domingo, 10 de janeiro de 2016

Transformar cana-roca dando-lhe valor

O projecto Fibrenamics Azores vai transformar a fibra de cana-roca em produtos de alto valor acrescentado.

Criada na Universidade do Minho, a Fibrenamics - plataforma de desenvolvimento de materiais e produtos inovadores com base em fibras - já estendeu a sua actividade aos Açores. Os materiais fibrosos são vistos em alguns casos como alternativa ao aço, à madeira ou ao plástico, que podem ser usados em construção de barcos, casas, estabilização de taludes ou produtos para a saúde. A vantagem é que são naturais e amigos do planeta.

Em entrevista ao jornal «Correio dos Açores», Raul Fangueiro, responsável máximo pelo projecto, refere que “a Fibrenamics Azores tem como objectivo promover projectos de investigação e desenvolvimento, valorizando o tecido empresarial açoriano, os recursos endémicos açorianos, catapultando assim os Açores como zona científica internacional de excelência para a inovação e desenvolvimento de materiais e produtos com base em fibras”. A conteira será a base do primeiro grande projecto, de forma a transformar esta planta invasora num produto de valor acrescentado.

O projecto Fibrenamics Azores passa pela implementação de um Centro de Investigação em Materiais Avançados, com sede nos Açores. Já foram iniciados os trabalhos com a Universidade dos Açores, no sentido de valorizar e potenciar a fibra de conteira. Este é um projecto que irá permitir transformar esta fibra em produtos de alto valor acrescentado.

No que se refere aos projectos âncora do Centro de Investigação em Materiais Avançados, estes focam-se em três áreas distintas. Na exploração de fibras naturais existentes na Região, permitindo assim a sua extracção, tratamento e valorização. Na valorização de resíduos, sejam eles de origem mineral, vegetal, polimérica ou metálica, transformando-os em produtos de alto valor acrescentado em setores também eles diferenciadores. Por fim será dada particular importância à exploração do basalto, em abundância na Região, no sentido de efectuar a sua transformação em materiais fibrosos. Estes serão utilizados como matéria-prima para o desenvolvimento de várias sub-áreas de tecido económico.


Notícia: jornal «Correio dos Açores».
Saudações florentinas!!

7 comentários:

Anónimo disse...

A ter sucesso este projeto vai fazer milionários na ilha das Flores.

Anónimo disse...

Dei-em a volta à Ilha que há muita para arrancar e é um tal fazer dinheiro e um bom emprego, no meu tempo eu carreguei bastante no Inverno mas era para o gado comer no palheiro.

Anónimo disse...

E agora o lajedo vai ser só bombar

Anónimo disse...

Mas que excelente notícia|...
É claro que isso não será assim de um momento para o outro e de qualquer maneira. Além do desenvolvimento do projecto e obtenção de produtos, haverá que desenvolver-se a sua necessidade,procura e utilização.
Mas de qualquer maneira, é uma esperança muito grande.
Isto leva-nos a reflectir sobre o que se faz hoje em ciência, e a velocidade com que isso acontece. Ainda há poucos anos,se tentava controlar o crescimento das áreas ocupadas por esta invasora,utilizando produtos (creio que pesticidas)provavelmente nocivos para o ambiente,e agora, veja-se; a planta até é uma mais valia!.
São coisas como esta que nos devem levar a ter esperança num mundo melhor. Alvim Toffler, em "A terceira vaga", diz exactamente isso. Que por baixo de toda esta confusão e mesmo conflito em que vivemos,está a nascer um mundo maravilhoso.

Anónimo disse...

A "cana roca", que tantas costas derreou, ligada a Toffler e ao nascimento de um mundo maravilhoso.
Quem diria ....

Anónimo disse...

Porque não?!

Pedro Amorim disse...

www.conteiraamiga.com