terça-feira, 27 de janeiro de 2009

"Instabilidade e forte apreensão" na RTP/Açores, afirmam @s trabalhador@s

As demissões de várias chefias, nomeadamente dos chefes de redacção da rádio e da televisão, e a recente acusação de ingerência do poder político no alinhamento dos noticiários são alguns dos acontecimentos que têm contribuído para gerar “instabilidade” e “forte apreensão” junto dos profissionais da RTP-Açores, ao ponto de estar já agendada para o próximo dia 30 [esta sexta-feira] uma reunião de trabalhadores.

Em comunicado, a sub-comissão de Trabalhadores das rádio e televisão públicas regionais invoca, por exemplo, o alegado mau funcionamento do “grupo de liderança”, argumentando que “não podem ser sintomas de boa saúde desta equipa directiva” a recente “cascata de demissões acontecidas na RTP-Açores”. Indicadores que dizem “revelar instabilidade neste Centro Regional e de algum modo evidenciar a ruptura de um projecto que não consegue reunir os necessários consensos”.

Quanto à eventual ingerência do poder político na informação e no alinhamento dos noticiários, denunciada recentemente pelo grupo parlamentar do PCP, a sub-comissão entende que, mais grave do que não ter sido averiguada a veracidade das denúncias, é o facto de a situação não ter merecido qualquer comentário por parte da Direcção [da RTP-Açores]. A esse propósito, assumem os trabalhadores, “parece ter sido suficiente o desmentido governamental”.

E no que concerne à alegada interferência do Governo Regional na acção noticiosa do canal regional, a sub-comissão de Trabalhadores não se coibe de afirmar que “existem dados que comprovam uma atitude de pressão arrogante e prepotente”. A atestar esse facto apontam “o comunicado do Governo [Regional] acusando um/a jornalista de tentativa de desinformação ou o subserviente pedido de desculpas ao presidente do Governo [Regional] por uma reportagem de que Sua Exª não apreciou o estilo”.

No documento a que o «Açoriano Oriental» on-line teve acesso, os trabalhadores fazem igualmente notar o seu descontentamento com a criação em Lisboa de um Gabinete de Apoio às Operações Regionais por entender que com o mesmo o Conselho de Administração (CA) “demonstra uma falta de confiança, na prática, nos directores [da RTP] dos Açores e da Madeira”. “Qualquer trabalhador sabe que, sempre que se cria um gabinete de apoio ou uma comissão de análise ou outra qualquer estrutura paralela, tende a burocratizar, a desresponsabilizar os autores e a impedir a resolução rápida de qualquer problema”, acusam.

Aliás, no que concerne ao “tratamento” dado por Lisboa aos centros [da RTP] das Regiões Autónomas, a sub-comissão refere mesmo que “nunca algum CA se atreveu a ser, filosoficamente, tão centralista” ao considerar, através de uma ordem de serviço, “a RTP-Açores e RTP-Madeira como ‘estruturas periféricas’ e que são equivalentes aos restantes centros regionais [da RTP] que não possuem qualquer produção própria, nem emissões consecutivas de mais de 16 horas diárias de rádio ou televisão com autonomia consagrada na lei”.

Ao rol de contestações, soma-se ainda o alegado agravamento das condições de trabalho, com os trabalhadores a manifestarem apreensão quanto ao estudo que foi encomendado pelo CA no sentido de “comprimir todos os serviços num único edifício que foi construído para acomodar apenas a Rádio”. É que, segundo a sub-comissão de Trabalhadores, “o já mítico 'novo edifício' a ser construído de raiz [para a RDP e RTP-Açores], uma bandeira deste projecto de unificação da Rádio e da Televisão, nem no papel existe”.


Notícia: «Açoriano Oriental», «Correio dos Açores», «A União» e «Diário dos Açores».
Saudações florentinas!!

5 comentários:

Anónimo disse...

E continuamos nas Flores sem correspondente , estamos dependentes do Corvo ,e esta

Anónimo disse...

Não havia uma nova correspondente?

Anónimo disse...

é pena tudo isso que está acontecer com a RTP e RDP Açores.
È preciso motivação gosto pelo trabalho e acima de tudo trabalhar para o bem comum. Falta correspondentes em muitas ilhas, falta motivação Porquê???Falta meios,funcionários, para que tenhamos uma RTP digna, falta bons programas para que estejamos mais próximos dos Açorianos é preciso com urgencia pensar em bons programas para cativar os açorianos a ver a RTP-A. As outras estações dão o exemplo. É pena não haver competição.

Anónimo disse...

Na Terceira, ninguém percebe o que é RTP, RDP e imprensa escrita. Eles, alguns jornalistas, circulam sem conhecerem incompatibilidades.

Quem vê as reportagens de certos jornalista conhece de antemão o que de lá vem: ataques descarados ao governo, estando agora na mira o ambiente a saude e a educação, ou, ainda mais comum, pegas por tudo e por nada com os americanos, principal empregador da ilha Terceira.

Miguel disse...

Subscreva a posição do PCP nesta questão mas... que se passa com o site deles? Está em baixo?