domingo, 5 de dezembro de 2010

Agitação marítima irá agravar-se mais!

O Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores emitiu hoje um alerta para o agravamento da agitação marítima no arquipélago, com ondas que podem chegar aos nove metros de altura.

No Grupo Ocidental (ilhas das Flores e do Corvo), a previsão é de ondas de Norte com 6 a 7 metros de altura até às 23 horas [de hoje, domingo], agravando-se depois a situação com ondas de Nordeste de 8 a 9 metros no período que se prolonga até às 14 horas de segunda-feira [amanhã].

Na sequência deste alerta, baseado na previsão do Instituto de Meteorologia, o Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores recomenda às populações que adoptem as precauções habituais nestas alturas.


Notícia: rádio Atlântida, jornal «Público» e TSF - Rádio Notícias.
Saudações florentinas!!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Ajuda solidária à freguesia da Fajãzinha

Conforme informação do blogue «Kanadas & Kaminhos», está a ser organizada para amanhã (domingo) uma concentração de moto 4 em Santa Cruz, com saída para a Fajãzinha prevista para as 13h30. O principal objectivo é o de auxiliar no transporte de bens pessoais, utilizando (em princípio) uma canada que liga o Moinho da Levada e aquela freguesia, agora isolada.
Os contactos poderão ser efectuados com o Sandro Soares e com o Daniel Mateus, ou directamente com a presidente da Junta de Freguesia da Fajãzinha através do telefone da Aldeia da Cuada (292 590 040).
Solidárias saudações florentinas!!

Derrocadas ocorridas na Fajãzinha


Vídeo-reportagem realizada por Rui América.
Solidárias saudações florentinas!!

Segunda Feira do Livro... na Biblioteca

A Biblioteca Municipal de Santa Cruz irá realizar a segunda Feira do Livro, entre os dias 2 e 17 de Dezembro, contando com uma vasta gama de títulos dísponíveis para todas as idades.

Desde romances a livros de actividades para crianças, passando por exemplares temáticos, esta é uma óptima oportunidade para oferecer algo de diferente neste Natal, por isso não se esqueça de visitar a Biblioteca Municipal.


Notícia: sítio da Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores.
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Freguesia da Fajãzinha está inacessível

A estrada da Fajãzinha, na ilha das Flores, encontra-se obstruída.

Face ao risco severo existente, solicita-se à população que não utilize aquela via de comunicação.
Equipas dos Bombeiros e brigadas da SRCTE estão a caminho do local.


Notícia: RTP/Antena 1 Açores.
Adicionalmente, veja-se uma notícia do «Telejornal RTP/A» de ontem: "Mau tempo provocou estragos na ilha das Flores" (com vídeo).

Solidárias saudações florentinas!!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

«Brumas e Escarpas» #14

O ciclo do milho na Fajã Grande, nos anos 50

Parte VI – A “revolução” da caliveira

Nos finais da década de 1950 surgiu na Fajã a “caliveira” a qual veio alterar significativamente, poder-se-á mesmo dizer que veio revolucionar, a cultura do milho, nomeadamente a forma de o semear e a maneira de o sachar.

A “caliveira” era uma espécie de sachador, puxado apenas por um animal, geralmente um burro ou um macho, que tinha uma armação de forma triangular, sustentada à frente por uma roda, como o arado de ferro e à qual se seguiam séries de um, dois e três dentes com o formato de enxadas, de tal forma dispostos que os de trás passavam por onde não tinham passado os da frente, permitindo assim revolver toda a terra por onde a caliveira passava e que era conduzida por uma rabiça de duas pegas. Destinava-se a sachar o milho, revirando a terra com os dentes e, simultaneamente, arrancando as ervas daninhas. Por essa razão a forma de semear o milho foi substancialmente alterada: os regos passaram a ser rigorosamente paralelos uns aos outros e sempre no cumprimento do terreno, o milho passou a ser semeado um rego sim e dois não de forma a que, quando crescesse, a caliveira e o animal que a puxava pudessem passar por uma espécie de carreiro rectilíneo que ficava entre cada um dos dois regos semeados. Idêntico procedimento era tido nas cabeceiras do terreno.

A caliveira, no entanto, tinha vantagens mas também tinha desvantagens. No que concerne às primeiras, a caliveira aliviava o cansativo trabalho de andar vergado ao sacho dias e dias e, além disso, era bastante mais rápida. No entanto, tinha alguns malefícios o que levou alguns agricultores a teimarem em não a adaptar aos seus terrenos: obrigava a semear o milho em linhas paralelas muito alinhadas e equidistantes o que não era fácil devido à morfologia das terras, destruía muito do milho já crescido, quer por parte do animal, apesar de andar com uma boquilha, quer ao virar a caliveira nos extremos ou até mesmo ou não conduzi-la correctamente. Além disso a caliveira não sachava nem os cantos nem junto aos pés de milho, nem muito menos puxava a terra para junto dos pés deste, obrigando assim, que após o calivar, fosse necessário sachar grande parte do terreno e puxar a terra para junto dos pés de milho. Além disso as caliveiras eram bastante caras e só os lavradores um pouco mais abastados as podiam comprar, embora alguns destes as emprestassem aos que as não tinham por não as poder comprar. Assim acontecia com meu pai e meus irmãos que, por razões económicas, nunca tiveram caliveira mas sacharam sempre o seu milho com uma que lhes emprestava tio José Teodósio, que morava mesmo ali, em frente a uma terra que tínhamos na Fontinha.


Carlos Fagundes

Este artigo foi (originalmente) publicado no «Pico da Vigia».

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Gê-Questa defende a sensibilização dos pescadores para o perigo do lixo no mar

A associação ambientalista 'Gê-Questa' promoveu uma limpeza subaquática no porto de pesca de São Mateus, na ilha Terceira, apelando a que sejam feitas campanhas de sensibilização dos pescadores sobre o impacto do lixo no mar.

A iniciativa, inserida nas comemorações do Dia Nacional do Mar, reuniu cerca de três dezenas de participantes, incluindo onze mergulhadores com garrafa e dois em apneia, o que o presidente da associação, Orlando Guerra, considerou ter sido "maravilhoso".

Orlando Guerra fez um balanço positivo, considerando que, "além dos inscritos, as pessoas que passavam juntaram-se à iniciativa e foi possível criar um bom ambiente de trabalho". Durante esta tarde de limpeza no porto de pesca de São Mateus, os participantes retiraram do fundo do mar garrafas, pneus, vários metros de linha, aparelhos de pesca e tecidos, entre outro lixo.

"O que mais nos preocupou foi a quantidade de plásticos", afirmou Orlando Guerra, salientando que também foram retiradas três baterias, que frisou serem "muito prejudiciais ao sistema marinho devido aos metais pesados".

O presidente da 'Gê-Questa' apelou a que seja realizada uma campanha de sensibilização dirigida aos pescadores, considerando que "o impacto daquilo que estão habituados a fazer desde sempre pode ser menor se houver mais sensibilização".

"É difícil mudar comportamentos mas é preciso alertar para (o impacto) do lixo que é deitado ao mar por pescadores e embarcações", afirmou, recordando que "quando entram no sistema marinho, os aparelhos de pesca provocam feridas nos animais". Por isso, defendeu que, "mais do que gastar papel, há que fazer acções, ser pro-activo".


Notícia: «Açoriano Oriental» e rádio Atlântida.
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Curso de "canyoning" na ilha das Flores

De 10 de Dezembro deste ano a 16 de Janeiro do ano próximo, a Associação Desnível vai desenvolver uma acção de formação em canyoning na ilha das Flores, destinada a iniciados nesta actividade.

O curso tem por objectivo principal dotar os formandos dos conhecimentos técnicos mínimos para poderem praticar esta modalidade com segurança em percursos de dificuldade baixa, desde que devidamente enquadrados. O curso inclui uma aula teórica e dois dias e meio de prática.

As aulas práticas nas ribeiras contam, no máximo, com um formador para até 5 formandos. Os formadores são Francisco Silva (coordenador do curso) e Marco Melo. O preço desta formação é de 25 euros (mais 15 euros de cota da Associação Desnível).

Esta formação é organizada pela Associação Desnível em conjunto com a Associação Regional de Turismo dos Açores, e conta com os apoios dos municípios de Santa Cruz das Flores e Lajes das Flores e da empresa WestCanyon.


Notícia: "sítio" da Associação Desnível.
Saudações florentinas!!

domingo, 28 de novembro de 2010

Primeiro aniversário do Centro de Interpretação Ambiental do Boqueirão

O Centro de Interpretação Ambiental do Boqueirão, na ilha das Flores, comemora um ano de existência. Trata-se de um ano de informação, de conhecimento e sensibilização ambiental.

Na realidade, um ano passado sobre a sua inauguração, é oportuno reflectir sobre o cariz e repercussões que estas obras, implementadas pelo Governo Regional dos Açores através da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, têm tido a vários níveis, nomeadamente no campo arquitectónico e no âmbito da educação e sensibilização ambiental.

Um Centro de Interpretação Ambiental é um edifício vocacionado para uma perspectiva didáctico-pedagógica que pretende, acima de tudo, dar a conhecer “in loco” o espaço e/ou conteúdo em que está inserido. São marcos construídos de zonas classificadas que, nos últimos anos, têm colocado a Região Autónoma dos Açores no topo das regiões do país com um maior índice de construções desta natureza, ainda por mais, excelentes modelos de arquitectura “visíveis” ao mundo.


Notícia: «Jornal Diário», portal Açores.Net e o sempre inestimável "serviço informativo" do GACS [Gabinete de Apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

sábado, 27 de novembro de 2010

Aprovada a orgânica das Unidades de Saúde das ilhas das Flores e do Corvo

O Serviço Regional de Saúde passa a contar, a partir do dia 1 de Dezembro [próxima quarta-feira], com duas novas Unidades de Saúde de Ilha (USI), a das Flores (USIFlores) e a do Corvo (USICorvo).

Esta é uma consequência da publicação, [no passado dia 22] em Jornal Oficial [da Região], dos decretos regulamentares regionais que aprovam as orgânicas daquelas duas novas Unidades de Saúde de Ilha, que se juntam assim às das ilhas do Pico e de São Jorge, já anteriormente implementadas.

A decisão enquadra-se no Programa do X Governo [Regional] dos Açores, o qual prevê a implementação de medidas que prossigam a racionalização dos recursos, procedendo-se a alterações estratégicas da estrutura do Serviço Regional de Saúde.

Com a publicação dos diplomas que aprovam as orgânicas da USIFlores e da USICorvo, o Governo [Regional] pretende “consolidar a estrutura organizativa e o funcionamento dos serviços”, de modo a “obter ganhos de eficácia e eficiência na gestão”.

Pessoas colectivas de direito público, dotadas de autonomia administrativa e financeira, a USIFlores é constituída pelo Centro de Saúde de Santa Cruz das Flores e a USICorvo pelo “serviço público de saúde” na mais pequena das ilhas do arquipélago.

Ambas as unidades exercem a sua actividade sob a superintendência e tutela do membro do Governo Regional com competência na área da saúde. Por sua vez, a coordenação, orientação e avaliação do funcionamento destas duas USI compete à Direcção Regional competente em matéria de Saúde, sem prejuízo das competências legalmente cometidas à SaúdAçor – Sociedade Gestora de Recursos e Equipamentos de Saúde dos Açores, S. A., e à Inspecção Regional de Saúde.

Nos termos da legislação agora publicada, a USIFlores e a USICorvo têm como missão “a promoção da saúde na sua área geográfica, através de acções de educação para a saúde, prevenção e prestação de cuidados na doença”. Podem ainda “prestar cuidados de saúde diferenciados e desenvolver actividades de vigilância epidemiológica, de formação profissional, de investigação em cuidados de saúde, de melhoria da qualidade dos cuidados e de avaliação dos resultados da sua actividade”.

A acção das USI agora criadas dirige-se aos indivíduos, famílias, grupos e comunidade residentes nessas ilhas e aos nelas deslocados temporariamente. No caso das Flores, o diploma determina ainda que o serviço de prestação de cuidados de saúde integra seis unidades funcionais: unidade de saúde familiar e comunitária, unidade de saúde pública, unidade de diagnóstico e tratamento, unidade de internamento e unidade básica de urgência.


Notícia: rádio Atlântida e o sempre inestimável "serviço informativo" do GACS [Gabinete de Apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!