domingo, 6 de junho de 2010

PDA questiona a certificação dos navios

O presidente do Partido Democrático do Atlântico (PDA), Manuel Costa, questionou [na passada sexta-feira, dia 4] o processo de certificação dos dois navios que [este ano] asseguram a operação de transporte de passageiros entre as ilhas dos Açores.

“A obscuridade da certificação dos dois navios deixa muitas dúvidas”, afirmou Manuel Costa numa conferência de imprensa na sede do partido.

As maiores críticas foram dirigidas ao [navio] ‘Express Santorini’, que está a navegar no arquipélago desde o início de Maio, tendo o líder do PDA denunciado que o navio “tem 36 anos e, como tal, já devia ter sido abatido”. “Tenho informação oficial, segundo a qual o navio foi construído em 1974”, afirmou, acrescentando que a legislação europeia não permite que um navio com esta idade continue a navegar. “Não sei qual a companhia de seguros que segura este navio mas, se houver um acidente, não há nenhuma seguradora que se responsabilize quando verificar que o navio já devia ter sido abatido”, frisou Manuel Costa. Ainda sobre o navio ‘Express Santorini’, o líder do PDA revelou que “emite um nível de enxofre superior ao permitido por lei”.

Relativamente ao [navio] ‘Hellenic Wind’, um barco de alta velocidade que inicia a operação na segunda-feira [amanhã], Manuel Costa afirmou desconhecerquem certificou o navio para navegar com ondas até cinco metros, quando ele só pode navegar com ondulação máxima de três metros”. O presidente do PDA criticou ainda a “obsessão” das autoridades regionais pela alta velocidade, considerando que a velocidade atingida por este navio nas águas açorianas “é igual à que atingia o ‘Anticiclone’”, navio construído pelos Estaleiros Navais de Viana do Castelo e rejeitado pelo Governo [Regional] dos Açores por não cumprir os requisitos contratuais nesta matéria.

Manuel Costa defendeu que o ‘Anticiclone’ “é um navio feito à medida dos Açores”, pelo que propôs que o Executivo regional e os Estaleiros nortenhos se entendam, de forma a que ele venha para o arquipélago. “Deviam renegociar o negócio, defendeu o presidente do PDA, que questionou o acordo extrajudicial celebrado no final do ano passado para acabar com o diferendo relacionado entre os Estaleiros Navais de Viana do Castelo e as autoridades regionais.

Para Manuel Costa, “um acordo extrajudicial quando se fala em milhões [de euros] é muito estranho”, acusando o Governo Regional de ter “deixado cair uma indemnização de 11,5 milhões de euros para receber apenas 2,7 milhões”. “A indemnização seria de 11,5 milhões de euros segundo decidiu o Tribunal de Contas mas o Governo [Regional] aceitou apenas 2,7 milhões de euros”, afirmou. Nas suas contas, este valor é o saldo entre os 40 milhões que os Estaleiros pagaram e os 37,3 milhões que os Açores já tinham entregue para a construção dos dois navios.

As críticas do PDA abrangeram também o concurso internacional que permitiu escolher os dois navios para a operação deste ano, que considerou ser “obscuro”. “Há aqui uma teia que é preciso desmascarar”, afirmou, admitindo apresentar uma queixa no Ministério Público “para que averigue a construção e a rejeição” do [navio] ‘Atlântida’ e do [navio] ‘Anticiclone’ e o “processo de fretamento” dos navios que estão a operar este ano.


Notícia: «Açoriano Oriental».
Adicionalmente leiam-se duas outras notícias: "AtlânticoLine assegura a legalidade da certificação dos navios [da operação deste ano]" e "Governo [Regional] garante [que a] resolução de contrato para a construção dos navios [foi efectuada] no tempo apropriado".

Saudações florentinas!!

5 comentários:

DR.PARDAL disse...

O lobby dos «barcos encalhados» continua a ter muita força e influência.

Muita coisa continua por esclarecer.

Até há «responsáveis» que mandam às malvas uma comissão parlamentar criada para o efeito.

Enquanto há por aí alguns «cérebros» que querem obrigar os srs deputados - e que integram um orgão de «soberania regional»! - a fazerem um «report» das suas viagens de trabalho, por outro lado, há quem ache muito natural que actuais ou ex-responsáveis pela gestão de recursos públicos, não dêm qualquer explicação ou muito simplesmente não passem cartão à Assembleia eleita pelo povo dos Açores.

Onde é que estamos? No Quirguistão ou na Papua-Nova Guiné?

Enquanto os Açores não entrarem em «falência técnica» estes lobbies e outros lobbies despesistas não vão descansar, apesar de sabermos que muita coisa está a ser «construida» em cima de enormes déficits e dívidas.

Anónimo disse...

é só falar mal, não querem novo que não tem a velucidade que foi acordada não querem velho que já passou a idade. afinal o que é que querem.

DR.PARDAL disse...

Amigo anónimo das 08:05:

A «velucidade» a que me refiro não é a velocidade do barco propriamente dita , mas sim a velocidade com que o «carcanhol» dos nossos impostos é derretido...

Anónimo disse...

acho muito bem terem que justificar para onde vão o tempo de passear á custa do josé povim deveria ter terminado á muitos anos. eu também quando saio do trabalho para tratar de algum assunto tenho que justificar o motivo e estes senhores não são melhores do que eu.

Anónimo disse...

Hardlink: 8 foi pouco, 9 é muito.

Renegociar depois da rejeção?..
Conhecem a estória dos figos do cu do burro?
-Certo burriqueiro em viagem, levava uma canastra de figos colhidos debaixo duma figueira.

Já montado no burro, começou a comer os figos e a falar sozinho.
O figos mais duros atirava-os ao
cu do burro dizendo: este não presta!..Levas com este no cu!
Este não presta idem.

Já no regresso a casa, sentiu fome e,sem nada para comer, começa a ajuntar do chão os figos que havia atirado ao cu do burro.

-Pois é!.. Renegociar o barco que rejeitaram, chama-se: comer os figos do cu do burro.
DCA