Que continuem a descansar em paz!!!
Ponta Delgada >> Flores, dia 11 de Dezembro de 1999. Devia ter sido mais um dia, mais um voo igual a tantos outros, mas não [o] foi para o avião ATP "Graciosa" da SATA Air Açores, proveniente de Ponta Delgada e com destino à ilha das Flores.
Passava pouco das 9 horas quando o [avião] "Graciosa", a caminho de uma [programada] escala prévia no aeroporto da Horta, se despenhou no Pico da Esperança, na ilha de São Jorge, semeando novamente a tragédia num arquipélago já assolado por sucessivas catástrofes, como as das cheias da Povoação (em 1996) e as derrocadas da Ribeira Quente (que mataram 29 pessoas em 1997), ambas em São Miguel; e o sismo do Faial (que matou 8 pessoas em 1998).
O voo SP 530M voltaria a roubar vidas. Desta vez de todas as 35 pessoas que iam a bordo [do avião], entre passageiros e tripulantes, com destino à mais ocidental ilha dos Açores. Passaram por um voo de pesadelo, de sucessivos abanões, a baixa altitude, que enfrentou a adversidade meteorológica habitual nesta altura do ano, com céu muito nublado e rajadas de vento.
Mas o voo foi anormal: fez um desvio sem que a tripulação se apercebesse que estava já a cruzar a linha da costa norte de São Jorge. Pensavam estar a sobrevoar o canal de São Jorge, mas o Pico da Esperança já estava perigosamente perto.
Três segundos antes do primeiro impacto, o alarme do [avião] "Graciosa" soou. Nessa altura, o co-piloto alertou para a perda de altitude do avião e de "estar em cima de São Jorge". É então que piloto (com mais de 20 anos de experiência) e co-piloto, instintivamente, aumentam a potência dos motores, mas [era] tarde de mais.
A manobra foi "insuficiente" para evitar a colisão, que causou uma violenta explosão e deixou o avião totalmente destruído. Depois de descolar às 8h37 do aeroporto de Ponta Delgada, o [ATP] "Graciosa" fez 34 minutos depois o seu último contacto com terra. O relatório da Comissão de Inquérito ao acidente, divulgado pelo Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC), indica que o aparelho embateu no Pico da Esperança por falha humana.
Sobretudo porque o avião não respeitou a altitude de segurança, foi orientado por uma navegação estimada imprecisa e porque não utilizou correctamente o radar de tempo. Agravou a situação o mau tempo e a não activação de meios autónomos de navegação a bordo - como por exemplo o GPS ou o altímetro -, que poderiam ter determinado exactamente a sua posição.
O relatório do INAC concluiu ainda que a aeronave "estava em condições de navegabilidade de acordo com os regulamentos e procedimentos aprovados pela autoridade aeronáutica".
Notícia: «Diário de Notícias».
Pode ainda ler-se [também do «Diário de Notícias»] a reportagem "As vidas dos 'órfãos' da tragédia".
Dez anos depois, o jornalista Herberto Gomes recorda o acidente numa grande reportagem que a RTP/Açores emite hoje a seguir ao [seu] «Telejornal». Neste vídeo [mostrado acima], da autoria de José Fernando Bettencourt, os autores da reportagem "Voo 530" contam a sua experiência de recordar um acidente que abalou os Açores a poucos dias do Natal [de 1999].
Saudações florentinas!!

No desenvolvimento do processo, em Abril deste ano, o Parlamento regional aprovou por unanimidade uma recomendação para que o Executivo desenvolvesse as iniciativas necessárias para que o 
Contam-se hoje 29 anos sobre a morte de
As três empresas propõem-se a garantir um serviço regular de transporte público na 

caindo-se, amiúde, na tentação fácil de adjectivar o que se passa «em Lisboa», como se a Capital fosse uma cova de ladrões e a mais recôndita das ilhas [fosse] um atol alheio aos esquemas da perversão do Sistema. Como se a clamada urgência popular na limpeza que se impõe «por lá», fosse uma necessidade estranha à realidade «de cá». Não é. O que acontece é que é muito mais fácil abrir a boca sobre os escândalos que ninguém toma por seus, ou dos seus vizinhos, no lugar de levantar o dedo sobre o que vê, todos os dias, mesmo debaixo do nariz.

