quinta-feira, 31 de julho de 2008

«Para grandes Esperanças, maiores Enganos», por Maria José Sousa

Instalações desportivas em Santa Cruz

Ainda recordo com alguma saudade os bons tempos de escola, tanto quando frequentava o primeiro ciclo em Ponta Delgada, como quando frequentei o segundo, terceiro ciclo e secundário em Santa Cruz. Na freguesia de Ponta Delgada o mini “polidesportivo”, se assim se pode chamar, era de recente construção e estava sempre pintado e limpo, na altura ainda sem rede e sem balneários, que mais tarde foi colocada e foram construídos. Neste momento esse local de desporto e lazer está ao abandono, as redes degradadas, os balneários quebrados. É verdade que o facto de os balneários estarem quebrados não é culpa da autarquia, mas sim dos actos de vandalismo que infelizmente se verificam em qualquer lado. No entanto, é culpa da autarquia o estado de degradação da rede que nunca mais foi substituída e que como se sabe o nosso clima não perdoa. É culpa da autarquia o abandono, pois “quem não cuida do que é seu, o diabo é que cuida”. E aliás a freguesia provavelmente aguarda impaciente a cobertura do polidesportivo tal como foi prometido nas últimas eleições autárquicas.

Na freguesia dos Cedros, outras crianças também brincaram outrora num polidesportivo pintado e arranjado, hoje o mesmo cenário de Ponta Delgada se verifica também nessa pequena, mas não menos importante freguesia. Na Caveira a situação seria a mesma se a Junta de Freguesia não utilizasse as instalações da antiga Escola Primária como sua sede, conferindo alguma dignidade àquele espaço.

Em Santa Cruz, recordo o polidesportivo do Boavista, que serviu de palco a muitos eventos desportivos e não só, serviu também de palco a grandes festas e bailes que muitos certamente recordarão porque não foi assim há muito tempo que isso acontecia. Um polidesportivo que até mete dó o estado em que está. O que pensarão os turistas que nos visitam? Triste ideia levam de nós.

Olho para o meu concelho e entristece-me ver que sobra apenas um frio relvado sintético que meia dúzia de pessoas utiliza durante o ano e nas poucas provas de competição que existem devido à falta de um olhar mais atento sobre o desporto nesta terra.
Ainda bem que no concelho vizinho o exemplo é bem diferente!

Concordo com o desenvolvimento e o progresso, aliás, anseio pelo progresso nesta terra, mas acredito sobretudo que se devem manter as nossas heranças, que se deve preservar o pouco que temos, que se deve lutar para conservar o património cultural e desportivo que são no fundo um dos grandes capítulos da nossa história. Pena que alguns não conhecem nem se interessam pela nossa história. Nem seus pais nem seus avós lhes deixaram nada nesta ilha porque nunca a conheceram... Felizes daqueles que vem para respeitar e amar aquilo que a nossa terra lhes oferece, os outroS não fazem cá falta!

Maria José Cabral de Sousa

Este artigo de opinião é parte integrante do jornal «As Flores», edição de 24 de Julho de 2008.

terça-feira, 29 de julho de 2008

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Projecto «Flores põe-te a mexer»

O projecto «Flores põe-te a mexer» é realizado por um grupo informal de jovens florentinos com uma visão socialmente responsável, pretendendo através do seu trabalho voluntário desenvolver actividades que marquem esta época de Verão na ilha das Flores.

O projecto tem como objectivo a ocupação dos tempos livres dos jovens e também a oportunidade de lhes proporcionar actividades desportivas, recreativas e lúdicas [na semana de 12 a 19 de Agosto, ver informações no cartaz à direita deste texto], substituindo a acção do Estado nestas vertentes educacionais.

O projecto «Flores põe-te a mexer» é uma festa que pretende juntar dj’s e bandas regionais, criando juntos um efeito sinérgico e transformador maior do que actuando isoladamente. Torneios de futebol, torneios de volei de praia, passeios de kayak, trilhos pedestres, visitas culturais e a locais turísticos, constituem, por sua vez, uma vertente mais lúdica e sociocultural do projecto. Pretende-se, pois, algo maior que a soma das partes!

Pode também ser vista a promoção do Festival «Flores põe-te a mexer» (realizada para as emissões das rádios da Região).

Saudações florentinas!!

sábado, 26 de julho de 2008

São João animou mas não convenceu

A Festa municipal de Santa Cruz, em honra ao São João, era em tempos a maior festa da ilha, aquela que todos aguardavam ansiosamente o ano inteiro, por se tratar de um evento rico em diversidade cultural.
A data da festa é já há muito tempo discutida na praça pública por se tratar de um mês muito incerto em termos climáticos. Este ano não foi excepção e tivemos a programação do sábado cancelada devido à chuva que se fez sentir. Lamentável é o facto de nunca se prever esta situação, embora ela se repita todos os anos. Faz-nos acreditar que existe algum desinteresse e desleixo por parte da autarquia que deveria solucionar um espaço coberto para que tal situação não se repetisse de ano para ano. Acusticamente o pavilhão gimno-desportivo não é a solução ideal, mas poderia ser pelo menos uma solução de remedeio. Com o cancelamento da programação do sábado, a população viu-se privada de 25% da festa. Na terça-feira, dia aguardado com grande expectativa, surge a desilusão total, pois muitas foram as pessoas que se deslocaram em plena tarde de Verão para assistir às “demonstrações aéreas” que não foram mais do que ver cruzar no céu os aviões, porque de demonstrações e acrobacias ninguém viu nem soube. Também não se ouviu dizer que a Autarquia tivesse pelo menos demonstrado o seu desagrado à Força Aérea pela errónea propaganda e pelo desrespeito pelas pessoas que estavam presentes para o evento. Pois nas outras ilhas realmente decorreram as acrobacias, é caso para se pensar que nem todos sabem ou interessam-se em apelar pelo que lhes é de direito.
O tradicional desfile de carros alegóricos foi um dos pontos altos da festa e que a ela deram início. O rei e a rainha estavam vestidos e arranjados à altura, nota de bom gosto de quem organizou os pormenores do desfile.
De salutar também a ideia de relembrar Roberto de Mesquita, através do Concurso Literário, pena que não tenha havido mais adesão e participação. Não teria sido má ideia a reedição das «Almas Cativas», já há muito procurada e esgotada.
A sardinha aromatizou o recinto da festa no dia 24 e muitos foram os que a provaram.
A exposição de actividades económicas organizada pela Câmara de Comércio e Indústria da Horta, através do Núcleo das Flores e Corvo funcionou todos os dias da festa.
Notou-se alguma preocupação em arranjar mais algumas actividades na tentativa de enriquecer o programa, tais como: demonstração canina, gincana a cavalo e demonstração Moto 4.
Para os mais pequenos e tal como já havia acontecido o ano passado houve animação com insufláveis.
Os cabeças de cartaz este ano foram: Axel, Pedro Khima, Ynot Band e Marina&Clayton, os dois primeiros continentais, os últimos açorianos.
Para o ano há mais festa, esperemos que com alguma melhoria, por se tratar de ano de eleições, afinal: povo contente vota sempre!

Esta notícia é parte integrante do jornal «As Flores», edição de 24 de Julho de 2008.
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

O jornal «As Flores» no Fórum (XI)

Jornal «As Flores», edição de 24 de Julho de 2008
(nº 627, II série, ano XXXVI) : : : : JÁ NAS BANCAS!!! : : : :
Directora: Maria José Sousa


Títulos e resumos da 1ª Página:

Editorial: Jornal “As Flores” não desiste
Para alguns que já esfregavam as palmas, esta não será certamente uma boa notícia, afinal o Jornal “As Flores” não parou, não desistiu, apenas mudou de sede.
Infelizmente e para grande surpresa minha, algumas das facilidades criadas inicialmente para a continuação deste projecto não tiveram continuidade.
Sem telefone durante alguns dias, sem fax, sem fotocopiadora, sem impressora, sem guilhotina, sem estantes, sem secretária, digo que foram uns dias complicados tanto para mim como para a D. Fátima que trabalhou durante 20 anos naquele pequeno espaço que não era nada mais nada menos que a sua segunda moradia.
Ainda hoje, até eu sinto saudades do cheiro de papel antigo do arquivo, das máquinas e do cheiro ao ferro e à história que elas carregam, e pouco tempo lá passei, imagino quem lá se sentou 20 anos, 20 Invernos frios e húmidos, 20 Verões quentes, muitas edições de Jornal dobrados pela sua mão, olhando a foto do fundador colocada por cima da registadora antiga.
Provavelmente nem o fundador, nem os “amigos” que construíram o edifício algum dia imaginaram que este deixaria de ser a sede do Jornal “As Flores”.
Hoje, é na minha casa que tenho instalado um pequeno escritório, para o qual já adquiri a algum custo, telefone, fax, impressora, estante, secretária, encadernadoras em espiral e a cola quente. Posso dizer que estou satisfeita porque estou em condições de continuar a oferecer os mesmos e mais serviços aos clientes e assinantes do Jornal. A D. Fátima continua a servir este projecto com a dedicação e trabalho que lhe é característico. Apesar de se sentir deslocada e afastada do meio da Vila onde tudo se passa, acredito que no fundo achará até uma certa graça em ter a patroa ao lado atarefada a mudar fraldas e a preparar papas, e ganhou também uma ajudante dedicada que é a minha Helena de 7 anos que tagarela com ela o dia inteiro, abusando da sua paciência ao roubar-lhe os carimbos, o papel e o espaço na secretária.
Confesso que devo a continuidade do projecto aos comerciantes, que embora sem necessitar de publicidade, continuam a fazê-la, porque sabem que sem publicidade o Jornal fecharia as suas portas, e é com humildade que os procuro todos os meses buscando o seu apoio.


Para Grandes Esperanças, Maiores Enganos
Instalações desportivas em Santa Cruz
“Pena que alguns não conhecem nem se interessam pela nossa história. Nem seus pais nem seus avós lhes deixaram nada nesta ilha porque nunca a conheceram... Felizes daqueles que vem para respeitar e amar aquilo que a nossa terra lhes oferece, os outros não fazem cá falta!”


X Dia do Agricultor – Ilha das Flores
Foi no passado dia 9 de Julho que os Agricultores da ilha se reuniram para comemorar o dia que lhes é dedicado.
Organizado pela Direcção Regional do Desenvolvimento Agrário e pelo Serviço de Desenvolvimento Agrário das Flores e Corvo, com a colaboração da União das Cooperativas Agrícolas da ilha das Flores e da Associação Agrícola da ilha das Flores, o X Dia do Agricultor dotou-se de um programa atractivo não só para os agricultores como para a população em geral.

Renato Moura demitiu-se de Presidente da Comissão Directiva Regional do PP e de Conselheiro Nacional
Numa carta hoje divulgada em Angra do Heroísmo, o histórico dirigente popular alega a excessiva concentração de poderes e protagonismo no Presidente [regional] do partido, Artur Lima, como uma das razões para a demissão.

SECÇÃO DE DESPORTO: Actividades de Promoção
Com o fim da época desportiva, seguiu-se, no final do mês de Junho o primeiro encontro entre todos os participantes que pertenceram ao projecto "Açores Activo" levado a cabo pela Associação de Desportos, sendo a primeira vez que esta proporcionou tal evento.

São João animou mas não convenceu
Os cabeças de cartaz este ano foram: Axel, Pedro Khima, Ynot e Marina&Clayton, os dois primeiros continentais, os últimos açorianos.
Para o ano há mais festa, esperemos que com alguma melhoria, por se tratar de ano de eleições, afinal: povo contente vota sempre!


MAIS VALE SÓ, QUE MAL GOVERNADO
«Mais vale só, que mal governado» foi o título do último trabalho do Grupo de Teatro “A Jangada”. Com encenação habitual de Joaquim Salvador, coreografias de Diva Malheiros, os “marinheiros” desta fantástica viagem revisteira encheram o palco de cor e alegria proporcionando ao público uma noite agradável e de boa disposição. Durante cinco dias o salão de espectáculos do Grupo Desportivo “Os Minhocas” encheu e os artistas bem mereceram os aplausos distribuídos pela noite dentro.
"A Jangada" cada vez ruma mais e melhor na direcção correcta, acima de tudo porque todos deram o seu melhor. Todos deram o seu tempo e a sua dedicação a esta causa, para que a ilha das Flores surgisse novamente no programa cultural dos Açores.
As rábulas bem criativas, bem “afiadas”, enfiaram muitos chapéus, a construção dos textos está também cada vez melhor, assim como as músicas, as letras e a confecção das roupas.
Enfim, é impossível poupar elogios porque os vinte e três artistas e todo o pessoal de bastidores e camarins estão de parabéns, porque de amador só têm o orçamento e o nome, pois cada vez mais o profissionalismo é notável, a dedicação brilha mais que as luzes do palco e o amor ao teatro é da imensidão do oceano.


ALGUNS DOS OUTROS TÍTULOS EM DESTAQUE NESTA EDIÇÃO:

AAiF inaugura 1ª fase das obras de remodelação da sede social

XIX Jornadas Parlamentares do GPPS-Açores nas Flores e Corvo


ALGUMAS DAS PEÇAS DE OPINIÃO:

Surpresas na Política... ou talvez não! - por Renato Moura

Assim vai o meu País: Chegou o Verão, mas o Sol não brilha para todos - por Lino F. Fraga

Os ferry's dos Açores - por Félix Martins

Nota de férias - por Jota Apres

Gestão do tempo - por Jacob Fernando Nóia Vasconcelos

O encanto da Fajãzinha - por Fernanda Trindade (deputada regional)

ALGUMAS DAS SECÇÕES:

Farpas Farpas Farpas - por Renato Moura

Desporto: Actividades de promoção - por Fábio Armas e Raimundo Lima

Espaço Saúde: Adesão e manutenção de estilos de vida saudáveis: a intervenção na e da motivação (parte I) - pelo Dr. Rui Moura

O Cantinho da Saúde: Água... essencial à Vida - pela enfermeira Ana Gil

Tal Qual: Quando a entrevista vira debate - por José Renato Medina Moura

Re-Pensando: Os humildes deixam exemplos de vida - por filho de Roque de Freitas Moura

Desta vez é que é mesmo, mesmo, mesmo a última... ou então não!!

«Carlos César reitera que é última vez que se candidata à presidência do Governo Regional»

Notícia: «Jornal Diário», «Açoriano Oriental», «Correio da Manhã», semanário «Sol», «Notícias.RTP - Rádio e Televisão de Portugal», «Diário Digital», revista «Visão», «Jornal de Notícias» e ...

Veja-se a anterior "promessa não cumprida" do "Imperador Azórico": «afinal 2 não é igual a 2 mas deve querer dizer 2+2, ou como parece (não) funcionar a "matemática de César"...»

Entretanto, [anteontem] o Presidente da República, Cavaco Silva, marcou para 19 de Outubro as Eleições Legislativas Regionais nos Açores.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Festa do Emigrante 2008 perdeu centenas de visitantes devido a má programação do transporte marítimo

A programação da viagem extraordinária do navio “Ilha Azul” para a Festa do Emigrante impediu que “várias centenas” de pessoas se deslocassem à ilha, segundo o PSD/Flores.

Para o PSD/Flores, das "várias centenas de pessoas" que poderiam ter-se deslocado às Flores, "apenas cerca de cinquenta chegaram à ilha".

"Ao obrigar que os passageiros pernoitassem uma noite na ilha do Faial, está a impor-se uma situação que desincentiva quaisquer interessados a deslocar-se à ilha das Flores. Foi assim com diversos grupos de outras ilhas que, prevendo deslocar-se às Flores, não o fizeram tendo em conta os constrangimentos do percurso", referiu, em comunicado, a comissão política de ilha dos social-democratas, presidida por António Maria Gonçalves.

Para os social-democratas esta situação mostra o "completo falhanço da operação da responsabilidade do Governo Regional que, em 12 anos e com mais de 40 milhões de euros gastos, não conseguiu implementar uma política de transporte marítimo de passageiros que servisse os Açores e, em especial, a ilha das Flores".

As Flores sentiram mais uma vez os “efeitos desastrosos da política de transportes do Governo [Regional] socialista”, além de ficarem sem “um conjunto de bens essenciais nas Flores", que não chegou a tempo da Festa do Emigrante.

Notícia: «Jornal Diário».
Saudações florentinas!!

terça-feira, 22 de julho de 2008

Quem descobriu os Açores?? Afinal talvez não tenham sido os portugueses quem cá chegou primeiro...

O investigador Joaquim Fernandes, da Universidade Fernando Pessoa (no Porto), lançou [no passado dia 8] o romance "O Cavaleiro da ilha do Corvo", onde defende, baseado em factos reais, que a descoberta do arquipélago dos Açores ocorreu muito antes da chegada dos portugueses.

O professor universitário Joaquim Fernandes recorda como os navegadores portugueses que chegaram à pequena ilha do Corvo, nos Açores, em meados do século XV, encontraram ali uma intrigante estátua de pedra, representando um cavaleiro com traços característicos do norte de África.

A notícia, normalmente ignorada nos relatos oficiais, tem no entanto uma fonte histórica autorizada: Damião de Góis (1502-1574), o grande humanista português do Renascimento, que descreve, com algum detalhe, no capítulo IX da sua Crónica do Príncipe D. João, escrita em 1567, as circunstâncias em que o inesperado monumento - "antigualha mui notável", como lhe chama - foi achado no noroeste da pequena ilha, a que os mareantes chamavam "ilha do Marco".

O cronista [Damião de Góis] refere que a descoberta [da estátua] ocorreu no período a que classificou de "nossos dias", ou seja, no seu tempo de vida, provavelmente entre os finais do século XV e os inícios de XVI, no decurso do reinado de D. Manuel I e durante as primeiras tentativas de colonização da ilha do Corvo.

O monumento era "uma estátua de pedra posta sobre uma laje, que era um homem em cima de um cavalo em osso, e o homem vestido de uma capa de bedém, sem barrete, com uma mão na crina do cavalo, e o braço direito estendido, e os dedos da mão encolhidos, salvo o dedo segundo, a que os latinos chamam índex, com que apontava contra o poente."

"Esta imagem, que toda saía maciça da mesma laje, mandou el-rei D. Manuel tirar pelo natural, por um seu criado debuxador, que se chamava Duarte D`armas; e depois que viu o debuxo, mandou um homem engenhoso, natural da cidade do Porto, que andara muito em França e Itália, que fosse a esta ilha, para, com aparelhos que levou, tirar aquela antigualha; o qual quando dela tornou, disse a el-rei que a achara desfeita de uma tormenta, que fizera o Inverno passado", refere o cronista.

"Mas a verdade foi que a quebraram por mau azo; e trouxeram pedaços dela, a saber: a cabeça do homem e o braço direito com a mão, e uma perna, e a cabeça do cavalo, e uma mão que estava dobrada, e levantada, e um pedaço de uma perna; o que tudo esteve na guarda-roupa de el-rei alguns dias, mas o que depois se fez destas coisas, ou onde puseram, eu não o pude saber", acrescenta.

A este estranho monumento juntou-se a descoberta, no século XVIII, de um não menos perturbador vaso de cerâmica, achado nas ruínas de uma casa, no litoral da mesma ilha [do Corvo], repleto de moedas de ouro e de prata fenícias, que, segundo numismatas da época e não só, datariam de, aproximadamente, entre os anos 340 e 320 antes de Cristo.

No romance, o autor refere um testemunho que reforça de modo evidente o relato de Damião de Góis: um mapa dos irmãos Pizzigani, de 1367, descoberto em Parma um desenho, uma forma de aviso, com uma legenda em latim onde se diz: "Estas eram as estátuas diante das colunas de Hércules..." Ora esse desenho está colocado à latitude dos Açores, no meio do Atlântico, sugerindo a tradição das Estátuas como marcos-limites do oceano navegável ou conhecido e serviriam para avisar os perigos que corriam os navegadores mais ousados.

O livro «O Cavaleiro da ilha do Corvo» da autoria de Joaquim Fernandes foi lançado [no passado dia 8] no Palácio Valenças, em Sintra.


Notícia: «Portugal Diário», «Açoriano Oriental», «Notícias.RTP - Rádio e Televisão de Portugal» e revista «Visão»; adicionalmente pode também ser lida uma entrevista do autor do livro ao «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Candidatura da ilha das Flores a Reserva da Biosfera da UNESCO é tema de reunião internacional da REDBIOS

O processo de candidatura da ilha das Flores a Reserva da Biosfera [da UNESCO] é tema de uma sessão de esclarecimento que decorre [na próxima] quarta-feira [depois de amanhã] à noite, naquela ilha do Grupo Ocidental dos Açores.

O encontro, aberto à participação das entidades locais e população em geral, realiza-se no Salão Nobre da Câmara Municipal de Santa Cruz, pelas 21 horas.

A iniciativa decorre no âmbito da reunião internacional da Rede do Atlântico Leste de Reservas da Biosfera (REDBIOS), que decorre nas Flores de terça a sexta-feira desta semana.

Enquanto membros da REDBIOS, os Açores propuseram-se organizar a reunião anual da REDBIOS na ilha das Flores com o objectivo de apresentar e divulgar a sua candidatura, que se encontra em fase de elaboração, a Reserva da Biosfera.

Notícia: «Jornal Diário» e também o inestimável "serviço informativo" do GACS [Gabinete de Apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!