sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Reposta a pintura na Escola da Costa

Assim a real pintura foi reposta. Com a dignidade e imparcialidade que convém, esta é a imagem da prova. Obrigado a quem deliberou para que esta escola continue com a dignidade que merece ao serviço da população onde está inserida.

Devo esclarecer aqueles que publicamente disseram que era a Escola do Lajedo, que essa é uma afirmação errónea. O Lajedo nunca teve escola, esta é a escola situada na aldeia da Costa. Assim toda a realidade fica no seu devido lugar, publicamente. Antigamente era lecionada a escola primária no Lajedo mas na casa de Espírito Santo, tal como na Costa, até que foi construída esta escola que servia a Costa e o Lajedo.


José Agostinho Serpa

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Ácido sulfúrico mata vinte e seis plátanos

A associação ambientalista Quercus recebeu uma denúncia de que 26 plátanos terão sido mortos na ilha das Flores, através da introdução de ácido sulfúrico nos troncos, depois de terem sido perfurados com uma broca.

"As causas são inexplicáveis e espero que seja aberto um inquérito e que sejam apuradas responsabilidades, sobretudo para que um acto destes não se volte a repetir", disse Ana Monteiro, do núcleo regional da associação ambientalista. "Temos de começar a responsabilizar as pessoas que fazem atentados à natureza porque a ilha das Flores, como Reserva da Biosfera, têm sido alvo de muitos atentados ambientais, muitos deles até com a bênção das entidades, porque muitas vezes a ideia que fica é que nada acontece", considerou.

As árvores estão localizadas numa estrada de ligação entre a freguesia da Caveira e da Lomba, no concelho de Santa Cruz das Flores, num local que à partida "não será privado". Independentemente de quem fez este acto ou dos motivos, "a responsabilização" é fundamental para a Quercus. A denúncia que chegou à Quercus veio acompanhada de fotografias em que "os plátanos aparecem com uma coloração estranha para esta altura do ano" e de fotografias em que é visível que as árvores "foram perfuradas com uma broca para ser aplicado o ácido sulfúrico".

Segundo informação dada pelo delegado da Secretaria Regional do Turismo e Transportes nas Flores à RDP Antena 1 Açores, que avançou a notícia, as árvores serão abatidas "para evitar situações de risco para os automobilistas" e a queixa já chegou aos serviços florestais da ilha.


Notícia: «Açoriano Oriental», rádio Renascença e jornal «A Bola».
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Assim foi a Festa de São Caetano


Cumpriu-se mais uma efeméride calendarizada pela Igreja na ilha das Flores, dedicada a São Caetano e realizada na Lomba.

Apesar do tempo instável, quer na véspera quer no dia, as pessoas não arredaram pé e uma vez mais marcaram presença nesta freguesia. Aos actos religiosos esteve a presidir o padre José Alcindo Armas, que se encontra entre nós em mais uma das suas regulares visitas. A igreja da Lomba esteve cheia e todo o programa da festa se cumpriu, tendo variedade de escolha: tríduo preparatório, missas, procissões, baile, bingo, restaurante com os tradicionais petiscos, bar e quermesse.

Muito obrigado a todos os que tornaram possível este vídeo, em especial à Luísa Silveira pela recolha das imagens e ajuda à produção.


Vídeo: YouTube de José Agostinho Serpa.
Saudações florentinas!!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Árvores sulfúricas na Caveira

Na estrada de ligação da freguesia da Caveira à freguesia da Lomba ocorreu este atentado perpetrado a 26 (sim, vinte e seis) plátanos. As árvores foram mortas através de perfuração alegadamente com uma broca e aplicação de ácido sulfúrico, como se pode comprovar nas fotografias abaixo. O motivo desta bárbara acção é-nos desconhecido...

Entretanto a ilha das Flores - relembre-se galardoada como Reserva da Biosfera da UNESCO - encontra-se há quase um ano sem nomeação de novo Director do Parque Natural das Flores e cumulativamente sem chefe dos Serviços de Ambiente.

Saudações florentinas!!

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Socialistas das Lajes prejudicam concelho com objectivos partidários, acusa comissão política concelhia do PSD

A comissão política concelhia de Lajes das Flores do PSD/Açores lamentou que “o Partido Socialista esteja mais preocupado em prejudicar as pessoas do concelho por motivos eleitoralistas do que em trabalhar para que o município possa aproveitar os fundos comunitários concretizando assim obras essenciais para o desenvolvimento do concelho”.

Em comunicado, os sociais-democratas das Lajes das Flores lamentam que os socialistas do concelho tenham inviabilizado “um pedido de empréstimo destinado a manter o volume de obras actualmente em curso no concelho. Entre as pessoas e os interesses partidários, o PS demonstrou não hesitar em sacrificar as pessoas na tentativa de assim retirar dividendos políticos”.

De facto, explicam os sociais-democratas, “ao longo do mandato o Município de Lajes das Flores elaborou e candidatou vários projectos aos fundos comunitários” sendo que todas essas candidaturas “constam dos sucessivos planos de actividades submetidos aos órgãos próprios”. Foi devido a essa planificação que “as obras seguiram toda a tramitação que decorre da lei encontrando-se neste momento todos estes projectos adjudicados e, como não poderia deixar de ser, com o Município a estabelecer os respectivos acordos e compromissos com diversas empresas”.

“Estranhamente”, alegam os sociais-democratas florentinos, “o Partido Socialista não viabilizou o pedido de empréstimo no valor de 240 mil euros que tinha como objectivo garantir o fundo de maneio para a execução dos referidos projectos. Com esta postura o PS está a prejudicar o concelho de forma deliberada, irresponsável e com uma insensibilidade humana e social muito grande”, afirmam considerando que “para os socialistas parece existir interesse em que o Município das Lajes não tenha condições de continuar a dar emprego a mais de 50 trabalhadores e que este executivo não conclua o trabalho em curso, prejudicando todos os munícipes”.

“Esta posição do PS elucida bem a forma como será o futuro do concelho caso fossem governar os destinos do concelho”, consideram ainda, lamentando que “todo trabalho feito até agora esteja a ser posto em causa por caprichos de alguns que colocam os interesses do partido e pessoais em primeiro lugar e não os do concelho das Lajes, como deveria ser”.


Notícia: «Jornal Diário».
Saudações florentinas!!

domingo, 18 de agosto de 2013

Inauguração do parque de merendas, lazer e campismo em Ponta Delgada


Dotada dos mais modernos meios e de acordo com as leis vigentes, esta foi uma obra concretizada numa parceria entre a Junta de Freguesia de Ponta Delgada e o Município de Santa Cruz. Esta infraestrutura também servirá para campismo, lazer e alguma diversão para crianças.

Com toda a pompa e circunstância a inauguração contou com a bênção pelo diácono Luís Alves e com o discurso do presidente da Câmara Municipal, José Carlos Mendes. Os membros da Assembleia Municipal, o presidente da Junta de Freguesia, António Xavier, demais convidados e muitas pessoas fizeram questão de marcar presença. Depois da sessão de abertura do espaço, seguiu-se o desfilar de canções pelo Grupo Folclórico de Ponta Delgada e comes e bebes com churrasco, cerveja, água, pão... tudo oferta do poder local.

Obrigado a todos os que tornaram possíveis estas imagens. Agradecimento especial à Luísa Silveira pela recolha de imagens e ajuda à produção.


Vídeo: YouTube de José Agostinho Serpa.
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Escola mal pintada na Costa do Lajedo

Não se trata de nenhuma pintura rupestre ou obra de arte de algum pintor consagrado, trata-se pura e simplesmente de uma Escola Primária (inactiva) ao serviço da comunidade onde está inserida e pertença da Câmara Municipal das Lajes das Flores.

Perante este trabalho público, várias são as dúvidas que suscitam: será que, com a crise, não houve dinheiro suficiente para a tinta? Será que por serem só cerca de 40 habitantes nesta aldeia são número insuficiente para a pintura integral da escola? Ou será que politicamente este número de cidadãos não é representativo? Onde afinal pára a fiscalização das obras públicas pagas por todos nós?

Ou será que o profissional responsável pela "pintura" precisa de umas aulas na especialidade?

Uma coisa é certa: isto é uma VERGONHA e um atentado para quem paga os seus impostos e vive ali, convivendo diariamente com este VERGONHOSO trabalho que alguém sem vergonha chamou de pintura. Assim é a vida por cá... e por lá também, afinal estamos em Portugal.


José Agostinho Serpa

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Empreendimento turístico na Fajã Grande

São cinco habitações construídas em madeira, alimentadas com painéis solares. O projecto é da empresa Toste Mendes. A ideia é criar uma aldeia turística na Fajã Grande, por isso a próxima etapa consiste na construção de mais outras cinco novas habitações.

Notícia: «Telejornal» da RTP Açores.
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Nuno Sá fotografa a vida selvagem no mar para agitar as consciências em terra

Nuno Sá é o fotógrafo subaquático português mais premiado internacionalmente. Por uma boa imagem, é capaz de passar dez dias no mar, suster a respiração e mergulhar até aos dez metros à espera de um tubarão. Se uma imagem vale mais do que mil palavras, as suas são um grito pela conservação da natureza.

Passou 15 dias numa ilha deserta à procura da foca mais rara do mundo, a foca-monge. Ao segundo dia, Nuno Sá mergulhou no Atlântico e conseguiu a imagem que haveria de marcar a sua ainda curta carreira de fotógrafo subaquático. Um macho tímido aproximou-se da máquina a sete metros de profundidade, junto à praia mais frequentada pelas cerca de 30 focas-monge que habitam nas ilhas Desertas, no arquipélago da Madeira: “Foi a concretização de um sonho.”

A fotografia, tirada no Verão de 2010, correu mundo. Foi capa da edição portuguesa da revista «National Geographic» e foi também publicada na edição internacional. Resultou de uma missão para a qual foi convidado, no âmbito do projecto Wild Wonders of Europe. Se tinha dúvidas sobre o que haveria de fazer na vida, acabaram ali: “O sonho que tinha, de ser fotógrafo de natureza, era exactamente aquilo”, conta.

Estima-se que existam 500 focas-monge no Mundo, uma espécie em perigo crítico de extinção desde a década de 1990 mas que encontrou nas ilhas Desertas um pequeno oásis. “A Madeira é um dos poucos sítios onde estão a conseguir recuperar. A população passou de seis a oito indivíduos em 1988 para mais de 30 animais actualmente”, afirma Nuno Sá, com o entusiasmo de um activista. Encara a fotografia subaquática como uma missão: “O fotógrafo de natureza deve ser um porta-voz e contribuir para a valorização e sensibilização ambiental”, defende.

O que sabe sobre o mar e os animais que nele habitam aprendeu com as fotografias que tirou. Porque “o trabalho começa depois de conseguir a imagem”. É ele que escreve os artigos que acompanham as fotografias que já publicou em várias revistas da especialidade. Apoia-se nos livros, no contacto com biólogos e especialistas em fauna marinha, nos pescadores. Da licenciatura em Direito, que tirou mas nunca exerceu, guardou apenas o espírito combativo e a vontade de defender algo em que acredita.

“Todas as espécies sobre as quais escrevi para a «National Geographic» estão em perigo de extinção ou são consideradas vulneráveis pelo IUCN [União Internacional para a Conservação da Natureza, da sigla em inglês]“, lamenta. O papel do fotógrafo subaquático é, para Nuno Sá, mostrar a vida marinha “riquíssima” que existe nas águas portuguesas e agitar consciências. “Não é só mostrar uma fotografia bonita. Temos de contar a história toda.”

Nuno Sá é o fotógrafo subaquático português mais premiado internacionalmente em concursos de fotografia de natureza. Em 2008, quando começou a dedicar-se inteiramente à fotografia, foi o primeiro português premiado no Wildlife Photographer of the Year, o concurso de fotografia de vida selvagem organizado pela BBC e pelo Museu de História Natural de Londres. Venceu com uma imagem de orcas ao pôr-do-sol, tirada ao largo da ilha de São Miguel. Passou uma tarde inteira no mar para conseguir a imagem certa.

A fotografia de um tubarão azul valeu-lhe outro primeiro prémio na categoria Oceanos, em 2011, no Winland Smith Rice International Awards, o concurso mais importante de fotografia de natureza dos Estados Unidos. Mais recentemente, em Março, ganhou uma medalha de ouro e outra de prata no prestigiado DEEP Indonesia International Underwater Photo Competition, com fotografias de jamantas (a maior espécie da família das raias) e tubarões.

Tem exposto as suas fotografias nos quatro cantos do mundo, incluindo Lisboa, onde no Verão do ano passado esteve a exposição "Oásis", junto ao Oceanário. O portefólio é extenso e excêntrico: tubarões-frade de boca aberta, grandes jamantas a "voar" no oceano, tartarugas em viagem, golfinhos em grupo, baleias imponentes.

Os prémios fizeram-no deixar para trás o curso de Biologia Marinha – no qual se inscreveu assim que chegou aos Açores, em 2002 –, e o trabalho numa empresa de observação de cetáceos e num centro de mergulho. Percebeu que poderia dedicar-se a 100% à fotografia e ao vídeo subaquático, outra paixão. Desde então não larga a máquina quando vai para o mar. “Só fiz um mergulho sem máquina até hoje, porque era obrigatório não levar”, diz o fotógrafo de 36 anos.

Começou a mergulhar a convite de uma amiga, no final da década de 1990. Quando acabou o curso de Direito foi viajar pelo Mundo durante um ano e mergulhou nos locais mais paradisíacos. Austrália, Nova Zelândia, Tailândia. “Nessa altura já me tinha apercebido de que não pensava um dia nos casos que queria ganhar em tribunal. Só pensava no mar”, recorda.

Quando mergulhou nos Açores, foi amor à primeira vista. Mesmo tendo conhecido lugares incríveis no estrangeiro, os Açores eram “o sítio mais fantástico”. Deixou Lisboa e mudou-se para São Miguel decidido a dedicar a vida ao mar. Encontrou aí outra missão: divulgar a riqueza marinha dos Açores, da Madeira e também do continente.

Chegou a pensar correr o Mundo à procura de uma carreira internacional, mas preferiu seguir o conselho de um fotógrafo da «National Geographic International». “Disse-me que eu vivia num dos sítios com maior riqueza marinha e biodiversidade a nível mundial e que todos os fotógrafos do mundo vão todos os anos aos Açores tentar fazer as imagens que eu podia conseguir, ali no meu quintal”, recorda Nuno Sá. A decisão estava tomada.

Admite que mergulhar com orcas e tubarões é “um bocadinho intimidante” mas garante nunca ter sentido perigo. “A adrenalina vem de querer conseguir a imagem, espreitar pelo ecrã da máquina e ver a imagem toda a compor-se à minha frente”, descreve. Costuma mergulhar com garrafa de ar mas também fotografa em apneia, sustendo a respiração. “Fazer um plano de um tubarão baleia em apneia a dez ou 15 metros de profundidade, quando o animal tem 12 ou 13 metros, às vezes é complicado”, admite. É preciso estar preparado.

É com os investigadores, os cientistas e os pescadores que planeia o Verão, a melhor época de mergulho nos Açores. “São oito meses a preparar e quatro a fotografar.” Costuma sair para o mar no barco que comprou com um amigo, ou em cruzeiros de investigação científica aos montes submarinos. A equipa inclui sempre mais um fotógrafo e uma mergulhadora – “fica melhor nas fotografias”. Na mala, segue a máquina, cheia de “braços” com luzes e lentes. Tudo para “tentar conseguir a imagem que ainda ninguém conseguiu”.

Falta-lhe fazer uma fotografia subaquática da baleia azul, o maior animal do planeta. “Já passaram a três metros de mim mas não consegui porque a máquina não focava, a visibilidade estava péssima”, lamenta. Os tubarões baleia também dão trabalho. Chegou a passar dez dias no mar, com os pescadores do atum para conseguir “meia dúzia” de boas fotografias. Tudo isto ao largo dos Açores. “Vivemos num país com uma enorme riqueza ambiental e poucos sabem disso”, lamenta.

Também ele não sabia que a Ria Formosa, no Algarve, tem a maior população de cavalos-marinhos do mundo. Até ir fotografá-los. Num mergulho chegou a ver mais de 20 cavalos-marinhos. A população entrou em declínio na última década mas têm sido desenvolvidos projectos cujos resultados são animadores para o futuro desta espécie.

Nuno Sá acredita que as suas fotografias podem contribuir para esse futuro: “Temos a maior população de cavalos-marinhos, a foca mais rara, os maiores animais marinhos do mundo nas nossas águas, mas poucos sabem disso. Muitos estão em perigo de extinção. Se conseguir levar esta mensagem aos portugueses, conseguirei mudar a realidade”.


Notícia: secção «Ecosfera» do jornal «Público».
Adenda: Vale mais um tubarão no mar do que na sopa.

Saudações florentinas!!

domingo, 11 de agosto de 2013

Lançamento do livro "Histórias e Lendas"


No âmbito da Festa do Emigrante 2013 e do seu vasto programa, mais este destaque: "Histórias e Lendas da ilha das Flores" é o título de mais um livro da autoria de José Arlindo Armas Trigueiro.

No salão nobre do município lajense decorreu a apresentação a cargo de António Maria Gonçalves, para um prefácio do monsenhor Caetano Tomás lido pelo padre Davide Barcelos. Nesta secção foi notada a ausência do autor do livro que por motivos de saúde não pode comparecer. Esta é mais uma edição livreira da autarquia lajense.

Nesta obra podem ser relembrados contos, lendas e histórias que muitas delas nem por sombras seriam descobertas se não fosse este exaustivo e valioso trabalho que, tal como as outras obras literárias de José Arlindo Trigueiro, fazem parte do arquivo incalculável e histórico da ilha das Flores, dos Açores e da Humanidade.

Assim, este vídeo serve de contributo para que esta obra seja do conhecimento de todos; a mesma poderá ser adquirida na Câmara Municipal das Lajes das Flores.

Muito obrigado a José Arlindo Trigueiro, Câmara Municipal, todos os intervenientes, os que (de uma forma ou de outra) tornaram possíveis estas imagens/trabalho. Obrigado especial à Luísa Silveira pelas fotografias e ajuda à produção.


Vídeo: YouTube de José Agostinho Serpa.
Saudações florentinas!!