quarta-feira, 30 de junho de 2010

Ajudas comunitárias estancaram emigração no concelho das Lajes

A melhoria das condições de vida proporcionadas pelas ajudas comunitárias em 25 anos de integração europeia permitiram estancar o flagelo da emigração nas Lajes das Flores, mas a fixação de jovens continua problemática no concelho mais ocidental da Europa.

“Antigamente, ir para a América era como ir para o céu”, afirmou João Lourenço, presidente da Câmara [Municipal] das Lajes das Flores, que viu emigrar para os EUA e Canadá sete dos seus oito irmãos, frisando que actualmente a situação é diferente devido às melhorias nas condições de vida da população permitidas por obras financiadas por verbas europeias. Apesar de se traduzirem num estancamento da emigração, estes investimentos ainda não são, no entanto, suficientes para garantir a fixação de jovens no concelho, reduzido a uma população inferior 2 mil pessoas, maioritariamente idosas.

O concelho mais ocidental da Europa, com uma área de cerca de 70 quilómetros quadrados, tem uma população que vive maioritariamente da agricultura, pecuária e da pesca, sendo o município a entidade que emprega mais pessoas, cerca de 150. Para João Lourenço, a falta de empregos é um dos principais problemas do concelho, o que faz com que os jovens procurem outros locais para viver, optando especialmente por Ponta Delgada, em São Miguel.

No sentido de inverter este quadro, a Câmara das Lajes das Flores vai continuar a investir na construção de novas infraestruturas, aproveitando ao máximo as ajudas comunitárias disponíveis. Entre os projectos em carteira, João Lourenço salientou a construção de uma avenida na Fajã Grande e a criação de casas-museu em várias freguesias para preservar a memória do concelho.

João Lourenço reconheceu que, se fosse hoje, alguns dos projectos executados nos últimos anos com a ajuda de fundos europeus poderiam ser outros, mas admitiu que os financiamentos comunitários se revelaram essenciais para o desenvolvimento de uma ilha que é penalizada pelo seu duplo afastamento, em relação à Europa e às ilhas das mais populosas do arquipélago.


Notícia: «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

domingo, 27 de junho de 2010

Por falar em teatro na ilha das Flores...

Imagens gravadas e editadas por Rui América. Aliás, há uma série de outras reportagens sobre a ilha das Flores disponíveis no youtube.
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Vamos ao Teatro!

Saudações florentinas!!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

AAiF suspende recepção de doentes do concelho das Lajes

A Associação Amigos da ilha das Flores (AAiF) suspendeu a recepção de doentes provenientes do concelho das Lajes das Flores, uma vez que esta autarquia está em falta com a assinatura do protocolo actualizado (entre AAiF, Câmaras Municipais das Flores e Juntas de Freguesia dos respectivos concelhos) e com o pagamento da verba referente ao protocolo entre as duas entidades.

A associação que promove diversas actividades e acolhe doentes da ilha das Flores [em tratamentos na ilha de São Miguel] conta com o apoio das Câmaras Municipais de Santa Cruz e Lajes das Flores, sendo que estas contribuem para esta causa, na medida em que é do interesse de todos e benéfico, sobretudo, para os habitantes das Flores.

Ao que o «Diário dos Açores» conseguiu apurar o município das Lajes das Flores só pagou a comparticipação relativa ao ano de 2009 no passado mês de Abril e depois de enviada uma nota à autarquia mais Ocidental da Europa foi esclarecido que não receberão qualquer doente até que seja actualizado o protocolo estabelecido, enviado em Janeiro de 2010 para os dois municípios das Flores.

Contactado pela reportagem do «Diário dos Açores», João Lourenço, presidente da Câmara Municipal das Lajes das Flores, confirmou esta situação, mas adiantou que nos próximos dias irá acertar o protocolo, sendo que em causa estão alguns pontos que o município quer corrigir. João Lourenço fez referência ao facto da Câmara Municipal ter estado, desde o princípio, em parceria com a associação “e este problema será ultrapassado rapidamente”. A AAiF terá recebido nos meses de Fevereiro e Março alguns doentes provenientes do concelho das Lajes, mas agora as Juntas de Freguesia e o município estão já informados que até que seja restabelecido o protocolo, o nº 89 da Rua do Peru só receberá pessoas provenientes do concelho de Santa Cruz das Flores.

Na última assembleia-geral do organismo micaelense ficaram estabelecidas estas condicionantes que resultaram nesta divergência por ter havido um acerto face a um aumento derivado do valor de inflação. Esta cláusula do subsídio não teria sido actualizada nos últimos dois anos, mas agora face ao aumento da estrutura do edifício a associação decidiu fazer um acerto no protocolo com os municípios das Flores, tendo o de Santa Cruz das Flores procedido ao pagamento no prazo estabelecido. O valor anterior era de 2.500 euros e foi inflacionado com mais 97 euros e meio. A Câmara Municipal das Lajes refere que por ser parte integrante desde os primórdios da associação também tem uma palavra no processo e segundo o presidente da autarquia a Câmara “está a analisar para formalizar um novo protocolo”, referiu João Lourenço.

Contactado pelo «DA», Jacinto Avelar, presidente da Direcção da AAiF, salientou que a associação “enviou o protocolo para a autarquia no mês de Janeiro devidamente actualizado com os novos presidentes de Junta e com as alterações do aumento de capacidade da casa (mencionando, ao mesmo tempo, os valores de inflação) não obtendo qualquer resposta”, disse. Jacinto Avelar sublinha que “se existe alguma alteração a realizar pela Câmara Municipal, que já tem o protocolo desde Janeiro, a AAiF não percebe porque nunca foram contactados para tal nem foram ouvidos os presidentes das Juntas de Freguesia do concelho”, afirmou.

De referir que a estrutura principal do edifício da AAiF pode receber 10 pessoas simultaneamente, contando com 5 quartos para os hóspedes, que recebe quase diariamente.


Notícia: «Diário dos Açores».
Saudações florentinas!!

Adjudicado o projecto que vai ligar a fibra óptica às ilhas das Flores e Corvo

O Ministério das Obras Públicas e Transportes adjudicou o projecto das “Redes Novas Gerações” que inclui a instalação de um cabo de fibra óptica de ligação às ilhas das Flores e Corvo, anunciou ontem o Governo Regional.

“Foram muitos anos de insistências com o Governo da República, de estudos e concertação com a Portugal Telecom e o Ministério das Obras Públicas e Transportes", mas o cabo [de fibra óptica] vai "finalmente unir as ilhas das Flores e do Corvo ao restante arquipélago", disse o presidente do Governo Regional. Para Carlos César, a adjudicação do projecto é "uma grande notícia para os Açores”.

O projecto de ligação do cabo de fibra óptica às ilhas das Flores e do Corvo foi anunciado em Novembro do ano passado e está orçado em cerca de 13 milhões de euros.


Notícia: «Açoriano Oriental», RTP/Açores e «Jornal Diário».
Saudações florentinas!!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Greve na SATA entre dia 2 e 5 de Julho

Os tripulantes de cabine da SATA Air Açores vão parar entre 2 e 5 de Julho.

A decisão foi tomada na assembleia geral "muito participada" que decorreu na noite de terça-feira [dia 8]. Os tripulantes [de cabine] param por considerarem que a empresa não está a valorizar devidamente as suas carreiras. Em causa está a nomeação temporária de chefes de cabine, sobretudo durante a época alta, e que segundo o Sindicato de Pessoal de Voo violará o Acordo de Empresa.

Henrique Martins, dirigente sindical, diz que a greve não está prevista estender-se à SATA Internacional mas o facto de ali "suceder a mesma coisa", acentuando-se a falta de funcionários, poderá "contagiar" o pessoal de cabine e "não tardará muito" para que "isso também aconteça".


Notícia: «Açoriano Oriental», semanário «Sol» e «Jornal Diário».
Adicionalmente, leia-se uma outra notícia: "SATA diz que a [razão/causa para a] greve de tripulantes de cabine é infundada".

Saudações florentinas!!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Dívidas à Segurança Social nos Açores

Os Açores são uma das regiões do país com um valor médio de dívida [à Segurança Social] mais elevado.

Existem na Região 376 empresas com dívidas à Segurança Social. Este é o resultado da última acção de regularização das dívidas, lançada pela Segurança Social no país. Ao todo são mais de 23 mil empresas portuguesas que não saldaram, atempadamente, as suas dívidas à Segurança Social. Em causa estão mais de 140 milhões de euros que o Estado pretende, agora, recuperar. As empresas açorianas juntas devem 2,8 milhões de euros. Segundo as estatísticas, os Açores registam um dos valores médios de dívida mais elevados, ao lado do Porto ou de Leiria.

Notícia: «Jornal Diário».
Saudações florentinas!!

domingo, 20 de junho de 2010

Nossas zonas balneares são excelentes

Açores têm zonas balneares com excelentes condições. Este é o resultado do relatório da Agência Europeia do Ambiente.

Segundo os dados de um relatório elaborado pela Agência Europeia do Ambiente, as zonas balneares existentes no arquipélago possuem condições acima das exigidas pelas autoridades europeias do Ambiente. O estudo incide sobre as águas costeiras e as zonas balneares de toda a Europa, no ano de 2008. Este documento, que serve de guia de viagem aos europeus no início da época balnear, indica que apenas 1,4 por cento das águas costeiras portuguesas não tem condições higiénicas para servirem para banhos, e que nenhuma destas se encontra nos Açores.

Portugal e os Açores sobem desde 1991 na qualidade das suas águas balneares e agora também na qualidade das suas praias.


Notícia: «Jornal Diário».
Saudações florentinas!!

sábado, 19 de junho de 2010

Transmaçor exige mais contrapartidas

As relações estão [no início deste mês] mais deterioradas entre o Governo [Regional] e a Transmaçor. José Almeida, sócio maioritário da Transmaçor, já transmitiu ao Governo Regional que pretende entregar os 62 por cento do capital da empresa, caso não venha a receber mais ajudas por parte do Executivo Regional.

Com o [navio] “Ilha Azul” parado e com outros dois barcos, que habitualmente fazem a ligação entre o Pico e o resto das ilhas do Triângulo, em doca seca para as habituais manutenções, a situação da empresa não é das melhores.

De acordo com a [rádio] Açores/TSF, o empresário José Almeida garante que tem resultados negativos de mais de um milhão de euros. Isto, porque o Governo Regional só este ano começou a pagar indemnizações compensatórias e porque não escolheu o [navio] “Ilha Azul” para o transporte marítimo de passageiros inter-ilhas. “Ilha Azul”, que chegou a fazer [em 2007] as ligações marítimas inter-ilhas, mas que há dois anos tem estado praticamente sempre em doca seca.

A Transmaçor não realizou no ano passado nenhuma proposta formal para o concurso do ano passado, mas a [rádio] Açores/TSF adianta que a empresa chegou a fazer uma proposta de 2,5 milhões de euros para o aluguer do navio. No entanto, o Governo [Regional] acabou por adjudicar o [navio] “Express Santorini” à Hellenic Seaways. Esta é uma opção que José Almeida não entende. E diz mesmo que o Governo [Regional] pagou o dobro da sua proposta. O empresário diz não compreender que, havendo um navio na Região de uma empresa participada pelo Governo, se tenha de ir buscar soluções ao estrangeiro.

Agora José Almeida pondera encerrar portas, deixando 50 funcionários com os empregos em causa. Este ano a Transmaçor já recebeu do Governo [Regional] 400 mil euros, correspondentes à primeira tranche, de um total de 1 milhão e 700 mil euros de indemnizações compensatórias decorrentes do contrato assinado no início deste ano com o Executivo [Regional], para o transporte de passageiros para o grupo central.


Notícia: «Açoriano Oriental».
Adicionalmente, leiam-se outras notícias relacionadas: "Vasco Cordeiro [secretário regional da Economia] ordena abertura de inquérito à Transmaçor", "Transporte marítimo n[as ilhas d]o Triângulo [pode estar] em risco" e "Transportadora marítima açoriana enganada".

Saudações florentinas!!