quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Petição on-line contra a política de preços da SATA para o Grupo Ocidental

À Assembleia da República:

Exmos. Srs.

Esta petição tem como objectivo a consciencialização do modo inflacionista e desumanizado com que a SATA pratica os seus preços não assegurando a equidade e a justiça de direitos dos habitantes das Flores, relativamente aos restantes portugueses, pelos motivos abaixo aduzidos:

Considerando que os cidadãos residentes na ilha das Flores não possuem outro meio de transporte para se deslocarem para o exterior que não seja o transporte aéreo;
Considerando que não há liberalização do espaço aéreo na Região Autónoma dos Açores, ao contrário do que está a acontecer no Arquipélago da Madeira;
Considerando que, em consequência dessa situação os açorianos estão restringidos à utilização dos serviços da única companhia aérea a operar na Região Autónoma dos Açores, a SATA;
Considerando que a SATA pratica preços elevadíssimos comparativamente às outras companhias aéreas dentro da União Europeia (€298,91 para uma ligação Flores-Lisboa e €166.72 para uma ligação Flores-Ponta Delgada);
Considerando que os residentes do grupo ocidental pagam taxas de aeroporto acrescidas, cada vez que são obrigados a efectuar escalas noutras ilhas por motivos que não lhes são imputáveis;
Considerando que os residentes do grupo ocidental são obrigados a realizar as denominadas “escalas técnicas” no Aeroporto da Horta para ligação a outras ilhas (vide definição SITE INAC, “Escala técnica: utilização de um aeroporto para fins que não sejam o embarque ou desembarque de passageiros, correio ou carga”), onde há efectivamente embarque e desembarque de passageiros e carga;
Considerando que os residentes do grupo ocidental sempre que pretendam deslocar-se ao Continente são obrigados a suportar várias escalas e um período de cerca de 6 horas (no mínimo) em trânsito e nem sempre com ligação no mesmo dia ao destino;
Considerando que estamos inseridos na União Europeia e que a SATA possui apoios do Estado;
Considerando que os residentes do grupo ocidental dos Açores não notam as vantagens de estarem inseridos nas ilhas da Coesão;
Considerando que a tarifa promocional de €120.00 (+taxas) disponibilizada pela SATA e destinada a residentes e estudantes para voos entre os Açores e o Continente é inflacionada para os residentes das ilhas que não têm ligação directa ao Continente, aos quais são imputáveis as taxas aeroportuárias por cada escala efectuada até uma das ilhas que possuem ligação directa ao Continente;
Considerando que estamos inseridos na União Europeia e que existem outras companhias aéreas, não se compreende o porquê do espaço aéreo não estar liberalizado, abrindo a concorrência e baixando os preços praticados.


Com efeito, os preços, praticados por esta empresa (ou o modus operandi desta empresa), em nada contribuem (contribui) para uma melhor qualidade de vida, em nada diminuem (diminui) os efeitos precários da insularidade, em nada promovem (promoveu) o sucesso cultural, económico e social, em nada contribuem (contribui) para a dignidade dos habitantes das Ilhas.

Assim, apelamos a um tratamento de igualdade comparativamente a todos os cidadãos residentes na União Europeia e a uma menor discriminação aos residentes nas ditas ilhas “ultraperiféricas” e, solicitamos uma intervenção rápida e consentânea por parte de V. Exas.

7 comentários:

Anónimo disse...

o governo tem que decidir o mais depressa possivel com um novo aeroporto nas flores para voos internacionais . só assim é que as flores pode ir para a frente não é só voos para são miguel sabendo que a ilha das flores em belezas naturais é a mais linda dos açores.

CAM disse...

E as taxas Aeroportuárias á ANA que são mais de 50 euros das Flores a Lisboa, por não haver voos directos e se ter de andar aos saltos de aéroporto em aéroporto.E a forma como somos tratados no Aeroporto de lisboa naquele armazem que fizeram para voos domesticos.E os maus serviços quando chegamos a Lisboa para receber as nossas bagagens normalmente quase uma hora de espera.Vamos lutar pelos direitos do povo Florentino, contra a discriminação,que sempre existiu com todos os regimes politicos.Saudações Florentinas

Rui Medeiros disse...

Com todo o respeito que os senhores merecem, voçês não sabem o que estão a pedir.
Que a coisa não está bem assim, concordo, que a solução é a liberalização já é aproximarnos do rídiculo.
A liberalização para os Açores pode beneficiar eventualmente S. miguel, mais ninguém.
Será que não estão cientes que pagam uma tarifa única para Lisboa apesar de todas as ecalas, que só é garantida devido ás obrigações de serviço público? Isto quer dizer que caso haja liberalização, os preços podem ficar mais baratos, mas terão de pagar separadamente o voo Flores Horta e o voo Horta Lisboa. Será que no fim disto ainda fica mais barato? E nas inter-ilhas, acham que vão ter voos todos os dias no Inverno com as taxas de ocupação actuais? Lá se vão as 6 horas de escala que passam a ser dias de espera. Se liberalizarem as companhias só procuram o lucro, e os Açores não são o local para o fazer. As coisas como estão têm defeitos, mas acreditem que não querem experimentar a liberalização completa nos céus dos Açores.

Anónimo disse...

Vai lá, ainda vem a este blog alguém que pense, alguém não vem cá arrotar umas postitas de pescada barata, e vai embora.
Talvez quizessem referir-se à privatização da SATA. Iss sim, teria de ir já para a frente. Por em casa metade da macacada que está asilada no Aeroporto das Flores, e acertar o passo ``a outra metade. Isso, sim...

Anónimo disse...

pois!!! pois!!! digo eu, se estivesses a fazer parte da macacada como o dizes nem abrias a boca.

Anónimo disse...

Ao longo de toda a história económica, a política do monopólio (em qualquer ramo) foi sempre um impedimento ao avanço económico e social de uma sociedade ao invés de uma política de liberalização. A concorrência só faz mal aos indivíduos ou empresas que sempre estiveram habituados a gerir o seu monopólio, gerando sempre lucros, apesar da crise internacional (apesar de certas empresas açorianas, que detêm o monopólio em determinadas áreas, apresentarem, mesmo assim prejuízo...mas isso já se trata de má gestão financeira). Concordo plenamente com o senhor Rui Medeiros quando afirma que uma liberalização completa poderá trazer mais prejuízos do que propriamente benefícios para a maior parte das ilhas, mas infelizmente, tenho de discordar que a liberalização seja uma alternativa ridícula. Caso um eventual processo de liberalização fosse bem elaborado e aplicado, creio que essa situação só iria beneficiar a região. Não só em termos financeiros, mas sobretudo em termos de qualidade de serviço. Antes de me alongar gostaria de salientar que irei utilizar certos termos que caracterizam o geral e não o específico. Tenho a ligeira sensação que certas vezes, o passageiro (pessoa que paga pelo serviço) é visto como um "incomodo" , como "um chato qualquer que vem agora para aqui fazer-me trabalhar"...penso que a forma como, por vezes, somos atendidos necessita de ser rapidamente revista. Não peço um sorriso de orelha a orelha sempre que dialogamos com algum staff da SATA mas o mínimo de profissionalismo e respeito tem de estar sempre presente. Nesse campo a liberalização seria benéfica, pois obrigaria a SATA (e qualquer outra companhia área)a prestar, no atendimento e tratamento das pessoas, a qualidade e o respeito que nós merecemos.
Peço desculpa pelo longo post.

Anónimo disse...

Yah, tiravas metade da macacada e punhas o resto da tua especie nao é??
Tiravas a macacada e punhas burros (diga-se desde já que nao estou descriminar este animal desta especie, mas sim os animais que a representam mas de orelha mais pequena, esses sim sao mesmo burritos:)