segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Cartaz do Festival dos Moinhos 2014

Festa de Nossa Senhora dos Milagres, na vizinha ilha do Corvo.
Saudações ocidentais!!

domingo, 10 de agosto de 2014

Apenas 6% de independência energética

No ano de 2012 os Açores importaram quase 385 mil toneladas de combustíveis fósseis, o que representa um aumento de 1,33% em relação ao ano anterior, segundo os dados publicados no Balanço Energético, compilado pela Direcção Geral de Energia e pelo Serviço Regional de Estatística.

A produção de energia doméstica no arquipélago é de apenas 23.600 tep (“tonelada equivalente de petróleo”, que é a medida utilizada), o que significa que a independência energética dos Açores é de apenas 6,13%. Nesse domínio estamos muito abaixo da média de independência energética nacional, que é de 21,5%. A produção doméstica açoriana é a energia eléctrica, ao nível da geotermia, hídrica, eólica e biogás.

Segundo a Direcção Geral de Energia, o relatório para o ano de 2013 apenas deverá ser conhecido no mês de Dezembro de 2014, sendo que este relatório de 2012 é ainda considerado provisório.


Notícia: jornal «Diário dos Açores».
Saudações florentinas!!

sábado, 9 de agosto de 2014

Abundância de baratas nos Açores?

Apesar de ser uma praga de alto risco para o ser humano, na Região não há nenhum estudo sobre o tipo de expansão das baratas que por esta altura do ano se intensifica. Nesse sentido, Paulo Borges, investigador da Universidade dos Açores, afirma ao jornal «Diário dos Açores» que se poderia realizar, através das redes sociais, um inquérito para determinação da abundância das várias espécies de baratas nos Açores e alerta que muitos dos venenos disponíveis no mercado já não conseguem combater este insecto.

Notícia: jornal «Diário dos Açores».
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Utentes lajenses vão ter mais consultas

O secretário regional da Saúde reuniu com o conselho de administração da Unidade de Saúde de Ilha das Flores e autoridades locais das Lajes para definir os serviços a disponibilizar no Posto de Saúde deste concelho, bem como as alterações que o espaço necessita para receber esses serviços.

Luís Cabral salientou que já existem regularmente consultas médicas e de enfermagem, que funcionam em duas salas da Casa do Povo das Lajes das Flores, mas tendo em conta a geografia da ilha foi considerado útil alargar os serviços de modo a dar uma melhor resposta de proximidade aos cidadãos que residem naquele concelho.

Nesse sentido, o secretário regional da Saúde revelou que serão criadas condições para se efetuarem consultas de medicina dentária e fisioterapia, bem como alargar o período da colheita de sangue para análises.

Na reunião com o conselho de administração da Unidade de Saúde de Ilha, Luís Cabral confirmou que as dificuldades que surgiram com a ausência por doença de um médico, já estão regularizadas com a contratação em regime de prestação de serviços de mais dois médicos.

Neste encontro foi também feito um ponto da situação das obras necessárias no Centro de Saúde de Santa Cruz em termos de infraestruturas, tendo o secretário regional da Saúde informado que o assunto está já a ser avaliado e será incluído no plano de investimentos do próximo ano.


Notícia: rádio Atlântida, RDP Antena 1 Açores, «Jornal Diário» e o inestimável "serviço informativo" do GaCS [Gabinete de apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Joaquim Quaresma, histórias de baleeiro

Esta "história" que Costa Ocidental vos apresenta é uma vida cheia de reais histórias de um senhor que na sua infância abraçou uma vida de adulto e riscos eminentes de morte, tudo em prol do sustento da família (matar a fome) e o desejo de ter uma vida de honestidade e honradez, permitindo que o seu futuro fosse pautado pela dignidade e hombridade.

Joaquim Quaresma nascido na Ribeira do Meio, na ilha do Pico em 1942, desde tenra idade teve que abraçar a labuta diária de um qualquer adulto da época. Como a vida na sua terra natal não lhe proporcionava os seus desejos e horizontes, fez-se à aventura e emigrou em 1972 para os Estados Unidos da América, onde prosperou e reside até hoje. Assim, nada melhor que escutar o que este grande senhor tem para nos contar, nomeadamente sobre a baleação do seu tempo.

Muito obrigado ao senhor Joaquim Quaresma, a Francisco Gomes Vieira, à Câmara Municipal de Lajes das Flores pela cedência do espaço onde foram captadas as imagens para este trabalho e a todos os que, de uma forma ou de outra, contribuíram para que este trabalho fosse possível. Obrigado especial à Luísa Silveira pela imprescindível colaboração na produção e fotografia.


Vídeo: YouTube de José Agostinho Serpa.
Saudações florentinas!!

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Novo modelo para os voos inter-ilhas

O Governo Regional vai celebrar novo contrato [por ajuste direto] com a SATA para a concessão do transporte aéreo inter-ilhas, que vigorará até Março de 2015, quando espera já ter definidas novas obrigações de serviço público para estas ligações.

Segundo resolução publicada ontem no Jornal Oficial, o Conselho do Governo Regional decidiu "autorizar a realização de um ajuste direto para a formação de um contrato de concessão do serviço público aéreo regular no interior da Região Autónoma dos Açores, no período de 1 de Outubro de 2014 a 31 de Março de 2015", pelo valor máximo de 10 milhões de euros.

O Governo Regional decidiu ainda, segundo a mesma resolução, "desencadear o processo de revisão das obrigações de serviço público aéreo regular no interior da Região". O texto lembra que termina a 30 de Setembro a vigência do atual contrato com a SATA (a transportadora aérea regional de que o Governo Regional é o único acionista) para as ligações entre as nove ilhas do arquipélago, que foi celebrado em 2009.

Até Março do próximo ano "importa garantir a continuidade do serviço de transporte aéreo regular inter-ilhas", de modo "a evitar grave prejuízo para o interesse público e simultaneamente salvaguardar os direitos dos cidadãos, em particular dos residentes nos Açores, sublinha o Governo Regional, para justificar o novo contrato [por ajuste direto] com a SATA.


Notícia: «Açoriano Oriental», «Dinheiro Vivo» e «Jornal Diário».
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Jogos tradicionais no mês de Agosto

A Câmara Municipal das Lajes promove durante o mês de Agosto, nos pólos museológicos do concelho, a dinamização de jogos tradicionais, os quais estão abertos à participação de toda a população. Esta iniciativa tem como objetivo levar os mais velhos a reviver a sua infância, bem como transmitir as nossas tradições e a cultura às gerações mais novas e todos os que nos visitam.

O horário destas actividades é de domingo a sexta-feira das 14 horas às 18 horas. Traga a sua família e participe!


Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
Saudações florentinas!!

domingo, 3 de agosto de 2014

Dificuldade na distribuição de produtos

O deputado regional do PCP alerta para os constrangimentos na distribuição de produtos "de elevada qualidade" da ilha das Flores, por causa da rede de transportes no arquipélago que impede a criação de um mercado regional.

Aníbal Pires inicia amanhã uma visita de dois dias à ilha das Flores, que termina a deslocação anual do deputado do PCP na Assembleia Regional às nove ilhas açorianas. Nas Flores, o dirigente comunista vai reunir-se com autarcas e "representantes do setor produtivo e transformador", ao nível da agropecuária.

"A ilha das Flores tem produtos de elevada qualidade, mas há alguns problemas com a distribuição. Estes problemas têm a ver com a organização, mas também com os transportes", sublinhou o dirigente comunista, insistindo na questão do "circuito da distribuição" por estar relacionada com "o tal mercado interno de que alguns se lembraram de falar agora", mas que para o PCP "tem sido o grande problema que já deveria estar resolvido há muito tempo".

"O aumento da produção regional, alguma diversificação agrícola, só é possível se o mercado interno estiver a funcionar, o que depende dos circuitos de distribuição, que estão fortemente dependentes do transporte", sublinhou Aníbal Pires, dando como exemplo o caso dos iogurtes da Cooperativa Ocidental, considerados de grande qualidade, “diferenciados”, mas há “alguma dificuldade” em os comprar fora da ilha das Flores.

A par destas questões, Aníbal Pires pretende analisar com a Associação de agricultores e a Cooperativa de lactícinios das Flores os problemas que "subsistem e outros que se adivinham" e que afetam a generalidade do setor em todo o arquipélago. É o caso dos problemas financeiros e de gestão que enfrentam muitas cooperativas e o fim das quotas leiteiras na União Europeia em 2015.

Aníbal Pires lembrou que o PCP não aceita o fim das quotas para os Açores: "Julgamos ser possível, ao abrigo do estatuto da ultraperiferia, encontrar soluções de exceção para a produção de leite nos Açores e garantir, assim, a produção de leite em função da capacidade instalada na Região. Continuaremos certamente a lutar para que o fim das quotas não seja uma inevitabilidade nos Açores", afirmou o deputado comunista.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental», RTP.Notícias e rádio Atlântida.
Saudações florentinas!!

sábado, 2 de agosto de 2014

«Brumas e Escarpas» #78

As árduas e desgastantes tarefas da mulher na década de 1950

Na Fajã Grande e muito provavelmente em muitas localidades açorianas, na década de 1950 e nas anteriores, os homens tinham um trabalho árduo, difícil, cansativo e, por vezes, nefasto: cavar e lavrar a terra, acarretar às costas os produtos agrícolas, os dejectos dos animais, ceifar, mondar, limpar palheiros, enfim uma infinidade de tarefas desgastantes. Mas se os homens tinham um trabalho quase a rondar a escravatura, as mulheres não lhes ficavam atrás. É que para além de acompanharem os homens em quase todos os trabalhos agrícolas, ainda tinham que realizar todas as tarefas domésticas e não eram poucas, executando-as, a maioria das vezes, depois de regressar dos campos, enquanto os homens se vinham escarrapachar à Praça em amena cavaqueira, a falquejar, a descansar e, por vezes, a roer na vida de uns e outros.

Uma dessas nefastas tarefas domésticas, talvez a mais cruel e cansativa, atribuída exclusivamente à mulher, era a de lavar a casa. Toda a mulher que se prezasse de ser “escoimada”, deveria lavar a sua casa de uma ponta à outra, pelo menos uma vez por semana, preferencialmente aos sábados, tarefa realizada por ela própria ou por uma filha, caso a tivesse.

Lavar a casa não era tarefa fácil. Primeiro porque tinha que ser feito de joelhos ou melhor de gatas e, em segundo lugar, obrigava a lavadora a um esforço múltiplo, gigantesco e extremamente cansativo: acarretar a água da fonte, esfregar o soalho com uma escova manual, arrastar a celha pesadíssima, espremer o pano, lavar e voltar a espremer e secar. Assim, e uma vez disponível a água, esta era lançada para a “celha de lavar o chão”, feita de madeira e que uma vez cheia de água se tornava ainda mais pesada, sendo muito difícil arrastá-la de um lado para outro. De gatas no chão, com um pano debaixo dos joelhos, lenço de calafate na cabeça, a mulher, depois de molhar o pano na água, encharcava o chão em toda a área onde os seus braços chegavam. De seguida massajava sabão azul nas barbas de piaçaba duma escova com que esfregava o chão, puxando-a para trás e para diante em movimentos convulsivos e rápidos, até a sujidade se despegar por completo. Muitas vezes tinha mesmo que ir com as unhas às manchas de maior e mais rija imundície. Depois limpava tudo com o pano enxaguado, de seguida espremia-o e voltava a passa-lo no chão, a espremê-lo novamente, passando-o no chão para que este secasse mais depressa. Só depois da área inicialmente delineada estar bem lavadinha, voltando a ajoelhar-se, repetia todas estas operações numa área nova e depois noutra e noutra até que cada uma e todas as divisões da casa ficassem bem lavadas. A cozinha, para além de ser a maior, era sempre a mais suja e, consequentemente, a que exigia mais esforços e provocava mais cansaço e fadiga. E se algum borra-botas entrasse em casa após a lavagem, era uma guerra pela certa. E o curioso é que, apesar de tão degradante e cansativa tarefa, a maioria das mulheres cantava durante a sua execução... Talvez lhe anestesiasse, parcialmente, o cansaço. Tarefa árdua, cansativa e degradante! E não é que, para cúmulo, de vez em quando, um ou outro atrevidote, caso uma porta estivesse aberta durante a lavagem, parava, estacava e pasmava a olhar maliciosamente, na tentativa de descobrir uma nesga duma ou outra perna que surgisse mais ousadamente à mostra, devido à posição da mulher que lavava a casa. Alguns tinham boa recompensa pois, se a lavadora se apercebesse de tal descaramento e fosse matreira, levavam com a água da celha, bem sujinha, pelo lombo abaixo.

Mas não ficavam por aqui as tarefas domésticas, extremamente cansativas e quase degradantes, a que a mulher estava submissa. Para além de cuidar dos filhos, impunha-se o amanho das refeições, tarefa naqueles tempos também extremamente cansativa. Primeiro havia que rachar e fender a lenha, acender o lume com garranchos verdes, afoguear, soprar pelo tradicional “canudo” de cana para espevitar o lume, refogar, mexer, fritar e, uma vez por semana, acender o forno, amassar, varrer, padejar... Era ainda à mulher que competia lavar e “coarar” a roupa e passá-la em ferro de brasas, arrumar e varrer toda a casa, tratar dos porcos e das galinhas, levar o leite à máquina, a moenda ao moinho, despejar as “canecas” das retretes, etc, etc.

Se a tudo isto juntarmos a ajuda que lhe era exigida em muitas tarefas agrícolas, como a de semear o milho, sachar, apanhar o trevo, o milho, as couves, o feijão, as batatas e carregar com tudo isto em cestos pesadíssimos, transportados à cabeça sobre uma rodilha, e de que ao serão ainda tinham que cardar, fiar, remendar, coser e até descascar o milho, podemos concluir que de facto a vida das nossas mães e avós, nas primeiras décadas do século passado, foram de autênticas escravas. Talvez por tudo isto, é que aos cinquenta anos de idade elas pareciam envelhecidas... como se tivessem oitenta.


Carlos Fagundes

Este artigo foi (originalmente) publicado no «Pico da Vigia».

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

À conversa sobre a prática do Reiki

Reiki é uma prática espiritual enquadrada no vitalismo, criada em 1922 pelo monge budista japonês Mikao Usui, tendo por base a crença na existência da energia vital universal "Ki", manipulável através da imposição de mãos. Através desta técnica, os praticantes acreditam ser possível canalizar a energia universal a fim de restabelecer o equilíbrio natural, não só o espiritual, mas também emocional e físico.

Enquanto desenvolvia o sistema do Reiki, o monge Usui condensou alguns dos trabalhos do imperador Meiji num conjunto de princípios éticos (chamados de "conceitos Gainen"), que mais tarde se tornaram os Cinco Preceitos do Reiki (ensinamentos baseados na prática budista contra o assassinato, roubo, má conduta sexual, mentira e intemperança). Para muitos praticantes e professores do Reiki é habitual obedecerem a estes cinco preceitos ou princípios.

No entanto esta terapia é milenar, não se conhecendo a data da sua origem e que ao longo dos séculos tem sido praticada por mestres orientais. Mas para nos falar de tudo isto, aqui fica uma entrevista a Pedro Soares, mestre e terapeuta de Reiki, conversa conduzida por Gabriela Silva, que com enorme profissionalismo e empenho levou a bom porto muitas entrevistas/trabalhos ao longo da Festa do Emigrante 2014.

Muito obrigado ao mestre Pedro Soares, a Gabriela Silva, à Câmara Municipal das Lajes pela cedência do espaço para o mini-estúdio e a todos que de uma forma ou de outra tornaram possíveis este trabalho. Obrigado especial à Luísa Silveira pela incansável ajuda/colaboração.


Vídeo: YouTube de José Agostinho Serpa.
Saudações florentinas!!