sábado, 5 de março de 2011

Descobertos monumentos funerários que podem ter mais de dois mil anos

Dezenas de hipogeus (estruturas escavadas na rocha usadas no Mediterrâneo como sepulturas) foram descobertos nas ilhas do Corvo e da Terceira. Estes monumentos poderão ter dois mil anos, o que poderá indicar a presença de outros povos nas ilhas anterior à dos portugueses.

Segundo o presidente da Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica (APIA), Nuno Ribeiro, existem dezenas de hipogeus no Corvo, estando todos à vista. Aparentemente, tratam-se de monumentos muito antigos, situados em zonas onde não houve agricultura. Na Terceira surgiram vários vestígios das estruturas em causa; no entanto, não houve quaisquer trabalhos arqueológicos no local. Há também indicações de que possam existir hipogeus na ilha das Flores.

Os monumentos em causa foram encontrados nestes dois locais [ilhas do Corvo e da Terceira] durante um passeio que o arqueólogo Nuno Ribeiro efectuou em Agosto de 2010. O presidente da APIA admite que as estruturas possam ter mais de dois mil anos, mas salientou que a datação desses monumentos "terá de ser fundamentada e averiguada". O arqueólogo acrescentou a importância destes monumentos, observando que, a comprovar-se a antiguidade dos hipogeus, "é possível que a ocupação das ilhas tenha sido anterior à presença portuguesa".


Notícia: «Correio da Manhã», rádio Atlântida e semanário «Sol».
Saudações florentinas!!

8 comentários:

Anónimo disse...

Parece mentira!
E nunca demos por isso!

Daniel Simões disse...

"é possível que a ocupação das ilhas tenha sido anterior à presença portuguesa".

Como se não se soubesse que o mundo é viajado na sua totalidade desde tempos imemoriais. É uma hipocrisia imensa, p.ex., realizar comemorações dos 500 anos do Brasil quando se sabe muito bem que já ali haviam estado fenícios, vickings, armadas do Rei Salomão, etc. Revisionismo histórico é essêncial para não haver estupidificação das massas. Outro exemplo é a estátua de um cavaleiro em sua montada encontrada na ilha do corvo quando os portugueses lá chegaram, na qual o cavaleiro apontava para o ocidente. E falam disto na escola?

Anónimo disse...

também há na rocha dos frades nas Lajes um desenho feito na pedra a cara de um frade.

Anónimo disse...

Pohhh, vocês nas Lages também têm tudo. Nós, de Sta Cruz, já ñ podemos dizer "temos isto e aquilo...".

Mas atenção, esse suposto "frade", era de Sta Cruz :D

Ou seja, vivia no lado de cá da Faixa de Gaza.

Anónimo disse...

este anónimo pensa que eu estou a brincar a cerca do desenho do frade na pedra dos frades mas esta é real pouca pessoas sabem que existe ainda bem porque hoje em dia só há moços para destruir.

Andreia disse...

Posso perguntar de onde veio esta fotografia? é no Corvo, na Terceira ou é de um hipogeu qualquer para exemplificar?

Fórum ilha das Flores disse...

Respondendo à Andreia [pergunta do comentário acima]: a fotografia que ilustra esta postagem do «Fórum ilha das Flores» é de facto um hipogeu "qualquer, apenas" para exemplificar [mais em concreto: aquela imagem é das ilhas Baleares, no Estado Espanhol].

Entretanto, o director regional da Cultura disse que as alegadas sepulturas escavadas na rocha [e "descobertas" nas ilhas Terceira e do Corvo] não vão obrigar a reescrever a História dos Açores.

Na blogosfera também tem havido alguma "discussão" acerca deste assunto: Fernando Pimentel afirma que aquilo a que arqueólogo Nuno Ribeiro se refere, são as "Covas de Junça" e as casas mais antigas [do Corvo], algo que também Carlos Fagundes parece defender.

Fórum ilha das Flores disse...

Informação adicional, via WikiPédia:

A Cova da Junça (Vila do Corvo) é um silo português do século XVII, localizado dentro da cerca da Delegação Marítima de Vila do Corvo, no Largo do Porto da Casa, na ilha do Corvo. Trata-se de uma edificação protegida pela Resolução nº 69/97 do Governo Regional dos Açores, cuja data de construção recua aos séculos XVII e XVIII, fazendo parte do Inventário do Património Histórico e Religioso da ilha do Corvo.

Esta construção apresenta-se como um silo subterrâneo, escavado no subsolo com forma de ânfora ou de talhão. Não apresenta uma grande dimensão. É bastante raro no entanto [existirem] silos deste tipo no arquipélago dos Açores. Era usado em tempos idos com o objectivo de guardar e esconder os cereais. Não só como forma de os conservar, mas também porque ao esconde-los debaixo da terra ficavam fora da vista dos piratas e corsários que assolavam a costa das ilhas com frequência e também dos dobradores dos impostos do rei.

O caminho de acesso a este silo é feito por uma estreita abertura na parte superior, hoje integrada no pavimento do logradouro da Delegação Marítima. Esta Cova da Junça foi parcialmente destruída aquando da abertura de uma estrada, apresentando um corte longitudinal que veio permitir visualizar o seu aspecto interior.