segunda-feira, 30 de junho de 2014

Falta de certificação da pista florentina não impede aterragens noturnas da FA

A Força Aérea (FA) já operou na ilha das Flores sem iluminação certificada, mas recusou-se a fazer uma evacuação em São Jorge, precisamente porque a iluminação da pista não está certificada.

O caso do ferido grave em São Jorge, que faleceu a aguardar por uma evacuação médica, continua envolto em polémica. A Força Aérea lamenta a morte e garante ter disponibilizado todos os recursos para o transporte do doente para o Hospital de Ponta Delgada. Os militares mantêm que o avião que iria efetuar a evacuação não podia fazer uma operação noturna em São Jorge sem a iluminação da pista estar devidamente certificada, isto apesar de se tratar de uma operação de emergência e não de uma viagem comercial regular.

O aeroporto de São Jorge tem, efetivamente, iluminação. De acordo com o manual de informação sobre a pista, disponibilizado pela NAV, a que os pilotos têm acesso, São Jorge tem iluminação de aproximação e fim de pista, iluminação lateral e ainda dois outros tipos de iluminação de apoio à navegação. Apesar de não estar certificada, a iluminação em causa garante que nenhum aparelho aterre às escuras.

O avião da Força Aérea não operou em São Jorge durante a noite, mas já o fez nas mesmas condições no aeroporto das Flores, cuja pista não está também certificada. Uma fonte dos Bombeiros locais garantiu à Antena 1 que a Força Aérea já operou à noite naquele aeroporto por várias vezes. O manual da NAV indica a existência na ilha das Flores apenas de iluminação lateral.


Notícia: RDP Antena 1 Açores.
Saudações florentinas!!

domingo, 29 de junho de 2014

Nova revista à portuguesa d' A Jangada

No próximo sábado (dia 5) irá estrear a nova revista à portuguesa levada à cena pel' A Jangada - Grupo de Teatro, intitulada "Super-Tuga e os heróis da revista". Como sempre será mostrada no Auditório da sede d' Os Minhocas, pelas 21h30. Esta décima quarta edição de revista à portuguesa levada a cabo pela Jangada será ainda apresentada nos dias 6, 7, 8 e 9 de Julho, à mesma hora e no mesmo local. A encenação e direcção artística está a cargo de Joaquim Salvador.
Saudações florentinas!!

sábado, 28 de junho de 2014

Imbróglio na Cooperativa Ocidental

Vai um grande imbróglio na Cooperativa Ocidental. Há membros da nova direção impedidos de tomar posse.

Foram eleitos mas não podem tomar posse. A Cooperativa Ocidental está sem gestão desde o dia 31 de Maio. Tudo porque um dos membros eleitos voltou atrás e já não é sócio da Cooperativa.

Os sócios da Cooperativa foram chamados na noite da passada quarta-feira (dia 25) para uma nova reunião. O presidente da Assembleia Geral, Armindo Tavares admite que a actual situação é insustentável e confusa. Vitorino Azevedo, anterior presidente da direcção da Cooperativa, demitiu-se a 31 de Maio. De imediato foram marcadas eleições para o dia 23 de Junho, mas o acto eleitoral acabou por ser antecipado, tendo sido realizado no passado dia 18. Dos mais de 30 sócios, votaram dezoito e foi eleito um novo presidente: Francisco Xavier, um dos maiores produtores da ilha e principal opositor da anterior direcção. Para a Assembleia Geral foi reeleito Armindo Tavares.

Mas no dia seguinte à votação tudo se alterou: na hora de assinar a acta de posse, um dos membros eleitos, José Henrique Nóia apresentou uma carta a informar que não pode continuar a ser sócio da Cooperativa, dado não produzir há já um ano, tal como obrigam os estatutos da instituição. É com a saída deste membro que a situação na Cooperativa Ocidental se complica: a Conservatória do Registo Comercial recusa fazer o apontamento dos novos corpos sociais. Por isso, neste momento a Cooperativa está sem gestão desde o dia 31 de Maio.

A falta de rumo e orientações diárias é evidente: o combustível para a carrinha que faz o transporte do leite tem sido pago pelas duas autarquias da ilha das Flores e a EDA já ameaçou cortar o fornecimento de energia. Fontes ligadas à área do Direito admitem à Antena 1 Açores que perante este cenário deverá ser necessário realizar um novo acto eleitoral.

Instabilidade na Cooperativa Ocidental na ilha das Flores. Uma Cooperativa que tem estado com situação financeira complicada.


Notícia: Espaço noticiário das 13h na Antena 1 Açores (dia 25).
Saudações florentinas!!

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Sopas de Espírito Santo dos Escuteiros

Na semana de 9 a 15 de Junho, o agrupamento de Escuteiros 691 de Nossa Senhora da Conceição, da vila de Santa Cruz, realizou a sua festa de Espírito Santo, com um arrojado programa que se prolongou por toda a semana, culminando no domingo com uma procissão desde a sua sede até à Igreja Matriz (e regresso), onde foi celebrada a eucaristia pelo padre Francisco Xavier, com a participação activa do corpo de escutas que para além da participação tiveram a seu cargo os cânticos da missa.

Foi no decorrer desta eucaristia, no tempo adequado, que dois novos escuteiros fizeram a sua promessa [assumir o compromisso para com os escuteiros] e dois fizeram a sua investidura [renovação da promessa para mudança de secção].

Este agrupamento tem o seu registo datado do ano de 1983, mas já existia há alguns anos, sendo que actualmente tem cerca de 76 elementos nas suas diversas seções que se dividem em: Lobitos (dos 6 aos 9 anos), Exploradores (dos 10 aos 13 anos), Pioneiros (dos 14 aos 17 anos), Caminheiros (dos 18 aos 23 anos) e Chefes (dos 23 até à bonita idade dos 65 aproximadamente).

Neste último dia, e após as actividades religiosas e de compromisso, foram servidas as tradicionais Sopas para todos os presentes. Nesta parte final da festividade ainda houve lugar para a entrega de “louvores” a entidades e pessoas que, no ponto de vista escuteiro, têm vindo a ter relevante importância nesta instituição. Não esquecer que no final da refeição, dois grupos de foliões em conjunto fizeram o “levantar das mesas”, cerimónia que consiste em tocar tambor e pratos que acompanham ritmicamente um cântico com letra adequada ao momento.

Costa Ocidental foi convidado a recolher imagens e divulga-las, assim sendo esteve presente no domingo onde todo o trabalho de vídeo é disso testemunha. Como nota, Costa Ocidental informa que o convite foi feito para as actividades de toda a semana, mas como tal não é possível devido aos custos inerentes, marcou presença no último dia. Desculpas ficam aos escuteiros, mas foi feito o melhor possível.

Muito obrigado aos escuteiros/organização, a todos os intervenientes e os que tornaram possíveis estas imagens. Obrigado especial à Luísa Silveira pela ajuda na produção e responsável pela fotografia.


Vídeo: YouTube de José Agostinho Serpa.
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 26 de junho de 2014

«Brumas e Escarpas» #76

A mulher com pés de cabra na Ladeira das Covas

O Bigorna chegou a casa espavorido, misantropo, desfeito, esgazeado, a tremer como varas verdes e branco que nem cal. Enfiou-se vestido na cama, recusou-se a comer ou a beber o que quer que fosse, rejeitou o travesseiro e cobriu a cabeça com os cobertores. Não tugiu nem mugiu durante o resto do dia. Um caco!

A mulher sabia que ele se levantara bastante cedo para ir ceifar um molho de erva à lagoa das Covas e, muito provavelmente, havia de demorar-se por lá algum tempo, como era seu hábito. Por isso, quando o viu entrar pela porta dentro, àquela hora e naquele estado, abriu a boca até aos ouvidos, perdeu a fala e ficou estancada na cozinha qual estátua de gesso. Depois, despertando de tão inaudita letargia, de um salto, abriu a porta do quarto, abanou o homem, sacudiu-o, balanceou-o, tentou descobri-lo e forçou-o a levantar-se. Mas nada. Parecia morto. É que quanto mais o sacudia mais ele se aquietava, quanto mais o remexia mais ele afrouxava e quanto mais o puxava para fora dos cobertores mais ele se encafuava quedo e mudo, por entre os sulcos das folhas de casca que enchiam o colchão da velha enxerga.

De consumida passou a alvoraçada, de alvoraçada a tresloucada e, concluindo que solavancos, repelões e lambadas naquele corpo inerte de nada valeriam para avivar tão estranho e repentino entorpecimento, desata pela vizinhança a gritar, a berrar e a pedir socorro. Que lhe acudissem. Que acontecera uma grande desgraça. Que o seu homem estava a morrer. Que nunca se vira uma coisa assim. Tanto foi o alarido e tão grande o berreiro que, em breve, a casa se encheu de vizinhas, de préstimos, de conselhos, mas também de lamentações e, até, de suspeitas e de desconfianças. Ali havia gato. Olaré se havia!

E os alvitres começaram a disparar: “Chama o senhor padre”, “faz-lhe chá mastrunços”, “põe-lhe um crucifixo nas mãos”, “tira-lhe os cobertores”, “põe-lhe um pano molhado na testa”, “promete um boneco a Santo Amaro”, “acende uma vela a Santa Luzia”, “dá-lhe canja de galinha...” e por aí adiante. Uma enxurrada de sugestões que não tinham fim. Fez-se de tudo e até o vigário veio com cruz, água benta e livro de exorcismos. Mas nada... O Bigorna quedava-se recolhido no leito, mudo, inerte, estático, indiferente a tudo e a todos, perante o cada vez maior desespero da mulher e o inacreditável espanto dos circundantes.

Passaram-se dois dias, três dias de angústias extremas e de preocupações galopantes e nada. Ao quarto dia, mandada vir do Lajedo de propósito, apareceu por ali a Georgina Benta, muito entendida e experiente em bruxedos e maus olhares. Observou o doente e sentenciou de imediato:

- Há aqui o dedo do mafarrico! Se há... Ou eu não me chamo Georgina Benta. Aqui há bruxedo e dos graúdos. Posso garantir que isto só lhe passa com uma oração do livro de São Cipriano.

A mulher do Bigorna, muito da igreja e muito conceituada junto do pároco e de sua irmã, a princípio não aceitou muito bem a ideia. Mas era o seu homem que definhava dia a pós dia. “Só quem passa por isto é que sabe. Venha de lá a Benta e traga o livro de São Cipriano e todos os livros que quiser e entender. Primeiro que tudo está a saúde do meu homem.”

Entrou-lhe pois a Benta do Lajedo pela porta dentro, de livro, vassoura e balde cheio de água benta. Não esteve com meias medidas e atira para cima do Bigorna a oração da “Cabra Preta”, enquanto o ia salpicando com respingues da água retirados do balde e atirados com a vassoura: “Cabra preta milagrosa que pelo monte fugiu, trazei-me o Bigorna que de minha mão sumiu (...) Bigorna, com dois te vejo, Bigorna com três te prendo, com Caifaz, Satanás, Ferrabás. Ámen!”

Não demorou muito. O Bigorna, ou pelo fresco da água ou pela intercessão de São Cipriano, lá foi escapulindo lentamente da letargia em que se encontrava. Esperneou, contorceu-se, escabujou, esticou o corpo prolongadamente, arregalou os olhos, atirou com os cobertores às urtigas e veio pôr-se à janela, a olhar admirado para a meia dúzia de mirones que lhe haviam parado em frente da casa.

Nunca se soube a quem o Bigorna contou o seu segredo. Mas correndo de boca em boca, toda a freguesia, algum tempo mais tarde, teve conhecimento do que acontecera naquela iníqua madrugada: o Bigorna cruzara-se na Ladeira das Covas com uma mulher, jovem e bela, mas que não conhecera. Voltando-se para trás, por mera curiosidade, seguiu-a durante uns segundos. Foi então que a mulher também se voltou e o Bigorna, estarrecido de medo, viu que da cintura para baixo, tinha o corpo coberto de pêlo negro que parecia pêlo de cabra e os pés, esses eram mesmo bem iguaizinhos aos pés de uma cabra.

Esta era a razão por que muita gente tinha um medo enorme de passar na Ladeira das Covas, onde uma misteriosa mulher, com pés de cabra, aparecera ao Bigorna.


Carlos Fagundes

Este artigo foi (originalmente) publicado no «Pico da Vigia».

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Etapa do concurso Miss Queen Portugal

Miss Queen Portugal é o concurso de eleição oficial das representantes portuguesas para os maiores certames de beleza do Mundo, proporcionando às várias candidatas meios eficazes de divulgação e promoção da sua auto-imagem, dos seus atributos, projectos, objectivos e propósitos.

A organização Miss Queen Portugal desenvolve diversas causas solidárias, tendo como principal legado a proteção ambiental e na sua Miss Eco Beauty a principal embaixadora. Miss Earth é o certame internacional de beleza de maior referência para a organização Miss Queen Portugal, que celebra anualmente a defesa e promoção de uma causa ambiental, definida pelo programa ambiental das Nações Unidas.

É um privilégio representar Portugal, levar a nossa língua e costumes a todos os continentes, honrando os nossos antepassados, mas sempre vangloriando as nossas referências presentes, com a humildade de enriquecermos com novos países e culturas. A vencedora de Miss Queen Portugal será a representante portuguesa no Miss Earth, que é um dos quatro maiores concursos internacionais de beleza do planeta, com cerca de 90 países participantes e grande audiência televisiva.

A ilha das Flores teve na noite do passado sábado (dia 21) a oportunidade de eleger a sua Miss Queen, neste caso concreto o concelho das Lajes. Numa noite cheia de luz, cor, talento, beleza e uma belíssima organização, pela passerelle desfilaram seis candidatas em diversos trajes, sempre com um arrojado cuidado e muita atenção aos pormenores.

No final o resultado de um primeiro lugar que coube a Valéria Freitas que, com enorme simplicidade e simpatia recebeu dois prémios, exactamente o de vencedora e Miss Simpatia. Assim ficando os lugares de dama honor para: (1ª) Diana Rodrigues, (2ª) Maria Elisa e (3ª) Catarina Amaral. Miss Fotogenia coube a Elisa Medeiros. Muitos parabéns às vencedoras e à organização.

Muito obrigado à organização, às concorrentes, aos intervenientes e a todos que de uma forma ou de outra tornaram possíveis estas imagens. Agradecimento especial à Luísa Silveira pela fotografia e ajuda na produção.


Vídeo: YouTube de José Agostinho Serpa.
Saudações florentinas!!

terça-feira, 24 de junho de 2014

Noite de Sons e Sabores internacionais

No próximo sábado (dia 28) realiza-se a Noite dos Sons e Sabores Internacionais. Este evento terá lugar pelas 19h30 na Casa do Povo das Lajes e além de um jantar cultural que contará com a presença de sabores regionais e internacionais, a organização promete uma noite recheada de surpresas. A iniciativa do Lions Clube Pérola do Ocidente tem como principal objetivo a angariação de fundos destinados a apoiar a Santa Casa da Misericórdia das Lajes das Flores na aquisição de camas para o Lar de Idosos das Lajes.

Notícia: "sítio" da Câmara Municipal de Lajes das Flores.
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Espécies marinhas invasoras ameaçam os ecossistemas das ilhas açorianas

Espécies invasoras marinhas que chegam aos Açores incrustadas em embarcações de recreio e navios podem pôr em causa as espécies endógenas da Região, dada a fragilidade dos seus ecossistemas e, consequentemente, o pescado, afirma uma investigadora.

“Considerando que os ecossistemas das ilhas, em particular das oceânicas, são muito frágeis, se alguma coisa chega por mão humana é relativamente simples ter condições de se desenvolver e proliferar, deixando de ser uma espécie exótica para ser uma espécie invasora”, disse a investigadora Ana Cristina Costa.

A bióloga está ligada ao projeto ‘Açores: stop over for marines aliens species’, do departamento de Biologia da Universidade açoriana, que visa contribuir para travar a entrada de espécies marinhas invasoras, decorrendo até 2015.

Ana Cristina Costa afirma que os ecossistemas dos Açores se podem confrontar com “grandes problemas”, uma vez que, por competição pelo espaço e por serem mais eficazes em termos reprodutivos, algumas espécies podem dominar todo o sistema, fazendo desaparecer algumas espécies endógenas: “Acaba por haver um empobrecimento do sistema e poderá haver algum decréscimo na competitividade, inclusive de espécies com interesse comercial e que são exploradas”, frisa a bióloga.

A investigadora refere, por outro lado, que o “grande risco” para a saúde pública das espécies marinhas invasoras reside no facto de algumas serem portadoras de outras de menor dimensão, que podem causar problemas ao nível do consumo, em termos de intoxicações: “É o caso do pescado, sobretudo do marisco, embora as espécies geralmente mais afetadas sejam bivalves [mexilhão, amêijoa e conquilha, entre outros], o que não existe muito nos Açores e nos resguarda”, declara a bióloga.

Ana Cristina Costa sublinha que não há uma relação direta: “Em termos de risco para a saúde pública, geralmente o que é preocupante são algumas espécies de mais pequenas dimensões que possam vir associadas a outras espécies introduzidas, que podem tornar-se invasoras”, declara a bióloga.

A investigadora especifica que o projeto ‘Açores: stop over for marines aliens species’ visa identificar espécies invasoras através das marinas e portos, dos navios comerciais oriundos de outros países, sendo identificadas inúmeras espécies exteriores à Região: “Estamos a avaliar a situação das portas de entrada e relacioná-las com o tráfego de embarcações, nomeadamente de recreio, a mais importante via de entrada nos Açores, através das incrustações nos cascos das mesmas”, afirma.

Ana Cristina Costa refere que o estudo se processa através da recolha dos organismos que estão nos cascos das embarcações, quando estas vêm a doca seca, tentando-se perceber a ligação entre a origem das embarcações e as espécies: “Nos Açores, as espécies são disseminadas pelas embarcações que fazem o circuito das ilhas. Muito facilmente, algo vindo das Caraíbas, num instante se instala numa ilha, ou desta para outras”, frisa a bióloga. As espécies invasoras são consideradas uma ameaça global à biodiversidade marinha.


Notícia: «Açoriano Oriental», «Público» e jornal «i».
Saudações florentinas!!

domingo, 22 de junho de 2014

Sons do Entardecer: um serão musical

A ilha das Flores é por excelência e graças à benevolência do Criador e dos Deuses, uma terra muito procurada em especial no Verão, por muitas pessoas das mais distintas e longínquas paragens deste planeta azul. É de salientar as surpresas que têm quando conhecem muita da nossa realidade.

Dessas muitas paragens, é frequente encontrarem-se grupos vindos do território continental português. Este caso que vos mostro é disso um exemplo, em que a surpresa e perplexidade perante as nossas belezas, saberes, usos e costumes ficou bem patente, quando se tem o privilégio de partilhar um pouco de tempo, trocar alguns conhecimentos e sobretudo assumir uma cumplicidade criada quando as condições superiores ao razoável, chegando mesmo ao limito do perfeito.

A Costa Ocidental foi convidada a registar este momento para divulgação e dar a conhecer que não existem barreiras quando as boas vontades, os desejos, a paz, harmonia, dignidade, respeito... são o prato forte, diria mesmo único, numa ementa que deveria perpetuar nos tempos e nas memórias, sendo um exemplo de como é possível estabelecer relações e fomentar a paz e harmonia quando as condições estão reunidas.

Este foi um serão diferente onde a música e cumplicidade foram as notas predominantes entre humanos de bem. Quero agradecer ao grupo de Caminhantes pela partilha e enorme cumplicidade, simpatia, respeito e sobretudo dignidade. Agradecimento ao Renato Bettencourt pela imprescindível ajuda à viola. Especial agradecimento à incansável Luísa Silveira pela captação de imagens e ajuda na produção.


Vídeo: YouTube de José Agostinho Serpa.
Saudações florentinas!!

sábado, 21 de junho de 2014

Apelo ao estudo da nossa História local

A historiadora Susana Goulart Costa apelou para que a nova geração de investigadores sociais aprofunde o estudo sobre a História local, por haver "uma grande falta de conhecimento" sobre os dezanove concelhos açorianos e existirem fontes.

"O nosso repto é que alguns membros desta geração olhassem para essa História local, porque quando fazemos este estudo mais microscópico depois podemos perceber melhor as grandes influências da História nacional e mesmo europeia", afirmou Susana Goulart Costa.

As Primeiras Jornadas de História Local reuniu vários investigadores e alunos de mestrado e doutoramento da Universidade dos Açores com o propósito de refletir e apresentar o resultado das respetivas pesquisas sobre várias perspetivas da História Local.

"O objetivo é de facto dar uma atenção particular ao que é a micro-História, à História local, que tem muito a ver com instituições locais, com Câmaras Municipais e, portanto, são olhares muitos circunscritos àquilo que é a fonte para a História local, as biografias locais", disse a professora universitária.

"Há uma grande falta de estudos sobre os 19 concelhos açorianos. Há muito para trabalhar e existem fontes. Quando vamos aos arquivos estão lá fontes manuscritas do século XVII, XVIII, XIX. Por exemplo, no século XIX e primeira metade do século XX, muitos concelhos tinham impressão de jornais próprios", sustentou Susana Goulart Costa.


Notícia: «Açoriano Oriental» e «Correio da Manhã».
Saudações florentinas!!