Memórias da baleação na ilha do Corvo
Contado o sonho, e atentamente ouvido, foram postas mãos à obra e passados uns meses e muito trabalho por parte de muitas pessoas envolvidas com outras tantas boas-vontades, eis que surge o sonho realizado. O bote em questão arqueia o nome de “O Corvino”, cuja construção data de 1965 tendo como oficial de construção José Vieira Goulart, mais conhecido por José da Ponta, que era oficial baleeiro (mestre da arrais) e que era um artista multifacetado, tendo entre as suas artes e ofícios: músico, maestro, regente, pedreiro, carpinteiro, baleeiro, etc.
“O Corvino” ancorou na ilha do Corvo no passado mês de Outubro com toda a dignidade e verticalidade, próprias de quem exemplarmente levou uma vida de maresias, com a balouçante faina à baleia que durante décadas foi responsável pela sobrevivência de muitas famílias em muitas das nove ilhas açorianas. Esta relíquia dos tempos onde a História contará as suas histórias, pode ser visitada no centro da Vila do Corvo, num local apropriado para o efeito: a Casa do Bote.
Por agora fica esta pequeníssima introdução, já que toda a história bem como muitas outras serão contadas pelos próprios intervenientes num trabalho em vídeo a publicar em breve.
Muito obrigado ao presidente da Câmara do Corvo, Manuel Rita, a Tomás Vieira, a Manuel Monteiro Machado (responsável pela reconstrução estrutural do bote), a Manuel Homem da Silva (responsável pelo “aparelho” palamenta) e a todos os que tornaram possíveis estas imagens, bem como o vídeo.
Vídeo: YouTube de José Agostinho Serpa.
Saudações florentinas!!

