sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Escola Profissional [de São Jorge] fechou [o seu Pólo na ilha das Flores] por falta de colaboração da Câmara [Municipal de Santa Cruz]

No passado dia 20 de Julho, o Dr. Victor Bernardes, director da Escola Profissional de São Jorge, entregou [em mão] a chave das instalações provisórias [do Pólo daquela Escola na nossa ilha] ao vice-presidente José Carlos Mendes, em representação do presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores.
O Dr. Victor Bernardes disse-nos [ao jornal «As Flores»] que quis fazer a entrega da chave “propositadamente [de forma] pessoal” e por isso “não a mandou por outra via”.
Declarou-nos que o Pólo [da Escola Profissional de São Jorge] que aqui funcionava fechou devido “à inexistência de infraestruturas [na ilha das Flores]” para o seu funcionamento.

Explicou-nos que “a tutela [do Governo Regional] propunha que todas as ilhas tivessem uma Escola Profissional e nas Flores (ilha mais pequena) um Pólo”, que “as negociações” começaram em Janeiro de 2004 e “o presidente da Câmara Municipal das Lajes das Flores [João Lourenço] mostrou algum interesse e o presidente da Câmara de Santa Cruz [Manuel Pereira] também”, mas que “ao vir a Santa Cruz [os membros da Direcção da Escola Profissional de São Jorge] acharam que [este concelho] reunia mais condições [do que as Lajes]” e que “em conversa com o senhor presidente da Câmara [Municipal de Santa Cruz] disseram que o edifício [onde instalar o Pólo] era o [critério] principal; e [este] foi [então] cedido”.
O edifício em causa era a antiga Escola infantil da Estação Francesa de Medidas, junto ao actual Hotel Servi-Flor.

Segundo nos revelou o director [Victor Bernardes] “o objectivo [do Pólo] da Escola [na ilha das Flores] era ter duas turmas no primeiro ano [de funcionamento], mais duas turmas no segundo [ano], mais duas [turmas] no terceiro [ano], até seis [turmas no total] e depois duas [turmas] a sair e duas [turmas] a entrar por ano”, o que “com as instalações cedidas [até agora pela Câmara Municipal de Santa Cruz] não era possível”, sendo [aprazado apenas] para um ano o funcionamento ali, como acabou acontecendo no ano lectivo 2004/2005.

“Em Janeiro de 2005, na fase de preparação para o [ano lectivo] 2005/2006, prometeram [novas] instalações para Setembro; como não havia [novas] instalações em Setembro, continuou [o Pólo na ilha das Flores da Escola Profissional de São Jorge] com os [alunos] que tinha [no ano anterior] e não abriram [vagas] a novos [alunos]”, declarou-nos Victor Bernardes, que também disse que “houve outra má vontade: o anterior Conselho Executivo da Escola facilitou a alimentação, em Agosto (ao mesmo valor dos seus alunos), mas em Setembro, na abertura [do novo ano lectivo], passaram a exigir um preço superior, igual ao da Função Pública” pelo que os alunos do Pólo [da Escola Profissional] “passaram a trazer a comida de casa e sentiam-se discriminados, quando até tinham sido alunos da Escola [Básica e Secundária das Flores]. Foi muito ingrato, mas não é o ponto principal, mas sim a falta de resposta por parte do Município [de Santa Cruz]. A ajuda para os transportes, no primeiro ano lectivo, funcionou bem. Nunca mais a Associação de Municípios [da ilha das Flores] sequer deu resposta aos nossos faxes, cobrando mesmo valores exorbitantes. Não concordámos, mas pagámos por respeito”.

Sempre segundo o director [da Escola Profissional de São Jorge], “soubemos que não éramos bem-vindos, quando vínhamos [abrir um Pólo na ilha das Flores] numa de entreajuda e não para ganhar dinheiro [com isso]. [A ilha de] Santa Maria tem um Pólo da [Escola Profissional] de São Miguel, mas ninguém se mostrou interessado no [nosso Pólo] das Flores. A Câmara Municipal [de Santa Cruz] foi contactada oficialmente sobre várias matérias, designadamente de apoio, mas nunca houve resposta; pura e simplesmente ignoraram-nos”. E mais “a Câmara [Municipal de Santa Cruz] tem cópia dos nossos Estatutos para demonstrar como poderiam fazer (uma Escola Profissional [própria]); se quisessem fazer – como não queríamos [cá] ficar – poderiam ter a lealdade de nos dizer. É com mágoa que vamos embora sem [os nossos] objectivos concretizados; e o que estamos é a levar alguns jovens [florentinos] para [estudar em] São Jorge”.

O Dr. Victor Bernardes colocado perante a pergunta se “É correcto dizer-se que o Pólo [da ilha das Flores] fecha por falta de colaboração da Câmara Municipal [de Santa Cruz]?”, a resposta foi “completamente” e acrescentando “[houve] falta de lealdade do senhor presidente [Manuel Pereira] e já não da Câmara Municipal [de Santa Cruz] que tem outros vereadores. As declarações à televisão faziam supor que as instalações do Pólo [na ilha das Flores] iriam avançar”.

Esclareceu-nos ainda [Victor Bernardes] que, por parte da Escola Profissional [de São Jorge], “havia planos para continuar [na ilha das Flores], nomeadamente trazendo carrinhas, mas sem apoio das entidades locais [isso] é impensável. Se fosse para dar lucro tinham vindo outros”, dizendo ainda “vamos [embora] e depois se quiserem continuam [por vós mesmos]; a SiturFlor seria um bom local [para as instalações da Escola Profissional]”.

Perguntámos depois sobre a sede da Escola Profissional de São Jorge e esclareceu-nos [o seu director Victor Bernardes] que “tem 12 cursos, cerca de 220 alunos, 30 a 35% dos quais de fora da ilha, cerca de 50% dos alunos pernoitam nas Velas e ali almoçam e jantam. A Escola Profissional de São Jorge é para a vila das Velas o que a Universidade dos Açores é para Ponta Delgada. A Escola tem 30 professores internos (a tempo inteiro), mais 10/12 professores externos (a tempo parcial) e cerca de 20 funcionários” contribuindo assim para uma “grande dinâmica económica” e “para o não abandono e aumento de escolaridade da população”.

Para completar a ideia do que a ilha das Flores pode ter perdido com o encerramento do Pólo da Escola Profissional, disse-nos Victor Bernardes que “ao sistema de incentivos da Secretaria Regional da Economia, nomeadamente ao «Empreender Jovem», só pode concorrer quem tenha cursos profissionais nível 3 ou 4, ou licenciados” e que, ao contrário, “aqueles que tenham o 12º ano da Escola oficial não podem”. Repisou que “quem não seguir a vida académica [da Escola oficial] tem [com o ensino profissional a hipótese de obter] uma carteira profissional e pode concorrer aos sistemas de incentivos” e que alguns podem até “concorrer ao «Estagiar T»”.

No decorrer das suas declarações, ao nosso Jornal, o Dr. Victor Bernardes, na sua qualidade de director da Escola Profissional de São Jorge, “felicitou os formandos, os professores e os funcionários [do Pólo na ilha das Flores], porque aguentaram com coragem até ao fim, naquelas instalações [provisórias]”, o que era sacrifício só para um ano, mas que durou três.

Esta notícia é parte integrante do jornal «As Flores», edição de 23 de Agosto de 2007.
Saudações florentinas!!

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Igreja da Fazenda de Santa Cruz teve obras e está totalmente recuperada

Já [em edições anteriores do jornal «As Flores»] nos referimos às obras de recuperação, que então decorriam, na Igreja de Nossa Senhora de Lourdes, na Fazenda de Santa Cruz e já na última edição [do jornal «As Flores»] noticiámos a reabertura ao culto, que ocorreu no passado dia 8 de Julho.

Podemos agora olhar uma Igreja que, a dois anos de completar o seu Centenário, se apresenta como nova. A recuperação abrangeu não só obras de fundo em telhados e rebocos, que se destinaram a impedir a entrada de águas, mas também de substituição de madeiras podres, seja no corpo principal do edifício, como nas sacristias e nas portadas, como ainda de pintura exterior e interior de paredes e portadas em todo o imóvel.

O sobrado, em pinho resinoso, foi todo recuperado, lixado e envernizado, como também o foram as bancadas e outros elementos, nomeadamente o coro.

O próprio altar foi recuperado e repintado, excepto nas zonas douradas.

Toda a instalação eléctrica está agora embutida nas paredes assim como também a rede que poderá vir a permitir, a qualquer tempo, a montagem de instalação sonora.

Estão pedidos, mas ainda não chegaram, focos eléctricos especiais, próprios para este tipo de edifícios, e agora também está iluminada a nascente – a tal que ali surgiu, como que por milagre, quando se estava a construir a Igreja – que se situa nos baixos da Igreja.

Também foram rigorosamente recuperados os sinos.

A Igreja passou também a dispor de cortinados, não só nas janelas baixas, como também nas altas.

Acabaram sendo feitas muitas obras a mais do que aquelas que haviam sido inicialmente previstas, as quais foram recomendadas pelas necessidades que entretanto foram surgindo.

Todo o dinheiro que tem sido recolhido, através de várias iniciativas, seja aqui [na ilha das Flores], através de um grupo de fiéis que muito se tem empenhado, nomeadamente na realização de eventos, seja no estrangeiro, donde aliás muitas pessoas, concreta e objectivamente para o efeito têm enviado muito, tem sido cuidadosamente aplicado e é reconhecida a dedicada colaboração da empresa de construção Lucino Lima Ld.ª.

O nosso Jornal sabe que os emigrantes, que não podem constatar com os seus olhos a obra feita, gostam de saber da sua aplicação. Podem assim ficar sossegados, porque as suas dádivas foram aplicadas rigorosamente no fim a que se destinavam.

Pelo que pudemos apurar, a meados deste mês [de Agosto], balanceando o que há por pagar, com o dinheiro ainda existente, a dívida deve ascender a cerca de 2.000 euros. E soubemos que já está em vista uma nova iniciativa, para angariar mais fundos, tendo em vista ir amortizando a dívida [remanescente].

Os fazendenses mostram-se orgulhosos de verem a sua Igreja cuidadosamente recuperada, mas todos os florentinos e a própria Igreja Diocesana têm todos os motivos para também estar.

Esta notícia é parte integrante do jornal «As Flores», edição de 23 de Agosto de 2007.
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

domingo, 7 de outubro de 2007

A (nova) Fábrica da Baleia do Boqueirão vai ser Centro Cultural e Ambiental

O Centro Cultural e Ambiental do Boqueirão, em Santa Cruz das Flores, vai permitir aos florentinos reviverem as suas memórias ancestrais. No local será ainda construído um Hotel [de 4 estrelas].

Foi já aprovado o projecto de recuperação e adaptação a Centro Ambiental e Cultural da [antiga] Fábrica da Baleia do Boqueirão, em Santa Cruz, uma das maiores unidades fabris do género nos Açores, cuja construção remonta ao início da década de 40 do século passado.

Segundo a arquitecta Ana Laura Vasconcelos, autora do projecto, por estar localizado numa zona histórica e fabril de Santa Cruz, "o Centro Interpretativo pretende ser mais do que um edifício, integrando um novo conjunto edificado que nasce da requalificação de toda a zona: a recuperação do património histórico do volume edificado da [antiga] Fábrica [da Baleia], a construção de um Hotel de quatro estrelas a norte da mesma, do Centro Interpretativo nos antigos tanques de óleo, a reconstrução da antiga Casa dos Botes e a requalificação de todo o espaço exterior adjacente e de acesso ao mar".

"É, deste modo, uma vasta rede urbana que nasce e que pretende marcar, com qualidade, a vila de Santa Cruz". "Um Centro Interpretativo - pode ler-se na memória descritiva do projecto de arquitectura - é um edifício vocacionado para uma perspectiva didáctico-pedagógica, que pretende, acima de tudo, dar a conhecer o espaço, tema ou conteúdo em que está inserido. Deste modo, e de acordo com a generalidade dos Centros Interpretativos que se tem vindo a desenvolver na Região, foram estabelecidos critérios de adequação (ou intervenção) ao lugar, assim como um programa específico que apele à 'interiorização' e divulgação do espaço e/ou lugar em questão".

"Num edifício como este - prossegue a arquitecta Ana Laura Vasconcelos - que pretende dar a conhecer as questões do meio marinho e orla costeira e do mundo baleeiro, 'in loco', funcionando até como uma possível extensão da Fábrica, pretende-se que o mesmo [Centro Interpretativo] seja adaptado formalmente ao contexto, e detentor de qualidades arquitectónicas que evoquem o lugar em questão. Esta é uma das questões que temos vindo a argumentar porque acreditamos que estes edifícios/espaços de divulgação devem reflectir (formalmente) o que de melhor o lugar apresenta".

A proposta [para o Centro Interpretativo] pretende - adianta a responsável pelo projecto de arquitectura - participar e integrar-se de forma activa e de acordo com a envolvente próxima, constituindo-se como uma pausa onde é possível desfrutar da condição singular do território envolvente.

Espaço de contrastes
A ideia do projecto para a recuperação do património arqueológico da [antiga] Fábrica da Baleia e para a criação do Centro Ambiental e Cultural, sustenta a arquitecta Ana Laura Vasconcelos, "tenciona manter as características do lugar, evidenciando-as, quer a nível programático, quer a nível dos materiais e texturas a utilizar. Para tal, o projecto para o Centro de Interpretação Ambiental passa pela recuperação dos antigos tanques de armazenamento de óleo, numa tentativa de (re)utilizar um espaço perdido e intensificar a ligação entre os dois programas e espaços em questão: o Centro [Cultural e Ambiental] e a [antiga] Fábrica [da Baleia]".
Concentrado num espaço enterrado, envolto por um muro de pedra natural, o projecto [do Centro Interpretativo] "aproveita" os espaços intersticiais entre os tanques existentes, trabalhando num jogo de luz e texturas e conferindo-lhe uma unidade espacial. Um espaço de contrastes entre claro e escuro, uma vez que as tampas de acesso aos tanques são utilizadas como lanternins que favorecem, de forma distinta, a entrada de luz em todos os espaços interiores.

Reviver memórias
Pretende-se que a recuperação do património histórico e museológico do volume edificado da [antiga] Fábrica [da Baleia do Boqueirão] esteja direccionado em duas vertentes: cultural e natural, ambas de carácter didáctico-pedagógica. A dinamização destes espaços passa pela integração dos mesmos num programa museológico de desenvolvimento sustentado, permitindo, não só, um conhecimento por parte dos turistas, mas também, a oportunidade de reviver memórias de um património adquirido pelos habitantes florentinos. Convertendo estas especificidades em área construída, o programa apela à "interiorização" e divulgação do espaço e/ou lugar em questão, nomeadamente através de salas de exposição (quer permanentes, quer temporárias), videoteca, gabinete ou arquivo de apoio e sanitários.

Notícia integrante da edição de 6 de Julho do semanário regional «Expresso das Nove».
Saudações florentinas!!

sábado, 6 de outubro de 2007

Grupo de Teatro «A Jangada» vai participar no 8º Festival Juvearte

Durante sete dias o teatro vai ser a arte de palco rainha do Coliseu Micaelense, com a realização do 8º Festival de Teatro Juvearte. A realização da edição deste ano do Festival, que decorre de 8 a 14 de Outubro, foi apresentada pela Associação de Juventude de Candelária que, mais uma vez, promove o evento, em co-produção com o Coliseu Micaelense.
O Juvearte 2007 contará com a participação de oito grupos (de São Miguel, da Terceira, da ilha das Flores, de Almada, Aveiro, Santarém, e até do Brasil), com duas companhias que se apresentam pela primeira vez no evento. Pretende-se uma diversidade de contributos para melhor servir o público, mas, também, fomentar o intercâmbio cultural, entre as várias associações e companhias que promovem o teatro.
Os primeiros dias do Festival - 8, 9 e 10 de Outubro - vão trazer o teatro à rua, como forma de cativar e atrair para o palco do Coliseu mais público para a apresentação das diversas propostas de teatro que vão acontecer, sempre a partir das 21h30, na sala de espectáculos, no âmbito do Juvearte.
Já as sessões de teatro, no Coliseu, estreiam [na próxima segunda-feira, dia 8] com o grupo «Descalças - Cooperativa Cultural», de São Miguel, que apresentam "Descalças, Palavras e Músicas". A 9 de Outubro, segundo dia do Juvearte, apresenta-se o Grupo de Teatro «Pedra Mó», da ilha Terceira, com a peça "Daqui Fala o Morto". A 10 de Outubro, o Juvearte conta com a apresentação, pela primeira vez nos Açores, do Teatro Novo do Brasil, uma companhia de São Paulo, com a interpretação "Elas sou Eu! - o que a gente não faz para pagar a renda". A 11 de Outubro, o Teatro Objectos, da cidade de Almada, apresenta a peça "Tudo ao Troncário", para, no dia seguinte, a Companhia de Teatro PoucaTerra, de Santarém, apresentar a peça "Uma Viagem para lá do Fim". No sábado, o Juvearte volta a receber mais um contributo do teatro que se faz no Brasil, pela Companhia d´Artes do Brasil, de Mato Grosso, que apresenta "Cafundó, Onde o Vento faz a curva". Será, no entanto, o Grupo de Teatro «A Jangada», da ilha das Flores, a terminar a 8ª edição do Festival Juvearte, com a peça "As Lágrimas".
Este ano, a Associação de Juventude de Candelária, presidida por João Alberto Pereira, tomou a iniciativa de criar um espaço infantil, no Coliseu, que contará com as presenças permanentes de uma educadora de infância e de uma animadora sócio-cultural. A ideia é levar os pais ao Festival de Teatro, enquanto (de forma gratuita) os filhos poderão brincar e permanecer, deixando os adultos mais à vontade para apreciarem mais um espectáculo do Juvearte.

Notícia: «Diário dos Açores», portal «Açores.net» e «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

«Ilha», livro de poesia de Gabriela Silva com boa repercussão nas Américas

Em meados do passado mês de Agosto recebemos de Katharine Baker algumas informações do muito positivo impacto havido na diáspora açoriana pelo lançamento do livro de poesia «Ilha», da autoria da nossa conterrânea [e também "blogueira"] Gabriela Silva, com edição bilingue (sendo a tradução da co-responsabilidade da própria Katharine e também de Sandy Ventura). Leia-se, então, a elogiosa apreciação à nova obra de Gabriela Silva na «Maré Cheia»: página de Artes e Letras do «Portuguese Tribune», sob a direcção de Diniz Borges [disponível aqui].
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

E como é nas Câmaras Municipais da ilha das Flores?? Os senhores presidentes e vereadores terão entregue ao TC (em tempo útil) os seus "papelitos"???

Há 43 autarcas à beira de perder o mandato por falta da [obrigatória entrega ao Tribunal Constitucional da sua] declaração de rendimentos

A Procuradoria-Geral da República (PGR) remeteu, este ano, aos Tribunais Administrativos 47 certidões de processos relativos a membros de executivos [camarários] municipais que não entregaram as respectivas declarações de rendimentos e interesses patrimoniais ao Tribunal Constitucional (TC) nos termos e prazos previstos na lei.

Entre estes 47 casos de incumprimento, estão os de dois autarcas - uma vereadora da Câmara [Municipal] de Mira e um vereador da Câmara [Municipal] do Funchal - cuja perda de mandato foi decidida [há duas semanas atrás] pela justiça administrativa. O [jornal] «PÚBLICO» apurou que o TC tem já conhecimento oficial do caso de outro vereador cujo processo foi arquivado. O TC soube ainda esta semana, pela comunicação social, que um vereador da Câmara [Municipal] de Salvaterra de Magos não esperou pela notificação da sentença do Supremo Tribunal Administrativo, que lhe era desfavorável, e renunciou ao mandato.

Em teoria, restam, portanto, 43 autarcas municipais em risco de serem condenados ao pagamento de coimas ou mesmo de perderem o mandato, a mais grave das sanções previstas na Lei 25/95 de 2 de Abril [do controlo público da riqueza dos titulares de cargos políticos]. Mas, em rigor, o número de edis em risco de perderem o mandato pode ser até inferior, uma vez que alguns deles terão tratado de apresentar a declaração mesmo antes, ou 30 dias após terem sido notificados, como a lei também exige. Isto não os livra de serem visados por uma acção administrativa especial para perda de mandato, uma vez que o incumprimento da lei está consumado: não cumpriram, efectivamente, a obrigação de entregar a declaração de rendimentos "no prazo de 60 dias contado da data do início do exercício das respectivas funções", para as quais foram eleitos nas Eleições Autárquicas de 9 de Outubro de 2005.

Mas a entrega das declarações ao TC que entretanto tenha ocorrido pode ser considerada uma atenuante na hora de o Tribunal decidir qual a sanção a aplicar.

O processo também não está isento de dúvidas, como resulta da leitura de alguns acórdãos de Tribunais Centrais Administrativos disponíveis na internet [1, 2, 3]. Há autarcas que contestam a contabilização dos prazos em questão, que levantam a questão do endereço para o qual [as notificações] foram enviadas (autarquia ou domicílio do vereador, no caso de este não exercer funções a tempo inteiro?) e que se desculpam até, se não com o desconhecimento da lei, pelo menos com uma eventual confusão sobre a legislação aplicável, no caso entre a Lei das incompatibilidades dos titulares dos cargos políticos (que só abrange os vereadores com pelouros atribuídos) com a Lei do controlo da riqueza dos políticos, aprovada em 1995, no âmbito do chamado "Pacote da Transparência", e que se aplica também a todos os membros dos executivos municipais.

Após os 12 anos decorridos sobre a aprovação desta última lei é que o TC, por decisão do seu anterior presidente, Artur Maurício, começou a "fiscalizar", como previa a lei, a entrega das declarações de rendimentos [dos autarcas].


Notícia: jornal «Público».

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Tal Qual: As crises do Multibanco

Aquilo que ultimamente se vem passando com as caixas do Multibanco, em Santa Cruz das Flores, é verdadeiramente inconcebível e absolutamente inaceitável.

As avarias estão sempre a suceder-se e permanecem dias e dias seguidos sem funcionar. Por vezes, logo a seguir a serem reparadas, voltam a avariar-se.

O pior é que só há duas, uma na CGD e outra no BCA e frequentemente estão as duas avariadas ao mesmo tempo, deixando os clientes sem tostão, ou sem pagarem o que devem nos prazos devidos e sujeitos a coimas. Quem não é da terra e não conhece quem lhe possa emprestar dinheiro, pode mesmo ficar à fome!

Ao contrário do que muitos clientes pensam, a culpa não é das agências bancárias, mas da empresa que gere os cartões Multibanco, ou das empresas que lhe prestam assistência técnica, o que vem a dar no mesmo.

Porque estamos longe e só há duas máquinas, não podem aqui estar as velhas e sujeitas a permanentes avarias. E porque não é fácil de virem técnicos aqui, é indispensável que alguém na ilha seja contratado para prestar assistência logo após notificada a avaria.

Tal Qual: Este é mais um castigo, que pode custar muito caro, aos que estão, ou passam, na periferia dos Açores. Outra injustiça e esta de remédio fácil, mas que todavia permanece sem cura!

Renato Moura

Este artigo de opinião é parte integrante do jornal «As Flores», edição de 23 de Agosto de 2007.

«Para grandes Esperanças, maiores Enganos», por Maria José Sousa

O que é um referendo? Instrumento de democracia directa, pela qual os cidadãos eleitores são chamados a pronunciar-se a título vinculativo, por sufrágio directo e secreto, sobre questões de relevante interesse nacional que devam ser decididas pela Assembleia da República ou pelo Governo através da aprovação de convenção internacional ou de acto legislativo.

A grande esperança – a democracia. O maior engano – só para os moradores na Rua das Hortênsias.

Estes tiveram o luxo de votar: o nome da sua Rua, o sentido do trânsito na sua Rua, o estacionamento na sua Rua. Sabe-se que há moradores de língua afiada, há moradores inteligentes, há moradores que nem lá “moram”. Mas que devem com certeza ter os seus trunfos na manga, disso não restam dúvidas. Resta saber se o resultado será a título vinculativo. Caso seja: - Moradores de todas as Ruas, cidadãos eleitores de Santa Cruz, meus amigos, aproveitemos esta oportunidade para pressionar, para votar num “referendo” em que cada um de nós possa escolher democraticamente o nome da sua Rua, o sentido do trânsito na sua Rua, o estacionamento na sua Rua.

Eu até sei qual seria a minha escolha: nome: Rua da Esperança (essa mantinha); trânsito condicionado às minhas viaturas em movimento, estacionamento para os meus amigos, proibido aos meus inimigos.

Este seria apenas o primeiro passo na época gloriosa que se aproxima em que será possível a todos nós escolher o destino da nossa terra e isso inclui o fim da lixeira municipal (e das outras que só não têm nome de lixeira), o melhoramento da qualidade dos sinais de trânsito... e para não bater mais no “ceguinho”: aceitam-se sugestões para novos referendos.

Maria José Sousa

Este artigo de opinião é parte integrante do jornal «As Flores», edição de 23 de Agosto de 2007.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

O jornal «As Flores» no Fórum

Jornal «As Flores», edição de 23 de Agosto de 2007
(nº 617, II série, ano XXXIV)
Director: Renato Moura
SubDirectora: Maria José Sousa


Títulos e resumos da 1ª Página:

NOTÍCIAS MÁS... A MAIS
Muitos estão de férias e até os que não estão gostariam de aliviar a cabeça e desejam que os políticos os deixem de “bombardear”.
Mas, apesar disso as más notícias existem: uma inspectora da Polícia Judiciária presa, outras suspeitas noticiadas na mesma área.
Renato Moura faz notar que há pouco dinheiro e poucos turistas.
Quem está contente é Sócrates, que não percebeu que nós percebemos... Manuel Alegre!

PARA GRANDES ESPERANÇAS, MAIORES ENGANOS
Maria José Sousa aborda o instituto novo que está a ser utilizado de permitir a moradores de uma das ruas de Santa Cruz, a das Hortênsias, de escolherem o nome da sua rua, o sentido de trânsito e até o estacionamento. E indaga-se sobre o que acontecerá se todos quiserem referendar as suas ruas.


FARPAS
Para satisfação de uns poucos, mas para tristeza de muitos, as tão reclamadas “FARPAS” entraram de férias mais cedo. Mas nem se entusiasmem uns, nem se apoquentem os outros, porque voltam em Outubro.

XIII EXPEDIÇÃO CIENTÍFICA 2007
Mais e melhor conhecimento sobre as ilhas das Flores e do Corvo

A Universidade dos Açores esteve nas ilhas ocidentais dos Açores, na que foi a maior expedição de sempre, com mais de uma centena de elementos que jamais a esquecerão. Para além das actividades de investigação e práticas, houve lugar para acções de sensibilização.

Descobrir o Corvo
Numa primeira, de uma colaboração assídua, o Dr. Paulo Estêvão opina sobre a forma de conhecer o Corvo e afirma que, para isso, não se pode lá estar com hora de embarque marcada. Descreve a resistência dos corvinos às regras e a arreigada noção igualitária.

Gonçalo Tocha filma na ilha do Corvo
Gonçalo Tocha quer fazer um filme com os corvinos, o que vai acontecer no âmbito do Festival Festa Redonda, a que este Jornal já aludiu em edição anterior.
Promete-se uma abordagem nova e fresca sobre a realidade de todas as ilhas.

PSD questiona classificação da Rocha dos Bordões
O deputado do PSD pelas Flores [António Maria Gonçalves] quis saber, em requerimento apresentado, se e quando o Governo Regional vai classificar a Rocha dos Bordões, de configuração rara e exótica, como “Monumento Natural”.

Carlos Silva defende Classificação das Flores como Património da Humanidade
Foi em proposta apresentada na reunião da Câmara [Municipal de Santa Cruz] que o vereador Carlos Silva propôs as diligências para a Classificação [da ilha] das Flores como Património da Humanidade. E foi aprovada por unanimidade.

CDS-PP/Açores defende tarifa igual para residentes à oferecida a americanos
O líder parlamentar do CDS-PP, a propósito de uma notícia que referia que a SATA estava a conceder aos americanos da Base das Lajes tarifas especiais baixas, defendeu iguais tarifas para os açorianos. Foi em documento presente na Assembleia [Legislativa Regional].

ESCOLA PROFISSIONAL FECHOU POR FALTA DE COLABORAÇÃO DA CÂMARA
O Director da Escola Profissional de São Jorge, sem papas na língua, disse de quem era a culpa de ter fechado o Pólo das Flores e relatou os problemas do percurso de três anos. Deixou elementos que permitem perceber o que os alunos das Flores ficaram a perder.


ALGUNS DOS OUTROS TÍTULOS EM DESTAQUE NESTA EDIÇÃO:

Igreja da Fazenda de Santa Cruz foi totalmente recuperada

Sopas servidas na Praça foi novidade que marcou

XXII Festa do Emigrante sem Fogo mas com mais Animação

Padre Dr. Caetano Tomás na toponímia do Lajedo

PSD/Flores tem novos dirigentes

Guilherme Nunes aborda História e Presente da Electricidade

Artur Lima afirma que TAP e SATA roubam açorianos

Ilda Figueiredo visitou a ilha das Flores

Paulo Casaca promove Conferências sobre Políticas de Coesão

Duarte Freitas visitou Flores e Corvo

JSD visitou Flores e Corvo

ALGUMAS DAS PEÇAS DE OPINIÃO:

Urdiduras Maquiavélicas de um Presidente – pelo professor Gonçalves Rosa

As dificuldades na aprendizagem da leitura – por Raquel Machado

Tarifa única para todas as ilhas dos Açores – por Manuel M Esteves

A ilha mais bela dos Açores – pelo deputado António Pedro Costa

ALGUMAS DAS SECÇÕES:

O que é a doença de ALZHEIMER? – pela enfermeira Ana Gil

Água, propriedades e benefícios – pelo Dr. Rui Moura

TAL QUAL – As crises do Multibanco – por Renato Moura

FÉRIAS NO JORNAL «AS FLORES»
Tal como anualmente acontece, mas só que este ano no mês de Setembro, o jornal «As Flores» não se publicará para permitir a licença para férias da nossa empregada, razão pela qual também os nosso serviços administrativos estarão encerrados desde o dia 1 de Setembro e reabrirão no dia 1 de Outubro.