domingo, 31 de janeiro de 2016

Plano de gestão de riscos de inundações

Estão identificadas cinco bacias hidrográficas com maior potencial de problemas nos Açores, entre as quais a ribeira Grande na ilha das Flores.

O Plano de gestão de riscos de inundações dos Açores contempla 28 medidas, cuja execução irá custar 4,5 milhões de euros.

O diretor regional do Ambiente explicou que o documento inclui 10 medidas de prevenção, no sentido de evitar a criação de novos riscos, e oito medidas de preparação, relativas à capacidade de resposta individual. Outras iniciativas dizem respeito à proteção para "reduzir a magnitude das cheias" e consequentemente os danos, e à resposta coletiva de emergência, afirmou Hernâni Jorge.

"As medidas com maior grau de prioridade envolvem o ordenamento adequado do território com riscos de inundação, a manutenção das condições de escoamento dos cursos de água, a melhoria da eficácia dos planos de emergência para este tipo de ocorrências, algumas intervenções corretivas no dimensionamento de passagens hidráulicas e um investimento ao nível da informação sobre os fenómenos hidrológicos e respetivas consequências", declarou o diretor regional do Ambiente.

O responsável esclareceu que as medidas propostas no Plano têm um horizonte temporal até 2021.

Hernâni Jorge informou ainda que no arquipélago foram consideradas "cinco bacias hidrográficas com maior risco, decorrente do seu historial, com reincidências, vítimas mortais ou pessoas afetadas. Estas bacias localizam-se em três ilhas e correspondem à ribeira Grande na ilha das Flores, às ribeiras da Agualva e do Porto Judeu (na ilha Terceira), e à ribeira Grande e à ribeira da Povoação (na ilha de São Miguel)".


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

sábado, 30 de janeiro de 2016

«Brumas e Escarpas» #95

Labuta diária

Na Fajã Grande, comunidade cuja economia dependia fundamentalmente da agricultura e da criação de gado, até à década de 1950 o calendário era profundamente condicionado e estabelecido pelas exigências de uma e outra destas atividades. Assim, o ano como que começava não no dia 1 de Janeiro mas em Outubro, a partir da altura em que se iniciava o novo ciclo agrícola e em que as terras não tinham nada. Era por isso que quem fizesse uma terra de meias, ou a tivesse de renda, se pretendesse terminar o contrato, entrega-la ao dono ou iniciar um novo período de arrendamento ou contrato de meias, devia fazê-lo nos fins de Outubro.

Assim, podia dizer-se que o ano agrícola começava quando se iniciava um novo período de produção, ou seja nos princípios de Novembro, altura em que a agricultura como que estava na sua fase de hibernação. Por estas alturas, pouco mais se fazia do que tratar do gado, preparar a matança do porco e do Natal. Mas iniciavam-se também as novas atividades agrícolas tendo em conta não apenas os ciclos lunares e as marés, mas também uma série de crenças, mitos, tradições e de costumes ancestrais e ainda o clima, o tempo, o vento, o sol, a localização das terras, a sua proximidade do mar, a natureza do terreno, etc, etc. Tudo isto obviamente condicionava e influenciava o ano agrícola.

Em Dezembro e Janeiro o mau tempo que se fazia sentir na freguesia cerceava fortemente as atividades agrícolas. Mas em Janeiro já se preparavam algumas terras, sobretudo as que ficavam mais próximas do mar, limpando, estrumando, transformando-a de modo ao terreno ficar limpo, fofo e sem torrões. Dava-se continuidade ao semear das favas, iniciado em Dezembro pela Senhora da Conceição, plantavam-se couves e cebolinho. Em Fevereiro, com o tempo a melhorar já se cavavam ou lavravam as terras que não tinham forrageiras ou que estavam livres e que recebiam o estrume retirado dos palheiros ou o sargaço armazenado nos lagos, no Rolo da Ribeira das Casas. Nalgumas terras semeavam-se os feijões, as caseiras e os tomateiros, plantavam-se couves. Fazia-se o canteiro para a batata-doce e, no fim do mês, já se plantava alguma rama se a houvesse.

Em Março continuavam-se os trabalhos iniciados em Fevereiro, nomeadamente os respeitantes ao acarretar para os campos o estrume e o sargaço, lavrava-se e cavava-se, preparando-se os terrenos para as sementeiras e plantações para o presente mês e para o seguinte. Já se semeava algum milho nas terras próximas do mar, como Areal, Furnas, Porto, Cambada, Estaleiro, Rego do Burro e outras. Procedia-se, se o tempo o permitisse, às primeiras sachas de algumas culturas já em desenvolvimento. A plantação da bata-doce tinha o seu apogeu nesse mês. Em Abril já se sachava e mondava o milho, enquanto se semeava nas terras mais distantes do mar e que haviam sido trilhadas pelo gado amarrado à estaca, e que antes deveriam ser abertas com o arado de ferro. Estas terras, geralmente não necessitavam de estrume. Semeavam-se batatas. Em Maio dava-se continuidade a tudo isto e já havia muito milho para sachar e abarbar. O mesmo acontecia em Junho, altura em que o milho já deveria estar todo sachado, mondado, desbastado e abarbado. Apanhavam as primeiras batatas que também haviam sido sachadas, mondadas e calçadas. Era preciso também sachar os inhames, apanhar alguns e plantar outros novos.

Em Julho e Agosto, enquanto o milho crescia limpavam-se as terras de mato, ceifando a cana roca e os fetos, assim como as relvas que tinham feitos. Estes eram postos a secar e depois amarrados às mancheias ou pavias, sendo guardados nas casas velhas para servirem de cama para o gado no Inverno. Muito milho ainda era sachado no início de Julho. Setembro era altura de quebrar a espiga ao milho, de o desfolhar sendo as folhas também amarradas em mancheias com folhas de espadana e presas nos milheiros para que secassem. Serviriam de comida para o gado no Inverno. Iniciava-se a apanha do milho nas terras perto do mar. Em Outubro era a apanha do milho, encambulhá-lo e guardá-lo nos estaleiros, arrancar os milheiros e limpar as terras que deviam ser entregues no fim do mês. Era o fim de um ciclo, o ciclo do milho que na verdade dominava todo ou quase todo o ano agrícola. Na verdade era o milho que estava na base da economia da Fajã Grande, nos anos 1950, baseada numa agricultura de subsistência, na qual o cultivo daquele cereal se revelava muito importante, dado que dele dependia a sobrevivência da população.

Toda esta labuta diária, a que se juntavam muitas outras atividades como o cortar lenha, ceifar erva, apanhar incensos, tratar do gado, tirar o leite, limpar palheiros e currais, ir muitas vezes ao leite ao mato, constituía um desmesurado trabalho, um cansativo esforço que no entanto era extremamente compensado com tudo aquilo que as terras davam, nomeadamente o milho, que constituía grande parte do sustento anual de cada família. O milho era pois rei e senhor, servindo inclusivamente como moeda e forma de pagamento. Um dia de trabalho era pago com um alqueire de milho.

Tudo no milho era aproveitado. Em primeiro lugar o produto final, ou seja, o que de mais importante se extraía do milho: a farinha, com a qual se fazia o pão e o bolo, elementos básicos no cardápio alimentar de então. Mas não se ficavam por aqui os lucros e benefícios de tal produção. As maçarocas, quando o milho estava verde e ainda vertiam leite eram cozidas juntamente com as batatas brancas ou assadas no espeto e constituíam um bom e saboroso alimento. Outras vezes os grãos eram torrados, servindo não só para se comer mas para se juntar e moer com o café. As folhas tinham um peso substancial na alimentação do gado no Inverno e as espigas, ainda verdes, também alimentavam os bovinos no Verão; a parte interior da casca das maçarocas, depois de desfiada e alisada, era utilizada para encher os colchões e travesseiros e com a restante também se alimentavam os bovinos; uma parte dos milheiros utilizava-se para fazer o lume em que se cozinhava a comida do porco, enquanto outros eram picados em pequenos pedaços e utilizados para secar o curral do suíno das húmidas imundícies em que era profícuo, graças ao seu desassossegado e hediondo reboliço; os sabugos eram utilizados para acender o lume, para as crianças brincarem e até para limpeza e higiene do rabiosque; uma boa parte das maçarocas, sobretudo aquelas cujos grãos eram mais raquíticos bem como as excedentes da produção da farinha, eram utilizados para alimento das galinhas, do porco e das vacas à engorda e até com os fios da cabeleira que saíam da ponta da maçaroca, depois de secos, se fazia chá, muito recomendado nos achaques dos rins e nas infeções urinárias. Além disso e depois de peneirada, a farinha deixava no fundo da peneira um farelo que era utilizado em parte para engrossar as águas das lavagens do porco e também para alimento das galinhas, fazendo-se com ele uma espécie de bola a que se juntavam couves e cascas de batatas, geralmente cozidas e picadas. Finalmente, com a farinha do milho ainda não seco faziam-se as tradicionais papas grossas.

Daí que toda esta riqueza resultante do cultivo do milho justificasse, durante o ano, um trabalho excessivo e cuidadoso e envolvesse toda a população no seu cultivo, a que dedicava grandes cuidados e gigantescos esforços. O milho era, na realidade, a causa e a razão de tudo, até determinando e delineando o calendário da Fajã Grande, obrigando os seus habitantes a uma árdua e persistente labuta diária.


Carlos Fagundes

Este artigo foi (originalmente) publicado no «Pico da Vigia».

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Lista das espécies e habitats ameaçados

A organização internacional Oceana pediu à Convenção para a Proteção do Meio Marinho do Atlântico Nordeste (OSPAR) o alargamento da lista de espécies marinhas ameaçadas e que registam redução do número de efetivos.

A lista de espécies marinhas ameaçadas não é atualizada deste 2008 e não inclui 79% das espécies piscícolas reconhecidamente em vias de extinção, explica uma informação da Oceana, que também refere a situação dos habitats cujas espécies têm vindo a diminuir o número de efetivos, como é o caso das florestas de algas marinhas 'kelp'.

A Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas e Vulneráveis contém 52 espécies ameaçadas no Atlântico nordeste, mas a OSPAR apenas se compromete a proteger 11 espécies, segundo a organização internacional dedicada à conservação dos oceanos.


Notícia: jornal «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Fecho temporário de trilhos pedestres

O Inverno muito rigoroso que este ano se faz sentir nos Açores provocou danos na rede regional de trilhos pedestres, determinando o encerramento temporário de 13 percursos nas ilhas das Flores, São Miguel e São Jorge.

“São Miguel é a ilha que tem mais danos, com nove trilhos encerrados devido a uma série de derrocadas ou quedas de árvores que se verificaram. Em menor escala estão as Flores e São Jorge, com dois trilhos encerrados em cada ilha”, disse o diretor regional do Turismo.

Nalguns casos é preciso aguardar alguma estabilização dos solos para avançar de “forma segura com as intervenções”, no entanto João Bettencourt disse que noutros percursos “já estão a ser realizadas pequenas limpezas”.

A rede regional de trilhos pedestres conta atualmente com cerca de 80 percursos homologados, estendendo-se por mais de 715 quilómetros de caminhos nas nove ilhas.

Recentemente foram criadas rotas, com o objetivo de fazer uma interligação entre trilhos já existentes. Para o estatuto de grande rota é necessário que o trilho tenha uma extensão superior a 30 quilómetros, estando já homologadas a grande rota do Faial, de Santa Maria, de São Jorge e Graciosa e “está para aprovação a grande rota da ilha das Flores”.

Segundo disse João Bettencourt, “50% ou mais dos turistas que visitam os Açores têm contacto com os trilhos açorianos”, pelo que se trata de um cartaz turístico de “altíssima qualidade”.

Para a associação ecológica Amigos dos Açores há que recuperar “o mais rápido possível” estes trilhos afetados pelo mau tempo, porque a atividade de pedestrianismo, praticada durante o ano todo, permite dinamizar economia local de espaços rurais, através da restauração e comércio.

A manutenção da rede regional de trilhos está divida entre dois departamentos governamentais. Por um lado, a Direção regional do Ambiente, no que diz respeito à manutenção de todos os trilhos em áreas protegidas e ainda a Direção regional do Turismo para os percursos que não passam em áreas protegidas.


Notícia: «Açoriano Oriental» e «Correio da Manhã».
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Reserva de segurança de farinha e gás

Fundo Regional de Coesão está encarregue de criar uma reserva mínima de gás e farinha na ilha das Flores, para evitar que ocorram mais ruturas de 'stock'.

Tendo em conta as recentes dificuldades em assegurar o normal abastecimento da ilha das Flores, na sequência de condições meteorológicas adversas que impedem por vezes a escala por via marítima, Vítor Fraga encarregou o Fundo Regional de Coesão de encetar diligências para desencadear junto das entidades locais os procedimentos necessários à criação de um 'stock' mínimo de segurança de gás e de farinha na ilha das Flores.

A decisão pretende evitar a rotura destes bens na ilha das Flores quando, por motivos meteorológicos ou técnicos extraordinários, não possa ser garantido o seu normal abastecimento.

Nesse sentido, o Fundo Regional de Coesão já encetou contactos com a Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores no intuito de conjuntamente avaliar o melhor local para a instalação de um parque de armazenagem de gás, com um 'stock' mínimo de garrafas de ambas as marcas, a que se possa recorrer quando se verificarem situações que, pela sua natureza, o exijam.

Nos últimos tempos, o abastecimento de gás à ilha das Flores tem sido reforçado mas não produziu na íntegra os seus objetivos, uma vez que o receio da população tem levado à aquisição de garrafas em quantidades acima do que é frequente.

Recorde-se que a portaria 460/2011 determina que em cada habitação só podem ser armazenadas 4 garrafas de gás. Toda e qualquer situação que ultrapasse esse limite, não só configura um incumprimento da legislação como, pela sua natureza, pode fazer perigar a segurança das pessoas. Assim, apela-se à boa compreensão da população para que não se cometam exageros no armazenamento de botijas em casa.

No próximo sábado (dia 30 de Janeiro), o navio Sete Cidades desloca-se à ilha das Flores para repor a normalidade de abastecimento local.


Notícia: «Açoriano Oriental», «Jornal Diário» e o inestimável "serviço informativo" do GaCS [Gabinete de apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Luís Alves: os sonhos e a vida

Professor, autarca, letrista, músico, actor, homem de família, catequista durante 35 anos, membro do Coro da Igreja de Ponta Delgada e diácono, jogador de futebol, dirigente desportivo, director da Casa do Povo local e ainda do Grupo de Folclore da Casa do Povo da Ponta Delgada das Flores.

Luís Alves vive intensamente a sua vida e o quotidiano da ilha das Flores e em especial da freguesia de Ponta Delgada, onde nasceu há 63 anos. Luís Alves é tudo isto e muito mais... para uma pessoa como este senhor, as minhas palavras são dispensáveis por isso recomendo que deliciem-se com o que ele diz, fala e pensa, sob a batuta de Gabriela Silva.

Os dotes/dons são só para alguns. Este senhor é um desses que eu, incansavelmente, ouço sempre que tenho possibilidade... Parabéns a Luís Alves e que por muitas gerações continue a proclamar o que acredita e a deliciar aqueles que conseguem captar essa mensagem, bem como continue a dar todo o seu conhecimento em prol da cultura florentina.

Obrigado ao professor Luís Alves, à Gabriela Silva pelo empenho e profissionalismo que coloca em prol do projecto Costa Ocidental e à Câmara Municipal de Lajes das Flores pela cedência do espaço onde foi instalado o estúdio para esta gravação. Obrigado a todos os que tornaram possíveis estas imagens.


Vídeo: YouTube de José Agostinho Serpa.
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Aumentam denúncias ambientais à GNR

O número de denúncias sobre ambiente comunicadas à GNR nos Açores está a aumentar, chegando no ano passado às 445. Situações relacionadas com o bem-estar animal e animais de companhia lideram o número de casos reportados.

“Há um crescendo de sensibilização ambiental da parte da sociedade e esse facto é visível nas denúncias ambientais que recebemos”, afirmou o comandante territorial da GNR nos Açores, salientando a importância de ser o cidadão a tomar a iniciativa. Segundo João Rodrigues Maia, a esmagadora maioria das 445 denúncias surgiu através da linha “SOS Ambiente e Território” (808 200 520).

As situações relacionadas com o bem-estar animal e animais de companhia lideram o número de casos reportados (273), incluindo-se neste caso as condições de higiene em que vivem ou a falta de vacinação e alimentação, a que se somam mais 50 sobre a detenção de animais perigosos.

Poluição atmosférica (33) e incumprimento de leis sanitárias (32) são outras das áreas de atuação ambiental da GNR com mais denúncias.

O comandante territorial da GNR nos Açores informou que em 2014 o número total de denúncias foi “substancialmente inferior”. João Rodrigues Maia referiu que “as pessoas estão preocupadas com matérias relacionadas com o ambiente”, salientando que no arquipélago, atendendo às características das nove ilhas, “há uma responsabilidade acrescida”.

Assegurando existir por parte da GNR a preocupação imediata de investigar a denúncia, o responsável admitiu, por outro lado, que a atuação desta força policial na área ambiental é “bem-vista e considerada”, ao contrário de outras, como na fiscalização nas áreas da pesca e tributária.

“Não tenho dúvidas de que o aumento das denúncias se deve também ao resultado do trabalho da GNR e à confiança que existe”, declarou o comandante territorial da GNR nos Açores.


Notícia: «Açoriano Oriental» e «Correio da Manhã».
Saudações florentinas!!

domingo, 24 de janeiro de 2016

A morte do jornal «O Monchique»

Foi com muita tristeza que recebi a notícia do fecho do jornal «O Monchique», da ilha das Flores. Dezoito anos foi a sua longa vida, muito jovem para ser de utilidade pública. São muitas as vozes que se calam, para uma ilha que fica tão longe e tão isolada. Só nos resta olhar em frente para o ponto mais ocidental da Europa, que é o ilhéu do Monchique. Já em 2010, no seu editorial, se alertava: "Tudo tem um princípio, tudo tem um fim". O financiamento já se tornava insuportável, por parte dos assinantes que não pagavam as suas quotas, ou por falta de publicidade, mas tudo leva a crer que os fundos estruturais que recebia por parte do Governo Regional, referentes à publicidade institucional, por vezes não passavam dos 55 euros. Só podia dar em doença "oncológica prolongada" para chegar rapidamente à sua morte. Ficou a ilha das Flores sem voz, sem um registo público, mas talvez foi o desejo desses que pensam ser donos dos açorianos, nomeadamente desta ilha da coesão, mas que está cada dia mais isolada... Vou transcrever algumas palavras e o último desabafo editorial do jornal «O Monchique»: "Um dia alguém recordará que O Monchique, para além de ser o ponto mais ocidental da Europa, também foi título de jornal e deixou impressa alguma da nossa história coletiva que ocorreu nos últimos dezoito anos!".

Um bem-haja José António, diretor do jornal «O Monchique».


Opinião de João Ventura, publicada no jornal «Diário Insular».
Saudações florentinas!!

sábado, 23 de janeiro de 2016

Combate articulado à praga de ratos

As autarquias dos Açores e o Governo Regional estão a preparar uma atuação articulada no combate à praga de ratos, que em algumas ilhas pode ter populações acima dos níveis desejados.

"Estamos a falar de um problema de saúde pública de nível superior, portanto obriga a uma articulação e a uma integração não só dos municípios com o Governo Regional e com as freguesias para atuação, mas também dentro dos vários níveis de fiscalização do Governo Regional", frisou o presidente da Associação de Municípios dos Açores.

Segundo Roberto Monteiro, embora não se possa afirmar com certeza que houve aumento do número de ratos nos Açores em 2015, a perceção da população é de que o veneno que está a ser distribuído não tem sido eficaz em algumas ilhas.

As autarquias vão começar a distribuir raticida já a partir das próximas semanas e de forma continuada ao longo de 2016, adquirindo produtos com recomendação técnica da Comissão Executiva de Controlo Integrado de Roedores, estando prevista também a formação de corpos técnicos e veterinários dos municípios.

No entanto haverá uma nova modalidade de distribuição de raticida, com uma componente de fiscalização e coordenação, para garantir que a sua aplicação é cumprida.

Para o presidente dos autarcas açorianos, as várias inspeções do Governo Regional terão de fiscalizar de forma articulada o cumprimento dos planos de combate e controle de roedores das estruturas propícias à sua reprodução (como estábulos, pocilgas, fábricas de rações ou unidades de recolha de lixo), porque a legislação existe mas não é aplicada.

Nos últimos 10 anos, o Governo Regional e as autarquias gastaram mais de 6 milhões de euros na aquisição de raticidas, que terão tido consequências sobre o meio ambiente sem os efeitos de combate desejados.

"Neste momento vamos ter que fazer mais uma intoxicação química do nosso ambiente para poder reduzir essa população de ratos, mas simultaneamente temos de entrar com outro processo de médio e longo prazo de controlo equilibrado, de maneira a que a planificação e a ação não passe por intoxicar o resto da vida todo o nosso ambiente, com estratégias que não surtem efeito", salientou Roberto Monteiro.


Notícia: «Açoriano Oriental», rádio Atlântida e o inestimável "serviço informativo" do GaCS [Gabinete de apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Candidatura a Melhor Destino Europeu

A Associação Turismo dos Açores apresentou a candidatura da Região ao prémio de Melhor Destino Europeu, sendo o único destino turístico português na edição de 2016.

As nove ilhas açorianas representam Portugal na sétima edição do European Best Destination. O arquipélago dos Açores figura entre um total de 20 candidatos, onde se incluem Viena, Edimburgo, Atenas e Roma. Este galardão é uma das mais conceituadas distinções turísticas internacionais.

O prémio European Best Destination foi criado em 2009 com o objetivo de promover a cultura e o turismo na Europa enquanto destino número um no Mundo e, desde essa altura, a organização European Best Destinations, em parceria com as regiões turísticas participantes e a Rede EDEN, tem procurado promover um melhor entendimento da riqueza, diversidade e qualidade dos destinos europeus, sendo atualmente o principal portal de descoberta da Europa, abrangendo mais de 355 destinos, mais de 2,5 milhões de visitantes, milhares de seguidores nas suas redes sociais e uma cobertura mediática cujo valor ascende a cerca de 26 milhões de euros.

A votação para atribuição deste prémio é aberta ao público em geral e decorre online em www.vote.ebdest.in, até 10 de Fevereiro. O destino turístico mais votado será eleito o 'European Best Destination 2016', beneficiando da elevada exposição mediática associada a esta distinção.

No ano passado foi a cidade de Bordéus que recebeu a honra de ser considerada o melhor destino turístico europeu, no entanto Portugal tem tido a sua dose de sucesso em edições anteriores: a cidade do Porto sagrou-se vencedora em 2012 e em 2014, enquanto Lisboa subiu ao pódio na votação em 2010 e no ano passado.


Notícia: «Açoriano Oriental», «Observador», RDP Antena 1 Açores e o inestimável "serviço informativo" do GaCS [Gabinete de apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!