domingo, 20 de agosto de 2017

Mosteiro sem candidatos autárquicos

A reorganização das freguesias, datada de 2013, fez com que o Mosteiro passasse a ser a freguesia portuguesa com menos eleitores, contando com apenas 30 pessoas recenseadas.

Só se lembram do Mosteiro quando o povo vota. A estatística faz com que a freguesia só apareça no mapa quando se descobre a graça de por lá serem tão poucos a votar. E nem todos os que lá estão recenseados residem actualmente no país. Nas últimas eleições, as Legislativas Regionais de Outubro de 2016, foram às urnas 22 pessoas.

Na freguesia do Mosteiro não há cartazes com os rostos dos candidatos à Junta e o período eleitoral em nada altera a tranquilidade de uma população rural no meio do Atlântico.

A pouco mais de um mês da data para as eleições autárquicas, a actual presidente ainda nem sequer sabe se o seu futuro passa por continuar à frente dos destinos da Junta de Freguesia. Isabel Tenente, 36 anos, é independente e acumula a função de presidência da Junta com o trabalho por conta própria na área da agricultura biológica. Quanto a uma eventual recandidatura revela ao telefone com o jornal «Público» que “ainda é muito cedo para saber” se concorre ou não.

Aqui não há apresentação de listas no tribunal local. Por estar à frente de uma freguesia com menos de 150 eleitores, a tradicional Assembleia de Freguesia é substituída por um Plenário de Cidadãos eleitores. Esta especificidade só obriga os candidatos a apresentarem listas no dia da reunião do plenário, que normalmente é convocado duas semanas depois da data das eleições a nível nacional.

Em 2013, Isabel Tenente concorreu sozinha e sem estar ligada a nenhum partido. Agora garante que “apesar de não ser um trabalho a tempo inteiro, há sempre coisas para fazer na freguesia”. A freguesia do Mosteiro é também um caso raro no que toca à composição do executivo. Os três membros que integram a Junta – presidente, secretária e tesoureira – são mulheres.

A dez quilómetros da sede de concelho, o Mosteiro “tem o básico”. Situada num vale profundo a freguesia “já tem acesso à internet, às redes móveis e o Governo Regional já concluiu o ramal de acesso”. Aqui não há lugar a promessas políticas. “Vai-se trabalhando com o que tem”. É um trabalho que “se faz consoante as necessidades”, explica Isabel Tenente.

O orçamento da Junta de freguesia do Mosteiro é de tal forma escasso que o apoio da Câmara Municipal de Lajes das Flores se torna imprescindível. Mosteiro gasta o que tem em despesas correntes, já as grandes obras são feitas com o apoio financeiro e logístico da autarquia de Lajes das Flores. O orçamento de 2014, o último que se encontra publicado no sítio da Junta de freguesia, previa receitas que não chegavam aos 15 mil euros e despesas de igual valor.

“Dada a população que temos não podemos estar a exigir muito”, diz em tom de desabafo a presidente que ainda não sabe se quer ficar com o lugar que lhe pertence. Passados quatro anos tem pena de não ter feito o miradouro que pretendia, “não por falta de condições, porque a Câmara Municipal tem ajudado bastante”, mas sim porque não houve acordo com os donos do terreno onde ficaria o “observatório”. Diz esperar que o próximo presidente volte a pegar no projecto.

Isabel Tenente revela-se satisfeita com o trabalho que fez, mas acha que “os primeiros quatro anos são um estágio” isto porque “há muita coisa para aprender” e para isso “tem de haver mais algum tempo para mostrar que se consegue fazer alguma coisa”.

Depois de Outubro, quando os eleitores escolherem os seus autarcas, o país só se deve voltar a lembrar da freguesia do Mosteiro quando se regressar às urnas nas eleições para o Parlamento Europeu, em 2019. Mas até lá, na encosta voltada para o Atlântico, “há muita coisa para se ir fazendo”.


Notícia: jornal «Público».
Saudações florentinas!!

sábado, 19 de agosto de 2017

SATA vai trocar bombeiros por privados

Os serviços de socorro e emergência dos aeroportos das ilhas do Pico, São Jorge, Graciosa e Corvo vão passar a ser assegurados por uma empresa privada, quando sempre foram assegurados pelas Associações Humanitárias de Bombeiros locais.

O concurso público promovido pela SATA Aeródromos está em fase de conclusão e prevê a adjudicação do serviço de socorro e emergência nos aeroportos do Pico, São Jorge, Graciosa e Corvo pelo período de três anos por um valor base de 4,4 milhões de euros. Duas empresas que prestam serviços similares nos aeroportos de Lisboa e no Funchal e Porto Santo, apresentaram propostas para o concurso promovido pela SATA Aeródromos.

As Associações Humanitárias de Bombeiros que presentemente prestam o serviço à SATA Aeródromos ainda equacionaram a possibilidade de concorrer em consórcio mas desistiram devido às exigências do caderno de encargos no que se refere à formação dos recursos humanos e os requisitos impostos pela Autoridade Nacional de Aviação Civil, para a certificação necessária para a prestação de serviços.

O presidente da Federação dos Bombeiros dos Açores disse à RDP Antena 1 Açores que estão a ser desenvolvidos esforços junto do Governo Regional e das Câmaras Municipais das quatro ilhas para que cerca de meia centena de bombeiros que prestam esse tipo de serviço nos aeroportos possam ser recrutados pela empresa que vencer o concurso: “Esses bombeiros têm experiência de muitos anos e agora estão confrontados com a situação de não saberem qual será o seu futuro profissional”, disse Manuel Silvestre.

Com a entrada de empresas privadas no serviço de socorro e emergência daqueles quatro aeroportos açorianos, as corporações de bombeiros daquelas ilhas deixam de receber cerca de um milhão de euros por ano da SATA Aeródromos. Nos outros quatro aeroportos açorianos com gestão da ANA (Santa Maria, Ponta Delgada, Horta e Flores), o serviço de socorro e emergência é por agora e ainda assegurado pelos Bombeiros através de protocolos.

Entretanto, o deputado florentino João Paulo Corvelo questionou o Governo Regional sobre o afastamento dos Bombeiros dos aeroportoos geridos pela SATA. O deputado comunista pretende saber se a decisão de privatizar o serviço de socorro e emergência foi tomada por iniciativa da tutela e se já existe a informação de quantos bombeiros açorianos vão perder o emprego devido ao facto da SATA adjudicar o serviço a privados.

Por outro lado, João Paulo Corvelo pretende saber se existem também elementos sobre as implicações financeiras para as Associações Humanitárias de Bombeiros que irão advir da não renovação dos protocolos existentes para a prestação do serviço de socorro e emergência de aeródromo naquelas quatro ilhas.


Notícia: Antena 1 Açores, «Diário Insular» e «Correio dos Açores».
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

15 alojamentos mais ecológicos do país

Em exclusivo para a revista «Visão Se7e», a associação ambientalista ZERO elaborou um ranking dos hotéis mais sustentáveis do país. Aqui respeita-se a tradição local e a paisagem envolvente, evita-se o desperdício e a produção industrial e, também por isso, se respira mais fundo.

Para desligar em tons de verde, este ranking dos 15 alojamentos mais ecológicos do país inclui o empreendimento florentino Aldeia da Cuada. Abandonada nos anos 1960, a Aldeia da Cuada, na ilha das Flores, foi recuperada sabiamente, mantendo a traça rural das casas de pedra e adaptando-as às atuais necessidades.

Casa do Luís, Casa da Esméria, Palheiro do Fagundes... Cada uma das dezassete habitações da Aldeia da Cuada tem o nome do seu último residente. A atenção para com a memória do local não se fica por aqui. Também se mantém a traça rural das casas de pedra desta aldeia, abandonada nos anos 60, que começou a ser recuperada há 25 anos – ainda o turismo rural não tinha o charme de hoje.

É difícil prestar atenção aos caminhos de pedra que rasgam a aldeia quando tudo à volta exige atenção. De um lado, contempla-se a natureza selvagem da ilha das Flores; do outro, absorve-se o azul do Atlântico. A apenas dois quilómetros da Fajã Grande, a freguesia mais ocidental da Europa, a Aldeia da Cuada proporciona uma estada despida de artifícios e onde o maior luxo é a experiência de autenticidade. A decoração campestre das casas 
(T1 a T6), com pitorescas janelas de guilhotina, transporta os visitantes para um tempo de horas mais lentas, sem distrações televisivas ou eletrónicas além de uma telefonia. A irregularidade do caminho até à sala do pequeno-almoço abre o apetite para a primeira refeição do dia, em que não faltam mel, geleias e compotas caseiras. E, se nas aldeias se vive ao ar livre, há bicicletas à disposição e pátios em cada casa para preguiçar e, claro, para sentir de perto a natureza.

No ranking de hotéis verdes que elaborou para a revista «Visão Se7e», a ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável teve em linha de conta quatro tipos de critérios: a utilização sustentável dos recursos naturais (boas práticas de gestão da água, energia e resíduos; reabilitação de edifícios ou aldeias, assegurando a manutenção da paisagem; utilização de técnicas 
e/ou materiais de construção ancestrais com poupança de recursos e de características locais; produção de alimentos nas instalações), o suporte às comunidades e à economia local (promoção de comércio local com recuperação de atividades em degradação; dinamização de compras de alimentos locais preferencialmente em modo biológico de produção; apoio e intervenção em projetos das comunidades em que se insere), o alojamento possuir certificações ou nomeações e, por fim, a diversidade de tipologias, um conjunto variado em termos de preços e uma ampla distribuição geográfica (áreas urbanas e rurais, diversos locais do País, incluindo as Regiões Autónomas).


Notícia: revista «Visão Se7e».
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Extensão da plataforma continental?

A proposta portuguesa pretende alargar em dois milhões de quilómetros quadrados a área marítima sob jurisdição nacional, passando para o dobro da atual. A maior parcela pertence ao mar dos Açores.

Depois de uma proposta que deu entrada em 2009 nas Nações Unidas, começou esta semana a ser discutida a extensão da plataforma continental portuguesa, numa reunião entre a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental e o grupo de trabalho criado na Comissão de Limites da Plataforma Continental das Nações Unidas.

A proposta de Portugal prevê aumentar em dois milhões de quilómetros quadrados a área marítima de jurisdição nacional, o que corresponde ao dobro da área actual e que significa o equivalente a 49% do território da União Europeia. A proposta de Portugal foi apresentada às Nações Unidas em 2009, depois de ter sido constituída em 2005 a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental e depois de terem sido feitos levantamentos hidrográficos ao largo dos Açores, com os navios hidrográficos Gago Coutinho e com o D. Carlos I, que actualmente está em missão no arquipélago.

A reunião que decorreu esta semana é a primeira de muitas, já que o processo de análise até à decisão final pode levar entre 2 a 3 anos. No entender do Ministério do Mar, a criação de uma Comissão de Limites da Plataforma Continental, por parte das Nações Unidas, “é um passo decisivo” na pretensão de Portugal e vai permitir ao país “o exercício de direitos soberanos sobre a plataforma continental para efeitos de conhecimento e aproveitamento dos seus recursos naturais”.

Perante a perspectiva dos novos usos do mar e da chamada “economia azul”, com a tecnologia adequada há boas perspectivas da capacidade de rentabilização futura do mar, tornando-se viável o uso dos recursos biológicos e minerais existentes na plataforma continental. Dentro da plataforma açoriana ficarão enormes reservas de cobalto e também de titânio, níquel, platina, ferro-manganês, zinco, chumbo e até ouro e prata. São também prováveis as presenças de petróleo e gás.

Outro uso do ao mar, além da energia das ondas, é o da exploração da biotecnologia azul já que nas fontes hidrotermais há microorganismos que sobrevivem em condições extremas já que conseguem viver sem depender da fotossíntese, suportando temperaturas e pressões extremamente elevadas, o que as torna bastante importantes ao nível da engenharia biológica e genética.

A importância futura do mar em termos económicos e os impactos económicos que esta extensão da plataforma continental poderá trazer para Portugal são uma certeza, sendo que com esta proposta de extensão da plataforma continental Portugal fica com o direito de exploração dos recursos naturais no leito e no subsolo.


Notícia: «Correio dos Açores», Antena 1 Açores e «Diário Insular».
Saudações florentinas!!

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Mais do que meros “cristãos de pantufas”

A festa do Senhor Bom Jesus (na ilha do Pico) encerrou com uma última celebração presidida pelo padre Jacob Vasconcelos que apelou aos peregrinos presentes em São Mateus para não serem “cristãos de pantufas”.

O mais novo sacerdote da Diocese de Angra sublinhou que é preciso resistir à tentação de permanecer numa zona “de conforto e de comodidade”. Embora “Deus não fique, nunca, indiferente à sorte dos seus filhos; mas está continuamente atento às suas necessidades, à sua fome de vida, à sua sede de felicidade”, a verdade é que ninguém pode ficar à espera que Deus aja “quando devíamos ser nós a agir. Muitas vezes, gostaríamos que os milagres e acção de Deus fizessem o nosso lugar, que pudéssemos permanecer de braços cruzados... Não! A intervenção de Deus não substitui a necessidade do nosso esforço”, esclareceu o padre Jacob Vasconcelos.

“Mesmo perante as fomes de hoje, Jesus continua a implorar-nos: dai-lhes vós mesmos de comer, porque há recursos e bens para todos! Quantas vezes nos queixamos de que Deus não age... Quando devíamos ser nós a agir!”, precisou o sacerdote florentino.

Jacob Vasconcelos falou ainda da insatisfação permanente da sociedade relacionada “com a constatação de que o que se tem não chega”, lamentando o egoísmo e a falta de disponibilidade para ajudar a resolver os problemas dos mais próximos: “Quando cada pessoa puser à disposição dos outros aquilo que possui, não só em bens como em qualidades, assistiremos então a um prodígio: haverá alimento para todos e até sobrará. O grande milagre aqui, será, de facto, a partilha. Jesus serve-se da generosidade dos homens e faz chegar os seus dons a todos”, concluiu Jacob Vasconcelos.

Recorde-se que o bispo João Lavrador nomeou o recém-ordenado presbítero Jacob Vasconcelos como diretor do Serviço Diocesano de Evangelização, Catequese e Missão. O padre florentino será, por isso, um dos sacerdotes mais jovens a coordenar este serviço. Além de coordenar a vasta equipa catequética, o jovem sacerdote será ainda secretário pessoal do bispo de Angra e capelão da Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição. Ajudará ainda na paróquia da Ribeirinha (no concelho de Angra do Heroísmo).


Notícia: jornal «Correio dos Açores» e portal «Igreja Açores».
Saudações florentinas!!

domingo, 13 de agosto de 2017

Todas as ilhas numa única revista

Uma edição especial da revista «Visão» de 116 páginas já está nas bancas, com uma grande viagem pelo arquipélago que encanta o mundo.

Vem de longe o fascínio que as ilhas provocam nos humanos. A sua geografia particular, rodeada de mar por todos os lados, faz-nos evocar lendas e mistérios, tragédias e encantamentos, histórias de isolamento mas também de comunhão. Nos Açores, todas essas sensações são multiplicadas por nove, e ainda amplificadas por aquilo que cada ilha tem de mais especial: a sua natureza única, que é hoje, também, a maior riqueza do arquipélago. Quem nunca foi aos Açores pode agora viajar, com esta edição especial da revista «Visão», pelas suas nove ilhas. Quem já foi tem agora a oportunidade de recordar essa experiência e, quem sabe, começar a planear a próxima viagem, porque irá descobrir muitos e novos motivos de interesse.

Já está nas bancas, esta edição especial da revista «Visão» sobre Açores, sob o título “O apelo da natureza”. Faz sentido que assim seja, já que o arquipélago é hoje, justamente, um exemplo mundial no turismo sustentável, colecionando prémios e elogios. No meio do Atlântico, as ilhas vulcânicas atraem cada vez mais visitantes, graças à sua natureza incomparável e à afabilidade genuína das suas gentes. Mas mais do que contemplada, esta é uma natureza que merece ser vivida. De forma ativa e intensa, respeitando-a e, assim, preservando-a. Tanto em terra como no mar. Os Açores, conforme os nossos repórteres testemunharam, são hoje uma experiência inesquecível. E que merece ser partilhada.

É isso que poderá fazer numa viagem que, ao folhear as páginas da edição especial da revista «Visão», o levará, primeiro, a São Miguel e aos seus muitos tons de verde. Depois, salta para Santa Maria, a mais antiga das ilhas e conhecida pelas suas praias de areia branca. A viagem prossegue pelo grupo central, com paragens demoradas na Terceira, Faial, Pico, São Jorge e Graciosa e termina, naturalmente, nas Flores e no Corvo, as ilhas mais distantes, mas também as mais surpreendentes.

Em cada ilha, os repórteres da revista «Visão» descrevem a sua experiência, sempre com a natureza em plano destaque, e acrescentam depois as suas indicações principais para comer, dormir e andar por lá. Uma edição especial da revista «Visão», naturalmente, a não perder.


Notícia: revista «Visão».
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Esmeralda Lourenço confiante nas Lajes

A candidata do PPD/PSD à presidência da Câmara Municipal de Lajes das Flores, Esmeralda Lourenço está confiante num bom resultado, tendo realçado “a qualidade das equipas que conseguimos apresentar, não só para a Câmara mas também para a Assembleia Municipal e para quatro freguesias do concelho”.

A candidata à Câmara das Lajes confirmou que Bruno Belo, atual deputado na Assembleia Legislativa Regional, é o cabeça de lista do PSD à Assembleia Municipal.

Vitor Fagundes encabeça a lista à Junta de Freguesia da Fajã Grande, o mesmo acontecendo com Samuel Medina na Fazenda, Luís Carlos Freitas nas Lajes e César Andrade na freguesia da Lomba.

“Por todos e para todos” é o mote de campanha escolhido para recuperar a gestão da autarquia das Lajes, assim como atingir a maioria da votação nos vários órgãos autárquicos das Lajes.

A mandatária da candidatura laranja ao concelho mais ocidental da Europa é Lígia Teixeira.


Notícia: "sítio" do PSD Açores.
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Paulo Valadão é candidato a Santa Cruz

O médico veterinário Paulo Valadão é o candidato da CDU à Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores. Além da lista para a Câmara Municipal, a CDU concorre à Assembleia Municipal com João Paulo Corvelo como primeiro candidato e também à Assembleia de Freguesia de Ponta Delgada em lista liderada por Joel Meireles.

Paulo Valadão afirmou-se preocupado com os problemas sociais com que os habitantes do concelho de Santa Cruz se confrontam: “É necessário tudo fazer no sentido de resolver caso a caso os problemas sociais que surgem, procurando dar bem-estar social às pessoas, dotando-as de uma vida com qualidade, que infelizmente muitas vezes não acontece”.

O cabeça de lista da CDU à Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores frisou “ser necessário que os eleitores tenham alternativas” para os órgãos autárquicos, considerando que as propostas da CDU são algo diferente perante um poder autárquico que é “exercido há muitos anos da mesma maneira” em Santa Cruz e pede a confiança dos eleitores para “mudar o rumo político do concelho”.

Paulo Valadão propõe-se desenvolver “um trabalho eficaz e pensar num desenvolvimento com seriedade e honestidade”, tendo “sempre em atenção a necessidade do equilíbrio das finanças municipais”.

O militante comunista, de 68 anos, defende o “desenvolvimento equilibrado do concelho” com base no respeito pelo património edificado. Exemplificando, o candidato da CDU referiu que “o Município de Santa Cruz possui um vasto património que, nalguns casos, está abandonado. Há que preservar esse património, mas também é necessário exigir aos privados que preservem o seu”.

Para Paulo Valadão, que foi deputado à Assembleia Legislativa Regional, neste momento o turismo está em franca expansão também na ilha das Flores, havendo que “criar todas as condições para o aproveitar” por forma a que seja benéfico para os que habitam no concelho.


Notícia: «Açoriano Oriental» e «Jornal da Tarde» da RTP Açores.
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

A nova zona balnear na Poça das Salemas

Estão concluídas as obras de construção da zona balnear da Poça das Salemas. Desta forma a Câmara Municipal de Santa Cruz disponibiliza mais um espaço de lazer aos seus munícipes e ao público em geral, reforçando e promovendo uma relação importante entre a vila de Santa Cruz e o mar.

Com mais esta infraestrutura, a autarquia de Santa Cruz das Flores pretende dotar o concelho de condições que lhe permitam apoiar e promover o turismo de natureza e aventura, bem como todas as nossas empresas de animação turística, contribuindo para a dinamização da nossa economia e para a criação de mais emprego e riqueza.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores.
Saudações florentinas!!

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Ampliação da zona balnear da Fajã

A Câmara Municipal das Lajes submeteu uma candidatura ao programa ProRural+ de ampliação da zona balnear do Porto Novo na Fajã Grande e de construção de um edifício de apoio a essa zona balnear.

Este projeto prevê a ampliação da zona de praia, bem como a criação de zonas de solário e acesso ao mar a nascente da rampa.
O projeto prevê ainda a construção de infraestruturas de apoio, que incluem balneários, instalações sanitárias e instalações de socorro, para que futuramente seja possível candidatar esta zona balnear à bandeira azul.

Estas obras têm um custo estimado na ordem dos 300 mil euros.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Persiste a devoção à Senhora do Carmo

Passaram já umas dezenas de anos sobre uma derrocada no rochedo sobranceiro ao lugar da Ponta, na freguesia da Fajã Grande, que destruiu e danificou imóveis e também uma ermida. Como houve fundadas dúvidas sobre a eventual ocorrência de outras derrocadas, foi decidido retirar dali, definitivamente, os habitantes e dar-lhes apoios para residirem noutro local.

Passado tanto tempo, não se considera que a zona ofereça hoje maior perigo do que as inúmeras localidades habitacionais ou de férias existentes nos Açores, situadas junto ao mar e encimadas por rochedos. Assim a Ponta da Fajã Grande foi progressivamente voltando à ocupação, seja para habitação permanente ou temporária. A lei da vida foi levando os naturais do lugar e agora só ali habitam permanentemente uma meia dúzia, vindos de fora. A zona é, cada vez mais, local privilegiado para fim-de-semana e férias.

A Ponta tem igreja; a Padroeira é Nossa Senhora do Carmo. Regressados alguns naturais e enquanto houve ali um número mínimo de participantes na Missa, um sacerdote deslocava-se para celebrar ao sábado. E retomou-se a festa em honra da padroeira.

Merece registo o facto de os oriundos da Ponta, residentes onde quer que seja, ou mesmo emigrados, continuarem a contribuir para a sua antiga paróquia, com enorme generosidade. Em acção coordenada pela zeladora da Igreja, Dina Serpa Salvador, está em curso uma completa recuperação do templo, não só com base nos donativos recolhidos do exterior, mas através da criação de uma vasta e competente equipa, que tem promovido um conjunto de iniciativas locais de angariação de fundos.

No último fim-de-semana do passado mês de Julho realizou-se a festa de Nossa Senhora do Carmo, precedida de tríduo preparatório, com recitação do terço e missa, eucaristia solene no domingo seguida de procissão. A organização da festa atingiu este ano um apogeu, não só pelo cuidado posto na ornamentação do templo e do espaço festivo, mas pelas excelentes condições de acolhimento oferecidas aos visitantes, seja no restaurante ou na tasca, como pela animação musical, ou até pelos sinais de festa do estalejar dos foguetes, algo já invulgar na ilha das Flores.

Na festa da Ponta, como aliás nas demais iniciativas na Fajã Grande, foi relevante a colaboração da Junta de Freguesia, especialmente patente na acção directa do seu presidente, José Costa. Eventos religiosos e os demais atraíram um número invulgar de pessoas.

Apesar da adversidade que os separou, subsiste a força de um povo com fé e movido pela devoção. Que fica, para exemplo.


Opinião de Renato Moura, publicada no portal Igreja Açores.
Saudações florentinas!!

domingo, 6 de agosto de 2017

Cancelamentos da SATA faz doentes florentinos perderem consultas e exames

O cancelamento de voos da SATA para a ilha das Flores está a ter implicações na deslocação de doentes e impediu a realização do concerto dos Xutos & Pontapés.

Vários doentes da ilha das Flores estão a perder consultas de médicos especialistas e exames clínicos devido ao cancelamento de voos da SATA. O deputado florentino João Paulo Corvelo protestou contra o facto de a transportadora aérea regional estar a cancelar ou a atrasar a realização de voos para as Flores.

O deputado comunista refere que situação agravou-se nos últimos dias: "Acontece que os passageiros desses voos cancelados para a ilha das Flores têm vindo a ser reacomodados pela SATA em voos agendados para o dia seguinte mas em horários bastante tardios, o que adicionado aos habituais atrasos operacionais da SATA tem levado a outros cancelamentos de voos para as Flores devido à impossibilidade de aterragem noturna por inexistência da certificação da iluminação da pista do aeroporto das Flores".

No entanto, João Paulo Corvelo realça que essa reprogramação de voos está a colocar em causa a realização de exames e consultas médicas de especialidade de doentes fora da ilha das Flores: "Parece de absoluto bom senso que essas pessoas fossem reacomodadas em voos matinais, o que não tem ocorrido, tendo vindo a ser reacomodados em voos ao final da tarde e assim perdendo as suas marcações médicas agendadas com grande antecedência", adianta o deputado florentino.

Entretanto, o deputado Bruno Belo (PSD) acusou a SATA de dificultar "a afirmação da ilha das Flores como destino turístico". O deputado social-democrata refere que vários turistas estrangeiros estão a perder os voos de ligação devido ao cancelamento ou alteração de horários dos voos da SATA, apontando como exemplo o caso de um grupo de turistas austríacos que deveria ter deixado as Flores na quinta-feira mas que só conseguiram sair da ilha no sábado, perdendo os voos de ligação. "A SATA está a transformar a experiência desses passageiros na ilha das Flores num pesadelo uma vez que, contrariamente ao previam, só regressam a casa três dias ao que tinham previsto", refere o deputado laranja.

As dificuldades da SATA na operação para a ilha das Flores estão na origem do cancelamento do concerto dos Xutos & Pontapés, previsto para a passada sexta-feira em Santa Cruz, no âmbito das festas Cais das Poças. A banda ficou retida em Ponta Delgada e perante a impossibilidade da SATA assegurar o transporte para as Flores, regressou a Lisboa noutra companhia aérea e cancelou o concerto.


Notícia: «Diário Insular» e «Correio da Manhã».
Saudações florentinas!!

sábado, 5 de agosto de 2017

Caldo de peixe traduz em sabor o resultado da competição no mar

Os números dos últimos anos dão conta de 700 a 800 quilos de pescado resultante da competição que se faz nas águas que banham a ilha das Flores. Esse peixe é, depois, preparado pelas mãos de quem sabe, de modo a garantir que o afamado caldo de peixe do Cais das Poças mantém a qualidade de sempre. Em 2016 foram servidas mil e quinhentas refeições.

Seja pelo convívio entre participantes, seja pela experiência de pescar nas águas limpas e cristalinas que envolvem a ilha das Flores, a verdade é que o concurso de pesca desportiva do Cais das Poças chama a Santa Cruz gente de outras ilhas.

“O ano passado vieram dois barcos de São Miguel para participar no concurso de pesca. Este ano já são cinco, embora o número possa ainda vir a crescer pois as inscrições acabam mesmo na véspera do concurso. Ainda assim, mesmo no dia da competição se aparecer alguém interessado fazemos a inscrição na hora e avança com os outros para o mar”, garante fonte da autarquia.

“Esse é um indicador que o concurso de pesca embarcada já está a ganhar uma dimensão regional.” Esse reconhecimento agrada à organização, que ambiciona “ter participações de mais ilhas”. Contudo, deve ressalvar-se que nesta competição nem todos os peixes contam. Há um regulamento que determina, por exemplo, que espécies como o tubarão ou as moreias, a serem apanhados, não serão pontuados. O que a autarquia de Santa Cruz das Flores incentiva a pescar (e que no regulamento figura como mais pontuável) é o peixe de fundo, também com o propósito de garantir a qualidade do caldo de peixe.

Contas feitas, na edição do ano passado deste concurso de pesca embarcada foram capturados cerca de 800 quilos de pescado que garantiram mais de mil e quinhentas refeições do afamado caldo de peixe. Mais um dos pontos altos do Cais das Poças que, habitualmente, conta com o envolvimento da comunidade, mas também de gente que vinda de fora faz questão de “dar uma mãozinha”...


Notícia: suplemento especial do jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Um desfile que traz à rua a cultura e a identidade das gentes da ilha das Flores

É um dos momentos mais aguardados do Cais das Poças, ou não fosse este cortejo etnográfico uma manifestação genuína (e animada) das vivências e tradições que marcam a história da ilha das Flores e das suas gentes.

Chegam a ser mais de trezentas pessoas em desfile pelas principais ruas da Vila de Santa Cruz, num cortejo etnográfico onde não se poupa no rigor das recriações de vivências e tradições das gentes da ilha das Flores. Da indumentária aos artefactos que em carros alegóricos ou a pé se trazem à rua, nenhum pormenor é deixado ao acaso. E se a isto juntarmos a boa disposição contagiante dos participantes, percebemos a razão pela qual o cortejo “Vivências e Tradições” é um dos momentos mais aguardados (e aplaudidos) do festival Cais das Poças.

Para a autarquia de Santa Cruz das Flores, promotora do evento, “o cortejo Vivências e Tradições é autêntico e genuíno, e, quando assim é, as pessoas apreciam”. Garante ainda que o esforço despendido no apelo à mobilização da população e instituições do concelho é praticamente nulo: “As pessoas, por si mesmas, juntam-se. Têm gosto no que mostram porque afinal é a sua essência que ali retratam. Depois, existem muitas coisas que funcionam quase mecanicamente porque, para umas boas dezenas de habitantes, são já muitos anos a participar neste cortejo”.

Uma montra onde se exibe com orgulho a identidade e a cultura de um povo, sendo que para os forasteiros funciona quase como cartão-de-visita ou de apresentação. Já para os filhos da ilha das Flores espalhados pelo mundo, mas que regressam à sua terra nesta altura do ano, é uma oportunidade de viajarem no tempo, revivendo artes, ofícios ou costumes que caíram em desuso, do mesmo modo que, na presença de filhos ou netos, apresentam esses testemunhos de história, com intuito de perpetuar a memória.

E é também com esse objetivo que neste festival Cais das Poças está pensado um lugar para a brincadeira dos mais novos, com a recuperação de jogos e atividades que a modernidade se encarregou de apagar. Regressam, por isso, às ruas da Vila de Santa Cruz alguns jogos tradicionais, como é o caso das corridas de sacas ou o pião.

Outra presença incontornável no cartaz do Cais das Poças é o folclore. Este ano, a atuação cabe ao Grupo Folclórico da Casa do Povo de Ponta Delgada.


Notícia: suplemento especial do jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Xutos são destaque do Cais das Poças

Xutos e Pontapés, dj Kaylova, Brumas da Terra e Os Académicos são alguns dos nomes do cartaz musical desta edição do Cais das Poças. A festa em palco faz-se ainda com quatro bandas florentinas.

K7 Pirata, Full ‘K’ Ords, Show Flores e StereoMixer são as quatro bandas locais com presença no cartaz musical deste ano do Cais das Poças, a que se junta a Escola de Música da Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores.

Música que é determinante para animar as três noites do festival e onde também não podem faltar os sons de dança. Este ano, os nomes escolhidos para a missão de “agitar” a festa noite fora são os dj Tigue, Snakar e New House. Ritmos de dança que vão ainda contar com um nome que tem vindo a “dar cartas” no panorama internacional: a asiática dj Kaylova que, depois da atuação no Cais das Poças segue para as Festas da Praia, na ilha Terceira.

Mas a presença mais aguardada da edição de 2017 do Cais das Poças são os Xutos e Pontapés. Afinal é o regresso, quase uma década depois, de uma das maiores bandas portuguesas de rock. Banda que continua a arrastar multidões e gerações inteiras, com músicas que são já verdadeiros hinos. Espera-se, por isso, que Tim, Zé Pedro, Kalú, João Cabeleira e Gui tragam ao festival Cais das Poças a energia contagiante de sempre, embalada pelos êxitos de mais de três décadas de carreira.

Como já vem sendo hábito, a música que se faz nas outras ilhas do arquipélago também subirá ao palco do Cais das Poças. Este ano, a escolha recaiu sobre o agrupamento musical Brumas da Terra e a banda Os Académicos, que regressou aos palcos após quarenta anos de interregno. Recorde-se que Os Académicos remontam ao início da década de 1960, como uma banda de alunos da antiga Escola Industrial e Comercial de Ponta Delgada. A banda durante muitos anos foi responsável por animar festas e bailes mostrando ao público os êxitos que chegavam do exterior.


Notícia: suplemento especial do jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Voos para a ilha das Flores estão cheios

No mês de Agosto há vários dias em que é absolutamente impossível viajar de e para a ilha das Flores.

O deputado florentino João Paulo Corvelo já entregou um requerimento pedindo explicações à SATA.

A transportadora aérea regional admite reforçar os voos nos dias críticos.


Notícia: RDP Antena 1 Açores.
Saudações florentinas!!