quarta-feira, 31 de maio de 2017

Em apenas 6 dias Marcelo visitará 7 ilhas

O Presidente da República inicia amanhã (quinta-feira) uma visita à Região Autónoma dos Açores. Durante seis dias, Marcelo passará por todos os concelhos de sete das nove ilhas do arquipélago.

Entre 1 e 6 de Junho, Marcelo Rebelo de Sousa vai visitar as ilhas do Corvo, Flores, Terceira, Pico, Graciosa, Faial e São Jorge, e os seus doze concelhos - mas evitando cerimónias formais nos municípios, por causa das eleições autárquicas deste ano.

Esta visita do Presidente da República aos Açores foi marcada propositadamente para que Marcelo Rebelo de Sousa estivesse presente na sessão solene do Dia da Região, a 5 de Junho (próxima segunda-feira), na Assembleia Legislativa Regional.

De fora desta visita ficam as ilhas do grupo oriental, São Miguel e Santa Maria, que o Presidente da República deverá visitar mais tarde.


Notícia: «Açoriano Oriental», «Diário Insular» e TVI 24.
Saudações florentinas!!

terça-feira, 30 de maio de 2017

Bombeiros em condições muito precárias

Sindicato Nacional dos Bombeiros Profissionais alertou para a falta de equipamentos na corporação de Santa Cruz das Flores e acusa de má vontade a Direção da Associação Humanitária.

O Sindicato já fez saber que vai recorrer a instâncias judiciais. Entre várias situações declaradas graves, que ameaçam o serviço de socorro às populações, são também denunciadas a falta de fardamento e equipamentos de proteção.

O Sindicato Nacional dos Bombeiros Profissionais acusa a Direção dos Bombeiros de Santa Cruz das Flores de adiar a solução dos vários problemas, justificando-se com a falta de recursos da tutela.


Notícia: «TeleJornal» da RTP Açores.
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Campanha Açores Entre-Mares 2017

Entre o Dia europeu do Mar (20 de Maio) e o Dia mundial dos Oceanos (8 de Junho) decorre a oitava edição da campanha Açores Entre-Mares.

Durante vinte dias está previsto que aconteçam dezenas de actividades em todas as ilhas do arquipélago, tendo como elo comum a promoção do conhecimento e a utilização sustentável do mar dos Açores. Por enquanto apenas constam no programa público algumas actividades nas ilhas do Corvo, Santa Maria, Terceira e Faial.

Este ano e na sua oitava edição, a campanha Açores Entre-Mares tem como corolário a promoção da educação e sensibilização para o mar através da arte. Durante a campanha "Inspira-te no mar dos Açores" serão dinamizadas actividades de expressão artística incluídas no Kit do Mar, um recurso didático desenvolvido pela Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental e pelo MARE.

No dia 11 de Junho será promovida a iniciativa "Lixo Zero no mar dos Açores: limpeza regional de zonas costeiras", enquadrada na Atlantic Clean Up - Limpeza Atlântica 2017, uma campanha de limpeza das zonas costeiras em simultâneo nas regiões e países da bacia atlântica.

Saudações florentinas!!

domingo, 28 de maio de 2017

«Brumas e Escarpas» #125

A baleação da criançada

As crianças, geralmente, imitavam nas suas brincadeiras as atividades a que se dedicavam os adultos. Era assim com a pecuária, com a agricultura e também com a baleação.

A brincadeira da baleação iniciava-se com a construção dos botes e da lancha feitos de cana mas que eram em tudo semelhantes aos dos adultos, aos da verdadeira baleação. As canas proliferavam por ali e eram apanhadas no Outeiro, junto à Cruz ou na ladeira do Fernando. Num ápice a frota estava pronta. Duas canas amarradas em ambas as extremidades com fios de espadana, três ou quatro canas mais pequenas mas com tamanhos diferentes e cortadas em bico nas extremidades eram encaixadas nas duas canas iniciais, a maior ao centro e as outras a decrescerem para a ponta e para a ré, dando-lhes forma de um bote. Selecionada a companha, o mestre aplicava na ré uma cana a fazer de esparrel enquanto o trancador desfiava uma espadana e, amarrando os fios uns nos outros, fazia um cordão ao qual amarrava o arpão, ou seja, uma outra cana de ponta bem afiada e presa, na parte posterior, à proa do bote. Os restantes encadeavam canas de um e outro lado do bote a simular os remos. A lancha, a que era dado o nome de “Leta” ou “Maria Palmira” ou “Santa Teresinha” era em tudo semelhante aos botes mas sem esparrel. Tinha uma lança em vez do arpão e era quadrada à ré, tendo como tripulação, se a miudagem fosse pouca, apenas um tripulante que fazia simultaneamente de mestre, maquinista e proeiro. Os que não tinham lugar nas embarcações, geralmente os mais pequenos ou os menos creditados na arte estavam condenados a fazer de baleias. Destes havia um que no início desempenhava o papel de vigia. Como ficava sem fazer nada, logo após o atirar do foguete transformava-se em baleia. O mar era a Rua Direita, junto ao chafariz de duas bicas, e o porto, onde a frota estava parada e donde partia logo que o foguete rebentasse, era o pátio da Casa de Espírito Santo de Cima.

Por sua vez as baleias percorriam a rua de cócoras, depois de encherem a boca com água nas bicas do chafariz. Logo que a primeira baleia se pusesse em pé, isto é, viesse à tona de água e bufasse o jato de água, o vigia encavalitado em cima do chafariz atirava o foguete, lançando para o ar uma pequena cana ou uma vara ou, por vezes, até um jacinto arrancado num quintal qualquer ali perto, acompanhado de um enorme e estrondoso “fsst pum, prá, prá, prá” se fosse cardume ou um simples “fsst pum” se fosse uma só baleia. De imediato toda a companha corria para os seus botes a gritar “Baleia à vista! Baleia à vista!”. Entravam nos botes, ocupavam os seus postos e lá seguiam atrelados à lancha ou a remar sozinhos para o alto mar, ou seja para o sítio onde estavam as baleias. Estas andando de cócoras, a simbolizar que estavam debaixo de água, com a boca cheia de água lá se iam levantando e bufando de vez em quando mas deviam fazê-lo com tal agilidade, rapidez e performance que dificultasse ao máximo a ação do trancador, evitando que este lhes acertasse. É que o trancador só podia atirar o arpão às baleias que estivessem em pé e a bufar. As regras no entanto exigiam que estas o fizessem frequentemente e corressem para o chafariz, voltando a encher a boca de água, logo que a esvaziassem.


Carlos Fagundes

Este artigo foi (originalmente) publicado no «Pico da Vigia».

sábado, 27 de maio de 2017

Corvo recebe aniversário da RDP Açores

A RDP Antena 1 Açores vai comemorar o seu 76º aniversário com um espectáculo realizado na ilha do Corvo e transmitido em direto para toda a Região. A emissão especial tem lugar amanhã (domingo) às 14 horas, a partir do emblemático Largo do Outeiro.

A rádio pública dos Açores, inaugurada a 28 de Maio de 1941, organiza assim, pela primeira vez na sua história, um espetáculo público na mais pequena ilha açoriana, envolvendo a participação artística dos três concelhos do Grupo Ocidental. A Filarmónica Lira Corvense, o Grupo de Cantares do Corvo e a cantora corvina Andreia Silva participam no espetáculo da Antena 1 Açores, bem como o Grupo de Teatro A Jangada e os cantores Armando Meireles e José Agostinho Serpa, expressamente deslocados da ilha das Flores.

A transmissão especial inicia-se com uma mensagem da diretora da RTP Açores, Lorina Amaral, sobre o 76º aniversário do inicialmente designado Emissor Regional dos Açores da Emissora Nacional. A antiga colaboradora da RDP na ilha das Flores, Regina Meireles, participa também com um testemunho pessoal sobre a rádio pública no Grupo Ocidental dos Açores.


Notícia: RTP Açores e jornal «Correio dos Açores».
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Aprender artesanato em folha de milho

O Centro Regional de Apoio ao Artesanato realiza na ilha das Flores, de 29 de Maio a 3 de Junho, um workshop de folha de milho.

Na próxima semana e em horário pós-laboral (das 19 às 22 horas), o Mercado municipal de Santa Cruz das Flores será espaço para ações de formação em folha de milho pela artesã micaelense Adelaide Costa.

A Hora do Ofício é um projeto formativo do Centro Regional de Apoio ao Artesanato que visa essencialmente promover e incentivar a transmissão do saber-fazer das atividades artesanais tradicionais dos Açores e ao mesmo tempo fomentar a inovação e criatividade na produção artesanal.

Face à necessidade de proteger e manter vivas algumas atividades e técnicas tradicionais que atualmente se encontram em risco de desaparecer, este projeto confia e apoia os mais talentosos e hábeis artesãos para dar formação a uma nova geração que dará continuidade ao legado cultural e que se quer dotada de conhecimentos, espírito associativo e aptidão pedagógica.

Neste contexto a Hora do Ofício abrange a realização de ações de formação em todo o arquipélago em áreas artesanais que valorizam as matérias-primas existentes em cada ilha, entre as quais se destacam as flores em escama de peixe, cestaria em vimes, chapéus de palha, miolo de figueira, bordados, rendas, bonecas de folha de milho, tecelagem, cerâmica, entre muitas outras.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Disparos na Esquadra em Santa Cruz

O Sindicato Nacional da Polícia diz que nos Açores cada vez mais se têm vindo a agravar as situações em que elementos da Polícia de Segurança Pública ficam sozinhos nas esquadras ou têm de encerrar a esquadra para se deslocarem a alguma ocorrência.

O último caso aconteceu na noite da passada segunda-feira na Esquadra de Santa Cruz das Flores, quando um agente da PSP teve de disparar um tiro para se defender de um homem que o atacou quando foi à esquadra para cumprir as apresentações obrigatórias, definidas como medida de coacção por um juiz.

O homem começou a agredir o agente da PSP, que estava sozinho de serviço na esquadra, e este teve de disparar a sua arma para se defender e afastar o agressor, que acabou dominado por um outro agente da PSP que se encontrava de folga.

Os vários disparos efetuados atingiram paredes e janelas.


Notícia: «Correio dos Açores» e «Correio da Manhã».
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Bombeiros florentinos em destaque

Boa prestação das equipas de bombeiros açorianos no Campeonato Nacional de Trauma, salientando-se o empenhamento demonstrado por todos os participantes nesta competição.

Organizado no passado fim-de-semana na Figueira da Foz pela Associação Nacional de Salvamento e Desencarceramento, o Campeonato Nacional de Trauma foi composto por duas provas (a ‘standard’ e a complexa), cada uma com a duração de 10 minutos.

Na classificação geral, as equipas açorianas dos Bombeiros Voluntários da Praia da Vitória classificaram-se no quarto e sétimo lugar, os Bombeiros Voluntários de Santa Cruz das Flores na oitava posição e os Bombeiros Voluntários do Nordeste em décimo terceiro lugar.

A equipa Cachalote, representando a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Santa Cruz das Flores, foi composta por Fabiano Costa, Mário Pacheco e Fábio Fontes.

"São presenças que colocam à prova a eficácia e a prontidão dos nossos corpos de bombeiros em situações limite, como o socorro a vítimas em caso de acidente ou catástrofe, mas que também demonstram a qualidade da formação que têm recebido", afirmou o secretário regional da Saúde.

Saudações florentinas!!

terça-feira, 23 de maio de 2017

Festival de música Primavera Rock

Sexta-feira e sábado irá decorrer, no Jardim municipal da vila das Lajes, o festival de música Primavera Rock.

Nos próximos dias 26 e 27 de Maio, o Jardim municipal da vila das Lajes receberá o festival de música Primavera Rock, organizado pelo Município de Lajes das Flores.

Este evento irá privilegiar a música rock com a vinda de duas bandas do exterior, os Rock It (do Faial) e os Pó de Palco (da Terceira), às quais se irão associar duas bandas florentinas: os K7 Pirata e os Full “K” Ords.

Para além da música, esta primeira edição do festival Primavera Rock terá um desfile do grupo motard 100 Stress, torneio de jogos tradicionais, chamarritas com o grupo folclórico e etnográfico da Associação Cultural Lajense, e no fim de cada noite haverá atuação de DJs.

A Câmara Municipal das Lajes convida toda a população a comparecer no festival de música Primavera Rock. Haverá as tradicionais barraquinhas com comes e bebes.


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Quem tutela os trilhos na ilha das Flores?

Neste Dia Internacional da Biodiversidade, cujo tema este ano é Biodiversidade e Turismo Sustentável, a AmbiFlores lamenta o estado degradado em que se encontram os trilhos pedestres da ilha das Flores.

À excepção do trilho Miradouro das Lagoas - Poço do Bacalhau (PR3FLO), todos os restantes trilhos homologados da ilha das Flores encontram-se sem manutenção.

Numa ilha que recebe todos os anos cada vez mais turistas, e em que as grandes atrações são os seus trilhos e paisagens, é incompreensível que esta situação se verifique, sobretudo à entrada do Verão. A AmbiFlores - associação de defesa do ambiente da ilha das Flores apela por isso à reunião de esforços por parte das entidades responsáveis para que solucionem este problema sem mais demora. Para que os nossos turistas levem da ilha das Flores a melhor das imagens e recordações, ao invés de uma experiência de turismo de natureza de baixa qualidade.

A celebração do Dia Mundial da Biodiversidade, este ano sob o tema Biodiversidade e Turismo Sustentável, oferece uma oportunidade para aumentar a consciencialização e ação sobre o importante contributo do turismo sustentável para o crescimento económico e para a conservação e uso sustentável da biodiversidade. A biodiversidade, ao nível das espécies e dos ecossistemas, constitui uma base importante para muitos aspectos do turismo. Simultaneamente, um setor turístico bem gerido pode contribuir significativamente para reduzir as ameaças e manter ou aumentar a vida selvagem e os valores da biodiversidade através das receitas do turismo.

Saudações florentinas!!