sábado, 28 de novembro de 2009

Bandeira dos Açores... no Kilimanjaro

A bandeira dos Açores foi desfraldada na manhã de hoje [sábado] no topo do Kilimanjaro, a montanha mais alta do continente africano. Este foi o primeiro objectivo cumprido pelo projecto “Açores no Topo do Mundo”, lançado pelo alpinista açoriano Luís Bettencourt. Este enviou uma mensagem à Agência Lusa esta manhã, na qual se podia ler «Às 7h20 locais (3h20 nos Açores) conquistamos o Kilimanjaro».

O objectivo será chegar aos pontos mais altos de cada continente e a iniciativa arrancou a 9 de Setembro com a subida à ilha do Pico, o ponto mais alto de Portugal.


Notícia: SCN - Sport Canal, jornal «Record» e «Diário Digital».
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Na Biblioteca Municipal: Feira do Livro

De 2 a 11 de Dezembro, decorrerá a Feira do Livro na Biblioteca Municipal de Santa Cruz, com muitas oportunidades de boas prendas para oferecer no seu Natal.
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Má gestão de algumas autarquias locais está a sufocar os empreiteiros açorianos

O alerta da AICOPA (Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas dos Açores) não é novo, mas de nada tem servido, pois como sublinha Albano Furtado “a situação do sector [açoriano] da construção civil tem-se vindo a agravar”.

Na [passada] quinta-feira [dia 19], noventa empresários do sector estiveram reunidos em Ponta Delgada [ilha de São Miguel], por iniciativa da AICOPA e da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, com as dificuldades do sector como principal ponto da agenda.

Uma crise para a qual está a contribuir a má gestão de algumas autarquias dos Açores, adiantou Albano Furtado, da AICOPA. “Há trabalho realizado há mais de um ano que não é pago”, sustenta o representante dos empresários. E “não é justo que sejam os empreiteiros a arcar com o resultado da má gestão de algumas Câmaras [Municipais]”, afirma, sublinhando que “estamos perante má gestão, porque as autarquias contraíram dívidas para as quais não tinham cobertura orçamental”.


Notícia: «Açoriano Oriental».
Saliente-se também uma outra notícia do «Açoriano Oriental»: "Nove Câmaras [Municipais] açorianas com prejuízo em 2008".

Saudações florentinas!!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Chuva de críticas à política de turismo

A V Bienal de Turismo Rural Atlântico começou [no passado dia 15 de Outubro] com críticas severas ao Governo Regional por parte de um dos oradores. Pierluigi Bragaglia diz que os investimentos são mal aplicados na Região.

Pierluigi Bragaglia foi o primeiro a intervir no debate de abertura da V Bienal de Turismo Rural Atlântico, que decorreu [de 15 a 17 de Outubro passado] nas Velas, em São Jorge. Empresário ligado a este sector do turismo, o historiador italiano, que reside na ilha das Flores há cerca de duas décadas, não poupou críticas ao Executivo [regional] açoriano na sua intervenção.

Foi com o mote “Um olhar para dentro” que o primeiro debate do evento focou temas como os trilhos pedestres, o mar, a genealogia ou a fortificação da Idade moderna nos Açores. Pela primeira vez em cinco edições da Bienal, a discussão contou com as intervenções de três historiadores, Pierluigi Bragaglia, Pedro Medeiros, da Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgada, e Sérgio Rezendes, do Museu Militar dos Açores.

Sem papas na língua, Pierluigi Bragaglia não se intimidou com a presença de representantes governamentais e criticou a forma como o Executivo [Regional] tem investido no turismo. Para o historiador, “os dois pilares do turismo açoriano são o mar e os trilhos pedestres”. Factores que Bragaglia considera mais do que suficientes para atrair turistas. “Não é preciso inventar especializações no turismo açoriano”, criticou.


Mar

Para o empresário, a solução passa por um maior investimento do Executivo [Regional] nestas áreas, mas adequado ao turismo rural. Pierluigi Bragaglia lamenta que não existam transportes marítimos eficientes na Região. “Hoje em dia só se chega às ilhas de avião ou através do incipiente turismo de cruzeiros. E oxalá permaneça assim, incipiente”, frisou.

O historiador italiano foi muito crítico em relação ao turismo de cruzeiros. “Para que é que serve ter alojamento rural se os turistas ficam nos cruzeiros? Para que é que serve ter trilhos pedestres se eles não têm tempo para os fazer?”, questiona. “O turismo rural nada tem de compatível com os cruzeiros”, sublinhou.

Quanto ao transporte marítimo entre ilhas, Bragaglia ironizou os percalços decorridos neste Verão e salientou que ainda não existem horários para 2010. O empresário fala em falta de organização.


Terra

Segundo Bragaglia, a maioria dos turistas procura os Açores pelos seus trilhos pedestres. O empresário salienta ainda que, de acordo com um inquérito realizado aos passageiros da SATA, 85% dos passageiros procura a actividade. “Temos de ter em atenção as preferências dos turistas”, foca.

Também nesta área, o historiador nota falta de intervenção do Governo Regional. Pierluigi Bragaglia considera que o investimento na manutenção de trilhos e na criação de novos percursos “ficou aquém do esperado”. “Existem apenas quatro trilhos sinalizados nas Flores, quando podiam existir 20 ou 30”, aponta.

Bragaglia salienta mesmo que não seriam necessárias grandes verbas para dinamizar os trilhos da Região. O empresário lançou uma sugestão para o fazer: criar programas de voluntariado para jovens estudantes, que prestariam serviços em troca de alojamento e alimentação. O historiador pediu ainda legislação que proíba a utilização de motos de quatro rodas nos percursos pedestres.

Para Pierluigi Bragaglia, o dinheiro do Executivo [regional] açoriano está a ser mal gasto. “Cuidado com os investimentos”, alerta. O problema do turismo açoriano, segundo o historiador, não está na falta de verbas mas na má escolha de investimentos. “Falta mais vontade da parte dos governantes [regionais]. Estas verbas gastam-se. Algumas em obras emblemáticas que não trazem benefícios”, acusa.

O empresário acredita que se os Açores explorassem estas actividades poderiam estar no topo das escolhas dos turistas da Europa. “Nós tínhamos oportunidade de ser um destino [turístico] de referência a nível europeu”, defende.

No meio de tantas críticas, Bragaglia congratulou a última campanha promocional interna do Executivo [regional], que foi dirigida aos açorianos, pela primeira vez, como incentivo à hospitalidade e bom relacionamento com os turistas.


Notícia: «Diário Insular» [com leitura restrita a assinantes] e "sítio" da Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo.
Saudações florentinas!!

sábado, 21 de novembro de 2009

Balanço do primeiro ano da Legislatura, pelo deputado Manuel Herberto Rosa

Mais uma vez, o deputado regional eleito nas listas do Partido Socialista pelo círculo eleitoral da ilha das Flores, Manuel Herberto Rosa, não deu absolutamente nenhuma resposta ao pedido publicamente efectuado pelo «Fórum ilha das Flores» para que os três deputados florentinos elaborassem um texto de balanço do seu trabalho político realizado neste primeiro ano da presente Legislatura regional.
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Balanço do primeiro ano da Legislatura, pelo deputado regional Paulo Rosa

Em resposta a solicitação da administração do blogue, faço neste momento o balanço do primeiro ano desta Legislatura numa óptica pessoal. Não porque me agrade fazê-lo nestes termos, até porque toda a actividade desenvolvida é pública, mas porque o dever de transparência a que me propus a isso obriga.

Assim, o balanço que faço deste primeiro ano de Legislatura tem, necessariamente, que ser positivo e excedeu as minhas próprias expectativas. Não sou apologista do auto-elogio, por isso limitar-me-ei nestas linhas a “radiografar” o trabalho parlamentar e acção cívica desenvolvidos ao longo dos últimos meses.

Assumi compromissos para com os florentinos, com humildade, durante uma campanha limpa e transparente. Os florentinos reconheceram isso e, pela força do voto, delegaram-me a representação institucional que desempenho com brio e com esforço pela dignificação da nossa ilha. Os meus compromissos foram humildade e trabalho. Não me sinto defraudado com o trabalho realizado neste primeiro ano, que tem sido de aprendizagem, mas quero sempre evoluir nos contributos para uma maior projecção da ilha das Flores. Não tenho a veleidade de ter sempre razão, nem a ambição de que a minha acção agrade a todos e seja digna da concordância de todos. Aceito a discordância como natural em democracia e aprecio quem a assume frontalmente, sustentando as suas posições.

Os meus objectivos nesta aventura não são pessoais. São as batalhas da nossa ilha. Porém, a figura de deputado de ilha é um mito, não tem enquadramento jurídico. Há 57 deputados regionais, eleitos por círculos eleitorais correspondentes às 9 ilhas e representando grupos parlamentares de vários partidos. Fui inserido nesta realidade, num grupo de cinco deputados, onde cada um aporta a sua mais-valia. Sendo profissionalmente ligado à Educação, tenho tido a meu cargo essa área específica e outras relativas à Comissão Parlamentar de Assuntos Sociais, da qual faço parte. Porém, não descuro as batalhas das Flores, porque se o fizer não posso esperar que sejam outros deputados regionais, eleitos por outras ilhas, a travá-las e, quer queiramos quer não, os compromissos assumidos na campanha são com os florentinos.

Nestes 11 meses, pedi e usei da palavra em plenário mais de sessenta (60) vezes, relativamente a várias matérias. Dessas intervenções, sete foram realizadas na tribuna. Seria exaustivo e fastidioso reportar-me aqui ao conteúdo de todas elas, mas terei muito gosto em fazê-lo a quem se me dirigir manifestando interesse nisso.

Utilizei a figura do Requerimento também por sete vezes, todos em matérias relativas à ilha das Flores (pesca ilegal; lixeiras a céu aberto e conceito de Reserva da Biosfera; ensino técnico-profissional; certificação da iluminação da Pista do Aeroporto; prestação de serviços de medicina dentária; degradação ambiental da Ribeira dos Barqueiros e transferência da gestão do Aeroporto das Flores).

Acresce a esta actividade um Projecto de Resolução que recomenda ao Governo Regional que diligencie junto do Governo da República e da PT para que se efective a extensão do anel de fibra óptica ao Grupo Ocidental até ao final de 2010, que foi aprovado por unanimidade.

Foi também apresentado um Projecto de Decreto Legislativo Regional com o objectivo de revogar o regime de excepção que pende sobre a Ponta da Fajã e que tanta celeuma causou. Terei também muito gosto em conversar sobre este assunto com quem quiser partilhar frontalmente as suas ideias, de forma a desmistificar alguma incompreensão que parece subsistir relativamente a esta iniciativa e aos seus pressupostos. De qualquer forma, o último relatório do LREC e o recente desabamento ocorrido naquela localidade que, felizmente, não lesou pessoas nem património, levam a que tenha diligenciado junto do meu Grupo Parlamentar no sentido de retirarmos a iniciativa que ainda não subiu a plenário.

Elaborei e apresentei também várias Propostas de Alteração ao Estatuto da Carreira Docente, uma das quais foi aprovada (de toda a oposição apenas um total de duas o foi).

Em comunicado denunciei por três vezes a política de transporte de carga que resulta em problemas cíclicos de escoamento de pescado e de outros produtos com que se deparam as economias das ilhas da coesão, concretamente a nossa; e a “trapalhada” ocorrida com o alegado “bug” no sistema que estava a impedir que a RIAC nas Flores vendesse bilhetes por um euro aos passageiros da AtlânticoLine para o Corvo.

Em conferência de imprensa reportei-me à falta de credibilidade da tutela da Educação e protestei contra a falta de transporte marítimo de passageiros para as Flores aquando da realização da Festa do Emigrante.

Fiz publicar ainda sete artigos de opinião em diversos jornais da nossa Região («Açoriano Oriental», «Diário Insular» e «Correio dos Açores»), com os seguintes títulos: Carreira Docente: auscultações minimalistas e minudências; Ensino Técnico-Profissional: uma pseudo-polémica...; Fibra Hipnótica; A assobiar para o lado; Metáforas anatómicas; Bússola avariada; Eu cá vou ao Corvo por 10 euros... Estes artigos permitem-me expressar a minha opinião pessoal, para além da esfera político-partidária em que se situa o trabalho parlamentar, o que redimensiona algumas questões.

De uma forma geral, toda a actividade referida nos parágrafos anteriores encontrou eco na comunicação social regional e contribuiu, umas vezes mais e outras menos, para dar visibilidade às questões da nossa ilha, que é o meu objectivo primeiro. Acrescem várias entrevistas à rádio sobre assuntos relativos à ilha das Flores.

Participei ainda num debate televisivo sobre a temática da abstenção, com os deputados Clélio Meneses [PSD] e José San-Bento [PS].

Terei muito gosto em facultar todos estes documentos a quem se mostrar interessado, bastando para isso que se me dirijam por e-mail para bulcaopaulo@gmail.com.

De qualquer maneira, facultarei à administração do blogue um anexo zipado com toda a informação referenciada.

O Grupo Parlamentar em que estou inserido fez ainda aprovar já nesta Legislatura dois diplomas que constituirão mais-valias também para os florentinos, concretamente na área da Saúde: a equiparação das diárias dos doentes deslocados às dos atletas em representação da Região, que significa que até ao final da Legislatura as diárias atingirão 70 euros diários ao contrário dos 18 a 30 euros actuais, com alojamento convencionado e digno; e o Vale Saúde que permitirá reduzir as listas de espera para operações cirúrgicas, nomeadamente através de convencionamento de cirurgias com as IPSS e com entidades privadas, com custos suportados pelo SRS.

Em suma, devo concluir como comecei. Neste ano de aprendizagem, penso que dei o meu modesto contributo para que a nossa ilha merecesse outra atenção. Há ainda três anos de mandato e muitas lutas a travar, o que farei com a mesma determinação e sentido de justiça com que tenho tentado pautar as minhas acções.

As pessoas respeitam-se; as ideias combatem-se”. É esta a máxima que adoptei, não só para este “desvio” de quatro anos em funções de representação, mas também para a minha carreira profissional e para a minha vida pessoal, que são a minha “estrada”.


Paulo Rosa

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Balanço do primeiro ano da Legislatura, pelo deputado António Maria Gonçalves

O único destinatário do trabalho político é o povo, sendo a ele que cabe a sua avaliação. Ao deputado cabe a tarefa de representar aqueles que o elegeram, nas suas preocupações e anseios, como fiel procurador e detentor da confiança que lhe foi conferida pelo voto.

Enquanto deputado regional, tenho procurado ser fiel a essa missão, procurando, dentro dos meios que me são dados, estar presente na defesa dos interesses da ilha das Flores, nas mais diversas circunstâncias, procurando assim, dentro da medida do possível, corresponder a esse meu dever, da melhor forma que sei e posso.

A ilha das Flores continua com problemas sérios por resolver. De entre elas elegi, nesta Legislatura, as Comunicações (em todas as suas vertentes) e a Saúde.
Enquanto deputado pertencente a um Grupo Parlamentar mais alargado – onde todos têm as suas tarefas específicas no trabalho de retaguarda que serve de suporte a toda a acção política do grupo - procuro contribuir acerrimamente para que as ilhas pequenas como a nossa, marquem a agenda política, com os seus constrangimentos e dificuldades, nunca esquecendo que não há desenvolvimento harmónico (bandeira dos princípios da Autonomia) enquanto houver ilhas com motores de desenvolvimento diferenciados e, consequentemente, ilhas de primeira, segunda ou terceira categorias. A desertificação e a debilidade da economia das Flores, a falta de atractividade e as dificuldades com a fixação dos jovens, são uma constante no meu discurso político, sempre que posso e onde tenha oportunidade de o fazer. No Grupo Parlamentar, onde ocupo o cargo de secretário na Comissão de Assuntos Sociais, procuro com a minha presença marcar sempre essa realidade, transpondo para os múltiplos assuntos que aí se analisam a visão de alguém que pode testemunhar os maiores constrangimentos do atraso no progresso, do isolamento, da ultra-insularidade. Nesta Legislatura já participei em mais de uma vintena de reuniões da Comissão a que pertenço e em diversas Jornadas Parlamentares.

Neste último ano, em requerimentos diversos, procurei respostas para problemas concretos das Flores, tais como: certificação da iluminação do aeródromo das Flores; questões relativas à pesca ilegal nas nossas águas costeiras; deficiências nas instalações de Segurança Social; medidas para combate à elevada densidade do coelho bravo nas Flores; entrega, qualidade e formação do “computador Magalhães”; políticas de transportes terrestres; limpeza das ribeiras; escoamento de pescado para exportação; construção da sala de desmancha; má qualidade dos transportes aéreos.
Nos Plenários mensais, realço algumas das minhas intervenções sobre a fraca taxa de execução dos Planos anteriores relativamente às Flores, nos mais diferentes sectores e actividades; nos grandes constrangimentos de certas políticas de saúde na nossa ilha; doutra vez, questionei peremptoriamente o Secretário da tutela sobre aquilo que eu considero um embuste político ao dizer-se que no nosso Centro de Saúde foi criado um Serviço de telemedicina que, na realidade, não existe e que, a meu ver, poderia ser de grande importância numa ilha sempre deficitária na prestação de cuidados de saúde; sobre o combate à elevada densidade da praga dos coelhos bravos; na aspiração apresentada em petição pelos residentes da Ponta da Fajã Grande; e na mais recente petição sobre a contratação do Dr. António Góis.
Assinalando o cinquentenário da criação do ensino oficial nas Flores, com a criação do Externato da Imaculada Conceição, apresentei um Voto de Saudação que mereceu a unanimidade de toda a Assembleia.

Enfim, de forma discreta e sem procurar a “ribalta” para os meus modestos feitos políticos, vou, sem procurar protagonismos, fazendo aquilo que, em consciência, acho ser meu dever para com dignidade desempenhar o cargo que me foi incumbido.
Os jornais e a televisão tem a sua leitura muito própria sobre aquilo que devem ou não publicar e tem os seus métodos próprios que visam, muitas vezes, apenas os resultados do mercado e, outras vezes, as clientelas que preferem. Sim, porque essa coisa de comunicação social isenta é coisa que eu não acredito e essa outra coisa de “serviço público” é também algo que eu não confirmo.

No sítio oficial da Assembleia Legislativa [Regional] na respectiva base de dados, lá vai sendo publicada grande parte da actividade parlamentar. Há, todavia, trabalho de grupo que não é aí especificado e há muita participação esporádica de cariz político que se dilui no dia-a-dia sem ser evidenciado, como sejam as mil pequenas coisas que um deputado é chamado a fazer por conta das suas influências e conhecimentos e que, por vezes, podem ser consideradas muito importantes. Os contactos pessoais, o trabalho de pesquisa e de estudo, são também tarefas necessárias, imprescindíveis, num trabalho que tem de ser fidedigno e responsável.

Avalio este ano, e todos os outros, como um período da minha actividade política em que dei o melhor do meu modesto conhecimento e da minha enorme disponibilidade de bem servir.

António Maria Gonçalves

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Prazo para entrega de propostas para a empreitada das infraestruturas no loteamento da Terça, em Santa Cruz

Está a decorrer o prazo para a apresentação de propostas respeitantes ao concurso público da empreitada de execução das infraestruturas do Loteamento da Terça, na freguesia de Santa Cruz, na ilha das Flores, o qual terminará a 15 de Dezembro, decorrendo o acto público no dia seguinte.

Com um prazo de execução de 150 dias [ou seja, 5 meses], a obra da Secretaria Regional do Trabalho e Solidariedade Social tem como preço-base 217 mil euros e visa a execução de trabalhos da rede viária, rede de abastecimento de água e drenagem de águas residuais e pluviais, infraestruturas de telecomunicações, infraestruturas eléctricas e de iluminação pública, posto de transformação (construção civil e equipamento).

Com esta iniciativa o Governo [Regional] dos Açores pretende proporcionar melhores condições de habitabilidade à população da freguesia de Santa Cruz das Flores.


Notícia: portal «Açores.Net» e o sempre inestimável "serviço informativo" do GACS [Gabinete de Apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

domingo, 15 de novembro de 2009

«Miscelânea da Saudade» #7 (parte 2)

Não sei quem é [... continuação]

No tempo da Última Guerra Mundial, os florentinos oriundos doutras ilhas, como era meu pai e meus avós maternos, sofríamos muito por não haver um palmo de terra que chamássemos nossa. Nesse tempo de crise, o da guerra, poucos lavradores vendiam milho. O que nos valia para o pão nosso de cada dia, eram umas nesgas de terras, "combradas" como [lhes] chamávamos, na rocha da "descida" e terras de "meias" que meu bom pai fazia, mas apenas para batata doce, e inhames do Vale de José de Freitas "Galinha". Para milho, era pedir uma maçaroca de porta em porta e quando tínhamos 20 ou 30 maçarocas, (lembro-me bem) debulhava-se e íamos para a Fazenda moer o milho.
Há coisas que nunca mais [se] esquecem. Os nativos florentinos de 4 ou 5 gerações, todos tinham casa sua e alguma terra; ou muita terra. Os oriundos doutras ilhas, como uma dúzia de famílias [de] que me lembro nas Lajes, tinham tanto ou pouco mais do que nós.

Ele, o Sr. Nuno Vieira, ainda fala na casa da Maria Teresa em frente à loja do sr. João Germano de Deus. A respeito da Maria Teresa, "Deus me perdoe" também lhe atirei algumas pedradas à janela para a fazer berrar, até se ouvir longe. Coitada da senhora! Hoje sinto remorso. Oh meu Deus!... Lembrou-me agora do mestre Chico sapateiro, do Outeiro Negro, que, ao sairmos da escola, levava algumas pedradas sobre a telha (eu era um dos bons de cabelo).
Também me lembro de dar uma pedrada num penico que a Anina, filha do saudoso tio João Ti'ana, levava na mão. Sobre este assunto, eu e a própria Anina falamos quando estive de visita em 1990. Rimos até chorar de riso.

Ainda sobre o José da Teresa, lembro-me de o ver e abraçar, aquando na mesma data fui às Flores. Encontrava-se juntamente com o filho da dita Vitória do Lombo, mulher do José d'América, aquela que também me fez fugir muitas vezes, depois de enviar 'pedrinhas' para as grades de ferro que ela tinha na janela. Chamavam-a a Vitória doida, coitadinha!... Quando me lembro dessas heresias, penso que ainda tenho muito que pagar...
Os dois estavam no Largo de Santo António. Introduzi-me, fazendo-os lembrar quem eu era. Abraçamo-nos; foi um momento feliz para mim.

Por essa altura, eu era assinante do extinto «Jornal do Ocidente», como também era seu colaborador. Tal jornal tinha por Director o meu saudoso amigo Sr. José de Freitas Silva. Uns tempos depois, não muito, li no mesmo jornal, já aqui no Canadá, um texto da D. Gabriela Silva, a dizer que o José da Teresa havia morrido. Segundo o relato dela, o enterro do José da Teresa não levou um acompanhante que fosse para a sua última morada. Isto doeu-me a alma.

Há muita coisa a dizer sobre recordações da nossa ilha. Mas, como já vou adiantado na escrita, o resto fica para outra ocasião.


Denis Correia Almeida
Hamilton, Ontário, Canadá

sábado, 14 de novembro de 2009

«Miscelânea da Saudade» #7 (parte 1)

Não sei quem é

Apenas sei que o conterrâneo florentino abaixo descrito, me fez sentir mais próximo das Flores. Da forma como escreve e descreve, talvez por serem coisas de que me lembro, nunca conseguirei dizer tanto e tão bem dito como ele diz. Não por não querer; mas por me faltar "aquilo" que ele tem...

Como gosto de ler jornais, alguns electrónicos e outros em versão impressa, em Setembro passado o [jornal] «Portuguese Times», de New Bedford, Massachusetts, do qual sou assinante, trouxe um artigo relacionado com a nossa ilha das Flores.
Mais do que o título da crónica «Notas de Rodapé», o subtítulo onde se lia "A MINHA ILHA É OUTRA ILHA" causou-me curiosidade. A entrada da leitura e a estética e forma de apresentação, tudo em letra maiúscula com diferentes dimensões na ortografia intercalada, foi o motivo que me levou a ler.
Admiro quem escreve bem; e como a forma da leitura é apresentada. Talvez por ser da ilha das Flores, prestei muita atenção ao ler as suas bonitas frases de elogio, que me faz pena de não ter aprendido para poder dizer assim, ou então, próximo do que ele diz. Ele enaltece a nossa ilha das Flores, nunca exagerando, mas valorizando e falando do muito que a ilha merece, desde as coisas mais banais à sua atractiva e natural beleza, como também o mérito que ele dá aos filhos das Flores, que fazem para que a ilha tenha progresso e acompanhe o resto do Mundo evoluído.

Todavia, o autor da crónica "A Minha Ilha é Outra Ilha", é o Sr. Nuno A. Vieira, um fazendense, da Fazenda das Lajes das Flores e, como acima digo: não sei quem é. Ele menciona lugares das Lajes e Fazenda, sim, porque dos lados de Santa Cruz, na idade que saí das Flores apenas havia ido lá duas vezes na companhia de quem me deu à luz, minha santa mãe. Se tivessem mudado o lugar da "loja do Rato" (como diziam, e eu conheci) para o Boqueirão, para mim não havia diferença porque pouco conheci de Santa Cruz. Naquele tempo, as estradas eram como atalhos tortos e pé descalço e com topadas na cabeça dos dedos.

O nosso conterrâneo, em sua crónica, falou na Ribeirinha da Fazenda das Lajes, local do seu nascimento e onde eu passava muitas vezes para ir ao moinho, que me lembro um pouco do nome dele, mas para não confundir com o da Ribeira Funda, deixo ficar assim. Outras vezes, eu ia à leitaria da ribeirinha, com o meu irmão José Maria, escanchados numa égua, para desnatar o leite das vacas de António Garcia Vieira, do lugar do Jogo da Bola. Mais à frente, lembro-me da Ribeira da Fazenda, na qual havia uma azenha a que se ia levar o saco de milho (se havia) para ser moído, a 'moenda' como lhe chamávamos.


[continua...]

Denis Correia Almeida
Hamilton, Ontário, Canadá