sexta-feira, 14 de março de 2014

Queijos açorianos contêm detergente?

Já alguma vez lhe pareceu que o queijo dos Açores tem sabor a detergente?

Não é por ter um paladar muito fino mas desde o último ano várias vezes comprei queijo aqui na minha freguesia na ilha das Flores e não consegui comê-lo porque sabia a algo químico. Não conseguia identificar o sabor mas falei com os empregados da loja para perguntar se enxaguavam bem as prateleiras onde estavam expostos os queijos, pensando que aquele produto detergente usado na loja pudesse entrar no celofane dos queijos. Disseram que não era a primeira pessoa a queixar-me disso e que os queijos vinham assim das fábricas de lacticínios de várias ilhas do arquipélago.

Eu comecei a pensar que algo era preocupante e fiz a minha própria investigação, falando aqui e ali, até que a explicação chegou, depois de falar com um produtor de leite de uma ilha do grupo central, durante umas férias.

Infelizmente a sensibilidade do meu paladar não me tinha enganado e descobri até mais: quase todos os queijos produzidos nos Açores contêm altas taxas de detergente! Porquê? Porque deixar as bilhas e os tanques de leite mal lavados com um resto de detergente (até colocado conscientemente algumas vezes) é um truque usado por muitos produtores de leite do arquipélago, para o seu leite ter baixas taxas bacteriológicas e ser aceite nas Cooperativas de lacticínios e assim dar mais lucro.

Pois... é assustador. Eu fiquei sem voz e tinha dificuldade em acreditar. Se isso é bem real, estamos perante um grande escândalo de saúde pública que põe em questão a qualidade dos lacticínios açorianos. Este assunto não existia nos Açores antes de ter chegado um serviço especial de análise do leite, forçando os pequenos produtores a pôr em perigo os consumidores para conseguirem viver da sua produção de leite.

É um assunto muito delicado e importante de fazer emergir nos meios de comunicação social açorianos e portugueses em geral. Esperando que haja uma reacção das entidades responsáveis que tutelam este sector das normas de higiene e leis que criam essas aberrações. Essa informação foi enviada a todos os jornais açorianos e recebi unicamente um silêncio rádio geral... comprovando a importância do assunto. Se os media não nos querem informar, então têm que ser as pessoas do Povo a difundir a informação e fazer as suas próprias pesquisas para saber a realidade dessa questão.


Opinião publicada na página FaceBook de OValzinho das Flores.
Saudações florentinas!!

5 comentários:

Anónimo disse...

Embora o blog é o que é, a noticia é ridícula. O detergente não elimina as bactérias do leite. A introdução de outros químicos é identificada nas análises e para introduzir "sabor" no queijo seria necessário contaminar o leite expressivamente.

Dado estes factos e a falta de carácter cientifico e suporte fidedigno, só posso imaginar que comeram o invólucro de plástico ou foi contaminado no interior do frigorífico, da loja ou do sujeito.

Anónimo disse...

"Este assunto não existia nos Açores antes de ter chegado um serviço especial de análise do leite". E como é que era antes? Um desastre de falta de higiene, sem os consumidores terem a minima garantia de qualidade.

Ninguém é forçado a nada. Ou se produz com qualidade ou não se produz e ponto final. Se não se produz com qualidade não se vende e a falencia bate à porta.

Ninguém consegue viver por muito tempo da sua produção de leite a aldrabar e a dar a volta à lei.
A culpa não é de quem faz a lei com o propósito de garantir qualidade e dar segurança a quem compra. É de quem dribla a lei, deixando desinfectante onde não devia.

Felizmente vivemos num mundo global onde nos chega queijo holandes, frances e suisso com selo e garantia de produção. Se os daqui não dão tafulho, porque aldrabam e se armam em "chico esperto" os outros dão.

E depois vão os os tais que deixam desinfectante queixarem-se ao governo... para os contribuintes os sustentarem.

Caros senhor. O mundo não é as Flores. É maior. Mudou e muito. Ou entramos pela porta que devemos entrar, com descrição e responsabilidade, ou então não vale a pena andarmos aqui.

Anónimo disse...

E a coisa mais estapafurdia que algumas vez ouvi na vida.
Mas bem pior é o articulista se por do lado de quem aldraba, de quem usa a tecnica do vale tudo, para tirar mais proveitos.
Há de facto produtor que, por inteligencia curta, aldraba o que produz na mira de mais lucro. E o que é que é de esperar depois?
Vendas por um canudo e cooperativas e fábricas falidas, porque não conseguem competir com quem produz com qualidade.
Este artigo, que me perdoe o autor, é do mais despropositado que aqui tem aparecido.
Porque não fala verdade, mente, e porque se põe do lado de quem não devia, ou seja de quem é mau profissional e não produz nas devidas condições.

Anónimo disse...

Atenção!
Eu acho que há mais problemas além desse... É preciso uma fiscalização rigorosa à produção, sob pena de ir por água abaixo uma importante actividade económica da Ilha.

Anónimo disse...

É assim..........é bem capaz de ser um queijo bem velho.

Ninguém anda a lavar nada com fairy, podem ter a certeza. Hipocloreto é usado nestas indústrias e não deixa nenhum sabor residual.
As gorduras saponificam. Ficam mesmo com um gosto a sabão. De repente, é isso.