domingo, 18 de janeiro de 2009

Sata quer optimizar recursos [humanos] sem reduzir os efectivos nas várias ilhas

Este é o objectivo da transportadora aérea açoriana, apostando para isso na centralização de serviços [de vendas] nos aeroportos e aeródromos em que opera.

A obtenção de ganhos qualitativos, através de uma optimização de recursos sem redução de efectivos ou esvaziamento dos serviços disponibilizados nas várias ilhas, constitui objectivo permanente da transportadora aérea açoriana SATA.

De acordo com o Executivo [regional] açoriano, accionista da companhia, é no quadro dessa aposta que a empresa encara a possibilidade de centralização de serviços nos aeroportos e aeródromos em que opera. A sua localização central, as boas acessibilidades e espaços de estacionamento que oferecem, fazem com que determinados aeroportos sejam naturais pontos de distribuição e de vendas, obrigando a SATA a dotá-los de estruturas e serviços comerciais, adianta o Governo [Regional].

Os responsáveis governativos [regionais] referem, ainda, que ao longo dos últimos anos os passageiros da companhia têm manifestado interesse crescente pelos serviços prestados nos balcões de aeroportos e aeródromos, usando-os nos períodos antes ou depois dos voos, com economia de tempo.
Refira-se que a transportadora aérea açoriana dispõe de uma rede de 21 pontos de venda, estando presente nas nove ilhas do Arquipélago.

Notícia: «Jornal Diário» e o sempre inestimável "serviço informativo" do GACS [Gabinete de Apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores]. Entretanto, a SATA aumentou as tarifas aéreas [para o Continente e Madeira] em 5 euros.
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Demissões na direcção de informação da "nossa" RDP Antena 1 Açores

A direcção de informação da Antena 1 Açores apresentou ontem [dia 14] demissão [dos seus cargos de chefia] na sequência de dificuldades na implementação do novo modelo que pretende a "fusão" entre os serviços públicos de rádio e de televisão [regionais].

Segundo apurou a edição on-line do «Açoriano Oriental», estão de saída dos cargos de chefia [na direcção de informação da RDP Antena 1 Açores] os jornalistas Saes Furtado, Pedro Moreira e Margarida Pereira.

Em simultâneo foi entregue [pelos demissionários] ao director da RDP e da RTP Açores, Pedro Bicudo, um documento de reflexão que analisa o processo de sinergias (fusão) entre aqueles orgãos de comunicação [a rádio RDP Antena 1 Açores e o canal televisivo RTP Açores]. O documento caracteriza os meios humanos e técnicos e recomenda que se volte a introduzir o factor de concorrência entre televisão e rádio públicas por forma a aumentar o pluralismo informativo e respectivo ganho de audiência.

Contactado o responsável máximo da RDP e RTP Açores, Pedro Bicudo diz não comentar "assuntos internos" da empresa.

Notícia: «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Passagens aéreas inter-ilhas são muito caras, afirmam turistas nos Açores

A opinião é de um casal inglês que escolheu os Açores para umas mini-férias de ano novo. Durante uma semana percorreram a ilha [de São Miguel] e garantem que a sua mais-valia está no facto de ser um sítio “bonito, tranquilo e pacato”. Só ficaram decepcionados com os preços das viagens [aéreas] inter-ilhas.

Acessibilidade inter-ilhas [é bastante] limitada
Viagens inter-ilhas não são fáceis. Pelo menos nesta altura [do ano]. O facto de não existir um barco e das deslocações terem de ser feitas, forçosamente, de avião, torna mais onerosa a deslocação, encarecendo o custo da viagem para os turistas.
Sara e Paul Francis gostariam de ter ido a outras ilhas, nomeadamente ao Pico, mas por causa do elevado custo da viagem optaram por ficar em São Miguel. Também a frequência de voos não agradou ao casal pois o facto de não haver voos diários para todas as ilhas limita muito a deslocação.

“Small is beautiful”, um slogan para a ilha
Promoção. A aposta em estratégias de marketing que apresentem a realidade dos Açores tal como ela é, é a principal dica deixada por Sara e Paul Francis.
Para que o destino [turístico] Açores seja procurado, é necessário apostar fortemente na publicitação do mesmo e não procurar “apetrechar” a ilha de equipamentos e infraestruturas que possam ser atractivas para os locais mas que não são desejadas pelos turistas.
É a pequenez da terra que facilita a proximidade entre as pessoas e o intercâmbio cultural.

Notícia: «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Falta cultura ambiental aos açorianos

A afirmação foi feita pela Associação Ecológica Amigos dos Açores, que em 2009 perfaz 25 anos.

O presidente da Associação Ecológica Amigos dos Açores, Sérgio Caetano, afirmou à agência Lusa que "em termos gerais há um défice de cultura ambiental nos Açores", apesar de também reconhecer que [nos últimos anos] os açorianos estão mais informados sobre esta temática.

O presidente da referida associação, a qual comemora este ano o seu 25º aniversário, diz que falta tornar o quotidiano nos Açores "mais ecológico e ambientalmente eficiente". A título de exemplo refere a separação de resíduos sólidos e a poupança de água, electricidade e gás que cada um pode fazer. "Haverá certamente alguma preguiça por parte das pessoas nos gestos diários", considerou Sérgio Caetano.

Notícia: «Jornal Diário» e (mais extenso no) «Açoriano Oriental».
Também pode ser lida uma outra notícia do «Açoriano Oriental»: "Natal mostra que os portugueses não reciclam, alertou a associação ambientalista Quercus".

Saudações florentinas!!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Inspecção Regional das Pescas multou embarcações de São Miguel por pesca em águas costeiras da ilha das Flores

A Inspecção Regional das Pescas (IRP) apreendeu 1.637 quilogramas de pescado e levantou cinco autos de infracção a duas embarcações registadas em Ponta Delgada [ilha de São Miguel], mas que têm usado o porto das Lajes na ilha das Flores.

Segundo o Governo [Regional] açoriano, as duas embarcações em causa têm utilizado o porto das Lajes das Flores como cais para o exercício da actividade em torno da ilha. «A actuação da IRP neste caso demonstra o empenho em garantir a conformidade da actividade dos pesqueiros em referência com o quadro legal vigente», sustenta o Executivo de Carlos César, que admite reforçar a zona de protecção da pequena pesca artesanal à volta de cada ilha.

De acordo com o Governo [Regional] açoriano, está a ser trabalhada uma solução «em diálogo» com as associações de pesca e com investigadores da Universidade dos Açores. A solução a encontrar nesse domínio pretende favorecer «a protecção de um modo de vida e de uma cultura local» e garantir «uma exploração pesqueira em torno das ilhas não intensiva para assegurar uma actividade comercial rentável e com estabilidade a longo prazo», explica [o Governo Regional em comunicado].

O Governo [Regional] projecta, ainda, intensificar a coordenação e o planeamento conjunto de acções de fiscalização a ser executadas por entidades nacionais com responsabilidade na área.

Notícia: «Açoriano Oriental», «Diário Digital», RTP/Antena 1 - Açores e «Jornal Diário».
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Sim, há pesca ilegal na ilha das Flores.

Em "resposta" ao texto «Há pesca ilegal na ilha das Flores?» da autoria de Nuno Barata, recebemos (de um@ noss@ leitor@ devidamente identificad@) a fotografia [acima] que alegadamente mostra uma situação de pesca ilegal nas nossas águas costeiras.
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Doença de Machado-Joseph vai ter Congresso Internacional, em Abril

Os Açores vão ser palco, de 1 a 3 de Abril, de um congresso internacional sobre a doença de Machado-Joseph. A revelação foi feita pelo director do Serviço de Neurologia do Hospital do Divino Espírito Santo, João Vasconcelos, à saída de uma audiência [acontecida no passado dia 16 de Dezembro] com o presidente do Governo [Regional].

João Vasconcelos revelou que foi a Sant’Ana pedir apoios para a realização do evento. Actualmente existe um grupo multidisciplinar, coordenado pelo Serviço de Neurologia do Hospital de Ponta Delgada, que dá apoio aos portadores da doença Machado-Joseph em todas as ilhas do arquipélago. “Nós promovemos o apoio aos doentes e às famílias e deslocamo-nos algumas vezes às outras ilhas”, especifica.

Estima-se que haja em toda a Região Autónoma dos Açores cerca de 90 doentes de Machado-Joseph. Este número, no entanto, não é sempre fixo porque vão sendo diagnosticados outros [novos] casos, embora também haja falecimentos a contabilizar. São Miguel e Flores são as ilhas mais afectadas pela doença de Machado-Joseph. Também nas comunidades de emigrantes dos Estados Unidos da América e Canadá esta doença se faz sentir.

Carlos César aproveitou a oportunidade para enaltecer o trabalho que tem sido desenvolvido por todos aqueles que têm uma intervenção nesta área. “Nós temos uma responsabilidade especial dada a incidência predominante desta doença mundial nos Açores”, defendeu o presidente do Governo Regional. Existem também “obrigações, quer no apoio às pessoas que sofrem desta doença, quer àqueles que investigam e evoluem no apoio médico e social aos doentes, desenvolvendo uma colaboração intensa e muito meritória”, referiu.

Carlos César está convicto de que o Congresso Internacional que vai ter lugar em São Miguel “ajudará nas tarefas de indagação e investigação à volta da doença e com benefício para os doentes”.

Notícia: «Açoriano Oriental», «Correio dos Açores» e o sempre inestimável "serviço informativo" do GACS [Gabinete de Apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Transporte escolar (na ilha das Flores) está em sério risco de ser suspenso

A denúncia foi feita pelo deputado [florentino] Paulo Rosa, do CDS/PP, na Assembleia Legislativa Regional dos Açores, porque os autocarros que [na ilha das Flores] prestam esse serviço estão velhos e sem garantir a segurança do transporte escolar.

As condições das viaturas não garantem o transporte escolar na ilha das Flores, até ao próximo mês de Março de 2009. A Federação dos Municípios da ilha das Flores não possui condições financeiras para a renovação da [sua] frota de autocarros e quer abandonar a prestação desse serviço, que, garante, sempre deu prejuízo. Até ao início da exploração do transporte escolar [na ilha das Flores] por uma empresa da ilha Terceira, a Federação de Municípios acaba de garantir reforços financeiros ao transporte [escolar] de alunos.

A Federação [dos Municípios] da ilha das Flores está atolada em dívidas, os fornecedores há muito que condicionam os combustíveis e os lubrificantes, uma situação para a qual João Lourenço, o seu Presidente, diz haver soluções à vista. A Federação [dos Municípios da ilha das Flores] assegura, assim, o transporte escolar até ao mês de Março de 2009 e honra um compromisso com a Secretaria Regional da Educação, mesmo com autocarros velhos e sem condições, mas que, a partir daí [mês de Março de 2009, o transporte escolar na ilha das Flores] será efectuado por uma empresa terceirense.

Notícia: RTP/Antena 1 - Açores.
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Há pesca ilegal na ilha das Flores?

Embarcações de Pesca-Lajes-Flores Island-Azores
Sobre o "post" abaixo [«Há pesca ilegal em águas costeiras da ilha das Flores? Deputados denunciam...»], convém fazer alguns esclarecimentos.

Primeiro que tudo, importa um esclarecimento. Eu não sou proprietário das embarcações “Família Augusto” e “Ilha de São Miguel”, fui, apenas, contratado pelos armadores, os gémeos Manuel e Pedro Vieira Moniz, para montar uma operação logística que lhes permitisse pescar nas Flores e escoar o pescado. Operação essa que acabou sendo um sucesso, apesar das toneladas de areia que foram colocadas na engrenagem a pedido dos supostos “pescadores” florentinos, a nossa perseverança e tenacidade, fazem parte dos nossos sucessos.

Importa ainda fazer alguns pontos de ordem:

Sempre houve pesca ilegal, por parte das pequenas embarcações açorianas nos mares dos Açores e em todas as ilhas e nunca se ouviram os Senhores Deputados sobre esse assunto;

A capacidade de fiscalização do exercício da pesca por parte de pequenas embarcações é quase impossível;

A pesca dentro das 3 milhas [da costa] é proibida quer sejam embarcações micaelenses quer sejam florentinas.

Importa ainda fazer algumas perguntas:

Saberão os Senhores Deputados que não existem “águas costeiras das Flores”?

Conhecerão os Senhores Deputados a legislação em vigor?

Esse tipo de bairrismo doentio e demagógico, tem ajudado os Açores a serem cada vez mais pobres. E no que à pobreza de espírito diz respeito a coisa ainda é mais grave quando vem dos eleitos directos.

Uma coisa valeu a pena nesta operação de “rapexins” no “quintal” dos florentinos, provou-se que se pode trabalhar muitos mais dias no ano do que aqueles que, em nome dum suposto mau tempo e da falaciosa falta de mercado, se passam de barriga encostada ao balcão da taberna.

Micaelenses e florentinos têm os mesmos direitos e os mesmos deveres; estamos perante um caso de xenofobia, e exacerbado bairrismo. Não havia necessidade.

Há pesca ilegal em águas costeiras da ilha das Flores? Deputados denunciam...

Os deputados florentinos do PSD [António Maria Gonçalves] e do CDS/PP [Paulo Jorge Rosa] apresentaram requerimentos na Assembleia Legislativa Regional denunciando a situação de alegada pesca ilegal nas nossas águas costeiras.

O PSD denunciou [em plenário da Assembleia Regional a 9 de Dezembro] que a situação de pesca ilegal em águas costeiras das Flores é uma preocupação que "há mais de dois meses vem afectando os pescadores da ilha, ao constatarem a presença e a laboração de duas embarcações, de média dimensão, e propriedade de armadores da ilha de São Miguel".
Segundo o deputado António Maria Gonçalves, os referidos barcos "têm pescado em águas florentinas e em zona interdita, já que se situam aquém das três milhas da costa", explica. O deputado [florentino] assegura que "é nessas zonas que os pescadores locais, com as suas pequenas embarcações, ganham a sua vida, pescando precisamente onde agora se encontram aqueles barcos de média dimensão".
Já contactada pela Associação de Pescadores da ilha das Flores, "a Polícia Marítima demonstrou incapacidade em actuar, por notória falta de pessoal", acrescenta. Assim, o parlamentar florentino do PSD quer saber se o Governo Regional "tem conhecimento destas infracções em curso nas águas [costeiras] das Flores", assim como se "foram tomadas ou estão em estudo medidas para proteger aquelas águas [costeiras] e salvaguardar os interesses dos pescadores da ilha [das Flores]".

Notícia: «Jornal Diário».

É com base no que diz ser “a prática abusiva e ilegal de pesca na costa da ilha das Flores por embarcações de médio porte, propriedade de armadores de São Miguel que o deputado do CDS-PP, Paulo Rosa, avança com um requerimento [parlamentar a 11 de Dezembro] para saber que medidas pensa o Governo Regional tomar para que se faça cumprir a lei, defendendo as águas costeiras [da ilha] das Flores.
É que, segundo o deputado florentino [do CDS/PP], “quando chamada a intervir pela Associação de Pescadores da ilha das Flores, a Polícia Marítima revelou falta de capacidade operativa devido à escassez de recursos humanos”. Por essa razão, Paulo Rosa questiona ainda o Executivo de Carlos César sobre a data em que o mesmo pretende “dotar a ilha das Flores de serviços adstritos à Inspecção Regional das Pescas, com capacidade para fazer cumprir a lei, na salvaguarda da preservação dos interesses dos pescadores da ilha [das Flores]”.

Notícia: «Açoriano Oriental».

Saudações florentinas!!