quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Flores: de olhos presos à Natureza

Deixámo-nos perder na natureza, visitámos cascatas e lagoas, respirámos o mar e bebemos sons e cores...

Envolvida na mais verde paisagem, com o azul do mar e do céu num bailado constante fomos encontrar aquela que é a ilha mais ocidental da Europa, no meio do Oceano Atlântico. Falamos da ilha das Flores, uma das nove pertencentes ao arquipélago dos Açores, onde a Natureza continua a ser rainha. Os 143,11 quilómetros quadrados de superfície que a compõem estão repletos de surpresas para quem a visita e, ao virar de cada curva, um novo cenário se nos depara com uma nova luz, cores e sons únicos.

Vizinha da ilha do Corvo - que se avista na perfeição, caso o tempo o permita - as Flores são ideais para os amantes da Natureza, dos longos caminhos pedestres, da observação das aves ou apenas das ondas do mar. Praias, piscinas naturais e lagoas são constantes por ali e convidam ao mergulho e ao descanso.

Apesar de se desconhecer ao certo em que data terá sido descoberta, os historiadores acreditam que esta terá sido povoada entre 1450 e 1452 pelo navegador Diogo Teive. No entanto, o seu isolamento levou ao abandono da mesma e só em 1504 terá assistido ao seu povoamento definitivo com gentes provenientes das ilhas da Terceira e Madeira e alguns continentais.

Mas voltemos ao presente, já que a ilha, que durante anos viveu mais isolada, começa agora a ganhar mais vida, principalmente com a abertura recente do Hotel das Flores, uma unidade hoteleira de quatro estrelas cuja exploração está a cargo da Inatel e que desde os finais de Agosto garante à ilha um serviço que há muito se esperava.

Para Morais Lopes, director daquele hotel cujo investimento rondou os cinco milhões de euros, a ocupação tem sido uma agradável surpresa e o feedack dos turistas, essencialmente alemães, franceses e italianos "é muito positivo e já temos muitas reservas para o ano que se avizinha". Com 26 quartos, um quarto para pessoas com deficiências motoras e uma suite, o Hotel das Flores, em Santa Cruz das Flores, para além da vista com o Corvo no horizonte, disponibiliza um restaurante, bar, ginásio, piscina exterior, room service, entre outros serviços.

Para Morais Lopes a estadia de uma semana é o ideal para quem procura as Flores e actividades é coisa que não falta por aqui.
Senão veja-se...


Percursos Pedestres

Visitar a ilha através dos percursos pedestres existentes é talvez a melhor opção. Comecemos pelo mais fácil. São quatro quilómetros para fazer em duas horas no percurso Fajã de Lopo Vaz. O início e o fim são no Miradouro da Fajã de Lopo Vaz e progride por uma descida em que o trilho alterna entre terra batida, calçada e degraus em pedra. A exploração da Fajã fica ao critério de cada um dos visitantes, que podem encontrar uma fonte com água potável, uma praia, pequenos terrenos agrícolas e cabras selvagens.

Passando para o percurso seguinte, este com sete quilómetros e uma caminhada de três horas, o seu início dá-se no Miradouro das Lagoas, terminando na Poça do Bacalhau. Pelo caminho é possível ver-se a Caldeira Seca, a Fajã Grande e seguir junto à Ribeira das Casas até à Poça do Bacalhau.

E se percorrer trilhos bem juntinho à Natureza é já razão mais do que suficiente para visitar as Flores, encontrar uma aldeia recuperada para turismo é no mínimo tentador. Para lá do aeroporto das Flores, a oeste da ilha, na freguesia da Fajã Grande fomos encontrar a Aldeia da Cuada. Um pequeno planalto sobranceiro à foz da Ribeira Grande. Ficar nas pequenas e grandes casas de pedra que se espalham pela aldeia, conservando mobiliário e objectos de outrora, transporta-nos a tempos idos. Equipadas com cozinhas e casa de banho, além de amplos quartos, as 16 moradias da Aldeia da Cuada respeitam todas as regras de segurança. Se é fã de turismo da aldeia, apresse-se a fazer a reserva. É que este é um empreendimento muito procurado, principalmente nos meses de Verão. Para quem quiser ficar a conhecer mais, nada melhor do que visitar o site www.aldeiadacuada.com.

Fazer rafting ou um passeio marítimo para ficar a descobrir as inúmeras grutas que circundam a ilha e que já foram esconderijos de piratas podem ser programas alternativos.

A antiga fábrica da baleia, em Santa Cruz das Flores, deu agora lugar a um Centro de Interpretação da ilha. Ao longo de várias salas, o visitante é convidado a conhecer de perto a génese da ilha, os animais terrestres e aquáticos que a compõem e o fundo do Oceano Atlântico. Pelo meio ouvem-se os cagarros, aves muito observadas na zona e que são agora espécie protegida.

Já falámos de passeio, já arranjámos estadia, está na hora de comermos qualquer coisa. A oferta não é muita, mas nós recomendamos um restaurante na Fajãzinha, o Pôr-do-Sol. Com decoração rústica, o restaurante faz-nos sentir em casa. Albacora no forno com batata-doce, carne assada com castanhas ou uma feijoada tradicional com inhame faziam parte do menu quando por lá passámos. A delícia de amoras ou o pudim de côco fechavam com chave de ouro uma ementa onde não faltaram os queijos regionais, o pão de milho e os torresminhos, tudo regado com vinho Terras de Lava.


A presente "reportagem" foi publicada (originalmente) no «Oje - o Jornal Económico».
Saudações florentinas!!

19 comentários:

Anónimo disse...

Hardlink adere;
Sinto sempre orgulho da minha linda ilha das Flores, quando alguém que por ela passa, descreve a sua beleza.

Regalei-me em ler o bonito texto bem elaborado relativo à ilha das Flores.
Muito obrigado a quem o escreveu!

Como filho da ilha das Flores, para além das lindas paisagens e trilhos citados,como também alguma gastronomia, pretendo trazer ao menu da última cozinha do Oeste europeu, mais um pouco de prazer e gostos para escolher; eleger; selecionar e, até proporcionar mais variedade no menu florentino.

Ocorreu-me agora mesmo: o feijão branco com cabeça de porco/as tortas d'ervas marinhas/a sopa de agrião fresquinho da rocha/as lapas de molho d'afonso/ a veja frita com batata doce escoada/ e a linguíça das Flores?!.. esta, óh meu Deus!..Só os florentinos a sabem temperar(?..)oh boy!.frita aos [toros] numa sertã de ferro fundido, com banha de porco e inhames a fumegar quentinhos. O pão de milho tem que fazer parte da ementa.
Denis Correia Almeida
Hamilton, Ont. Canadá
Hardlink@aol.com

Anónimo disse...

Para dar uma achega ao amigo Denis já que também sou das Lajes e se fala em comidas quero lembrar o pargo assado e os buches de cherne que minha Mãe fazia cheio com debulho no forno da lareira. Era de comer naqueles anos 50 e60 e chorar por mais.

Anónimo disse...

O que eu mais gosto é de beber o fumo das lixeiras municipais de ambos os concelhos e dar um mergulho no Porto Velho em Santa Cruz no meio do papel higienico e alguns cagalhoes! Cambada de gente tola!

Anónimo disse...

Não há dúvida que este Srº Morais Lopes é um grande e nato conhecedor da realidade Florentina!!!! Esmiuçando este texto, faz-me lembrar embora não seja contemporâneo da sua época de um cidadão Santacruzense de seu nome Frederico Santana, este Srº cortava cabelo ou fazia barba não sei, o que sei é tinha por hábito tratar os seus clientes por Drº, um dia chamou Drº a um sujeito ao que este lhe retorquiu que não era Drº, nisto Frederico respondeu-lhe que qualquer badameco que vinha de fora era Drº!!! Espero ter ido ao cerne da questão, este Srº está na Ilha há tantos poucos mêses, este Srº não socializa cá no burgo e tem o desplante de falar do que não sabe! E então o resto dos caminhos pedestres não os percorreu não?

Anónimo disse...

Este textinho é duma pobreza franciscana,confrangedora e medonha em todo os sentidos, e o pessoal do fórum devia levar uma repreensão por escrito (cartão amarelo) por publicá-lo. Então e o restaurante "O Transmontano" não tem qualidade?! E o restaurante "O Pescador" o único na Ilha que serve o melhor que o mar nos oferece não tem qualidade?! E o restaurante do "Servi-Flor" não tem qualidade?! Tendenciosa a sua apreciação. Ah e outra coisa, para que saiba e não leve os seus hóspedes a cometerem a mesma asneira que certa vez 2 individuos ali na vizinha Ilha do Corvo cometeram, é que não existem cabras selvagens na Ilha como você se referiu. Pondo os pontos nos "is" e alguns traços nos "tês" vocês administradores deveriam imperiosamente ter "filtrado" este texto, bom, esta é a minha opinião salvo outra em contrário.

DR.PARDAL disse...

E o pior é que esse Sr.«Dr.» Morais não recomendou aos repórteres que vierem de Portugal o restaurante do Sr.Braga e a sua famosa linguiça.

Concordo com o comentador anterior.

O melhor peixe que se come é em Ponta Delgada no restaurante do Meireles.

DR.PARDAL disse...

Quanto ao Sol Posto da Fajãzinha uma vez fui com a minha madame lá comer e toda a nossa roupa veio impregnada com gordura gaseificada e cheiro a linguiça e morcela.

E ainda por cima não era linguiça do Braga!

O jantar ficou-nos muito mais caro pois a roupa - que não eram trapos dos chineses - teve que ser toda lavada a seco (fora da ilha, claro...).

Anónimo disse...

é home tu não vez o que há de bom é tua nas lajes o que é que voces tem nada uma aldeia vista do monte das cruzes.

Pato Bravo disse...

a ilha das flores tem uma natureza belissima,tal como a ilha do Corvo.
Parabéns por este blogue,ja vou segui-lo

Anónimo disse...

DCA
Hardlink comenta com um sorriso.

Como disse,gostei do texto a cerca das Flores.
Não posso, não quero e não devo ser recíproco no que dei.
No entanto, a volta das me admirou um pouco. Mas, aguardando o que vi nas Flores em 1992 na descida para a Fajãzinha, uma cabra com 2 cabritos por entre queiró. Desci do carro, aproximei-me e eles fugiram. Pareciam ser de toda a gente. Eles tinham o seu dono.
Talvez o visitor se referisse a coisas destas.

Nas Flores, por volta da década de 40 do século passado, havia no baldio muitas ovelhas,quiçá alguma cabra com cabritos e outros animais.
As ovelhas, geralmente tinham sinais nas orelhas registados nas
autarquias,para orientação do Fio.

Mas claro,os de fora da terra que não conhecem, pensam tratar-se de animais "selvagens" e sem dono.

Lembremo-nos que, a palavra selvagem, não quer dizer que os animais não tenham dono; lá por viverem em lugares bravios sem cuidados humanos.
Estes que, literalmente vivem no mato,são designados por selvagens.

Denis Correia Almeida
Hamilton, Ont.Canadá.
hardlink@aol.com

Pato Bravo disse...

Oh Dr.Pardal,também por aqui disfarçado de próprio dr.Pardal?

Sabe alguma coisa do FDM?

Mande cumprimentos meus,e espero sinceramente que se tenha abastecido de bastantes HOT DOGS lá pela América do Norte.

Bastou ler a sua prosápia em algumas caixas de comentários para chegar a essa conclusão.Mas o que se lê escrito por si,aqui, na maioria das vezes é logomaquia.
Não se ofenda,mas acho que ainda vamos passar um belos saraus a falar da blogsfera e seus compinchas...

Anónimo disse...

Hardlink defende quem gaba a ilha.

Não conheço esse sr. Morais Lopes que enaltece as Flores como sabe e com aquilo que viu.
No meu entender e da forma que li,
esse Sr. apesar de não ter dito o suficiente para agradar a todos, pelo menos não falou mal do que viu

Sou pouco bíblico; mas um dia, li um versículo na Bíblia, de um discípulo de Jesus Cristo a queixar-se a Ele dizendo: "Mestre há um homem numa cidade a curar pessoas e a dizer que é Jesus" Perguntou-lhe Jesus: "esse homem era por mim ou contra mim? Diz o discípulo:
"Mestre; ele era por Ti!.." Diz Jesus: Então deixa lá curar e pregar o homem.

Nota: Na Bíblia isto foi dito por outras palavras, mas a moral é esta: O sr Morais não falou contra as Flores. Falou bem da ilha.
DCA
Denis Correia Almeida
Hamilton, Ont. Canadá
hardink@aol.com

Anónimo disse...

e é de louvar quem vai á ilha das flores e dá boas impreções sobre o que vi é sinal que temos coisas de valor.

DR.PARDAL disse...

Li com atenção a logomaquia do prezado colega do fórum, o "Pato Bravo" de sua graça.

À semelhança dum ou outro comentador o nosso amigo "Pato Bravo" encosta o modesto Dr.Pardal ao sofisticadíssimo Monsieur FDM.

No entanto não deixo de agradecer o simpático elogio ao comparar-me com o Sr."Farto de Mamões".

Quanto aos "hot dogs" não os
aprecio, e até acho que é comida própria para trolhas e empreiteiros, como é o caso do nosso amigo a avaliar pelo nome e perfil.

Para mim um bom prato de linguiça das Flores (do Braga, claro) com inhames e bolo do tijolo mais dois copinhos de "Casal da Eira" é o suficiente para satisfazer a minha frugal pessoa.

Anónimo disse...

se as juntas de freguesias com a ajuda das respectivas camaras limpassem os respectivos caminhos pedestes(e que ate são bastantes com paisagens soberbas)de certeza que haveria mais e melhores comentarios sobre as belezas das flores que só poderão contribuir para o melhor desenvolvimento do turismo na ilha.

Pato Bravo disse...

Já agora Dr.Pardal,os empreiteiros têm o mesmo direito de comer o que vxa come,caso tenham condições para tal.Se comem Hot dogs,é problema deles e não nosso.
Fica-lhe muito mal esse tipo de conversa.
Faz-me lembrar daquele casal(será da nova moda?)que foi ao restaurante da Fajanzinha e só soube criticar o cheiro que ficou nas roupas.
Sabe quem é o casal,não sabe?

Anónimo disse...

Pela historia contada pelo Sr Hardlink,devo deduzir que Jesus não era adepto da liberdade de expressão...

Anónimo disse...

Hardlink DCA
Relê e ouve repetir linguíça!..

Repetir sim: E por falar em repetir, gostaria de perguntar a esse sr. Braga, (nome oriundo mariense) o seguinte:

Será que esse restaurante em P.Delgada, dá alguma comissão de venda do anúncio da linguíça?

É porque o nosso humorista Dr.Pardal, já vai anunciando essa linguíça umas poucas vezes.

Pergunto isto porque, o Dr.Pardal em ser (dr) já ganha bem e não tem necessidade de comissões.

O desemprego é muito e há outros que necessitam.

Denis Correia Almeida
Hamilton,Ont. Canadá
hardlink@aol.com

Anónimo disse...

Hardlink DCA
Investe esta (bisnaga) estranha, para engravidar o blogue e trazer um enxame de comentários. Ou NADA! Ou, talvez insultos para mim. Quem sabe(...)
AVISO! A preocupação psicológica para os de mau estômago, pode dar náusea.

Este, natural mas nauseabundo tópico, o das sardinhas originou no meu quintal e foi abordado por mim há anos num jornal (poruguêz) comunitário cá do burgo.
De novo, reescrevo isto com alguma sinonímia que ficará à descrição dos bloguistas.

Aqui,por estas terras no verão, nas festas da comunidade, muitos comem as sardinhas de BBQ sem separar o (trigo do joio).Advirto que não como sardinhas por via disso.

Hoje, não sei como fazem; mas nos tempos que já lá vão era diferente

Peço que me diguem se alguma vez viram um pescador agoniado a remar p'ra terra para ir ao (Lavabos) prás suas necessidades principais?

Se, as sardinhas de cardume eram, ou são apanhadas de rede, com engodo)ou com o [tal pacote]palavra difundida dos (cariocas) e transplantada p'ró [acordo] que é o que me revolta com (copiadores) faz-me zarpar dos BRQs, não olhar mais p'ra trás nem comer sardinhas.
Alguma segestão? Dr.Pardal, por favor? Preciso rir e o rir faz bem.

Denis Correia Almeida
Hamilton, Ont. Canadá
hardlink@aol.com