quarta-feira, 19 de abril de 2017

Apoios à exportação de gado vivo

O deputado florentino João Paulo Corvelo defendeu que o Governo Regional volte a subsidiar a exportação de gado vivo nos Açores, alegando que "há falta de condições" para o abate nas ilhas mais pequenas.

No âmbito de uma interpelação ao Governo Regional sobre o setor da carne no arquipélago, o deputado florentino sugeriu mesmo que seja criado um "regime de excepção" para algumas ilhas: "Visto que não há capacidade de abate na ilha das Flores para exportação nos meses de maior produção, estará o Governo Regional disponível para voltar atrás, na medida que cortou no apoio de gado vivo das ilhas das Flores e do Corvo?", questionou João Paulo Corvelo. Segundo explicou, os produtores de carne destas ilhas acabam por ser "prejudicados" ao exportar os animais vivos, na medida em que deixaram de poder aceder aos apoios à exportação antes previstos no programa Competir +.

O modelo de transporte marítimo nos Açores prejudica os produtores de carne da Região. A ideia foi defendida pelo deputado florentino João Paulo Corvelo, que entende ser preciso estabelecer obrigações de serviço público, com frequências adequadas e suficientes nas ligações diretas entre as ilhas e o Continente: “A ausência de regras mais detalhadas e exigentes para os operadores de transporte marítimo prejudica os agricultores, que não conseguem garantias de que a sua produção chega ao Continente em menos de 5 dias, desvalorizando os seus produtos”, disse João Paulo Corvelo, adiantando que o problema ganha proporções maiores nas ilhas das Flores e no Corvo.

Por seu lado, o deputado Bruno Belo (PSD) lembra que os produtores de carne das ilhas mais pequenas "não optaram" por exportar o gado vivo, ao contrário do que alega o Governo Regional, apenas não tiveram "outra alternativa": "Não foi uma estratégia, não tiveram foi alternativa, e é aqui que o Governo deve fazer a sua parte. O Governo Regional deve permitir que um agricultor das Flores, de Santa Maria, do Pico ou da Graciosa tenha oportunidade de produzir um quilo de carne ao mesmo preço que em outras ilhas", insistiu o deputado do PSD.


Notícia: «Açoriano Oriental» e «Diário Insular».
Saudações florentinas!!

19 comentários:

Anónimo disse...

O transporte de animais vivos na União Europeia é altamente regulamentado. Não se podem transportar animais como se fazia há anos atrás, em condições degradantes extremamente penosas. Era uma vergonha ver os bixos serem metidos no porão e não raras vezes atirados borda fora depois de uma semana de tortura.

Basta uma campanhazinha das associações protectoras dos animais, para ficarmos com a carne e o leite em casa, sem o conseguir vender. E depois queixam-se, dizem que a culpa não é sua, e viram dentes ao governo.

A bronca deputação ao armar-se em entendida, e dizer que essa actividade deve ser "subsidiada", não sabe em que mundo anda.

Anónimo disse...

Imagino as condições em que os animais são transportados. Os senhores adeptos dos subsídios pensam que tudo se resume a isso. Pensarão eles no bem estar dos animais?? Eles, claro, viajam com comodidades e das mais variadas formas... só para quem pode mesmo... e quanto menos estiverem na ilha, melhor.

Anónimo disse...

Não é compatível com o mundo das "vacas felizes" o transporte sistemático de animais vivos aos trompaços das ondas no porão de um navio. Representa uma tortura ara os animais, que chegam ao destino com metade do peso.

No lugar de exigir que após o abate se proceda à desmancha e a embalagem da carne nos matadouros, empregando mão de obra especializada e valorizando o produto final, vem-se, em pleno século XXI, num mundo cada vez mais sensível ao bem estar animal, exigir um subsidio para se exportar os animais vivos em barcos por um período superior a seis dias...

No tempo do Dr. Salazar exportava-mos cortiça e importava-mos as rolhas. Esta forma terceiro-mundista de pensar atirou-nos para a cauda da Europa. São Tomé e Príncipe também exporta cacau e importa os chocolates. Porque não os sabe fazer. É isso que se quer para os Açores? Que compremos nos nossos mercados carne que produzimos vendemos em bruto e depois importamos cinco vezes mais cara a outros que tiveram a inteligência de a valorizar?

Anónimo disse...

Existe uma camada de anormais que ainda não se adequaram á realidade , os animais hoje são transportados em contentores homologados para tal , e tem um limite de espaço por animal dependendo do seu peso e tamanho e idade, existe outra situação que aconteceu o ano passado e que fez com que a nossa carne estivesse a bom preço foi a saída de Lisboa com destino a Israel de um Navio estábulo e este Navio fez umas três exportações levando de cada vez por volta das 3500 cabeças de gado bovino de diferentes idades e pesos.
Por isso meus amigos se não temos capacidade para exportar em carcaça vamos continuar a exportar vivo , e estes ambientalistas de e protectores de nada que metam a viola no saco porque não percebem nada de nada mais valem estar caladinhos.
Um Florentino Produtor

Anónimo disse...

o que na falta por aí é gado vivo pronto a ser exportado

Anónimo disse...

Para quando um subsidissito para o comum mortal viver?
É que isto do subsídio para tudo e para nada já começa a enjoar!

Anónimo disse...

A exportação sistemática de animais vivos de barco é coisa de quem não sabe em que mundo anda.

Primeiro porque é penosa para os animais, o que se reflete na perca de peso. Durante uma viagem entre os Açores e Lisboa o animal perde em média 20 % do seu peso.

Segundo porque face à perca de peso os animais tem de ir para os chamados parques de espera, onde o peso é reposto à força de rações. Lá se vai a carne verde da marca Açores.

Terceiro porque os tais contentores homologados e os "barcos estabulo", para além de serem caros, não são pensados para viagens de seis dias e são objecto de forte contestação no mundo civilizado.

Basta uma campanha bem feita por organização protectora dos animais para as vacas felizes irem à vida e ficarmos com a carne por vender e o leite sem ninguém para o comprar. Preto no branco (http://www.anda.jor.br/06/07/2016/o-horror-do-transporte-de-animais-vivos).

Há criaturas que na sua pequenez, pensam que o mundo se resume à sua rua e à linha de costa da sua ilha. Não é. A aposta na exportação da cortiça e na importação das rolhas é coisa de gente malandra, bronca, que só vê o imediato e que tem inteligência curta. Gente que devia meter a viola no saco. A aposta deve fazer-se na valorização do que se produz. É assim que os melhores - normais e não anormais - fazem.

Anónimo disse...

Este anónimo das 12:18 tem cá uma cartola animalesca que nem te conto!
É entendido em todos os temas que por aqui passam, mas a veia política, fundamentalista e radicalista na visão do, "só para a frente" e nunca para os lados, fazem-no cair no ridículo!
Nota-se a olhos vistos que a sua opinião é baseada em fortes convicções esquerdistas, tais qual "geringonça" governamental, pois fala muito, diz pouco e soluções zero!
Se é assim como diz, apresente lá as suas soluções, pois estamos ansiosos por saber como vender a carne florentina de forma a que a qualidade persista pelo tempo sem grandes perdas, pese embora a qualidade desta seja fortemente comprovada fora, e dentro de portas, nomeadamente em corredores e quartos de hotel.
Ou mandamos o gado vivo, gordo e lindo, sujeitando-o ao normal procedimento para quem vive isolado e distante dos continentes, ou então pedimos um milagre aos deuses para, através da força sobrenatural, conseguirem minimizar a distância da nossa ilha em relação ao Mundo, fazendo com que os dias de transporte se transformem em poucas horas!
Há sempre a solução do avião cargueiro!

Anónimo disse...

Para certos produtores de carne, uma minoria bem entendido, que se deviam esconder. Enfiam animais em cubículos sem erva, a comerem palha e com o lameiro quase a chegar-lhes ao pescoço. Vê-se dos caminhos...

E paga o governo uma campanha de vacas felizes com o dinheirinho de nós todos.

As queixas contra o mau trato dos animais disparam nos Açores, sobretudo relacionadas com bovinos. Sabem quem são a maioria das pessoas que o fazem? Os turistas! Vergonhas da nossa cara.

Anónimo disse...

Caro anónimo do dia 21/04/2017 do 12:18:00 os animais e ao contrário do que V.exa diz quebram em média entre a Ilha das Flores e Lisboa entre 8% e no máximo dos máximos 12% .A viagem entre as Flores e Lisboa demora normalmente e ao contrário do que diz 4 a 5 dias .
Os animais são vendidos a produtores que normalmente os estabulam e fazem acabamentos de engorda coisa que nem agora nem daqui a 20 anos o vamos conseguir fazer nas Flores e são abatidos normalmente entre os 500 Kg a 600 Kg de carcaça . noto que V.exa tem uma falta de conhecimentos de como o processo se desenrola e manda uns bitaites a ver se as pessoas acreditam ,mas e mais lhe digo os Produtores das Flores podem se fazer de tontos mas de tontos não tem nada e sabem muito bem como se desenrola o processo.
Um Produtor Florentino
P.S. que só deixa comer papas em cima da sua cabeça quando quer ,.

Anónimo disse...

Pois. Israel só importa animais vivos. Os preceitos da religião judaica impedem que os animais sejam mortos da forma como o fazemos. O que esse "produtor" inteligente devia averiguar é o que é que aconteceu aos animais durante a viagem e depois de lá chegarem. Mais ainda, devia tentar saber após a valorização imprimida pela desmancha e embalagem, feita por quem valoriza o que sabe em Israel, a quanto é que ficou cada quilo para venda a retalho. Vai ver que os felizes produtores, que tiveram 80% da quota parte do trabalho, não receberam 1/10 do valor final do produto.

Como é que há gente com responsabilidades que nos dias que correm, em plena Comunidade Económica Europeia, vem com milagrosas soluções aplicadas no terceiro-mundo para resolver os nossos problemas?

Anónimo disse...

Não vou responder ao tom insultuoso desse tal produtor. Quando não temos razão, levantamos a voz e insultamos É isso que nos entra pela televisão dentro nos debates do parlamento. Vivo num país livre onde cada um expressa onde entende e como entende a sua opinião que é tão válida e merecedora de respeito quanto as outras.

Se sou de esquerda, direita ou centro é assunto que não interessa para aqui. Sou o que quero e entendo. Todos sabem muito bem o que vale a politica e os políticos nos dias que correm.

Os países civilizados que tem massa cinzenta, valorizam aquilo que produzem. Não vendem ferro em bruto. Fundem-no e exportam produtos onde este entra como componente. Carros, armações, eixos e simples varas para a construção civil. Com isto dão emprego aos seus e não aos outros, aumentam a sua industria e criam riqueza.

Não vendem leite em bruto nem sequer em pó como nos Açores muitos fazem. Transformam-no nos mais diversificados produtos lácteos - farinhas para bébés, queijos, iogurtes, kefires, skyres e até o vendem misturado com cacau e café em frascos de 100 ml cada. Com isto dão emprego aos seus, estimulam novas descobertas e criam riqueza.

Nas grandes superfícies a maior parte das carnes que se vendem aparecem desmanchadas em peças e devidamente embaladas. Vem da Holanda, da Dinamarca e doutros destinos. Somos porventura mais tolos do que esta gente ou não temos inteligência para mais? Será que não podemos desmanchar e embalar aqui e fazer seguir o produto final de barco ou avião? Será assim tão difícil montar um sistema de desmancha, formar gente qualificada e adquirir uma embaladora em vácuo?

No terceiro mundo exporta-se matéria prima em bruto. Exporta-se milho em bruto, alumínio em bruto, feijão em bruto, carne em bruto, peixe para conserva em bruto... Os outros, os importadores, usam a sua massa cinzenta, laboram essa matéria prima, valorizam-na, e ganham a maior parte do dinheiro ao vende-la.

A escolha é nossa. Ou nos posicionamos num lado ou no outro. Está percebido, ou é preciso um desenho?

Anónimo disse...

Bem...alguns iluminados não entenderão nunca, comentador das 12:24:00. Contactos privilegiados, uns subsídios e está feito... e nada evolui! E as vacas não me parecem assim tão felizes! Só algumas que são prendadas com viagens além mar, par usarem as jóias e se mostrarem nos facebooks! Tão felizes com o seu trofeu ao lado.Lol quem tem maridos assim? Quem tem??? Que sorte! Aí, aí se soubessem!

Anónimo disse...

Muito bem canta quem por fora canta , sabem por acaso quanto custa um Kg de ração para engordar um vitelo na ilha das Flores , não sabem . sabem que existe uma sala de desmancha ou não sabem mas não sabem que uma parte das máquinas da mesma sala ou nunca chegaram ou chegaram e partiram para outra sala de desmancha , sabem quanto tempo demora a fazer um vitelão ou novilho pronto a abater em condições, ou não sabem , não é por sermos do terceiro quarto ou quinto mundo que não o fazemos e não é por não sabermos que seria a melhor escolha é sim porque não temos condições para o fazer , é porque se os intermediários do gado vivo já são um Problema os do gado em carcaça muito mais complicado o são .
por estas e por outras as ilhas chamadas de coesão estão destinadas a exportar os seus animais vivos.
Um Produtor Florentino .
que levanta a voz e diz as verdades doa a quem doer

Anónimo disse...

Pois...pois...Ilhas de Coesão não veio beneficiar em nada a Ilha das Flores cada vez está mais atrasada, tudo hoje em dia é património até as coiróis que eu antigamente carreguei nas minhas costas da caldeira funda para samuscar o porco não se pode tocar. Haja paciência para tantas tolices e tantos tachos.

Anónimo disse...

Existe uma sala de desmancha sem máquinas, com máquinas partidas e sem máquinas porque nunca chegaram e foram para outro lugar. É aí que se deve bater. Máquinas e, sobretudo, gente qualificada que saiba o que anda a fazer. Se não temos condições para o fazer, vamos, isso sim, exigir que elas apareçam. Esse é que deve ser o caminho, independentemente da politica e dos políticos, que, como toda a gente vê, cada vez servem para menos.

Se não valorizar-mos o que é nosso, se os produtores não exigirem a valorização daquilo que produzem, como é que podem exigir ao intermediário para lhe pagar mais?

Vamos mexer com os miolos, tratar da nossa vida e resolver nós próprios os nossos problemas, e tratar de arrumar os políticos na gaveta, porque os seus interesses, são comprovadamente outros.

Anónimo disse...

Nunca se esqueçam que a sala de desmancha foi entregue de mão beijada ao consórcio coop união agricola Florentina (Associação Agricola da Ilha das Flores) e a firma do Sr. Helvidio Barcelos , por estas e por outras esta sala só experimentou a laborar uns coelhos em vácuo que numca deu certo .

Anónimo disse...

Esta associação já à muito que está-se borrifando para os sócios esta é para defender os interesses de amigos á pura corrupção instalada urje ser investigado já que assembleia desconhece o seu papel que é fiscalizar.

Anónimo disse...

A mania dos subsídios e do dinheiro aparentemente fácil, regala qualquer politico. É ele que fica com a fama de lutar e distribuir coisa que lhe dá votos.

Ter uma postura moderna de lutar para se valorizar o que se produz, criar empregos e gerar riqueza, não dá resultados de imediato e por isso não garante o almejado voto.

Enquanto tivermos políticos com ideias curtas destas, com horizontes reduzidos e que desconhecem por completo em que mundo pairam, não vamos muito longe.