domingo, 5 de setembro de 2010

Notificações para prova de rendimentos

Os açorianos estão já a ser notificados para fazerem prova de rendimentos como forma de assegurarem o abono de família.

Para a maioria das pessoas, as alterações introduzidas pelo Governo vão reduzir o respectivo apoio. Neste momento, as famílias ainda estão a receber [o abono] pelas regras anteriores, mas, depois, terão de fazer o respectivo acerto de contas com a Segurança Social.

O abono de família está a ser pago sem interrupção, mas quando forem feitas as contas e aplicadas as novas regras de cálculo deste apoio social, que entraram em vigor no dia 1 de Agosto, as famílias vão ficar a dever dinheiro à Segurança Social. É que a maioria [das famílias] vai passar a receber menos, admite Nélio Lourenço, presidente do Instituto de Regimes da Segurança Social.

Só agora é que as famílias estão a ser notificadas para fazer prova dos seus rendimentos, sendo que a notificação só faz referência à internet e os devidos procedimentos a ter [pelas famílias] são explicados numa carta. Em caso de necessidade [de informação], os serviços da Segurança Social prestam apoio.

A prova de condições de recursos tem de ser feita de 1 a 31 de Outubro, se não o abono de família é suspenso.


Notícia: RDP/Antena 1 Açores.
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Gê-Questa faz voluntariado nas Flores

A Associação de Defesa do Ambiente dos Açores (Gê-Questa) está a organizar uma acção quinzenal de voluntariado ambiental na ilha das Flores.

Esta iniciativa foi dividida em três turnos, sendo que o primeiro já se realizou em Agosto na Graciosa, e o segundo teve início ontem e termina no dia 16 de Setembro na ilha das Flores e o terceiro turno decorrerá de 23 de Setembro a 7 de Outubro na ilha Terceira.

Segundo o coordenador desta iniciativa, o objectivo deste voluntariado é criar um intercâmbio ambiental entre os jovens, simultaneamente proporcionando-lhes momentos de lazer e de responsabilidade ambiental. Os oito voluntários, que (desde ontem) participam neste evento, vão colaborar em diversas actividades entre as quais limpeza de trilhos pedestres, recolha de lixo na orla costeira e eliminação de flora invasora em locais sensíveis, como adiantou José Silva.


Notícia: rádio Atlântida.
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Inicia-se hoje o novo serviço rodoviário de transporte público de passageiros

O novo serviço de transporte público [rodoviário] de passageiros na ilha das Flores tem início nesta quarta-feira, sendo assegurado nos próximos 6 anos pela União de Transportes dos Carvalhos, que venceu o respectivo concurso público com um contrato anual de 260 mil euros.

A rede de transporte colectivo regular de passageiros que hoje é implementada na ilha das Flores, integra as carreiras Ponta Delgada-Santa Cruz, Santa Cruz-Lajes, Lajes-Fajã Grande e Fajã Grande-Santa Cruz, que serão asseguradas por uma frota de oito veículos novos (dos quais três com 54 lugares sentados, um com 43 lugares e quatro mini-bus com 27 lugares).

Os horários das carreiras estão divididos em três períodos distintos, que cobrem (#1) dias úteis em período escolar, (#2) dias úteis em período não escolar e (#3) época de Verão.

Este novo serviço de transporte colectivo [rodoviário] de passageiros [na ilha das Flores] pretende disponibilizar uma oferta que cubra as necessidades no período escolar, ajustando os horários fora desse período onde ocorre uma menor afluência de utentes. Nesse sentido, os horários das carreiras têm em conta a necessidade de garantir a chegada dos alunos aos estabelecimentos de ensino dentro dos horários lectivos, assegurando no final das aulas o seu regresso às localidades de origem.

Por outro lado, fica garantida a possibilidade de qualquer passageiro viajar de um extremo ao outro da ilha, realizando apenas transbordo de carreiras. As duas vilas das Flores, Santa Cruz e Lajes, serão servidas por carreiras regulares de manhã, ao início da tarde e ao final do dia.

Refira-se ainda que em período de Verão – meses de Julho e Agosto – a zona de veraneio da Fajã Grande fica servida com carreiras regulares directas a Santa Cruz (via Estrada do Mato) e à vila das Lajes. Desta forma garante-se que os utentes possam usufruir em pleno do dia na zona balnear.

Está também previsto para a vila de Santa Cruz, a criação de um pequeno circuito urbano permitindo que todas as carreiras passem pelos principais pontos da vila, nomeadamente as zonas do Aeroporto, Câmara Municipal, Escola Secundária e jardim municipal.


Notícia: «Açoriano Oriental», rádio Atlântida e o inestimável "serviço informativo" do GACS [Gabinete de Apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

«Brumas e Escarpas» #7

O Carvalho Araújo

O Carvalho Araújo era um velho paquete pertencente à Empresa Insulana de Navegação que durante anos e anos deteve o monopólio do transporte de passageiros e de carga entre o Continente, a Madeira e as nove ilhas dos Açores, as quais demandava uma vez por mês. Apenas entre as ilhas do grupo central circulavam três pequenos iates: o Terra Alta, o Terceirense e o Santo Amaro.

O Carvalho Araújo era um barco enorme. Para além dos cerca de 98 tripulantes, tinha capacidade para o transporte de mais de 350 passageiros e 4.700 toneladas de carga. Tinha sido comprado à construtora italiana Cantiere Navale Triestino havia uns bons trinta anos. Uma placa colocada na primeira classe, na escadaria que dava acesso à sala de jantar, explicava a razão de ser do nome com que fora baptizado, recordando o episódio em que fora protagonista o comandante Carvalho Araújo. Em Outubro de 1918, durante a primeira Grande Guerra, o navio São Miguel fazia uma viagem entre a Madeira e os Açores, transportando passageiros e carga diversa, sendo escoltado pelo navio patrulha Augusto Castilho, sob o comando do tenente José Botelho de Carvalho Araújo. Quando os dois navios se encontravam a algumas milhas da cidade de Ponta Delgada foram atacados a tiro de canhão por um submarino alemão, comandado pelo experiente Lothar von Arnauld de la Perière. Iniciou-se, então, uma dura e árdua batalha naval que se prolongou durante algumas horas e durante a qual o comandante Carvalho Araújo ofereceu brava resistência à artilharia alemã, salvando muitos companheiros mas acabando ele próprio por sucumbir durante o combate. Para homenagear o comandante Carvalho Araújo foi posto o seu nome ao paquete que navegou mensalmente durante dezenas de anos, entre o Continente e as ilhas açorianas.

O navio Carvalho Araújo dividia-se em três partes, correspondentes a três classes distintas. A primeira classe, a melhor e mais cara e destinada aos ricos, ficava no centro do navio e constituía a sua parte mais alta, mais nobre e mais luxuosa, com três andares. No terceiro, para além do enorme convés com uma parte coberta e outra descoberta, ficava ainda a sala de estar, com bar, cadeiras estufadas e mesas de jogo e as salas de comando. No segundo [andar, ficava] a sala de jantar, a cozinha, as casas de banho e os aposentos dos oficiais de bordo. Por baixo destes e já dentro do bojo do navio, ficavam as casas das máquinas e os camarotes, mais amplos, menos susceptíveis aos balanços das ondas, mais limpos, mais arejados e, consequentemente mais caros. Na realidade só os ricos e endinheirados podiam viajar em primeira [classe] e aos restantes passageiros era vedada a permanência na sua área. A segunda classe, separada da primeira pelo porão de carga, ficava à popa, também tinha dois andares sobre o bojo. O preço dos bilhetes já era mais acessível e destinava-se aos remediados. No segundo andar ficava a sala de estar reservada aos passageiros que compravam bilhetes de segunda, circundada por um pequeno convés. A sala de jantar e a cozinha ficavam no primeiro andar. Os camarotes, por sua vez, situavam-se no bojo, mas à ré, pelo que eram bem mais ruidosos e menos confortáveis do que os da primeira [classe]. Finalmente a terceira classe, a mais barata e a pior em todos os aspectos, ficava à proa. Não tinha convés, nem sala de estar, nem bar. A sala de jantar ficava enfiada no bojo, era apertadíssima, muito suja e acumulava também as funções de sala de estar durante o dia e de dormitório, para muitos passageiros, durante a noite. Os camarotes eram poucos, pequenos e mal cheirosos e os beliches desconfortáveis e apertadíssimos. Além disso, a sua colocação à proa do barco, tornava-os muito incómodos, sobretudo durante viagens em que a agitação mais acentuada do mar provocava um balouçar maior do navio e extremamente ruidosos, pois ficavam debaixo dos guindastes do porão da frente. Assim como os camarotes, todas as instalações desta [terceira] classe, incluindo a sala de jantar e a cozinha eram tão pequenas, tão apertadas e tão promiscuas que a maior parte dos passageiros que navegava com bilhete de terceira, fugia dali como o diabo da cruz, preferindo acomodar-se ao longo dos corredores, ao lado dos porões, ou até pelo convés das outras classes, embora, neste caso, a permanência fosse sempre condicionada pela tolerância da tripulação. É que por toda a terceira classe proliferava um pestilento e emético cheiro a vomitado, a latrinas nauseabundas, a comida mal cheirosa, ao bafio dos beliches e até a bosta de vaca, dado que ficava porta a porta com o porão onde viajavam os animais.

O Carvalho Araújo, no entanto, perdura na história dos Açores e na memória de todos os açorianos, de modo muito especial dos habitantes das Flores e Corvo, para quem a escala do navio nestas duas ilhas tinha um significado e uma importância transcendentes.


Carlos Fagundes

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Programa da Festa de Santo Amaro

Como habitualmente, a Festa em honra de Santo Amaro, em Ponta Delgada, terá lugar no primeiro fim-de-semana de Setembro.

  • Sexta-feira (dia 3):
22h arraial com o Castro (Ecos do Ocidente).
  • Sábado (dia 4):
22h teatro com «Tia Jirónima de Jasus e sua irmã Rosa»;
23h actuação do duo musical Pedro e Gisela.
  • Domingo (dia 5):
17h missa e 18h procissão;
19h30 espectáculo infantil «Vamos ao Circo»;
22h actuação do duo musical Pedro e Gisela.
Saudações florentinas!!

sábado, 28 de agosto de 2010

Alguns trilhos pedestres florentinos #4

PR2FLO: Lajedo > Fajã Grande

Este trilho começa na freguesia do Lajedo, terminando na Fajã Grande, com grau de dificuldade de nível médio tem a duração total de cerca de 2 horas e meia numa extensão de 10 quilómetros.

Durante o percurso podem observar-se a costa oeste da ilha das Flores e os ilhéus adjacentes. O trilho passa pelas freguesias do Mosteiro e Fajãzinha até chegar à Fajã Grande, onde termina. Em geral, o piso é de terra batida, calçada antiga e, por vezes, é interrompido por pequenos troços de alcatrão, principalmente dentro das localidades.


O percurso atravessa uma Zona de Protecção Especial. É responsabilidade de todos contribuirmos para a sua protecção, bem como assegurar a sua biodiversidade através da conservação deste habitat.

Informações do portal Trail-Azores e do Guia Turístico dos Açores.

Saudações florentinas!!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Flores e Corvo: alerta laranja para o vento e aviso amarelo para a chuva

O Instituto de Meteorologia (IM) colocou em aviso laranja as ilhas do grupo ocidental dos Açores por vento muito forte, com rajadas que [hoje à noite] podem atingir os 115 quilómetros por hora.

As ilhas das Flores e do Corvo estão também sob aviso amarelo do IM devido a chuva por vezes forte, trovoadas dispersas e altura significativa das ondas.

O mesmo nível de aviso está activo para as ilhas do grupo central deste arquipélago (Faial, Pico, São Jorge, Graciosa e Terceira), onde o IM prevê vento forte, com rajadas até aos 95 quilómetros por hora e ondulação com uma altura significativa.

O nível de aviso laranja do Instituto de Meteorologia adverte para “situação meteorológica de risco moderado a elevado”, enquanto que o nível de aviso amarelo adverte para a existência de “situações de risco para determinadas actividades dependentes da situação meteorológica”.


Notícia: jornal «Público», «Diário de Notícias», «Açoriano Oriental», «Jornal Diário», Notícias.RTP.pt, SIC.online e jornal «i».
Saudações florentinas!!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Carta de Risco Geológico em 2011

O Governo Regional dos Açores anunciou o envolvimento de 14 especialistas em trabalhos de investigação necessários à elaboração da Carta de Risco do arquipélago em matéria de ordenamento do território, que ficará concluída no final de 2011.

Em resposta a um requerimento parlamentar sobre esta iniciativa, o Executivo [Regional] adiantou que o documento se vai basear em informação científica recolhida ao longo de 20 anos de investigação. A assessoria técnica à elaboração da Carta de Risco é assegurada pelo Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA), centrando-se os trabalhos em curso na avaliação de perigos e na delimitação de áreas vulneráveis.

Segundo o Governo Regional, a Carta de Risco Geológico para os Açores irá inventariar as zonas das várias ilhas em que eventuais movimentos de massa [de terra] ponham em causa a segurança de populações, áreas com historial de instabilidade e deslizamento de terras e outras em que a implementação de medidas para prevenção de risco sejam inviáveis.

Em situações de chuvas intensas ou de crises sísmicas as ilhas açorianas são atingidas com frequência por movimento de massas [de terra] de grandes dimensões. Em Outubro de 1997 um fenómeno dessa natureza soterrou dezenas de moradias da Ribeira Quente, ilha de São Miguel, provocando a morte de 29 pessoas.


Notícia: «Açoriano Oriental», «Diário Digital» e o inestimável "serviço informativo" do GACS [Gabinete de Apoio à Comunicação Social, da Presidência do Governo Regional dos Açores].
Saudações florentinas!!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

UTC irá dar início no dia 1 de Setembro ao transporte colectivo de passageiros

Com 8 autocarros, a operação da União de Transportes dos Carvalhos (UTC) arranca a 1 de Setembro, assegurando também o transporte escolar.

A operação de transporte terrestre de passageiros na ilha das Flores está pronta para dia 1 de Setembro - a garantia foi dada à [rádio] Antena 1 Açores por Luís Lima, responsável pela UTC, empresa a quem foi concessionado o serviço.

No entanto, na ilha das Flores nem todas as freguesias terão o serviço dos autocarros [da UTC] e, pontualmente, existem acordos com outros transportadores - adianta Luís Lima, pelo facto de "alguns acessos [a freguesias] serem difíceis e de não oferecerem a necessária segurança [rodoviária]".

A empresa União de Transportes dos Carvalhos vai operar com 8 autocarros, com diferentes capacidades, empregando 6 colaboradores recrutados na própria ilha. Para além do transporte regular, a operação vai assegurar também o transporte escolar, tendo um custo anual de 200 mil euros.


Notícia: RDP/Antena 1 Açores.
Saudações florentinas!!