sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

«Preto no Branco» #40

Francisco Sá Carneiro (1934 - 1980)
Evocar é pouco...

Contam-se hoje 29 anos sobre a morte de Francisco Sá Carneiro. Caso a vida não lhe tivesse sido ceifada, teria completado 75 anos, a 19 de Julho passado.

Sabemos que as personalidades carismáticas - sobretudo quando desaparecidas trágica e prematuramente, em pleno exercício das mais elevadas funções de Estado - costumam ascender a uma «galeria de mitos», que a História se encarrega de iluminar, ficando acesa a memória e vivo o legado de quem, partindo, deixa marca aos contemporâneos e vindouros.

Sucedem-se, portanto, miríades de evocações, individuais e colectivas, em especial nas datas mais simbólicas, ou quando “momentos altos” assim o determinam. Aqui, sabemo-lo também - bastando-nos aferir pela sua convicção e correspondente conduta – uns há com legitimidade inteira, outros com razões plenas, e ainda outros que merecem lhes seja reconhecido direito a essa honra. Dos «fariseus», restantes e abundantes, um sopro chega para desmascarar.

Não é esse, porém, o juízo que mais importa, ou sequer a destrinça entre idolatria insana e lúcida referência.

Sobre Francisco Sá Carneiro já “tudo” foi dito.

Tornar a evocá-lo, portanto, será pouco.

Melhor seria que quem o evoca pensasse no que o fundador do PPD teria para dizer, hoje... olhando para o partido, que criou... e para o país, que serviu e amou.

Preto no Branco.
Ricardo Alves Gomes

9 comentários:

INSURGENTE disse...

Costuma dizer-se que não há ninguém insubstituível,mas certamente há pessoas que ficam fazendo muita falta... Acredito que Sá Carneiro foi um deles.

Anónimo disse...

não se advogue Dtr,numca tudo será dito acerca de Sá Carneiro,

DR.PARDAL disse...

A morte prematura e enigmática do Dr.Francisco Sá-Carneiro em 1980, exercendo à data o cargo de Primeiro-Ministro, constitui uma tragédia para a então incipiente democracia portuguesa.

Sá-Carneiro foi sem dúvida um politico de convicções, causas e acção.

Enfrentou destemidamente os orgãos politico-militares que tutelavam a nossa democracia (Conselho da Revolução e Presidente Eanes) e teve um plano bem gizado para modernizar Portugal à semelhança dos países europeus mais avançados.

Sá-Carneiro foi um dos politicos mais brilhantes da sua geração e fez parte dum escol irrepetível de politicos que surgiram em Portugal após o 25 de Abril.

Relembro alguns desses politicos que ficaram na memória dos portugueses, quer pela sua estatura intelectual, quer sua postura ética moral e que abrange e abrangeu personalidades de todos os quadradantes: Salgado Zenha, Adelino Amaro da Costa,Sousa Franco, Magalhães Mota, Mário Soares, Freitas do Amaral, Álvaro Cunhal, Melo Antunes, Nobre da Costa, Maria de Lurdes Pintassilgo, entre muitos outros.

Comparando este escol de politicos com as actuais lideranças politicas e todas as tralhas partidárias que vegetam nesta república sucateira, é o mesmo que comparar um Ferrari com um Renault Clio.

Antigamente quase todos os partidos tinham no seu seio e nos seus diversos níveis gente livre e oriunda da sociedade civil: industriais, advogados, engenheiros, empresários, agricultores, médicos,etc.

Hoje quem analisa as actuais formações partidárias só vê funcionários públicos, indíviduos dependentes da teta pública e chico-espertos/oportunistas que têm colocado Portugal num atoleiro.

Lembrar Sá-Carneiro - um príncipe da política - para além duma homenagem justa a este primeiro-ministro vitimado num acidente que o Estado Português nunca conseguiu esclarecer, é também lembrar que a politica não é incompatível com a ética, a moral, a justiça e o ministério do serviço público.

Gostaria também de lembrar um outro grande vulto da politica portuguesa, também desaparecido nesse fadítico desastre: Adelino Amaro da Costa, Ministro da Defesa e dirigente do então CDS, quando este partido tinha como fundamentos a doutrina social da Igreja , e que já não tem nada a ver com o actual CDS, agora PP.

Anónimo disse...

Sá Carneiro, se visse o informe PSD da Drª Leite, a leviana social democracia do Dr. Santana e as insanes e tresloucadas facções do Dr. Menezes e do Dr. Mendes, morria certamente do coração.

Anónimo disse...

A nova versão FDM, agora travestida de um obscuro Dr. Pardal, continua, para gáudio nosso, a fazer catarses neste blog.

Por caridade cristã, devemos dar-lhe alguma atenção, garantindo no ambito do genuino espirito natatalicio, a sua sanidade mental.

DR.PARDAL disse...

Tenho a convicção que o anónimo das 09:43 é já reincidente na obsessão patológica que revela nas
suas insinuações em relação ao Dr.Pardal.
Quanto ao FDM, eu não vou perder um minuto a advogá-lo, pois este enquanto por cá andou, cascou bem na cabeça dalguns poltrões e mamões
que por nada deste mundo querem que lhe afastamos a bocarra da teta pública.

De facto o referido poltrão sofre duma obsessão que se revela nos pensamentos, ideias e dúvidas fixas.
Do ponto de vista da medicina psiquiátrica essas ideias, impulsos e imagens, invadem de forma repititiva a consciência dos pacientes.
Esta situação causa-lhes desconforto, transtornos e ansiedade. A pessoa tenta resistir a esses sintomas. ignorá-los ou suprimi-los com acções ou com outros pensamentos, reconhecendo-os, no entanto, como produtos da sua mente e não como provenientes do exterior.

Do ponto vista médico essas ideias obsessivas podem parecer, por exemplo, como uma musiquinha que «não sai da cabeça», ou a ideia que pode haver um bicho debaixo da cama, ou que o gás pode estar aberto apesar da lógica sugerir o contrário.

Para o efeito, o Dr. Pardal recomenda e receita ao anónimo que sofre deste comportamento obsessivo-compulsivo a administração de substâncias quimicas inibidoras da recaptação da serotinina, como é o caso da clomipramina, da fluvoxamina, da fluoxetina, da sertralania, da paroxetina,etc.

Há medicamentos nas farmácias e que podem ser fornecidos sob receita médica, como é o caso do Prozac, do Zoloft, do Luvox e do Cipramil, entre outros.

Disponha sempre.

Anónimo disse...

O anónimo não acredita no quimismo dos remédios para resolver o problema FDM/Dr. Pardal, nem controlar as catarzes diárias que vai fazendo por aqui.

Acredita, isso sim, numas bolachas bem dadas pelo focinho fora, que nunca substituem as galhetas que deviam ter sido bem dadas na hora certa.

DR.PARDAL disse...

Como é seu dever e obrigação, o Dr.Pardal comenta o teor dos posts que generosamente são publicados neste blogue.

Faço as minhas apreciações, críticas e sugestões ao tema proposto.

Acontece que, algumas "amélias" não gostam de conviver com a diversidade e estão sempre à espreita, como abutres e parasitas das caixas de comentários, de despejarem o seu veneno em cima de quem lhes aperta o gargalo.

Esta mensagem é dirigida à «améliazinha» que arrotou às 02:34 um comentário contra o Dr.Pardal, e pode ser que amanhã lhe pregue uns bons toutições nas ventas para ele saber respeitar a hierarquia.

O Dr.Pardal não vai entrar em salamaleques como era apanágio do FDM.

Não tenho jeito para tocar piano e falar francês, nem quero perder tempo a ensinar alguns brutamontes como se deve comer à mesa ou como se deve abrir uma garrafa de champanhe.

Com o Dr.Pardal é sempre na mesma vista!

Anónimo disse...

Só para deixar um abraço ao RAG! Rita Ferro