quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Larva das pastagens continua a afectar mais explorações agrícolas florentinas

A larva da lagarta das pastagens continua a deixar o rasto de destruição nas explorações da ilha das Flores e o número de produtores afectados já ultrapassa as duas dezenas.

Segundo o que a reportagem do «Diário dos Açores» conseguiu apurar já chegaram ao Serviço de Desenvolvimento Agrário das Flores mais casos e a praga já se estende ao concelho de Santa Cruz, pelo menos à freguesia de Ponta Delgada. No Faial também já se registam alguns casos.

A larva da lagarta das pastagens, mythimna unipuncta, vulgarmente conhecida por “rosca”, danificou várias pastagens no concelho das Lajes das Flores, afectando as explorações de uma dezena de agricultores numa fase inicial e quando tudo apontava para que a situação não se estendesse a outros locais neste momento já há confirmação de casos nas freguesias da Lomba e na vila das Lajes. Além do concelho das Lajes, embora ainda não esteja sob acompanhamento dos Serviços de Desenvolvimento Agrário das Flores, em Ponta Delgada, concelho de Santa Cruz das Flores, os relatos da infestação desta praga também já começaram a aparecer e por toda a ilha se fala desta praga. Os agricultores que especialmente nesta altura se dedicam à silagem têm visto as suas explorações produzirem metade dos silos em relação aos anos anteriores e há mesmo casos de explorações que ficaram quase na sua totalidade afectadas pela larva das pastagens.

As explorações estão neste momento a ser vistoriadas pelo Serviço de Desenvolvimento Agrário e os agricultores já pedem nesta altura apoios para os danos causados por esta praga. Entretanto, os técnicos procedem ao levantamento de toda a área e explorações afectadas não havendo ainda o número total atingido. De qualquer das formas o conselho que é dado aos agricultores que por esta altura fazem a silagem é que o façam já, cortando a erva o mais depressa possível. O tratamento químico além de ser dispendioso não é muito fácil de executar. A chuva em grande proporção seria a melhor solução, mas mesmo a precipitação que se fez sentir na passada semana parece não ter sido suficiente para limitar a acção desta praga por não ter sido em quantidade suficiente. Quando se proporciona uma chuva intensa é a melhor forma de combater esta praga, mas nesta altura de Verão a chuva não tem sido grande ajuda.


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Além desta praga não ser recorrente nos últimos anos, com esta proporção não se tinha registado há mais de 10 anos na ilha das Flores e segundo alguns relatos poderá estar já a ser sentida na ilha do Faial com o aparecimento de alguns casos. A condição atmosférica, como a humidade, pressão ou temperatura permitem à lagarta desenvolver-se mais, mas a vigilância tem que ser ponto assente para os agricultores uma vez que nestes casos quando se têm apercebido da presença anormal da praga nas pastagens já é tarde de mais.

A lagarta é conhecida por em poucos dias poder, quando a população é grande, danificar uma pastagem e foi o que ocorreu em áreas localizadas. Acontece que, ao invés das explicações dadas ao «Diário dos Açores» quando se tomaram conhecimento dos primeiros casos, as zonas abrangidas já se estendem e não se limitam a uma área específica da ilha das Flores. Os agricultores afectados vão esperar pelos resultados que o Serviço de Desenvolvimento Agrário das Flores está ainda a avaliar. Neste momento importa perceber a dimensão das explorações dos agricultores afectados que já entraram em contacto com os técnicos, sendo que pelo menos 20 casos já estão assinalados e outros há que ainda não deram entrada no Serviço de Desenvolvimento Agrário das Flores.

A lagarta que existe em todas as pastagens, e na sua fase adulta se encontra sob a forma de borboleta, vulgarmente conhecida no meio por “rosca”, está a deixar um rasto de prejuízo aos agricultores florentinos que terão, à semelhança dos demais, que ter especial atenção a uma praga que pode prejudicar rapidamente as suas pastagens. Caberá também aos agricultores vigiar os seus bens, no caso concreto das pastagens, compreendendo que quando a praga aparece é necessário proceder a “lutas” culturais, fazendo cortes, pastoreio, limpar os dejectos e noutra fase proceder a uma “luta” química. Ainda assim, o conselho mais prudente nesta altura será proceder à silagem dos terrenos destinados para tal, uma vez que embora a área afectada ainda não esteja totalmente contabilizada será relativamente grande e outros pontos tendencialmente podem vir, também, a ser afectados.


Notícia: «Diário dos Açores».
Saudações florentinas!!

6 comentários:

Anónimo disse...

Se não é a lagarta é o escaravelho, se não é o escaravelho é o caracol, se não é o caracol é a lesma.

Se não é a chuva é a seca, se não é a seca é a humidade, se não é a humidade é o gelo se não é o gelo é a geada.

Tudo, mesmo tudo, é mote para um subsidio, uma ajuda ou um incentivo.

Tanta boquinha se criou na nossa ilha com aquilo que a terra dava.

Anónimo disse...

Pois é um tolo como tu so pode ser, ao fazer um comentario destes, gostava que tiveses uma exploraçao que queria ver o que ias dizer, pois é com muita pena que ja ninguem cultiva pa poder comer, os tempos sao outros infelizmente, mas se á agricultura que é a mais projudicada nos açores é a da ilha das flores, pois para virem dizer tolices mais vale tarem calados.

Anónimo disse...

o anónimo das 13,21 não diz asneiras mas sim verdades. e a frase em que ele diz, tanta boquinha se criou na nossa ilha com aquilo que a terra dava. é verdade amigo e sofrer bastante com invernos ruís e não havia subsidio para nada, havia sim bastante trabalho.

DR.PARDAL disse...

Tem razão o caro anónimo das 18:18 de 11 de Agosto.

Antigamente esta ilha matava a fome a todos os seus habitantes e que chegou a ser o triplo da população actual.

Não havia subsídios, nem reformas, nem mamanço da chulança pública, mas toda a gente comia e trabalhava.

Hoje produz-se muito pouco e para além dos lacticínios, práticamente a Ilha não tem produtos da sua terra para vender ou mesmo oferecer a quem nos visita.

Nesta semana valeu-me a linguiça do Braga para poder oferecer a um casal amigo um produto «genuíno» das Flores, fabricado pelas «Carnes do Monte» em S.Miguel (!!!).

Uma boa pack de quase três kilos a 10,40, um preço módico, diga-se de passagem...

Anónimo disse...

se não sabem do que falão deviam estar caladinhos , por acaso sabem o que é rosca a devorar os pastos todos?

Anónimo disse...

vai comprar com o teu dinheiro produto para iluminar a rosca e ponte a dar solfato não esperes pelo governo.