Flores e a Direção Regional dos Assuntos do Mar uniram esforços para tentar melhorar as condições de segurança das zonas balneares, indo este ano apoiar os interessados em frequentar o curso de nadador-salvador.

Assim sendo, a Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores, em colaboração com a Associação de Nadadores Salvadores dos Açores, organiza um curso no Faial, entre 2 de Maio e 6 de Junho, devendo as inscrições ser efetuadas até 21 de Abril.

A Câmara Municipal das Lajes comparticipa a viagem e estadia no Faial e a Direção Regional dos Assuntos do Mar comparticipa o custo das inscrições. O apoio da CMLF está condicionado a haver um número mínimo de 4 inscritos e ao compromisso dos mesmos prestarem serviço nas zonas balneares do concelho das Lajes durante a época balnear.

Com este apoio a Câmara Municipal das Lajes pretende formar nadadores-salvadores com o objetivo de aumentar a segurança dos banhistas que frequentam as zonas balneares mais ocidentais da Europa, bem como tentar futuramente candidatar algumas zonas balneares à Bandeira Azul.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
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domingo, 9 de abril de 2017

«Brumas e Escarpas» #123

Moinhos de mão

Os antigos moinhos de mão açorianos, muito comuns na ilha das Flores e mais concretamente na Fajã Grande, eram feitos de pedra basáltica e constituídos por duas peças talhadas manualmente na própria pedra. Uma era mó, de forma redonda e com um olho ou buraco no meio sobre o eixo central por onde se deixava cair o grão de cereal que se pretendia moer. Esta mó, sob a forma de tampa gigante, tinha encastoado, próximo do bordo exterior, um manípulo de maneira a imprimir o movimento mais ou menos rápido à própria mó. A segunda peça, sobre a qual assentava a mó, era uma espécie de base fixa e, obviamente também redonda, com um rebordo ligeiramente mais alto do que a mó. A base sobre a qual rodava a mó tinha uma pequena falha ou rebordo num dos lados, sob a forma duma pequenina rampa e através da qual a farinha depois de moída saía. Uma terceira peça que não fazia parte da estrutura do moinho era a destinada a recolher a farinha, sendo que muitas vezes se usava um saco ou simplesmente um pano.

Estes moinhos comuns em muitas casas, dado que a farinha que moíam ficava bastante grossa, na Fajã Grande eram usados geralmente para moer o milho quando ele ainda não estava bem amadurecido ou seco. Era com esta farinha que se faziam as chamadas papas grossas, que comidas quentes com o leite, ou simplesmente frias e às talhadas eram saborosíssimas. Havia também quem quando frias as comesse cobertas com o leite a ferver ou até fritas. Era sobretudo nos dias anteriores à apanha do milho que se recorria a este apetitoso manjar.

Moer no moinho de mão era tarefa das mulheres que muitas vezes pediam ajuda às crianças, a fim de irem lentamente deitando o milho no buraco da mó enquanto a mãe ou a irmã ou outra mulher ia rodando a mó, por vezes um pouco pesada.

Consta que no início do povoamento das ilhas, antes dos moinhos de água estes equipamentos domésticos terão sido de grande importância. Uma vez que ainda não existiam os moinhos de água ou de vento, era a eles que se recorria para moer os cereais, nomeadamente o trigo, muito utilizado nos primórdios do povoamento açoriano. Mesmo mais tarde, já com o funcionamento daqueles moinhos, as famílias mais pobres recorriam ao seu uso, obtendo, assim obter a farinha sem o encargo de pagar a maquia ao moleiro ou outros impostos.


Carlos Fagundes

Este artigo foi (originalmente) publicado no «Pico da Vigia».

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Nova exposição no Museu de Santa Cruz

Exposição sobre a diversidade de insectos existentes nos Açores estará patente no Museu e Auditório municipal de Santa Cruz até ao dia 26 de Abril.

Os Parques Naturais dos Açores apresentam a exposição "Insetos - vida nos Açores", produzida pelo Centro de Ciência de Angra do Heroísmo. Esta exposição exibe fotografias de detalhe sobre a diversidade de insectos existentes nos Açores, da autoria de Javier Torrent, Paulo Borges e Pedro Cardoso, colaboradores do Grupo de Biodiversidade da Universidade dos Açores.

O Museu municipal de Santa Cruz está aberto ao público de terça a sexta-feira das 9 horas às 12 horas e das 14 horas às 17 horas e ainda aos sábados das 14 horas às 17 horas.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Fixação de jovens qualificados é maior preocupação de José Carlos Mendes (PS)

Afirmando que é recandidato à Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores para terminar o seu projeto, José Carlos Mendes assumiu como principais preocupações as questões sociais e a fixação de jovens qualificados.

"A nossa grande preocupação serão sempre as pessoas. O nosso lema é as pessoas primeiro", disse José Carlos Mendes que num segundo mandato pretende dedicar a sua atenção "à fixação de pessoas, especialmente jovens qualificados".

O independente que encabeça a lista socialista à Câmara de Santa Cruz das Flores, destacou que a ilha das Flores padece de um "grave problema demográfico", porque a população está envelhecida e "é preciso atrair novamente os jovens, sobretudo aqueles que saem para estudar e depois tendem a não regressar. É muito necessário e urgente fixar jovens e, principalmente, jovens com alguma qualificação", defendeu José Carlos Mendes, de 60 anos e bancário reformado.

Para atrair população jovem qualificada, o recandidato do PS adiantou que a autarquia tem em curso a criação da primeira incubadora de empresas no concelho de Santa Cruz das Flores, uma obra já adjudicada e que "terá capacidade para albergar entre sete a dez empresas nas mais diversas áreas".

Além disso, José Carlos Mendes prometeu continuar com os ateliês de tempos livres (ATL) gratuitos, gratuitidade que se estende ao abastecimento de água e à recolha de resíduos.

Emprego, turismo e a questão social são outras áreas em que José Carlos Mendes quer dedicar "muita atenção" num futuro mandato autárquico, por entender que "há ainda muito trabalho por fazer. Decidi recandidatar-me porque penso que o nosso projeto ainda não está terminado e julgo que temos as condições para poder continuar", declarou o recandidato do PS.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental» e RTP Açores.
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domingo, 2 de abril de 2017

Alerta para lixo depositado no mar

O director regional das Pescas afirmou que “não são apenas as actividades extractivas do mar, como a pesca, que importunam os ecossistemas marinhos”, lamentando que os seres humanos façam dos oceanos “um caixote de lixo”.

Luís Rodrigues frisou que “80% do lixo marinho é de origem terrestre”, mas acrescentou que “também a pesca e a actividade marítima, como o transporte de mercadorias e de passageiros, produzem lixo”.

O director regional das Pescas falava à margem da entrega de prémios do concurso de boas práticas de gestão de resíduos a bordo dos atuneiros açorianos, no âmbito do projecto Lixo Zero nos Mares dos Açores. Luís Rodrigues salientou que o interesse desta iniciativa reside na “monitorização dos procedimentos para a gestão do lixo produzido a bordo dos atuneiros”, com a sensibilização dos pescadores e armadores, destacando também a importância da “monitorização do lixo flutuante” pelos observadores do Programa de Observação para as Pescas nos Açores.

O director regional das Pescas salientou ainda a importância desta iniciativa, que já se realiza há três anos, na sensibilização dos profissionais da pesca para as boas práticas na gestão do lixo a bordo da frota de atuneiros nos Açores. Luís Rodrigues afirmou pretender que este programa tenha continuidade nos próximos anos e que se estenda a outras pescarias, acrescentando que representa um importante contributo “para alcançar as metas ambientais definidas para os Açores” no âmbito da Directiva Quadro Estratégia Marinha.


Notícia: jornal «Diário dos Açores» e o inestimável "serviço informativo" do GaCS [Gabinete de apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

sábado, 1 de abril de 2017

Sacos de plástico passam a ser pagos

Os sacos de plástico passam a ser pagos em todas as lojas dos Açores a partir de hoje, um ano depois de a medida ter chegado às grandes superfícies comerciais.

A medida, destinada a fazer diminuir o consumo de sacos de plástico, foi aprovada pela Assembleia Regional em Maio de 2014. O diploma estipulou que inicialmente se aplicaria apenas às grandes superfícies um ano depois da sua regulamentação, que aconteceu no dia 31 de Março de 2015, e dois anos depois a todas as restantes superfícies comerciais dos Açores.

O regime de pagamento de taxa ambiental sobre os sacos de plástico está instituído no valor de 4 cêntimos. Estão isentos de taxa os sacos que entram em contacto direto com o alimento com é o caso dos sacos transparente de rolo.

O diretor regional do Ambiente adiantou que em 2016 foram taxados 1,3 milhões de sacos de plástico nas grandes superfícies dos Açores. Segundo o responsável, estes números permitem "estimar com base naquilo que foi o número de sacos de caixa distribuídos por estas superfícies comerciais no período equivalente do ano anterior, que terá havido uma redução da introdução no mercado de um número superior a 4,5 milhões de sacos de plástico".

O diretor regional do Ambiente acrescentou que a medida permitiu encaixar "pouco mais de 50 mil euros".


Notícia: «Açoriano Oriental» e «Jornal da Tarde» da RTP Açores.
Saudações florentinas!!