sábado, 10 de março de 2012

Vulcanólogos visitam ilhas ocidentais

Uma equipa de vulcanólogos portugueses e espanhóis chegou [esta semana] ao Corvo para estudar a vulcanologia da ilha mais pequena dos Açores, onde ocorreu uma erupção muito violenta que os especialistas ainda não conseguiram datar com precisão.

Lagoa Oeste do Caldeirão (ilha do Corvo)"Nós sabemos contar a história, mas queremos contar essa história com datas", afirmou Zilda França, do Departamento de Geociências da Universidade dos Açores, que lidera os investigadores portugueses que chegaram à ilha do Corvo.

Zilda França salientou que esta missão, que prossegue depois na vizinha ilha das Flores, visa a "obtenção de amostras que permitam fazer uma cronologia, para se ter uma ideia mais concreta dos episódios vulcânicos ocorridos". "A ilha [do Corvo] tem um grande vulcão central, pode-se mesmo dizer que a ilha é um vulcão. Apesar de ser muito pequena, é muito interessante", frisou a investigadora, salientando que ali ocorreram erupções submarinas, episódios vulcanológicos "tranquilos" e também uma "erupção muitíssimo violenta".

A missão nas ilhas do Corvo e das Flores insere-se num projecto financiado pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) que visa a caracterização do vulcanismo do arquipélago dos Açores. A equipa integra também especialistas espanhóis, liderados por Marceliano Lago, da Universidade de Saragoça, um dos mais importantes investigadores europeus na área do estudo das rochas.

As duas ilhas do Grupo Ocidental dos Açores apresentam "especificidades" relativamente às restantes ilhas do arquipélago, podendo ali ser encontradas caraterísticas que não existem no Pico, em São Jorge ou em Santa Maria. Por outro lado, o Corvo e as Flores "estão na placa americana, ao contrário do restante arquipélago, são ilhas que estão do outro lado da crista média atlântica", o que também lhes confere uma especificidade própria. A crista média atlântica é uma cordilheira submarina que separa a placa americana, a ocidente, das placas euroasiática e africana, a oriente.

O vulcanólogo Vítor Hugo Forjaz, numa nota a propósito desta missão, estima que "a primeira ilha do Corvo deve ter surgido há cerca de 710 mil anos, sendo precedida por intensa actividade submarina". A actividade vulcanológica foi evoluindo e culminou com uma grande erupção que originou a formação de uma caldeira de colapso, o conhecido Caldeirão do Corvo. Segundo aquele investigador, "após um período de repouso, há cerca de 100 mil anos, foi retomada a actividade vulcânica na ilha, constituindo os cones geométricos que se situam na parte sul da ilha, incluindo a fajã lávica onde assenta o actual povoado", onde vivem cerca de 400 pessoas.


Notícia: Antena 1 Açores, jornal «A União» e portal Ciência Hoje.
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 9 de março de 2012

Centro de Processamento de Resíduos começará(?) a operar em poucos meses

O Centro de Processamento de Resíduos da ilha das Flores, obra orçada em cerca de 5 milhões de euros, deverá começar a operar no espaço de poucos meses.

A informação foi avançada pelo secretário regional do Ambiente e do Mar durante a visita que efectuou [nesta quarta-feira, anteontem] aquele Centro de Processamento de Resíduos, construído na antiga pedreira do porto das Lajes.

Segundo revelou Álamo Meneses, a obra de construção civil já está concluída, prevendo-se para breve o início de testes, depois de ultimada a montagem dos equipamentos eléctricos. O governante regional adiantou ainda que está em fase adiantada o concurso para a escolha da empresa gestora daquele centro de processamento, pelo que se prevê que o mesmo esteja em funcionamento pleno dentro de alguns meses.

Neste Centro serão processados os resíduos das ilhas das Flores e do Corvo, onde as Câmaras Municipais já deram início à recolha separativa dos resíduos. No caso do Corvo, conforme referiu o secretário regional do Ambiente e do Mar, as obras tiveram um ligeiro atraso por dificuldades do empreiteiro, mas que já foram retomadas e estarão concluídas dentro de 2 meses.


Notícia: «Jornal Diário» e o sempre inestimável "serviço informativo" do GACS [Gabinete de Apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
De notar que em anterior visita realizada à ilha das Flores pelo secretário regional do Ambiente, [em 8 de Abril de 2011] Álamo Meneses declarou que a partir de Setembro [de 2011!] estaria em funcionamento o Centro de Resíduos da ilha das Flores.

Saudações florentinas!!

quinta-feira, 8 de março de 2012

quarta-feira, 7 de março de 2012

Castanheira declarada insolvente

O Tribunal Judicial de Santa Cruz das Flores acaba de declarar a insolvência da Castanheira & Soares, a empresa que mais trabalhadores emprega nas ilhas das Flores e Corvo.

Já foi estabelecido um plano de recuperação da empresa de construção civil e será marcada uma assembleia de credores. Foi fixado em 30 dias o prazo para reclamarem créditos.

A rádio Antena 1 Açores já contactou o proprietário da empresa para uma reacção, mas Manuel Castanheira só estará disponível a meio da tarde. O mês passado, à RDP Açores, Manuel Castanheira garantiu que a empresa não vai fechar; apesar de ter admitido estar com dificuldade em pagar os salários a trabalhadores e sub-empreiteiros.


Notícia: RDP Antena 1 Açores.
Note-se que nos primeiros meses de 2012 foram sete as empresas açorianas declaradas insolventes, sendo que o presidente da Associação de Industriais da Construção Civil e Obras Públicas dos Açores (AICOPA) não tem dúvidas que o sector é um dos mais atingidos pela crise e que "nada será como dantes".

Saudações florentinas!!

terça-feira, 6 de março de 2012

“Não entendo por que a luta biológica não tem expressão na agricultura dos Açores”, afirma técnico holandês

Theo de Groot é um voluntário holandês, ao serviço da PUM Netherlands, associação sem fins lucrativos que se dedica a utilizar a experiência dos seus membros, normalmente técnicos já em idade de reforma, no apoio a empresas de zonas em desenvolvimento.

Theo está em São Miguel há vários anos e está ligado à agricultura, especialmente na vertente ecológica e da luta biológica. E a conclusão a que chegou é que os Açores, sendo uma região com um potencial agrícola “enorme”, mas afectados “por um número enorme de pragas”, ainda não perceberam como “resolver o seu problema de forma ecológica, estando ainda na fase da utilização de químicos, o que é um erro enorme”. Não há dúvidas sobre as pragas existentes no arquipélago. “Em boa parte devido às importações, os Açores recebem pragas de quase todo o mundo. E devido ao seu clima ameno, elas conseguem sobreviver nas ilhas, coexistindo neste momento pragas dos climas tropicais, sub-tropicais e frios”, diz o técnico.

Para ele, não são os químicos, mas a luta biológica, a solução para o problema. “Os produtos químicos foram introduzidos na década de 1930 e durante algum tempo pareceu que eram a solução. O facto, no entanto, é que os químicos não são a solução: para além de matarem em simultâneo uma série de organismos salutares para a agricultura, reduzindo assim as defesas naturais dos terrenos, também dão provas de já não serem eficazes contra um número crescente de insectos, obrigando ao aparecimento de novos químicos. Mas neste processo, a diversidade biológica perde-se, o que é muito triste”.

Mais triste ainda, como refere, é que os processos da luta biológica já atingiram um estádio de grande avanço que, no caso dos Açores, tornariam o uso de pesticidas perfeitamente dispensável em inúmeros casos. Na Holanda, já 90% de todos os legumes produzidos no país utilizam a luta biológica e já é possível comprar os organismos de que se necessita numa simples loja de produtos agrícolas – e não em qualquer universidade. A tecnologia está perfeitamente dominada e já existem mais de 400 organismos que são alvo de produção e comercialização regulares.

“O maravilhoso da luta biológica é que ela funciona e não tem problemas colaterais ou impacto na qualidade ambiental”, diz. O conceito assenta num princípio elementar: enquanto os insectos introduzidos têm a praga – da qual são inimigos naturais – para atacar, a sua população cresce; à medida que a praga começa a reduzir-se, a população dos insectos introduzidos também decai. Porquê? Porque esses novos insectos são os inimigos naturais de determinadas pragas e por isso não atacarão outros animais – simplesmente vão desaparecendo à medida que a praga também desaparece. O ideal, como refere, é que cada exploração agrícola tenha as condições ideais para que um pequeno número desses insectos se mantenha vivo e capaz de atacar as pragas. E basta deixar umas pequenas áreas com determinadas espécies – por exemplo o trevo – para que um pequeno número sobreviva. Por exemplo, uma só planta de trevo é suficiente para albergar cerca de 50 joaninhas – um poderoso auxiliar contra as pragas mas que é sistematicamente aniquilado pela luta química. O segredo, no entanto, está na próximidade dessas “ilhas” em relação às culturas que se pretende proteger.

O problema nos Açores é que a actividade das novas pragas não pára, sem que pareça existir uma resposta oficial clara e decidida. Ainda recentemente uma árvore quase centenária que existia no jardim do Hotel São Pedro teve de ser abatida por ter sido atacada por uma borboleta chamada Opogona sacchari, que está a atacar inúmeras espécies de vimes, estrelícias, bananeiras e árvores decorativas. “É incrível que mesmo já se sabendo da sua existência, não existe qualquer tentativa de controlar este insecto através da luta biológica, optando-se sempre pela luta química. E este é tão táctil de resolver”. Theo de Goor afirma que “os Açores têm belíssimos investigadores nesta área e até as instalações necessárias para o desenvolvimento de uma acção concertada neste domínio, mas inexplicavelmente muito pouco é feito. Parece que têm medo e o facto é que a ligação entre a investigação e a prática parece não existir”.


Notícia: «Diário dos Açores».
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segunda-feira, 5 de março de 2012

Comunidades devem envolver-se na actividade dos Parques Naturais de ilha

O director regional do Ambiente defende um forte envolvimento das comunidades locais em cada um dos nove Parques Naturais de ilha existentes no arquipélago.

A ideia foi avançada por João Bettencourt na apresentação do regulamento do programa “Parque Natural – parceiro para o Desenvolvimento Sustentável”. A partir de agora, acrescentou aquele responsável, o Parque Natural do Faial, que em 2011 foi distinguido com o Prémio EDEN – Destino Europeu de Excelência, passa a contar com 29 parceiros, sendo que, durante o corrente ano, o programa será alargado a todas as ilhas e a todos os parques.

Para João Bettencourt, a criação desta figura de parceiro do Parque garante que as forças vivas de cada ilha se envolvam num grande projecto que passa por levar as nossas ilhas mais além, no âmbito da conservação da natureza, e por potenciar uma actividade económica em crescimento como é o turismo.

A existência de três ilhas (Flores, Corvo e Graciosa) classificadas com Reserva da Biosfera, a candidatura do Geoparque Açores à Rede Europeia e Global de Geoparques, a atribuição do Prémio EDEN ao Parque do Faial e a candidatura à Carta Europeia de Turismo Sustentável, apresentada pelo Parque de São Miguel para os concelhos do Nordeste e da Povoação, foram apontadas como exemplos do “relacionamento saudável que deve existir entre o turismo, uma actividade económica, e o ambiente”.

Os parceiros dos parque naturais de ilha, com direito a usar “selo de identificação”, estão agrupados em quatro categorias: agências de viagens, empresas de animação turística e empreendimentos turísticos (Tartaruga), transportes (Cagarro), entidades produtoras agro-alimentares (Morcego) e associações de desenvolvimento local, clubes desportivos, organizações não governamentais do ambiente e departamentos de ensino e investigação (Basalto).


Notícia: «Jornal Diário» e «Açoriano Oriental».
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domingo, 4 de março de 2012

Proibição do cultivo de transgénicos

A preservação de uma imagem de “respeito pela natureza” e a garantia do direito dos produtores regionais à pratica da agricultura tradicional ou biológica fundamentam a proposta legislativa do Governo Regional açoriano de proibição de cultivo de transgénicos nas ilhas.

Na iniciativa legislativa entregue ao Parlamento regional é salientado que a elevada fragmentação das explorações agrícolas e as especiais condições climáticas do arquipélago, ao favorecerem a actividade dos agentes polinizadores tornam “impossível o controlo da disseminação dos organismos geneticamente modificados (OGM)”. Por isso, “a introdução de culturas de OGM coloca em causa o direito dos agricultores [da Região] praticarem modalidades de agricultura tradicional ou agricultura biológica”, com “perda da diversidade de variedade agrícolas, ornamentais e florestais que caraterizam os Açores”, argumenta a proposta do Governo Regional.

Sobre a salvaguarda da imagem da Região enquanto respeitadora da natureza, o projecto legislativo regional que visa declarar o arquipélago como zona livra de cultivo de transgénicos, sublinha que tal seria “dificilmente compatível com a coexistência, no mesmo território e nos mesmos processos produtivos, da utilização agronómica de organismos geneticamente modificados”. Realça, igualmente, as “dúvidas ainda existentes sobre as interferências dos OGM no equilíbrio dos ecossistemas e na contaminação da cadeia alimentar”, realçando que podem “comprometer a imagem e os certificados de qualidade dos produtos açorianos, em particular a carne de bovino e os laticínios”.


Notícia: «Açoriano Oriental», secção «Ecosfera» do jornal «Público» e «TeleJornal» da RTP Açores.
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sábado, 3 de março de 2012

Fajãzinha tem 70 habitantes

A Fajãzinha é uma das freguesias menos populosas dos Açores. Tem actualmente 70 habitantes dos quais apenas oito são crianças.

Apesar da localidade ser muito procurada por turistas estrangeiros que atraídos pela qualidade ambiental acabam, em alguns casos, por fixar residência, a desertificação e o envelhecimento da população são as preocupações dominantes da Junta de Freguesia.


Notícia: «Telejornal» da RTP Açores.
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sexta-feira, 2 de março de 2012

Mudança de opinião sobre FundoPesca

O Governo Regional já admite acionar o fundo destinado a compensar os pescadores pelas intempéries, depois de durante várias semanas ter dito que não havia razão para isso.

Na sequência de um encontro com a Federação das Pescas dos Açores, Carlos César prometeu convocar uma reunião do conselho administrativo do FundoPesca. A Federação de Pescas também era contra o uso do fundo, mas mudou de opinião e foi pedir apoio ao Governo Regional.

Associada às fracas capturas, argumentam os profissionais da pesca, tem estado também a descida do preço de comercialização de grande parte das espécies e a subida dos custos com as embarcações, em particular com os combustíveis.

Os pescadores, e vários partidos políticos, têm exigido a activação do FundoPesca, argumentando que têm pescado pouco e que os seus rendimentos diminuiram.


Notícia: RDP Antena 1 Açores.
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quinta-feira, 1 de março de 2012

Destino de natureza por excelência

Os Açores marcam presença na BTL 2012, feira que começou ontem em Lisboa. “A aposta é dar a conhecer a riqueza e diversidade do arquipélago, que se assume como um destino de natureza por excelência onde não há dias iguais”, informa a Associação Turismo dos Açores (ATA).

A gastronomia também vai ter destaque todos os dias no stand dos Açores, com peixe e marisco fresco, carnes, frutas e doçaria, assim como queijos. Quem visitar o stand dos Açores na BTL 2012 vai também habilitar-se a ganhar prémios.

Ontem foi apresentado o portal yAzores.com, a nova central de reservas de produtos turísticos dos Açores. “No yAzores.com é possível encontrar a maior e mais variada oferta turística do destino Açores ao nível dos serviços de alojamento, aluguer de viaturas e animação turística. O portal permite a reserva com emissão automática dos vouchers, tornando a experiência de compra muito fácil, cómoda e totalmente segura, sendo a alternativa mais completa para o planeamento da viagem aos Açores”, informa a ATA.


Notícia: edição on-line do jornal «PubliTuris».
Saudações florentinas!!