domingo, 12 de setembro de 2010

Lagarta das pastagens não é praga

“Não é uma praga, não é uma questão nova, é um corriqueiro e vulgar inimigo das culturas como todos os outros das culturas que têm vida”. É assim que Joaquim Pires, director regional do Desenvolvimento Agrário, se refere à lagarta das pastagens que nos últimos tempos tem importunado dezenas de agricultores, pelo menos, nas ilhas das Flores, Faial e Terceira.

A larva da lagarta das pastagens, mythimna unipuncta, vulgarmente conhecida por “rosca”, danificou várias pastagens este Verão, registando quebras em explorações que se preparavam para fazer silagem de erva ou, noutros casos, de milho. Ora, para Joaquim Pires a lagarta das pastagens é “um vulgaríssimo organismo que é dominado perfeitamente pelos agricultores”. Mas, se­gundo o director regional do Desenvolvimento Agrário “quando baixa a humidade a determinados níveis e aumenta a temperatura, nomeadamente nos meses mais secos do ano (Julho ou Agosto), é quando este organismo se faz expressar, quando aparece mais. Isso é do conhecimento vulgar do agricultor e que o resolve perfeitamente através de determinados produtos”, explica Joaquim Pires.

Quando o «Diário dos Açores» reportou pela primeira vez esta situação alguns técnicos do Serviço de Desenvolvimento Agrário das Flores revelaram um parecer que já há muito não era visto. Agora, Joaquim Pires salienta que os registos quinzenais revelam que não há registos anormais e que este “organismo expressa-se em circunstâncias perfeitamente normais e naturais a qual o agricultor tem o domínio sobre ele”, acrescentando que a agricultura estará sempre dependente da conjugação do solo com o clima, sinal de uma agricultura “saudável e natural”.

A Direcção Regional de Desenvolvimento Agrário sublinha assim que os elementos que dispõe são de “situações perfeitamente naturais para a época do ano, que inclusivamente em meados de Julho até melhoraram com algumas chuvas”. Joaquim Pires informa que “os Serviços de Desenvolvimento Agrário têm permanentemente a porta aberta e sempre que surge algum caso mais anormal devem contar-nos e pedir conselhos aos técnicos. Não faltam técnicos para fazer esse aconselhamento, também nas Cooperativas Agrícolas e Associações Agrícolas. Os agricultores encontrarão apoio para actuar de diferentes maneiras adequadas”, disse.

Quanto aos casos, que o Director Regional quantifica como “pouquíssimos”, Joaquim Pires concluiu que “há anos que de facto são, nesse aspecto, diferentes e menos bons que outros e isso verifica-se, mas dizer que é um ano anormal, não é. O que se verifica é que este ano poderá haver mais expressividade do organismo do que o ano anterior, mas não é um ano anormal”, esclarece.


Notícia: «Diário dos Açores».
Saudações florentinas!!

4 comentários:

Anónimo disse...

O pobre do agricultor tem sempre contratempos, uma vez é a lagarta outra vez o temporal e contudo isso são eles que matam a fome à humanidade.

José das Barguilhas disse...

o pobre do agricultor de hoje em dia(a maior parte)pensa é no subsídio.

DR.PARDAL disse...

É verdade.

A lagarta não é praga.

Praga - e das grandes! - são os «nossos» politicos que estão «à frente» desta Região e desta Nação!

Anónimo disse...

Para que não se esqueça venho chamar atenção dos nossos responçaveis pela vale que se está abrir na estrada velha junto ao porto, que tem muita calçada desde o iniçio deste porto,para não esquecerem quando taparem a vale ficar a respectiva calçada que faz parte do Património das Lajes. Obrigado a todos os que lutam pelo seu Património.