quinta-feira, 10 de março de 2016

AtlânticoLine aumenta ligações este ano

A operação da AtlânticoLine para este ano tem início a 28 de Abril e termina a 25 de Setembro.

A AtlânticoLine vai realizar mais de meio milhar de ligações durante a operação sazonal deste ano do transporte marítimo de passageiros e viaturas, estando previstas 534 viagens quando o ano passado foram efetuadas 497. Todas as ilhas da Região aumentam o número de viagens recebidas neste Verão, com excepção da ilha das Flores.

De acordo com o presidente da AtlânticoLine, "os horários foram devidamente analisados e ajustados àquilo que entendemos ser as expectativas dos nossos passageiros. Desta forma, projetamos os horários para que fossem considerados os diversos eventos que se realizam em toda a Região, sendo nossa pretensão possibilitar que os passageiros que connosco viajam possam participar nas diferentes festividades".

Outra mudança realçada por João Ponte é o facto de o navio este ano permanecer mais tempo na ilha das Flores em três das seis viagens programadas, para permitir a visita ao Corvo.

As diferentes rotas operadas pela AtlânticoLine são identificadas por cores e será disponibilizado um novo serviço de informações.


Notícia: jornal «Diário Insular».
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 9 de março de 2016

Lajes das Flores faz geminação com o santa-catarinense Município de Içara

A lei municipal criando a Rota Cultural Açoriana foi sancionada pelo prefeito de Içara (município do Estado de Santa Catarina - Brasil) na sessão especial que recebeu uma comitiva da cidade de Lajes das Flores, nesta segunda-feira (dia 7).

A Rota Cultural pretende incentivar a produção dos fazeres culturais açorianos, promover eventos e desenvolver o turismo rural. Com uma extensão de 12,9 quilómetros a Rota Cultural tem início na Rodovia Lorisval Nunes de Mello no bairro Sanga Funda, passando pela comunidade de Boa Vista, Coqueiros até Campo Mãe Luzia no limite entre Içara e Araranguá.

A sessão especial fez parte dos eventos programados pelo Município de Içara na recepção aos portugueses. Içara e Lajes das Flores agora possuem um protocolo de geminação, que permite aprofundar os laços afetivos e também o intercâmbio cultural e institucional entre os dois municípios.


Na cerimónia os portugueses apresentaram um pouco da sua cultura com apresentação de músicas instrumentais. “Esta Casa cumpriu o seu objetivo representando a população içarense na acolhida a esta comitiva, temos a certeza que esta geminação entre as duas cidades produzirá bons frutos”, destacou o presidente da Câmara Municipal de Içara.

Notícia: rádio Difusora 910.
Saudações florentinas!!

terça-feira, 8 de março de 2016

Cuidados continuados... só no fim do ano

Criada há cerca de um ano e meio, a Rede Regional de Cuidados Continuados Integrados está muito longe das metas estabelecidas, que apontavam 15 unidades de internamento de cuidados continuados e três unidades de internamento hospitalar, abrangendo todas as ilhas dos Açores e funcionando todos os dias do ano.

“A Rede de Cuidados Continuados passa a estar presente em todas as ilhas, de Santa Maria ao Corvo, tendo 15 unidades de internamento de cuidados continuados, num total de 210 camas, e três unidades de internamento hospitalar, com mais 20 camas para internamento em cuidados paliativos”, afirmou Andreia Cardoso (secretária regional da Solidariedade Social), em 26 de Janeiro... de 2015.

Serão ainda constituídas 17 equipas de apoio domiciliário integrado, a funcionar em todas as ilhas, todos os dias do ano, e 17 equipas comunitárias de suporte em cuidados paliativos, que também funcionarão todos os dias do ano. “Ao longo do primeiro trimestre de 2015 teremos a constituição das equipas, mas também a formação destas equipas para que possam desenvolver o seu trabalho a nível de ilha”, frisou Luís Cabral (secretário regional da Saúde), tendo salientado em 9 de Outubro de 2014 que os cuidados continuados chegariam a todas as ilhas dos Açores... em 2015.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 7 de março de 2016

Nenhuma candidatura a bandeira azul

Região apresentou 39 candidaturas ao galardão Bandeira Azul para a próxima época balnear. 2016 será mais um ano em que nenhuma zona balnear da ilha das Flores é candidata a receber bandeira azul.

A Direção Regional dos Assuntos do Mar validou 34 candidaturas de zonas balneares costeiras nas ilhas de Santa Maria, São Miguel, Terceira, Graciosa, Pico e Faial e ainda mais cinco marinas. Estas 39 candidaturas açorianas foram também validadas pelo júri nacional Bandeira Azul, aguardando-se agora a homologação pelo júri internacional.

As candidaturas das zonas balneares à Bandeira Azul são voluntárias e apresentadas anualmente pelas entidades gestoras, nomeadamente pelos municípios. O Governo Regional afirma estar empenhado em continuar a trabalhar com as autarquias para melhorar a qualidade das zonas balneares do arquipélago, proporcionando aos utilizadores condições de excelência no acesso ao mar.

A Bandeira Azul é um galardão internacional que distingue as zonas balneares que cumprem, com um nível de excelência, requisitos ligados à qualidade da água balnear, aos serviços e segurança dos utentes, à disponibilização de informação útil e à gestão e educação ambiental.


Notícia: «Açoriano Oriental», rádio Atlântida, «Jornal Diário» e o inestimável "serviço informativo" do GaCS [Gabinete de apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

domingo, 6 de março de 2016

Fazendense já tem calendário no futsal

Na semana passada foi realizado o sorteio da segunda fase da Série Açores da Segunda Divisão Nacional de futsal, tendo o calendário ditado que o Grupo Desportivo Fazendense receba na ilha das Flores a equipa do Clube Escolar de Vila Franca do Campo na segunda jornada, agendada para 19 de Março. A equipa florentina vai folgar na jornada de abertura desta fase de manutenção/despromoção da Série Açores, pois esta competição tem número ímpar de concorrentes.

Relembre-se que esta segunda fase da Série Açores é disputada no sistema de todos contra todos mas apenas a uma volta, partindo os intervenientes com metade dos pontos averbados na primeira fase. Descem às provas de ilha quem ficar nos três últimos classificados, sendo substituídos pelos respetivos campeões associativos da corrente época.

Se o Clube Norte Crescente (vencedor da primeira fase da Série Açores) alcançar a subida à Primeira Divisão, apenas devem ser despromovidos os dois últimos colocados da segunda fase.

Saudações florentinas!!

sábado, 5 de março de 2016

«Brumas e Escarpas» #100

Sopas de leite

Na Fajã Grande, na década de 1950, na maioria das casas, a ceia, hoje denominada de jantar, era constituída apenas por sopas de leite. Estas sopas eram feitas com pão de milho ou, na falta deste, com bolo, cozido para o efeito num tijolo ou com papas. Era um manjar pobre, simples, mas muito saboroso e desejado, sendo que, por vezes, era reforçado e acompanhado com algum conduto, nomeadamente uma fatia de queijo, um pedacinho de linguiça, uma tirinha de torta ou até, um pratinho de sopa de agrião ou couve.

No caso do pão utilizado no leite, havia duas hipóteses de confecionar esta refeição. No dia de cozer o pão, com ele ainda muito quente e logo após ser retirado do forno, este era esmiolado dentro da tijela com o leite, sendo que este nem era fervido. Era o pão que o aquecia. Nos dias seguintes, quando o pão já estava frio, o leite era fervido e deitado de imediato, ainda bem quente sobre o pão esfarelado, sendo assim o leite a aquecer o pão. Se o pão já fosse velho e tivesse alguma apetência para criar bolor, era estufado, isto é, aquecido ao vapor da água colocada no fundo de um caldeirão. Neste caso como ficava muito quente era ele também a aquecer o leite. Em todas estas situações o pão transformado em sopas com o leite era, na verdade, um manjar delicioso, saboroso e muito apreciado

Quando faltava o pão de milho, ou simplesmente quando rareava, cozia-se bolo no tijolo. Depois de cozido, este ainda quente, tal como o pão, era migado no leite fresco e colocado numa tijela, constituindo, assim, uma das mais frequentes e tradicionais ceias da população, sobretudo da mais pobre. Caso o bolo sobrasse de um dia para o outro, procedia-se ao contrário, isto é, fervia-se ou simplesmente aquecia-se o leite, sendo o bolo migado no mesmo, mas ainda frio. Neste caso, era o leite que aquecia o bolo, enquanto no primeiro era ao contrário, isto é, o bolo é que aquecia o leite. Finalmente quando faltava o pão e o bolo faziam-se papas com farinha de milho, as quais, ainda quentes eram misturadas no leite, da mesma forma que o pão ou o bolo.

Este belo manjar era comido em tijelas de louça, muitas delas pintadas, algumas até com interessantes desenhos e com a ajuda duma colher. Estas sopas tornavam-se muito mais apetitosas se fossem acompanhadas com uma fatia de queijo fresco ou meio curado ou com outro conduto ou até com um pratinho de sopa que se ia comendo em conjunto. Havia também quem gostasse delas acompanhados de uma tirinha de linguiça ou outro conduto de porco. Na altura em que as vacas davam bezerro o leite era substituído pelos crostes, sendo que com estes também se fazia queijo, muito bom e adequado para acompanhar as próprias sopas.


Carlos Fagundes

Este artigo foi (originalmente) publicado no «Pico da Vigia».

sexta-feira, 4 de março de 2016

Região aposta no turismo de experiências

Os Açores voltam a marcar presença na BTL - Feira Internacional de Turismo, que decorre em Lisboa de 2 a 6 de Março, mantendo e reforçando a aposta no turismo de experiências.

A Região estará em destaque no pavilhão 1 da FIL com o stand que foi construído especificamente para este efeito e que é utilizado desde 2014, onde sobressai a utilização de materiais endógenos, convidando os visitantes a conhecer um arquipélago de descobertas num oceano de aventuras e dando destaque às emoções e experiências que os turistas podem usufruir em cada uma das nove ilhas, sempre em estreita ligação com a natureza que distingue os Açores.

Ao longo dos próximos dias, o stand dos Açores na BTL será também palco para a apresentação das várias provas desportivas internacionais que vão decorrer em 2016 no arquipélago, como é o caso do Red Bull Cliff Diving, do Azores Airlines Rallye, do Azores Trail Run, do Canyoning International Meeting in Azores ou do ISA World Junior Surfing Championship, entre outras.

O diretor executivo da Associação de Turismo dos Açores frisou que o principal objetivo em participar na BTL é o de promover a Região, adiantando que “vamos ter uma degustação de produtos certificados, sendo que ao longo da feira estão agendadas diversas ações de animação musical com artistas açorianos, onde serão sorteadas ofertas de produtos turísticos como viagens, passeios e outras ações em parceria com os festivais Tremor e Walk&Talk, bem como dar relevância a eventos desportivos, nomeadamente um simulador para a promoção do Azores Airlines Rallye, e serão ainda desenvolvidas campanhas de promoção do destino”, afirma Francisco Coelho.

Até ao encerramento desta feira, marcado para domingo, haverá espaço ainda para a apresentação de vários municípios açorianos, além de outros parceiros do setor do turismo.


Notícia: «Açoriano Oriental», rádio Atlântida, «Jornal Diário» e o inestimável "serviço informativo" do GaCS [Gabinete de apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 3 de março de 2016

Doença de Machado-Joseph atinge uma pessoa em cada 146 na ilha das Flores

A doença de Machado-Joseph é uma patologia que, a nível mundial, atinge a prevalência mais elevada nos Açores. Trata-se de uma doença neurológica hereditária, crónica e altamente incapacitante.

O diretor regional da Saúde revelou que esta doença atinge uma pessoa em cada 2500 açorianos, sublinhando no entanto que a ilha das Flores é a que regista a maior prevalência da patologia, o que se traduz na grande preocupação da Direção regional da Saúde.

“Na ilha das Flores temos um agravamento desta situação que passa para uma pessoa em cada 146 indivíduos. É uma doença rara, mas em certas partes da Região passa a ser mais prevalente e isso é que nos motiva para recordar essa doença e dar todo o apoio necessário”, afirma João Soares.

Desta forma, o diretor regional da Saúde adianta que, tal como acontece nas ilhas Terceira e São Miguel, onde há maior divulgação desta doença, pretende-se sensibilizar os florentinos sobre toda a informação disponível, bem como alertar para a existência de um teste genético gratuito à disposição de todos os açorianos: “Nós queríamos que na ilha das Flores as pessoas passem a estar informadas e sensibilizadas para poderem movimentar, mesmo em termos associativos, de forma a requererem este teste genético para que possam fazer um planeamento familiar, de modo a evitar que não tenham a possibilidade de transmitir esse traço genético a outras pessoas”, disse João Soares.

O diretor regional da Saúde acrescenta, ainda, que há decretos regulamentares regionais específicos que apoiam estes utentes com material clínico gratuito, como medicação e material, nomeadamente fraldas, que, no seu entender, “são muitas vezes as grandes necessidades que estas pessoas carecem”.


Notícia: rádio Atlântida.
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 2 de março de 2016

Distribuição “é um pouco complicada” mas toda a produção da queijaria tradicional Pico Redondo é escoada

A queijeira Ilda Henriques, única funcionária da queijaria tradicional Pico Redondo, não consegue quantificar a quantidade de queijos que faz por dia ou por mês, mas indica que tudo depende “do leite que temos”. Geralmente no Inverno as vacas produzem menos leite e “por isso há alturas em que laboramos 100 litros e outras alturas em que laboramos 50 litros”, refere. Já no Verão, quando há maior produção de leite, “a partir de Abril até Setembro”, é quando são laborados cerca de 220 ou 230 litros. Ilda Henriques admite que, mesmo assim, “não é muita quantidade” já que além de usarem apenas a sua própria exploração, apenas oito vacas é que produzem o leite necessário para laborar.

Esse é talvez o segredo para o queijo Pico Redondo ser considerado “um dos melhores do mundo”, ou pelo menos o melhor da ilha das Flores. É esse o entendimento de quem visita a queijaria e, especialmente, dos filhos de Ilda e Francisco Henriques. “Nunca houve ninguém que provasse, pelo menos na minha frente, e que dissesse que não gostava”, afirma.

Ilda Henriques explica que “não há segredos” na confecção dos seus queijos mas admite que “talvez um dos maiores segredos se deve ao facto de ser usado leite apenas da minha exploração. Se fosse feito com leite de outros sítios, talvez alterasse a qualidade do queijo, por isso acho que o maior segredo é esse”.

O marido Francisco é o responsável pela exploração onde Ilda também ajuda quando é necessário. E a prova de que a queijaria além de tradicional é familiar é que também os filhos do casal, quando regressam à ilha “também ajudam” na distribuição. “De resto sou só eu”, responde Ilda Henriques quando questionada sobre o período em que os filhos não ajudam.

Com a queijaria situada na Fajãzinha, Ilda Henriques admite que é um pouco complicado distribuir o seu queijo nos cerca de 12 postos de venda por toda a ilha das Flores mas “em quatro horas consigo dar a volta à ilha” e faz o mesmo percurso duas vezes por semana. “A ilha também não é muito grande”, brinca ao acrescentar que já foram mais os postos de venda, que entretanto encerraram. “Já houve restaurantes onde eu ia e que depois desistiram e alguns fecharam. Desde 2006 até agora tenho numa lista de gente na facturação que não está activa”, refere.

Além dos postos de venda na ilha das Flores, Ilda Henriques também faz chegar o seu queijo a São Miguel, que se vende na loja Rei dos Queijos, em Ponta Delgada, e à vizinha ilha do Corvo. “Já mandei queijos para a Terceira mas desisti”, confessa ao acrescentar que por enquanto se vai ficar pelas encomendas que envia para as duas ilhas referidas, especialmente no Verão quando tem uma maior produção, embora garanta que durante todo o ano também é possível encontrar o queijo Pico Redondo.

Ilda Henriques refere que para poder enviar mais queijos para fora da ilha das Flores “precisava ter uma produção maior”, o que nem sempre é possível. Por isso, acrescenta que não é possível pensar em fazer chegar o queijo Pico Redondo ao Continente. “O meu filho, que está lá, está sempre a dizer isso mas não é fácil. Era preciso uma produção maior e o transporte também é mais complicado”, admite.

Já para enviar os queijos para São Miguel e para o Corvo “fica um pouco caro”, mas o investimento é comparticipado em 90% por parte do Governo Regional “o que é uma coisa boa”, admite. No entanto, “para isso tem de se tratar de muita papelada e há muita burocracia”, refere Ilda Henriques.


Notícia: jornal «Correio dos Açores».
Saudações florentinas!!

terça-feira, 1 de março de 2016

Queijaria Pico Redondo conjuga saber tradicional com turismo para rentabilizar exploração pecuária na ilha das Flores

A pequena queijaria tradicional Pico Redondo é ponto de paragem quase obrigatória para quem visita a ilha das Flores. Os turistas que chegam à queijaria são prontamente atendidos por Ilda Henriques que faz uma visita guiada às instalações e presta esclarecimentos sobre o processo de fabrico, armazenagem e cura. “Os turistas quando visitam a queijaria gostam de ver todo o processo” e no final “muitos levam queijos”.

A queijaria faz parte de um roteiro do INATEL para as Flores e os grupos que chegam à ilha através daquela instituição. “Os grupos grandes que vêm pelo INATEL passam sempre por aqui e gostam muito de ver e provar o nosso queijo”, admite Ilda Henriques. A aposta de aliar a queijaria tradicional ao turismo está aos poucos a ser ganha e a ilha das Flores fica assim com mais um motivo de interesse para quem visita o ponto mais ocidental da Europa.

Ilda Henriques é queijeira, distribui, vende e recebe os turistas que se deslocam à Queijaria Pico Redondo, na Fajãzinha. Com mãos sábias e experientes, que tanto ajudam o marido na exploração como embalam os dois tipos de queijo produzidos, Ilda Henriques explica que os turistas gostam muito de visitar a pequena queijaria e provar o produto final. O segredo para os seus queijos, que também já podem ser encontrados em São Miguel, é o facto de usar apenas leite da sua exploração.

Na Fajãzinha, a rua do Pico Redondo é também sinónimo de um dos melhores queijos que se faz na ilha das Flores. O casal Ilda e Francisco Henriques decidiram rentabilizar o leite que tiravam da exploração que têm naquela freguesia e começaram a fazer queijo fresco. Inicialmente era apenas para consumo próprio, mas depois o queijo fresco feito pelas mãos de Ilda Henriques começou a ganhar fama e começou a chegar a algumas casas na própria freguesia e pela ilha.

O casal decidiu apostar na qualidade e em 2006 abriu portas oficialmente como queijaria tradicional. Ilda Henriques, que se dedica à confecção, distribuição, venda e até de guia turística quando é necessário, conta que na altura foi complicado tratar de toda a papelada para conseguir abrir a queijaria com todos os requisitos legais para poder produzir o queijo fresco artesanal. No entanto, refere que “o Governo Regional ajudou-nos a fazer este projecto” apesar da burocracia necessária.

Durante dois anos a queijaria foi confeccionando apenas o queijo fresco, mas conta Ilda Henriques que em 2008 começaram a apostar também no queijo curado Pico Redondo. “É um queijo de pasta mole, que não é picante, é amanteigado, é o tipo de queijo tradicional de cá” e que não requer muito tempo de cura já que “leva geralmente entre 10 a 15 dias a curar”.


Notícia: jornal «Correio dos Açores».
Saudações florentinas!!