quinta-feira, 31 de maio de 2012

No restante horário o ministro Miguel Relvas garante séries de espiões, tráfico de influências e outras manigâncias?

A emissão da RTP Açores vai passar a estar concentrada em apenas 6 horas no [nocturno] horário nobre a partir da próxima segunda-feira.

A programação do canal regional açoriano ainda não está completamente definida, mas ao que o jornal «Açoriano Oriental» apurou a emissão regional vai passar a estar concentrada entre as 17h30 e as 23h30.

Na sequência desta decisão o secretário regional da Presidência, André Bradford afirmou que o Governo Regional dos Açores vai recorrer aos tribunais para garantir o cumprimento das obrigações da televisão pública na Região, que considera serem impostas pelo contrato de concessão a que a RTP está vinculada.

“A confirmar-se a reestruturação da grelha e a concentração da emissão [na RTP Açores] da produção regional em horário vespertino – que será aplicada, ao que sabemos, já na próxima semana [a partir do dia 4 de Junho] – avançaremos com uma providência cautelar e com uma acção judicial que garanta o cumprimento do contrato de concessão de serviço público de televisão”, afirmou André Bradford, na abertura do colóquio 'Serviço Público: Limites e Desafios', promovido pela Universidade dos Açores.


Notícia: «Açoriano Oriental» e rádio Atlântida.
Entretanto a subcomissão de trabalhadores da RTP Açores vai contestar judicialmente a decisão da administração e defender a RTP Açores enquanto “instrumento fundamental da afirmação da açorianidade nas nove ilhas do arquipélago e em todo o Mundo”.

Saudações florentinas!!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Exposição de pintura «Percursos»

Está patente na Sociedade Filarmónica Dr. Armas da Silveira, em Santa Cruz das Flores, a exposição de pintura denominada «Percursos», com obras da autoria de Florimundo Soares.
Esta exposição de pintura poderá ser visitada todos os dias das 13h30 às 23 horas, até ao próximo dia 15 de Junho.

Saudações florentinas!!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Em Portugal a ligação de acesso rápido à Internet... ainda não é para todos

É visto como um problema associado a países menos desenvolvidos, mas em Portugal há quem tenha um limitado acesso à Internet que pode fazer com que um vídeo do YouTube demore uma tarde inteira a carregar.

Em duas ilhas açorianas - Corvo e Flores -, os habitantes pagam tanto de internet como os restantes ilhéus, mas têm menos velocidade de acesso. Os serviços de telefone fixo e móvel também apresentam fraca qualidade. Nelson Fraga, uma das vozes mais activas na luta por um melhor acesso, explica que o problema se deve ao facto de o acesso nestas duas ilhas ser garantido por uma ligação de satélite da Portugal Telecom (PT), enquanto que o restante arquipélago já é servido por fibra óptica.

Nelson Fraga considera que deve "haver uma noção" de como esta questão afecta ilhas que vivem tanto do turismo e cujos habitantes e empresas precisam de comunicar por email e disponibilizar "sites com boa qualidade visual".

A área do turismo é apenas um exemplo, uma vez que o próprio acesso pessoal, para meras actividades do dia a dia que parecem tão simples - como receber um documento em pdf via email ou ver um vídeo no YouTube - são quase actividades épicas que podem demorar entre 20 minutos a uma tarde inteira, respectivamente.

"Ver um vídeo no YouTube durante o dia é praticamente impossível", diz Nelson Fraga. "Colocamos em pausa, para ficar a carregar, e depois tentamos no final da tarde, passadas três a quatro horas", continua. "Só de madrugada é que é relativamente acessível" ir ao YouTube. As empresas têm dificuldade "em dar vazão aos emails", sobretudo se em anexo vierem documentos "corriqueiros" de poucos megabytes, que demoram "15 a 20 minutos" para descarregar.

Fraga diz que não há maneira de contornar o problema, apenas continuar a lutar. "Andamos a ver se, por via das petições, conseguimos pressionar o Governo a tomar uma decisão", refere. Os custos, além da ligação à internet, incluem sempre o telefone fixo, pois sem ele não podem estar ligados à rede. "Sentimo-nos ultrajados e enganados como consumidores", acusa.

Segundo Nelson Fraga, a "PT oferece um serviço miserável", sendo a única a operar na zona, pelo que os habitantes não têm "outra opção". As culpas são divididas entre o Governo Regional e o Ministério da Economia. "Neste pingue-pongue de acusações, as populações é que ficam a perder", comenta.

Liliana Melo, jurista na Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO), explica ao «JPN» que a associacão recebe "algumas reclamações", sobretudo "por pessoas que são informadas pelas operadoras que têm cobertura na área de residência delas e isso não acontece". No entanto, o número é residual, "não é uma queixa muito frequente".

A DECO não possui informação sobre as zonas mais afectadas mas reitera que, mesmo no meio de centros urbanos, há áreas sem cobertura. A jurista explica como se deve reclamar - isto no caso de constar no contrato de fornecimento de internet que há cobertura em determinado local, assim como o papel da ANACOM nesta questão, que tanto afecta as populações.

Seja para trabalhar e gerir negócios ou para momentos de lazer a ver vídeos no YouTube, perfis de Facebook ou descobrir novos memes, o acesso à internet chega a ser considerado um direito humano pela Internet Rights & Principles Coalition.


Notícia: Jornalismo.Porto.Net (JPN).
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Maioria das empresas municipais açorianas poderá ter de vir a ser extinta

As novas regras para a actividade empresarial local, aprovadas recentemente em Conselho de Ministros, poderão determinar a extinção de praticamente todas as empresas municipas açorianas, perspectiva o presidente da Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores (AMRAA), João Ponte.

A nova lei para o Sector Empresarial Local insere-se no âmbito da Reforma da Administração Local que está a ser preparada pelo Governo da República. João Ponte discorda dos critérios que vão ser aplicados sublinhando que a maioria das empresas municipais, de natureza social, não gere as receitas exigidas no novo diploma. Por essa razão, o presidente da AMRAA estima que 90 por cento das empresas municipais poderão fechar as portas.


Notícia: RDP Antena 1 Açores.
Saudações florentinas!!

domingo, 27 de maio de 2012

«Pense e Inove com o ProRural»

A AdeliAçor promove um ciclo de seminários sobre o tema da inovação e empreendedorismo em meio rural com recurso aos apoios do ProRural.

As sessões realizam-se de 17 a 31 de Maio, em todas as ilhas da zona de intervenção da AdeliAçor: São Jorge, Pico, Faial, Flores e Corvo; tendo como principal objectivo divulgar o eixo 3 do ProRural: Qualidade de Vida nas Zonas Rurais e Diversificação da Economia, com destaque para a norma de procedimentos e informações relativas às candidaturas.

Pretende-se associar a estas acções o tema do empreendedorismo em meio rural, numa vertente prática de apoio a quem pretende investir através do ProRural.

Na ilha das Flores a sessão ocorrerá na próxima quarta-feira (dia 30 de Maio), às 20h30, na Junta de Freguesia da Fazenda. As sessões são abertas ao público e co-financiadas pelo ProRural.


Notícia: "sítio" da AdeliAçor - Associação para o Desenvolvimento de Ilhas dos Açores.
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

«Brumas e Escarpas» #41

Desesperadamente à procura da Lavrada

O Manuel Branco morava numa casa bastante isolada, lá para os fundos da Tronqueira, quase no cimo da ladeira do Calhau Miúdo. Era um homem pobre, honrado e trabalhador mas muito ingénuo e simplista. Esta última qualidade permitia que a garotada da freguesia, com mais frequência do que a tolerada pela paciência humana, lhe pregasse algumas partiditas, umas inocentes e jocosas outras malévolas e arreliadoras. O Manuel, porém, paciente e com uma muito limitada capacidade de revolta e indignação, lá ia vendo, ouvindo, calando e suportando tudo.

Certa noite de que se haviam de lembrar os ganapelhos? O Manuel, mesmo ali em frente da casa onde morava, tinha o “ai Jesus” da sua árdua labuta quotidiana: um cerrado de milho do melhor que havia, bem crescido e verdinho, já espigadote, à espera do estio para que amadurecesse, fosse apanhado, “encambulhado” e pendurado no estaleiro, a fim de lhe garantir o sustento da família ao longo de todo ano. Ao lado da casa e ao fundo do pátio ficava o pequeno palheiro onde guardava a Lavrada, a única vaca que possuía, na qual havia pendurado ao pescoço uma campainha de som inconfundível aos ouvidos do dono, como era uso e costume na Fajã.

Alta noite, enquanto o Manuel e todos lá em casa dormiam regaladamente, vão os “monços” ao palheiro, tiram a campainha do pescoço da Lavrada e escondem-se entre o milho, fazendo propositadamente algum barulho e simulando um badalar da campainha, a imitar, na perfeição, as lentas passadas do animal.

Foi a mulher quem primeiro acordou assarapantada: - “Credo! Jasus! Virge Santísema! Home, acorda! Nan oives? A nossa Lavrada assoltou-se e está a dar cabo do nosse milhinhe tode!”

O Manuel deu um pulo e, mesmo em “ciroillhas”, com a Jesuína atrás, em “naitigão”, a insuflar-lhe coragem, assomou à porta e, ouvindo a campainha da vaca, cuidou que de facto ela se soltara do palheiro e andava por entre o milho. Muito aflito e atrapalhado, atravessou o pátio que separava a casa da terra, saltou o muro e começou a chamar pelo animal, na tentativa de o apanhar: - “Lavrada! Lavrada! Ou vaca, ou!”

Contendo as gargalhadas, continuaram os atrevidotes a simular com o toque da campainha que era o animal que por ali andava, fazendo estalar de vez em quando e propositadamente um ou outro pé de milho. O Manuel entrou desesperadamente na terra, correndo como um louco à procura da vaca, chamando por ela e incentivando-a a parar. Mas quanto mais corria e chamava, mais o som da campainha se afastava e fugia.

- “Ora essa”! – resmungava a mulher – “Uma vaca assim tan mansa! Parece que tem o diabe no corpe”!

Procuraram toda à noite mas a vaca nunca apareceu. Só de madrugada quando regressavam a casa, quer porque já não ouvissem o som da campainha quer porque começassem a desconfiar de que ali havia marosca, foram ao palheiro. Encontraram a porta bem fechada com a taramela e a Lavrada amarrada e deitada no seu canto, muito calma e tranquila, a ruminar a sua ceia, como se nada tivesse acontecido, mas... sem a campainha ao pescoço. Só então deram conta do embuste.

E a campainha? Bem, essa só apareceu na altura da apanha do milho.


Carlos Fagundes

Este artigo foi (originalmente) publicado no «Pico da Vigia».

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Sopas de Espírito Santo florentinas foram (a)provadas em São Miguel

Mais de trezentas pessoas participaram, [no passado sábado] em Ponta Delgada, no almoço de Sopas de Espírito Santo, promovido pela Associação Amigos da ilha das Flores.

O cozinheiro deslocou-se propositadamente da freguesia da Fazenda para confecionar em São Miguel esta variante florentina de um prato que, embora seja comum em todas as ilhas dos Açores, não é igual em nenhuma delas, variando às vezes dentro da própria ilha.

A Associação Amigos da ilha das Flores desempenha um importante papel na promoção da ilha e também na ajuda aos doentes florentinos que se deslocam a Ponta Delgada.


Notícia: «Telejornal» da RTP Açores.
Saudações florentinas!!

sábado, 19 de maio de 2012

Campanha «Açores entre Mares 2012»

Podem consultar o programa de actividades do «Açores entre Mares 2012», até especificamente na ilha das Flores.
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Obras para extensão da fibra óptica ao Corvo e às Flores... começam em Julho

As obras para a extensão do cabo submarino de fibra óptica para as ilhas das Flores e do Corvo arrancam em Julho, um projecto que deverá estar concluído em Agosto de 2013, anunciou ontem o vice-presidente do Governo Regional.

“Chegamos a acordo com a empresa ViaTel no sentido de aprovar no âmbito dos fundos comunitários da Região, que são recursos próprios dos Açores, uma comparticipação de 85 por cento na construção do cabo de fibra óptica às Flores e Corvo, o que permitirá à empresa a execução deste investimento”, afirmou Sérgio Ávila.

O vice-presidente do Governo Regional falava após uma audiência com o administrador da ViaTel, num encontro onde esteve também o presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, e o secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, José Contente.

Após a audiência, Sérgio Ávila revelou que "o Governo Regional assegurou também, a comparticipação em 24 por cento" dos investimentos que a empresa vai fazer no âmbito da instalação das redes de nova geração (RNG) em 12 concelhos dos Açores.

Sérgio Ávila sublinhou que “o Governo Regional dos Açores afecta recursos próprios, substituindo-se ao Governo da República, com um financiamento que permitirá uma comparticipação de 85% da Região na obra de extensão do cabo de fibra óptica às Flores e ao Corvo e também uma comparticipação de 24% nas redes de banda larga nos concelhos das ilhas de coesão e concelhos de Nordeste e Povoação”.

“O Governo da República tinha efectivamente um problema e nós com a empresa resolvemos este problema”, disse Sérgio Ávila, que voltou a recordar que “o Governo da República assinou, em Maio de 2011, com a empresa ViaTel, um contrato, no âmbito das suas responsabilidades, que propunha um investimento de 20 milhões de euros e que assegurava uma comparticipação de investimento na ordem dos 12,9 milhões de euros”.

O vice-presidente do Governo regional vincou que o Executivo regional "substitui-se aos compromissos assumidos pelo Governo da República" e torna "possível iniciar em Julho [de 2012] a obra de ligação de fibra óptica às ilhas das Flores e do Corvo", em simultâneo com a instalação das redes de nova geração, e cuja conclusão está prevista para Agosto de 2013.

Sérgio Ávila acrescentou que este investimento "só será executado porque o Governo Regional dos Açores assumiu uma parte do financiamento que correspondia ao Estado, mas também porque a empresa ViaTel vai assumir em encargos um volume de investimento superior aquilo que tinha contratualizado com o Governo da República".

O administrador da ViaTel, José Nogueira, sublinhou a importância do projecto e “o esforço adicional que vai ser feito para que o investimento estratégico chegue às ilhas das Flores e do Corvo. Este projecto é fundamental para a infraestrutura tecnológica da Região e para o seu desenvolvimento. E estão criadas as condições para pôr de pé este investimento”.


Notícia: «Açoriano Oriental», jornal «A União» e rádio Atlântida.
Saudações florentinas!!