segunda-feira, 9 de agosto de 2010

«Em Santa Cruz das Flores só se ga$ta o que se t€m», afirma Manuel Pereira

Na remota ilha das Flores, o ponto mais ocidental da Europa, onde prosperidade rima com América, a Câmara [Municipal] de Santa Cruz é exemplo de boa gestão financeira.

É na remota ilha das Flores, o braço mais ocidental da Europa, onde durante décadas o sonho da prosperidade foi inspirado na América, que se encontra um dos exemplos de boa gestão autárquica do país. Nas estatísticas da Direcção-Geral das Autarquias Locais, a pequena Câmara [Municipal] de Santa Cruz das Flores figura como a [autarquia] que mais rapidamente paga aos seus fornecedores: demora, em média, um dia, um feito invulgar.

Manuel Pereira, o presidente da autarquia de 2.500 habitantes, ri-se, condescendente com a curiosa aritmética usada nos gabinetes de Lisboa, e, ao telefone com o «Jornal de Negócios», confessa que “[pagamentos] a um dia não direi... mas certamente que pagamos a menos de 30 [dias]”.

Com muitas facturas para despachar todos os meses – essencialmente de materiais de construção, bens e serviços correntes e equipamentos – Manuel Pereira diz que “em período de crise não há necessidade de reter dinheiro às empresas”, “quase todas [são] do concelho, porque [assim] também são impostos que ficam cá”.

Uma história que revela ser possível pagar a tempo e horas.


Notícia: «Jornal de Negócios».
Saudações florentinas!!

domingo, 8 de agosto de 2010

Chegaram primeiros autocarros da UTC

No passado dia 28 de Julho chegaram à ilha das Flores os primeiros (quatro de um total de oito) autocarros da União de Transportes dos Carvalhos (UTC), empresa [nortenha] que irá garantir o serviço de transporte público colectivo [rodoviário] de passageiros.

O início das (5+1) carreiras regulares a efectuar pela UTC na ilha das Flores está programado para dia 1 de Setembro.


Notícia: edição em vídeo de Rui América.
Saudações florentinas!!

sábado, 7 de agosto de 2010

Alguns trilhos pedestres florentinos #1

PR3FLO: Poça do Bacalhau

Este trilho começa no Miradouro das Lagoas terminando na Poça do Bacalhau, com grau de dificuldade de nível médio tem a duração de cerca de 3 horas numa extensão de 7 quilómetros.

O percurso inicia-se a cerca de 50 metros do miradouro ao lado da Caldeira Comprida, e segue por um caminho de pé posto, ao longo de uma área muito rica em vegetação endémica rasteira. Após caminhar cerca de 1 quilómetro, chegará a uma estrada alcatroada e, mesmo em frente, encontra-se a Caldeira Seca. Depois de contemplar a mesma, ande um pouco na estrada e entre no caminho de pé posto localizado à sua esquerda. Este caminho poderá ter algumas zonas com águas paradas e lamas, sendo por isso conveniente ter algum cuidado. Percorridos mais 500 metros, encontrará a Caldeira Branca com o seu aspecto pantanoso. Continuando o percurso, chegará a um caminho de terra batida onde deverá virar à sua direita. Seguindo em frente, atravessará a ponte da Ribeira do Ferreiro e, após andar mais 1 quilómetro, deverá virar à sua esquerda para um novo caminho de pé posto que segue em direcção à falésia. Este caminho apresenta marcas de nevoeiro, de maiores dimensões para serem mais facilmente reconhecidas. Chegando à falésia, deverá ter uma bonita vista sobre a Fajã Grande. Desça a pastagem ao longo da falésia até encontrar à esquerda uma cancela de madeira que dá acesso a uma antiga escadaria em pedra. Esta escadaria é muito inclinada e pode-se encontrar escorregadia, sendo assim necessário algum cuidado. Ao chegar às pastagens da Fajã Grande, siga o caminho ao longo da Ribeira das Casas até à Poça do Bacalhau, onde o trilho termina.


O percurso atravessa duas zonas de reserva: Sítio de Interesse Comunitário e Reserva Florestal. É responsabilidade de todos contribuir para a sua protecção, bem como assegurar a sua biodiversidade através da conservação deste habitat natural.

Informações do portal Trail-Azores e do Guia Turístico dos Açores.

Saudações florentinas!!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

AtlânticoLine quer complementaridade nos transportes aéreos e marítimos

O presidente da AtlânticoLine, António Raposo, defende a complementaridade entre os transportes marítimos e aéreos nos Açores como forma de garantir um melhor serviço aos passageiros entre [todas as] ilhas do arquipélago.

"Vivemos numa região pequena e, por isso, é preciso conjugar esforços para que não haja esbanjamento", afirmou António Raposo, que preside à empresa responsável pelo transporte marítimo de passageiros entre as ilhas dos Açores, considerando que a complementaridade "é rentável e importante para o desenvolvimento económico da Região".

António Raposo salientou que existe actualmente uma "nova visão" das necessidades dos residentes nas ilhas, sobretudo por parte do secretário regional da Economia, Vasco Cordeiro, criticando o anterior titular da pasta, Duarte Ponte. Nesse sentido, considerou que "os açorianos não precisam de cruzeiros com camarotes e afins", mas de um "bom autocarro no mar", adiantando que as estatísticas do transporte marítimo de passageiros de 2010 comprovam essa opção.


Notícia: «Açoriano Oriental».
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Cenário tenebroso na Fajã do Calhau

A Associação Ecológica Amigos dos Açores denunciou, na passagem [a 28 de Julho] do Dia Mundial da Conservação da Natureza, o “cenário desolador” e a “degradação severa e permanente” da Fajã do Calhau, na costa sul de São Miguel.

“Sem discussão pública e sem estudo de impacte ambiental, mas com verbas de todos os contribuintes, foi destruída a paisagem e diversos habitats com o intuito de promover a agricultura e, acima de tudo, o acesso automóvel a casas de veraneio”, refere a associação Amigos dos Açores.

Em causa está a construção do caminho de acesso à Fajã do Calhau, uma zona plana junto ao mar no concelho da Povoação, situada no fundo de uma falésia com cerca de 400 metros, que desce quase na vertical. Os ambientalistas recordam que nunca se opuseram “à construção de um acesso que assegurasse a qualidade ambiental”, mas manifestam “profundo pesar” pela actual situação, que “quebrou o valor edílico próprio de um lugar remoto”.


Notícia: «Açoriano Oriental» (com vídeo).

Mais do que concursos/animações televisivas das «Maravilhas Naturais de Portugal», devíamos preocupar-nos com as «Ex-Maravilhas Naturais de Portugal» destruídas pela dilapidadora acção humana...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Trilhos pedestres não são valorizados

A associação [ecológica] Amigos dos Açores acusa o Governo Regional de não valorizar os trilhos pedestres [açorianos].

Comparativamente ao arquipélago da Madeira, visitado recentemente por uma delegação desta associação, que avaliou a forma como as autoridades locais tratam o ambiente, os Açores encontram-se num nível muito inferior àquele que se verifica na Madeira. Para Diogo Caetano, presidente da associação ecológica, “a atenção dada pelas autoridades [açorianas] aos trilhos do arquipélago nada tem a ver com a importância atribuída pelo Governo [Regional] da Madeira aos seus trilhos”.

Presentemente, está nos Açores, a convite da associação [ecológica] local, uma delegação de ambientalistas das Canárias para ver os bons e os maus exemplos ambientais da Região.


Notícia: «Jornal Diário» e RDP/Antena 1 Açores.
Saudações florentinas!!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Praga de larvas das pastagens está a causar prejuízos a alguns agricultores

A larva da lagarta das pastagens, mythimna unipuncta, vulgarmente conhecida por “rosca”, danificou várias pastagens no concelho das Lajes das Flores, afectando explorações de uma dezena de agricultores que viram parte das suas pastagens “devoradas”.

O engenheiro Rigoberto Gomes, do Serviço de Desenvolvimento Agrário das Flores e Corvo, afirmou ao [jornal] «Diário dos Açores» que em dez anos de serviço nunca teve relatos de um ataque da lagarta de pastagens com populações elevadas. “Foi a primeira vez que os agricultores se queixaram que estava a haver um ataque deste género, embora conhecessem a praga”, afirmou.

Crê-se que esta que foi uma situação pontual porque esta é uma lagarta vulgar existente em todas as pastagens, mas quando permitido pelas condições atmosféricas (humidade, pressão ou temperatura) a lagarta desenvolve-se mais e acontecem situações como as vividas por nove agricultores das freguesias do Lajedo e Mosteiro.

Na opinião de Rigoberto Gomes, a subida da população desta lagarta deveu-se em parte por falta de informação dos agricultores, uma vez que o Serviço de Desenvolvimento Agrário transmite toda a informação possível. A vigilância tem que ser ponto assente para os agricultores, uma vez que nestes casos “já foi tarde de mais quando se aperceberam da presença anormal da praga nas pastagens”, afirmou.

Embora ainda não esteja confirmado que se trate desta praga (para não ser cometido nenhum erro de avaliação foi enviada uma amostra para a Direcção de Serviços de Agricultura e Pecuária para identificação), o que é certo é que só num dos casos a mythimna unipuncta foi responsável por destruir 4 hectares de uma exploração.

“A lagarta é conhecida por em poucos dias, quando a sua população é grande, poder danificar uma pastagem e foi o que ocorreu em áreas localizadas. Não é uma área muito elevada que foi atingida, trata-se de uma zona específica da ilha das Flores, onde o clima e diversas alterações provocaram um desenvolvimento anormal da população daquela lagarta”, explicou o engenheiro dos Serviços de Desenvolvimento Agrário das Flores e Corvo.

Estes “ataques” às pastagens podem acontecer em qualquer altura do ano, quando as condições sejam adequadas ao desenvolvimento da lagarta, como ocorreu agora. “Se tivesse chovido há alguns dias atrás, se calhar não teria acontecido o aparecimento e subida da população da lagarta, mas esta é uma situação que tem que estar sempre sob vigilância das pastagens, especialmente quando a produção [está destinada] para silagem (rolos ou fardos de erva seca)”, referiu Rigoberto Gomes.

Os agricultores afectados vão esperar pelos resultados que o Serviço de Desenvolvimento Agrário das Flores está ainda a avaliar. Neste momento importa perceber a dimensão das explorações dos agricultores afectados que já entraram em contacto com os técnicos. “Temos estado a acompanhá-los no terreno para avaliar a situação e percebermos o total da área afectada”, considerou Rigoberto Gomes, acrescentando que os técnicos estão neste momento disponíveis para ajudar qualquer agricultor e aqueles que tenham sido afectados podem sempre deslocar-se ao Serviço de Desenvolvimento Agrário para poderem controlar e serem acompanhados relativamente a este problema.

Ainda não estão, desta forma, avaliados os prejuízos e os trabalhos continuam para que durante a próxima semana se possa ter dados mais concretos. Ainda assim, para Rigoberto Gomes e assinaladas as áreas afectadas, “não se tratam de dimensões catastróficas, pois encontram-se numa zona específica e restrita onde se criaram condições de micro-clima permitindo que a população da lagarta tivesse este aumento” verificado em algumas pastagens da ilha das Flores.

A lagarta que existe em todas as pastagens, e na sua fase adulta encontra-se sob a forma de borboleta, vulgarmente conhecida por “rosca”, deixou prejuízos aos agricultores florentinos que terão, à semelhança dos demais, de ter especial atenção a uma praga que pode prejudicar rapidamente as suas pastagens. Caberá também aos agricultores vigiar os seus bens, no caso concreto das pastagens, compreendendo que quando a praga aparece é necessário proceder a “lutas” culturais, fazendo cortes, pastoreio, limpar os dejectos e noutra fase proceder a uma “luta” química.


Notícia: «Diário dos Açores».
Saudações florentinas!!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

€mpresas municipais muito endividadas

São mais de 20 as empresas municipais existentes na Região, distribuídas por 14 municípios açorianos.

São cada vez mais as empresas municipais nos Açores com dificuldades financeiras. Foram criadas, nos últimos anos, mais de duas dezenas de empresas municipais que actuam em áreas como ambiente, cultura, acção social e habitação, distribuídas por 14 dos 19 municípios dos Açores.

Com a alteração da lei de finanças locais e o facto de algumas destas empresas [municipais] estarem em risco de falência, devido ao seu endividamento, é no entender de João Ponte, presidente da Associação de Municípios dos Açores, "uma situação preocupante". O governante local considera que o [presente] problema de endividamento não será, no entanto, grave se as autarquias "assumirem [no futuro] as suas responsabilidades".

Refira-se que as empresas municipais permitem às autarquias ultrapassar limites de endividamento e a contratação de mais funcionários.


Notícia: «Jornal Diário» e «Telejornal» da RTP/Açores (com vídeo).
Adicionalmente, leia-se também uma notícia do «Jornal de Negócios»: "Empresas municipais agravam a dívida pública".

Saudações florentinas!!

O Zeca festejaria hoje 81 anos... viva!!!


Esta música faz parte do último concerto de Zeca Afonso, em 29 de Janeiro de 1983, no Coliseu dos Recreios (Lisboa).

domingo, 1 de agosto de 2010

Projecto ambiental traz-nos voluntários

Um projecto de voluntariado ambiental, promovido pela associação Gê-Questa e pioneiro nos Açores, arranca este domingo [hoje] na ilha Graciosa, onde estará até dia 15; a sua permanência na ilha das Flores será de dia 18 de Agosto até 1 de Setembro.

O projecto Voluntariado Ambiental nos Açores no Verão 2010, que vai decorrer nas Reservas da Biosfera, em partilha e inter-ajuda com as comunidades locais, foi desenvolvido por duas jovens provenientes de Espanha, que estão na Terceira ao abrigo de um programa de estágio.

A principal missão dos voluntários - do arquipélago, do Continente e de Espanha – é a interacção com a comunidade local, para promover boas práticas ambientais, consistindo o trabalho de campo na eliminação de espécies invasoras, recolha de lixo junto à costa e desenvolvimento de acções de sensibilização da população local, na qual "por vezes não há grande interacção com o meio físico", afirmou Orlando Guerreiro, presidente da Gê-Questa - Associação de Defesa do Ambiente. "É preciso sensibilizar quem cá está para ver que vêm pessoas de fora para ajudar e que elas próprias podem fazer mais pelo meio ambiente", acrescentou.

O projecto desenvolve-se com recurso a voluntários, entre os quais nove oriundos de Espanha, que vão permanecer nas ilhas Graciosa, Terceira e Flores durante 15 dias.


Notícia: «Açoriano Oriental» e rádio Atlântida.
Saudações florentinas!!